Depois de consolidada a parceria de 12 anos com o Banco do Brasil na empresa de previdência privada Brasilprev, o Principal Financial Group faz uma nova aposta no país. Segundo comunicado divulgado hoje, o Principal assinou acordo para comprar 60% da Claritas Administração de Recursos. A nova aliança estratégica oferecerá fundos de investimento e expertise em gestão de recursos.
De acordo com Roberto Walker, presidente do Principal Financial Group na América Latina, “a Claritas tem uma forte equipe de gestão, com grande reputação e sólido histórico em gestão de fundos de investimentos. Temos prazer em nos associar com este talentoso time de investimentos. Adicionalmente, a forte rede de distribuição e relacionamento com seus clientes, foram pontos-chave no nosso desejo em formar esta nova parceria de negócios, que fornece uma excelente plataforma para continuar a desenvolver produtos de valor agregado para clientes brasileiros e internacionais (pessoas físicas, jurídicas e institucionais),” afirma na nota.
A respeito da parceria, Carlos Ambrosio, sócio diretor e responsável pela área de produtos estruturados da Claritas, declara: “A parceria estratégica com a Principal fornece recursos adicionais à Claritas, preservando nossa filosofia de gestão e cultura de investimento”. Ele acrescenta: “Com a Principal, poderemos expandir nossos esforços com clientes institucionais e obter um maior acesso a investidores estrangeiros. A Principal traz mais suporte para continuarmos nosso forte crescimento na indústria de fundos e de gestão de recursos, assim como um expertise de classe mundial em gestão de investimentos, com as melhores práticas e ferramentas, que nos permitirão oferecer soluções avançadas de investimentos e serviços a nossos clientes e distribuidores”.
De acordo com o comunicado, a Claritas é uma das empresas lideres na gestão de investimentos no Brasil, com mais de R$ 3 bilhões em ativos sob gestão. Sediada em São Paulo, gerencia fundos de ações (long short e long only), multimercados e fundos exclusivos, além de ofertar outras estratégias para investidores qualificados e instituições, por meio dos diferentes canais de sua rede de distribuição.
A Principal é uma empresa global, líder na gestão de investimentos e de previdência, está entre as 500 maiores empresas listadas pela FORTUNE e está situada em Des Moines, Iowa, nos Estados Unidos. A empresa tem US$ 335 bilhões de ativos sob gestão1 e atende a 18 milhões de clientes em todo o mundo, por meio de seus escritórios na Ásia, Austrália, Europa, América Latina e Estados Unidos.
A Prudential do Brasil, especializada na venda de seguro de vida personalizado para proteger famílias, divulgou crescimento recorde nos últimos 5 anos, de 30% em prêmios de seguros em 2011, para R$ 273 milhões, informa o presidente Fábio Lins. O lucro bruto, antes dos impostos, chegou a R$ 24 milhões, valor 267% superior ao apurado em 2010, calculado pelo sistema contábil USGAAP. Na conversão dos valores para o modelo utilizado no Brasil (IFRS) a companhia registrou prejuízo de R$ 803 mil. Segundo ele, o capital segurado teve alta de 27%, para R$ 38 bilhões, com 125 mil apólices ativas, uma alta de 20,5% em relação ao final de 2010.
Para a Prudential, é importante ressaltar o balanço em USGAAP, pois as regras mostram com maior clareza o investimento realizado na força de vendas, que é quem define o jeito de ser da seguradora. No padrão brasileiro, os custos com comercialização, bem maiores no início da vigência da apólice, são considerados integralmente, o que acaba pesando na linha final do balanço. Já na demonstração USGAAP, os valores de faturamento e comissões são contabilizados de acordo com o tempo de vigência das apólices.
Padrões de contabilidade à parte, a Prudential tem contribuído de forma expressiva para a qualidade da venda do seguro de vida no Brasil. E é a equipe que Lins credita o bom desempenho. “Além do crescimento da economia e do seguro de pessoas ter contribuído para que tivéssemos um resultado muito bom, nossa força de vendas, os franqueados Life Planner®, e os funcionários da seguradora têm feito grandes realizações”, afirma.
Realmente, a força de vendas é o grande diferencial da Prudential. A forma como atua e treina seus especialistas tem sido usada pelos principais concorrentes para qualificar a oferta do seguro de vida e assim elevar a quantidade de famílias protegidas do risco de perder qualidade de vida em razão de morte ou acidente do responsável financeiro. “Estamos em franco crescimento e entusiasmados com o aquecimento da economia, do mercado de seguros de pessoas e, mais ainda com o entendimento crescente das pessoas sobre a importância do seguro de vida. Todos nós saímos ganhando”, diz.
Segundo dados da Swiss Re, Swiss Re, o seguro de vida tem participação de apenas 1,43% no PIB brasileiro, o que faz o país, sexta maior economia do mundo, ocupar o 26° lugar em uma lista de 30 países, atrás do Reino Unido, que liderou o ranking com 9,5%, seguido pelo Japão (8%) e pela Finlândia (7,5%). Ou seja, ainda temos muito para crescer.
Ontem, Andre Gregori, que esteve a frente da Fator Seguradora até o dia 15 de fevereiro, substituído por Luis Eduardo Assis, ex-diretor de Política Monetária do Banco Central e ex-executivo do HSBC, divulgou um comunicado ao mercado sobre a sua saída. Só não disse ainda qual o seu novo projeto. Nem tocou no nome do BGT Pactual, destino apontado pelos especuladores de plantão para ele e sua equipe que também deixou a Fator, que completa em setembro deste ano quatro anos de vida, atuando com seguros de riscos de engenharia, garantia, aeronáutico e responsabilidade civil. A expectativa era chegar a R$ 1 bilhão de prêmios no prazo de cinco anos, meta que deverá ser revista por seu sucessor.
A seguradora Sul América anunciou hoje que seu conselho de administração aprovou a realização de um programa de recompra de até 3.174.247 units. Pela cotação de fechamento de hoje, de R$ 18,39, o programa pode ser avaliado em R$ 58 milhões. Cada unit da SulAmérica representa uma ação ordinária da empresa e duas preferenciais. Segundo a companhia, o total de papéis objeto da oferta equivale a 3% das units em circulação e a 1,1% do total de ações emitidas. As recompras serão feitas por meio das corretoras BTG Pactual, Merrill Lynch, Santander e Itaú. O programa tem prazo de validade de um ano.
Segundo especialistas, trata-se de uma operação normal em empresas abertas, especialmente aquelas que têm programas de remuneração de executivos com base em ações (stock option). Essas empresas precisam comprar no mercado para poder entregar os papéis aos executivos e fazem isso ao longo de um certo período, aproveitando-se de momentos em que as ações estão cotadas abaixo de um certo parâmetro de preço.
Veja abaixo o comunicado
Em atendimento ao disposto no artigo 2º da Instrução CVM nº 358, de 3 de janeiro de 2002, e nos termos da Instrução CVM nº 10, de 14 de fevereiro de 1980, conforme alterada, a Sul América S.A. informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que seu Conselho de Administração, em reunião realizada em 28 de fevereiro de 2012, aprovou programa de recompra de ações da Companhia de acordo com as seguintes condições:
Objetivo: aquisição de certificados de depósito de ações (units), representativos, cada, de uma ação ordinária e duas ações preferenciais de emissão da Companhia, para manutenção em tesouraria e utilização em plano de remuneração baseado em ações de emissão da Companhia. A operação atende também aos interesses da Companhia, tendo em vista suas perspectivas de crescimento e rentabilidade, bem como a existência de reservas disponíveis, nos termos da Instrução CVM nº 10.
A aquisição será realizada na BM&FBOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, a preço de mercado, cabendo à Diretoria decidir o momento e a quantidade de ações a serem adquiridas, seja em uma única operação ou em uma série de operações, dentro dos limites previstos na regulamentação aplicável.
Quantidade de ações a serem adquiridas: até 3.174.247 units, representativas de 3.174.247 ações ordinárias e 6.348.494 ações preferenciais, correspondendo a 3% das units em circulação no mercado e a aproximadamente 1,1% do total de ações de emissão da Companhia em 17.02.2012.
Prazo para aquisição: até 365 dias contados da data do respectivo Fato Relevante, encerrando-se em 27.02.2013.
Quantidade de ações em circulação: 317.564.367 ações, sendo 105.946.687 ações ordinárias e 211.617.680 ações preferenciais, representadas na forma de 105.808.237 units.
Quantidade de ações em tesouraria: a Companhia atualmente possui 13.453.053 ações em tesouraria, sendo 4.484.351 ações ordinárias e 8.968.702 ações preferenciais.
Corretoras autorizadas:
BTG PACTUAL CTVM S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima 3729, 10° andar, parte, São Paulo/SP, CEP 04538-905
ITAÚ CORRETORA DE VALORES S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima 3400, 10° andar, São Paulo/SP, CEP 04538-132
MERRILL LYNCH S.A. CTVM
Av. Brigadeiro Faria Lima 3400, 16° andar, parte A, São Paulo/SP, CEP 04538-132
SANTANDER BRASIL S.A. CTVM
Rua Hungria 1400, 4° andar, São Paulo/SP, CEP 01455-000
Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 2012.
Arthur Farme d’Amoed Neto
Diretor de Relações com Investidores
Hoje foi o último dia legal para divulgação de anúncios de seguradoras. Data em que os jornais ficam gordos, pesados. Aliás, se depender das seguradoras, essa é a única data do ano de gasto com balanços. Antes, elas também anunciavam em agosto o resultado do primeiro semestre. Agora não mais. Ou melhor. Em 2011 foi assim. Tudo pode mudar de novo. Ainda mais num momento de tantas inovações no Brasil. Dilma mudou tantos ministros, que mudaram tantos assessores, que por sua vez mexeram em tudo. Sobrou até para a Casa da Moeda e para Susep. Um complexo e grande jogo.
Bem, mas eu estou aqui para falar do preto no branco. Dos balanços publicados hoje no Valor Econômico. Entre todos eles, os da SulAmérica, da Caixa Seguros e do grupo segurador Banco do Brasil e Mapfre dão gosto de ler. Afinal, seguro serve para faciltar a vida das pessoas. Letras grandes, que nem exigem óculos. Informações que vão além do tradicional. “110 mil sonhos da casa própria realizados graças ao nosso consórcio”, informa a Caixa. “700 mil projetos depositados na nossa previdência e 100 mil apólices ativos do seguro amparo”, acrescenta.
Na SulAmérica, lucro de R$ 445 milhões em 2011, ativos totais de R$ 13,4 bilhões e receita de prêmios de R$ 9,4 bilhões. Em 2011, a SulAmérica aprimorou produtos e serviços, ampliou canais de distribuição e desenvolveu processos inovadores. Foi, pelo segundo ano consecutivo, a única seguradora do ISE, da BM&F, e ganhou o prêmio de melhor seguradora para o acionista da Revista Capital Aberto. Dois reconhecimentos do “compromisso de assegurar proteção financeira a suas clientes em uma relação única de agilidade, confiança e transparência. Afinal, se aborrecer pra quê?”, destaca na primeira página do caderno de 11 páginas publicados no Valor.
O grupo segurador BB Mapfre, com 27 páginas, vem com força no primeiro ano de atuação. “O ano em que o mundo descobriu o Brasil também foi o ano em que o Brasil ganhou um dos maiores grupos seguradores do mundo”. Isso mesmo. Do mundo, diz o texto da página E25. Prêmios, que podemos entender como faturamento, de R$ 9,6 bilhões em 2011.
Só para contextualizar, a Allianz, maior seguradora do mundo, obteve receitas de 103 bilhões de euros. Com certeza a BB Mapfre começou como uma das principais do Brasil e em 2012 pode ser a maior em vários quesitos. Mas do mundo, mesmo com toda essa crise, ainda falta percorrer um longo caminho. Inclusive porque a Mapfre é espanhola, pais que vive uma dura crise, com um dos mais elevados índices de desemprego. Para o primeiro ano — momento em que as atenções se voltaram para a integração das duas operações, os acionistas da Mapfre envoltos com troca de CEO mundial e crise na Europa e os do Banco do Brasil com briga pública por cargos –, os resultados das operações de seguros foram relevantes (números no post abaixo).
A Santander Seguros, vendida pelo grupo espanhol para a Zurich, operação aprovada pela Susep em outubro de 2011, apresentou lucro liquido de R$ 406 milhões para um faturamento em prêmios de R$ 2,2 bilhões. Apesar da receita de prêmios ter aumentado em mais de R$ 700 milhões, o lucro recuou em R$ 85 milhões. A partir deste ano e pelos próximos 25, o Santander passa apenas e receber comissões por disponibilizar a rede de agencias para venda de seguros para a Zurich, exceto automóveis, carteira fora do acordo.
Já os balanços de seguradoras independentes e estrangeiras mostram que a globalização da indústria de seguros está apenas começando. Muita seguradora nova e muitas que ainda não conseguiram acordos. Executivos importados de países vizinhos por falta de executivos locais ou apenas para manter o controle da operação em um momento de tanto deslumbramento com o país do futuro que passou a figurar como o país da salvação dos lucros comprimidos por uma grave crise internacional.
O balanço da Argo, que realizará na próxima semana um coquetel com a presença do CEO mundial para inaugurar a operação brasileira comandada por Pedro Purm, sequer uma lupa dá jeito. Acredito que tenha sido a falta do que dizer e a economia com o valor do anúncio que fez a letra ficar tão miúda. Mas ta perdoada, pois não tinha muito para informar, uma vez que a operação começa de verdade em 2012.
A Allianz Seguros apresentou lucro liquido de R$ 149 milhões, 13,4% acima do resultado de 2010. Um resultado que levou a subsidiária brasileira, conduzida por Max Thiermann nos últimos nove anos, a brilhar para os acionistas do maior grupo segurador do mundo. “Os bons resultados são consequência das ações adotadas para intensificar nossa participação no mercado em setores estratégicos para a companhia no segmento de massificados, com destaque para a carteira de automóvel, ao mesmo tempo em que participamos das oportunidades que o país está oferecendo para os seguros de grandes riscos, como as obras de infraestrutura”, afirma Max Thiermann, presidente da Allianz Seguros, em nota.
“No caso da seguradora de saúde, como atuamos apenas no ramo empresarial, a alta no emprego formal e a oferta do nosso produto em regiões onde ainda não atuávamos foram as principais responsáveis pelo crescimento”, conclui Thiermann, que neste ano passa para a presidência do conselho de Administração, sendo sucedido por Edward Lange, que aguarda sua documentação para ser oficilamente apresentado ao mercado. Os prêmios totalizaram R$ 2,6 bilhões, 22% maiores do que o registrado no ano anterior. O resultado operacional avançou 10,5%, mesmo com a acirrada concorrência vivida pelo setor em 2011.
Assim como Edward Lange, que deixou a operação da Allianz na Argentina para comandar a subsidiária brasileira, a americana Liberty Mutual designou o executivo da subsidiária chilena, Pablo Barahona, para comandar a operação no Brasil. Ele também aguarda o trâmite burocrático da documentação para assumir o posto ocupado por Luis Maurette por dez anos, findos em setembro do ano passado. Em 2011, a seguradora oficial da Copa 2014 apresentou prejuízo de R$ 30 milhões, segundo balanço publicado na página E 33 do Valor. No ano anterior, o grupo havia lucrado R$ 16 milhões. O volume de vendas chegou a R$ 1,6 bilhão, sendo seguro de carro responsável por 79%. Segundo a nota, o grupo chegou a marca de 960.100 veículos segurados.
A Chubb Seguros registrou lucro líquido de R$32,2 milhões, ultrapassando a marca de R$1 bilhão em ativos totais. O patrimônio líquido ficou em R$ 362,9 milhões de reais, representando um aumento de cerca de 8% em relação a 2010. “Este resultado é consequência de um crescimento de 11,7% nos prêmios emitidos somado a uma forte disciplina de subscrição e foco na administração de otimização dos processos”, informa Acacio Queiroz, presidente & CEO da companhia, em nota. O índice combinado chegou a 85% e o índice combinado ampliado, que considera receitas financeiras, ficou em 79%. “Esses números refletem a estratégia da seguradora nesses últimos anos de manter uma forte análise de riscos e controle de despesas, com oferta de produtos e serviços diferenciados e exclusivos, o que vem permitindo a conquista de uma carteira cada vez mais rentável e diversificada”.
A holding JMalucell, que agora conta com quatro empresas, duas seguradoras, uma resseguradora e uma prestadora de serviços de gerenciamento de riscos, encerrou o ano com lucro líquido ajustado de R$ 83,2 milhões, ante R$ 55,2 milhões em 2010, evolução de 50,7%. O valor significou 51,2% do lucro obtido pelo Paraná Banco, que reduziu de 100% para 56,5% a sua participação nas empresas de seguros e resseguros a partir de junho de 2011, quando recebeu um valor significativo do novo sócio, a seguradora americana Travelers. O aporte fez o saldo da reserva de seguros saltar de R$ 431 milhões para R$ 1,034 bilhão.
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O grupo francês BNP Paribas tem duas seguradoras. A Cardif Vida e Previdência apresentou alta de 58% no volume de prêmios, para R$ 609 milhões. O lucro liquido passou de R$ 28 milhões para R$ 33 milhões no período analisado. Já a Cardif Seguros e Garantia apresentou faturamento de R$ 156 milhões para um lucro de R$ 3,9 milhões.
A britânica RSA saiu de um lucro de R$ 14 milhões em 2010 para um prejuízo de R$ 862 mil em 2011. Os prêmios emitidos avançaram de R$ 382 milhões para R$ 477 milhões. A Crêdito y Caucion, do grupo Atradius, obteve prêmios de R$ 19 milhões e lucro de R$ 337 mil com a seguradora de crêdito e garantia. A seguradora de crédito à exportação emitiu apenas R$ 201 mil e lucrou 238 mil.
A Icatu Seguros fechou o ano passado com lucro de R$ 103 milhões, alta de 30% sobre 2010. O faturamento total bateu R$ 2,07 bilhões, 18% a mais que um ano antes. A empresa tem seis milhões de clientes. Totalizou R$ 8,8 bi em ativos administrados. A expansão é resultado da consolidação de canais de vendas de produtos e da maior proximidade de corretores, informa nota.
A Fator Seguradora, que registrou baixa de boa parte da equipe, divulgou receita de prêmios de R$ 201 milhões e lucro de R$ 17,4 milhões. Segundo informou o Valor, em reportagem no dia 15 de fevereiro, André Gregori deixou a presidência da Fator Seguradora com mais sete profissionais da casa rumo ao Pactual.
As resseguradoras apresentam uma curiosidade. As três que divulgaram balanço no Valor obtiveram o mesmo valor de lucro, apesar de faturamentos bem diferentes. A Munich Re, maior resseguradora do mundo, que atua no Brasil como um ressegurador local, apresentou prêmios de R$ 500 milhões e lucro de R$ 12 milhões. A Mapfre Re apresentou prêmios de R$ 152 milhões e lucro de R$ 13 milhões. Já a XL Re registrou prêmios emitidos de R$ 68 milhões e lucro de R$ 12 milhões. A ACE se diferenciou. Obteve prêmios de R$ 169 milhões e lucro de apenas R$ 1,9 milhão.
A Caixa Seguros bateu recordes em suas operações do ano passado. O grupo, que atua em seguros, previdência, consórcios e capitalização, encerrou o exercício passado com faturamento de R$ 7,4 bilhões e um resultado líquido de R$ 1 bilhão – o melhor desempenho de sua história. Em 2010, o faturamento havia sido de R$ 6,6 bilhões, com um lucro de R$ 889 milhões, o que representa crescimento de mais de 12% nos dois quesitos.
Outro número que merece destaque é a baixa sinistralidade, que ficou na faixa dos 34% – resultado de uma análise de risco cuidadosa em sua carteira. “Temos uma política de crescimento em bases sólidas, cuidando basicamente de três pilares: aumento nas vendas, controle de sinistralidade e redução de despesas administrativas”, avalia o presidente do Grupo, Thierry Claudon. Pelo terceiro ano consecutivo, a companhia manteve suas despesas administrativas em 3,3%, número comemorado como exemplo de boa gestão.
“Outro fator determinante é a força do mercado segurador brasileiro, que vem em crescimento constante nos últimos anos, tanto por uma mudança de cultura de comprar seguros como pela entrada de milhões de pessoas em novos níveis de consumo”, analisa Claudon.
Prova disso é que o melhor desempenho do grupo se deu nos produtos de Vida e nas categorias de riscos diversos, que incluem seguros automóvel, residencial e empresarial. O esforço foi premiado com a inclusão da Caixa Seguros no seleto grupo de empresas com lucro superior a R$ 1 bilhão. A companhia também foi reconhecida por ser a seguradora que mais respeita os consumidores dos segmentos de previdência e seguros de residência e automóvel, em uma avaliação realizada com clientes brasileiros de empresas de diferentes ramos*.
Seguros. Em 2011, a Caixa Seguradora se destacou nos ramos “Vida”, “Residencial” e “Habitacional”, onde mantém altos índices de crescimento há vários anos. Destaque para as vendas do Seguro Amparo, produto de assistência funeral que registrou aumento de mais de 300% em relação ao último ano. A empresa encerrou 2011 com prêmios diretos da ordem de R$ 1,79 bilhão. Alta de 20,4% quando comparado aos R$ 1,49 bilhão arrecadados no exercício anterior.
Vida e Previdência. Já a Caixa Vida & Previdência encerrou o exercício de 2011 com lucro líquido de R$ 167,2 milhões. Alta de 19,9% se comparado aos R$ 139,5 milhões registrados no ano anterior. A receita com contribuições e prêmios subiu dos R$ 3,3 bilhões acumulados ao longo de 2010, para os R$ 3,7 bilhões no ano de 2011. Uma evolução de 12,1%. É importante destacar que, neste exercício, a empresa ultrapassou o importante patamar dos R$ 16,2 bilhões em reservas técnicas. Crescimento de 22,7% em relação aos R$ 13,2 bilhões registrados em 2010.
Capitalização. O lucro líquido da Caixa Capitalização em 2011 atingiu os R$ 125,7 milhões. No quesito patrimônio líquido, a empresa registrou R$ 344,2 milhões. Alta de 4,1%. No último ano, o resultado financeiro foi de R$ 160,1 milhões – valor 9,2% superior aos R$ 146,6 milhões alcançados em 2010.
Consórcios. Administradora que mais entrega imóveis no país – uma média de 43 por dia –, a Caixa Consórcios encerrou o exercício de 2011 com lucro líquido de R$ 124,4 milhões. Ao longo do ano, a empresa acumulou receita bruta de prestação de serviços na ordem de R$ 243 milhões. O patrimônio líquido da administradora em 2011 foi de R$ 168,1 milhões. Destaque para a taxa de rentabilidade sobre o patrimônio líquido: 55,7%.
Veja abaixo o release distribuído pela MetLife, sobre os resultados de 2011.
A MetLife, seguradora global com soluções em vida, previdência privada e planos odontológicos, fecha o ano de 2011 na sua operação brasileira com um patrimônio líquido de R$ 406,9 milhões e lucro líquido de R$ 37 milhões, representando um crescimento de 8,6% em relação ao ano anterior. Os ativos totais alcançaram o montante de R$ 2,7 bilhões ao final do exercício.
A companhia, presente no Brasil desde 1999, acumulou R$ 694 milhões de prêmios em seguros em 2011 e apresentou um montante de 130 milhões acima do valor requerido pelas regras atuariais de solvência. “Este valor nos dá possibilidade de fazer novos investimentos e crescer no país. Estamos num momento muito importante para a MetLife no Brasil. Iremos transformar os resultados da companhia e ampliar sua competitividade no mercado com solidez financeira”, diz Mario Traverso, presidente da MetLife Brasil.
As provisões técnicas totais atingiram o montante de R$ 2,17 bilhões, que representa um crescimento de 18,6% sobre o encerramento do ano anterior. Os fundos de VGBL e PGBL acumularam, no conjunto, o montante de R$ 1,54 bilhão, crescimento de 20,9% em relação a 2010, reflexo da maior atratividade dos fundos que oferecem taxas diferenciadas e benchmarks mais adequados ao perfil dos clientes que procuram planos de previdência, com vistas o longo prazo.
Com investimentos na qualidade de subscrição de riscos, a MetLife novamente conseguiu reduzir seus índices de sinistralidade de 46,4% em 2010 para 42,7% neste ano. “Um dos nossos diferenciais é termos profissionais altamente capacitados em capacidade de analisar riscos e realizar a precificação”, completa Traverso.
A MetLife tem hoje aproximadamente cinco milhões de vidas seguradas conquistadas. Atualmente, cerca de seis mil corretores têm negócios com a MetLife em todo o Brasil.
Poucos sabem dos investimentos realizados pelas seguradoras para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Um deles é o patrocínio de musicais. O musical “A Família Addams”, que estreia no dia 2 de março, no Teatro Abril em São Paulo, conta com investimentos do Circuito Cultural Bradesco Seguros, que apresenta para o público brasileiro um calendário diversificado de eventos artísticos com espetáculos nacionais e internacionais de grande sucesso, em diferentes áreas culturais como dança, música erudita, artes plásticas, teatro, concertos de música, exposições entre outros.
A Comédia Musical, encenada originalmente na Broadway, será estrelada pelos atores Marisa Orth e Daniel Boaventura e grande elenco. A versão brasileira é assinada por Claudio Botelho, com direção de Jerry Zaks, coreografia de Sergio Trujillo e direção musical de Mary-Mitchell Campbell. Inspirada nas criações do lendário cartunista americano Charles Addams, a comédia musical apresenta a já conhecida e querida família Addams , imortalizada nos desenhos animados, série de TV e filmes para o cinema.
A primeira montagem do musical fora dos Estados Unidos conta a história da paixão de Wandinha, a filha mais nova dos Addams e última princesa das trevas por um jovem “normal”. A confusão começa quando Gomez e Mortícia, pais de Wandinha, têm que preparar um jantar para o rapaz e seus pais.
Entre hoje e amanhã a Câmara estará votando o projeto de criação da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal. Eis um tema importante, principalmente diante do que temos visto nas principais economias do mundo. Governos precisando cortar benefícios para manter a ordem social. Aqui o mesmo tem de ser feito, para que este Brasil siga um caminho de prosperidade.
A CNseg publicou hoje um interessante artigo de Luiz Peregrino, especialista em Previdência Privada Complementar Aberta e Seguros de Pessoas e atual diretor executivo da FenaPrevi. Vale a leitura
O projeto de criação da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal – FUNPRESP, que a Câmara dos Deputados deve votar nos próximos dias, é um passo fundamental no conjunto de iniciativas que vem sendo conduzidas nos últimos anos para equacionar os desequilíbrios da previdência social no Brasil.
É inegável que a sociedade espera que o Governo e o Congresso Nacional deem, finalmente, sequência à reforma do setor, iniciada com a aprovação da Emenda Constitucional n° 41, de 2003. A solução proposta para os servidores públicos é imprescindível para recompor o equilíbrio da previdência social e garantir sua solvência no longo prazo.
Espera-se que o novo regime reduza a pressão sobre os recursos públicos, crescentemente alocados à previdência, permitindo recompor a capacidade de gastos públicos em áreas como a de infraestrutura e de programas de inclusão social, indispensáveis ao desenvolvimento sustentado do país.
O Projeto de Lei viabilizará uma nova configuração no tocante aos dispêndios e obrigações futuras da União para com seus servidores, viabilizando a construção de um modelo inovador de previdência para os novos servidores públicos, isonômico ao dos trabalhadores da iniciativa privada.
O Projeto original apresentado pelo Governo ao Congresso sofreu, no entanto, mudanças significativas ao longo de seu tramite, consubstanciadas no Substitutivo de Plenário, ora em apreciação.
Cabe comentar, inicialmente, estender o substitutivo à previdência complementar dos servidores públicos privilégios do regime de previdência social próprio dos servidores públicos, relacionados às aposentadorias especiais (mulheres e algumas categorias de servidores), introduzindo, desse modo, tratamento não isonômico entre os participantes do regime previdenciário complementar que o projeto se propõe a instituir.
No tocante a esta questão, é relevante lembrar que aposentadorias especiais encontram respaldo em disposições constitucionais relacionadas ao regime de previdência social próprio dos servidores públicos, o mesmo não se dando, entretanto, relativamente à previdência privada complementar.
Sob a ótica da conveniência social é também questionável que aqueles sem direito ao privilégio de aposentadoria especial sejam constrangidos a financiar aposentadorias complementares especiais com parcela dos recursos de suas contribuições e do respectivo ente patrocinador, em detrimento da formação de sua própria poupança em conta individual, e, portanto, de sua aposentadoria complementar. É o que se depreende da regra insculpida no parágrafo terceiro do artigo 17 do substitutivo a ser votado.
Preocupa, também, o aumento do número de fundações e a possível proliferação de planos específicos destinados a diferentes categorias de servidores. Significa dizer que, com menor número de servidores participantes, maior será a dificuldade de diluição dos riscos atuariais com as eventuais consequências deletérias daí advindas.
A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) entende que os riscos atuariais relacionados à morte e à invalidez, e outros, devam ser transferidos pela FUNPRESP ao mercado segurador, como já ocorre nos planos instituídos de previdência complementar fechada, e conforme alternativa já prevista no substitutivo. Quanto aos riscos inerentes à sobrevivência de assistidos, a transferência de reservas ao mercado segurador já é faculdade assegurada pela Lei Complementar nº 109, de 2001, mas somente com excepcional autorização do órgão fiscalizador (PREVIC), constituindo-se tal fato em limitador à compra, pelo assistido, de rendas vitalícias. Este tipo de renda protegeria o assistido de variações no valor do seu benefício, ou de sua extinção por esgotamento do saldo da pertinente conta individual.
Considerando a discussão acima e, também, o debatido anteriormente sobre aposentadorias especiais, não é necessária a criação do Fundo de Cobertura de Benefícios Extraordinários ( FCBE), incluído no substitutivo com o propósito de suprir a FUNPRESP de recursos indispensáveis ao financiamento das mencionadas aposentadorias, dos riscos atuariais dos planos de benefícios e, também, daqueles inerentes à sobrevivência dos assistidos.
Em suma, é importante avançar rapidamente com o projeto e obter sua aprovação o quanto antes. É essencial, no entanto, que, durante sua tramitação, aspectos essenciais de sua estrutura possam ser revistos, com o objetivo de tornar o projeto mais estável juridicamente, mais equilibrado tecnicamente, e, assim, menos sujeito a problemas e questionamentos.
A Liberty Seguros é a mais nova mantenedora da Incubaseg, que já conta com Bradesco, Porto Seguro, Metlife e RSA.
“Estou muito feliz e orgulhoso com a adesão da Liberty Seguros, que tem em seu DNA o desenvolvimento de produtos e, consequentemente, alinhada à estratégia da Incubaseg. O apoio das seguradoras como mantenedoras é essencial para dar continuidade a ação da incubadora. Elas irão levar através da Incubaseg, a cultura inovadora e empreendedora aos diversos partícipes do setor, fator decisivo na hora de alavancá-lo”, afirma Carlos Alberto Oliveira, coordenador da incubadora de negócios de seguros.
Aa cinco companhias representam 37,61% do mercado de seguros brasileiro. Mario Cavalcante, Superintendente de Desenvolvimento de Novos Produtos da Liberty Seguros afirma que a parceria entre a Seguradora e Incubaseg tem como foco a inovação cada vez maior dos produtos e serviços da Liberty e o reforço da parceria com os corretores, aumentando a proximidade e auxiliando na implementação de seus projetos. “Nosso objetivo é aumentar o relacionamento com consumidores e corretores para entendermos cada vez mais o que as pessoas procuram em relação ao seguro e como podemos auxiliá-las na sua proteção”.
No próximo dia 5 de março, Oliveira irá anunciar os vencedores, que através do site da Incubaseg (www.incubaseg.com.br), enviaram as melhores frases sobre inovação e criatividade do mercado de seguros Os sortudos irão ganhar a nova camisa oficial da seleção brasileira de futebol.
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