A Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou o grupo suíço Zurich a abrir uma empresa de títulos de capitalização no Brasil, segundo decisão tomada assembleia geral extraordinária realizada em 13 de novembro de 2013. A empresa inicia suas operações com capital de R$ 21,8 milhões, informa o Diário Oficial desta quinta-feira. Com isso, o grupo passa a atuar em todos os segmentos do mercado segurador, supervisionado pela Susep, que inclui seguros gerais, previdência aberta e vida. A capitalização registrou receita global de R$ 17 bilhões de janeiro a outubro deste ano, alta de 25,7% em relação ao mesmo período do ano passado. As provisões técnicas acumuladas, valor total garantido por aplicações financeiras, e que será futuramente devolvido aos clientes, ultrapassou os R$ 25 bilhões. Os títulos de incentivos de vendas e os que substituem o fiador nos contratos de locação de imóveis foram os destaques de vendas no período analisado.
Susep autoriza Zurich Capitalização a atuar com capital de R$ 21,8 milhões
Liberty Seguros implanta projeto inovador de CRM em “Cloud Computing” na plataforma Salesforce
Como forma de proporcionar um atendimento mais ágil e objetivo aos clientes, a Liberty Seguros, Seguradora Oficial da Copa do Mundo da FIFA 2014™, está implantando uma nova ferramenta de CRM em “Cloud Computing” na plataforma da Salesforce, empresa reconhecida com uma das mais inovadoras do planeta. O objetivo do projeto é fazer com que todas as interações com os segurados sejam registradas em um único ambiente, permitindo com que a companhia tenha uma visão 360° do cliente.
Em 2012 a equipe de TI, em parceria com a área de Operações, iniciou a busca por uma alternativa para a antiga ferramenta de CRM, que estava bastante defasada e com muitos gaps. Após conhecer várias soluções de mercado a companhia decidiu por adotar a plataforma da Salesforce, que garantiu de forma nativa a solução de cerca de 80% dos gaps identificados no modelo antigo, sendo que o restante pode ser solucionado por meio de customizações no sistema.
“Nesta fase foram migradas para o Salesforce as áreas de pós-venda, telemarketing, cobrança ativa, emissão e sinistros. Mais de 400 pessoas estão envolvidas com o atendimento aos clientes. São mais de 130 mil ligações e 81 mil chamados via chat por mês. Isso mostra a grandeza do projeto e da nossa preocupação em investir constantemente em soluções inovadoras para satisfazer nossos segurados”, comenta Ana Lucia D´Amaral, diretora de Tecnologia da Liberty Seguros.
A nova ferramenta também permite uma melhor gestão da área de atendimento, já que a própria área de Operações pode gerar relatórios, painéis, alertas e indicadores de desempenho, de forma mais simples e objetiva.
Contribuições em planos de previdência aberta avançam 6,7% até outubro, para R$ 58,2 bi
Prosseguindo tendência verificada em setembro, o segmento de previdência complementar aberta voltou a registrar captação líquida positiva (diferença entre arrecadação e resgates) no mês de outubro. O sistema registrou saldo positivo de R$ 3,6 bilhões, 287,03% acima dos R$ 935 milhões registrados no mês de setembro, segundo dados da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que representa 61 seguradoras e 13 entidades abertas de previdência complementar no país.
Os ingressos de novos recursos no sistema totalizaram, no mês de outubro, R$ 6,8 bilhões, alta de 8,05% na comparação com os R$ 6,3 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior. De acordo com o presidente da FenaPrevi, Osvaldo do Nascimento, os investidores compreenderam as causas da volatilidade verificada no meio do ano e retomaram os investimentos. “A expectativa é de que nos próximos meses tenhamos mais crescimento na arrecadação. Os incentivos fiscais dos planos continuam sendo o grande diferencial para quem investe no longo prazo”, avalia.
Os planos empresariais foram destaque, com expansão de R$ 655,5 milhões, alta de 24,02% frente ao mesmo mês em 2012. Os planos individuais registraram captação de R$ 5,9 bilhões no período, alta de 7,99% frente ao resultado de outubro de 2012. Já os planos para menores fecharam o mês com arrecadação de R$ 149,9 milhões, retração de 29,77% frente ao mesmo período do ano anterior.
Segundo dados da FenaPrevi, o segmento tem atualmente 12.706.680 contratos ativos e 96.223 pessoas usufruíram dos benefícios em outubro (aposentadorias complementares, pecúlios, por morte e por invalidez, e pensões, por morte e por invalidez).
Carteira de Investimento – No mês de outubro, a carteira de investimentos do segmento de planos de caráter previdenciário apresentou saldo de R$ 364,9 bilhões, alta de 12,48% em relação aos R$ 324,4 bilhões computados no mesmo mês do ano anterior.
Ranking das Empresas – Carteira de Investimentos (R$ 364,9 bilhões)
A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking no período, com 32,28% do total das reservas; Itaú Vida e Previdência (23,88%); BrasilPrev Seg. e Previdência (22,04%); Zurich Santander Seg. e Prev. (5,83%); Caixa Vida e Previdência (5,80%); HSBC Vida e Previdência (3,09%); Icatu Seguros (2,07%); Sul América Seg. e Previdência (1,23%); Safra Vida e Prev. (0,90%); Porto Seguro Vida e Prev. (0,67%). As demais entidades somam, no total, 2,21% da carteira de investimentos.
Provisões – As provisões (recursos acumulados pelos titulares dos planos de caráter previdenciário) apresentaram saldo de R$ 355,6 bilhões em outubro, 14,31% maior que o valor registrado (R$ 311,1 bilhões) no mesmo mês em 2012.
As provisões do VGBL tiveram crescimento de 18,38% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, passando de R$ 197,7 bilhões em outubro de 2012 para R$ 234 bilhões em outubro de 2013. Já as provisões dos planos PGBL cresceram 8,39% no mesmo período, passando de R$ 72,5 bilhões em outubro de 2012 para R$ 78,6 bilhões em outubro de 2013. As reservas dos planos tradicionais, por sua vez, passaram de R$ 40,2 bilhões para R$ 42,3 bilhões em outubro de 2013, expansão de 5,20%.
Com relação ao market share, os planos VGBL mantiveram a liderança no volume de provisões entre os planos de caráter previdenciário, com 65,81% do total, seguidos pelos PGBL, com 22,12% do volume total, enquanto os planos tradicionais contaram com 11,92%. Outros produtos – incluindo os FAPI – completam a equação, com 0,15%.
Resultado no acumulado – Janeiro a Outubro de 2013
No acumulado de janeiro a outubro, os recursos arrecadados pelo sistema também tiveram alta. Ingressaram R$ 58,2 bilhões, valor 6,79% maior que o verificado no mesmo período do ano anterior.
Na análise por forma de contratação, os planos individuais tiveram incremento de 7,71% em relação ao mesmo período do ano anterior, tendo arrecadado R$ 52,7 bilhões, sendo que os planos para menores arrecadaram R$ 1,3 bilhão, retração de 11,53% em relação ao acumulado do ano anterior. Já os planos coletivos (empresariais) arrecadaram R$ 5,4 bilhões, registrando leve retração de 1,40% na mesma comparação (R$ 5,5 bilhões).
O tratamento fiscal – As aplicações em planos de previdência privada são voltadas ao longo prazo, com tributação diferenciada para o poupador. No PGBL, modalidade de plano indicada para quem declara o Imposto de Renda (IR) pelo formulário completo, o poupador pode deduzir, anualmente, da base de cálculo do tributo, o valor total dos aportes efetuados no plano, durante o exercício social, até o limite de 12% da sua renda bruta, reduzindo o imposto a pagar ou, até mesmo, podendo ter direito à restituição. “É o chamado diferimento fiscal, ou seja, o pagamento do IR devido sobre esses recursos, acrescidos dos rendimentos auferidos, é realizado apenas no momento do resgate total ou parcial, ou do recebimento do benefício”, diz Nascimento.
Para usufruir da dedução, o investidor em previdência privada aberta tem de estar contribuindo para a previdência oficial, inclusive no caso do titular, com mais de 16 anos, ser dependente de quem faz a declaração. Já no VGBL, modalidade de plano indicada para quem declara o Imposto de Renda pelo formulário simplificado, para quem se encontra na faixa de isenção do IR, ou para quem já atingiu o limite de dedução previsto para a previdência complementar aberta (12% da renda bruta), não é possível deduzir da base de cálculo do IR os valores dos aportes realizados ao plano. “No entanto, no momento do resgate ou do recebimento do benefício, o IR incide apenas sobre o valor dos rendimentos auferidos, e não sobre o valor total do resgate ou do benefício recebido, como ocorre no PGBL”, afirma o presidente da entidade.
De acordo com o presidente da FenaPrevi, é importante destacar que, para ambas as modalidades de planos (PGBL e VGBL), não há cobrança do imposto de renda a cada seis meses, sobre os rendimentos obtidos, como ocorre em outras aplicações, à exceção da caderneta de poupança. Outra característica do PGBL e do VGBL é a possiblidade do poupador optar pelo regime de alíquotas regressivas do imposto de renda, significando, deste modo, que, quanto mais tempo os recursos permanecerem aplicados , menor será a alíquota do Imposto de Renda incidente.
Ampliação de atendimento do Seguro DPVAT com os Correios é premiada pela CNSeg
Nesta quinta-feira (19) foram conhecidos os vencedores da terceira edição do Prêmio Antônio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros Para o Desenvolvimento Sustentável, que teve como um dos vencedores a Seguradora Líder-DPVAT com o case sobre o Projeto Correios, na categoria Produtos e Serviços. Cada vencedor recebeu R$ 20 mil reais em cerimônia realizada no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.
A Seguradora Líder-DPVAT concorreu com o case referente ao Projeto Correios, ação que teve como objetivo tornar as agências próprias da estatal em pontos oficiais de atendimento ao Seguro DPVAT. A iniciativa começou em 2011, como um projeto piloto e teve sua consolidação em junho deste ano, com todo o Brasil.
Com a parceria, a Seguradora ampliou o número de pontos de atendimento, superando sete mil e quinhentos locais e abrangendo praticamente todos os municípios do Brasil. “Este é um importante reconhecimento do mercado segurador ao nosso esforço em levar à sociedade cada vez mais o conhecimento e o acesso ao Seguro DPVAT, que tem enorme relevância social”, disse Ricardo Xavier, Diretor Presidente da Seguradora Líder-DPVAT.
Os projetos deviam possuir identificação com pelo menos um dos Princípios para a Sustentabilidade em Seguros (PSI). Outros quesitos considerados foram a relevância para o setor e para a sociedade, os resultados esperados ou já alcançados, a abrangência, o cronograma, o monitoramento e a apresentação do projeto. A edição teve 57 projetos inscritos.
Foto da página de Claudia Santos no Facebook
Luciano Portal rebate críticas no portal Consultor Jurídico
Artigo de Luciano Portal Santanna, Superintende da Susep, Procurador Federal, Pós-Graduado em Direito do Estado e da Regulação e Mestre em Direito da Regulação Econômica, publicado na Consultor Jurídico
Em homenagem ao princípio da transparência na Administração Pública, cuja importância e aplicabilidade cresceram de maneira exponencial nos últimos anos, especialmente em razão de ações implementadas no âmbito do Governo Federal, vimos, democrática e respeitosamente, prestar os necessários esclarecimentos à comunidade jurídica acerca de recente entrevista publicada neste prestigiado site, via qual foram feitas críticas em relação ao intervencionismo regulatório e à capacidade técnica do corpo funcional da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP.
Não obstante a superação do laissez-faire, expressão que simboliza o liberalismo econômico que tantos danos já causou à economia mundial, vez ou outra ressurge no espaço público o discurso, nem sempre desinteressado, avesso à intervenção estatal na economia, no caso específico à ação de natureza regulatória no mercado de seguros.
Chama a atenção, no entanto, que esse combalido discurso econômico-liberal, a pretexto do zelo com crescimento “natural” do mercado, ressurja justamente num segmento da economia que recentemente escapou ileso em meio à crise econômica internacional graças justamente à ação regulatória, preventiva e eficaz; que cresce como poucos setores da economia nacional e internacional, em completo descolamento com o crescimento do PIB brasileiro; e que, paradoxalmente, tem sido objeto de medidas regulatórias que nitidamente favorecem o seu desenvolvimento.
Em sintonia com a política de inclusão social e financeira do Governo Federal, que tem beneficiado a milhões de brasileiros, a Susep recentemente regulamentou o microsseguro no Brasil (com regras de estímulo ao seu desenvolvimento e que há anos eram aguardadas pelo mercado), disciplinou a comercialização de seguros na extensa rede varejo (importante canal para acesso ao consumidor de baixa renda e que amplia drasticamente o número de agentes responsáveis pela distribuição de seguros) e também por meios remotos (estimulando o uso da internet e do telefone como meios de contratação, instrumentos ainda praticamente inexplorados pelas seguradoras no País, ao contrário do que ocorre no exterior). Tudo com o escopo de proporcionar maior acesso, facilidade, agilidade, transparência e redução de preços ao consumidor, mas também favorecendo o crescimento sustentável do mercado.
Não se ignora, contudo, que o excesso de regulação pode trazer prejuízos injustificáveis à atividade econômica. A propósito, a moderna doutrina jurídica orienta no sentido de que a legitimidade regulatória não advém exclusivamente da competência formalmente conferida por lei aos reguladores, mas também da qualidade da fundamentação de suas decisões (precedida de análise de impacto regulatório) e do uso de procedimento que propicie a crítica prévia, o debate, a apresentação de sugestões e, assim, o aprimoramento das propostas de normativos ou mesmo o seu arquivamento, quando seus efeitos sejam considerados inadequados ou desproporcionais para atingir os objetivos almejados.
O processo normativo no âmbito Susep obedece plenamente a tais critérios. Temos comissões mistas permanentes; em algumas matérias mais complexas criamos grupos de trabalho, também com a participação do setor; normalmente as propostas são submetidas à consulta pública e sempre, em qualquer hipótese, a aprovação dos normativos é precedida de reuniões com representantes do mercado regulado. Recentemente passamos a justificar nos processos respectivos o acolhimento ou a rejeição de cada uma das sugestões apresentadas. Tudo de forma a permitir transparência e maior qualidade na ação normativa, totalmente desprovida de qualquer interferência político-partidária.
Verificamos que a crítica, nos seus aspectos mais específicos, também revela elevado grau de desconhecimento em relação à ação regulatória da autarquia. No seguro de responsabilidade civil de D&O, tema no qual o próprio autor reconhece ignorar as razões da vedação da cobertura por risco de multa administrativa para aqueles que exercem funções de gerência ou direção, a Susep apenas e simplesmente deu cumprimento à recomendação do órgão da Advocacia-Geral da União responsável por sua orientação jurídica e, após debate interno e com os agentes do mercado, elaborou minuta de normativo que disciplina a matéria no mesmo sentido pretendido pelo autor de tão severa critica e que irá à consulta pública nos próximos dias, razão pela qual deixo de debatê-la no seu mérito.
Em relação ao suposto engessamento do mercado de seguros de responsabilidade civil, em razão da inibição da criatividade e dos padrões impostos pela Susep, com a devida vênia, não há como concordar. Por muito tempo, as normas relacionadas editadas pelo IRB, ad referendum, requeriam, em caráter obrigatório, além da cobertura principal, dezenas de outras coberturas adicionais, constituindo um conjunto apropriado apenas para grandes empresas. Quando da entrada em vigor da Lei Nº 10.406, em 2003, a SUSEP se prontificou a adaptar os normativos em vigor às disposições do novo Código Civil, e, com intensa colaboração da FenSeg, iniciou um trabalho de atualização do seguro de RC Geral, cuja norma básica remontava a 1981.
A tônica de tal atualização foi democratizar o seguro de RC Geral, permitindo a pequenos empresários obterem seguros adequados às suas atividades, de maneira que não os obrigassem a contratar coberturas que não lhes interessavam. Nesse contexto, a nova circular nunca estabeleceu a obrigatoriedade do uso das Condições Contratuais Padronizadas e as seguradoras sempre tiveram liberdade para desenhar produtos adequados a um segurado específico, desde que respeitada a legislação em vigor.
Obviamente, tratando-se de uma norma muito extensa, já eram esperados ajustes, os quais vêm ocorrendo na medida em que a própria Susep verifica essa necessidade e desde que surjam demandas das partes interessadas adequadamente justificadas.
Paralelamente, a disponibilização do seguro para pequenos e médios segurados tem proporcionado a entrada, no ramo, de outras seguradoras especializadas. Tal comportamento é constatado nos dados estatísticos do mercado, que demonstram que o número de players vem aumentado a partir de 2011. Aliás, ao contrário do que é observado nos demais segmentos, o Ramo de Responsabilidade Civil é um dos poucos em que a evolução temporal dos dados mostra que a concentração vem sendo reduzida, tendência registrada, inclusive, após a publicação da norma. Tampouco tem fundamento a crítica que advém em face da vedação dos denominados produtos singulares, que representavam buracos negros no sistema de supervisão.
Ao contrário de todos os demais produtos, que são previamente analisados pela autarquia consoante o disposto na legislação, especialmente com o propósito de verificar sua adequação ao consumidor, os singulares não passavam por qualquer crivo regulatório a pretexto da impossibilidade de, num mercado secular como o de seguros, desenvolver produtos que atendam a todas as necessidades advindas da evolução e do dinamismo das relações sociais e econômicas. Ora, da análise do mercado, verificamos que não há dinamismo ou criatividade que não possa ser traduzida num plano de seguro submetido à análise prévia da autarquia. Uma vez liberado pela área técnica esse plano, o respectivo produto poderá ser comercializado quantas vezes desejar a seguradora.
De fato, a partir da publicação da Circular Susep n° 458/2012, tais planos continuam a ser submetidos à Susep, contudo devem observar o disposto no normativo, por meio de coberturas adicionais e/ou condições particulares, de contratação facultativa, inseridas em planos não-padronizados, de forma a atender as necessidades específicas de seus segurados. Ou seja, o que foi extinto foi a forma de apresentação dos então chamados seguros singulares, que era muito simplificada e dificultava o controle satisfatório por parte da Susep.
Esta questão, que envolve diretamente os chamados “programas mundiais”, foi, recentemente, discutida com representantes do mercado, quando da realização de workshop organizado pela FenSeg, e que contou com a participação de um grande número de técnicos da Susep e de representantes de grandes multinacionais, com o objetivo de elucidar as principais dúvidas sobre a elaboração desse tipo de produtos.
Na ocasião restou claro que os produtos tradicionais poderiam atender a essas demandas, em muitos casos necessitando apenas da elaboração de condições particulares que atendessem solicitações específicas desses segurados.
Não somos, de qualquer forma, reativos a reflexão sobre qualquer tema e possibilidade de alteração normativa existe na medida em que os argumentos se apresentarem tecnicamente sustentáveis e razoáveis.
Os períodos de transição estabelecidos entre um normativo e outro podem gerar estresse, normalmente decorrentes da falta de atenção a alguma regra, inclusive no que tange ao prazo estabelecido para adaptação. A Susep se mantém atenta ao impacto de suas ações e não raro, como já ocorreu no caso, prorroga prazos quando verifica sua necessidade. Certo é que teremos, ao fim desse período de transição, produtos de seguro de responsabilidade civil com melhor qualidade ao consumidor, em relação a quem o Estado tem o dever constitucional de tutela.
Antes do desejado “compromisso com o negócio”, a Susep tem um compromisso com o respeito à ordem jurídica e com o consumidor brasileiro, que é o beneficiário final de sua ação regulatória, sempre pautada nos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.
É justamente nesta seara que, embora por motivação notadamente diversa, também defendemos para a Susep regras similares às conferidas às agências reguladoras, no que tange à investidura e à vedação à exoneração ad nutum dos seus dirigentes. A utilização de critérios técnicos e objetivos para escolha dos diretores deveria, sem dúvida, constar do texto legal, considerando não apenas a capacidade dos indicados como também o risco de um “demasiado compromisso com o negócio”, que seja capaz de gerar um desequilíbrio na atuação do regulador.
No mesmo sentido, a vedação à exoneração desmotivada dos dirigentes, antes de transcorrido determinado lapso temporal para os quais seriam nomeados, minimizaria o efeito de pressões por ocasião da tomada de importantes decisões, conferindo-lhes, em tese, maior autonomia.
Os entes públicos estão, todos eles, sujeitos à critica e é salutar e democrático que assim o seja, até mesmo para o aperfeiçoamento de sua estrutura e forma de atuação. Respeitamos, pois, a crítica pública, especialmente quando construtiva. O mesmo não pode ser dito, todavia, de uma manifestação que desqualifica, de forma injusta, o quadro de servidores da Susep.
Os profissionais recém-admitidos na Susep, por meio de difíceis e concorridos concursos públicos (para cargos que têm remuneração diferenciada, inclusive em relação àqueles que compõem a estrutura das agências reguladoras), têm formação em diversas áreas do conhecimento e são recepcionados por profissionais experientes e altamente qualificados, permitindo a transferência da chamada “cultura da casa”, construída ao longo de várias décadas.
Como a carreira da SUSEP é valorizada pelo mercado de trabalho, os concursos selecionam não apenas recém-formados, como afirma o entrevistado, mas também, e principalmente, pessoas que já atuavam no segmento há alguns anos, nos quais se incluem ex-servidores do IRB – Brasil Re e executivos de seguradoras. Vale observar que a média de ingresso no serviço público é superior a 30 anos de idade e, não raro, os servidores da Susep são contratados por empresas supervisionadas, exatamente pelo conhecimento técnico e domínio da legislação de seguros.
A afirmação de que “o investimento em qualificação é muito baixo”, por sua vez, contrasta com uma realidade na qual quase a totalidade do quadro de servidores analistas estáveis detêm cursos de pós-graduação, em seus diversos níveis, inclusive doutorado. A propósito, vale dizer que há pouco mais de um ano multiplicamos o total dos recursos destinados à capacitação por meio de um acordo com a Escola Nacional de Seguros – Funenseg, que atualmente patrocina cursos de extensão e de pós-graduação próprios ou em outras instituições de ensino, no País ou no exterior. Desta forma, com uma injeção de recursos muito superior e que complementa o orçamento público, podemos dizer que atualmente não faz curso de pós-graduação na Susep apenas quem não quer.
A Susep regula, de forma técnica e desprovida de qualquer conotação político-partidária, os mercados de seguros, capitalização, previdência complementar aberta, resseguros e corretagem de seguros, de maneira cada vez mais atenta aos interesses do consumidor e em prol do desenvolvimento e da solvência dos agentes econômicos, graças a uma atuação participativa, qualificada e eficiente dos seus servidores, os quais merecem mais respeito.
CNSP decide não reajustar DPVAT
O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) decidiu não reajustar o DPVAT. Análise técnica realizada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), com base no pedido encaminhado pela Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT e nos trabalhos de supervisão da autarquia, demonstrou não haver necessidade de qualquer aumento nos prêmios tarifários para 2014. Dessa forma, os valores seguem os mesmo de 2013. Em nenhuma das categorias de veículos houve mudança, sendo mantidos os valores das indenizações.
Inovação e crescimento do setor dão o tom da festa de fim de ano do mercado segurador
58 projetos inscritos na terceira edição do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga. Entre os vencedores, o projeto “Acessibilidade Digital”, “Programa Auto Reciclagem” e Projeto Correio DPVAT, da equipe da CNSeg. Parabéns a todos os participantes!!!!
Na mensagem de fim de ano apresentada durante a divulgação dos vencedores do prêmio e também da festa de confraternização do mercado segurador, em almoço no Hotel Copacabana Palace, o presidente da CNseg, Marco Antonio Rossi, afirmou aos mais de 400 presentes que o setor – que fechará o ano com expansão de 15%- “vive um momento muito especial de sua história”, ao exibir, ano a ano, taxas chinesas de crescimento e números inimagináveis há 10 ou 15 anos, como os mais de R$ 500 bilhões em valores administrados neste ano ou a participação de 6% do PIB. Apesar disso, ele está certo de que a taxa de “15% ainda é pouco e podemos fazer mais para a construção de um mercado melhor e mais forte”.
Apesar de o próximo ano ser considerado desafiador, os executivos da indústria de seguros estão otimistas com o desempenho de suas empresas. “Seguiremos na rota de levar proteção a sociedade brasileiras”, afirmou Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg durante o evento. Segundo ele, “a CNseg tem como obrigação prover e direcionar a comunicação do que fazemos, o que é mercado e a função que exercemos na comunidade. Mais do que valores, é preciso demonstrar também o que mercado paga em impostos e o que devolve à sociedade em benefícios”.
Rossi deixou claro que a expansão contínua do mercado deve-se a uma combinação de fatores e inclui o acerto do trabalho realizado pelas seguradoras para ampliar a demanda, a parceria com os órgãos de supervisão do setor- Susep e ANS- em prol de uma regulamentação mais moderna e favorável aos negócios, além da aliança estratégica com os corretores de seguros para que os produtos e serviços ofertados pelas empresas cheguem ao consumidor final.
A melhoria da qualificação do mercado é também relevante na marcha de expansão do setor. Daí porque ele considera fundamental também a parceria firmada com a Escola Nacional de Seguros. “O treinamento, via Escola Nacional de Seguros, é essencial para garantir maior qualidade técnica do mercado”, lembrou ele. Em relação aos consumidores, Rossi assinalou a importância de ampliar a educação financeira a fim de despertar sua consciência em termos dos mecanismos de proteção, como o seguro e a previdência.
Na Categoria Produtos e Serviços, o primeiro lugar ficou com o projeto correios: DPVAT, de Antonio Filho, Noé Vaz, Vera Cataldo e Cassiano Guimarães. Em segundo lugar ganhou o “Título de capitalização socioamboental, de Renato Luiz Arena dos Santos.
Na Categoria Processo o primeiro lugar foi para “Programa auto reciclagem, de Simoni de Aguiar Cavalcanti, Elaine Mello Goulart e Alessandra Franco Ferreira. Em segundo, José Carlos Silva, com “Cuidar do cliente: atendimento emergencial de sinistros”.
Na Categoria Comunicação o primeiro lugar ficou com o projeto “Acessibilidade digital, de Luci Flavio Gomes Santana e Mauricio Barbieri. Em segundo lugar a Terra Report ganhou com a inovação de criar o mapa de enchentes no Brasil, com Rodrigo Botti e Keity Pacheco e Rodolfo Clark.
A solenidade da CNseg reuniu diversas lideranças e executivos de seguradoras, empresas de capitalização, de previdência privada e das operadoras de saúde, além do superintendente da Susep, Luciano Portal, que fez um balanço positivo das atividades da autarquia no plano regulatório, e Bruno Sobral, diretor de Fiscalização da ANS. Cerca de 400 pessoas participaram do encontro, incluindo os quatro presidentes das federações associadas- Paulo Marraccini (FenSeg); Osvaldo do Nascimento (FenaPrevi); Marcio Coriolano (FenaSaúde); e Marco Barros (FenaCap). Dois ex-presidentes da CNseg- João Elisio Ferraz de Campos e Jorge Hilário Gouvêa Vieira- estiveram presentes à solenidade de confraternização.
Porto Seguro ganha causa tributária do Cofins
Conforme divulgado em aviso de fato relevante de 22.11.2013, as controladas da Companhia Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais e Porto Seguro Vida e Previdência S.A. obtiveram decisão favorável em agravo de instrumento que tramita no Supremo Tribunal Federal (AI 708899), no qual se discute a legalidade de cobrança da COFINS sobre receitas das referidas controladas.
A Companhia vem nesta oportunidade informar que a referida decisão judicial transitou em julgado em 12 de dezembro de 2013, conforme certidão emitida em 16 de dezembro de 2013 nos autos do processo.
Está pendente de julgamento reclamação (n.o 5099) perante o Supremo Tribunal Federal, mas os advogados da Companhia entendem que se tornaram remotas as possibilidades de perda que, até então, justificavam a provisão contábil dos valores em disputa, conforme refletidas nas demonstrações financeiras e respectivas notas explicativas.
Em cumprimento às normas contábeis, a Companhia reverterá a mencionada provisão contábil, cujo valor, na data base de 30.11.13, era de R$ 1.485 bilhão (valor líquido de efeitos tributários R$ 890 milhões). Essa reversão será refletida nas demonstrações financeiras anuais na data-base de 31.12.2013.
São Paulo, 19 de dezembro de 2013.
PORTO SEGURO S.A.
Marcelo Barroso Picanço
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores

Vila Velha e Renove anunciam associação para operação e venda de seguros de automóvel do Grupo Itavema
A Vila Velha Seguros, uma das mais tradicionais corretoras do Brasil, anuncia que estabeleceu com a Renove uma associação na operação de venda e administração de seguro Casco/Automóvel produzido pelo Grupo Itavema.
A partir de 02/01/2014 a administração da carteira da Renove passará a ser realizada pela Vila Velha. Esta negociação, faz parte do “agressivo” plano de expansão da Vila Velha. É a terceira incorporação realizada nos últimos dois anos. Para os aportes do próximo semestre, a companhia mapeou mais duas corretoras potenciais e já iniciou as negociações. Os valores não foram divulgados.
Há mais de 22 anos no ramo segurador, a Renove administra uma carteira de apólices tanto de empresas do Grupo Itavema como, e principalmente, de seguros dos veículos vendidos pelas concessionárias, vendendo em média 44.000 seguros/veículo/ano.
A partir desta negociação a Vila Velha estabelece escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, São José dos Campos e Taubaté. A equipe de mais de 172 profissionais permanecem na empresa.
“Estamos dando continuidade à nossa estratégia de crescimento através da associação e aquisição de empresas especializadas do setor”, afirma João Alzani Filho, Presidente da Vila Velha. “A Renove possui sólida expertise no segmento de seguro automotivo e a partir de agora, nossos esforços serão somados com o intuito de oferecer soluções altamente competitivas para os clientes”.
Esta associação coloca a Vila Velha em uma posição de destaque nacional no ranking do setor de seguros de veículos. Juntas as duas carteiras ultrapassarão 110.000 mil apólices de seguro de automóvel.
Sobre a Vila Velha:
Fundada em 1975, a Vila Velha Seguros é hoje uma das mais tradicionais corretoras de capital nacional do Brasil. Oferece seguros e serviços em diferentes segmentos do setor, entre eles: Vida, Saúde, Condomínio, Automóvel, Residencial, Fiança Locatícia, Empresarial, Previdência, Seguro, Riscos de Engenharia, entre outros. Conta com mais de 470 colaboradores em seu escritório em São Paulo e mantém parceria com as principais seguradoras e prestadoras de serviço do Brasil. Tem como missão atender com excelência e conhecer as necessidades dos clientes, inovando e oferecendo as melhores soluções em seguros, produtos e serviços. Para mais informações, visite o site da Vila Velha: http://www.vilavelha.com.br
Teve o celular roubado? Seguradora explica como recuperar o aparelho
Os telefones celulares são um dos presentes mais desejados para o Natal. No entanto, o roubo e furto de aparelhos têm se tornado uma ocorrência recorrente e traz uma série de incômodos para seus donos, além do prejuízo financeiro. Um levantamento da F-Secure mostra que cerca de 25% dos brasileiros já passaram por esse tipo de situação.
Caso isso tenha acontecido com você, a orientação é manter a calma e entrar em contato rapidamente com a operadora. “Assim que possível, solicite o bloqueio da linha e do aparelho. Dessa forma, ninguém poderá realizar ligações do chip do seu celular”, explica Nikolaos Tetradis, superintendente do Grupo BB E MAPFRE. Outra sugestão também é instalar no aparelho um software de segurança que permite o bloqueio, limpeza dos dados pessoais (agenda, SMS, histórico de chamadas etc.) e até o rastreamento remoto do dispositivo.
O segundo passo é procurar uma delegacia de polícia para a realização do B.O. (Boletim de Ocorrência) sobre o crime.
Após as primeiras providências, a terceira etapa é entrar em contato com a seguradora para acionar a apólice de Roubo e Furto Qualificado de celular. Com custo em torno de 15% do dispositivo, esse tipo de seguro repõe o aparelho em casos de roubo e furto qualificado (quando ocorre o rompimento ou arrombamento de barreiras para acesso ao bem) e indeniza até 75% do valor do bem.
Um ponto importante e que pode confundir os consumidores é justamente a cobertura contratada do seguro: as seguradoras só indenizam o cliente nos casos em que houver abordagem ameaçadora de bandidos (coação), o que caracteriza roubo; e arrombamento de carros ou edificações (residências, empresas), o que caracteriza furto qualificado. Nos casos em que o aparelho é furtado em local público por descuido do proprietário (caracterizado como furto simples) não há cobertura do seguro. “O consumidor deve ter com o celular ou smartphone o mesmo cuidado que tem com qualquer coisa de valor, ou seja, deve evitar distrações e não deixar o objeto exposto de forma que facilite a ação dos bandidos”, orienta Tetradis.
Para acionar a apólice você precisa enviar para a seguradora:
1. cópia do RG, CPF e Comprovante de Residência do dono do celular;
2. cópia autenticada da Nota Fiscal do aparelho e do B.O.;
3. declaração do segurado descrevendo como ocorreu o roubo/furto.
Após o recebimento e análise das documentações necessárias, a seguradora entrará em contato com o cliente para orientar sobre o pagamento da franquia (quando necessário) e o pagamento da indenização para a reposição do aparelho.
















