Heróis e Vilões de 2011

2011, com certeza, foi o ano em que a indústria de seguros mais apostou na mídia. As seguradoras e corretoras se conscientizaram de que precisam investir em atitudes que gerem notícias e em campanhas publicitárias para promover a imagem do setor, do produto e delas mesmas. O ano foi um marco na divulgação. Seguro no rádio, na novela, nos jornais, nas revistas, no cinema, no ponto de önibus, nas redes sociais, em outdoors fora de São Paulo, na bicicleta para alugar na orla carioca, na farmácia, na banca de jornal e nas comunidades. Para qualquer lugar que se olha, tem alguém com dicas para o consumidor se proteger dos riscos do dia a dia.

Além dos anúncios, as seguradoras geraram muitas notícias. O ano começou com uma grande revolta, que chegou as esferas internacionais. Todos, com exceção dos acionistas do IRB Brasil Re, rechaçaram as mudanças promovidas pelo governo na regulamentação de resseguros.

No começo do ano também tivemos catástrofes, como o deslizamento de terra na região serrana do Rio de Janeiro. Em fevereiro, o anúncio da parceria entre Zurich e Santander. E aí não parou mais. Notícias e mais notícias interessantes sobre a oferta de serviços e produtos inovadores, troca de executivos, fusões e aquisições.

Realmente, quem acompanha o setor ficou impressionado. Fruto do investimento de anos na imagem do setor, tivemos vários eventos internacionais, sendo dois deles nunca antes realizados no Brasil: Geneva Association, Seminário da ABGR e Conferência Internacional de Microsseguros. Nunca vi tanto estrangeiro no Brasil. Desde técnicos até os principais CEOs e investidores do mundo.

A perspectiva para 2012 é manter um ritmo intenso de notícias. Ainda bem, pois adoro trabalhar e levar notícia de qualidade aos leitores. O meu muito obrigada a todos os executivos que apostaram na indústria de seguros investindo na abertura de empresas, na criação de seguros e serviços diferenciados, no treinamento de funcionários, no tempo dedicado a criar um relacionamento harmonioso com os jornalistas.

Desejo a todos um Feliz Natal e um 2012 prá lá de sustentável.

Abaixo, listo algumas sutilezas de 2011 que realmente tive grande prazer em divulgar ou ler na mídia nacional e especializada.

Heroi – Eugënio Velasques – Realmente o diretor da Bradesco Vida e Previdência foi um grande herói na minha visão. Se dedicou de corpo e alma para aprovar a regulamentação de microsseguros e conseguiu. Assim como trazer para o Brasil a 7a Conferência Internacional de Microsseguros. Divulgou a imagem do setor nas comunidades carentes do pais e para os conselheiros mundiais das maiores seguradoras, resseguradoras, corretoras e investidores do mundo. Com certeza acumulou milhas para toda a família.

Vilão – O governo e os acionistas do IRB Brasil Re, por terem mudado as regras do jogo da abertura do resseguro sem conversas, debates ou negociações depois de anos realizando reuniões e audiências para a construção do arcabouço inicial, aprovado em 2008.

Empresa – A Zurich começou o ano com tudo, anunciando a parceria com o Santander. Depois não parou mais. Lançou muitas novidades, como o D&O One, para pessoas físicas, o seguro de risco político e as coberturas de desemprego e doenças graves acopladas gratuitamente no seguro de automóvel.

Comunicação – Parabéns a todas as seguradoras e corretoras que entenderam a importância da mídia especializada, até então desprezada por boa parte das empresas. Também foi legal encontrar boa parte das companhias nas mídias sociais

Marketing – Liberty Seguros ser a seguradora oficial da Copa 2014.

Foto – Gostei muito dessa foto de Lucio Flavio de Oliveira – o presidente da Bradesco Vida e Previdência: fala e faz (crédito da foto Luis Ushirobira/Valor).

Carreira – Norton Glabes Labes – presidente da Bradesco Previdência. Uma lição de vida sobre como conviver com as pessoas. Comemorou 50 anos de grupo Bradesco com muitos amigos e uma alegria impressionante de fazer o que faz. Um feito e tanto.

Amizade – 2011 foi um ano marcante em amizade. Fiz muitos amigos e curti muito os amigos. João Gilberto Possiede, Angela Cunha, Kelly Lubiato, Clau Duarte, Jose Rubens Alonso, Rene Garcia, Marcelo Blay, Claudio Sa e Henrique Oliveira. Minha eterna gratidão pelos conselhos, carinho e por abrirem minha mente para novos desafios. Se fosse citar todos… ficaria aqui ate o ano novo…

Tecnologia – Porto Seguro entrar em telefonia móvel e Bradesco começar a vender seguro por meio do celular e POS

Corretoras – O investimento da Brasil Insurance na consolidação do setor, o lançamento da Minuto Seguros e das corretoras online. Só falta elas realmente serem online!

Tristeza – A morte de João Leopoldo Bracco e de Leôncio Arruda.

Alegria – Ter ido com minha filha e marido para a Disney e ter curtido com eles todas aquelas montanhas russas e compras baratinhas!!!!

Desafio – Manter a qualidade do trabalho, do relacionamento com a família e amigos, a disciplina do esporte para manter a saúde ao mesmo tempo em que me esforço para fazer o MBA de Mercados Financeiros com dedicação.

Luis Maurette não descarta aquisições para Willis crescer na América Latina

Luis Maurette aproveitou o final de 2011 para se ambientar em seu novo desafio profissional. Deixou a Liberty Seguros para ser o CEO da América Latina da Willis, terceira maior corretora de seguros do mundo. Desde então, não parou de viajar para conhecer todos os especialistas que vão ajudá-lo a conquistar clientes na região. “Estou satisfeito por estar à frente da Willis América Latina e aviso que temos muito trabalho pelo frente para atender a demanda deste país que cresce forte˜, diz.

Para enfrentar a forte concorrëncia do setor, que passa por um período de intensa consolidação, ele conta com a equipe de especialistas e também com recursos internacionais para investir no treinamento dos profissionais e em sistemas que facilitem o dia a dia de seus clientes. Veja abaixo alguns trechos da entrevista concedida ao Blog Sonho Seguro e um video sobre suas impressões sobre o Brasil em evento da Swiss Re.

Conte o que a Willis, tanto America Latina quanto Brasil, espera para o ano de 2012

Em relação ao Brasil, ainda há muito o que ser feito para que a indústria de seguros conquiste o coração e a confiança dos brasileiros. Isso porque a penetração de seguros no País ainda é baixa, devido, principalmente à falta de conhecimento e entendimento dos riscos potenciais associados com os negócios e até mesmo com a vida dos consumidores. Nós da Willis estamos nos preparando para reverter esse atual cenário de baixa entrada de seguros no País. Para isso, estamos definindo metas para aproximação cada vez maior de nossa carteira de clientes, bem como com os parceiros que compõem nosso sistema.

O crescimento será orgänico ou envolve aquisições?

Temos planos de expandir nossa presença para outras regiões do país que extrapolem o eixo da região Sudeste e não descartamos a possibilidade de atrelar ao crescimento orgânico uma expansão ocasionada por aquisições.

Em sua opinião, como os preços vão se comportar no próximo ano?

As seguradoras no Brasil ainda estão muito focadas em grande risco e especialidade, não prestando atenção suficiente no segmento das PME. Isto é evidenciado pelos números: de 3000 mil empresas no Brasil, 25% são grandes empresas e representam 75% do premio, enquanto 75% são PME, que representam apenas 25% do prêmio.

Você acredita que haverá uma farta capacidade de seguro e resseguro para a demanda dos clientes brasileiros?

O cenário atual no país ainda é favorável pois, apenas nos últimos dois anos, cerca de 40 milhões de brasileiros “migraram” para a economia formal, o que representou maior acesso a contas bancárias e créditos para compra de ativos fixos. Esta crescente classe média vai precisar, e muito, de seguro e movimentará toda a indústria e varejo. Esta parcela do mercado formal é que irá representar uma grande oportunidade neste futuro próximo. Se as seguradoras criarem fortes estratégias de médio prazo, que devem ser revistas periodicamente, e se forem capazes de desenvolver cenários para entenderem melhor os movimentos dos concorrentes e seu históricos, elas estarão aptas para acompanhar as demandas crescentes no País e também para competir.

8 motivos para um sentimento de otimismo

O economista Francisco Galiza listou oito motivos para os corretores terem um sentimento de otimismo com 2012. Veja abaixo:

1) Diversas pesquisas com seguradoras no Brasil (feitas de forma independente e confidencial) mostram que o corretor é o canal que vai mais crescer nos próximos anos. Ou seja, as seguradoras acreditam nas corretoras e estão montando uma estratégia nesse sentido para o futuro.

2) Apesar da crise, economia brasileira segue em crescimento. Além disso, o seguro, por suas características – em economia, diz-se que esse tipo de produto tem elasticidade renda maior do que 1) -, vai crescer em uma proporção maior, devendo atingir patamares internacionais nos próximos anos.

3) Há uns 10 anos, as taxas de comissionamento de seguros estavam em processo de queda, preocupando muitos profissionais da área. Entretanto, nos últimos anos, tudo indica que elas atingiram um patamar de estabilidade. Exemplo principal: Seguro de Automóvel.

4) Aumento do nível profissional dos corretores, favorecido por um ambiente propício para adquirir mais conhecimentos. Hoje, por exemplo, a produção bibliográfica e de cursos da Funenseg (a Escola de Seguros) é intensa, a maioria a preços muito baixos (alguns até de graça). Ou seja, sinceramente, só não aprende quem não quer.

5) Novos produtos no mercado de seguros surgiram e continuam a surgir para o consumidor. Para esses profissionais, isso amplia as possibilidades estratégicas. Exemplo: Microsseguro (a regulamentação acabou de sair), Odontológico, VGBL Saúde, etc.

6) Corretores estão descobrindo, cada vez mais, a oportunidade de vender novos produtos que são ligados de forma indireta ao seguro, e, com isso, se re-inventar e criar novos mercados!!! Há inúmeros exemplos para dar, desde cartão de crédito a produtos financeiros. Um, particularmente, tem chamado a atenção (apresentamos recentemente palestra a respeito), que é o mercado de certificação digital (um documento eletrônico que possibilita comprovar a identidade nas transações “on line”). Já existem diversas corretoras oferecendo esse produto em sua carteira. Teoricamente, há dois ganhos importantes. Primeiro, um ganho direto (estimado em uns 20 a 25% da sua receita original). Segundo, um ganho indireto, com novos segurados que podem ser obtidos a partir desses contatos.

7) “Internet”, quando surgiu com força há uns 10 ou 15 anos, era uma ameaça potencial. Sinceramente, até parcialmente justificada pelo momento em questão, muitos corretores disseram que a “internet” poderia dificultar em muito a corretagem de seguros, monopolizando o setor. Hoje, o que se vê é que muitas corretoras já estão bem mais familiarizadas com esse mecanismo, montando estratégias a respeito. Ou seja, elas próprias criando seus endereços, em um processo complementar de vendas, sem a existência de concentração econômica. No final, os corretores viram que a “internet” se tornou uma aliada, não uma inimiga!

8 Transformação no mercado de distribuição, com a formação de conglomerados de corretores. Pala análise dos dados públicos, a avaliação desse tipo de empresa é favorável (pois vemos a manutenção dos preços de suas ações na bolsa de valores, apesar da crise nesses mercados). Ou seja, não vai ser a seguradora, o cliente ou o seu vizinho que precisam dizer isso. É o próprio mercado financeiro (nacional e internacional) é que acha que ter corretora de seguros é um bom negócio!

Allianz elege, pela primeira vez, uma mulher para o Conselho

As mulheres avançam em cargos de comando para gerenciar crises. Desta vez a notícia vem da maior seguradora do mundo. O Conselho Fiscal da Allianz SE nomeou Helga Jung para o Conselho Administrativo. Ela será responsável pelos negócios do setor de seguros na Espanha, Portugal e América Latina, que envolvem participações estratégicas, fusões e aquisições, além de jurídico e compliance.

Este é um anúncio que passa a ser um marco na história dos 121 anos da Allianz: Helga Jung, nascida em 1961, solteira, é a primeira mulher a ser nomeada para o Conselho. Segundo entrevista publicada no portal da seguradora, Helga diz que não planejou chegar tão longe. “Minha prioridade sempre foi fazer o meu trabalho com o máximo da minha capacidade”, diz.

Há 17 anos na Allianz, Helga esteve nos últimos dez como chefe de Fusões & Aquisições, tendo sido peça fundamental na reestruturação do grupo, como na fusão da empresa italiana RAS, na compra da participação minoritária da empresa francesa AGF, na conversão da Allianz em um Societas Europaea (SE) e na compra e venda do Dresdner Bank. “Essas operações requerem não apenas fatos, mas também sensibilidade e inteligência emocional para tomar a decisão mais correta”, diz Helga.

Para descontrair e manter o equilíbrio, Helga toca violoncelo e piano.”É preciso ter equilíbrio para adaptar as expectativas à realidade e reajustar a estratégia traçada a cada vez que considerar os objetivos específicos de seu parceiro de negócios”. Esse perfil de Helga, doutorada em administração de empresas, a levaram a conquistar a posição que passa a exercer a partir do a partir de 1º de janeiro de 2012.

Vamos aguardar agora ela vir ao Brasil, país repleto de negócios para alavancar a operação do grupo na América Latina.

Emergentes se destacam em estudo mundial de seguros

“Seguros em mercados emergentes: fatores de crescimento e rentabilidade” é o mais novo estudo da Sigma, da Seiss Re. O estudo concentra-se em duas das regiões que deram a maior contribuição para o crescimento dos prêmios nos mercados emergentes, a Ásia Emergente e a América Latina. Nos últimos dez anos, os prêmios de seguro nos mercados emergentes apresentaram o robusto crescimento real de 11,0% ao ano, em comparação com 1,3% nas economias industrializadas. É esperado que esse desempenho superior dos mercados emergentes se mantenha na próxima década e ele está atraindo a atenção das seguradoras globais, que examinam os mercados emergentes em busca de crescimento rentável, superior ao dos mercados maduros mais saturados.

Oliver Futterknecht, coautor do novo estudo sigma, comenta em nota: “Devido a seu porte, em termos absolutos os países industrializados continuam a dar a maior contribuição aos prêmios de seguros, mas os mercados emergentes estão se aproximando rapidamente. Em 2010, por exemplo, em termos nominais as economias industrializadas contribuíram com US$ 120 bilhões em prêmios adicionais, enquanto os mercados emergentes as seguiram de perto, com US$ 109 bilhões.

Nos últimos dez anos, a Ásia Emergente e a América Latina foram as regiões que mais contribuíram para o crescimento dos prêmios nos mercados emergentes. Isso foi determinado por diversos fatores, inclusive um ambiente econômico saudável, aprimoramento na regulamentação de seguros, inovação de produtos e aproveitamento de diversos canais de distribuição.

Segundo Futterknecht, “o ambiente econômico saudável, com inflação baixa, teve um efeito positivo sobre o crescimento dos prêmios de seguros na Ásia Emergente e na América Latina”. Além disso, em uma tentativa de estimular uma competição salutar, alguns mercados reduziram o envolvimento estatal e adotaram medidas regulamentares favoráveis ao setor. A inovação nos produtos também impulsionou o ritmo do crescimento de alguns setores, inclusive microsseguro e os seguros baseados nos preceitos islâmicos (takaful). O uso de múltiplos canais de distribuição também ajudou o setor segurador a atingir um público maior nos mercados emergentes.

Por exemplo, a distribuição pelo setor bancário, conceito virtualmente inexistente antes do ano 2000, ganhou importância em diversos países, principalmente no ramo vida. Seu rápido crescimento foi impulsionado principalmente por alterações regulamentares nos principais mercados emergentes, inclusive a Índia e a China. Amit Kalra, coautor do estudo sigma, comentou: “Na Índia, a distribuição via setor bancário respondeu por 22% dos prêmios gerados pelas empresas do setor privado em 2010. Com uma classe média em crescimento e mais de 70.000 agências bancárias no país, esse canal de distribuição tem muito espaço para expansão.”

Embora as seguradoras tenham obtido um excelente crescimento dos prêmios nos mercados emergentes, conseguir crescimento rentável está longe de ser normal. Por exemplo, 46% das seguradoras de uma amostra de 174 empresas do ramo vida dos mercados da Ásia Emergente e da América Latina não conseguiram apresentar resultados regulares entre 2006 e 2009, e apenas 20% delas apresentaram margem de lucro (lucro líquido dividido pelos prêmios diretos) superior a 10%. Nos demais ramos, 49% de todas as seguradoras dessa amostra apresentaram margem de subscrição negativa (resultados de subscrição divididos pelos prêmios diretos) e 36% obtiveram margens na faixa de 0% a 10%.

A rentabilidade baixa pode indicar uma atenção exagerada das seguradoras ao crescimento da receita bruta em detrimento do crescimento rentável. O estudo sigma examina a rentabilidade nos mercados emergentes e analisa se a estrutura de controle, afiliação a conglomerados financeiros ou economias de escala podem levar a uma tendência de alta na rentabilidade.

Kalra observa que “no ramo vida, as seguradoras locais e as sucursais e subsidiárias de empresas estrangeiras geralmente obtêm rentabilidade maior que as joint ventures. O sucesso das seguradoras locais pode ser devido a suas grandes redes de distribuição, seu conhecimento do mercado interno e os custos possivelmente menores resultantes das economias de escala. Comparativamente, muitas joint ventures têm um histórico operacional curto e ainda estão incorrendo em pesados custos de organização e início de operações. Nos demais ramos, o quadro é menos claro, não existindo diferenças aparentes entre as seguradoras com diferentes estruturas de controle.”

É esperado que, entre hoje e 2021, mais da metade do crescimento da economia global venha dos mercados emergentes. Está previsto que, nesses mercados, os prêmios dos ramos não vida cresçam numa velocidade mais de duas vezes maior que nos países industrializados. Também é esperado que os prêmios de seguro de vida superem os dos países industrializados.

Embora enfrentando a concorrência acirrada das companhias locais, muitas seguradoras internacionais planejam buscar ativamente oportunidades nos mercados emergentes em rápido crescimento. É provável que os bancos aproveitem suas redes de agências para aumentar ainda mais sua penetração nesses mercados. Contudo, dada a expectativa de que os juros continuem baixos por um período prolongado, tanto nos mercados desenvolvidos quanto nos países emergentes, as seguradoras encontrarão cada vez mais dificuldade em conseguir crescimento rentável.

“Daqui para frente, para beneficiar-se das perspectivas de crescimento saudável nos mercados emergentes e operar de forma sustentável, as seguradoras terão de dar grande importância à subscrição profissional e disciplinada. A gestão do capital também será essencial para sustentar o crescimento e atender aos requisitos mais rígidos de solvência”, afirma Kalra.

As autoridades econômicas podem desempenhar um papel de destaque no fortalecimento dos incentivos ao setor privado, destinando recursos suficientes à infraestrutura jurídica, educacional e regulamentar. Elas também podem dar apoio a esforços específicos do setor de seguros, permitindo a previdência privada, tornando obrigatório o seguro de acidentes do trabalho e introduzindo novas linhas de negócios e exigindo sua operacionalização. Por exemplo, o seguro de responsabilidade civil obrigatório assegura que existam recursos para compensar as vítimas de acidentes e o seguro compulsório contra terremotos ajuda a evitar a seleção adversa.

João Leopoldo: um dos profissionais mais gentis que conheci

Nesta manhã, as 11 horas, acontece o enterro de um dos executivos mais gentis da indústria de seguros, João Leopoldo Bracco Lima, 69 anos. Ele dedicou a vida na divulgação da cultura do seguro. Sempre bem informado de tudo que acontecia, buscava compartilhar seu conhecimento e levar informação que agregasse qualidade ao trabalho do corretor. ”

Se um dia quiser publicar um livro eu tenho todas as suas matérias arquivadas comigo”, me dizia sempre que ligava para comentar uma reportagem. Realmente ele não perdia uma. Nem minha e nem dos outros jornalistas que passaram a cobrir o setor nos últimos anos. Tinha sempre tudo na ponta da língua. Tinha sempre também algum comentário para estimular uma nova reportagem. Com certeza foi meu mais fiel leitor e fonte. Boa parte do meu conhecimento do setor vem da paciência de João Leopoldo em me ensinar como funcionava tecnicamente e politicamente esse complexo setor.

Ele foi presidente do Sincor-SP, além de ter ocupado cargos de direção na Escola Nacional de Seguros, Fenacor, Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS) e Clube dos Corretores de São Paulo (CCS-SP). Durante a década de 60, ele trabalhou na Companhia de Seguros Boa Vista e na Companhia Internacional de Seguros. Em 1970, criou a Libre Corretora, até hoje administrada por seus dois filhos. Desde 2004 assumiu a Diretoria Regional São Paulo da Funenseg em São Paulo, provomendo mudanças significativas.

O sepultamento sera no Cemitério Gethsemani (Praça da Ressureição, 1 – Vila Sônia – São Paulo – SP – Fone: 11 3742-5322).

Que Deus o abençoe sempre!

ACE Resseguradora mira crescimento expressivo

Nota oficial da ACE Resseguradora

A ACE Resseguradora contratou o executivo Hélio Noguti para liderar a área comercial de suas operações no Brasil. Noguti tem 24 anos de experiência no mercado de resseguros. Como Diretor Comercial da ACE Re, o executivo prevê um crescimento expressivo para a empresa nos próximos anos. “Existem no Brasil vários projetos que visam atender as demandas do pré-sal, Olimpíadas e Copa do Mundo, entre outras várias oportunidades que buscamos aproveitar”, considera. “Vamos trabalhar em várias frentes. Em uma delas, será atender com rapidez e eficácia as operações facultativas do mercado – tanto das grandes como das pequenas e médias seguradoras”, comenta.

Uma de suas primeiras ações será a ampliação do atual quadro de funcionários da ACE Re. “Nós já contamos com profissionais altamente capacitados, que atuam regionalmente em todas as linhas de negócios, unindo as operações dos três tipos de resseguradores do Grupo: Local, Admitido e Eventual”, destaca.

Sobre a ACE Re, Noguti considera que a companhia faz parte de um grupo sólido, que respalda as operações locais, com forte reputação, marca amplamente reconhecida e produtos diversificados. “A ACE obteve o rating máximo da Moody’s nos últimos 3 anos, além de resultados crescentes e uma das mais baixas sinistralidades do mercado”, finaliza.

Disputa de Jirau com seguradora será decidida no Brasil

MATERIA DO PORTAL CONSULTOR JURIDICO

Por Marcos de Vasconcellos

A briga do consórcio da hidrelétrica de Jirau com a seguradora Sulamérica será em ringue brasileiro. A decisão, em sede de liminar, é do desembargador Paulo Alcides Amaral Salles, da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que nessa quinta-feira (15/12) vedou a exportação da disputa sobre o ressarcimento dos danos causados por atos de vandalismo no canteiro de obras da usina, em março deste ano, para a Europa.

A SulAmérica tenta levar a discussão sobre o ressarcimento de danos, estimados entre R$ 400 milhões e R$ 1,5 bilhão, para uma câmara arbitral em Londres. O desembargador Paulo Alcides decidiu, porém, que “a apólice será regida única e exclusivamente pelas leis do Brasil”.

A Energia Sustentável S.A., consórcio formado pelas empresas GDF Suez, Eletrosul, Chesf e Camargo Corrêa para construção da usina, recorreu à Justiça buscando indenização pelos estragos causados e provável atraso da obra, afirmando que, segundo inquérito policial, os atos consistiram em “pratica de ato criminal comum, sem nenhuma conotação trabalhista ou política” e deveriam ser cobertos pelo seguro.

As seguradoras, das quais a SulAmérica é a líder na apólice, recusaram a indenização dos prejuízos apresentados e pediram o início de uma arbitragem em uma câmara arbitral especializada de Londres (Arias) para definir sobre as coberturas do seguro e os prejuízos que deveriam ser indenizados.

Até mesmo a corte inglesa foi acionada e as empresas de seguro conseguiram uma decisão britânica que obriga as empresas do consórcio de Jirau a não praticar mais nenhum ato judicial no Brasil, sob pena de prisão de seus diretores e constrição do patrimônio das empresas em caso de desobediência. “Foi um ato de violência tremenda”, classifica o advogado da Energia Sustentável, Ernesto Tzirulnik.

O consórcio entrou, então, com Agravo de Instrumento pedindo que as seguradoras fossem impedidas de apelar às leis britânicas ou a câmaras de arbitragem na disputa, que resultou na decisão do desembargador Paulo Alcides.

A segurada informou ao juiz que jamais optou pela via da arbitragem e muito menos em território estrangeiro. “O contrato de seguro já existia antes de a seguradora emitir a apólice com a cláusula de arbitragem, e a cláusula não estava assinada pelo contratante nem destacada em negrito, como manda a lei brasileira”, argumenta Tzirulnik.

Para o advogado, a decisão é motivo de comemoração, mas deixou de lado um pedido que ele considera importante: a fixação de uma multa para a SulAmérica para o caso de descumprimento da ordem judicial. O desembargador na decisão ressalvou a necessidade da cautela em razão da complexidade do caso.

O incidente que resultou no prejuízo do consórcio Energia Sustentável ocorreu entre os dias 15 e 16 de março deste ano, quando em um quadro surrealista trabalhadores entraram em conflito seguido de incêndios e destruição no canteiro de obras da hidrelétrica em Rondônia, que é parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Aproximadamente 50 ônibus foram incendiados e metade dos alojamentos dos 20 mil funcionários que moravam no local foi atingida pelo fogo. Houve saques em lojas, bancos e lanchonetes no local.

Pedalada Natalina na CicloFaixa de Lazer SP

Mais um projeto de seguradora. Alguém já parou para pensar no valor do investimento da Bradesco Seguros na CicloFaixa? Ela não divulga, mas deve ser grande para manter aquela equipe toda gerenciando riscos, colocando cones, tirando cones, interditando trânsito…E para ter apenas a logomarca nas faixas do CET indicando que ela é a patrocinadora. Por outro lado, tem o bônus de proporcionar diversão, lazer e estimular a prática de esporte pela sociedade.

Neste domingo, dia 18, terá comemoração especial na CicloFaixa de Lazer de São Paulo. O evento, que contará com a presença do Papai Noel e seus ajudantes, terá início no Parque das Bicicletas, às 9h. Os ciclistas poderão aproveitar o domingo para reunir família e amigos e começar as celebrações do Natal sobre duas rodas.

Durante o evento também será oferecida a oficina “Quer começar a pedalar?”. Realizada na tenda do movimento “Conviva” e com o auxilio dos Bike Anjos, as crianças poderão dar suas primeiras pedaladas. Os ciclistas que quiserem verificar o estado dos pneus e correia da sua bike podem contar com a ajuda do SOS Bike, serviço que possibilita a realização de pequenos reparos nas bicicletas gratuitamente.

A CicloFaixa de Lazer SP, que interliga os Parques da Bicicleta, do Povo, do Ibirapuera, Villa-Lobos e o futuro Parque Clube do Chuvisco, totaliza 45 quilômetros para pedalar, das 7h às 16h, aos domingos e feriados nacionais. A iniciativa integra o movimento “Conviva”, promovido pelo Grupo Bradesco Seguros, que difunde a prática do exercício físico, incentiva a qualidade de vida, o bem-estar e a adoção de hábitos mais saudáveis, como também a convivência harmoniosa entre ciclistas, motoristas e pedestres.

Allianz patrocina Projeto Música Osquestral Alemã

A melhor parte da concorrência entre as seguradoras para conquistar seus clientes é o investimentos em projetos sociais e culturais. A notícia do dia vem do patrocinio da Allianz no Projeto Música Osquestral Alemã, desenvolvido pela Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí, que tem o objetivo de despertar o interesse pela música sinfônica em todas as classes sociais. A primeira etapa de concertos acontece no dia 17 de dezembro, às 20h30, no Teatro Procópio Ferreira, em Tatuí. Já no dia 18 de dezembro, às 11h, a apresentação acontece no Teatro Municipal Miguel Cury, em Ourinhos.

Obras de compositores alemães dos séculos XVII ao XX como Bach, Haydn, Mozart, Beethoven e Strauss serão apresentadas pelos alunos do conservatório sob a regência de um dos mais proeminentes maestros alemães da atualidade, Felix Krieger, e monitoria de músicos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP).