Marco Antonio Barros assume presidência da FenaCap

A CNseg informou que Marco Antonio da Silva Barros é o novo presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), cargo que assume a partir de hoje, dia 17. Membro do Conselho de Administração da Brasilcap Capitalização S.A, é funcionário de carreira do Banco do Brasil, onde atua há 31 anos. Desde 2009, é diretor de Seguros, Previdência e Capitalização do Banco do Brasil. Ele substituiu Paulo Rogério Caffarelli, que deixou a vice-presidência da área de varejo do Banco do Brasil para comandar a área internacional do maior banco brasileiro.

Bom Te Ver Bem é o slogan da Marítima Seguros

Bom Te Ver Bem é o novo conceito adotado pela Marítima Seguros para orientar as ações da companhia nos diversos públicos com os quais se relaciona. “Estamos vibrando com o resultado obtido com a ação. Realmente ficamos surpresos com o resultado. Já no primeiro dia, a iniciativa alcançou os Trend Topics do Twitter. Nosso público interno, 1,5 mil funcionários, que são nossos maiores propagandista, realmente aderiram a nossa causa de querer difundir o bem”, comemora Francisco Caiuby Vidigal Filho, vice-presidente da seguradora.

A Marítima vem se reinventando para estar sempre atualizada com tantas mudanças pelas quais passa o país, a população e o setor de seguros. Fez a lição de casa para emitir ações lá entre 2007 e 2008. Mesmo com a suspensão do IPO em razão das crises, a companhia manteve as principais práticas de governança corporativa implementadas. Como já estava pronta para ter sócios, atraiu um dos maiores grupos japoneses, o Sompo Japan, com o qual se associou em 2009. O grupo japonês divide o controle da Marítima com a família Vidigal permaneceu com o controle total da Yasuda Seguros, que se manteve independente.

Hoje, o grupo cresce acima da média do setor e pretende manter o ritmo em 2012. O balanço financeiro do ano passado será divulgado em breve, mas segundo Vidigal o grupo obteve uma boa performance. Segundo ele, o faturamento antes concentrado em carros e saúde, agora também conta com riscos patrimoniais. “Cada um desses segmentos representa um terço do nosso faturamento”, informou.

Para 2012, a estratégia da Marítima continua com investimentos em expansão geográfica, tecnologia e em comunicação com públicos alvos, como clientes, corretores, funcionários e fornecedores. “Estamos realmente encantados em poder estimular atitudes positivas que propiciem qualidade de vida”, comenta.

O projeto Bom Te Ver Bem tem como alvo apoiar às pessoas no momento de suas vidas em que necessitam de esclarecimento, colaboração e respostas. A estratégia é a de intensificar o trabalho de educação e interação para que as pessoas tenham o real conhecimento sobre como pequenas atitudes no dia a dia podem fazer a diferença e da importância das diversas modalidades de seguro para a qualidade de vida. Um dos pilares dessa política é o blog Bom Te Ver Bem, que traz dicas e notícias relacionadas com qualidade de vida.

Lucro da Brasilprev avança 28,5% em 2011

A Brasilprev Seguros e Previdência registrou lucro líquido de R$ 385,7 milhões em 2011, crescimento de 28,5% sobre o exercício de 2010. A carteira de ativos sob gestão encerrou 2011 com R$ 49,2 bilhões, valor 32,2% maior que o do ano anterior. “Tal como vem acontecendo nos últimos anos, o cenário macroeconômico brasileiro foi muito positivo, com crescimento real da renda da população que, cada vez mais, tem percebido a previdência privada como um dos melhores instrumentos para concretização de projetos de vida no longo prazo. Neste contexto, a Brasilprev, que atua focada nesse segmento e conta com o apoio da ampla rede de distribuição do Banco do Brasil, ganha destaque. Em 2011, a arrecadação total foi de R$ 11,7 bilhões, montante 20,8% acima do registrado em 2010”, comenta Sérgio Rosa, presidente da Brasilprev, em nota divulgada à imprensa.

Do total arrecadado, 80% correspondem a aportes realizados em planos da modalidade Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), 16% em PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e 4% nos planos tradicionais, que não são mais comercializados. “O VGBL continua sendo o produto que mais impulsiona o mercado e na Brasilprev não é diferente. Crescemos 24,2% nessa modalidade, totalizando R$ 9,4 bilhões. No caso do PGBL, o incremento foi de 9,5%, somando R$ 1,9 bilhão em arrecadação”, complementa Rosa.

“Em 2012 a perspectiva é continuarmos com um ritmo forte de crescimento, acima da média do mercado. Para isso, manteremos nossa estratégia de buscar rentabilidades diferenciadas para os participantes dos planos Brasilprev, bem como promover melhorias e inovações em processos, serviços e produtos para auxiliar cada vez melhor clientes de diferentes perfis na concretização de seus projetos de vida”, finaliza o presidente da companhia.

Aporte em previdência aberta cresce 16% em 2011

Engraçado, como pode a Susep liberar os dados de previdência e vida do ano de 2011 e não liberar os dados de seguros gerais, que contam apenas com números de junho de 2011. Provavelmente esse bloqueio tenha algo a ver com o ranking do setor, onde a liderança é disputada palmo a palmo por Bradesco, Itaú e BB Mapfre. Ou seja realmente apenas algo de ordem técnica. Bem, seja o que for, está mais do que na hora de soltar os números de seguros gerais de 2011, né Susep! Daqui a pouco, até a ANS estará na frente da Susep em divulgação de dados.

Segue a íntegra do release publicado hoje pela Fenaprevi.

Previdência privada aberta cresce 16% e bate a marca de R$ 53,5 bilhões em contribuições em 2011

A previdência privada aberta fechou 2011 com arrecadação de R$ 53,5 bilhões em novos depósitos consolidando aumento de 16,26% frente a 2010, quando R$ 46 bilhões ingressaram no sistema. Em 2011, o setor bateu a marca de 7,2 milhões de pessoas com planos individuais, enquanto que em 2010 foram registrados 5,9 milhões. No mesmo período, o número de pessoas que já usufruem dos benefícios (aposentadoria, pecúlio, pensão, renda por invalidez e renda a menores) chegou a 103 mil, cerca de 0,94 % superior ao registrado no mesmo período de 2010. Os dados são da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que reúne 65 sociedades seguradoras e 11 entidades abertas de previdência complementar no país.

Os planos empresariais foram o destaque da expansão relativa no ano. A arrecadação cresceu 29,11% e somou R$ 7 bilhões na comparação com 2010, quando essa modalidade contabilizou R$ 5,4 bilhões. O número de contratos de planos empresariais saltou de 2,6 milhões em 2010 para 2,9 milhões em 2011. “A previdência se tornou um diferencial importante nos pacotes de benefícios das empresas para atração e retenção de talentos, neste momento em que é intensa a disputa por profissionais qualificados”, diz Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi. “O crescimento da formalização das contratações também impulsionou o resultado”, avalia o executivo.

Os planos para menores também registraram crescimento expressivo no acumulado do ano: alta de 23,96% e arrecadação de R$ 1,7 bilhão em contribuições. Já os planos individuais receberam aportes de R$ 44,755 bilhões, com expansão de 14,19% no período. De acordo com Rossi, o número de indivíduos com planos de previdência complementar aberta deve dobrar nos próximos cinco anos. “Temos um grande contingente de poupadores ingressando no sistema, especialmente da Classe C. Para este público, estamos desenvolvendo produtos com tíquete médio menor e treinando a força de vendas para deixar claro que previdência é um produto financeiro de longo prazo”, diz.

Desempenho por plano (VGBL e PGBL)

Na análise por tipo de plano, o VGBL, indicado principalmente para quem não declara imposto de renda pessoa física pelo modelo completo de declaração anual de ajustes, foi o produto com maior volume de arrecadação. A modalidade cresceu 18,03%, em relação ao mesmo período do ano anterior, e o volume de aportes totalizou R$ 43,3 bilhões. Já o PGBL, voltado para quem utiliza o modelo completo da declaração anual de ajustes do imposto de renda pessoa física, arrecadou R$ 6,9 bilhões, representando crescimento de 13,49% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os planos tradicionais totalizaram aportes de R$ 3,2 bilhões, apresentando leve alta de 1,35%.

Ranking – Resultado Acumulado 2011

A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking no período com 33,21% do total arrecadado; Itaú Vida e Previdência (22,05%); BrasilPrev (21,88%); Caixa Vida & Previdência (7,05%); Santander Seguros (6,06%); HSBC Vida e Prev. (4,15%); Icatu Seguros (0,94%); Sul América Seg e Prev. (0,77%); Safra Vida e Prev. (0,74%); Porto Seguro Vida e Previdência S/A (0,55%). As demais entidades somam, no total, 2,61% da arrecadação.

Carteira de Investimentos

Com o desempenho da previdência complementar aberta no acumulado, a carteira de investimentos do sistema (conjunto de ativos oferecido em garantia das obrigações assumidas com os clientes) alcançou o patamar de R$ 269,1 bilhões, em dezembro de 2011, volume 20,54% maior que os R$ 223,2 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado.

De acordo com o balanço da FenaPrevi, a carteira de investimentos do VGBL obteve alta de 27,82%, passando de R$ 124,6 bilhões para R$ 159,3 bilhões. Já a carteira do PGBL cresceu 16,19% no período ao passar de R$ 56,4 bilhões para R$ 65,5 bilhões. Por fim, a carteira de investimentos dos planos tradicionais passou de R$ 41,6 bilhões para R$ 43,6 bilhões, leve alta de 4,87%.

Provisões

As provisões – recursos acumulados pelos titulares dos planos do sistema de previdência complementar aberta – apresentaram saldo de R$ 262,5 bilhões e alta de 21,41% no período. No mesmo período do ano anterior, as provisões totalizaram R$ 216,2 bilhões. As provisões do VGBL tiveram o crescimento mais expressivo, no período, entre os planos de maior representatividade, 27,83%, passando de R$ 125 bilhões para R$ 159,8 bilhões.

As provisões dos planos PGBL cresceram 15,99%, no período, passando de R$ 56,1 bilhões para R$ 65,1 bilhões. As reservas de planos tradicionais, por sua vez, passaram de R$ 34,5 bilhões para R$ 37 bilhões, no período, alta de 7,26%.

Com relação a market share, os planos VGBL mantiveram a liderança no volume de provisões entre os planos de caráter previdenciário, com 60,87% do total, seguidos pelos PGBL, com 24,80% do volume total de provisões, enquanto os planos tradicionais contaram com 14,13% do volume total de provisões. Outros produtos – incluindo os FAPI – completam a equação, com 0,20%.

Resultado Mensal – Dezembro 2011

Na análise mensal, o total de aportes em previdência complementar aberta foi de R$ 7 bilhões, 4,87% maior que o verificado em dezembro do ano passado. No período, os planos empresariais obtiveram novamente o melhor resultado relativo. A arrecadação da modalidade cresceu 51,51% e registrou R$ 1,1 bilhão. Os planos para menores, por sua vez, movimentaram R$ 175,2 milhões, 7,42% superior a dezembro do ano passado; e os planos individuais arrecadaram R$ 5,7 bilhões no mês.

Liberty prepara operação especial para o Carnaval

O feriado prolongado de Carnaval é historicamente um dos períodos com maiores índices de acidentes, quebra de veículos, entre outros incidentes. Para atender ao aumento de demanda, a Liberty Seguros preparou para o período uma série de serviços adicionais que manterá a qualidade e a agilidade do atendimento aos seus clientes.

A seguradora investiu na ampliação da equipe da central de atendimento 24 horas, aumentou o número de motociclistas para atendimento local, guinchos para transportar os veículos, chaveiros e táxis para locomover os seus clientes. Segundo o diretor de Sinistros da Liberty Seguros, Luiz Francisco Minarelli Campos, toda a equipe de apoio está posicionada em pontos estratégicos das principais rodovias do país que dão acesso ao litoral paulista e a todas capitais que terão maior fluxo de veículos no feriado. “Reforçamos em 30% o efetivo de guincho e o contingente de prestadores de serviço em relação ao ano passado para atender os nossos clientes”, afirma em nota divulgada à imprensa.

O executivo alerta os segurados para a importância de inspecionar todos os itens do automóvel antes da viagem. “Antes de viajar é fundamental checar freios, pneus, óleo, lanternas, equipamentos de segurança como cinto e itens de sinalização”, alerta. Outra dica do especialista da Liberty Seguros é redobrar a atenção para o perigo de alagamento muito comum no verão. Desviar o caminho para evitar pontos de alagamentos é uma das saídas para evitar dano ao veículo e proteger a vida.

Susep assume controle do cadastro de corretor

Depois de muitas discussões, a Susep divulgou hoje resolução, assinada por Luciano Santanna, titular da autarquia, assumindo o controle do cadastro de corretores integralmente. O serviço foi disponibilizado ontem no site da autarquia. O novo processo veio junto com novas regras simplificando tudo. O corretor vai entrar com o seu pedido diretamente no sistema e o seu atendimento sera feito diretamente pelos analistas da Susep. Segundo o órgão regulador, isso vai agilizar o processo e o melhor, não haverá custo algum para os corretores.

Segue a íntegra da norma divulgada ontem no Diário Oficial. Assim que conseguir, coloco a repercussão desse fato no setor.

Resolução nº 249, de 15 de fevereiro de 2012

Dispõe sobre a atividade dos corretores de seguros de ramos elementares e dos corretores

de seguros de vida, capitalização e previdência, bem como seus prepostos.

A SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP, no uso da atribuição que lhe confere o art. 34, inciso XI, do Decreto no 60.459, de 13 de março de 1967, e considerando o que consta do processo CNSP no 29/2000 e Processo SUSEP no 10.001232/99-15, torna público que o Superintendente da SUSEP , ad referendum do CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS – CNSP, com fundamento no art. 4o, § 1o, e no art. 5o, § 1o do seu Regimento Interno Aprovado pela Resolução CNSP No 11, de 2004, resolveu,

CAPÍTULO I

DOS CORRETORES DE SEGUROS DE RAMOS ELEMENTARES

E DOS CORRETORES DE SEGUROS DE VIDA,

CAPITALIZAÇÃO E PREVIDÊNCIA

Seção I

Habilitação e Registro Profissional de Corretor de Seguros – Pessoa Física

Art. 1o A habilitação técnico-profissional e o registro profissional do corretor de seguros observarão o que dispõe o art. 101, § 1o, do Regulamento aprovado pelo Decreto no 60.459, de 13 de março de 1967.

Art. 2o O corretor de seguros de que trata o art. 122 do Decreto-Lei no 73, de 21 de novembro de 1966, terá seu registro profissional concedido pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP e estará habilitado a intermediar seguros dos ramos elementares e de vida e planos de capitalização e de previdência complementar aberta.

Art. 3o A habilitação técnico-profissional prevista no § 1o do art. 123 do Decreto-Lei no 73, de 21 de novembro de 1966, será concedida mediante aprovação em:

I – Exame Nacional de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros; ou

II – Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros.

§ 1o O Exame Nacional de Habilitação Técnico-Profissional para corretor de seguros será promovido, no mínimo, duas vezes ao ano.

§ 2o O Exame Nacional de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros e o Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros, previstos nos incisos I e II, serão realizados pela FUNENSEG ou por outra instituição autorizada pela SUSEP.

§ 3o Durante o Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros, de que trata o inciso II, serão aplicadas provas específicas de avaliação por disciplina.

Art. 4o É requisito necessário à concessão de registro profissional de corretor de seguros pela SUSEP, prevista no § 3o do art. 123 do Decreto-Lei o 73, de 21 de novembro de 1966, a apresentação do comprovante de aprovação no Exame Nacional para Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros ou do certificado de conclusão do Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros, expedidos pela FUNENSEG ou por outra instituição autorizada pela SUSEP.

Parágrafo único. O certificado de conclusão do Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros será fornecido com base em aferições de aproveitamento e frequência, segundo critérios estabelecidos pela SUSEP.

Art. 5o O currículo e programas de ensino do Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros, bem como os critérios de seleção de professores, os horários de aulas e a carga horária por disciplina, serão padronizados e levarão em conta as necessidades das localidades a serem atendidas, as disponibilidades de pessoal docente e de recursos e as indicações da SUSEP.

§ 1o A seleção de professores e instrutores será feita pela FUNENSEG ou por outra instituição de ensino autorizada pela SUSEP, com observância das disposições legais e regulamentares aplicáveis e de acordo com as disposições de seu Estatuto e Regimento Interno.

§ 2o A FUNENSEG ou outra instituição autorizada pela SUSEP poderá promover Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros em conjunto com os sindicatos de classe e outras entidades que se disponham a patrociná-lo, mediante acordos ou convênios, garantida a prévia fixação do currículo e programas de ensino.

§ 3o O Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros poderá ser realizado em qualquer parte do território nacional, a critério da FUNENSEG ou outra instituição autorizada pela SUSEP, e será ministrado com o objetivo de oferecer iniciação técnica à profissão de corretor, padronizada para todo o País.

Art. 6o A comprovação prévia de conclusão de curso de ensino médio em estabelecimento educacional reconhecido é requisito básico para a inscrição do candidato no Exame Nacional para Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros ou no Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros.

Art. 7o O Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros deverá abranger, no mínimo, as seguintes disciplinas:

I – teoria geral de seguros;

II – legislação brasileira de seguros;

III – noções básicas do código de proteção e defesa do consumidor e da parte geral do Código Civil Brasileiro;

IV – jurisprudência básica sobre seguros;

V – noções básicas de contabilidade de seguros;

VI – noções sobre liquidação de sinistros;

VII – noções sobre venda de seguros, ética, relações públicas e relações humanas no trabalho;

VIII – contratos de seguros e aspectos técnicos das modalidades de seguros; e

IX – noções de gestão empresarial e de informática.

Art. 8o O requisito básico de que trata o art. 6º não prejudica o direito adquirido:

I – dos corretores já detentores de registro definitivo;

II – dos candidatos já aprovados no Exame Nacional para Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros; e

III – dos candidatos que já concluíram Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros.

Art. 9o No ato de recadastramento periódico dos corretores de seguros, a SUSEP poderá exigir, como condição necessária à revalidação do registro profissional, a apresentação dos seguintes documentos:

I – comprovação de realização de atividade de treinamento destinada ao aprimoramento profissional do corretor de seguros, a ser definida em norma específica da SUSEP.

II – comprovação de qualquer dos requisitos exigidos para o registro dos corretores de seguro.

Art. 10. O registro do corretor de capitalização, do corretor de capitalização e de seguros de vida será feito por indicação das sociedades de capitalização e das sociedades seguradoras, dentre aqueles aprovados em:

I – Exame Nacional de Habilitação Técnico-Profissional para Corretores de Capitalização e para Corretores de Capitalização e de Seguros de Vida, promovido pela FUNENSEG ou por outra instituição autorizada pela SUSEP; ou

II – Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretores de Capitalização e para Corretores de Capitalização e de Seguros de Vida, realizados pela FUNENSEG ou por outra instituição autorizada pela SUSEP.

§ 1o O conteúdo programático do Exame Nacional de Habilitação Técnico-Profissional para Corretores de Capitalização e do Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretores de Capitalização será o constante dos incisos I, II, III, VII e VIII do art. 7.º desta Resolução, adaptado às atividades do corretor de capitalização, devendo, ainda, abranger noções de matemática financeira.

§ 2o O conteúdo programático do Exame Nacional de Habilitação Técnico-Profissional para Corretores de Capitalização e de Seguros de Vida e do Curso de Habilitação Técnico- Profissional para Corretores de Capitalização e de Seguros de Vida será o constante dos incisos I, II, III, IV, VII, VIII e IX do art. 7o, desta Resolução, adaptado às atividades do corretor de capitalização e de seguros de vida, devendo, ainda, abranger noções de matemática financeira.

§ 3o Aplicam-se aos corretores de que trata este artigo todos os demais dispositivos desta Resolução.

§ 4o Aos corretores de previdência de que trata o parágrafo único do art. 30 da Lei Complementar no 109, de 29 de maio de 2001, aplicam-se as normas de registro e habilitação previstas para os corretores de capitalização e de seguros de vida e seu registro se fará por indicação de entidade aberta de previdência complementar ou de sociedade seguradora autorizada a operar planos de previdência complementar aberta. Registro de Corretor de Seguros – Pessoa Jurídica

Art. 11. A concessão de registro de corretor de seguros constituído sob a forma de pessoa jurídica somente será outorgada às sociedades regularmente constituídas, que estejam organizadas sob a forma de sociedade simples ou empresária.

Art. 12. A constituição de uma sociedade corretora, seja para atuar no ramo de danos, no segmento de capitalização ou, ainda, em capitalização, no ramo de pessoas ou em previdência complementar aberta, deve ter como diretor técnico, no caso de sociedade por ações, ou administrador, no caso de sociedade por cotas de responsabilidade limitada, um corretor habilitado para o segmento de atuação da referida sociedade.

Art. 13. Não será concedido registro às sociedades cujos sócios e ou diretores:

I – aceitem ou exerçam emprego em pessoa jurídica de direito público; ou

II – mantenham relação de emprego ou de direção com sociedade seguradora.

Parágrafo único. Não poderão obter registro as sociedades em que participem pessoas jurídicas integradas por sócios ou acionistas que se encontrem nas situações previstas nos incisos I e II deste artigo.

CAPÍTULO II

DOS PREPOSTOS

Art. 14. A atividade de preposto de corretor de seguros será regulamentada pela SUSEP.

CAPÍTULO III

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 15. Fica a SUSEP autorizada a estabelecer normas complementares à execução do disposto na Resolução.

Art. 16. Esta Resolução entra em vigor nesta data.

Art. 17. Ficam revogadas as Resoluções CNSP No 81, de 19 de agosto de 2002, e No 176, de 17 de dezembro de 2007.

Luciano Portal Santanna

Superintendente

Sustentabilidade, mais um desafio para o presidente da Fenasaúde, Marcio Coriolano

Incluir a sustentabilidade no dia a dia de seguros é um desafio para todos. Um bom desafio. Acho que de todas as federações, a que mais terá de ser criativa é a Fenasaúde. Afinal, eis aqui um assunto que interessa a todos e que tem custos elevados e descasados. Diante disso, achei muito interessante a entrevista publicada no portal da CNseg e a compartilho aqui com quem quer acompanhar esse assunto. Boa leitura. Segue o texto extraído na íntegra:

O presidente da FenaSaúde, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, avalia a incorporação do conceito da sustentabilidade em saúde suplementar, os desafios para sua implementação, como a transição demográfica, a longevidade e a prevalência de doenças crônicas sobre as agudas, por exemplo. E crescentes custos em quaisquer dos cenários. Para ele, há uma discussão da ética da medicina, e dos limites da assistência, que precisa ser enfrentada. Confira a íntegra da entrevista de Marcio Coriolano.

O que é sustentabilidade em Saúde Suplementar?

Conceitualmente, o desenvolvimento sustentável é aquele capaz de suprir as necessidades da geração atual, ao mesmo tempo garantindo a capacidade de atender às necessidades das futuras gerações. Na saúde suplementar, a principal dimensão da sustentabilidade é a econômico-financeira. Isso porque, sem equilíbrio entre custos assistenciais, orçamento de famílias e empresas, e solvência das operadoras privadas de saúde, será incerto o acesso futuro da população a uma saúde particular de boa qualidade.

No Brasil, são imensos os desafios para o desenvolvimento sustentável da saúde, tanto a pública quanto a privada. Há quatro transições concomitantes acontecendo na saúde. A primeira é a transição demográfica. As taxas de natalidade são baixas, assim como as de mortalidade, ampliando a necessidade de recursos a serem repartidos. A segunda é a transição etária, pelo aumento da longevidade, igualmente pressionando a infraestrutura médica de atendimento. A terceira é a transição epidemiológica, com a prevalência de doenças crônicas e do câncer em oposição à solução para doenças agudas. Obviamente, as doenças crônicas, como as pulmonares e várias tipos de câncer requerem mais recursos para tratamentos, durante muito mais tempo. E, finalmente, a transição tecnológica, com a sistemática introdução de medicamentos de última geração, e mais caros, assim como de procedimentos médicos e equipamentos de elevado valor agregado. Somando-se os efeitos de todas essas transições, tem-se o preciso sentido da escassez de recursos que se pode esperar no futuro caso seja mantido o atual estado de coisas.

O que setor brasileiro esta fazendo nessa direção?

Na saúde suplementar já se discute e pratica a atualização do Rol de Procedimentos editado pela ANS acompanhado de “protocolos de utilização”. Ou seja, apenas passam a ser cobertos os procedimentos médicos que efetivamente se aplicam àquele paciente do sistema privado. Também está ocorrendo a adoção mais ampla de programas de promoção da saúde e prevenção de doenças, que supostamente reduzirá a demanda futura de tratamentos caso haja uma efetiva adesão a esses programas. Há também uma ampla e polêmica discussão sobre a mudança do modelo de remuneração dos prestadores de serviços médicos e hospitalares, pela transposição do antiquado e improdutivo modelo de remuneração pela quantidade de atendimentos, por um modelo que privilegie a efetividade do cuidado.

A FenaSaúde está se engajando nesse movimento? Como?

As associadas da FenaSaúde, pelo seu tamanho e credibilidade, lideram todas essas iniciativas, inclusive propondo ações concretas para o órgão regulador, a ANS, e os demais participantes do sistema de saúde suplementar. São elas quem também lideram os programas de promoção e prevenção. Mas a FenaSaúde também entende que essas ações são insuficientes para garantir a sustentabilidade futura. Para que os custos assistenciais deixem de subir muito mais que a inflação média, é preciso que sejam adotadas medidas mais corajosas, como, por exemplo, a efetiva disciplina da introdução de novas tecnologias no país, como acontece hoje no Canadá, na Inglaterra e em outros países. No Brasil, essas tecnologias são introduzidas de maneira acrítica, assim como também há muitas indicações duvidosas de sua utilização. Há, portanto, uma discussão da ética da medicina, e dos limites da assistência, que precisa ser enfrentada. Por outro lado, os agentes do sistema de saúde, todos, precisam engajar a população em campanhas para o uso responsável dos recursos da medicina, de forma a reduzir a sua hipossuficiência com relação aos profissionais da saúde.

Existe alguma proposta do setor para Rio+20?

A FenaSaúde acha que o Governo e a iniciativa privada, através das entidades nacionais de propaganda e marketing, criaram uma excelente campanha para despertar hábitos saudáveis e consciência sanitária na população brasileira. Trata-se da campanha “O futuro promete e eu quero chegar bem lá. ” O Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira apoiam a iniciativa. A nossa Federação engajou-se desde o início nessa campanha que pode ser barata e de longo alcance, com resultados satisfatórios. É um excelente mote para o evento. Além, evidentemente, de debates mais conceituais sobre o impacto da longevidade nos sistemas de saúde e previdenciário. E das soluções que devem ser adotadas, as corajosas e efetivas.

Brasil é destaque no balanço da Mapfre America

O grupo Mapfre divulgou hoje avanço de 14,9% no faturamento em 2011, para 23,5 bilhões de euros. Os prêmios consolidados de seguro e de resseguro aceito totalizaram 19,6 bilhões de euros, alta de 15,5% em relação ao obtido em 2010. O lucro total cresceu 3,2%, chegando aos 963 milhões de euros.

Segundo comentários em nota divulgada, o presidente da Mapfre, José Manuel Martínez, atribui o resultado a melhora da operação na Espanha, com destaque para o crescimento em vida e residencial, bem com em seguro de carro. Mas o grande destaque do balanço do grupo continua sendo as operações da Mapfre Americas. Dentro dela, o Brasil.

Na Espanha, os prêmios totais de Seguro e Resseguro aceito foram de 7,8 bilhões de euros, ou 6,1% a mais que no exercício anterior, dois pontos acima do aumento registrado pelo setor. O negócio internacional, que representa 62,3% dos prêmios totais do Grupo, teve crescimento de 21%, alcançando os 12,9 bilhões de euros.

Os prêmios da Mapfre America foram de 6,8 bilhões de euros, com aumento de 33,3% com relação a 2010. O comunicado destaca o forte aumento do negócio do Brasil (+69,1%), reflexo da consolidação das atividades conjuntas com o Banco do Brasil a partir de 31 de maio e cujos prêmios já representam 52% do total da região, bem como a boa evolução dos negócios do Chile (+29,1%) e da Colômbia (+18,3%).

A Mapfre consolida sua posição como primeira seguradora dos segmentos Não Vida na América Latina, com uma participação de 10,5%, pelo sexto ano consecutivo, posicionando-se já como o segundo grupo segurador global. Em vida, a liderança é da Bradesco Seguros.

Mongeral Aegon finaliza estrutura da asset

Depois de reetruturar a operação de seguros, agora a Mongeral Aegon finalizou a estrutura da asset, responsável por cuidar da gestão dos recursos da seguradora, fundos de investimento voltados para clientes institucionais, fundos de pensão e fundos PGBL/VGBL. “Anteriormente contratávamos o serviço de gestão de terceiros e, para montar a área, nos preocupamos em ter dentro de casa todas as respostas e serviços que antes demandávamos como clientes, com um grau ainda maior de exigência e presteza”, revela Claudio Pires, superintendente financeiro, em nota divulgada à imprensa. “Ao trazer a gestão dos recursos para o nosso dia a dia, conseguimos obter resultados melhores, mais focados e em um patamar superior de dedicação, agilidade e excelência”, completa.

Mesmo recém-criado, o departamento de Investimentos da seguradora conquistou em 2010 a autorização para realizar a gestão de recursos de terceiros pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e, mais recentemente, aderiu ao código da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima) de Regulação e Melhores Práticas para Fundos de Investimento. Os procedimentos adotados pela empresa passaram pelos critérios estipulados pela instituição na análise, que teve início há alguns meses.

O código estabelece diretrizes para a relação entre as entidades e os cotistas dos Fundos de Investimento, em todos os seus âmbitos, como a publicidade e divulgação de material técnico, a marcação a mercado e a administração dos fundos em si, entre outros. O documento completo pode ser conferido no site www.anbima.com.br.

Itaú Seguros ligada na sustentabilidade

A Itaú Seguros enviou um brinde muito legal aos jornalistas. Totalmente sustentável. Um relógio movido a água. Bom para não perder a hora. O mais legal é que ele não fica aceso como os outros. Assim segue as regras do bom sono, que determinam um ambiente totalmente escuro.

Segundo os especialistas, enquanto dormimos no escuro total nosso cérebro fabrica uma série de substâncias químicas que não são fabricadas em outras condições. A melatonina é uma delas. Produzida pela glândula pineal, localizada nas profundezas do cérebro, a melatonina é a rainha dos hormônios e neurotransmissores. Sua produção governa nossa imunidade, nossa temperatura corporal, nossos níveis de serotonina, um super neurotransmissor-chave cujo desequilíbrio ocorre em doenças como enxaqueca, depressão, pânico, ansiedade e fibromialgia.

Também influencia nossa escolha alimentar, nossos níveis de hormônio do crescimento (que nas crianças faz crescer, e nos adultos participa na regeneração das células e tecidos que se desgastaram durante o dia), nosso hormônio estrogênio, e nosso hormônio do estresse – cortisol. A melatonina também governa a qualidade do nosso próprio sono. É preciso que esteja escuro – escuridão total – para que a melatonina seja fabricada adequadamente, escreve o doutor Alexandre Feldman em um post na web.

Sendo assim, quando quiser saber que horas são no relógio da Itaú Seguros, o jornalista terá de chacoalhar o despertador. Além disso, a seguradora colocou a disposição do profissional de imprensa os serviços ambientais acoplados no seguro de casa. Por seis meses, os jornalistas podem conhecer os serviços gratuitamente. Muito interessante a iniciativa, que conta com uma equipe especializada dedicada a ajudar clientes a implementarem nas residências atitudes sustentáveis, como consumo consciente de água, energia elétrica, reciclagem de lixo entre outras.

Ou seja, nada melhor do que o jornalista provar o serviço para poder recomendar, ou não, a seus leitores. Imagino que os críticos de plantão vão correr para ver se isso não fere as regras de governança corporativa. Se eu fosse um deles, usaria o tempo em criar algo mais bacana ainda!!!! Afinal, concorrência é para isso. Aperfeiçoar serviços, atendimento e preços!!!