A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu instaurar processo administrativo contra a Caixa para investigar suposto ilícito concorrencial envolvendo recusa de pedidos de portabilidade de apólices de seguro obrigatório para financiamento habitacional. O despacho com a abertura da investigação está no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 7.
A ação foi aberta a partir de representação do Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul, resultando inicialmente em inquérito administrativo. No entanto, explica a Superintendência, após diligências, “verificou-se a existência de fortes indícios de que a Caixa, de maneira reiterada, está abusando de sua posição dominante no mercado de financiamento habitacional para recusar ou, em alguma medida, impor barreiras artificiais à portabilidade de apólices de seguro habitacional para, com isso, dificultar a entrada e o desenvolvimento de seguradoras e de empresas que intermedeiam o processo de portabilidade de seguro habitacional que com ela concorrem no mercado downstream de seguros habitacionais”.
Na representação, o Ministério Público informou ter recebido diversas reclamações de consumidores dando conta de suposta recusa da Caixa em aceitar os pedidos de portabilidade de apólices de seguro obrigatório para financiamento habitacional por eles formulados, “os quais teriam por objetivo transferir as referidas apólices para empresas concorrentes da Caixa Seguradora, empresa integrante do Grupo Caixa, sobretudo para a Ezze Seguros S.A., que negociam apólices na modalidade individual”.
Em resposta ao Cade no âmbito do inquérito administrativo, a Caixa chegou a alegar, segundo o órgão, que “os pedidos de portabilidade recusados se deram em cumprimento às ‘normas editadas pela Susep(Superintendência de Seguros Privados) e pelo Bacen (Banco Central do Brasil)” e que “mesmo que a apólice da Seguradora Ezze estivesse regular perante a Susep, ainda assim a Caixa estaria obrigada a analisá-la para a finalidade específica da portabilidade”.
Pela notificação do Diário Oficial, a Caixa tem 30 dias para apresentar defesa.
“Neste mesmo prazo, a representadas deverá, sob pena de indeferimento, especificar e justificar as provas que pretendem sejam produzidas, que serão analisadas pela autoridade nos termos do artigo 155 do Regimento Interno do Cade. Caso o representado tenha interesse na produção de prova testemunhal, deverá indicar na peça de defesa a qualificação completa de até três testemunhas, a serem ouvidas na sede do Cade”, cita o despacho.
A CNseg acaba de lançar a cartilha “Agenda CNseg – Adaptação Climática” , um documento que destaca o papel fundamental do setor de seguros na construção de uma sociedade mais resiliente diante dos impactos das mudanças climáticas. A publicação reúne conceitos, diretrizes e propostas voltadas à atuação estratégica das garantias, com foco na prevenção de riscos, proteção das pessoas e promoção de soluções sustentáveis.
Com uma abordagem acessível e orientada à ação, a cartilha propõe um olhar abrangente sobre os desafios impostos pelos eventos climáticos extremos, que têm se tornado cada vez mais frequentes e severos. Em 2023, segundo dados do CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), mais de 1.160 eventos de desastres associados a extremos climáticos foram registrados no Brasil, afetando diretamente cerca de 2,5 milhões de pessoas . Além disso, a Confederação Nacional de Municípios aponta que mais de R$ 86 bilhões foram acumulados em prejuízos públicos e privados no país entre 2013 e 2022 devido a desastres naturais.
Diante desse cenário, o setor de seguros pode oferecer contribuições importantes por meio de produtos inovadores, políticas de subscrição e investimentos responsáveis. A cartilha aponta que o setor segurador brasileiro movimenta aproximadamente R$ 600 bilhões por ano , considerando seguros, previdência complementar e capitalização, o que demonstra seu potencial para atuar como estratégias de políticas de adaptação e resiliência.
O documento também reforça a importância do diálogo com o poder público, a academia, a sociedade civil e o setor produtivo, de modo a fomentar uma cultura de adaptação climática. Entre os destaques estão as diretrizes que podem orientar políticas públicas e programas de mitigação de riscos, bem como os exemplos de boas práticas que já vêm sendo impostas em diferentes países.
A cartilha faz parte da estratégia da CNseg de promover o desenvolvimento sustentável e fortalecer a atuação das seguranças frente aos desafios globais, alinhando-se às principais iniciativas internacionais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e os Princípios para o Seguro Sustentável (PSI – Princípios para Seguros Sustentáveis ), da ONU.
A Porto Serviço acaba de anunciar uma novidade que promete facilitar ainda mais a rotina dos clientes do pacote de serviços digitais Magalu Conecta: a partir de uma parceria com a ConectCar, todos os planos do serviço digital passam a incluir a Tag de pedágios da marca, com isenção da taxa de adesão e um período promocional de gratuidade nas mensalidades. O benefício estará disponível nas lojas físicas e no e-commerce do Magalu.
A iniciativa reforça a atuação da Porto Serviço como protagonista no desenvolvimento de soluções e serviços que ampliam a proposta de valor dos parceiros nos negócios de B2B2C.
“A chegada da Tag ConectCar ao Magalu Conecta endossa nosso compromisso de oferecer soluções completas, acessíveis e conectadas para o dia a dia dos consumidores. Essa negociação é resultado direto da atuação da Porto Serviço como facilitadora de parcerias estratégicas dentro do ecossistema Magalu”, afirma Tomas Trabulsi, diretor de Negócios e Parcerias da Porto Serviço.
A novidade foi apresentada durante o Posicionamento Estratégico Magalu 2025, evento anual que reúne mais de 2.500 lideranças do Magazine Luiza que, neste ano, foi realizado entre os dias 2 e 4 de abril e contou com um estande e ativações da Porto Serviço. Com mais de 20 horas de conteúdo, a programação incluiu plenárias com executivos do grupo e convidados especiais, além da presença de grandes marcas da indústria e dos serviços financeiros.
Além do Magalu Conecta, a Porto Serviço também é responsável pelas instalações e assistências da linha Magalu Soluções e pelo suporte ao produto Casa Protegida, ampliando sua presença estratégica em diferentes frentes de atuação dentro do grupo Magalu.
A Newe Seguros aposta em uma construção de empresa de dentro para fora, com um modelo de negócio fundamentado no cliente-centrismo. Sob a liderança de Marcos Pereira, novo diretor comercial da companhia, a seguradora reforça a estratégia de oferecer produtos e serviços acessíveis que garantam uma jornada fluida para o cliente e um canal de distribuição especializado capaz de falar a língua de diferentes perfis de consumidores.
“O compromisso da Newe Seguros é claro: transformar o relacionamento com parceiros e clientes por meio da oferta de soluções eficientes, consolidando-se como referência nos segmentos em que atua e expandindo suas fronteiras de maneira estruturada e estratégica”, afirma Pereira em entrevista ao Sonho Seguro.
O executivo, que assumiu o cargo em janeiro de 2025, traz mais de 14 anos de experiência no setor de seguros. Com passagem pela Prudential, onde aprimorou suas habilidades comerciais, e pela Pottencial, onde aprofundou seu conhecimento em concessão de crédito e seguro garantia, Pereira agora assume a missão de potencializar a presença da Newe Seguros no mercado. Ele responde diretamente ao vice-presidente Henrique Camillo, que chegou há cerca de um ano à companhia para estruturar uma nova fase de crescimento.
Com um planejamento estratégico que se estende até 2029, a Newe Seguros projeta ampliar sua carteira e consolidar sua posição no setor. O foco está na combinação entre inovação, tecnologia e proximidade com o cliente, garantindo soluções mais alinhadas às necessidades reais do mercado. A empresa aposta em um modelo de distribuição que privilegia a expertise e a personalização do atendimento, elementos essenciais para consolidar sua reputação e ampliar seu alcance.
“Ouvimos corretores, segurados e fornecedores para seguirmos investindo em tecnologia e na melhoria dos processos de maneira eficiente, e na conscientização dos colaboradores sobre a importância do nosso planejamento estratégico que tem o cliente no centro de tudo.” Afirma Marcos.
Como desdobramento desse plano, a Newe realizou o seu evento de liderança no fim do mês de março, justamente para promover uma comunicação alinhada e engajar os diferentes níveis da companhia na busca pelos objetivos acordados com o Board.
“Além dos produtos rurais pelos quais somos reconhecidos, estamos investindo para que os outros ramos em que atuamos tenham a mesma relevância e sejam assim percebidos pelo mercado. Trabalhamos no fortalecimento e na sinergia entre as carteiras e no impulsionamento de vendas cruzadas, alavancadas pela nova equipe comercial que contará com 20 profissionais altamente especializados”, comemora o novo diretor. De olho no futuro, a companhia ainda planeja expandir sua atuação em novas frentes de seguro que se conectem com as já existentes.
Como a Newe tem entre os seus fundadores pessoas oriundas do resseguro, o seguro das seguradoras, Pereira acredita que a agilidade nas respostas para riscos especiais, geralmente fica de fora da esteira convencional do mercado segurador que hoje trabalha massivamente com plataformas digitais. “Temos experiência, especialização e velocidade na criação produtos demandados por nossos parceiros comerciais para atender seus clientes finais, em coberturas que exigem um estudo mais complexo. Contamos com um painel de resseguro amplo e de primeira linha por entendermos que o crescimento da companhia se dará com produtos diferenciadas que atendam às reais necessidades do mercado em seus distintos nichos”.
Essa preparação da Newe para atingir objetivos tão ousados passou, também, pela reorganização da estrutura comercial e a contratação de profissionais de referência do mercado em seus respectivos ramos de atuação que agora estão somando-se ao time da seguradora. Eles chegam para apoiar a área na expansão da base de parceiros, na abertura de novos canais e na pulverização da carteira com a distribuição de produtos em diferentes ramos.
“Queremos oferecer uma jornada ainda melhor aos corretores e clientes em termos de coberturas, preços e atendimento. Estamos convictos de que este novo momento da Newe baseado num atendimento de excelência é a melhor experiência que podemos oferecer para que nossos parceiros escalem novos negócios. E o mais relevante é que não é somente a diretoria comercial que está engajada nessa missão. Todo o time interno, em todos os níveis, assim com o board, estão comprometidos com o resultado que entregaremos neste ano, sem perder de vista o compromisso do planejamento até 2029”, finaliza Pereira.
O governo de Goiás sancionou nesta semana a Lei nº 23.292/25, que estabelece o valor de R$ 50 milhões como obra de “grande vulto” para licitações e contratações públicas. A normativa adequa à realidade do Estado a legislação federal – Lei 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações) – e é um importante passo para se reduzir o número de obras públicas inacabadas ou abandonadas, que, de acordo com o TCU, ultrapassam 20 mil.
A nova legislação permitirá que os novos procedimentos licitatórios no Estado com valor acima de R$ 50 milhões possam ser cobertos pelo Seguro Garantia, incorporando ao processo as seguradoras, que atuarão como parceiras do Estado na validação da qualidade e capacidade dos projetos e dos licitantes, uma vez que elas se responsabilizarão pelo término da obra, caso o vencedor do certame apresente dificuldade ou incapacidade para fazê-lo.
De acordo com o diretor de relações institucionais da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Esteves Colnago, este é um instrumento importante para que os processos licitatórios tenham começo, meio e fim, assegurando a efetividade das políticas públicas, seja na contratação de obras, na concessão de serviços ou infraestruturas, ou ainda, nas Parcerias Público Privadas (PPPs).
“Goiás dá um passo à frente no fortalecimento de suas políticas e na valorização dos recursos públicos. Ao adequar o valor das obras de grande vulto (diminuindo de R$ 200 milhões para R$ 50 milhões) à realidade do Estado, o Governo de Goiás permite que o setor segurador se torne um parceiro estratégico na execução dos seus projetos”, destacou.
Esteves lembra também que essa alteração legislativa torna a administração pública mais eficiente, e ressalta que o diálogo com o setor segurador auxilia o gestor público na melhor execução do orçamento, permitindo o investimento em um maior número de ações em prol da população do Estado.
Parceria com estados
Desde 2023 a CNseg desenvolve um projeto de Parcerias com os Estados e Municípios. Um dos objetivos da ação é promover projetos que possam auxiliar os governos locais na execução das suas políticas públicas, em especial, àquelas voltadas à melhoria da infraestrutura púbica, seja na contração de obras públicas, seja nos processos de concessão ou ainda nos projetos de Parcerias Público Privadas (PPPs). Além disso, a Confederação detém iniciativas de parceria com os Estados e Municípios voltadas ao aprimoramento de políticas públicas relacionadas ao meio ambiente, à segurança pública, à inovação tecnológica e ao auxílio das famílias em situação de vulnerabilidade.
“A Samplemed, empresa brasileira pioneira em metodologias avançadas para subscrição de riscos em seguros de vida e saúde, celebra seus 35 anos de história com um protagonismo consolidado no mercado local e internacional. E isso quem diz são seus principais clientes. Hoje presente em cinco países, tendo no Brasil seu maior mercado, a empresa se destaca pela ausência de concorrentes diretos que ofereçam soluções integradas e completas na subscrição de risco, combinando inovação tecnológica, agilidade e assertividade. “Estamos plenamente prontos para atender ao mercado e à demanda crescente de soluções eficazes e inteligentes para subscrição de riscos”, afirma Silas Kasahaya, CEO da Samplemed, em entrevista ao Sonho Seguro.
Fundada por Jairo Waitman, atual presidente do conselho que reside nos EUA, a Samplemed nasceu já com um perfil disruptivo. Desde o início, a empresa identificou uma demanda crescente no mercado segurador, criando serviços pioneiros, como a criação de um ecossistema para a realização de Exames Médicos para seguros de alta renda e a inovação em trazer a Tele-Subscrição para o Brasil. Em 2012, firmou um acordo importante com o IRB Brasil RE e, em 2014, estabeleceu um contrato de exclusividade que serviu como grande case nacional, demonstrando ao setor segurador o valor agregado de suas soluções.
A chegada de Silas Kasahaya e Albert Costa, em 2018, trouxe um marco tecnológico para a companhia com a implementação da Subscrição Automática, revolucionando um processo que antes durava 15 dias, reduzindo-o a minutos. Em 2019, a Samplemed venceu uma concorrência internacional da Mapfre RE na Espanha, superando 40 empresas, o que confirmou sua capacidade de adaptar-se rapidamente às exigências regulatórias globais.
Durante a pandemia, a empresa estava pronta no momento certo, com a plataforma certa, ajudando seguradoras e resseguradoras a minimizar os impactos das perdas com a Covid-19. Em 2022, outro grande avanço: o lançamento da plataforma S.360 Life Underwriting, uma solução completa que cobre desde seguros mais básicos até subscrições complexas, apoiada por uma taxonomia avançada que garante a melhor gestão dos dados para decisões rápidas e precisas. O primeiro cliente desta plataforma foi a Austral Re, e hoje já são diversas companhias que a utilizam.
Silas Kasahaya conta que a Samplemed, que atualmente realiza cerca de um milhão de processamentos de subscrição por ano, também tem avançado na personalização dos serviços, com o lançamento da assistente virtual baseada em Inteligência Artificial, resultado de uma parceria com a Amazon, que facilita a consulta de mais de 16 mil regras de subscrição médica contidas em seu manual próprio, o primeiro do gênero no Brasil.
Recentemente, em janeiro de 2025, a Samplemed anunciou uma nova parceria estratégica com a dacadoo, empresa suíça especializada em gestão de saúde, que promete ampliar ainda mais as possibilidades da plataforma S.360, permitindo às seguradoras maior controle das operações e proporcionando uma experiência simplificada e assertiva aos clientes.
Com clientes espalhados pela Europa e negociações avançadas com seguradoras de outros continentes, a Samplemed oferece seus produtos em inglês, francês, espanhol e italiano, destacando-se internacionalmente e preparando-se para consolidar uma operação global.
Bernardo Castello, presidente da Bradesco Vida e Previdência, afirma que a busca por parceiros especializados e com forte capacidade de inovação é fundamental para o aprimoramento contínuo da experiência dos clientes e da excelência na operação no grupo Bradesco. “Nesse sentido, a atuação da Samplemed tem contribuído para o avanço dos processos de subscrição de riscos no seguro de vida, com soluções que apoiam a agilidade e a assertividade na tomada de decisão. Reconhecemos a trajetória da Samplemed, especialmente pela capacidade de acompanhar as transformações do setor com soluções que agregam valor, e parabenizamos a empresa pelos 35 anos de atuação, desejando continue evoluindo e contribuindo para o desenvolvimento do mercado de seguros”, comenta.
Alexandre Vicente, diretor de Produto Vida do Grupo HDI, conta que a Samplemed, por meio da Telesubscrição, proporcionou ao mercado um avanço significativo na agilização dos processos e na entrega de um serviço de excelência ao segurado. “Além de promover a profissionalização do setor, trouxe mais comodidade ao corretor, garantindo que seu cliente fosse atendido por profissionais da área médica”, cita. Segundo Vicente, isso não apenas gerou maior segurança para o segurado ao explicar sua real condição de saúde, mas também contribuiu para a humanização do processo.
“Sem dúvida, a Telesubscrição trouxe muito mais agilidade ao processo. Antes de sua implementação, um questionário médico poderia “ir e voltar” ao segurado várias vezes devido à necessidade de informações complementares. Hoje, essas pendências são resolvidas de forma imediata durante a ligação. Além disso, a Samplemed tem se aprimorado continuamente, oferecendo ao mercado novas possibilidades, tanto na subscrição quanto na gestão dos dados obtidos, fornecendo às seguradoras insumos valiosos”.
Alessandra Monteiro, que comanda a subscrição de seguros de vida e saúde na Austral Resseguradora, lembra que conheceu a Samplemed quando ela surgiu no mercado brasileiro oferecendo solução para algumas “dores” que o mercado de seguro de vida tinha. Apesar das seguradoras estarem engajadas em trazer produtos novos, a subscrição ainda era feita de forma mais tradicional, com questionários em papel. “Na época foi extremamente inovadora a ideia do Jairo Waitman de substituir o questionário em papel por uma ligação telefônica feita por profissional de saúde”, afirma.
Segundo ela, os dados coletados eram muito mais precisos e a experiência do cliente muito melhor. “Foi uma quebra de paradigma no nosso tão tradicional mercado. Na sequência a Samplemed veio inovando ainda mais trazendo outras ferramentas para melhorar o processo de subscrição. Acho que essa é a principal característica da empresa: a busca constante por melhorias e inovação. Quando nós da Austral sentimos a necessidade de um parceiro para oferecer serviços diferenciados aos nossos clientes não tivemos dúvidas em buscar a Samplemed”.
“A Samplemed teve uma participação especial e muito importante na implantação do nosso produto Vida Individual, lançado em 2017, provendo o serviço de tele entrevista para todos os contratantes do produto”, relembra Nancy Rodrigues, diretora de Seguros de Pessoas da Tokio Marine. Para ela, na época, existiam poucas empresas oferecendo o serviço de tele entrevista, o que foi uma inovação para o mercado. O objetivo naquele momento foi apoiar o corretor oferecendo um produto com benefícios atrativos, sem burocracias, e com proteção para o cliente em relação às informações confidenciais e sensíveis relativas à sua saúde.
“Desde o início da operação, a Samplemed se mostrou inteiramente parceira, promovendo todos os ajustes necessários com agilidade e suporte técnico. O processo sempre fluiu de forma rápida e segura, inclusive durante a pandemia, onde a procura por Seguro de Vida aumentou consideravelmente. Considero essa parceria um sucesso e uma inovação no mercado no sentido de trazer agilidade ao processo, permitindo que Corretores que não sejam especialistas em Seguro de Vida também possam ofertar o produto com tranquilidade aos seus Clientes e ampliar seus negócios”, relata a diretora da Tokio Marine.
“Nosso compromisso é seguir investindo em tecnologia de ponta e inovação constante, fortalecendo cada vez mais a oferta de soluções completas e integradas para nossos clientes. Estamos animados com as oportunidades que virão dessa nova parceria com a dacadoo e da expansão internacional, sempre com o objetivo claro de ajudar seguradoras e resseguradoras a alcançar níveis inéditos de eficiência, assertividade e excelência na subscrição de riscos. Esses primeiros 35 anos são só o começo de uma trajetória que ainda promete muitas novidades para o mercado”, conclui Silas Kasahaya.
Brasileiros que investem em previdência privada conseguem poupar, em média, 40% mais do que aqueles que não possuem um plano, além de apresentarem hábitos financeiros mais saudáveis. O dado faz parte de uma pesquisa encomendada pela Bradesco Vida e Previdência ao Instituto Datafolha.
Além da maior capacidade de economizar, 82% das pessoas que investem em previdência privada afirmam ter metas e objetivos financeiros bem definidos para o futuro, índice superior ao dos que não possuem o benefício (66%).
Outro achado do levantamento trata da relação entre previdência privada e consciência financeira, ao apontar que 43% dos respondentes que não investem na modalidade preferem focar no presente, sem se preocupar com o amanhã. Entre aqueles que possuem um plano de previdência, o percentual cai para 21%, demonstrando uma maior preocupação com a estabilidade financeira a longo prazo.
Para Estevão Scripilliti, diretor da Bradesco Vida e Previdência, os resultados do estudo reforçam a importância da previdência privada como ferramenta para a construção de um futuro financeiramente mais seguro. “Os dados mostram que a previdência privada não é apenas uma forma de complementar a aposentadoria, mas também um instrumento essencial para o planejamento e a disciplina financeira”, destaca o executivo.
Scripilliti acrescenta que a mudança de mentalidade sobre o planejamento financeiro é um passo essencial para garantir segurança e qualidade de vida no futuro. “Estamos observando um amadurecimento na forma como os brasileiros lidam com o dinheiro, e a previdência privada desempenha papel fundamental nesse processo. A pesquisa reforça que investir nessa modalidade ajuda a consolidar hábitos financeiros mais saudáveis e a construir um amanhã mais tranquilo”.
Metodologia
Realizada pelo Instituto Datafolha a pedido da Bradesco Vida e Previdência, a pesquisa, de abrangência nacional, entrevistou 2.007 pessoas com idade a partir de 16 anos em dezembro de 2024. O estudo teve como objetivo medir o conhecimento do brasileiro sobre a previdência privada.
A AXA no Brasil marcou presença no Bloomberg NEF Forum, realizado em 1º de abril, e que reuniu empresas e especialistas para debater o tema Transição Energética no Brasil: Oportunidades, Desafios e o Caminho para a COP30. A CEO da companhia, Erika Medici, participou de um dos painéis, e levou ao evento a perspectiva do mercado segurador.
Erika ressaltou a importância do protagonismo do setor em fóruns climáticos para contribuir com soluções e viabilizar o cumprimento das metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. “Existem diversos mecanismos financeiros para injetar capital em projetos verdes, empresas desenvolvendo tecnologia e governos criando políticas para a transição energética. No entanto, sem o seguro, a implantação desses planos não acontece. Nosso mercado atua como garantidor de contratos e como mecanismo de resiliência econômica dessa cadeia de valor”, afirmou.
Ao lado de Erika, no painel, estiveram: Joaquim Levy, Diretor do GFANZ, Ex-Ministro da Fazenda e Ex-Secretário do Tesouro Nacional: Guilherme Ferreira, Cofundador e Presidente da JiveMauá; e Luciana Ribeiro, Sócia-diretora e CEO do eB Climate. A mediação foi de Rafael Rabioglio, Diretor da América Latina da BloombergNEF.
Na visão da AXA, as soluções de seguro alinhadas às mudanças climáticas devem se concentrar em três frentes: investimento em prevenção e gerenciamento de riscos; uso de dados para o desenvolvimento de novos produtos, previsão mais precisa dos riscos e precificação adequada; e, em caso de sinistros, um atendimento ágil para a rápida retomada das atividades econômicas.
Essa visão está contemplada no AXA Verde, um dos pilares estratégicos para o crescimento da companhia nos próximos anos. A seguradora está revisando coberturas e condições dos produtos para apoiar toda a cadeia de negócios sustentáveis. Entre os produtos já atualizados está o Seguro de Riscos Patrimoniais, que passou por mais de 30 alterações contratuais para atender projetos de energia renovável. O Seguro de Engenharia também está sendo reformulado com o mesmo objetivo.
Além disso, Erika Medici estará presente no South Summit Brazil 2025, que acontece em Porto Alegre. No dia 10 de abril, ela participará do painel O Futuro do Seguro em Tempos de Crise Climática.
Em novembro, a AXA no Brasil será uma das apoiadoras da Casa do Seguro na COP30. A iniciativa, liderada pela CNSeg, tem como objetivo posicionar o setor segurador como um agente essencial para a transição climática.
O setor de seguros terá um papel importante no combate às mudanças climáticas: o de diminuir riscos e tornar viáveis investimentos em projetos ambientais e para a transição energética. De acordo com estudo realizado pela consultoria Boston Consulting Group (BCG), pela seguradora Howden e pelo grupo da Organização da Nações Unidas (ONU) Climate Change High-Level, as seguradoras precisarão fornecer uma cobertura adicional no valor de US$ 10 trilhões para garantir a realização de US$ 19 trilhões em investimentos.
O estudo foi realizado com base no mapeamento de projetos voltados para questões ambientais nos setores da iniciativa The 2023 Breakthrough Sectors da COP-26, além da estimativa da parcela do investimento necessário que depende de um produto de seguro para ser viabilizado.
Segundo o levantamento, US$ 19 trilhões em investimentos já foram comprometidos por empresas de energia, governos e capital privado para financiar a transição climática até 2030. No entanto, muitos projetos não atendem aos limites de risco exigidos pelos investidores e, para que o montante que falta seja liberado, o setor de seguros precisará fornecer mais de US$ 10 trilhões em cobertura adicional aos projetos.
“O seguro tem um papel importante, de proteger, limitar as perdas, mas também tirar o risco de um certo investimento. Ainda há produtos que precisam ser cocriados pelas realizadoras dos projetos com as seguradoras para destravar a cadeia”, explica Gabriel Purkyt, sócio do BCG.
Ele cita como exemplos dois parques eólicos a serem construídos: um no Senegal, na África, onde havia um problema de liquidez da moeda corrente, e outro nos Estados Unidos, que sofria com a volatilidade nos investimentos ambientais. Em ambos os casos, os seguros ajudam a limitar as possíveis perdas.
Para criar modelos de seguros que funcionem, ainda será necessária uma boa dose de inovação entre os envolvidos — que pode vir tanto da tecnologia como de novas ideias entre as partes. Por exemplo, um modelo que consiga prever enchentes com mais precisão pode ajudar a criar um produto mais adequado para avaliar o perfil de risco, como já ocorre com os seguros de automóveis.
Juntos pela resiliência climatica. Esta foi a conclusão do evento de Improve 2025, que reuniu na tarde do dia 3 de abril, no Hotel Palácio Tangará, em São Paulo (SP), representantes do governo, especialistas renomados em mudanças climáticas, líderes do mercado segurador, além dos executivos da Zurich do Brasil e exterior.
A CEO da Zurich Insurance Group para a América Latina, Laurence Maurice, destacou na abertura do evento o compromisso da seguradora em fomentar a resiliência climática em colaboração com a ciência, o setor público e as empresas. Desde que assumiu o cargo em outubro de 2020, Laurence tem liderado iniciativas para integrar sustentabilidade e inovação aos negócios da Zurich na região.
Durante sua fala, Laurence reforçou a importância de ações integradas para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Para ela, o papel das seguradoras vai muito além da transferência de risco: trata-se de apoiar ativamente clientes, comunidades e governos na construção de soluções duradouras. “Queremos estar presentes desde a concepção dos projetos, ajudando a desenhar iniciativas que resistam aos extremos climáticos e promovam o desenvolvimento sustentável”, afirmou.
A executiva também pontuou que a Zurich está há mais de 50 anos no Brasil e tem investido em equipes especializadas em energia e contenção de riscos. “Temos uma estrutura robusta, com profissionais preparados para apoiar nossos clientes na transição para um modelo mais resiliente e sustentável. É um compromisso de longo prazo com o país e com o planeta”, concluiu.
A ciência como base para decisões urgentes
O pesquisador Lincoln Muniz Alves, um dos autores do mais recente relatório do IPCC, levou ao Improve 2025 uma análise contundente dos impactos das mudanças climáticas no Brasil. Segundo ele, já não se trata de uma ameaça futura, mas de uma realidade presente, que afeta diretamente a vida das pessoas e a economia. “Eventos extremos como chuvas intensas ou secas prolongadas já atingiram 83% dos municípios brasileiros nas últimas décadas, gerando prejuízos bilionários”, destacou.
Lincoln lembrou que apenas 7% dos municípios possuem regulamentações voltadas para a resiliência climática e defendeu uma integração mais sólida entre ciência, setor privado e poder público. “A ciência leva anos para gerar dados consistentes, mas as decisões precisam ser tomadas para ontem. Só avançaremos se construirmos pontes entre o conhecimento técnico e as necessidades reais da sociedade”, disse.
Com décadas de experiência no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o pesquisador enfatizou a importância de ampliar o número de municípios adaptados às mudanças do clima. “Queremos que mais de 500 cidades estejam preparadas. Mas, para isso, precisamos de financiamento, inovação e, principalmente, transformação de mentalidades. É preciso senso de urgência. O clima já mudou, e as ações precisam acompanhar essa nova realidade”, alertou.
Group Chief Underwriting Officer da Zurich Insurance Company Ltd., Penny Seach trouxe ao evento a perspectiva global da seguradora sobre os impactos das mudanças climáticas. “Não é mais preciso provar que o clima está mudando. Na indústria de seguros, vemos os efeitos todos os dias — em sinistros, perdas, e na dificuldade crescente de acesso ao seguro”, afirmou. Em 2024, segundo ela, os desastres naturais geraram perdas econômicas globais de US$ 402 bilhões, dos quais apenas US$ 72 bilhões estavam segurados.
Penny alertou para a necessidade de a indústria repensar seu papel diante desse cenário. “Não basta repassar os riscos — precisamos atuar na mitigação e na construção de soluções resilientes. Se uma comunidade inteira é destruída por uma catástrofe, a retomada da economia local, da produção e até das operações das empresas seguradas se torna inviável no curto prazo. O seguro precisa ser parte da solução desde o início”, defendeu.
A executiva reforçou que a Zurich tem se posicionado de forma ativa no tema, com iniciativas concretas como a equipe de 12 especialistas no Brasil dedicada à geração de energia e gestão de riscos. “Nosso papel vai além da expertise técnica: queremos apoiar clientes e governos na criação de um sistema financeiro resiliente. É isso que garantirá o crescimento econômico sustentável e a segurança das comunidades”, concluiu.
CEO da WayCarbon, Felipe Bittencourt apresentou um panorama detalhado dos riscos e oportunidades relacionados à mudança do clima para o setor produtivo. Segundo ele, eventos extremos podem comprometer cadeias de suprimento, danificar estruturas e interromper operações. “O aumento do nível do mar, por exemplo, representa uma ameaça direta a empresas que operam em regiões costeiras”, observou. Só em 2024, o Brasil registrou perdas econômicas de US$ 9,2 bilhões, com impacto direto sobre obras de infraestrutura e unidades habitacionais.
Bittencourt também enfatizou a necessidade de inovação tecnológica e de mecanismos de financiamento para ampliar a adaptação e a mitigação. “O setor de seguros tem um papel essencial na redução desses riscos. Mas também é uma oportunidade: construções sustentáveis, investimentos em eficiência energética e novas regulações podem impulsionar produtos e serviços voltados à resiliência climática”, afirmou.
Penny afirma que a subscrição de risco precisa mudar. “Temos muitas experiências, mas sabemos que o clima tem mudado o mundo e precisamos mudar a subscrição de risco e tentar ser mais preventivo em relação ao mundo”.
Entre as medidas de adaptação propostas, ele destacou o planejamento estratégico com base em diagnósticos de risco climático, o incentivo à construção sustentável e a transição para uma economia de baixo carbono. “Mitigar riscos hoje é sinônimo de competitividade. As empresas que estiverem preparadas vão liderar a transformação”, concluiu.
Durante sua participação no Improve 2025, Daniel Godinho, diretor de sustentabilidade e relações institucionais da WEG, apresentou os avanços da companhia na redução de emissões de carbono e no fortalecimento da resiliência climática. A empresa conseguiu reduzir em 25% suas emissões entre 2021 e 2023, e já estabeleceu uma meta ambiciosa de cortar 52% das emissões até 2030, com o objetivo de alcançar o net zero até 2050. “É um baita resultado, fruto de um esforço coletivo e coerente, tanto de portas para fora quanto de portas para dentro”, ressaltou o executivo.
Godinho destacou que a WEG baseia sua estratégia climática em quatro pilares fundamentais: eficiência energética, eficiência operacional, energias renováveis e mobilidade elétrica. Segundo ele, a empresa já aprovou globalmente 867 projetos dentro dessas frentes, evidenciando que a soma de pequenas iniciativas pode gerar grandes impactos. “São ações aplicadas aos nossos processos e também aos produtos e soluções que oferecemos aos nossos clientes e parceiros”, afirmou.
A WEG também vem aprimorando seu sistema de gerenciamento de riscos climáticos, adotando práticas robustas de identificação de ameaças, avaliação de impactos e aplicação de melhorias para reduzir a exposição. A criação de planos de resposta a emergências é outro eixo fundamental. “Estamos olhando para os riscos com profundidade e responsabilidade. Queremos não apenas proteger nossos ativos, mas ajudar a construir uma rede de valor resiliente, que possa enfrentar os desafios das mudanças climáticas com agilidade e consistência”, concluiu Godinho.
Parceria entre setor público, empresas e seguros
A segunda parte do evento Improve 2025 foi marcada por um painel que reuniu representantes do governo, da Susep, da CNseg, do BNDES, do setor ressegurador e da secretaria nacional da mudança climática. As falas convergiram em torno de um ponto central: as mudanças climáticas já são uma realidade e exigem respostas urgentes, coordenadas e baseadas em dados para garantir a resiliência do Brasil e da sua infraestrutura.
Representando a Susep, Julia Normande destacou o papel das seguradoras como impulsionadoras da economia por meio da mitigação de riscos e do fomento à inovação em produtos voltados à sustentabilidade. Ela lembrou da Circular 666/2022, que estabeleceu marcos regulatórios importantes ao exigir critérios ESG nas práticas das companhias supervisionadas. “A regulação pode ser um motor de transformação e também um facilitador de produtos mais adaptados à nova realidade climática”, disse.
Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, a confederação das seguradoras, alertou que “a infraestrutura brasileira não está preparada” para os riscos extremos. Citou como exemplo a tragédia em Porto Alegre, em que nem mesmo os sistemas de bombeamento conseguiram dar conta da intensidade das chuvas. “O risco climático cresceu muito nos últimos anos. Ele já se tornou tão grande que, em alguns casos, é difícil fazer seguro”, afirmou. Oliveira defendeu a importância de regulamentações que estimulem, e não restrinjam, a atuação do setor, além da criação de um hub de dados climáticos para apoiar a modelagem de risco preditiva. “Temos que parar de olhar apenas para estatísticas do passado e avançar para modelos que nos preparem para o que está por vir.”
Pelo BNDES, Cláudia Prates, líder de Transição Climática da instituição, reforçou que a adaptação climática é tão ou mais urgente que a mitigação. Ela informou que o banco já investiu cerca de R$ 1,5 bilhão em projetos de adaptação e que 38% do que financia hoje está ligado à economia verde. “Com as ferramentas certas e parcerias com seguradoras, ministérios e setor privado, conseguimos viabilizar a transição climática. Mas é preciso avançar muito mais”, afirmou. Para Cláudia, o Brasil será um dos países mais impactados pelas mudanças climáticas, e os mais vulneráveis serão os mais atingidos. “A agenda climática não é só um desafio, mas também uma oportunidade de desenvolvimento”, declarou.
Rafaela Barradas, vice-presidente da Fenaber, reforçou o papel do resseguro na sustentabilidade financeira do setor. Ela alertou que, embora o Brasil não fosse tradicionalmente visto como um país de riscos catastróficos, isso está mudando. “Algumas resseguradoras já começam a tratar o Brasil com mais cautela, diante da frequência e intensidade dos eventos extremos recentes”, disse. Rafaela citou o uso de seguros paramétricos e técnicas avançadas de modelagem para apoiar empresas na transição e adaptação de seus portfólios. “Temos mais de US$ 2 trilhões em ativos financeiros no mercado. O capital está disponível e deve ser alocado onde for mais necessário para apoiar a resiliência climática.”
André Andrade, diretor da Secretaria-Executiva do Ministério do Meio Ambiente, destacou a ausência da precificação de risco climático nos balanços públicos e a necessidade de criar mecanismos para a transferência desse risco ao mercado. “Temos de dobrar os investimentos em infraestrutura em relação ao PIB, mas isso precisa ser feito com qualidade e com o apoio do setor segurador”, afirmou. Ele reforçou a importância de medidas estruturais tanto de mitigação, como reflorestamento e energia renovável, quanto de adaptação, como sistemas agrícolas resilientes, infraestrutura urbana e sistemas de alerta.
O encerramento do evento ficou a cargo de Edson Franco, CEO da Zurich no Brasil e anfitrião do Improve 2025. Em seu discurso, ele reforçou que o objetivo central do encontro foi promover uma discussão ampla e plural sobre a resiliência climática, reunindo atores da sociedade civil, setor privado, governo e comunidade científica. “As mudanças climáticas já estão em curso. Agora, o foco precisa ser em aumentar o nível de resiliência das pessoas, das empresas, das cidades e do Estado”, afirmou.
Para Edson, não existe uma solução única para os desafios climáticos. “As soluções precisam ser cooperadas, integrando diferentes ferramentas e saberes. Fiquei impressionado com as ferramentas de modelagem e bancos de dados apresentados por representantes do governo e do BNDES. Elas podem ser complementares às que o setor segurador já utiliza na precificação e subscrição de riscos”, disse.
O executivo pontuou que o risco ambiental é hoje um dos principais a ser modelado pelas seguradoras, e que o setor precisa assumir seu protagonismo na construção de um país mais resiliente. “Esse é um tema inerente ao mercado de seguros, e não podemos ser apenas espectadores. Temos o dever de participar ativamente do desenho das soluções”, ressaltou.
Concluindo sua fala, Edson Franco reforçou que a Zurich continuará liderando esse debate no Brasil e seguirá investindo em soluções, conhecimento e parcerias para enfrentar os efeitos da crise climática. “O Improve 2025 foi apenas o começo de um movimento necessário e contínuo. O setor segurador tem um papel essencial na adaptação, mitigação e financiamento da transição climática — e está pronto para cumpri-lo.”
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