Faleceu na última segunda-feira, dia 11 de fevereiro, aos 89 anos, uma das melhores fontes que tive no início da minha carreira: Carlos Frederico Lopes da Motta. O conheci como vice-presidente da Bradesco, que me atendia sempre que o assunto era “impopular” e o então presidente Ararino Sallum, que comandou a seguradora entre 1986 a 1997 e foi membro do Conselho de Administração até 1999, não queria abordar o tema e nem lê-lo em um jornal.
“Pare e pense menina. Isso não é importante para ninguém. Só para os nossos concorrentes, que só querem o primeiro lugar do ranking a qualquer custo”, dizia ele, sugerindo outras pautas que “com certeza vão interessar mais aos seus leitores. E olha que eu entendo disso, pois meu filho é jornalista”, dizia. E 99% das vezes ele realmente estava certo e as pautas sugeridas por ele “bombavam” na redação da Gazeta Mercantil 100% das vezes. Do outro lado tinha Rony Lyrio, que presidia a SulAmérica, que atuava de forma tão elegante quanto Motta para derrubar uma boa pauta. Não era fácil driblar os dois e colocar a matéria no jornal.
Carlos Motta também foi o ex-presidente da Fenaseg (1977-1980) e da Funenseg, (1980-1991). Formado em direito, Carlos Motta foi fundador da companhia de seguros Ajax, vice-presidente das companhias Bradesco Seguros, Atlântica Boavista Seguros, Allianz-Ultramar, Baloise Atlântica, Skandial-Boavista e Prudential, além de ter sido um dos idealizadores da árvore de Natal da Lagoa. Nota no portal da CNseg informa que ele foi vítima de infarto e enterrado no cemitério São João Batista, deixando mulher, três filhos, oito netos e três bisnetos. A missa de sétimo dia será realizada no dia 18, em local ainda a a ser definido.

















