Caixa elimina taxa de carregamento dos PGBL e VGBL

Olha só a concorrência chegando na previdência aberta. Muito bom. Taxa zero para as contribuições e entre 0,5% e 2% anualmente sobre o patrimônio. Com certeza a concorrência vai acompanhar. É preciso ficar atendo se há taxa de saída. Muitos não cobram na entrada, mas penalizam na saída. Olho vivo.

Comunicado oficial

A Caixa acaba de lançar no mercado um pacote de produtos de previdência com isenção total das taxas de carregamento. A partir de agora, os brasileiros que aportarem recursos nos novos planos terão a oportunidade de acumular maiores valores com custo zero. Ao contratar os novos produtos, o cliente paga apenas a taxa de administração, que varia de acordo com o volume aportado – ficando entre 0,5% a 2%.

“Com a recente redução dos juros, a isenção da taxa de carregamento para a previdência torna o produto ainda mais vantajoso. O acesso da população a esse tipo de investimento fica bem mais democrático”, afirma Juvêncio Braga, diretor da CAIXA PREVIDÊNCIA.

O anúncio da redução da taxa de entrada é o início de uma inovação no mercado de previdência. Anteriormente, somente fundos com valores acima de R$ 100 mil estavam isentos da taxa de carregamento. Os produtos estarão disponíveis nas agências CAIXA de todo o País a partir de R$ 35.

Motivos para contratar os novos planos da CAIXA:

· A isenção da taxa toda vez que o cliente faz um aporte significa uma economia de até 5% cobrados pelos outros bancos e um crescimento ainda mais significativo nos rendimentos

· Para estes novos planos, a carência foi reduzida. Em caso de alguma eventualidade, agora o cliente pode fazer sua retirada a partir de 60 dias

· Com os novos planos de previdência da CAIXA, quanto mais tempo o investimento fica rendendo, menor é a taxa de carregamento na saída, podendo chegar a 0% (varia de 36 a 60 meses, dependendo do produto)

· Não há mais a necessidade de apresentar a DPS (Declaração Pessoal de Saúde) na hora de contratar o benefício de proteção. A medida agiliza o processo de contratação

· Com apenas R$ 35 mensais, o cliente começa a investir em um futuro tranquilo

· Os novos fundos de investimento oferecem mais opções para se adequar melhor ao perfil de investidor de cada um dos clientes

TIM e Assurant lançam seguro para tablets e modem

Nada melhor do que a concorrência para fazer surgir novos produtos, por preços mais acessíveis. Mas é bom ficar de olho na cobertura do seguro, pois muitos não cobrem furto, ou seja, o simples desaparecimento do aparelho. Veja o comunicado da Tim e Assurant.

Comunicado oficial

Com o aumento de roubos e furtos de celulares e tablets os usuários já estão mais preocupados com a proteção desses bens. Para oferecer mais segurança aos proprietários a seguradora Assurant e a operadora TIM lançam no próximo mês um seguro com garantia de reposição de tablets e modem em caso de roubo ou furto. A apólice, que tem um valor de R$ 6,49/mês, garante ao usuário de celular pós ou pré-pago a reposição de um aparelho novo, sem TIMChip (igual ou similar). Além da proteção o segurado participa de um sorteio mensal e concorre a R$ 10 mil reais durante o período de vigência do seguro.

O seguro será comercializado nas lojas da operadora. A compra da proteção pode ser feita também pelo telefone (0800 887 1887). Antes de adquirir o produto, o cliente da TIM pode fazer uma simulação do valor do seguro de acordo com o modelo do celular a ser adquirido. Para isso as empresas desenvolveram o site www.celularprotegido.com.br. Basta acessá-lo e digitar o número do aparelho, a marca e o modelo.

“Os clientes já saem com os equipamentos protegidos da loja após a compra. Esse serviço é mais um diferencial da TIM no mercado, levando mais proteção e comodidade ao cliente. Os seguros são essenciais nesse momento em que há um aumento das vendas de smartphones e tablets, que são aparelhos de maior valor agregado para os usuários. Em algumas lojas, por exemplo, a taxa de contratação do seguro, na compra de iPhones chega a 25%” destaca Roger Solé, diretor de Marketing da TIM Brasil.

Segundo Cássio Stavale, vice-presidente de vendas e marketing da Assurant, o seguro tem uma boa aceitação para todos os modelos e seu valor varia de acordo com o aparelho. “O projeto está alinhado com as estratégias de negócios da seguradora que é oferecer ao cliente serviços com qualidade, afinidade e valor”, diz. De acordo com o executivo da seguradora, o programa de seguros oferecido para a TIM no Brasil começou a ser desenvolvido há um ano. A parceria com a operadora é parte do plano estratégico mundial da Assurant, com o objetivo de diversificar canais de distribuição e de seguros massificados nas operações de todos os países, definido há cinco anos. A TIM e a Assurant já oferecem, desde 2011, o seguro para celular. Em março, as duas empresas concluíram o projeto que previa a venda desses seguros contra roubo e furto em 100% das lojas próprias da operadora.

Liberty investe em treinamento de oficinas para agilizar atendimento ao cliente

Cada seguradora tem encontrado um caminho para se adaptar a nova realidade da indústria de seguros. Acostumadas a trabalhar em um cenário de taxa de juros elevada, as seguradoras buscam agora ganhar mais eficiência em todos os detalhes operacionais para compensar a redução do ganho financeiro. Faz parte do modelo de negócios no setor de seguros as companhias aplicarem os valores recebidos dos clientes no mercado financeiro até que o risco assumido se concretize e ela tenha de devolver o valor ao cliente. Ganha quem melhor souber administrar esses recursos e fizer uma boa precificação do risco. Se salgar a taxa, perde mercado para o concorrente. Se cobrar muito barato, as chances de ter prejuízo são grandes. Principalmente se no meio do caminho acontecer algo imprevisto, como um ciclone, enchentes ou mesmo a reversão de uma norma, como foi o caso do custo de apólice, cujo valor de R$ 100 voltou para R$ 60 por determinação da Susep no mês passado.

Diante de tal cenário, as seguradoras aprimoram serviços e ganham eficiência. A notícia do dia veio da Liberty Seguros, que divulgou a estratégia de promover ciclos de treinamento para as oficinas credenciadas que integram sua rede de atendimento. Segundo o comunicado distribuído à imprensa, cerca de 20 estabelecimentos parceiros da seguradora vão participar do curso que terá conteúdos sobre atendimento ao cliente, procedimentos em casos de sinistros (vistoria e avaliação do veículo ao chegar à oficina), além de apresentação institucional sobre a seguradora.

Além do treinamento teórico em sala, os proprietários das oficinas e demais profissionais participarão de treinamentos práticos na área de sinistros da Liberty. “As oficinas trabalham com o conceito fast service. Todas as informações e imagens dos veículos a serem reparados são enviadas para a Seguradora por nossas parceiras. O objetivo do curso que oferecemos é fazer com que os dados referentes a cada caso sejam encaminhados à Liberty com mais qualidade, precisão e que o atendimento ao segurado seja mais ágil”, diz Luiz Francisco Minarelli Campos, diretor de Sinistros e Serviços da Liberty Seguros.

Segundo Campos, o programa de treinamento e reciclagem, que acontece todos os meses em São Paulo envolve, em média, mais de 200 oficinas de diversas regiões do País. O encontro mensal, de acordo com o diretor, faz parte de um amplo processo de reestruturação da rede. Em 2011, a Liberty promoveu um roadshow pelo Brasil no qual visitou todos os prestadores de serviços. “A área de Gestão de Oficinas foi até cada prestador, de diversas regiões e, ao final deste trabalho, foram realizados encontros com as oficinas que duraram um dia inteiro. A ideia era fazer a reavaliação técnica da rede e levar a Liberty para mais próximo destes parceiros”, afirma na nota.

Susep coloca edital de resseguro em consulta pública

Veja a íntegra:

Edital de Consulta Pública Nº 1/2012

1. O Conselho Diretor da Superintendência de Seguros Privados – Susep decidiu colocar em consulta pública minuta de Circular Susep que dispõe sobre os ativos de resseguro ou retrocessão e os direitos creditórios, os quais podem ser deduzidos da necessidade de cobertura das provisões técnicas por ativos garantidores.

2.Os interessados poderão encaminhar, em até 30 dias a partir da data de publicação deste edital, seus comentários e sugestões, por meio de mensagem eletrônica dirigida ao endereço cgsoa. rj@susep.gov.br, devendo ser utilizado quadro padronizado específico, disponível na página da Susep na Internet (http://www.susep. gov. br).

3.A minuta supracitada está disponível na página da Susep, para fins de ciência e, se for o caso, para apresentação de comentários e sugestões, os quais ficarão disponíveis na página da Susep.

Rio de Janeiro, 18 de maio de 2012.

Luciano Portal Santanna

P/Conselho

Fim do segurês rende prêmio à Mapfre

Merecido esse prêmio. A campanha foi inovadora e gerou, de fato, grandes mudanças. Parabéns!!!!

Comunicado oficial

O grupo BB Mapfre foi um dos vencedores do XVIII Prêmio da Associação Brasileira de Empresas de Marketing Direto (Abemd). A companhia conquistou o troféu de Ouro com o case “Eliminação do Segurês – One to One”, indicado na categoria “Especialidade CRM/Database”. A cerimônia de premiação aconteceu em São Paulo (SP).

O projeto “Traduzindo o Segurês”, que transferiu para o ambiente virtual todas as informações referentes às apólices de seguro automóvel de uma forma muito simples e transparente, permitiu ao Grupo desenvolver um padrão inovador de relacionamento e de comunicação com os segurados. A iniciativa facilitou a compreensão dos contratos e eliminou o “segurês” dos termos técnicos e jurídicos utilizados nas apólices. As quase 130 folhas das condições dos seguros foram transformadas em infográficos, de fácil leitura e compreensão.

Com isso, o Grupo Mapfre já reduziu em 14 milhões o número de folhas de papel impressas com apólices desde que foi implementado, em fevereiro de 2010. Os recursos poupados são destinados a um fundo ambiental, que tem como uma das principais propostas investir em programas de educação a exemplo do Villa Ambiental, que integra o Programa Criança Ecológica, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e é realizado no Parque Villa Lobos, na capital paulista.

“Este projeto é resultado de dois anos de estudo para levarmos aos nossos clientes não só a proteção do seguro, mas também clareza sobre a melhor forma de usar sua apólice, sobre seus direitos como segurado e os benefícios a que tem acesso”, diz Marcos Ferreira, presidente do grupo BB Mapfre nas áreas de Auto, Seguros Gerais e Affinities.

Para os próximos quatro anos, a economia deve chegar a 1 bilhão de folhas. O projeto já faz parte do planejamento estratégico do Grupo e, até 2016, a ação será estendida para as linhas Residencial e Vida.

Susep abre sindicância para apurar leilão do Hotel Nacional

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou nota hoje para informar que abriu sindicância para apurar denúncias que apontam possíveis irregularidades no leilão, realizado em 2009, do Hotel Nacional, localizado em São Conrado, Zona Sul do Rio de Janeiro. O hotel faz parte da massa falida da empresa Interunion Capitalização, que comercializava o título de capitalização Papa Tudo.

O empreendimento foi arrematado pelo valor de R$ 84,930 milhões – mais 5% a título de remuneração dos leiloeiros -, lance dado pelo empresário Marcelo Limirio, proprietário da Neoquímica, empresa de Goiânia. A propriedade, que possui uma torre envidraçada com 104 metros de altura, 34 andares e 510 apartamentos, foi comprada para ser restaurada e voltar a funcionar como hotel e centro comercial. Uma primeira proposta havia sido feita, ao valor de R$ 118 milhões, mas não houve interessados. Projetado por Oscar Niemeyer e com jardins de Burle Marx, o Hotel Nacional, abandonado desde 1995, foi tombado pelo Conselho Municipal de Proteção Ambiental da Secretaria de Cultura pelo seu valor arquitetônico e histórico.

Segundo o comunicado, a autarquia pretende investigar todo processo de condução da massa falida, incluindo o liquidante responsável, advogados envolvidos, e os procedimentos adotados para a realização do leilão do principal bem incluído na liquidação da Interunion.
A sindicância será presidida pelo procurador Federal lotado junto à Susep, Paulo Cesar Santos, contando ainda com a participação dos servidores Luiz Fernando Hideichi Sasaki e Ricardo Braga Hernandez. O relatório deverá ser apresentado no prazo de 60 dias, prorrogável por igual período.

Hyung Mo Sung assume como CEO de seguros gerais da Zurich

Depois de quase quatro meses que a informação tinha sido transmitida a alguns funcionários, finalmente a Zurich anunciou oficialmente Hyung Mo Sung como CEO de seguros gerais.

Comunicado Oficial

A Zurich Seguros, multinacional suíça e um dos três maiores grupos seguradores do mundo, designou o executivo Hyung Mo Sung para o cargo de CEO de Seguro Gerais no Brasil. Hyung Mo Sung ingressou na Zurich Seguros em setembro de 2011 como vice-presidente de Linhas Pessoais para a América Latina. Com graduação e mestrado em Economia pela FEA/USP, Hyung Mo Sung tem quase 30 anos de experiência no mercado segurador, incluindo passagens pela Mapfre (onde atuou como vice-presidente executivo de Canais e vice-presidente de Vendas e Distribuição, dentre outros) e pela Mitsui Sumitomo Seguros (sua última posição antes da Zurich e na qual foi vice-presidente executivo). O profissional é membro do Conselho de Desenvolvimento da CNSEG (Confederação Brasileira de Seguros) e Mentor do Programa de Gestão de Desenvolvimento da USP.

O executivo será responsável por de Seguros Gerais da Zurich no Brasil. Segundo Antonio Cássio dos Santos, Chairman do Grupo Zurich na América Latina e CEO de Seguros Gerais para a mesma região, “estou certo de que a trajetória e a experiência de Hyung contribuirão para impulsionar a área de Seguros Gerais no Brasil rumo ao próximo nível de crescimento e desenvolvimento, cumprindo nossa aspiração de nos tornarmos a melhor seguradora global na região, segundo os nossos clientes, colaboradores, parceiros de negócios e acionistas”.

Hyung Mo Sung ressalta que os planos da Zurich para o Brasil são ambiciosos. “Depois da aquisição da Minas Brasil e a joint venture com o Santander, continuamos investindo no Brasil, especialmente nas áreas de tecnologia, infraestrutura e contratação de pessoas. Lançamos também nossa primeira campanha publicitária de massa em 2011, que terá continuidade e será expandida este ano”, afirma o novo CEO de Seguros Gerais.

Segundo o executivo, a estratégia da seguradora é multicanal e multiproduto, que, atualmente, está dividida em quatro grandes segmentos: Linhas Pessoais; Seguros Corporativos (grandes e médias); Massificados; e Vendas & Distribuição. “Desenvolvemos produtos que tenham um valor significativo para os segurados (como as coberturas de desemprego e doenças graves no seguro de automóvel), adequados a realidade local e com expertise em subscrição internacional. Então, identificamos o canal de distribuição mais adequado, tendo no corretor de seguros um papel central”. Hyung Mo Sung explica que a atuação da Zurich é ampla e pode ser verificada, por exemplo, no seguro de quatro estádios que irão abrigar a Copa do Mundo, a parceria com a Vivo para seguros de celulares e as inovações nos segmentos de D&O, RC Profissional e Seguro de Risco Político.

Classe C aumenta consumo de seguros de automóveis 40% em três anos

Hoje recebi uma notícia bem interessante da corretora Minuto Seguros, captada no release da Serasa. Segundo o comunicado, a classe C foi responsável por 41% dos seguros feitos para automóveis no Brasil no ano passado. Em 2008, esse percentual não ultrapassava 29%, o que representa um crescimento de mais de 40% em três anos. Os dados são do levantamento Marketing Services, feito pela Experian, empresa de análises, e concluem que essa parcela da população nunca investiu tanto no segmento, ficando, pela primeira vez, no topo do ranking.

O estudo incluiu como classe C três grupos da população, denominados como Aspirantes Sociais, Periferia Jovem e Brasil Rural. Nessas categorias, os Aspirantes Sociais representam 9,7% da população brasileira, e foram responsáveis pelo consumo de 22% dos seguros de automóveis em 2011. A idade média dos componentes do grupo é 41 anos e a renda média mensal é de R$ 1.620,00.

Os classificados como Periferia Jovem representam 21% da população e foram responsáveis por 10% dos seguros. A idade média do grupo é 32 anos, e a renda mensal, R$950,00. Já o perfil Brasil Rural representa 16% do total da população brasileira, a idade média é 42 anos e a renda mensal gira em torno de R$ 960,00. O grupo, que em 2008 consumia 4% dos seguros, em 2011 passou a consumir 9%, um crescimento de 125% no período.

Veja a íntegra do comunicado da Serasa no link http://www.serasaexperian.com.br/release/noticias/index.htm :

Mulheres representam 41% das 1,3 milhão apólices de R$ 3,50 vendidas pelo Bradesco

Um levantamento realizado pelo Grupo Bradesco Seguros na base de 1,3 milhão de clientes que comprou o seguro Primeira Proteção Bradesco até dezembro de 2011 mostra uma ativa participação feminina na modalidade de seguros com conceito e filosofia de microsseguro da instituição bancária. Até dezembro de 2011, as mulheres responderam por 41% do total, contra 59% dos homens. Outro fator importante diz respeito à participação por classe social: 35% estão nas classes A/B, 38% na C e 49% nas classes D/E.

Entre as mulheres, o total de 1,3 milhão de apólices do produto comercializadas até dezembro de 2011 está distribuída da seguinte forma: 5% nas classes A/B, 30% na C e 65% nas classes D/E. Entre os homens, 6% são das classes A/B, 39% na C, e 54% nas classes D/E. As seguradas estão concentradas no Sudeste (64% do total), seguida do Sul (16%), Nordeste (10%), Centro-Oeste (6%) e Norte (4%).

A base de dados do Primeira Proteção Bradesco aponta para o crescimento do número de famílias administradas por mulheres. Segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2001 e 2009, o número de chefes de família do sexo feminino subiu 81%. São cerca de 10,8 milhões de lares mantidos unicamente por mulheres em todo o país. O Primeira Proteção Bradesco tem mensalidade de R$ 3,50 e valor segurado de R$ 20 mil para morte acidental, mais sorteios mensais de R$ 20 mil por meio de plano de capitalização.

Mapfre anuncia investimentos em datacenter, saúde, consórcio e filiais no Brasil

O grupo espanhol Mapfre anunciou investimentos significativos no Brasil. Sem ter uma cifra consolidada, o CEO mundial Antonio Huertas (a esquerda na foto) divulgou US$ 100 milhões para a consolidação do datacenter do grupo em Alphaville, São Paulo, sendo este o terceiro do grupo no mundo. “Temos um em Madri, outro em Miami a decidimos concentrar as informações da América Latina em um datacenter em São Paulo”, disse Huertas hoje pela manhã, durante encontro com jornalistas.

Os anúncios, de maior peso estratégico para concorrentes, no entanto, foram outros. O executivo divulgou oficialmente a estréia da Mapfre no segmento de saúde, praticamente o único em que o grupo não atuava. Para abrir uma operadora de saúde, a Mapfre começa com aporte de R$ 20 milhões. “Já começamos a trabalhar, sem pressa, na organização da nova empresa, conhecendo o mercado local. Já temos autorização do conselho e vamos entrar com pedido para a abertura da empresa na Agência Nacional de Saúde (ANS), em breve”, informou Wilson Toneto, presidente da Mapfre no Brasil (a direita na foto). A previsão é atuar no segmento a partir de 2013, apenas com planos empresariais. A estimativa é ter 300 mil vidas em carteira nos primeiros três anos de atuação, focando programas de qualidade de vida já usados pelo grupo em outras operações internacionais.

Além de saúde, a Mapfre está investindo na criação de uma empresa de consórcio, segmento que vinha atuando em parceria com a Caixa Seguros e que agora ganha independência. Com R$ 25 milhões de investimentos, a empresa de consórcios aguarda aprovação do Banco Central para os próximos dias, com atuação focada em automóveis, imóveis e depois em eletrodomésticos. Huertas também afirmou que o grupo vai aportar recursos para a abertura de novas filiais no Brasil para atender corretores e clientes e assim manter a qualidade do atendimento, atributo fundamental para preservar market share.

Esta é a primeira viagem internacional de Antonio Hertas (foto) desde que assumiu o comando do maior grupo segurador da Espanha em março deste ano. Ele está há quarto dias no país, sendo três deles em São Paulo e um no Rio de Janeiro. “Estou impressionado com o que vejo no Brasil. Sabíamos do crescimento e das importantes oportunidades que a sexta maior economia do mundo oferece aos investidores. Mas realmente me impressionou o que vi aqui até agora”, disse ele, que já se encontrou com vários empresários.

Huertas destacou a estratégia do grupo de ser uma seguradora internacional tomada no passado, o que se mostra hoje uma decisão acertada, uma vez que a expansão, com atuação em 47 países, é a responsável pela manutenção do crescimento das vendas e do resultado do grupo em 2011 e no primeiro trimestre deste ano. Em 2011, o grupo Mapfre faturou 23 bilhões de euros, 14,9% acima do obtido no ano anterior, com o avanço puxado pelas operações internacionais. O resultado do primeiro trimestre deste ano segue a tendência de avanço, com prêmios 15% maiores, para 6,6 bilhões de euros. Apesar da crise na Espanha, o grupo continua apresentando crescimento acima do mercado no país sede da companhia, porém perdendo participação no volume total do faturamento do grupo para as operações internacionais, que já representam 62%.

Segundo o CEO da Mapfre, a aposta do grupo em globalização ajuda o grupo a apresentar resultados melhores do que seus concorrentes europeus. Segundo pesquisa realizada com dados dos balanços de 2010 de concorrentes de peso, como Zurich, RSA, Eureko, AXA, Allianz, Aviva, Generali e Groupama, enquanto o faturamento da Mapfre cresceu 38%, a média registrada pelas concorrentes atingiu 14%. Em relação ao lucro, a Mapfre apresentou avanço de 28% e as concorrentes decresceram 26%. Dessas, apenas Zurich, RSA, Allianz e Generali estão presentes no Brasil, com investimentos modestos comparados ao aportados pela Mapfre no Brasil desde 1992, quando adquiriu a Vera Cruz Seguradora, seguido pela participação na Nossa Caixa Vida e Previdência e mais recentemente na parceria com o Banco do Brasil, maior banco do país.

Segundo Huertas, a situação que se vive na Europa é dramática. O que se iniciou em subprime nos Estados Unidos se transformou em falta de credibilidade no sistema financeiro que atingiu o mundo todo. “Na Espanha, a situação se agravou com a instabilidade mundial. Grécia e Irlanda tem problemas diferente da Espanha. O governo espanhol está tomando medidas adequadas para sair de tal situação”, afirmou, citando que o país apresenta um dos maiores índices de crescimento de exportação no mundo. “Somos otimistas com a situação espanhola, com o apoio do BCE ao pais e cerco aos especuladores. Com isso, acreditamos na queda do desemprego e na volta da Espanha a uma situação econômica positiva”.

Huertas faz questão de afirmar que a Mapfre é uma investidora de longo prazo, sem especulação. “São investimentos relevantes para os acionistas, dentro de um projeto prudente e que será crescente na medida que for necessário”, disse. No Brasil, a Fundacion Mapfre desempenha um importante papel para ajudar o desenvolvimento do Brasil. “Temos pleno compromisso com o país. A operação local é plenamente reconhecida na matriz. Queremos que o desenvolvimento técnico e profissional do Brasil seja levado para a Espanha e vice-versa”, ressaltou.

O Brasil tem um peso considerável para o grupo espanhol atingir a meta de ser o número um na América Latina, posto ocupado hoje pela Bradesco Seguros. “A primeira viagem do nosso presidente ao Brasil demonstra a confiança dos investidores pelo país e isso nos traz uma grande responsabilidade diante do desafio de desenvolver a indústria de seguros brasileira, que tem um grande potencial para atingir um patamar mais relevante do PIB brasileiro, hoje em 3,5%, considerado pequeno diante da media mundial de 7%”, ressaltou Toneto, presidente da Mapfre Brasil.

Atuar em saúde complementa o portfólio de produtos no Brasil. “Somos o primeiro grupo segurador no Brasil nos ramos em que atuamos, sem considerar ainda saúde”. Toneto citou que o grupo é o primeiro em vida, segundo em seguros gerais e segundo também em automóveis, com receitas de R$ 10 bilhões e lucro de R$ 850 milhões consolidados em 2011. No primeiro trimestre deste ano, a operação brasileira chegou a faturar R$ 3,6 bilhões e registrar lucro líquido de R$ 202 milhões. “Esses números levam a projeções otimistas, como a operação brasileira representar 20% dos resultados mundiais do grupo em 2012, dois pontos percentuais acima da participação em 2011, o que representaria 5 bilhões de euros.

Segundo Toneto, há muitas oportunidades a serem exploradas no Brasil, tanto via a operação da Mapfre independente como no contexto do ganho de sinergia da parceria com o Banco do Brasil, finalizada no segundo semestre do ano passado. No Brasil, a Mapfre atua em seguros e linhas financeiras com previdência e gestão de ativos, tem a parceria com o grupo BB Mapfre, além de operar com resseguro, assistência 24 horas, empresa de gestão de risco e também uma seguradora de garantia estendida e uma empresa de títulos de capitalização. Tem também a presença da Fundacion Mapfre, acionista controlador do grupo, e a Itmap, empresa responsável por serviços de gerenciamento de risco.

Um dos pontos fortes do grupo é a capacidade de distribuir seus produtos. São 14,8 mil corretores e diversos canais de vendas do BB, como agências, call center e cartões de crédito, meios que geram mais de 12 milhões de cotações por ano.Em afinindades, a Mapfre no Brasil tem mais de 80 empresas parceiras, de farmácias a funerárias, que ajudam a levar os produtos financeiros a população de menor renda. “Não poderíamos ter parceiros melhores do que os corretores e os canais do BB para levar a Mapfre a ser líder absoluta no mercado brasileiro”, afirmou Antonio Huertas, já muito habituado a entender o português.