MetLife patrocina Programação na TV Cultura

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Por meio da Lei Rouanet, a MetLife patrocina na TV o programa Educação Financeira e dois programas na rádio, Programa Começando o Dia e Programa Manhã Cultura. O programa Educação Financeira (canal 2 TV Aberta), apresentado por Denise Chahestian, mostra temas relacionados às finanças domésticas como orçamento familiar, endividamento e investimento em ações, de forma simples e didática e sua exibição acontece aos sábados às 14h.

Na Rádio Cultura FM (103,3 MHz), o programa Começando o Dia mistura música clássica com informações de política, economia, cultura, sustentabilidade e comportamento. O âncora do programa, jornalista Alexandre Machado, seleciona e comenta as principais notícias do dia e entrevista pessoas de destaque em diversas áreas de atuação. A sua exibição acontece de segunda a sexta, 8h às 9h

Já o Programa Manhã Cultura com apresentação de Gioconda Bordon, acompanha de perto a vida musical da cidade, seguindo a agenda dos concertos das principais salas de São Paulo, inclusive com a seleção musical ligada ao repertório das apresentações de orquestras e solistas. A sua exibição acontece de segunda a sábado, 9h às 11h.

JMalucelli entra em previdência privada fechada

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Pela primeira vez na história da previdência complementar brasileira surge a oportunidade do cidadão segurado do INSS participar de um fundo de pensão, como os de grandes estatais e multinacionais. Neste mês de outubro, o Ministério da Previdência Social aprovou o plano denominado “JMalucelli Previdência”, um plano inédito no país com autorização para oferecer previdência privada fechada aos participantes da Previdência Social e seus dependentes. O plano JMalucelli Previdência foi criado e está sendo administrado pelo Fundo Paraná de Previdência Multipatrocinada, que há sete anos está no mercado e administra outros planos de previdência.

Os planos fechados são administrados por Fundos de Pensão, instituições sem fins lucrativos, independentes, porém, rigorosamente fiscalizadas pelo governo. O Fundo possui um CNPJ próprio e os participantes são cotistas do plano, com baixo custo de investimento. Além de mais seguro, é mais rentável -, como não tem finalidade lucrativa, toda a rentabilidade dos investimentos é repassada aos participantes, o que faz com que a poupança formada e o valor do benefício, lá na frente, sejam maiores.

Fonte: Renato Follador, presidente do Fundo Paraná de Previdência Multipatrocinada.

Evento em SP hoje debate impacto dos juros sobre setor de seguros

A política de redução da taxa básica de juros gera diversos efeitos macroeconômicos, tais como consumo e investimentos das famílias, custo de financiamento público, atração de investimentos externos e inadimplência. Os mercados de seguros e previdência sentem os reflexos disso, em particular na gestão das reservas e nos planos de benefícios.

Para debater esses temas, a Escola Nacional de Seguros promoverá, no dia 31 de outubro, em São Paulo, a mesa redonda “Os Efeitos da Atual Política de Juros no Mercado de Seguros e Previdência”. Em pauta, as visões do mercado financeiro, de previdência aberta e de previdência fechada.

Na ocasião, também será apresentada a pesquisa “Nota sobre Juros e Mercado de Seguros”, do economista e assessor da Diretoria Executiva da Escola, Lauro Faria. O trabalho afere o impacto da redução das taxas de juros sobre o balanço das seguradoras, a partir da análise dos dados divulgados pela Susep, entre 2003 e 2011.

Estão confirmadas, ainda, apresentações de Claudio Contador, diretor acadêmico da Escola Superior Nacional de Seguros, instituição mantida pela Escola Nacional de Seguros; Luiz Roberto Calado, do Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças; José Cechin, da FenaSaúde; e Wilma Gomes Torres, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC).

O evento acontecerá das 14h às 18h30, no Hotel Maksoud Plaza, localizado à Alameda Campinas, 150.

Estudo da Caribbean Risk Managers mostra a força devastadora de Sandy

Recebi hoje esse boletim da Caribbean Risk Managers Limited sobre o Sandy, que traz informações muito interessantes. Todos falam muito dos estragos em Nova York, Atlantic City ou New Jersey. Mas Jamaica, Haiti, Bahamas e República Dominicana sofreram perdas relevantes. Com certeza poucos têm seguro. A começar pelo governo, que deverá sacrificar verba de benefícios, ou não, para socorrer a população atingida. Se socorrer, vai tirar verba de projetos prioritários. Se não socorrer, sofrerá com a queda de impostos e recuo do PIB. Isso mostra o quanto o seguro é importante para uma nação.

Fora esse estudo sobre o Caribe, vários outros chegaram aos acionistas sobre as perdas geradas pela passagem do Sandy. Todos estão preocupados se as seguradoras terão recursos suficientes para pagar as indenizações e os dividendos prometidos. Pelo relato dos executivos em entrevistas as agências internacionais, sim. Está tudo sob controle.

A AIR Worldwide prevê que as seguradoras e resseguradoras vão ter de desembolsar algo entre US$ 7 bilhões e US$ 15 bilhões em indenizações. Já a Fitch acredita que o Sandy deverá gerar um volume de indenizações similar ao furacão Irene, que atingiu a costa leste em 2011 e gerou perdas seguradas de US$ 4 bilhões a US $ 5 bilhões De acordo com o estudo, boa parte do risco será arcado pelas principais seguradoras americanas, como State Farm, Allstate e Liberty Mutual Group. Já segundo um estudo divulgado pel PwC, as perdas econômicas geradas pela fúria do Sandy chegarão a US$ 45 bilhões, sendo algo próximo de US$ 10 bilhões com cobertura de apólices de seguro.

Segue a íntegra, em inglês.

Tropical Cyclone Sandy made its first landfall on the eastern part of the south coast of Jamaica (just east of Kingston) at approximately 3 pm EST (1900 UTC) on 24 October 2012 as a Category 1 Hurricane with maximum sustained winds of 80 mph (130 km/h). At approximately 5 am (0900 UTC) on the following day the hurricane warning for Jamaica was discontinued.

This system then passed to the west of Haiti during the night of the 24 October and affected the western end of the southwestern peninsula with weak Tropical Storm force winds (wind speeds of between 39 and 50 mph). At 11 am EST (1500 UTC) on the following day the Tropical Storm Warning for Haiti was discontinued.

After impacting Jamaica and Haiti, Hurricane Sandy made a second landfall just west of Santiago de Cuba (eastern Cuba) at approximately 1.25 am EST (0525 UTC) on 25 October as a Category 2 storm with maximum sustained winds of 110 mph (175 km/h) and travelling at a forward speed of 15 mph (24 km/h). By 11 am (1500 UTC) the Hurricane Warning for Cuba was discontinued. Sandy emerged off the northeastern coast of Cuba with maximum sustained winds of 105 mph (165 km/h) and a forward speed of 18 mph (30 km/h).

As at 2 pm (1800 UTC) on 25 October Sandy was a Category 2 Hurricane as it approached the Bahamas with maximum sustained winds still at 105 mph (165 km/h) and moving in a northerly direction at a speed of 20 mph (32 km/h). Approximately 9 hours later Sandy was downgraded to a Category 1 Hurricane as it passed near Eleuthera Island in the northwestern Bahamas.

By 2 pm EST (1800 UTC) the following day, maximum sustained winds had decreased to near 75 mph (120 km/h) and hurricane force winds extended outward only around 35 miles (55 km) and tropical storm force winds extended outward up to 275 miles (445 km).

All Tropical Storm warnings for the Bahamas were discontinued at approximately 5 pm EST (2100 UTC) on 27 October as Sandy moved away from the Caribbean Basin as a Category 1 storm and headed towards the mid-Atlantic and northeastern coast of the US.

As a result of the passage of Sandy across eastern Jamaica there were reports of damage to crops, roads, bridges and houses in the parishes of St. Mary, St. Thomas and Portland. Sandy brought strong winds, reaching hurricane force to the east of Kingston and in higher areas of the Blue Mountains, and heavy rains which caused flooding in all of the eastern parishes. Reports indicate that 1,046 persons occupied 67 hurricane shelters across the island.

Storm surge and heavy seas affected waterfront houses situated in the eastern Kingston neighbourhood of Caribbean Terrace. The Jamaica Public Service Company worked to restore power as 70 percent of its customer base was without electricity. Preliminary assessments suggest that damage was occasioned to approximately 200 utility poles, 240 spans of power lines as well as other components of electrical infrastructure. By 10 am on 25 October power had been restored to over 60% of those affected.

Preliminary estimates from the Ministry of Agriculture indicate that approximately 11,000 farmers were affected and about 1,500 hectares of crops destroyed which could amount to $1 billion (US$11 million) in damage. These preliminary estimates do not include livestock.

Disaster coordinators in the parish of St. Elizabeth received reports of fallen trees causing temporary blockages to the main road between Holland Bamboo Avenue and Black River. The Office for Disaster Preparedness and Emergency Management (ODPEM) stated that initial reports seem to indicate that land slippage may be “parish-wide” for the parish of Portland. ODPEM is presently attempting to assist residents of Portland who are marooned as a result of the Yallahs River being in spate. Affected communities include Cane River, Drummond to Habberstadt, Robertsfield, Halls Delight and East Portland.

There has been one confirmed fatality in Jamaica as a result of Sandy. While estimates of the full economic impact are not yet available, the insurance sector anticipates losses to be in the low 10s of millions of US dollars.

Cuba

The municipalities which were severely affected by the storm were Mayari, Banes, Antilla, Rafael Freyre, Baguano Urbano Noris, Sagua de Tanamo and Cuerto. Heavy rains and high winds damaged houses, coffee and tomato crops as this storm crossed the entire eastern region without losing intensity when passing over land which was unusual. Reports indicate that approximately 137,000 homes in Santiago were damaged of which 43,000 lost their roof and 15,000 totally collapsed. In Holguin approximately 17,000 homes were damaged and there was significant loss to crops and livestock.

Damage to crops in Granma Province does not appear to be as bad as initially expected. There were reports of fallen palm trees and utility poles which made some roads impassable. Flooding over the summer in the Granma Province resulted in the contamination of wells which led to a cholera outbreak and the torrential rainfall from Sandy could hinder attempts to contain the spread of this disease.

Approximately 15,200 persons (5,000 tourists and 10,200 residents) in Holguin and a further 3,000 in Las Tunas were evacuated prior to the arrival of the storm. Cuban officials indicated that at least 55,000 people had been evacuated in response to expected flooding from this system. The Cuban Weather Service advised that a weather station on Gran Pierda which is situated near Santiago de Cuba recorded gusts up to 152 mph (245 km/h).
There are reports of 11 fatalities as a result of the passage of this storm and preliminary losses are estimated at $2.1 billion pesos.

Haiti

The rain laden outer bands of Hurricane Sandy triggered extensive flooding which resulted in widespread damage to homes and crops. Affected areas include farms in Ille a Vache, homes in the fishing village of Tiburon and Les Cayes, where 50 patients were evacuated from a hospital along with 200 residents from a coastal settlement. More than 10,000 people were displaced and thousands of homes were destroyed or damaged as a result of the passage of this storm. The Prime Minister has advised that the entire south of the country is under water.
The city of Les Cayes experienced approximately 27 inches of rain over a 24 hour period and Sandy appears to have dumped more rain than tropical storms Isaac and Tomas which affected similar parts of Haiti in August 2012 and October 2010 respectively.

The road which provides access to Les Anglais which is a small fishing village located in the south is impassable. There is the possibility that homes situated in this community may have been washed out to sea. Rivers were still rising in some communities such as Leogane as a result of excess runoff originating from the hillside.

The impact of Sandy may also serve to exacerbate the spread of the cholera epidemic which is
affecting Haiti as 16 new cases had already been recorded since the passage of the storm. Reports indicate that there were 51 fatalities as a result of this storm and 15 missing at this time. Authorities are still conducting their preliminary assessments as they have not been able to reach many of the affected areas due to the condition of the access road.

Bahamas
Preliminary reports indicate that the storm inflicted the most severe damage on Cat Island which took a direct hit, and Exuma where there was also damage to homes, downed trees and utility poles. There were reports of flooding and power outages on Acklins Islands and also flooding on Ragged Island. Abaco Island also experienced some flooding, collapsed trees and damage to roof shingles of buildings. There were reports of damage to crops on Long Island and structural damage to homes and roofs of several buildings.

Many homes in the area of Queen’s Cove on Grand Bahama experienced severe flooding with roads in that area being impassable due to the height of the water. Grand Bahama International Airport was also affected by flooding especially in the parking area and the domestic terminal which could not be used to accommodate passengers arriving from New Providence and the other islands. The access road to East Grand Bahama for residents from Freeport was also impassable due to the height of the flood water which was said to have reached as high as six feet in some areas.

There were reportedly two deaths as a result of the passage of Sandy. Officials will be travelling to Long Island, Exuma and Cat Island on 30 October to assess the damage and losses caused on these islands. It is expected that insured losses as a result of Sandy may be somewhat greater than the US$50 million reported for Hurricane Irene in 2011 although they are not expected to exceed US$100 million.

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Sandy leva boa parte do lucro das seguradoras

Algumas pessoas me perguntaram hoje por que o Sandy passou a ser chamado de tempestade e não mais de furacão. “Será por que o risco de furacão está excluído das apólices e se for considerado uma tempestade os riscos estão cobertos?”. Não gente. Nada disso. Meu amigo, super didático, respondeu. “É porque furacão não nasce, vive e morre como furacão. Eles sempre começam como uma tempestade ou tormenta tropical, que depois que aumenta em velocidade e tomam certas características, são chamadas de furacão. Depois que acontece o “landfall”, ou o ponto de toque em terra, ainda ficam furacão um pouco, em geral, mas logo voltam a ser requalificadas. Ontem, por exemplo, depois do landfall, começaram a chamar o Sandy de ciclone extratropical, algo assim. O nome oficial da coisa neste momento é “Post tropical cyclone Sandy”, mas os danos causados, desde que cobertos pelas apólices, serão normalmente indenizados.”

Sandy deixou oficialmente a área de Nova York. Assim como São Paulo responde por mais de 50% das vendas de seguros no Brasil, Nova York representa um percentual significativo das vendas de US$ 1,2 trilhão dos Estados Unidos, sendo US$ 538 bilhões em seguros de vida e US$ 667 bilhões em seguros de bens. Boa parte das companhias, no entanto, exclui riscos de furacões em determinadas aéreas. Porém, Nova York não é uma região tida como risco elevado para esse tipo de fenômeno da natureza.

“Essa foi uma tempestade devastadora, talvez uma das piores que já tivemos”, disse o prefeito Michael Bloomberg em coletiva de imprensa, transmitida pelo New York Times. Segundo ele, normalização do fornecimento deve levar até dois dias em algumas regiões.Três quartos da cidade continuam sem energia elétrica. Segundo a companhia elétrica Con Edison, os bairros nova-iorquinos de Manhattan e Brooklyn precisarão de quatro dias para recuperar a eletricidade que perderam parcialmente ontem.

As empresas especializadas em levantamento de danos estimam prejuízos econômicos entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões com a passagem do furacão nos EUA e Canadá. Por ser essa uma região com forte penetração de seguro, as indenizações são estimadas entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões, de acordo com a empresa Eqecat. Um incêndio na área de Queens, em Nova York, durante a passagem da tempestade Sandy, destruiu pelo menos 50 casas e o fogo ainda continua, informaram as autoridades. Muitas casas nas regiões costeiras tiveram seus muros derrubados. Usinas nucleares foram desligadas. Os túneis do Metro foram invadidos por água salgada, que corrói equipamentos. Carros levados pela enchente, amassados por árvores ou parte de telhados que foram pelos ares. Conteúdo de residências perdidos por danos elétricos ou mesmo pela entrada de água, seja pelo telhado arrancado ou pela rua ter se transformado em um rio.

A maioria das mortes, que já ultrapassam 30, foi causada por quedas de árvores em casas e carros. As perdas vão surgir não só do dano direto ou destruição de bens dos segurados e perdas de vidas, mas também a partir da interrupção de negócios resultante da falta de energia ou de condições de dar prosseguimento a atividade. Temos também os ratos do metro agora espalhados pela cidade, levando doenças, sendo muitos dos atendimentos cobertos pelo seguro.

Por essas e outras perdas, a estimativa das empresas especializadas em seguros é que Sandy deve ser uma das dez tempestades mais caras da história norte-americana. O furacão Irene, que atingiu os EUA no ano passado, ocupa a décima colocação e custou à indústria de seguros US$ 4,3 bilhões. Na pior das hipóteses, o modelo da Eqecat indica que Sandy pode ficar com a quinta posição no ranking das tempestades mais caras, superando o furacão Charlie, que resultou em prejuízos de US$ 8,8 bilhões em ativos segurados (dados ajustados pela inflação) em 2004.

Mesmo assim, Sandy vai custar bem menos do que o Katrina, o furacão mais caro, que provocou perdas de US$ 46,6 bilhões em perdas, em dados atualizados. Os danos estimados pela Eqecat e outras empresas do setor são acompanhados de perto pela indústria de seguros, pois indicam previamente o impacto financeiro de grandes catástrofes no capital das companhias do setor. Mas a expectativa é que as empresas consigam absorver os custos.

SulAmérica lucra R$ 107 milhões no terceiro trimestre de 2012

A SulAmérica é destaque em todos os jornais com a divulgação do balanço trimestral e acumulado no ano até setembro. Os jornais citam apenas o trimestral. Eu gosto de olhar também o acumulado no ano, que mostra lucro líquido menor em 1,9%, para R$ 223 milhões, e resultado financeiro de R$ 406 milhões, declínio de 14,2%. Ou seja, o resultado financeiro representa o dobro do lucro. O lucro líquido por Unit declinou 3,3% no acumulado do ano, até setembro.

RELEASE

A Sul América S.A.(BM&FBovespa: SULA11) encerrou o terceiro trimestre de 2012 com R$ 2,8 bilhões em prêmios, 14,2% acima do mesmo período de 2011 e 7,7% de crescimento em relação ao segundo trimestre deste ano. O lucro líquido do período foi de R$ 107 milhões, marca que superou em 8,9% o lucro líquido do terceiro trimestre do ano passado.

A SulAmérica apresentou crescimento de prêmios em todas as unidades de negócio, com destaque para o segmento de saúde e odontológico, que representa 68% da receita total da companhia e cresceu 18,4%. Os prêmios dos segmentos de automóveis e de demais ramos elementares aumentaram 4,1% e 15,1% neste trimestre, respectivamente, enquanto a área de seguros de pessoas cresceu 5,8% no mesmo período. O índice combinado geral da companhia ficou em 99,1%, apresentando uma melhora de 2,0 pontos percentuais em relação ao número do terceiro trimestre de 2011.

“Nossa política de subscrição e o constante aprimoramento da gestão de risco são os alicerces que nos permitem alcançar resultados sólidos e crescimento constante em cada uma das nossas operações. Acreditamos que o atual cenário econômico brasileiro, com a taxa de juros em patamares menores, fortalecerá o crescimento da economia doméstica e nos permitirá alcançar uma rentabilidade ainda melhor nas nossas operações, compensando, em parte, a redução das receitas financeiras. E é por isso que estamos comprometidos com a melhoria constante da eficiência operacional, procurando gerar, consequentemente, ainda mais valor para os nossos acionistas”, comenta o presidente da SulAmérica, Thomaz Cabral de Menezes.

O resultado financeiro da companhia no trimestre foi de R$ 140 milhões, 18,7% abaixo do montante registrado no mesmo trimestre de 2011. Esta queda, já esperada pela companhia, está em linha com a redução da taxa básica de juros que vem se verificando desde meados de 2011. Já na comparação com o segundo trimestre de 2012, o desempenho melhorou 30,2%, resultado da performance da carteira de investimentos, e em especial da posição mantida em renda variável. Já a área de Gestão de Ativos da SulAmérica apresentou alta de 50,3% no resultado da operação no terceiro trimestre deste ano, impulsionada pelo aumento da captação de recursos e o crescimento das receitas com taxas de administração e performance. O saldo da carteira de recursos próprios, não vinculada à previdência e VGBL, era de R$ 4,9 bilhões no final do trimestre.

No segmento de saúde e odontológico, a receita da carteira de produtos para pequenas e médias empresas cresceu 31,7% na comparação com o terceiro trimestre de 2011. No mesmo período, os prêmios do segmento de seguro odontológico aumentaram 10,4%, reflexo tanto dos esforços comerciais, como do lançamento de novos produtos.

O destaque do segmento de automóveis, e também nos demais ramos elementares, foi a melhora significativa na sinistralidade. No ramo de automóveis, a queda foi de 2,7 pontos percentuais no período, em relação ao terceiro trimestre de 2011, alcançando 65,4%. Este é o menor patamar observado desde o início deste ano, demonstrando uma inversão na tendência deste indicador, que vinha se elevando sobretudo como resultado do cenário competitivo . Já a sinistralidade de ramos elementares ficou em 36,1%, 17,5 pontos percentuais abaixo do mesmo período em 2011, impactada positivamente pelo bom desempenho das carteiras de seguros massificados, e responsabilidade civil.

Os contratos de seguros na modalidade prestamista, representando 14,4% da carteira em prêmios, suportaram o crescimento do segmento de Pessoas e a sinistralidade total do portfólio foi de 49%, com melhora de 8,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2011. Em Previdência, as contribuições aumentaram 8,5% na comparação acumulada ano contra ano, contribuindo para um crescimento de 13,7% nas reservas de previdência e VGBL ante o mesmo período de 2011.

Pequenas atitudes no trânsito podem salvar vidas

A seguradora americana Travelers publica em seu “site” uma pequena e interessante matéria sobre jovens e acidentes de automóveis, citando números e dando também dicas, alerta Francisco Galiza em seu comentário semanal. Um bom exemplo de materias, recheadas de dados, que interessa muito para a imprensa brasileira. Abaixo, alguns dados impressionantes do EUA destacados por Galiza:

· Os condutores com menos de 20 anos estão envolvidos em 13% de todos os acidentes, mas eles representam apenas 5% de todos os motoristas.

· O álcool é responsável por quase metade de todas as mortes de veículos com adolescentes.

· 25% de todos os acidentes envolvem adolescentes em alta velocidade.

· Metade de todas as mortes no trânsito com jovens adolescentes ocorre entre 18 horas de sexta-feira e 3 da manhã de domingo.

· Em um ano, os motoristas com menos de 19 anos estão envolvidos em perto de 3 milhões de acidentes automobilísticos.

Em função disso, algumas dicas, que servem também para o Brasil.

· Dirigir defensivamente. Se você assumir que os outros motoristas não são tão qualificados quanto você, instintivamente se torne mais cuidadoso e cauteloso

· Quando a velocidade aumenta você, você tem menos tempo para reagir.

· Nunca beba e dirija. Álcool pode prejudicar seriamente o seu tempo de reação.

· Dar carona para amigos que tenham bebido.

· Os adultos podem dar o exemplo, praticando hábitos de condução segura.

O estudo completo pode ser lido no link https://www.travelers.com/personal-insurance/auto-insurance/docs/tips-for-teen-drivers.pdf

Seguradoras se preparam para atender demanda do furacão Sandy

Com informações da Reuters e da AFP

Jamille Niero

Revista Apólice

As seguradoras estão se preparando para atender as futuras demandas geradas pelo furacão Sandy, que está cada vez mais próximo de atingir a costa leste dos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas por agências de notícias internacionais, elas estão ativando equipes para atender reclamações, levando avaliadores de perdas perto dos locais com maior probabilidade de serem afetados e se preparando para pagar por um volume enorme de potenciais perdas.

A expectativa das seguradoras privadas é que o maior impacto de Sandy seja em danos de telhados e carros, ocasionados pelo vento, bem como as perdas de negócios devido à falta prolongada de energia. Mas o impacto financeiro da tempestade pode acabar caindo no Programa de Seguros Nacional para Enchentes (National Flood Insurance Program, em inglês), que é responsável por quase toda a cobertura de inundações no país. Uma unidade da Agência Federal de Gestão de Emergências (NFIP, na sigla em inglês), pagou US$ 1,28 bilhão no ano passado em perdas derivadas do furacão Irene, tornando-a a quarta inundação mais cara da última geração.

Em2012, amaioria das perdas das seguradoras com desastres foram substancialmente menores, deixando-as com mais capacidade para absorver os bilhões de dólares em custos esperados com o furacão Sandy.

“Nós nos planejamos para eventos climáticos como esse, por isso nos sentimos bem preparados, com recursos estrategicamente posicionados para rapidamente ajudar os clientes que podem ser impactados”, disse o porta-voz da Travelers, Mateus Bordonaro,em entrevista à Reuters.ATravelers é a terceira maior seguradora em Nova York de seguros pessoais de residências e de automóveis e de linhas comerciais de seguros.

Bordonaro disse que a empresa também ativou os planos de continuidade de seus próprios empregados, para poder sustentar as operações, apesar de ter pessoal agrupado em Nova York e Hartford.

A Chubb, outra das grandes seguradoras presentes no nordeste do país, afirmou que vem trabalhando há dias para levar seus funcionários para mais perto, para que eles estejam posicionados para responder rapidamente. De acordo com um porta-voz, é improvável que a condição climática interfira no processamento das reclamações, mesmo que a empresa esteja sediada em Nova Jersey, pois a companhia tem um grande centro no Arizona, que pode lidar com as reclamações.

A State Farm, a maior seguradora de residências e automóveis e líder de mercado em Nova York e Nova Jersey, disse na tarde de sábado que tinha agentes e equipes especializadas em catástrofe esperando a chegada do furacão.

A Allstate, que vem logo atrás da State Farme no mercado de seguros domésticos e de automóveis, disse que estava colocando suas equipes de resposta a catástrofes na Carolina do Norte, Pensilvânia e Virgínia para ser capaz de responder mais rapidamente após a tempestade. A empresa também está pedindo a seus segurados para atender as ordens de evacuação, uma vez que um estudo no início deste ano mostrou que mais de um em cada quatro indivíduos ignoram esses pedidos até o último momento possível.

A Swiss Re, segunda maior companhia resseguradora do mundo, espera um custo de vários milhões de dólares, que poderão ser superiores aos originados pelo furacão Katrina em 2005. No total, o Katrina custou às seguradoras cerca de 72 bilhões de dólares, e, à Swiss Re, custou 1,2 bilhão de dólares.

Mongeral Aegon apresenta nova marca

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A Mongeral Aegon mudou sua marca para que reflita o atual momento vivido pela companhia e sustente as mudanças pelas quais a empresa vem passando. A joint venture com o Grupo AEGON, consolidada há três anos, a diversificação do portfólio de seguros e planos de previdência para atender e acompanhar os clientes pela vida toda em suas necessidades de proteção financeira, a adoção contínua de práticas sustentáveis, e os investimentos em marketing esportivo, iniciados neste ano, são exemplos das transformações pelas quais a companhia vem passando, e que contribuem para a necessidade de um novo posicionamento. A nova marca, mais forte e moderna, acompanha essa evolução sem perder o vínculo com os valores e a tradição da Mongeral Aegon, mais antiga seguradora em atividade no país, com 177 anos.

Outra mudança é a adoção, pela primeira vez, de um slogan. Construa o seu amanhã marca também uma nova forma de a empresa se comunicar com seus públicos de relacionamento, em especial o cliente. “Queremos ser claros, dizer aos nossos clientes que o hoje é fundamental na construção de seus futuros, e que nós estaremos juntos, ofertando as melhores soluções financeiras em seguros de vida e planos de previdência para essa construção. Mas cada um é responsável pela construção do seu amanhã”, explica o diretor de Marketing, Nuno David.

Os pilares de relacionamento da marca – confiança, proximidade, planejamento financeiro e DNA sustentável – foram definidos com base em características que já fazem parte da Mongeral Aegon, mas que também são conceitos de ligação para projetos em desenvolvimento que tornarão ainda mais eficientes os serviços e os canais de relacionamento da empresa com seus públicos. “Clareza, futuro e pessoas são elementos que permeiam o nosso negócio e que são fundamentais para termos sucesso em nosso mercado. A partir do alinhamento do que já fazemos no dia a dia, e que queremos fazer ainda melhor, com uma nova marca, esperamos sustentar na imagem da companhia o crescimento de cerca de 20% que seguimos apresentando a cada ano, nos últimos sete anos”, conclui David.

Número crescente de grandes perdas desafia a indústria de energia

Não é novidade, pois já saiu no Brasil Econômico há dez dias. Mas vale o registro. O assunto é interessante e mostra indenizações de US$ 1,2 bilhão entre 2001 e 2011, com pagamentos atribuídos a falhas em turbinas, transformadores e geradores isolados. Ou seja, o setor elétrico pode pagar mais caro na renovação do seguro por conta disso. Por outro lado, a concorrência está tão acirrada que dificulta ajustes técnicos de preço. Vamos ver como o mercado se comporta.

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A indústria global de power & utilities (geração, transmissão e distribuição) continua a ver um aumento constante no número de grandes sinistros desde 2005, colocando pressão tanto sobre a oferta global de energia em um momento de crescente demanda, quanto sobre o futuro da própria indústria, segundo relatório da Marsh intitulado “The Impact of Large Losses in the Global Power Industry”. O relatório, que se baseia em sinistros para contas operacionais de Power & Utilities gerenciadas pela Bowring Marsh, corretora internacional da Marsh especializada em desenhar, estruturar e colocar resseguros facultativos para uso exclusivo dos clientes da Marsh, revela que, desde 2005, as seguradoras têm se envolvido na resolução de pelo menos um grande sinistro de Power por ano em mais de US$ 25 milhões. Desde 2005, o número de grandes perdas continua com sete perdas da magnitude acima registradas em 2010 – somente o 1º semestre deste ano já foi responsável pelo maior número anual deste tipo de sinistro. Além de um aumento em grandes incidentes, as empresas de energia também enfrentam outros desafios: uma força de trabalho envelhecida, equipamentos deteriorados, uma demanda crescente por eletricidade – em especial pelas economias emergentes, regulamentações ambientais e a ascensão da energia renovável.

Segundo Philippe Du Four, presidente global da prática de Power & Utilities da Marsh, as seguradoras estão reconsiderando suas posições em relação a preços e condições para a indústria global de Power após pesadas perdas sofridas e que decorreram de quebra de maquinário, incêndios e explosões, catástrofes naturais e lucros cessantes. Melhorar as técnicas de gerenciamento de riscos de maneira a reduzirem sinistros e custos freqüentes deve tornar-se um imperativo de negócio para as empresas de Energia. Além disso, de acordo com o relatório da Marsh, as empresas de Energia sofreram perdas consideráveis ​​na última década devido à maior frequência e severidade das catástrofes naturais que atingiram o mundo, questões de infraestrutura relacionadas aos mercados em desenvolvimento e aumento no valor de seus equipamentos. De 2001 a 2011, sinistros totalizando US$ 1,2 bilhão foram atribuídos a falhas em turbinas, transformadores e geradores isolados.

“Se grandes sinistros continuarem a deteriorar a indústria de Power com a mesma frequência que se tem observado ao longo da última década, o apetite das seguradoras para subscrever negócios de Energia provavelmente mudará. Muitos já estão adotando uma abordagem muito mais rigorosa para precificar estes riscos. Isto também poderá levar a uma redução da capacidade do seguro e concorrência no mercado e, por fim, a um aumento nos prêmios”, afirma o executivo da Marsh.