Estrangeiros avançam, mas seguradoras locais ainda dominam setor de seguros

Comunicado oficial da CNseg

A evolução do mercado de seguros em países emergentes foi um dos temas debatidos no primeiro dia do 48º Seminário Anual do IIS (International Insurance Society), que tem a CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) como anfitriã no Brasil. O evento reúne 300 pessoas de todo o mundo e acontece até quarta-feira, 20 de junho, no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

O painel sobre “Liderança Global: Desafios do seguro: Sustentabilidade e Inovação nos Mercados Emertgentes” reuniu líderes mundiais como o presidente da International Advisory Council, Norman Sorensen, o CEO da seguradora francesa SCOR, Denis Kessler, o presidente da SulAmérica, Patrick de Larragoiti, o CEO do XL Group, Michael McGavick e o presidente da China Pacific Property Insurance, Zongmin Wu.

O mais consolidado dos mercados seguradores da América Latina, o Brasil apresentou crescimento de 14,4% nas operações de seguro em 2011, superando a previsão inicial de 12% para o ano. Para Patrick de Larragoiti, da SulAmérica, o crescimento do setor se dá não só por conta do tamanho da população, mas pelo peso da economia brasileira no mundo. “A participação das empresas estrangeiras no setor securitário tem crescido, mas a atuação das empresas nacionais ainda é predominante: representa 62%. Até 2016, o patamar de representação do mercado de seguros no PIB, que hoje é de 3,5%, chegará a 4%”, comentou o executivo.

Denis Kessler, CEO da SCOR, também destacou o potencial de consumo em economias emergentes, que têm impulsionado o desenvolvimento de seguros em todo o mundo. “O poder de compra de consumidores em países emergentes representa 49% em relação ao resto do mundo. Segundo dados do Sigma Report, apontam que os mercados emergentes de seguros representam menos de 15% dos prêmios de seguros. Em todo o mundo, os prêmios de Seguro de Vida representam 14% e o restante do setor, 16%”, explicou.

Os mercados emergentes reservam desafios específicos para as resseguradoras. Muitas vezes, segundo Kessler, os riscos não são confiáveis e a exposição às catástrofes são grandes. “No Brasil, por exemplo, existe baixo risco de catástrofe em contraste com outros países da América Latina. No entanto, em 2012, enchentes e deslizamentos de terra não foram incomuns. Há um aumento dos índices desse tipo de ocorrência e o seu agravamento”, afirmou.

Além do Brasil, a Rússia também apresenta contrastes entre o risco e a realidade. Em 2010, uma forte onda de calor, a mais forte dos últimos mil anos, afetou o país, dobrando a mortalidade e triplicando a poluição. Desde 1989, a Índia, que possui mais de 20 cidades com população acima de um milhão de habitantes, registrou 21 eventos catastróficos.

Zongmin Wu, da China, ressaltou a importância dos seguros para o planejamento financeiro dos consumidores. “Os seguros são cada vez mais importantes para melhorar e proteger a vida das pessoas. Apoiar o consumo é uma das principais forças de gestão social. A governança corporativa ajuda as empresas de seguros a melhorarem sua estratégia de gestão”, contou o executivo.

Segundo os especialistas do painel, a penetração dos seguros deve ser avaliada pela cobertura da população. Os mercados emergentes estão acertando os passos rapidamente, registrando, em dez anos, taxas de crescimento de 11%. Em países industrializados, o crescimento chegou a 1,3% segundo dados do Sigma Report.

O CEO do XL Group, de Bermuda, Michael McGavick, observou que para melhorar a penetração dos seguros em mercados emergentes, é necessário investir na melhor gestão de risco: “É preciso usar o insight da observação do mercado como um todo. Um mercado só deixará de ser emergente quando os seus filhos não tiverem mais de mudar de seu país para ter um futuro melhor”.

As seguradoras não podem ficar só no escritório sustentável. Têm que investir

O modelo de crescimento pode ser comparado a um bastão de hockey”, pontuou o PhD, professor na Faculdade de Administração da Universidade de Tel Aviv e primeiro Decano da Escola Acadêmica de Seguros de Israel, Yehuda Kahane. Ele foi o palestrante do painel “O Impacto do Social, Econômico e Ambiental nas Crises do Seguro”. Kahane apontou para as mudanças demográficas, econômicas e de padrão de consumo que o mundo vive hoje.

Para Kahane o mundo chegou a um ponto de esgotamento do modelo atual e para dar continuidade a espécie humana é preciso quebrar paradigmas. Segundo ele, o setor de seguros é muito importante nesse processo, pois atua no gerenciamento de riscos. “As seguradoras não podem ficar só no escritório sustentável, têm que investir. Nesse momento não deixar pegadas não é o suficiente. Precisa ter atividades positivas para limpar o meio ambiente”, endossou.

“Em 1992, tivemos uma conferência aqui no Rio, a Eco 92, esse foi o primeiro diálogo sobre essas questões. Vinte anos depois, muitas conversas e discursos aconteceram, mas as ações foram poucas”, explicou o professor.Segundo Kahane essa é a ultima década que suportamos esse modelo de gestão. “A Terra sobreviverá, mas nós, seres humanos, seremos extintos. Vocês estão ouvindo os alarmes?”, indagou. A globalização também foi apontada como fator de risco e preocupação. “O que uma pessoa faz no Japão nos atinge aqui no Rio”, disse.

Para o professor, precisamos de um novo modelo de gestão para dar conta dos desenhos e necessidades dos indivíduos. “A única maneira de lidar com essa situação é atrelar o crescimento à questão do meio ambiente. Você pode encontrar uma maneira de colocar os países pobres e limpos para se transformarem em países ricos e limpos”, enfatizou.

“Se cada um de nós nos comportarmos como um país desenvolvido precisaríamos de cinco planetas”, exemplificou. Para Kahane, temos que descobrir como enfrentar esse problema, não como entramos nele. Ilustrando a situação, o professor citou um provérbio chinês: “O melhor momento para plantar uma árvore é há 20 anos atrás. O segundo melhor é hoje”, disse explicando que o primeiro momento a humanidade já perdeu e é preciso aproveitar agora o segundo.

Hoje existem três pontos de vista para o problema ambiental: os céticos (que acham que é tudo invenção), os que não se envolvem (acreditam que o problema existe, mas a responsabilidade não é dele – é do governo, dos ricos) e os que se preocupam (enxergam o problema e se comprometem com soluções).

O 48.º Seminário Anual da IIS acontece de 18 a 20 de junho, no Sofitel, em Copacabana, no Rio. O evento conta com a CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) como parceira na organização.

Mercado segurador lança Princípios para sustentabilidades em seguros

O mercado global de seguros se reune amanhã, terça-feira, 19 de junho, para assinar a adesão aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros, do UNEP FI (United Nations Environment Programme Financial Initiative), durante o 48º Seminário Anual da IIS (Internacional Insurance Society). Os Princípios para Sustentabilidade em Seguros representam um quadro global das melhores práticas para enfrentar os riscos ambientais, sociais e de governança, além das oportunidades de negócios na indústria de seguros.O lançamento também vai marcar o início da parceria da ONU com a indústria de seguros para promover, aprovar e implementar os Princípios em todo o mundo.O anúncio do lançamento dos princípios será transmitido ao vivo pela TV Meio Ambiente.

Para acompanhar, basta acessar o site de sustentabilidade da CNseg atrás do link: http://www.cnseg.org.br/sustentabilidade/

Setor de seguros chama atenção dos investidores estrangeiros

Ajudar a sociedade a crescer de forma sustentável. Esse é o principal lema da indústria de seguros, Segundo os principais dirigentes locais e mundiais reunidos na 48º Seminário Anual da IIS (International Insurance Society), que acontece no Rio de Janeiro e reúne mais de 300 especialistas e executivos do setor de seguros de todo o mundo, principalmente do Japão, China, Coréia, Nigéria, Alemanha, Rússia Estados Unidos, França e Estados Unidos, sede da instituição de seguros.

Michael Morrissey, presidente e CEO da ISS fez a abertura do evento, agradecendo a participação de todos e chamou os dirigentes para dar boas vindas aos participantes. O primeiro a falar foi Norman Sorensen, presidente e do Conselho da IIS, entidade que reúne 107 entidades em 92 países. “É um prazer estar no Rio de Janeiro, cidade que admiro muito e que acolhe essa plateia, formada por investidores interessados em apostar suas fichas no mercado de seguros brasileiro”, disse, chamando Jorge Hilário, presidente da Cnseg.

“A nossa atividade vai de encontro ao conceito de sustentabilidade ao atuar na prevençãoo e gerenciamento de risco. O desafio é aprimorar as boas práticas, influenciando a sociedade como um todo a pensar mais em prevenção e ter uma vida mais segura, contando com as seguradoras no compartilhamento de riscos improváveis como forma de assegurar o patrimônio em caso de acidentes”, disse Jorge Hilário, presidente da CNseg, entidade que reúne seguradoras, resseguradoras, empresas de previdência e de capitalização. Juntas, são responsáveis por investimentos próximos de R$ 400 bilhões.

Bruno Sobral, dirigente da Agência Nacional de Saúde (ANS), ressaltou a importância da medicina suplementar brasileira, um setor em amplo crescimento no Brasil e que chama a atenção dos investidores estrangeiros, Ele informou aos presentes que o governo está promovendo mudanças nas regras do setor. “Nossa atuação está baseada em uma regulação de boas práticas e técnicas. A regulação apresenta de um setor tão importante apresenta desafios e estamos comprometidos a fazer uma agenda regulatória para os próximos dois anos de forma transparente. Acreditamos que a regulacao deve ser feita com as melhores práticas e sem criar mais riscos do que os que já temos hoje”, afirmou aos participantes do evento da IIS.

Luciano Portal, titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), ressaltou a importância da indústria de seguros criar proteções para a sociedade. “A proteção do meio ambiente é uma necessidade para a sociedade. Ninguém mais diverge que temos de tomar medidas concretas”.
Segundo ele, a proteção do meio ambiente é uma necessidade para a sociedade. “Ninguém mais diverge que temos de tomar medidas concretas”. Portal fez questão de ressaltar que um dos principais pilares da sustentabilidade é a dignidade humana. “Temos de encontrar um equilíbrio em todas as ações para compatibilizar crescimento com desenvolvimento”.

Entre os vários indicadores de crescimento do Brasil, Portal citou os milhões de brasileiros ainda excluídos do uso da eletricidade. “São pessoas que em algum momento migrarão para o mercado de consumo de forma intensa e por isso entendemos que o investimento em tecnologia e aconselhamento são prioritários para acolher esses novos consumidores”, disse em seu discurso de abertura do evento. “Precisamos discutir para estimular que as seguradoras tenham um papel que contribuia, efetivamente, para desenvolver novas práticas para essa nova sociedade que surge no Brasil”.

Estavam presentes também Diogo Oliveira, assistente da Secretaria da Fazenda, e Julio Bueno, secretario do Rio de Janeiro, que representou o governador do Estado. Assim como os seus colegas enfatizaram nos discursos, ambos ressaltaram dados econômicos sociais do estado do Rio de Janeiro, sede do evento da IIS. “Somos o Segundo menor estado do Brasil em dimensões geográficas, mas somos o Segundo maior PIB brasileiro e temos muito para crescer com a exploração do petróleo e a realização dos mundiais esportivos como a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016”, disse Sobral, relembrando a previsão do governo federal de investir R$ 1 trilhão nos projetos do Programa da Aceleração do Desenvolvimento (PAC).

Começam as discussões no 48º Seminário Anual da IIS

Começou há pouco o 48º Seminário Anual da IIS (International Insurance Society), que acontece no Rio de Janeiro e reúne mais de 300 especialistas e executivos do setor de seguros de todo o mundo, principalmente do Japão, China, Coréia, Nigéria, Alemanha, Rússia Estados Unidos, França e Estados Unidos, sede da instituição de seguros. Esta é a primeira vez que o evento acontece no Brasil, país que está nos holofotes dos investidores internacionais. Neste ano, a grande novidade do evento é o lançamento dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros, uma iniciativa de seguradores internacionais membros do UNEP FI (United Nations Environment Programme Financial Iniciative), que acontecerá durante o evento da IIS.

Diante da crise global, o papel das seguradoras dentro da agenda de sustentabilidade é vital para governos, empresas e sociedade. Entre as palestras que acontecerão de hoje até o dia 20, encerramento do evento, temos como tema central “Fronteiras para o Seguro: Sustentabilidade e Inovação em Mercados Emergentes”, “Estratégia para o Crescimento Global”, “Princípios para a Sustentabilidade em Seguros”, “Soluções Oferecidas pela Indústria de Seguro para os Países em Desenvolvimento”, “Resposta da Indústria de Seguro de Vida ao Grande Terremoto do Leste do Japão” e “Lideranças Globais de Resseguro”.

Susep coloca em consulta publica minuta sobre regras de solvência

Veja a íntegra

Edital de Consulta Pública Nº 1/2012

1. O Conselho Diretor da Superintendência de Seguros Privados – Susep decidiu colocar em consulta pública minuta de Resolução CNSP que dispõe sobre as regras e procedimentos para o cálculo dos limites de retenção das sociedades seguradoras e resseguradores locais.

2.Os interessados poderão encaminhar, em até 30 dias a partir da data de publicação deste edital, seus comentários e sugestões, por meio de mensagem eletrônica dirigida ao endereço cgsoa. rj@susep.gov.br, devendo ser utilizado quadro padronizado específico, disponível na página da Susep na Internet (http://www.susep. gov. br).

3.A minuta supracitada está disponível na página da Susep, para fins de ciência e, se for o caso, para apresentação de comentários e sugestões, os quais ficarão disponíveis na página da Susep.

Rio de Janeiro, 14 de junho de 2012.

Luciano Portal Santanna

Liberty divulga relatório social

Em semana de Rio + 20, as seguradoras divulgam ações ligadas ao tema sustentabilidade. Hoje quem divulgou release sobre o tema foi a Liberty Seguros, no qual destaca em seu Relatório Social as principais iniciativas sociais, econômicas e ambientais da empresa. O conteúdo do documento distribuído em 24 páginas, e dividido em 10 capítulos, é pautado pelos Indicadores de Sustentabilidade GRI (Global Reporting Initiative) e consolida as principais diretrizes e indicadores da companhia em 2011.

Comunicado Oficial

A transparência nos negócios é cada vez mais relevante para a sociedade e para dar visibilidade aos princípios sustentáveis das organizações. Frente a esse contexto, a Liberty Seguros, empresa do grupo Liberty Mutual, um dos maiores conglomerados globais de seguros, apresentou em junho o seu 2º Relatório Social.

O documento, com as ações da seguradora em 2011, traz uma ampla exposição das iniciativas da organização que garantem segurança e tranquilidade aos seus clientes, funcionários, fornecedores, parceiros e a sociedade em geral. Segundo Karina Louzada, gerente de Assuntos Corporativos da Liberty Seguros, embora o relatório não esteja nomeado como de Sustentabilidade, o documento é pautado pelos Indicadores de Sustentabilidade GRI (Global Reporting Initiative) no nível C, que estabelece a resposta a um mínimo de 10 indicadores de desempenho, incluindo pelo menos um de cada uma das áreas social, econômica e ambiental. “O conjunto de diretrizes e indicadores adotado pelo GRI transmite credibilidade às informações sobre a atuação da Liberty”, afirma.

O 2º Relatório Social da Liberty Seguros possui 24 páginas e está dividido em 10 temáticas, entre elas: produtos, negócio, pessoas e responsabilidade social. O material destaca o principal marco da companhia em 2011, que foi se tornar “Seguradora Oficial da Copa do Mundo da FIFA de 2014”. O principal eixo de comunicação do apoio ao evento é a responsabilidade compartilhada e isso reflete também nas ações da seguradora.

Em 2011, a Liberty estruturou uma área de gestão de clientes a qual tem a missão de reunir um ambiente corporativo integralmente comprometido com o atendimento dos requisitos dos segurados, proporcionando melhoria contínua dos processos e a busca permanente da excelência operacional e satisfação do cliente. Outra iniciativa que merece destaque é a consolidação do Clube Liberty de Vantagens, um programa de benefícios e descontos que conta com mais de 30 parceiros que oferecem descontos de até 50% em seus bens e serviços.

Embora a atividade de seguros não gere impacto ambiental de grande intensidade e gravidade, a Liberty implanta anualmente práticas para diminuir os efeitos de suas operações. A companhia reduziu, por exemplo, em 20% o consumo de energia elétrica, registrou queda de 18% no consumo de água e emitiu 1.500.046 kits reduzidos diminuindo assim a utilização de papel.

Gestão de Pessoas
Para desenvolver talentos e proporcionar o aprimoramento contínuo da liderança, o relatório aponta que a Liberty investiu mais de R$ 2 milhões no treinamento dos funcionários. Cada colaborador recebeu em média 40,3 horas de cursos. A empresa lançou também o Programa Sinta-se Bem com o objetivo de promover saúde e qualidade de vida.

A participação e o engajamento dos colaboradores na missão e valores são balizados por uma clara política de comunicação, a qual é pautada nos princípios e cultura da organização. Para aprimorar essa comunicação a companhia reformulou os seus canais internos, entre eles a Intranet para potencializar o diálogo com os integrantes da equipe. Os colaboradores contam também com outros canais como: Revista Liberty & Você, Jornal Mural, Informativos, E-mail Marketing, Comunicado Bola na Rede, entre outras ferramentas. Ainda com foco em recursos humanos, existe a iniciativa Clube Excelência que buscar reconhecer anualmente os colaboradores que atingem a sua meta no ano decorrente.

Segurança no Trânsito

Seguindo a diretriz do Grupo Liberty Mutual, o 2º Relatório Social pontua a temática Segurança no Trânsito, um dos pilares de responsabilidade social da seguradora. Em 2011, a companhia aderiu a diversos movimentos. Por exemplo, o Projeto Cultural Mundo do Meu Amigãozão com o objetivo de abordar segurança no trânsito envolvendo de forma lúdica e conscientizando crianças de 7 a 12 anos. A iniciativa alcançou mais de 24 mil pessoas e percorreu oito cidades e seis Estados do país. Outros trabalhos que fizeram parte do tema e que a empresa aderiu foram: Movimento chega de Acidentes!, Parada pela Vida, Semana de Segurança no Trânsito, Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito, entre outros.

Como objetivo de despertar a solidariedade e o voluntariado dos funcionários e terceiros da Liberty, foram realizadas outras campanhas como a do agasalho, doação de sangue e de Natal. Somando-se a isso a seguradora fez a doação de cerca de 990 equipamentos para 12 ONGs (Organizações Não-Governamentais) entre eles CPU, monitor, computador, impressora, fax e telefones.

Longevidade pressiona finanças da sociedade

Por Jamille Niero, da Revista Apólice

Governos, corporações e indivíduos em todo o mundo estão sentindo a pressão financeira do envelhecimento da população. É o que aponta o novo relatório da instituição Geneva Association. Com contribuições de acadêmicos e especialistas em envelhecimento, dos profissionais de seguros, bem como do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, o relatório “Enfrentar o desafio do envelhecimento global – Questões de financiamento e soluções de seguros” analisa as implicações da mudança demográfica mundial para os governos, empregadores e financiadores individuais de aposentadoria. O relatório sugere que as soluções de seguros sejam parte fundamental da resposta global para ajudar as pessoas a conseguir uma aposentadoria segura.
O relatório foi publicado às vésperas da Assembleia Anual da Associação Geral – a mais importante reunião anual global de CEOs de seguros – que ocorreu na semana passada, em Washington (EUA).

“O envelhecimento global tem implicações significativas para o financiamento da aposentadoria por governos e empregadores. O mercado de seguros, através de sua expertise em subscrição e gestão de riscos de longevidade, oferece soluções abrangentes para lidar com esses riscos e uma contribuição significativa para a segurança de velhice”, analisou o presidente da Geneva Association e presidente do Conselho de Administração da Munich Re, Nikolaus von Bomhard.

“Hoje, mais do que nunca, as pessoas em todo o mundo precisam de ajuda para conseguir uma aposentadoria segura”, disse John Strangfeld, chairman e CEO da Prudential Financial e vice-presidente da Geneva Association. “Enfrentar o impacto do rápido envelhecimento da população mundial requer uma solução global, baseada em ampla resposta dos setores público e privado. A indústria de seguros, com sua gestão de risco e experiência de investimento, é particularmente adequada para desempenhar um papel fundamental no atendimento à mudança nas necessidades de envelhecimento da população”.

O relatório sugere um amplo conjunto de opções disponíveis para resolver o desafio demográfico com governos, empregadores e os indivíduos que necessitam mudar comportamentos e normas atuais para enfrentar a situação.

Governos

Os governos enfrentam uma série de opções politicamente aceitáveis ​​para financiar as responsabilidades de aposentadoria, incluindo o aumento da idade de aposentadoria pelo Estado, a redução dos benefícios de pensão e o aumento das contribuições de pensões e impostos. Ao fornecer um quadro institucional mais propício para a participação do setor privado, tais como imposto de renda de aposentadoria favorecidos e poupança para veículos, os governos podem aliviar um pouco a pressão sobre o sistema estatal e assegurar que os indivíduos podem esperar um futuro mais certo. Opções em aberto para os governos também incluem a elaboração de legislação e a oferta de incentivos para trabalho em tempo parcial para além da idade oficial de aposentadoria – o chamado “quarto pilar”, aumentando a participação da força de trabalho. Incentivar maiores taxas de fertilidade e facilitar a imigração são outros opções disponíveis. No entanto, as políticas envolvidas na implementação dessas soluções demonstram que os governos tendem a trabalhar com as reformas necessárias, colocando maior pressão sobre os indivíduos.

Empregadores e indivíduos

Os empregadores e os patrocinadores de planos de pensão estão enfrentando necessidades de financiamento cada vez mais onerosas. O subfinanciamento e o desempenho volátil das pensões distraem a gestão das operações e atua como um obstáculo ao retorno para os acionistas.

Os indivíduos devem ser mais pró-ativos em face da crescente vulnerabilidade de seu planejamento de renda para a velhice. Os planos de pensões estatais atuais serão insustentáveis ​​no futuro e a mudança de regimes privados de pensões profissionais de benefício definido para planos de contribuição definida significa que os riscos, incluindo as poupanças de longevidade e o impacto da inflação, são agora suportados pelo indivíduo. Soluções de seguros fornecem uma série de oportunidades para compensar uma variedade de riscos enfrentados através de produtos como anuidades fixas ou variáveis ​​e seguros de aposentadoria de renda. Além de seguro, os indivíduos devem considerar também a oportunidade de trabalhar por mais tempo, reduzindo a carga por conta própria e fundos de aposentadoria estatais.

“Não há bala de prata para resolver nossos problemas de seguridade na velhice. É preciso que os governos comprometam-se a promover uma ampla reforma, que a indústria privada repense as políticas de empregos, que as seguradoras projetem novos e melhores produtos e que os funcionários enfrentem proativamente sua situação futura “, disse Patrick M. Liedtke, secretário-geral e diretor da Geneva Association. De acordo com ele, as seguradoras devem trabalhar para ensinar ao público os riscos envolvidos e fornecer produtos que são apropriados para um amplo espectro de aposentados. “Tendo a experiência necessária na gestão de longevidade e no risco de investimento, juntamente com um quadro regulamentar que exige a manutenção de reservas de capital adequadas para atender às obrigações de longo prazo, as companhias de seguros têm um papel importante a desempenhar como parte da solução para estes desafios – isso não é sempre reconhecido”, acrescentou.

“Seguro já oferece uma série de soluções para o financiamento da aposentadoria, mas a escala da necessidade de soluções de seguridade na velhice excede a capacidade disponível atualmente. Portanto, além de comprovadas formas diretas de abordar o risco da longevidade, a indústria de seguros está trabalhando em novas e inovadoras maneiras de aumentar a capacidade de seguridade na velhice. Um exemplo é a Associação Mercados de Vida e Longevidade (Life and Longevity Markets Association), com sede no Reino Unido, que está desenvolvendo um índice de longevidade negociado. Tais esforços para converter a longevidade em uma nova classe de ativos negociáveis ​​poderia ajudar a atrair outros investidores para o mercado de longevidade e aumentar a sua capacidade”, analisa Kai-Uwe Schanz, assessor especial de investigação estratégica da Geneva Association e coeditor do relatório.

Mongeral lança previdência sustentável

Que interessante ter empresas de previdência privada aberta aderindo aos padrões já adotados pelas gestoras de investimentos, de investir em empresas aprovadas pelos PRI (Princípios para o Investimento Responsável, na sigla em inglês). Segue a nota oficial divulgada pela Mongeral Aegon

Release

A Mongeral Aegon lança o primeiro produto do mercado brasileiro de previdência com conceitos da sustentabilidade. Os planos Previdência Sustentável são os primeiros a permitir que pessoas acumulem recursos com a garantia de comprometimento com os requisitos da sustentabilidade. Com o slogan “Invista na mudança que você quer para o mundo”, os produtos foram elaborados para atender clientes atentos às questões sociais e de meio ambiente. “Enxergamos um grande potencial de mercado, uma vez que ainda não havia um plano de previdência que seja 100% norteado pela sustentabilidade”, explica Nuno David, diretor de Marketing da Mongeral. “Outro aspecto que vale destacar é que esse produto será comercializado exclusivamente via internet”, prossegue David.

Os planos Previdência Sustentável têm os benefícios comuns aos PGBLs e VGBLs: para o PGBL, dedução do valor das contribuições da sua base de cálculo do Imposto de Renda, com o limite de até 12% da sua renda bruta anual (para declarações completas), e, no VGBL, a tributação incidente somente sobre o rendimento, no momento do resgate. O diferencial é a política de investimento do fundo criado especialmente para gerir os recursos aplicados através dos produtos. “Empresas de armamentos, por exemplo, não farão parte das possibilidades de investimento”, acrescenta David. A seleção sobre em que papeis investir os recursos levará em conta, entre outros critérios, os PRI (Princípios para o Investimento Responsável, na sigla em inglês), que visam ajudar a integrar temas ambientais, sociais e de governança (ESG) nas tomadas de decisão de investimento.

A alocação dos recursos investidos nos planos Previdência Sustentável será 55% em renda fixa, onde o retorno do capital investido é dimensionado no momento da aplicação, e 45% em renda variável, onde o investimento possui possibilidade de variação de acordo com as expectativas do mercado, em uma estratégia composta por:

• A exclusão de setores ou empresas que não contribuam em amplo aspecto com o desenvolvimento sustentável;

• Avaliação de cada empresa na qual os recursos serão investidos, tendo como base os princípios e normas globalmente aceitas para escolher as melhores em suas categorias/setores, como o PRI e o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da Bovespa);

• Setores e empresas que estejam mais bem posicionados para explorar as diversas vantagens comparativas que o país apresenta com relação aos temas ligados à Sustentabilidade.

Os planos Previdência Sustentável foram desenvolvidos em parceria com a Keyassociados, responsável pela consultoria em Sustentabilidade. A comercialização será feita pelo site www.previdenciasustentavel.com.br.

Susep padroniza seguro facultativo de RC

Depois de ter contratado uma nova leva de servidores, a Susep tem braços suficientes para fiscalizar o setor de seguro. Diante disso, quase todo dia tem uma novidade da autarquia, que tem colocado fiscais em várias companhias para checar se todos estão seguindo a risca os normativos. Segundo fontes, muitas multas estão sendo emitidas. Umas sem sentido, outras por motivos reais e algumas por total descuido no preenchimento de clausulas e contratos. Aqui vai mais uma nota oficial do xerife do mercado de seguros.

SUSEP PADRONIZA SEGURO FACULTATIVO DE RESPONSABILIDADE CIVIL

O Conselho Diretor da Susep (Superintendência de Seguros Privados) aprovou a padronização para o seguro facultativo de Responsabilidade Civil Geral, voltado a pessoas físicas ou jurídicas que sejam responsáveis civilmente a pagar indenizações a terceiros. A medida atualizou as condições contratuais, contemplando a legislação em vigor e a evolução do mercado. A norma anterior datava de 1981.

A regra antiga contemplava apenas 17 coberturas básicas, ao passo que o mercado atualmente opera com mais de 90 possibilidades. Além disso, havia omissões e conflitos legais, surgidos no decorrer dos últimos 31 anos. O texto arbitrado em 1981 trazia ainda anexos com detalhadas disposições tarifárias, apesar da Susep não mais estabelecer ordenamento tarifário desde 2000.

Outra questão pendente tratava sobre a escolha do advogado pelo segurado, nas ações civis. A antiga norma ainda restringia essa questão à seguradora, apesar da Susep, em Carta-Circular datada de 2006 e posteriormente atualizada em 2008, já ter decidido pela liberdade de escolha do segurado.

À norma também foi incluída cláusula da Carta –Circular, emitida em 2007, que veda a exclusão de cobertura, nos seguros de responsabilidade civil, do danos causados pelo segurado em decorrência de atos praticados em estado de insanidade mental, alcoolismo ou efeito de substância tóxicas.

Também foi necessário incluir diversas cláusulas exigidas em normativos recentemente aprovados, como aceitação de proposta, forma de contratação, renovação, franquias, carências etc. A norma atual também fez algumas alterações no que se refere a objeto do seguro, pagamento do prêmio, prescrição, cancelamento do contrato, liquidação de sinistros, perda de direitos, riscos excluídos, contribuição proporcional ou concorrência de apólices e jurisdição.