Pesos pesados da Allianz, maior seguradora do mundo, chegam no Brasil nos próximos dias para sentir “in loco” o desempenho da operação brasileira, que se destaca dia a dia como uma das principais operações do grupo fora da Europa, Estados Unidos e Austrália. Vamos ver como ficou a operação local no balanço mundial que será divulgado semana que vem, dia 21. Dados preliminares informados em janeiro mostravam que mesmo com a perda de US$ 590 milhões em indenizações pelos danos causados pelo furacão Sandy, o alvo de US$ 9 bilhões em lucro para 2012 estava mantido.
Helga Jung e Vicente Tardio visitam o Brasil em um período de notícias sobre balanços, incertezas com o rumo de alguns indicadores e mudança física de prédio. Segundo publicou o portal Exame, os executivos brasileiros estão entre os mais preocupados do mundo com a possibilidade de haver mudanças macroeconômicas ao longo do ano, como alterações cambiais ou na taxa de juro. A Exame cita uma pesquisa global feita pela Allianz, que detectou que esse é o maior risco para os negócios, segundo 25% dos entrevistados (entre executivos do alto escalão e consultores). “Em nenhuma outra região do mundo o percentual é tão elevado – a média das Américas é de 14%. Outra preocupação dos brasileiros é a falta de profissionais qualificados – esse será o principal problema de 2013 para 17% dos entrevistados (novamente, é o percentual mais alto da pesquisa), informa a nota da Exame.
Já em relação a mudanças, a Allianz Brasil cresceu tanto que vai mudar para uma prédio moderno e maior, em Pinheiros, região nobre de São Paulo. A curiosidade com tal visita é grande e gera muitos comentários nos bastidores do mercado sobre mais investimentos do grupo segurador no Brasil. Atualmente, o grupo praticamente atua em todas as linhas de negócios, considerando-se que retornou ao segmento de previdência e vida. Capitalização é um dos nichos que a Allianz não atua.
Neste ano, o grupo começou com força em administração de ativos, ao trazer para o país a asset Pimco, e também em resseguros, com a estreia da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), que tem o Brasil como centro de operações de resseguros na América do Sul, sob o comando de Angelo Colombo. “A abertura deste escritório no Brasil é uma parte importante e emocionante da contínua globalização da Pimco e da nossa evolução como um fornecedor completo de soluções globais de investimento para um número crescente de clientes em todo o mundo,” disse Mohamed A. El-Erian, CEO e Co-CIO da Pimco, na época do anúncio, em abril de 2012.
Helga Jung está no grupo desde 2000 e é membro do conselho de administração desde janeiro de 2012. Também é responsável pelo segmento de seguros para as operações da Península Ibérica e América Latina. Ela tem grandes responsabilidades, além de monitorar o desempenho do grupo nessas regiões. Também é responsável por fusões e aquisições, compliance, participações estratégicas, entre outras atribuições.
A super executiva estará acompanhada de Vicente Tardio Barutel, CEO da Allianz para as operações da Península Ibérica e América Latina, que construiu boa parte de sua carreira em bancos, como o Banco Popular Espanol, Banco de Andalucia, Banco Popular de Portugal, Banco de Credito Balear entre outros.
Ambos, acompanhados de Edward Lange, CEO da Allianz no Brasil desde 2012, receberão convidados em um coquetel no dia 27 de fevereiro, praticamente o último dia de divulgações de balanços das seguradoras brasileiras. Poderão ver em loco o bom desempenho do grupo, conduzido nos últimos anos por Max Thiermann, responsável por levar o faturamento local dos € 388 milhões em 2005 para pouco mais de € 1 bilhão em 2011, tornando a operação brasileira o principal negócio da empresa fora da Europa, Estados Unidos e Austrália. Em seguros gerais, a Allianz Seguros respondia, até 2011, por aproximadamente 2,5% dos negócios do grupo. Vamos aguardar os números de 2012.

















