Se depender da disposição de Hyung Mo Sumg, presidente da Zurich para o segmento de seguros gerais, a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) terá bastante conteúdo para divulgar aos jornalistas. Ele, que é vice-presidente da FenSeg, comunicou aos jornalistas que a federação tem grande importância no cenário nacional de seguros e afirmou que pretende contribuir com sua experiência neste novo desafio. “Somos uma seguradora que está presente no Brasil há mais de 30 anos e hoje contamos com 64 pontos de atendimento em todas as regiões do país. E é com muita satisfação que assumo este novo desafio. A Federação tem um papel fundamental, principalmente por focar no segmento de seguros de danos”, afirma o CEO da Zurich Seguros.
FenSeg tem um papel fundamental no atual cenário desafiador, diz vice-presidente
Pesos pesados da Allianz SE visitam operação local
Pesos pesados da Allianz, maior seguradora do mundo, chegam no Brasil nos próximos dias para sentir “in loco” o desempenho da operação brasileira, que se destaca dia a dia como uma das principais operações do grupo fora da Europa, Estados Unidos e Austrália. Vamos ver como ficou a operação local no balanço mundial que será divulgado semana que vem, dia 21. Dados preliminares informados em janeiro mostravam que mesmo com a perda de US$ 590 milhões em indenizações pelos danos causados pelo furacão Sandy, o alvo de US$ 9 bilhões em lucro para 2012 estava mantido.
Helga Jung e Vicente Tardio visitam o Brasil em um período de notícias sobre balanços, incertezas com o rumo de alguns indicadores e mudança física de prédio. Segundo publicou o portal Exame, os executivos brasileiros estão entre os mais preocupados do mundo com a possibilidade de haver mudanças macroeconômicas ao longo do ano, como alterações cambiais ou na taxa de juro. A Exame cita uma pesquisa global feita pela Allianz, que detectou que esse é o maior risco para os negócios, segundo 25% dos entrevistados (entre executivos do alto escalão e consultores). “Em nenhuma outra região do mundo o percentual é tão elevado – a média das Américas é de 14%. Outra preocupação dos brasileiros é a falta de profissionais qualificados – esse será o principal problema de 2013 para 17% dos entrevistados (novamente, é o percentual mais alto da pesquisa), informa a nota da Exame.
Já em relação a mudanças, a Allianz Brasil cresceu tanto que vai mudar para uma prédio moderno e maior, em Pinheiros, região nobre de São Paulo. A curiosidade com tal visita é grande e gera muitos comentários nos bastidores do mercado sobre mais investimentos do grupo segurador no Brasil. Atualmente, o grupo praticamente atua em todas as linhas de negócios, considerando-se que retornou ao segmento de previdência e vida. Capitalização é um dos nichos que a Allianz não atua.
Neste ano, o grupo começou com força em administração de ativos, ao trazer para o país a asset Pimco, e também em resseguros, com a estreia da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), que tem o Brasil como centro de operações de resseguros na América do Sul, sob o comando de Angelo Colombo. “A abertura deste escritório no Brasil é uma parte importante e emocionante da contínua globalização da Pimco e da nossa evolução como um fornecedor completo de soluções globais de investimento para um número crescente de clientes em todo o mundo,” disse Mohamed A. El-Erian, CEO e Co-CIO da Pimco, na época do anúncio, em abril de 2012.
Helga Jung está no grupo desde 2000 e é membro do conselho de administração desde janeiro de 2012. Também é responsável pelo segmento de seguros para as operações da Península Ibérica e América Latina. Ela tem grandes responsabilidades, além de monitorar o desempenho do grupo nessas regiões. Também é responsável por fusões e aquisições, compliance, participações estratégicas, entre outras atribuições.
A super executiva estará acompanhada de Vicente Tardio Barutel, CEO da Allianz para as operações da Península Ibérica e América Latina, que construiu boa parte de sua carreira em bancos, como o Banco Popular Espanol, Banco de Andalucia, Banco Popular de Portugal, Banco de Credito Balear entre outros.
Ambos, acompanhados de Edward Lange, CEO da Allianz no Brasil desde 2012, receberão convidados em um coquetel no dia 27 de fevereiro, praticamente o último dia de divulgações de balanços das seguradoras brasileiras. Poderão ver em loco o bom desempenho do grupo, conduzido nos últimos anos por Max Thiermann, responsável por levar o faturamento local dos € 388 milhões em 2005 para pouco mais de € 1 bilhão em 2011, tornando a operação brasileira o principal negócio da empresa fora da Europa, Estados Unidos e Austrália. Em seguros gerais, a Allianz Seguros respondia, até 2011, por aproximadamente 2,5% dos negócios do grupo. Vamos aguardar os números de 2012.
América Latina é destaque no balanço de 2012 da suíça Zurich
A seguradora suíça Zurich, que no Brasil atua de forma independente e também tem uma joint venture com o banco Santander, divulgou ontem lucro líquido de US$ 3,9 bilhões em 2012, avanço de 3% sobre os US$ 3,8 bilhões registrados em 2011. Martin Senn, CEO da Zurich, comentou que o grupo entregou aos acionistas um sólido resultado. O desempenho do grupo no quarto trimestre de 2012 foi surpreendente: lucro de US$ 983 milhões, quase o dobro do resultado do mesmo período do ano anterior. Onze analistas consultados pela Dow Jones Newswires apostavam em um lucro de US$ 621 milhões. Foi uma grande surpresa a todos.
O faturamento avançou 3%, para US$ 35 bilhões. O índice combinado do grupo, mesmo com as perdas com o furacão Sandy, mantiveram-se em 98%. Para ser bem precisa, melhorou de 98,8% em 2011 para 98,4% em 2012. O bom desempenho foi creditado a disciplina na subscriçõo de riscos, tendo como foco a rentabilidade, bem como um crescimento acelerado em linhas de negócios em mercados como América Latina.
“Nós continuamos a perseguir a estratégia de crescimento em mercados emergentes e de disciplina na subscrição de riscos nos mercados maduros. O resultado é um balanço sólido e vamos continuar seguindo ease mesmo caminho em 2013”, comentou no comunicado o CEO Martin Senn. “A integração das aquisições realizadas na América Latina e na Malásia foi bem sucedida e contribuiram de forma magnífica para os resultados do grupo”, acrescentou.
Willis amarga prejuízo de US$ 446 milhões em 2012
A Willis divulgou prejuízo líquido de US$ 446 milhões em 2012, um resultado fraco comparado ao lucro líquido de US$ 204 milhões de 2011. Diante do fraco resultado, o grupo anunciou que irá cortar 200 postos de trabalho e rever a equipe, que passou a ter um novo CEO, Dominic Casserley, que assumiu o lugar de Joe Plumeri, que se aposentou no início de 2013.
Segundo comunicado, o grupo registrou vários itens extraordinários em seu balanço do quarto trimestre, o que acabou gerando o prejuízo consolidado no ano. Entre as despesas extras, estão incluídos US$ 492 milhões para a divisão América do Norte.
O novo CEO afirmou que a Willis tomou diversas ações no balanço do quarto trimestre de 2012 para fortalecer o crescimento das vendas e da rentabilidade neste ano. Apesar do baque no lucro, o faturamento da Willis avançou 1%, para US$ 3,48 bilhões. A redução de 200 postos de trabalho deverá custar US$ 35 milhões e US$ 45 milhões no primeiro trimestre deste ano. No entanto, a economia de custos prevista com as demissões é de US$ 20 milhões.
Carlos Motta, uma fonte inestimável de boas pautas
Faleceu na última segunda-feira, dia 11 de fevereiro, aos 89 anos, uma das melhores fontes que tive no início da minha carreira: Carlos Frederico Lopes da Motta. O conheci como vice-presidente da Bradesco, que me atendia sempre que o assunto era “impopular” e o então presidente Ararino Sallum, que comandou a seguradora entre 1986 a 1997 e foi membro do Conselho de Administração até 1999, não queria abordar o tema e nem lê-lo em um jornal.
“Pare e pense menina. Isso não é importante para ninguém. Só para os nossos concorrentes, que só querem o primeiro lugar do ranking a qualquer custo”, dizia ele, sugerindo outras pautas que “com certeza vão interessar mais aos seus leitores. E olha que eu entendo disso, pois meu filho é jornalista”, dizia. E 99% das vezes ele realmente estava certo e as pautas sugeridas por ele “bombavam” na redação da Gazeta Mercantil 100% das vezes. Do outro lado tinha Rony Lyrio, que presidia a SulAmérica, que atuava de forma tão elegante quanto Motta para derrubar uma boa pauta. Não era fácil driblar os dois e colocar a matéria no jornal.
Carlos Motta também foi o ex-presidente da Fenaseg (1977-1980) e da Funenseg, (1980-1991). Formado em direito, Carlos Motta foi fundador da companhia de seguros Ajax, vice-presidente das companhias Bradesco Seguros, Atlântica Boavista Seguros, Allianz-Ultramar, Baloise Atlântica, Skandial-Boavista e Prudential, além de ter sido um dos idealizadores da árvore de Natal da Lagoa. Nota no portal da CNseg informa que ele foi vítima de infarto e enterrado no cemitério São João Batista, deixando mulher, três filhos, oito netos e três bisnetos. A missa de sétimo dia será realizada no dia 18, em local ainda a a ser definido.
BB Mapfre recicla carcaças de automóveis
Contando com mais de 2 milhões de veículos segurados, o Grupo BB Mapfre implantou, em janeiro de 2012, um projeto de reciclagem de carcaças de automóveis retirados de circulação que, até outubro de 2012, já processou 427 toneladas de materiais.
“Por meio dessa ação realizamos um ciclo de atuação consciente no mercado. Além de protegermos o bem e pagarmos a indenização ao segurado, garantimos uma destinação inteligente e sustentável para o veículo que saiu da frota circulante”, afirmou Jabis Alexandre, diretor de automóveis do Grupo BB e Mapfre.
Após serem avaliados pelos peritos como perda total, os veículos são encaminhados para um pátio da seguradora, onde são desmontados, tendo as peças separadas de acordo com sua natureza (plástico, vidro, metal etc). Os chassis e demais componentes metálicos são enviados para siderúrgicas, onde são reaproveitados.
Cada tonelada de aço produzida com sucata evita a extração de 1.140 quilos de minério de ferro e 154 quilos de carvão, consumindo apenas um terço da energia de uma tonelada gerada a partir do minério de ferro. Além disso, a iniciativa reduz em mais de 70% o consumo de água, além da emissão de CO2, informou Jabis Alexandre.
“Para melhorar nossa ação nesse sentido, passamos a coletar também todos os líquidos desses veículos para que não contaminem o lençol freático e sigam de uma forma 100% segura para a reciclagem”, complementou o diretor da BB Mapfre.
Terra Brasis Resseguros adere ao PSI
Comunicado
A resseguradora Terra Brasis Resseguros foi aprovada hoje, 8 de fevereiro, pela UNEP Fi (programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), como a mais nova signatária dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros – PSI, ação voltada para a indústria global de seguros e lançado em 2012, durante a Rio+20. A Terra Brasis é a primeira resseguradora brasileira a aderir ao PSI, integrando o seleto grupo de resseguradoras signatárias, ao lado das resseguradoras Munich Re (Alemã), Swiss Re (Suíça) e Scor (Francesa).
2013 tem tudo para ser um ano de bom desempenho econômico-financeiro para o mercado de seguros, afirma Faggion
Boa base de dados para matérias e palestras feita por Flávio Faggion Júnior Diretor Presidente, Siscorp Serviços Corporativo faggion@siscorp.com.br
Mais um ano em que o faturamento do mercado de seguros cresce acima dos indicadores econômicos. Tem sido assim nos últimos anos e 2012 foi destaque. A soma dos segmentos de seguros, previdência e capitalização atingiu o expressivo montante de R$ R$ 157 bilhões, crescendo 21% sobre 2011. Foi de 16% em 2011 sobre 2010. Mesmo descontando a inflação pelo IGPM, o crescimento real em 2012 foi de 15%.
Os produtos para pessoas (vida, VGBL , PGBL e previdência = R$ 92,0 bilhões) obtiveram o maior crescimento, alcançando 27% sobre 2011 e representando 59% do mercado. Os produtos de capitalização ( R$ 16,6 bilhões) cresceram 18% e os seguros gerais (R$ 47,9 bilhões), 13%.
Esse crescimento expressivo dos produtos para pessoas, como também capitalização, tem a ver com o maior esforço de vendas das operadoras com distribuição pelo canal banco, aproveitando de um lado, o crescimento do poder de compra da população, principalmente nas classes de menor renda e de outro, a estratégia bancária de aumentar o foco na comercialização de produtos do mercado segurador, como alternativa para minimizar os efeitos das reduções das taxas de juros.
No caso dos seguros gerais, a carteira de seguros de automóveis (R$ 24,7 bilhões), que representou 52% desse segmento de produtos , cresceu 16%, acima dos 13% do total dos seguros gerais. Contribuíram para isso o recorde no ano de vendas de veículos, com o total de 3.801.859 emplacamentos – crescimento de 4,6% sobre 2011, segundo a Fenabrave; a redução dos financiamentos de 8,8% em relação ao registrado em 2011 devido, em parte, às maiores exigências para concessão do crédito, levando os consumidores a comprometer mais recursos próprios e com isso, buscaram a proteção do seguro; e o realinhamento dos preços dos seguros pelas operadoras, que em vários modelos significou aumento de valor.
O DPVAT (R$ 3,6 bilhões), a terceira maior carteira do segmento de seguros gerais, cresceu apenas 6%, provavelmente pela manutenção em 2012 dos preços praticados em 2011. Os seguros de residência e de condomínio (R$ 1,9 bilhão), já apresentando resultados das campanhas promocionais das operadoras, através da expansão dos serviços de assistência, cresceram 16% em 2012.
Os seguros patrimoniais das pessoas jurídicas (R$ 8,0 bilhões), cresceram apenas 5% em 2012, contra um crescimento de 20% em 2011. O baixo crescimento da atividade econômica brasileira no ano, sem que os investimentos dos projetos ligados aos eventos de 2014 e 2016 tivessem ocorrido dentro das expectativas, refletiram no pequeno crescimento da atividade seguradora nos riscos patrimoniais das empresas, notadamente nas coberturas de riscos de engenharia e riscos diversos.
O seguro de transportes (R$ 2,7 bilhões) cresceu 12% em 2012. Foi um bom crescimento dentro do cenário de fraco desenvolvimento da economia, mas aquém das expectativas iniciais, pois o crescimento em 2011 tinha sido de 17%. Também importante em 2012 foram os crescimentos das carteiras de seguro habitacional (R$ 1,8 bilhão) – crescimento de 27% e seguro rural (R$ 1,5 bilhão) com 19%. Esses desempenhos tem forte ligação com a expansão dos créditos concedidos no ano pelos agentes públicos dirigidos para essas atividades.
Resseguro
Em 2012 as seguradoras destinaram ao resseguro R$ 5,7 bilhões, que é igual ao valor cedido em 2011, embora o volume dos prêmios emitidos resseguráveis (R$ 66,2 bilhões) tenha crescido 14% sobre o ano anterior. A relação prêmio cedido/prêmio emitido ressegurável que em 2011 foi de 9,8%, foi reduzida para 8,6% em 2012.
As resseguradoras locais, que por legislação tem reserva de mercado de 40% do volume de resseguro do mercado, arrecadaram em 2012 (dezembro estimado) R$ 3,9 bilhões – crescimento de 21%. possíveis desvios pela defasagem dos registros contábeis dos movimentos de resseguros entre as seguradoras e resseguradoras, o volume arrecadado pelas resseguradoras locais em 2012 representou 68% do valor destinado ao resseguro pelas seguradoras. Em 2011 essa relação tinha sido de 56%.
Pode-se admitir que essa relação se mantém bem acima da reserva de mercado devido ao aumento de operadoras de resseguro locais.
O fato do volume de prêmio destinado ao resseguro pelas seguradoras manter-se estagnado em 2012, e as resseguradoras locais crescerem 21% no mesmo período, indica que parcela importante que estava sendo ressegurada no exterior está permanecendo no país.
Indenizações, Benefícios e Resgates
O volume das indenizações, benefícios e resgates dos segmentos de seguros, previdência e capitalização foi de R$ R$ 43 bilhões, crescendo 16% sobre 2011, contra 14% em 2011 sobre 2010. A relação das indenizações, benefícios e resgates sobre a arrecadação se manteve próxima nos últimos dois anos, sendo de 27% em 2012, contra 28% em 2011.
As indenizações, benefícios e resgates para os seguros de pessoas (vida, VGBL , PGBL e previdência = R$ 6,7 bilhões) apresentaram um crescimento em 2012 de 16% e 11% em 2011. No entanto, a relação das indenizações, benefícios e resgates sobre a arrecadação foi de 7% em 2012, quando em 2011 chegou a 8%.
Nota: Devemos considerar que nos produtos VGBL, PGBL e previdência, em média, 87% do faturamento é destinado às provisões técnicas que lastreiam os futuros desembolsos com resgates e benefícios. O retorno da aplicação financeira do montante dessas provisões é registrado dentro da própria reserva, quer dizer, não faz parte do resultado das operadoras, diferente do que ocorre com os produtos de seguros. Nos seguros gerais os desembolsos com indenizações (R$ 22,3 bilhões) cresceram 14% em 2012 e 13% em 2011. No caso da capitalização, os benefícios e resgates (R$ 13,5 bilhões) cresceram 19% e 17%, nesses anos.
Resultado
As operadoras de seguros, previdência e capitalização obtiveram em 2012 um lucro líquido consolidado de R$ 12,1 bilhões – crescimento de 4% sobre 2011 (R$ 11,6 bilhões). O lucro líquido sobre o patrimônio líquido no final do período (R$ 67,5 bilhões), tudo consolidado, foi de 18% em 2012 e 19% em 2011, ou seja, mantendo os patamares atrativos aos seus acionistas.
Na formação do lucro de 2012 (R$ 17,8 bilhões), antes dos impostos, os resultados com as operações afins contribuíram com 24% (R$ 5,0 bilhões) e os resultados financeiro e patrimonial com os restantes 76% (R$ 12,8 bilhões). Os impostos sobre lucros (R$ 5,7 bilhões) consumiram 31% do resultado.
É importante considerar que mesmo com a redução das taxas de aplicações no mercado financeiro, as operadoras mantiveram em 2012 a participação histórica do resultado financeiro e patrimonial na formação do lucro. Isso se deve ao aperfeiçoamento da administração do fluxo de caixa e da reconfiguração da estratégia de aplicações financeiras de muitas operadoras, como também no aumento do volume das aplicações, proveniente do crescimento das provisões técnicas.
Aplicações e Provisões Técnicas
Em dezembro de 2012, o mercado trabalhou com um montante de recursos financeiros da ordem de R$ 470,8 bilhões (10,7% do PIB previsto para 2012), dos quais 89% estavam em aplicações financeiras, totalizando R$ 420,6 bilhões. Essas aplicações obtiveram um crescimento marcante de 22% sobre o valor no final do ano de 2011 (R$ 344,4 bilhões). O expressivo volume das aplicações financeiras se deve, na sua maior parte, na constituição das provisões técnicas, que no final de 2012 atingiu o saldo de R$ 403,3 bilhões (9,1% do PIB previsto para 2012), com crescimento de 23% sobre 2011.
Conclusão
O mercado de seguros, previdência e capitalização continua apresentando números expressivos. Em 2012, o forte crescimento da arrecadação; desembolsos dentro de padrões tecnicamente admitidos; administração profissional de recursos financeiros, lastreados em retornos satisfatórios, são pré-requisitos para que 2013 também seja um ano de bom desempenho econômico-financeiro para o mercado.
Capitalização avança 19% em 2012 e se prepara para dobrar o faturamento do setor até 2016, chegando a R$ 34 bilhões
A venda de títulos de capitalização, produto que desperta a atenção dos brasileiros pelos polpudos sorteios e dos empresários por um retorno sobre o capital acima de 20% ao ano, segue num forte ritmo de crescimento. “O setor cresce a 19% ao ano há algum tempo e tem tudo para continuar nessa curva ascendente”, comentou Jorge Hilário, presidente da CNseg, durante a abertura do “2º Workshop FenaCap – Capitalização – Perspectivas para 2013”. “Acredito que hoje temos a oportunidade de discutir novas idéias para criar produtos diferenciados que possam manter o ritmo de crescimento”, disse em seu discurso. Segundo ele, a capitalização é um instrumento importante no desenvolvimento das famílias de menor renda por estimular o hábito de poupança e possibilitar ao titular a chance de tirar a sorte grande nos sorteios, que são a base do produto.
Nelson Le Coq, diretor da Susep, que substituiu o xerife Luciano Portal na programação do evento que aconteceu no hotel Sofitel, em Copacabana, Rio de Janeiro, disse que a mudança no perfil de distribuição de renda do Brasil trouxe muitos participantes para o segmento de capitalização e isso exigiu que o órgão regulador modernizasse as regras do jogo. “Temos uma massa volumosa de pessoas que passaram a ter renda e uma renda maior, alargando a base de clientes potenciais para as empresas”, diz Le Coq.
Grande parte desses novos consumidores nunca teve acesso a produtos bancários. Por serem iniciantes no mercado financeiro, a Susep se apressou para reformular as políticas e regras do setor para atender melhor as necessidades do consumidor, bem como passar a exigir uma comunicação mais transparente e com linguagem compreensível para qualquer leigo no assunto por parte das empresas.
Recentemente, a autarquia baixou regulamentações que visam organizar o crescimento esperado da capitalização. “Disciplinar, estruturar e legitimar os canais de vendas que o produto oferece, bem como explicitar as características do produto, especialmente o lado lúdico do sorteio do título. Ao despertar o consumidor pelo lado lúdico, chamamos a atenção para a importância de se desenvolver o hábito de poupar”, explicou o diretor da Susep.
Para finalizar, Le Coq usou a filosofia da presidente Dilma Rousseff. “Como diz a presente, pais rico é pais sem pobreza. Vocês estão num setor que cresce e espero que ajuda a desenvolver produtos que auxiliem as pessoas a se desenvolver financeiramente”.
Marcos Barros, presidente da Fenacap e diretor do Banco do Brasil (foto), iniciou sua palestra explicando aos presentes que a capitalização surgiu no Brasil para estimular o hábito de poupar, tendo como incentivo o sorteio. “Agora passa a ser um instrumento financeiro, de forma individual ou coletivo, para estimular outros mercados, desde o microsseguros como também possibilitar que as empresas tenham um diferencial de marketing ao agregar os títulos com sorteios aos clientes que comprarem seus produtos. O foco é estimular a disciplina de poupar por meio do estímulo do sorteio”, explica.
Barros destaca que muitas vezes um seguro de vida, por exemplo, pode não chamar a atenção do consumidor. Mas se tiver um sorteio ele pode parar para entender melhor o produto. “Por meio da capitalização podemos estimular uma enorme variedade de produtos. No caso de seguro de vida, por exemplo, é um produto fundamental para as classes C, D e E, pois visa garantir o estatus social conquistado diante da morte de um membro da família. Evita que ele volte a miséria caso o responsável financeiro venha a falecer, a medida que os beneficiários recebem uma indenização do seguro e o valor poupado no título de volta”, cita.
Barros insiste no conceito de capitalização.”Não é um poupança. Não é loteria. É um instrumento financeiro que possibilita atuarmos em vários segmentos e nichos”, diz ele, citando os números do setor para comprovar o crescimento e abrangência que a capitalização nos últimos anos. Em 2006, o setor faturou R$ 7,1 bilhões e 2012 R$ 16,5 bilhões. A perspectiva é manter a dinâmica de crescimento nos próximos anos. As reservas do setor encerram 2012 em R$ 22 bilhões. Os sorteios totalizaram 857 milhões e outros R$ 10,6 bilhões voltaram aos titulares em forma de resgates dos valores poupados.
Entre os desafios do setor Barros cita a educação financeira. “Essa educação começa dentro de casa, com o treinamento das pessoas que vendem o produto, pois temos muito para crescer e não podemos perder a oportunidade de conquistar novos consumidores por histórias de clientes insatisfeitos”, diz. Também compõem a agenda das empresas do setor a diversificação de ofertas para atendimento e vários perfis de clientes, agilidade na criação de soluções para novas demandas, como garantia de aluguel, estar no segundo lugar na preferencial dos consumidores e investir em tecnologia da informação.
“A postura da FenaCap é ouvir e falar mais. Temos de crescer dentro do compromisso de sustentabilidade, com geração de valor para toda a cadeia. E a FenaCap está obstinada em seguir essas metas para poder dobrar o faturamento do setor até 2016, para R$ 34 bilhões”, finaliza.
Daniel Godri, consultor especializado em palestras motivacionais, citou Jesus como o maior gestor de pessoas do mundo e sugeriu que todos na plateia seguissem um dos exemplos dados por Ele: Façam como Jesus. Coloquem as pessoas da sua equipe em primeiro lugar e assim terão a certeza de que o cliente será bem tratado”.
Bradesco e Caixa são autorizadas a operar em microsseguros
Seguradoras do grupo Bradesco e também a Caixa Seguros foram autorizadas hoje a operar em microsseguros. Ambas já atuam com a venda de produtos para menor renda, com apólices ajustadas as necessidades das classes D e C. A Mapfre e a BB Seguros já obtiveram autorização no final de 2012 para atuar nesse nicho do mercado, estimado em mais de 100 milhões de potenciais compradores.
A regulamentação do microsseguros foi aprovada no final do ano passado e a expectativa é de que esse segmento puxe o crescimento da indústria de seguros no Brasil. Acredita-se também que a inclusão do Brasil nas estatísticas mundiais vai fazer com que o microsseguro dê um grande salto. Hoje, segundo o Microinsurance Center, há cerca de 500 milhões de segurados protegidos por apólices de microsseguros no mundo. Em 2020 a expectativa é ter 1 bilhão de pessoas cobertas.


