Brasil é prioritário para Lloyd’s of London

O Lloyd’s divulgou no início do mês de maio seu novo plano de expansão, o Visão 2025 e o Brasil é um importante player para que o mais antigo mercado de seguros do mundo consolide sua posição como o principal centro mundial para seguros e resseguros especializados nos próximos 17 anos. A estratégia foi lançada na Sala de Subscrição (“The Underwriting Room”) do prédio do Lloyd’s em Londres em um evento que contou com a presença do Primeiro Ministro do Reino Unido, David Cameron. De acordo com o presidente e representante geral do Lloyd’s no Brasil, Marco Castro, a Visão 2025 é um grande passo para a expansão internacional do Lloyd’s e o Brasil terá um papel fundamental nesse crescimento. “A ascensão da economia brasileira, combinada com a hospedagem no país dos grandes eventos esportivos internacionais como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, apresenta grandes oportunidades para o setor de seguros. O Lloyd’s está bem posicionado no Brasil para trazer sua experiência única e riqueza de conhecimentos para o mercado brasileiro de seguros e resseguros e desempenhar um papel de liderança no seu crescimento”, expôs o presidente.

Empresas estão mais propensas a formar novas cativas onshore nos Estados Unidos ou na União Europeia

Comunicado oficial da corretora Marsh

Enquanto o uso de estruturas alternativas para cativas cresce, especialmente em pequenas empresas, as organizações estão hoje mais propensas a formar novas cativas onshore nos Estados Unidos ou na União Europeia. Estas são duas das principais tendências relatadas no estudo da Marsh 2012 Captive Benchmarking. O relatório, intitulado Integral and Mainstream—Captives in 21st Century Risk Management, baseia-se nas atividades de mais de 1.200 companhias seguradoras cativas — principalmente cativas de escritório único e pertencentes a americanos ou o europeus. Verificou-se que entre 1991 e 2000, 65% das cativas formadas eram domiciliadas em locais offshore incluindo Bermudas, Ilhas Cayman, Guernsey e Ilha de Man, enquanto 35% eram localizadas onshore. Na última década, 52% das cativas formadas de 2001 a 2011 foram estabelecidas onshore, em comparação com 48 por cento que se estabeleceram offshore.

“O movimento para uma divisão global mais equilibrada entre domicílios onshore e offshore se deve a muitos fatores, incluindo custos de deslocação com viagens, alteração nas normas dos seguros e potenciais economias em determinados impostos pago por colocações cativas,” diz Michael Cormier, CEO da Marsh Risk Solutions, que engloba a Prática Global de Soluções para Cativas da Marsh.

O relatório mostra também um número maior de cativas estruturadas com diversos proprietários sendo formadas nos últimos anos, incluindo rent-a-captives, protected cell companies e risk retention groups. Estas formas de estruturação não só formalizam o financiamento do risco como também podem operam com custos mais baixos e com um menor custo de requisitos de fundos próprios, do que as cativas tradicionais. “Muitas empresas, inclusive empresas menores que talvez não sejam grandes o suficiente para justificar o financiamento de suas próprias cativas, têm expressado um interesse cada vez maior em reter seu próprios riscos.” disse Cormier. “Esperamos que o interesse em cativas com esta estrutura continue a crescer em 2012 e no futuro”, afirma.

De acordo com o relatório, nos últimos quatro anos, a área da saúde tem visto o maior aumento em formação de cativas já presenciado – ele representa 17% das cativas clientes da Marsh em 2012 contra 11% em 2008. As instituições financeiras continuam sendo os maiores usuários de cativas, com uma participação de 21% do total de cativas, em comparação com 20% em 2008. Os proprietários de cativas nos Estados Unidos têm se informado cada vez mais sobre a possibilidade de assumir riscos em benefícios. Já os proprietários de cativas no setor imobiliário têm se informado acerca de financiamento de cativas para o seguro de inadimplência locatícia. O seguro cibernético, por sua vez, tem sido cada vez mais considerado para o financiamento de cativas, especialmente entre empresas de varejo e de produtos de consumo.

Seguradoras reformulam processos para reduzir custos, diz relatório

matéria extraída do portal da CNseg (www.viverseguro.org.br)

Com o declínio nos lucros, resultado da crise financeira mundial, as seguradoras do mundo todo estão reformulando seus processos internos, com foco na redução dos custos e no aumento da eficiência de operações. O objetivo é transformar a maneira como gerenciam as apólices, de acordo com o Relatório Mundial de Seguros 2012 da Capgemini, uma das principais provedoras de serviços de terceirização e tecnologia do mundo, e da Efma, associação especializada do setor.

O estudo explora como as seguradoras podem analisar seus negócios e identificar oportunidades, a fim de viabilizar melhorias fundamentais e duradouras em suas operações. As informações foram levantadas em 19 mercados, incluindo o Brasil e os seguintes países: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Cingapura, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, França, Holanda, Hong Kong, Índia, Itália, Reino Unido, Suíça e Vietnã.

Apoiado por pesquisas e entrevistas abrangentes realizadas com executivos do setor, o relatório apresenta três conclusões centrais, além de diversos dados relevantes sobre gestão de apólices e agilidade de negócios, em linha com tendências regulatórias e tecnológicas específicas do setor:

1) A prioridade mais imediata das seguradoras é a gestão de apólices, o que é essencial para atingir eficiência de custos e operação. A transformação da gestão de apólices foi apontada como prioridade nos próximos dois anos pela grande maioria das seguradoras europeias (93%) e norte-americanas (67%). Na região Ásia-Pacífico, onde o mercado de seguros se abriu para empresas privadas apenas na última década, apenas 36% dos entrevistados veem isso como prioridade.

O aumento da eficiência operacional é o que tem motivado a transformação dos sistemas de gestão de apólices de 69% das seguradoras ouvidas. Para 66%, a redução do custo total de propriedade (TCO) é o essencial. A mudança desses sistemas permite que as seguradoras reduzam seus custos operacionais, diminuindo o TCO em até 40% e o custo por apólice e ainda a ineficiência de negócio e processos tecnológicos em até 30%. Com isso, as seguradoras poderão administrar melhor os desafios atuais do mercado, incluindo questões regulatórias e normativas, satisfação dos clientes e corretoras, e ganhar rapidez para lançar produtos (com aumento de 60% no tempo de disponibilização de novos produtos no mercado).

Mundialmente, muitas seguradoras líderes reconhecem que não podem continuar dependentes de sistemas legados inflexíveis para a gestão de apólices, os quais as mantêm presas a práticas de negócios que inibem a competitividade em um mercado centrado no cliente. “A evolução da gestão de apólices, com apoio de recursos de tecnologia, é fundamental para ajudar as seguradoras a encontrarem oportunidades para aumentar suas margens, diante do atual cenário econômico, altamente competitivo”, afirma Vander Marques, vice-presidente de Negócios em Serviços Financeiros da CPM Braxis Capgemini. “Nessas condições, vemos as seguradoras modernizando seus sistemas para obter operações integradas que permitam alcançar a desejada reduçã ;o de custos operacionais e ganho de eficiência, ampliando a agilidade de oferta de produtos no mercado e a satisfação dos clientes.”

2) Administração de custos e eficiência são essenciais para o desempenho dos negócios das seguradoras. As companhias enfrentam a difícil tarefa de aumentar a receita, face à comoditização do mercado e do fato de os clientes considerarem o preço o principal fator de decisão de compra. As seguradoras, principalmente dos segmentos de não-vida (por exemplo, carros e patrimônio), precisam apresentar crescimento sustentável nos próximos anos e minimizar os custos de sinistros, aquisições e operações. As principais funções operacionais, como a gestão de apólices, são algumas das poucas áreas nas quais a transformação pode levar à redução de custos e benefícios ao cliente.

3) O aumento da agilidade de negócio nos próximos anos também é fundamental ao crescimento das seguradoras. A pesquisa mostra que investir em gestão de apólices pode apoiar mudanças cruciais do setor de seguros em termos de agilidade de processos, tais como venda de cobertura, emissão de apólices, manutenção de contratos, cobrança e faturamento de prêmios, renovações e avisos de pagamento de prêmios. “A agilidade dos negócios é fundamental ao progresso das seguradoras frente às tendências de consumo e questões regulatórias e tecnológicas”, afirma o secretário geral da Efma, Patrick Desmarès.

Em relação ao Brasil, o estudo ressalta que o mercado segurador brasileiro é o maior da América Latina, concentrando 37% dos prêmios no continente, e tem registrado uma das maiores taxas de crescimento do mundo. Apesar do crescimento do setor, há ainda uma baixa penetração dos produtos do ramo de seguros na população brasileira, sobretudo se comparada a outros países da região sul do continente. “Há uma concentração dos volumes na região Sudeste, que detém 68% do total dos prêmios de 2010, o que revela o enorme potencial do país, com os outros 32% espalhados por todo o território nacional. O fato é que esse cenário de crescimento está estimulando as seguradoras a investirem em infraestrutura em busca de integração de informações para aumentar a eficiência, a fidelização de clientes e a rentabilidade sustentável”, afirma Vander Marques, vice-presidente de Negócios em Serviços Financeiros da CPM Braxis Capgemini.

Margo Black deixa Willis para assumir Swiss Re

Comunicado oficial

A Swiss Re anunciou hoje a contratação de Margo Black como Head de Resseguros para América Latina Sul e Presidente da Swiss Re Brasil Resseguros S.A.1, intensificando sua liderança nas operações latino- americanas. Margo Black, que ficará baseada na Swiss Re em Brasil, veio da Willis onde atuava como Head de Resseguros para o Brasil. Ela será responsável por programas de resseguros no Brasil, Chile, Colômbia e outros importantes mercados sulamericanos, bem como terá um amplo papel de liderança no desenvolvimento de negócios em Vida e Saúde, não só no Brasil, mas também em outros mercados da América Latina. Margo Black assumirá o cargo na Swiss Re em julho.

Na semana passada anunciamos também a contratação de Alejandro Padilla pela Swiss Re como Head de Resseguros para América Latina Norte e Presidente da Swiss Brokers Mexico, Intermediario de Reaseguro, S.A. de C.V, que assumirá o cargo em 1o de junho. Alejandro atuava anteriormente como Country Head para o México e América Central na Cooper Gay.

Os dois novos executivos irão se reportar a Eric Smith, CEO e Presidente da Swiss Re para as Américas, e farão parte, na empresa, da Equipe de Direção das Américas. “Nomear alguém com o calibre de Margo Black para nossa equipe latino-americana é um sinal claro do compromisso da Swiss Re com a região”, afirmou Smith. “Margo possui ampla experiência no Brasil e outros países da América do Sul, conhecendo as necessidades de gestão de riscos específicas de cada região. Certamente ela irá beneficiar nossos clientes que procuram soluções inovadoras”.

Os prêmios de seguros na América Latina cresceram 9%, atingindo US$ 65 bilhões em 2011 no segmento de Vida; nos Ramos Elementares, o aumento foi de 10%, totalizando US$ 89 bilhões. Espera-se que esta tendência se mantenha positiva durante a próxima década. A Swiss Re possui escritórios dedicados à América Latina na Cidade do México, em Miami e no Brasil, onde a empresa solicitou autorização para atuar como resseguradora local. As equipes da Swiss Re da América Latina também se beneficiam da subscrição e vasto conhecimento de diversos especialistas, disponíveis nos escritórios globais da empresa e em sua sede para as Américas em Armonk, Nova Iorque.

A contratação como Presidente da Swiss Re Brasil Resseguros S.A. está sujeita às solicitações e aprovações regulatórias cabíveis.

Agenda: JLT promove 3° Seminário de Óleo e Gás

A JLT Re – maior corretora de resseguro do Setor de Óleo e Gás – promoverá, no próximo dia 24 de maio (quinta-feira), no auditório da Bolsa de Valores do Estado do Rio de Janeiro, a partir das 14 horas, o 3° Seminário de Óleo e Gás. O evento terá como palestrantes os maiores especialistas desse segmento, entre os quais Carlos Vinícius (Responsável pela Divisão de Óleo e Gás do IRB Brasil Re); Rodolfo Landin (CEO da YXC Óleo e Gás); James Flude (Subscritor de Riscos de Energia do Sindicato Watkins do Lloyds de Londres); e Carlos Tessarollo (Gerente de Riscos da Petrobras).

Na mesa de debates também estarão presentes Vanderlei Ravazzi (Itaú Seguradora); Carl Day (Sindicato Hiscox do Lloyds de Londres); Nick Coffey (Indecs Londres) e Chris Sandberg (Partner JLT Ltd Londres), além de Adriano Oka (Diretor de Óleo e Gás da JLT Specialty Brasil). “Nessa terceira edição do evento, nós iremos discutir assuntos tais como as dificuldades e oportunidades para os mercados segurador e ressegurador brasileiro e internacional; e as expectativas das novas companhias do Setor de Óleo e Gás em relação às oportunidades do mercado brasileiro”, revela Adriano Oka.

Ele acrescenta que o encontro reunirá executivos das maiores seguradoras do mercado brasileiro, de importantes resseguradores do setor de Óleo e Gás e das principais companhias da indústria.

Serviço:

3° Seminário de Óleo e Gás promovido pela JLT

Local: Bolsa de Valores do Estado do Rio de Janeiro – Rua do Mercado 11 –

Data: 24 de Maio de 2012

Horário: 14h

Lucro da Porto recua 4% no trimestre; analistas ressaltam necessidade de melhorar ganho operacional

A Porto Seguro divulgou ontem queda de 4% no lucro líquido do primeiro trimestre, para R$ 137,8 milhões, considerando-se também as operações da Azul e da Itaú Auto e Residência. A receita total da companhia cresceu 12,4%, para R$ 2,7 bilhões. Interessante ler a abordagem da jornalista Flávia Furlan sobre o tema. Ela vai além da notícia isolada do resultado da Porto, trazendo análise de dois bancos sobre seguradoras negociadas em bolsa e também da Bradesco, cujo o banco controlador tem papéis em bolsas. A conclusão está no título da matéria: Aplicações financeiras, e não apólices, dão lucro a seguradoras”.

No acumulado do ano até ontem, as ações da Porto Seguro perderam 10,45% na BM&FBovespa, enquanto os papéis da Sulamérica tiveram valorização de 3,47% no período. “Seguradoras de automóveis como a Porto Seguro, com o pagamento da apólice em uma só vez, estão mais expostas ao ciclo de juro do que seguradoras de saúde, como a SulAmérica”, avaliam os analistas do Goldman Sachs, em relatório. Já o analista da Lopes & Filho, João Augusto Salles, aponta que um motivo para a Porto Seguro sofrer mais é a informação de desaceleração de venda de veículos.

“Preocupa o ritmo lento de recuperação das margens operacionais, que não estão suscetíveis a compensar os ventos contrários do ambiente de baixa taxa de juro”, afirma a equipe de analistas do Barclays, em relatório sobre a SulAmérica. Já o analista da Lopes & Filho Consultoria, João Augusto Salles, acredita que enquanto a Selic cair e prejudicar o desempenho das reservas técnicas, ela também permitirá crescimento econômico e contratação de mais seguros por parte da população. “A seguradora ganha através do volume de negócios gerado”, avalia.

Mas como o dia foi de resultado da Porto, vamos lá. A rentabilidade sobre o patrimônio (ROAE), consolidada dos outros negócios, atingiu 15,1% , um decréscimo de 6,9 pontos porcentuais explicado principalmente pelos investimentos nas novas empresas (start up) como Telefonia Celular – Porto Telecomunicações, e na empresa de saúde Portomed. As margens deverão melhorar conforme o amadurecimento desses negócios, informa a agência Estado com base nos dados divulgados pela seguradora.

Relatório da Marsh aponta para a necessidade de rever provisões de riscos e seguro para reduzir sinistros futuros

Interessante ease release da Marsh.

Comunicado Oficial

Após as catástrofes excepcionalmente graves e prolíficas vivenciadas globalmente em 2011, as organizações agora têm a oportunidade de tirar proveito desses acontecimentos e reduzir o impacto negativo de futuros sinistros em seus balanços. De acordo com o novo relatório publicado pela Marsh, a escala das catástrofes vivenciadas em 2011 ultrapassou previsões anteriores de perdas e desafiou o pensamento estabelecido sobre a natureza do risco. O relatório diz que, após 2011, as empresas precisam rever suas estratégias de gerenciamento de risco e introduzir novas metodologias para fortalecer sua capacidade de resistência financeira e operacional.

Intitulado Lessons Learned from the Catastrophes of 2011, o estudo identifica cinco grandes temas relacionados a riscos e seguros decorrentes dos sinistros ocorridos em 2011, dentre eles: proibição de acesso, greve, motim, comoção civil ou terrorismo; diferenças entre danos por inundação ou tempestade; planos de continuidade de negócios e cláusulas de notificação de seguros de 72 horas.

De acordo com a Marsh, as catástrofes ocorridas em 2011 levantaram preocupações em torno da adequação normativa para a cobertura habitual de proibição de acesso, normalmente aplicada para incidentes a curto prazo. Também destaca a importância crescente para as empresas do Plano de Continuidade de Negócios (Contingent Business Interuption), especialmente em decorrência das falhas na cadeia de abastecimento que sucedeu o terremoto/tsunami no Japão e as inundações na Tailândia.

“Os riscos associados às catástrofes de 2011 são amplamente conhecidos, mas, sua imensa dimensão e complexidade, em conjunto com a devastação que causaram, foram sem precedentes. Esses acontecimentos não só expuseram deficiências nas estratégias de risco de muitas organizações em todo o mundo, como também desafiaram a indústria de seguros a desenvolver cláusulas de apólice mais receptivas a esta rápida evolução do cenário de risco”, diz David Pigot, presidente global de sinistros da Marsh.

“As organizações precisam explorar todas as medidas necessárias para proteger seus funcionários, ativos físicos e balanços. Ao aprender as lições dos acontecimentos passados, as empresas poderão reduzir a probabilidade e o impacto de futuras perdas e minimizar seus sinistros de seguros”, complementa.

Segundo o executivo, embora nem todos os danos e perdas econômicas sejam segurados, tivemos uma resposta significativa por parte dos gerentes de risco com relação aos acontecimentos de 2011. Em geral a indústria de seguros tem demonstrado seu valor e desempenhou seu papel no processo de regeneração de clientes e comunidades afetados.

Sérgio Rosa deixa comando da Brasilprev

Justamente quando se fala na substituição de Ricardo Flores na presidência da Previ, Sergio Rosa, que deixou o comando do maior fundo de pensão do Brasil para presidir a Brasilprev Seguros e Previdência comunica a sua saída da empresa a partir do dia 31 de maio de 2012. O executivo solicitou seu desligamento por razões estritamente pessoais, relacionadas à sua organização familiar. Rosa será substituído interinamente pelo atual diretor Miguel Cícero Terra Lima, que acumulará a Diretoria Comercial e de Marketing. Será que Flores vai para a BrasilPrev? Será que Sérgio Rosa volta para a Previ? Política, eta uma coisa prá lá de complexa no Brasil, ainda mais com tantas CPI e julgamento de Mensalão. Melhor só observar.

Brasil novamente é destaque no balanço da Mapfre

Novamente o Brasil tem um grande destaque no balanço trimestral da Mapfre, maior grupo segurador da Espanha e quinto maior da Europa. De acordo com nota divulgada hoje, o faturamento no trimestre alcançou 6,8 bilhões de euros, 11% acima do resultado do mesmo período do ano anterior, devido ao crescimento das operações internacionais. O lucro líquido ficou em 271 milhões de euros, queda de 12,5%, e o lucro antes dos impostos em 498 milhões de euros, recuou de 1,7%.

Segundo a nota, os prêmios totalizaram 5,8 bilhões de euros, 15% acima do resultado obtido no primeiro trimestre de 2011. Boa parte, 4,3 bilhões de euros, resulta da venda de seguros gerais. Vida responde por 1,5 bilhão de euros. Na Espanha, apesar da difícil situação econômica, a seguradora conseguiu avançar nas vendas de seguro residencial e aumentar a participação em automóvel. O país sede representa 38,2% das vendas do grupo, com 2,3 bilhões de euros, redução de 3,7%, um percentual menor do que a média de 11% registrada pelos concorrentes no país. Os seguros gerais totalizaram 1,6 bilhão de euros e vida 763 milhões de euros.

A divisão de seguros internacionais apresentou vendas de 2,6 bilhões de euros, avanço de 41%. Na América Latina, os prêmios totalizaram 2 bilhões de euros, um expressivo crescimento de 51% nos trimestre comparados. No Brasil, avanço de 95,4%, informa a nota. Para prêmios de 1,1 bilhão de euros, o que faz o país representar 55% dos prêmios da região. Por isso, a primeira viagem internacional de Antonio Huertas, que assumiu o comando mundial do grupo neste ano, será para o Brasil. No próximo dia 16, Huertas se reúne com jornalistas para divulgar investimentos e resultados.

Mas não é só o Brasil que tem apresentado bons resultados para a Mapfre. No Chile, o grupo registrou crescimento de 32% no primeiro trimestre de 2012, comparado ao mesmo período do ano anterior. Na Argentina, avanço de 28%, na Colômbia de 25%, no Equador e na Venezuela de 18%, na América Central e no México o crescimento foi de 16%. O grupo também tem operações em outros países, como Estados Unidos, Filipinas, Malta, Portugal e Turquía, com prêmios de 559 milhões de euros, avanço de 14% no trimestre.

Além de seguros, o grupo também destacou na nota o bom desempenho das divisões de gerenciamento de riscos, resseguro e assistência, que juntas apresentaram avanço de 12,6%, para 1,2 bilhão de euros. Em resseguros, os prêmios totalizaram 738 milhões de euros, avanço de 12,5%. Em riscos globais, a alta foi de 11,3%, para 293 milhões. Em assistência, incremento de 15%, para 214 milhões, impulsionado pela venda de seguro de assistência em viagem para o Reino Unido e França.

Reservas da Capitalização superam R$ 20 bi

Comunicado Oficial

O setor de títulos de capitalização acumulou reservas de R$ 20,1 bilhões no primeiro trimestre do ano. “O número evidencia a maturidade do mercado, além de representar um importante incremento na poupança interna do País”, comemora o presidente da Federação Nacional de Capitalização, Marco Barros. O faturamento avançou 22% em comparação ao primeiro trimestre de 2011, atingindo R$ 3,76 bilhões.

Segundo o executivo, que também ocupa o cargo de diretor de Seguros, Previdência e capitalização do Banco do Brasil, as reservas cresceram 13,6% em relação a igual período do ano passado, sinalizando a consolidação dos títulos de capitalização como uma alternativa efetiva para formação de patrimônio.

As facilidades de acesso – preço médio de R$ 26 -, a ausência de burocracia na aquisição e o sorteio de atraentes prêmios em dinheiro vem motivando cada vez mais consumidores a optar pelos títulos de capitalização frente às ofertas de aplicações tradicionais. É o que atesta recente pesquisa do Instituto Fractal, de São Paulo, que aponta os títulos de capitalização como o número 2 na preferência dos brasileiros, atrás apenas da Caderneta de Poupança.