MetLife lucra R$ 37 milhões em 2011

Veja abaixo o release distribuído pela MetLife, sobre os resultados de 2011.

A MetLife, seguradora global com soluções em vida, previdência privada e planos odontológicos, fecha o ano de 2011 na sua operação brasileira com um patrimônio líquido de R$ 406,9 milhões e lucro líquido de R$ 37 milhões, representando um crescimento de 8,6% em relação ao ano anterior. Os ativos totais alcançaram o montante de R$ 2,7 bilhões ao final do exercício.

A companhia, presente no Brasil desde 1999, acumulou R$ 694 milhões de prêmios em seguros em 2011 e apresentou um montante de 130 milhões acima do valor requerido pelas regras atuariais de solvência. “Este valor nos dá possibilidade de fazer novos investimentos e crescer no país. Estamos num momento muito importante para a MetLife no Brasil. Iremos transformar os resultados da companhia e ampliar sua competitividade no mercado com solidez financeira”, diz Mario Traverso, presidente da MetLife Brasil.

As provisões técnicas totais atingiram o montante de R$ 2,17 bilhões, que representa um crescimento de 18,6% sobre o encerramento do ano anterior. Os fundos de VGBL e PGBL acumularam, no conjunto, o montante de R$ 1,54 bilhão, crescimento de 20,9% em relação a 2010, reflexo da maior atratividade dos fundos que oferecem taxas diferenciadas e benchmarks mais adequados ao perfil dos clientes que procuram planos de previdência, com vistas o longo prazo.

Com investimentos na qualidade de subscrição de riscos, a MetLife novamente conseguiu reduzir seus índices de sinistralidade de 46,4% em 2010 para 42,7% neste ano. “Um dos nossos diferenciais é termos profissionais altamente capacitados em capacidade de analisar riscos e realizar a precificação”, completa Traverso.

A MetLife tem hoje aproximadamente cinco milhões de vidas seguradas conquistadas. Atualmente, cerca de seis mil corretores têm negócios com a MetLife em todo o Brasil.

Bradesco Seguros patrocina “Família Addams”

Poucos sabem dos investimentos realizados pelas seguradoras para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Um deles é o patrocínio de musicais. O musical “A Família Addams”, que estreia no dia 2 de março, no Teatro Abril em São Paulo, conta com investimentos do Circuito Cultural Bradesco Seguros, que apresenta para o público brasileiro um calendário diversificado de eventos artísticos com espetáculos nacionais e internacionais de grande sucesso, em diferentes áreas culturais como dança, música erudita, artes plásticas, teatro, concertos de música, exposições entre outros.

A Comédia Musical, encenada originalmente na Broadway, será estrelada pelos atores Marisa Orth e Daniel Boaventura e grande elenco. A versão brasileira é assinada por Claudio Botelho, com direção de Jerry Zaks, coreografia de Sergio Trujillo e direção musical de Mary-Mitchell Campbell. Inspirada nas criações do lendário cartunista americano Charles Addams, a comédia musical apresenta a já conhecida e querida família Addams , imortalizada nos desenhos animados, série de TV e filmes para o cinema.

A primeira montagem do musical fora dos Estados Unidos conta a história da paixão de Wandinha, a filha mais nova dos Addams e última princesa das trevas por um jovem “normal”. A confusão começa quando Gomez e Mortícia, pais de Wandinha, têm que preparar um jantar para o rapaz e seus pais.

Votação do projeto de previdência, eis um tema de extrema importância

Entre hoje e amanhã a Câmara estará votando o projeto de criação da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal. Eis um tema importante, principalmente diante do que temos visto nas principais economias do mundo. Governos precisando cortar benefícios para manter a ordem social. Aqui o mesmo tem de ser feito, para que este Brasil siga um caminho de prosperidade.

A CNseg publicou hoje um interessante artigo de Luiz Peregrino, especialista em Previdência Privada Complementar Aberta e Seguros de Pessoas e atual diretor executivo da FenaPrevi. Vale a leitura

O projeto de criação da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal – FUNPRESP, que a Câmara dos Deputados deve votar nos próximos dias, é um passo fundamental no conjunto de iniciativas que vem sendo conduzidas nos últimos anos para equacionar os desequilíbrios da previdência social no Brasil.

É inegável que a sociedade espera que o Governo e o Congresso Nacional deem, finalmente, sequência à reforma do setor, iniciada com a aprovação da Emenda Constitucional n° 41, de 2003. A solução proposta para os servidores públicos é imprescindível para recompor o equilíbrio da previdência social e garantir sua solvência no longo prazo.

Espera-se que o novo regime reduza a pressão sobre os recursos públicos, crescentemente alocados à previdência, permitindo recompor a capacidade de gastos públicos em áreas como a de infraestrutura e de programas de inclusão social, indispensáveis ao desenvolvimento sustentado do país.

O Projeto de Lei viabilizará uma nova configuração no tocante aos dispêndios e obrigações futuras da União para com seus servidores, viabilizando a construção de um modelo inovador de previdência para os novos servidores públicos, isonômico ao dos trabalhadores da iniciativa privada.

O Projeto original apresentado pelo Governo ao Congresso sofreu, no entanto, mudanças significativas ao longo de seu tramite, consubstanciadas no Substitutivo de Plenário, ora em apreciação.

Cabe comentar, inicialmente, estender o substitutivo à previdência complementar dos servidores públicos privilégios do regime de previdência social próprio dos servidores públicos, relacionados às aposentadorias especiais (mulheres e algumas categorias de servidores), introduzindo, desse modo, tratamento não isonômico entre os participantes do regime previdenciário complementar que o projeto se propõe a instituir.

No tocante a esta questão, é relevante lembrar que aposentadorias especiais encontram respaldo em disposições constitucionais relacionadas ao regime de previdência social próprio dos servidores públicos, o mesmo não se dando, entretanto, relativamente à previdência privada complementar.

Sob a ótica da conveniência social é também questionável que aqueles sem direito ao privilégio de aposentadoria especial sejam constrangidos a financiar aposentadorias complementares especiais com parcela dos recursos de suas contribuições e do respectivo ente patrocinador, em detrimento da formação de sua própria poupança em conta individual, e, portanto, de sua aposentadoria complementar. É o que se depreende da regra insculpida no parágrafo terceiro do artigo 17 do substitutivo a ser votado.

Preocupa, também, o aumento do número de fundações e a possível proliferação de planos específicos destinados a diferentes categorias de servidores. Significa dizer que, com menor número de servidores participantes, maior será a dificuldade de diluição dos riscos atuariais com as eventuais consequências deletérias daí advindas.

A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) entende que os riscos atuariais relacionados à morte e à invalidez, e outros, devam ser transferidos pela FUNPRESP ao mercado segurador, como já ocorre nos planos instituídos de previdência complementar fechada, e conforme alternativa já prevista no substitutivo. Quanto aos riscos inerentes à sobrevivência de assistidos, a transferência de reservas ao mercado segurador já é faculdade assegurada pela Lei Complementar nº 109, de 2001, mas somente com excepcional autorização do órgão fiscalizador (PREVIC), constituindo-se tal fato em limitador à compra, pelo assistido, de rendas vitalícias. Este tipo de renda protegeria o assistido de variações no valor do seu benefício, ou de sua extinção por esgotamento do saldo da pertinente conta individual.

Considerando a discussão acima e, também, o debatido anteriormente sobre aposentadorias especiais, não é necessária a criação do Fundo de Cobertura de Benefícios Extraordinários ( FCBE), incluído no substitutivo com o propósito de suprir a FUNPRESP de recursos indispensáveis ao financiamento das mencionadas aposentadorias, dos riscos atuariais dos planos de benefícios e, também, daqueles inerentes à sobrevivência dos assistidos.

Em suma, é importante avançar rapidamente com o projeto e obter sua aprovação o quanto antes. É essencial, no entanto, que, durante sua tramitação, aspectos essenciais de sua estrutura possam ser revistos, com o objetivo de tornar o projeto mais estável juridicamente, mais equilibrado tecnicamente, e, assim, menos sujeito a problemas e questionamentos.

Liberty é a mais nova mantenedora da Incubaseg

A Liberty Seguros é a mais nova mantenedora da Incubaseg, que já conta com Bradesco, Porto Seguro, Metlife e RSA.
“Estou muito feliz e orgulhoso com a adesão da Liberty Seguros, que tem em seu DNA o desenvolvimento de produtos e, consequentemente, alinhada à estratégia da Incubaseg. O apoio das seguradoras como mantenedoras é essencial para dar continuidade a ação da incubadora. Elas irão levar através da Incubaseg, a cultura inovadora e empreendedora aos diversos partícipes do setor, fator decisivo na hora de alavancá-lo”, afirma Carlos Alberto Oliveira, coordenador da incubadora de negócios de seguros.

Aa cinco companhias representam 37,61% do mercado de seguros brasileiro. Mario Cavalcante, Superintendente de Desenvolvimento de Novos Produtos da Liberty Seguros afirma que a parceria entre a Seguradora e Incubaseg tem como foco a inovação cada vez maior dos produtos e serviços da Liberty e o reforço da parceria com os corretores, aumentando a proximidade e auxiliando na implementação de seus projetos. “Nosso objetivo é aumentar o relacionamento com consumidores e corretores para entendermos cada vez mais o que as pessoas procuram em relação ao seguro e como podemos auxiliá-las na sua proteção”.

No próximo dia 5 de março, Oliveira irá anunciar os vencedores, que através do site da Incubaseg (www.incubaseg.com.br), enviaram as melhores frases sobre inovação e criatividade do mercado de seguros Os sortudos irão ganhar a nova camisa oficial da seleção brasileira de futebol.

SulAmérica tem lucro de R$ 448,1 milhões em 2011

Veja abaixo o release distribuído pela SulAmérica à noite

A Sul América S.A. (BM&FBovespa: SULA11) registrou em 2011 lucro líquido recorrente*de R$ 448,1 milhões, com crescimento de 5% em relação ao lucro recorrente de R$ 426,6 milhões registrado no ano anterior. Este ano, a receita em prêmios de seguros evoluiu 14,7% chegando a R$ 9,4 bilhões. “Crescemos em todas as linhas de negócios”, comemora o presidente da companhia, Thomaz Cabral de Menezes, que ressalta o excelente desempenho das carteiras de seguro saúde e odontológico e de seguro de automóveis.

O segmento de seguro saúde e odontológico, que representa 66,2% dos prêmios totais da SulAmérica e engloba cerca de 2,4 milhões de beneficiários, registrou em 2011 prêmios de R$ 6,3 bilhões, o que representa crescimento de 18,8% frente ao ano anterior. No mesmo período, o desempenho da carteira de automóveis foi 7,3% superior ao de 2010, totalizando R$ 2,2 bilhões em prêmios e frota segurada de 1,5 milhão de veículos.

“Mantivemos nossa estratégia de atuação voltada aos planos de seguro saúde grupal, e foco nos segmentos de pequenas e médias empresas. Tivemos forte desempenho na área de planos e seguros odontológicos, onde fechamos o ano com uma carteira de cerca de 500 mil membros, reflexo do nosso crescimento orgânico e da incorporação dos mais de 140 mil membros da DentalPlan, cuja aquisição foi aprovada em 2011. No segmento de seguro de automóveis, onde vimos um cenário muito competitivo, com pressão de preços e custos, nós conseguimos atingir a nossa meta”, destaca Menezes.

O executivo ressalta que o resultado em automóveis foi obtido graças ao aprimoramento de processos internos de precificação, a estratégia de ampliação da presença física da companhia em todo o território nacional, o fortalecimento do relacionamento com os corretores e os investimentos em prestação de serviços por meio dos Centros Automotivos de Super Atendimento (C.A.S.A.s), agora presentes em um maior número de localidades com a inauguração de novas unidades.

A SulAmérica registrou evolução de 7,2% na receita do segmento de ramos elementares; com forte crescimento nas carteiras de transportes, massificados e responsabilidade civil; e fechou o ano com alta de 7,8% nos prêmios de seguros de pessoas. Além disso, o resultado das operações de gestão de ativos registrou ganho de R$ 26,4 milhões em 2011, com crescimento de 26,3% em relação ao ano de 2010.

No ano, a sinistralidade da companhia foi de 74,5% e o índice combinado chegou a 99,6%. O resultado financeiro foi de R$ 658,1 milhões, 29% superior ao do ano anterior. A rentabilidade da carteira não vinculada às operações de previdência e VGBL foi de 110,4% do CDI. A SulAmérica encerrou 2011 com patrimônio líquido de R$ 3,1 bilhões e ativos totais da ordem de R$ 13,4 bilhões.

* Vale destacar que em 2010, o lucro da companhia foi impactado pela venda do edifício onde está localizada a sede da SulAmérica, no bairro do Morumbi, em São Paulo, pela venda da participação que a seguradora tinha na Brasilveículos para o Banco do Brasil e ganhos no reconhecimento de prêmios de saúde cobrados retroativamente. Estes eventos não recorrentes elevaram o lucro naquele ano de R$ 426,6 milhões para R$ 614 milhões. Para efeito comparativo neste release consideramos apenas números recorrentes, que permitem a analistas e investidores avaliarem melhor as tendências da companhia.

Trimestre

No quarto trimestre de 2011, a receita de prêmios de seguros somou R$ 2,5 bilhões, com aumento de 17,1% em comparação ao mesmo trimestre de 2010, principalmente devido ao crescimento de 26,7% nos prêmios obtidos com a carteira de seguro saúde grupal, resultado de vendas novas, que incrementaram em 32,4% a carteira de beneficiários em relação ao quarto trimestre de 2010, e dos reajustes aplicados aos planos vigentes.

A receita em prêmios do ramo de automóveis somou R$ 576,3 milhões no quarto trimestre, o que representa uma evolução de 6,9% em relação a igual trimestre do ano anterior. Enquanto a sinistralidade foi a mais baixa registrada no ano, 61,9%.

Os prêmios da carteira de Ramos Elementares totalizaram R$ 142,2 milhões no quarto trimestre, aumento de 32,8% em relação ao quarto trimestre do ano anterior, enquanto a sinistralidade, de 42,8%, representou melhora de nove pontos percentuais nos trimestres comparados, resultado do aperfeiçoamento da política de aceitação de riscos e da metodologia de precificação adotada pela SulAmérica.

Destaques

Em novembro, a agência de classificação de risco Standard & Poor‘s elevou o rating de crédito de contraparte de longo prazo (escala global) atribuído à Sul América S.A. de BB- para BB e o rating de sua subsidiária operacional Sul América Companhia Nacional de Seguros de BB+ para BBB-, passando a ser investment grade. A perspectiva da S&P para ambos os ratings é estável. No mês seguinte, a agência de classificação de risco Fitch Ratings emitiu relatório mantendo o rating de crédito de contraparte de longo prazo (escala global) atribuído à Sul América S.A. em BB+ e elevando para positiva a perspectiva da companhia.

Pelo terceiro ano consecutivo, a SulAmérica é a única empresa do segmento de seguros a integrar a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa, composta por 51 ações de 38 companhias, representantes de 18 setores da economia. O ISE reflete o retorno de uma carteira composta por ações de empresas com os melhores desempenhos em todas as dimensões que medem sustentabilidade empresarial, sendo uma referência para o investimento socialmente responsável e indutor de boas práticas no meio empresarial brasileiro. O compromisso com a sustentabilidade faz parte da declaração de valores da SulAmérica e inclui desde o desenvolvimento de novos produtos e serviços de seguros, previdência e gestão de ativos até ações voltadas à redução dos impactos econômicos, sociais e ambientais inerentes às atividades da companhia.

BB Mapfre tem lucro de R$ 814 milhões em 2011

ATUALIZAÇÃO 28 de fevereiro 14:37 – Correção – Não foi um almoço, como havia sido informada anteriormente. Apenas uma coleitva. Segue nota corrigida.

A BB Mapfre divulga hoje, durante encontro com jornalistas, o primeiro balanço do grupo formado em julho de 2011. Pena que eu não pude comparecer, pois estou em outra entrevista. Então vou usar informações que acabei de ler em vários sites. O jornalista Altamiro Silva Junior, da Agência Estado, postou que a seguradora criada pelo Banco do Brasil e o grupo espanhol Mapfre registrou lucro líquido de R$ 814 milhões em 2011.

Em prêmios foram emitidos R$ 9,6 bilhões no período, segundo o balanço divulgado nesta segunda-feira. Não há comparativos pois é o primeiro ano de operação do grupo. Da carteira total da BB & Mapfre, o produto com maior peso é o seguro de automóveis, que responde por 37% dos prêmios. Em seguida aparece a área de pessoas (seguro de vida, com 34,4%), rural e habitacional (8,7%), massificados (10,3%) e grandes riscos (9,6%). Os prêmios totais do grupo somaram R$ 9,6 bilhões no ano passado.

Segundo comentou o diretor presidente do grupo, Marcos Ferreira, 2011 foi um ano de preparação da seguradora, com a integração das carteiras do BB e da Mapfre. Segundo ele, foram 500 gestores envolvidos na definição dos fundamentos estratégicos do grupo. A integração já está totalmente concluída, informa a nota do jornalista.

A empresa começou a operar oficialmente em 30 de junho do ano passado. Para os dados totais de 2011 foram usados os balanços combinados das seguradoras do BB e da Mapfre, segundo o diretor geral de planejamento e controladoria do Grupo, Carlos Landim. O índice de sinistralidade ficou em 52% e as provisões somaram R$ 8,7 bilhões. O índice combinado, que mede a eficiência operacional, fechou o ano em 91,6%. O patrimônio líquido da seguradora somou R$ 4,9 bilhões.

Eles também contam que a BB & Mapfre vai desenvolver um conjunto de seguros populares para oferecer na rede dos Correios pelo Banco Postal. Segundo Ferreira, esse foi um pedido do próprio Banco do Brasil, interessado em oferecer apólices para a baixa renda no Banco Postal, que começou a administrar em 2 de janeiro. Até o segundo trimestre, serão mostrados os produtos ao banco, de acordo com o executivo. A expectativa é começar vendendo seguros de vida populares nos Correios.

Porto Seguro registra queda de 7% no lucro, para R$ 580 milhões

A Porto Seguro encerrou 2011 com receita total de R$ 10,1 bilhões, representando um crescimento de 10,7% em relação a 2010, com retorno sobre o patrimônio líquido de 16,6% (descontando-se a amortização do intangível). Saúde, Itaú Residencial e VGBL foram os produtos que mais se destacaram, com avanços de 19,2%, 18,0% e 19,1%, respectivamente. O total de vendas de seguro automóvel chegou a R$ 5,7 bilhões, alta de 5,8%. O lucro líquido recuou 7% em 2011, comparado a 2010, para R$ 580 milhões, considerando-se os negócios combinados da Porto em parceria com Itaú, dentro da metodologia do IFRS, norma contábil internacional. Sem considerar a parceria com o Itaú, o lucro apresenta o mesmo percentual de queda, porém situa-se no patamar de R$ 616 milhões, segundo balanço publicado nesta manhã.

Segundo mensagem aos acionistas, a diretoria da Porto afirma que o ano de 2011 foi marcado por um ambiente competitivo mais acirrado, além de um mercado financeiro desafiador. O ano de 2011 também foi um ano de investimentos e construções. “Reposicionamos a marca Itaú Auto e Residência, que apresentou neste trimestre um crescimento de 9,2% nos prêmios de automóvel. Realizamos investimentos em infraestrutura, sistemas e projetos de melhoria operacional que deverão sustentar o nosso crescimento e melhorar nossa eficiência nos próximos anos”, informa a seguradora em nota. Em 2012, há muito otimismo por parte dos administradores da companhia. “Conhecendo a natureza cíclica do segmento e estamos otimistas com as oportunidades do setor de seguros no Brasil”.

JMalucelli Seguros começa com sete produtos

O grupo paranaense JMalucelli lançou hoje uma nova companhia, a JMalucelli Seguros. A nova empresa terá capital de R$ 110 milhões e será controlada pela holding JMalucelli Participações, com 43,4% do capital nas mãos da Travelers, e formada por quarto empresas ligadas a indústria de seguros: JMalucelli Garantia, JMalucelli Resseguradora, JMalucelli Seguros e a JMalucelli Controle de Riscos, unidade que apoiará as três empresas.

A parceria com a Travelers, iniciada em junho de 2011, possibilitou a criação da nova seguradora, que tem o objetivo de agregar conhecimento de uma das maiaores seguradoras dos Estados Unidos, sendo a maior em garantia, com a JMalucelli, conhecida por sua especialização em seguro garantia no Brasil. Por uma questão estratégica, a companhia terá sede em São Paulo, longe das outras duas que ficam em Curitiba. “Não quisemos deixar a empresa na mesma sede para deixar claro que é um negócio separado. Assim nossos clientes de seguro garantia não pensam que estamos perdendo o foco do negócio e, possivelmente, a qualidade nos produtos”, diz o executivo.

Nos últimos meses, a equipe das duas seguradoras trabalhou de forma árdua para agregar ao mercado brasileiro produtos e serviços por preços competitivos, explica Alexandre Malucelli (foto). A JMalucelli Seguros, que tem como logotipo o famoso guarda-chuva vermelho que era símbolo da associação da Travelers com o Citi, começa com sete produtos: riscos de engenharia, riscos nomeados, riscos operacionais, compreensivo empresarial, riscos diversos, como equipamentos, responsabilidade civil geral e responsabilidade civil de administradores, apólice conhecida como Directors & Officers (D&O).

Segundo ele, a escolha dos portfolio foi pautada pelo potencial de negócios nos segmentos e também pela demanda dos corretores. “Nesta primeira fase nos focamos nos produtos que nossos parceiros de negócios nos solicitaram, mas temos uma linha grande de produtos em estudo, como transporte, por exemplo”, explica Malucelli.

Em garantia, o grupo atua em grandes riscos, com médias e pequenas empresas bem como no varejo. “A operação está consolidada, a ponto de o corretor poder trabalhar de casa com o garantia em razão dos investimentos que fizemos em tecnologia”, acrescentou. Já na operação de seguros gerais, o foco começa com o médio mercado, para num segundo momento entrarmos em grandes riscos”, informou Rosemary Herzka, diretora da linha de property da JMalucelli Seguros. “Queremos avançar no mercado de forma equilibrada, com crescimento orgânico. Com a carteira de 32 mil clientes e de 2 mil corretores temos condições de avançar rapidamente”, afirmou Alexandre Malucelli.

Segundo os executivos da empresa, o potencial de crescimento do mercado brasileiro é muito grande, tendo como base a baixa penetração de consumo de seguro no país, que perde até mesmo para países vizinhos, apesar de o Brasil ser a maior indústria de seguros da região. “A estabilidade trouxe uma série de consumidores para bens duráveis. Mas em seguros a demanda ainda é baixa”, diz.

Malucelli acredita que a simplificação dos produtos bem como uma maior oferta vão ajudar a aumentar o consumo per capita de seguros no Brasil. Uma forma de elevar as vendas é inovar. “Temos uma variedade incrível de produtos da Travelers para trazermos ao país, considerando-se as devidas adaptações”, acrescentou. Outra forma de atrair o consumidor é ter preços atraentes e serviços diferenciados.

“A abertura do mercado de resseguros trouxe queda nos preços. Estamos num momento de preço equilibrado e uma disputa maior em serviços”, afirma o executivo da JMalucelli, seguradora que detém 35% de market share de prêmios em garantia, com base em resultados divulgados hoje pela Susep, com R$ 703 milhões de janeiro a novembro do ano passado.

Apesar de ser uma das maiores seguradoras de carro nos EUA, esse é um segmento que a nova companhia não pretende atuar neste primeiro momento no Brasil, informou Alex Bellino, executivo responsável pela estratégia da nova seguradora.

Balanços dão o tom do noticiário de seguros

Enquanto as seguradoras brasileiras preparam a divulgação de seus balanços financeiros de 2011 para a próxima semana, as estrangeiras divulgam resultados nesta semana de Carnaval. Na segunda-feira teremos o balanço da Porto Seguro e da BB Mapfre, com divulgação aberta aos jornalistas. Outros balanços serão divulgados em jornais, sendo alguns deles com entrevistas agendadas com jornalistas escolhidos pelas assessorias de imprensa.

Na mídia de ontem e de hoje, destaque para os resultados da Allianz, AIG e Swiss Re. Nesta manhã, a Allianz divulgou queda de 50% no lucro líquido registrado no ano passado, para 2,55 bilhões de euros em 2011. O grande impacto foi sentido noquarto trimestre, quando o lucro líquido recuou 57%, para 492 milhões de euros. decorrente de perdas com investimentos, baixas contábeis sobre a dívida soberana da Grécia e maiores impostos. O faturamento total – que inclui prêmios de seguros, receita operacional com gerenciamento de ativos e receita com a divisão de banco pequenos e corporativos – recuou 2,7% no ano, para 103,6 bilhões de euros.

A AIG divulgou ontem lucro líquido de US$ 17,8 bilhões em 2011, acima dos US$ 7,8 bilhões em 2010. O lucro operacional após o pagamento de impostos foi de US$ 1,8 bilhão, após um prejuízo operacional de US$ 888 milhões em 2010. O Tesouro dos EUA ainda tem uma participação de 77% no AIG, como resultado do programa de ajuda adotado pelo governo do país durante a crise financeira de 2008.

Já a Swiss Re triplicou o lucro em 2011 apesar das catástrofes naturais registradas no ano. O lucro líquido chegou a US$ 2,626 bilhões. Em 2010, o ganho ficou em US$ 863 milhões. Segundo nota da empresa, o lucro foi impulsionado por um bom resultado de investimento e queda de custos tributários devido a uma reestruturação corporativa. O índice combinado se deteriorou, com alta de sete pontos percentuais, para 101.6%. As catástrofes representaram 29.6 pontos percentuais.

No Brasil, as perspecitvas de ganho são boas. O analista do Banco Fator soltou ontem relatórios sobre Porto Seguro e SulAmérica, recomendando a manutenção dos papéis das duas empresas aos acionistas. Para a Porto Seguro, a expectativa é de resultado regular, com baixo crescimento de prêmios e alta sinistralidade em automóveis.Para a SulAmérica, a projeção também é de resultado regular, com manutenção do bom patamar de crescimento de prêmios, mas com sinistralidade elevada em seguros de saúde.

Entre os já divulgados, destaque para a Mongeral Aegon, que encerrou 2011 comemorando o crescimento de 33% em planos de previdência e seguro de vida individuais e de 35% nas reservas técnicas, com total de R$ 294 milhões. Já as receitas totais registraram crescimento de 20% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 487 milhões.

“Alcançamos esse resultado positivo com um grande investimento na rede de parceiros, na excelência em prestação de serviço, no desenvolvimento de novos produtos e na ampliação dos canais de distribuição”, comenta Helder Molina, presidente da Mongeral, em nota distribuída à imprensa.

Em 2011, a companhia lançou novos produtos, como PGBL e VGBL próprios, a linha Private Solutions, para capitais segurados de R$ 2 milhões a R$ 10 milhões, e o seguro popular Minha Família, que começou a ser comercializado em janeiro. Nos últimos meses de 2011, foram destinados R$ 440 mil em pesquisas voltadas para o consumidor.

O lucro chegou a R$ 10,8 milhões e o patrimônio líquido a R$ 128,1 milhões. “Em 2012, ampliaremos investimentos em infraestrutura, tecnologia, recursos humanos e pesquisa e desenvolvimento, buscando níveis ainda mais elevados na prestação de serviços e parcerias comerciais”, completa Molina. A expectativa da seguradora para o ano é crescer 30%.

CNP prepara abertura de capital da Caixa Seguros

Cada dia que passa a indústria de seguros fica mais interessante. A boa notícia na semana de Carnaval é que mais uma seguradora se prepara para abrir capital. Segundo agências internacionais, a francesa CNP Assurances, controladora da Caixa Seguros no Brasil e uma das maiores companhias de seguro de vida da França, está em discussões com a Caixa Econômica Federal, acionista da seguradora local, para fazer um IPO.

Os recursos captados serão investidos na expansão do grupo na América Latina, segundo informou o diretor financeiro do grupo, Antoine Lissowski, à agência de notícias. A CNP entrou no Brasil em 2001, ao adquirir 51% da Caixa Seguros, por US$ 538 milhões. Desde então a empresa vem crescendo de forma consistente nas quatro operações: seguros gerais, vida e previdência, capitalização e consórcios. Recentemente, a Caixa ingressou em seguro-saúde e odontológico em parceira com a Tempo, já listada na bolsa.

Se o IPO se concretizar, a companhia irá engordar a lista de empresas de seguros na bolsa, que apenas começa no Brasil. Hoje temos Porto Seguro, SulAmérica, Brasil Insurance e Qualicorp, além da Tempo. A Marítima, que suspendeu o IPO em razão da crise financeira de 2008, associou-se ao grupo Sompo Japan, e não pretende mais abrir capital, segundo informou Francisco Caiuby Vidigal Filho, vice-presidente da companhia. As maiores seguradoras do mundo são negociadas em bolsa.