Reservas de previdência privada devem atingir R$ 273 bi este ano

matéria extraída do portal da CNseg (www.viverseguro.org.br)

O mercado de previdência privada aberta deve encerrar o ano com reservas na faixa de R$ 273 bilhões, o que corresponde a 7% de participação no Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). Até setembro deste ano, o volume totalizou R$ 255 bilhões, crescimento de 21,9% sobre o mesmo período do ano anterior.

O salto esperado é justificado pelo maior foco dos bancos nas vendas de produtos de previdência, alertando os consumidores sobre os benefícios fiscais que podem ser usufruídos com o PGBL, como o abatimento de 12% na renda líquida declarada no Imposto de Renda.
Para 2012, confirmando-se os indicadores de baixo desemprego e alta do PIB no mesmo patamar deste ano, a aposta é de que o setor registre o mesmo índice de crescimento.

Neste cenário positivo do setor, a Brasilprev divulgou ontem suas expectativas com 2012 e o resultado obtido em 2011. “Estamos muito otimistas a longo prazo. 2012 podemos sentir um pouco a desaceleração observada até setembro, divulgada na terça-feira, mas o ritmo de expansão deve permanecer acelerado nos próximos anos, ao atingir 14% do PIB em 2019, com o setor responsável por um total de R$ 1 trilhão em ativos sob gestão”, disse o presidente da empresa, Sérgio Rosa.

Segundo ele, a Brasilprev deve encerrar o ano com R$ 50 bilhões em ativos sob gestão, avanço de 35%. As contribuições cresceram no mesmo ritmo, atingindo R$ 8,19 bilhões até setembro, bem acima dos 22% registrados pelo setor no mesmo período. Ele destacou também o índice de resgate, que ficou abaixo, de 8,9%, enquanto o mercado está em 11,5%. “É importante analisar esse item, pois ele mostra a liderança da Brasilprev em captação líquida, com 33,8% de participação de mercado”, orgulha-se Rosa.

Durante o almoço com jornalistas, a Brasilprev divulgou dados interessantes de uma pesquisa realizada com a base de dados dos 1,6 milhão de planos administrados pela companhia. Segundo o estudo, 24% dos clientes têm renda de até R$ 4 mil e com saldo no plano de até R$ 10 mil. O BrasilPrev Junior, plano voltado às pessoas com até 21 anos pagos pelos responsáveis, representa 54%, seguido pelos individuais, com 35%, e os planos empresarias, com 10%.

Segundo Rosa, o segmento empresarial tem grande potencial de expansão. “As taxas de desemprego estão inferiores a 7%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, frisou. O apagão de talentos no mercado brasileiro, segundo Rosa, também ajudou as seguradoras a venderem planos de previdência para empresas que ainda não tinham incluído o benefício no pacote ofertado aos funcionários. Os planos instituídos, nos quais a empresa também faz aportes, estão mais presentes em empresas com faturamento anual acima de R$ 600 milhões, que representam 53% do total.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Ouça nosso podcast

ARTIGOS RELACIONADOS