Essa matéria, publicada pela revista Valor Financeiro, é a minha favorita. Pena que o juri do Premio Allianz não a escolheu. Retrata muito bem o cenário vivido pela indústria de seguros no Brasil. Pena mesmo!
Brasil se destaca em ranking de seguros da América Latina
A concorrência do setor e a crise internacional geraram significativas mudanças no ranking de seguros da América Latina. As seguradoras brasileiras ganham ano a ano mais expressão. Entre as 25 maiores, temos seis americanas e cinco brasileiras. Duas espanholas, duas alemãs, duas francesas, duas inglesas, duas mexicanas, uma suíça, uma italiana, uma de Porto Rico. Nenhuma japonesa. A AIG, que chegou a liderar o ranking no passado, é a última colocada. Vale ressaltar também que a operação brasileira é a maior entre as filiais dos grupos americanos, como Liberty, que ocupa a oitava posição no ranking geral, que inclui seguros gerais e seguros de vida.
As vendas de seguros na America Latina totalizaram 103 bilhões de euros em 2011, alta de 14% sobre o ano anterior, segundo o estudo anual da Fundacion Mapfre, divulgado no dia 2 de novembro. A maior é a Bradesco Seguros, com 9,6 bilhões de euros, seguida pela Mapfre (7,3 bi), Itaú Unibanco (6,9 bi), Zurich (4,6 bi) e BrasilPrev (4,0 bi). Se em vez de ser considerada a Mapfre e sim o seu parceiro brasileiro Banco do Brasil, a BrasilPrev teria sido incluída no grupo BB Mapfre e seria a líder do ranking, com 11,5 bilhões de euros.
No ranking de “não vida”, ou seguros gerais, com prêmios de 54 bilhões de euros (15,8% de alta), a líder é a Mapfre. Os 10 primeiros detém 41,5% do setor e os 25 maiores, 62%. A parceria da Zurich com o Santander ajudou o grupo a galgar posições tanto em vida como em seguros gerais. Também conta pontos o forte investimento do grupo no crescimento orgânico. Em seguro gerais, a Zurich passou da 10a posição para a sexta.
No ranking vida, com 48,2 bilhões de euros em prêmios, avanço de 12,6%, a Bradesco lidera com market share de 15,4%. Aqui a concentração é maior, com as 10 maiores detendo 62% das vendas e as 25 maiores, 81%. O grande destaque no ranking de vida també é da Zurich, que saiu do 18o lugar para a quinta colocação. O seguro prestamista, que garante o pagamento da dívida em caso de inadimplência, ajudou a francesa Cardif sair da 24o colocação para a 18o no ranking vida.
O ranking completo pode ser acessado no portal da Mapfre (www.mapfre.com)
Aumentam os pedidos de indenizações pelos prejuízos causados pelo Sandy
Enquanto Obama e Romney seguem empatados nas pesquisas sobre a eleição para presidentes dos Estados Unidos, os prejuízos causados pelo Sandy não param de ser contabilizados. Temos agora muitas obras de artes com perda total que estavam em galerias que ficaram totalmente submersas em Nova York. Além do adiamento da Maratona de Nova York, a principal da categoria em todo o mundo, de leilões, de shows, jogos e seminários. As previsões de perdas já superam US$ 100 bilhões.
HDI lança proteção para carro e casa em uma única apólice
Com o fim do custo de apólice, R$ 60 cobrado do consumidor por contrato de seguro emitido, a partir de 2013 abre a tendência para as seguradoras lançarem seguros conjugados e assim reduzir custos administrativos. A primeira a informar o lançamento, desde que foi decretado o fim do “tributo”, foi a HDI. Segue release distribuído hoje aos jornalistas:
RELEASE
A HDI Seguros acaba de lançar o HDI Duo, um produto que reúne toda a segurança, agilidade e qualidade do HDI Auto Perfil e todas as garantias, conveniências e benefícios do HDI Residência em um processo de cálculo unificado e contratação simplificada.
Com o HDI Duo, o corretor de seguros poderá fazer de forma rápida e simples cotações para as duas modalidades de seguro (auto e residência) proporcionando aos seus clientes opções mais completas de proteção e serviços, de acordo com a necessidade de cada um.
A cobrança se dará numa única operação bancária, por débito automático em conta corrente, boleto ou cartão de crédito. Com esta compra unificada, todos os custos relativos a contratação das apólices ficaram ainda menores por se tratarem de dois seguros fechados em conjunto — o que representará mais economia para o segurado.
Ao fazer um HDI Duo, o segurado terá direito aos benefícios em descontos adicionais, decorrentes das ofertas online que o HDI Digital disponibiliza para a maioria dos cálculos realizados. “O HDI Duo visa oferecer mais proteção e conveniência para o segurado que, ao contratar um seguro para seu carro, terá a possibilidade de agregar proteção e vários serviços também para a sua residência, tudo isso de forma simples e pagando somente pelo que precisa”, explica Murilo Setti Riedel, vice-presidente técnico da HDI Seguros.
O cliente que optar pelo HDI Duo terá à disposição todo o leque de benefícios da Assistência 24 Horas do HDI Auto Perfil e do HDI Residência, como o serviço de guincho, auto socorro, táxi, troca de pneus, chaveiro, assistência para pane seca, centrais HDI Bate Pronto (para os veículos), um rol de mais de 20 serviços para a residência, além da assistência funeral ampliada (na qual estarão amparados o segurado, o cônjuge e os filhos até 21 anos de idade ou de até 24 anos, se for universitário).
Capitalização avança 17,3% em setembro
RELEASE
No mês de setembro o mercado registrou um avanço de 17,3% em faturamento. Os valores ultrapassaram os R$ 12 bilhões. As provisões técnicas, volume aplicados em títulos ativos, superaram os R$ 21 bilhões, registrando um aumento de 14,1%, em relação ao mesmo período do ano passado. Até setembro, últimos dados disponibilizados pela SUSEP foram pagos R$ 624 milhões em prêmios a clientes contemplados e R$ 7,82 bilhões foram devolvidos aos clientes sob a forma de resgates de suas economias.
Para Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap, o setor vem mantendo um ritmo de crescimento elevado e bastante diferenciado em relação a outros segmentos da economia mais afetados pela instabilidade externa. “Nossa expectativa é fechar o ano com uma expansão superior a 20%, visto que, em geral, o último trimestre sempre apresenta um desempenho expressivo de vendas”.
AGENDA: IBEF SP debate a responsabilidade socioambiental do mercado segurador
O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças – IBEF SP – promove nesta quarta-feira, 7 de novembro, um café da manhã sobre ações de responsabilidade socioambiental no mercado segurador. O tema “Relações com a Comunidade e Desenvolvimento Local” será apresentado pela gerente de Responsabilidade Social e Ambiental da Porto Seguro, Mirian Mesquita, em encontro que será realizado na sede do Instituto, em São Paulo (SP).
Durante o evento, Mirian vai explicar os princípios que pautam as iniciativas de responsabilidade socioambiental da Porto Seguro, sobretudo as que são desenvolvidas junto à comunidade no entorno da Matriz da Companhia, localizada no bairro de Campos Elíseos, região central de São Paulo.
A gerente vai abordar ainda sobre os cursos e oficinas de capacitação profissional, educação e geração de renda concentradas na “Casa Campos Elíseos Melhor”, também mantida pela Porto Seguro nas proximidades de sua sede. Enfim, Mirian comentará os reflexos das ações junto a instituições e ao comércio local.
Serviço:
Data: 7 de novembro, quarta-feira
Horário: das 8h às 10h
Local: Sede do IBEF SP – Av. Pres. Juscelino Kubitscheck, 1.726 – 15° andar – Conjunto 151 – Itaim Bibi – São Paulo (SP)
Inscrições: Tel: (11) 3016 – 2121, com Marcial Vidal (marcia.vidal@ibef.com.br
“Sabe o que a Porto Seguro fez? Mandou um substituto”, conta cliente
Dai a César o que é de César! Esse era o único pensamento que me passava na mente ao ouvir a super simpática manicure do Jacques Janine do Shopping Jardim Sul relatar a sua relação com dinheiro e com seguro. “Nem olho a conta. Eles que se virem para por crédito lá e meu patrão para depositar o meu salário. Minha preocupação está em fazer tudo que preciso. Pago a prestação do carro, vou no supermercado e hoje vamos todos viajar para curtir o feriado. Uso só isso aqui (mostra o cartão com função de débito e de crédito”.
Estávamos na fila do banco, esperando o único caixa nos atender. Claro que não me contive e perguntei. “Você fez seguro para o carro? Afinal, está financiado…”. Nem terminei a frase e ela disparou a falar. “Nem me fale de seguro. Paguei um pau e novecentos no seguro porque queria a Porto Seguro, que pensava ser a melhor. Mas você não acredita no que fizeram comigo”, dizia ela quando foi interrompida pela caixa do banco com uma super promoção de título de capitalização.
“Você compra títulos?”, perguntei. “Vichi se compro. Junto um pouco e saco tudo quando preciso. Eu ajudo ela e ela me ajuda. É isso que importa”, afirmou a cliente totalmente satisfeita com o relacionamento entre ela e a instituição financeira.
Bem, respirei fundo sem fazer qualquer comentário e pedi para ela terminar de me contar a história do seguro. “Ah é. Então, tive uma pane lá na praia Grande, mas fiquei tranquila. Tenho seguro. Chamei o Socorro. Quando eles chegaram, não acreditei. Sabe o que que eles fizeram? Mandaram um substituto para me atender. Não foram pessoalmente. Mas podexá. Em fevereiro vou renovar o seguro. Nunca mais com eles. Vo faze aqui no Santander, que tem sido tão bom pra mim”, desabafou a senhora de no máximo 40 anos.
Não me contive novamente. “Mas quem eles mandaram para ajudar, um mecânico do bairro?”, perguntei. “Não. Pior. Uma tal de Azul”.
Eu ia explicar que a Azul é uma seguradora do grupo Porto Seguro. Mas lá foi ela, correndo para terminar a agenda de clientes para curtir o feriadão na Praia Grande. Feliz da vida. Fiquei olhado ela ir e pensei… que coisa chata querer ficar explicando para as pessoas o valor do dinheiro! Tudo tem a sua hora.
“Se cada um fizer a sua parte, a Copa do Mundo no Brasil vai dar certo”, diz seu Flor
A história de Seu Flor é o primeiro vídeo de uma série sobre personagens que compartilham a responsabilidade de fazer o maior evento esportivo do mundo acontecer no Brasil
watch?v=wmb79lRyzoI&feature=youtu.be A Liberty Seguros, Seguradora Oficial da Copa do Mundo da FIFA 2014™, realizará em parceria com a Revista Placar uma campanha com seis vídeos das histórias de personagens que, no anonimato, também são responsáveis por contribuir na realização do maior evento esportivo do planeta, a Copa do Mundo FIFA 2014™ no Brasil. O primeiro vídeo será lançado junto à edição de novembro da Revista Placar, com publieditorial na revista impressa e link na versão para iPad. Os demais serão apresentados mensalmente até abril de 2013. O conceito da campanha foi idealizado pela agência CUBOCC e os vídeos pela produtora ICELAND.
“Nós acreditamos que a Copa do Mundo da FIFA é uma oportunidade para mostrarmos que somos todos protagonistas. Acreditamos que se cada um fizer a sua parte com responsabilidade, essa será a melhor Copa”, diz Adriana Gomes, diretora de marketing da Liberty Seguros. “A campanha tem como mote a responsabilidade compartilhada, além da paixão dos brasileiros pelo futebol, narrada por histórias de pessoas que fazem o evento acontecer por trás dos holofotes”, complementa.
O primeiro protagonista é o Florentino Ribas de Lima, mais conhecido como Seu Flor no Pacaembu, o Estádio Municipal Roberto Machado de Carvalho, em São Paulo. Com 65 anos, Seu Flor é o Faz-Tudo do Pacaembu, trabalhando de aparador do gramado a gandula. “Futebol é minha vida. Meu sonho era receber a Copa do Mundo aqui no Brasil e estou à disposição. Se cada um fizer a sua parte a Copa vai dar certo”, afirma Seu Flor.
A história do Seu Flor pode ser vista na página da Liberty Seguros no YouTube, pelo link: http://youtu.be/wmb79lRyzoI
Debates sobre uma nova lei de seguros (Projeto de Lei 3555/04) agitam Brasília
Aqueles que conhecem um pouco dos bastidores da indústria de seguros vão gostar de ler esta matéria que vi hoje na mídia. Armando Vergílio, ex-titular da Susep, e Luciano Santanna Portal, atual titular da Susep, evitam compartilhar o mesmo ambiente. Tanto que a Susep não participou do evento do Sincor-SP, que teve o deputado Vergílio como principal personalidade pública, mas participou do evento do Sincor-RJ, que tem como presidente Henrique Brandão, que era padrinho de ambos, mas agora é só de um, segundo comentários em “off” de importantes executivos do setor.
Mas na última quarta-feira, Vergílio e Santanna compartilharam o mesmo palanque, apadrinhados por outra personalidade do setor tida como um ser do bem e do mal, o advogado especializado no setor, Ernesto Tzirulnik, que também é presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS). Eles participaram da audiência pública promovida pela Comissão Especial sobre Normas Gerais de Contratos de Seguro Privado para analisar o Projeto de Lei 3555/04, que estabelece novas normas para o setor e revoga dispositivos dos códigos Civil e Comercial sobre o assunto. Além deles, participam especialistas e representantes das seguradoras, como o deputado Moreira Mendes (PSD-RO) e o presidente da Escola Nacional de Seguros (Funenseg), Robert Bittar. A iniciativa da audiência é dos deputados Moreira Mendes (PSD-RO), Bruno Araújo (PSDB-PE) e Armando Vergílio (PSD-GO).
Depois da audiência, o próximo passo é o seminário “Lei Geral do Seguro”, que acontece em Brasília no dia 8 de novembro. No encontro, tido como palco de um debate, além de Tzirulnik estarão presentes o VP do IBDS, Paulo Piza; Jayme Brasil Garfinkel, Presidente da FenSeg; Leonardo André Paixão, Presidente do IRB-Brasil Re; Vinicius Marques de Carvalho, Presidente do CADE; Marco Antonio Rossi, Presidente da FenaPrevi; Maurício Ceschin, Presidente da ANS; Luiz Felipe Braga Pellon, advogado em direito do seguro; Débora Schalch, Advogada; Nelson Eizirik, ex-Diretor da CVM; Sérgio Bermudes; advogado em direito do seguro; Alessandro Octaviani, Conselheiro do CADE e Professor de Direito Econômico e Economia Política USP; Walter Polido, ex-Diretor do IRB; e José Maria Munõz Paredes, que é Catedrático de Direito Comercial da Faculdade de Direito da Universidade de Oviedo, Espanha e autor diversas vezes premiado pela Associação Internacional de Direito do Seguro – AIDA.
Bem, sem delongas, segue a matéria do Jornal Correio do Brasil, que conta o que de fato aconteceu na audiência, sem aquele tom picante de entrelinhas.
MATÉRIA NA ÍNTEGRA PUBLICADA PELO JORNAL CORREIO DO BRASIL
Representantes do setor de seguros criticaram, nesta quarta-feira, a possibilidade de a Câmara dos Deputados criar uma nova lei geral para o setor. O assunto foi debatido em audiência pública da comissão especial que analisa o Projeto de Lei 3555/04, do ex-deputado José Eduardo Cardozo, que estabelece novas normas para o setor e revoga dispositivos dos códigos Civil e Comercial sobre o assunto.
O superintendente da Susep, Luciano Portal Santana, por exemplo, alertou para o risco de uma legislação geral engessar o setor e aumentar o preço dos produtos oferecidos. Segundo ele, a Susep não é contrária à modernização da lei, mas defendeu que a superintendência continue sendo uma das responsáveis pela definição dos modelos de contratos.
Santana utilizou três “premissas” listadas pelo autor da proposta como exemplos de uma visão “equivocada” do setor. Uma dessas premissas é a de que o projeto moderniza o setor. “É preciso lembrar que vivemos o momento do estado regulador. Não é à toa que nos últimos anos uma série de agências foi criada para regular a atividade privada de uma forma mais ágil. Se o projeto for aprovado, talvez não tenhamos essa oportunidade [de agilidade] diante de uma legislação mais rígida”, declarou.
Na mesma linha, o vice-presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros, Robert Bittar, declarou que a atualização das normas não deve se basear na necessidade de substituição integral. “O entendimento que a regra atual está totalmente superada, é descartável, não é verdadeiro”, disse.
Consumidores Outra premissa citada pela Susep é a de que o setor precisa proteger os direitos dos consumidores. Para Luciano Santana, o Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor já garantem essa proteção. Ele acrescentou que o setor de seguros é regulado por diversas instâncias, como o Conselho Monetário Nacional e o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), que se preocupam com a segurança dos contratos.
Por fim, a premissa de promover o crescimento do setor foi criticada pelo superintendente com o argumento de que o mercado de seguros, nos últimos dez anos, cresceu sempre em patamares superiores aos 10%, em ritmo muito maior do que o próprio Produto Interno Bruto (PIB) do País. “Em 2012, estamos crescendo 23%, enquanto o PIB ficará em torno de 2%”, comparou.
O relator da comissão, deputado Armando Vergílio (PSD-GO), defendeu a aprovação do projeto e disse que a legislação do setor precisa de uma atualização que seja feita “de forma integrada” para manter esse crescimento. “Queremos fazer com que, em pouco tempo, o setor de seguros seja tão importante quanto o setor bancário”, declarou.
Eqecat eleva para até US$ 20 bi indenizações com Sandy
Passado o pior momento do furacão Sandy, os prejuízos começam aparecer em forma de pedidos de indenização. O momento agora é saber quais as perdas e o que está ou não coberto. A Eqecat, empresa dedicada a fazer estimativas de danos, refez as contas e dobrou o valor dos pedidos de indenizações. Inicialmente previsto gastos entre US$ 5 bilhÕes e US$ 10 bilhões, a aposta agora gira entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões para perdas econômicas avaliadas em US$ 50 bilhões. Segundo a Eqecat, o fechamento de usinas nucleares, a demora na volta do fornecimento de energia elétrica e de transportes, tanto aéreo como urbano (metro e ônibus), abrem espaço para mais pedidos de indenizações.

