Após receber aporte série A em janeiro do ano passado do fundo nacional de venture capital Warehouse Investimentos, a corretora on-line EscolherSeguro anuncia uma nova captação no mercado, que fica entre R$ 3 e 10 milhões. Desta vez, além da Warehouse, participam da rodada alguns executivos do mercado financeiro, assim como também os próprios fundadores da startup, Pieter Lekkerkerk e Marco Kemp.
Atualmente com mais de 6.000 clientes em sua carteira, a EscolherSeguro estima crescer sua base em 100% até o fim do ano. Para atender a demanda esperada, Lekkerkerk afirma que o montante recebido será utilizado, principalmente, na capacitação da equipe e na contratação de novos colaboradores.
Além de aperfeiçoar a eficiência da operação, uma parte do investimento também será aplicada no lançamento do novo site da companhia, que contará com layout intuitivo e irá permitir aos clientes a redução do tempo no preenchimento do formulário. “Esse é um tipo de investimento que precisa ser realizado continuamente, pois queremos proporcionar aos usuários sempre uma ótima experiência de utilização”, explica o sócio da EscolherSeguro.
Ainda segundo o executivo, o aporte anterior foi fundamental para a empresa oferecer uma maior gama de produtos aos consumidores, com destaque para a inclusão no portfólio de planos de saúde e dental. “Hoje, entre as corretoras de seguros on-line, a EscolherSeguro atingiu a melhor avaliação em sites de reclamações. Com a segunda rodada, iremos agilizar o fluxo de trabalho interno e possibilitar que as pessoas interessadas em nossos serviços sejam contatados em até 30 minutos após a conclusão do formulário no site”, afirma.
Com um cenário menos favorável na conjuntura econômica, puxado pela freada da expansão do consumo e a queda de emplacamento de veículos novos, Lekkerkerk acredita que a expansão do valor total dos prêmios deve sofrer uma leve retração no Brasil em 2014, em relação ao ano passado.
No entanto, para o executivo, as corretoras on-line poderão se aproveitar desse momento para obter crescimento acima do mercado em geral. Ao trabalhar em parceria com diversas seguradoras parceiras, essas empresas tem a chance de atender a necessidade de uma maior variedade de perfis de consumidores. “Em alguns casos, a EscolherSeguro apresenta preços de apólices até 40% mais baratas em relação a concorrência”, argumenta. “Além disso, como a penetração das corretoras on-line ainda é baixa, apostamos em um expressivo crescimento do segmento até o final do ano ao passo que mais brasileiros vão descobrindo a possibilidade de fazer seguros pela web”, complementa Lekkerkerk.
Nos dias 8 e 9 de abril, especialistas do Brasil e do mundo para mais uma edição do Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, realizado pela Escola Nacional de Seguros em parceria com a CNseg, a Abecor-Re e a Fenaber, no Hotel Sofitel, em Copacabana. São aguardadas cerca de 400 pessoas durante os dois dias de debate. No dia 10 acontece a tradicional replica do salão do Lloyd’s of London, no mesmo local, com a presença de vários sindicatos, tanto daqueles que já chegaram ao Brasil como daqueles que ainda planejam a estratégia de atuação no Brasil. O evento da revista Reactions, sobre o mesmo tema e que acontecia também em abril, com patrocínio do IRB Brasil Re, foi transferido de abril para setembro, segundo recente email enviado pelo controlador da revista britânica, o grupo EuroMoney.
Nas duas primeiras edições, de 2011 e 2013, foram abordados os investimentos nos eventos esportivos de grande porte, pré-sal, catástrofes climáticas, agronegócio e Lei Geral do Seguro. Desta vez, estarão na pauta a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (Segurobras), a visão do jornalista Ricardo Amorim sobre a economia brasileira, riscos cibernéticos, o efeito de novas opções de investimento na capacidade do resseguro e outros temas correntes na prática do resseguro no Brasil.
As inscrições podem ser feitas no www.funenseg.org.br e custam R$ 750,00 até 27 de fevereiro; R$ 850,00, entre 28 de fevereiro e 21 de março; e R$ 950,00, entre 22 de março e 4 de abril. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail parcerias@esns.org.br.
Coordenadoria de Comunicação Social – Tel.: (21) 3380-1065
Programação (em andamento)
8h – Credenciamento
8h30 – Abertura
9h – Plenária Principal I – “ABGF: Perspectivas de Atuação”
Palestrantes: Luis Felipe Braga Pellon – Sócio do Escritório de Advocacia Pellon e Associados
Luis Claudio Barretto – Odebrecht
10h30 – Coffee Break
11h – Plenária Principal II
“Novas Alternativas de Investimento e o Efeito sobre Capacidade de Resseguro”
Palestrante: Harry Owen – JLT
12h30 – Almoço
TARDE TÉCNICA
14h – Painel Técnico I
Assuntos Correntes – “Riscos Declináveis”
14h – Painel Técnico II
Fraude e Corrupção no Ambiente de Negócios – “Acessos Fraudulentos via Internet”
15h – Painel Técnico III
Fraude e Corrupção no Ambiente de Negócios – Tema em definição
Palestrante: Roberto Tardelli – Procurador de Justiça, Membro do MP/SP
16h – Coffee break
16h30 – Plenária Principal III
“O Mercado de Resseguro Brasileiro Hoje”
18h – Coquetel
9/4/2014
9h – Plenária Principal IV – “A Economia Brasileira e Perspectivas”
Palestrante: Ricardo Amorim – Jornalista
10h30 – Coffee Break
11h – Plenária Principal V
“Riscos Cibernéticos – Percepção sobre Perdas Potenciais”.
12h30 – Almoço
TARDE TÉCNICA
14h – Painel Técnico IV
Aspectos Jurídicos – “Novo Seguro Garantia”
Palestrante: Roque Junior de Holanda Melo – J. Malucelli Seguradora
14h – Painel Técnico V
Óleo & Gás – Tema em definição
15h – Painel Técnico VI
Aspectos Jurídicos – “Jurisdição e Competência no Contrato e na Claus. Compromissória
Palestrante: Luis Henrique Ferreira Leite – Rosman, Penalva, Souza Leão, Franco Advogados
15h – Painel Técnico VII
Óleo & Gás – “Desafios na Exploração do Petróleo no Brasil”
16h – Coffee break
16h30 – Painel Técnico VIII
Aspectos Jurídicos – “A Cláusula de Sanções e sua Aplicabilidade no Brasil”
Palestrante: Fábio Torres – TW Law Adv. Empresarial
16h30 – Painel Técnico IX
Óleo & Gás – “Receptividade do Lloyds aos Riscos Brasileiros”
Presidente da CCI fala sobre as ações da Comissão em entrevista exclusiva ao portal da Cnseg:
Muita coisa mudou na governança corporativa das empresas. E, em boa parte, isso se deve à dedicação dos profissionais de Controles Internos e de Gestão de Riscos das companhias e das áreas técnicas da CNseg, que buscam formas de mitigar, cada dia mais, os riscos que envolvem a operação e aumentar a consciência da importância do controle. Em 2004 surgiu a primeira norma de controle interno para o mercado segurador e, a partir de 2006, os regulamentos que definem e quantificam os riscos. Para contar um pouco da trajetória dos últimos dez anos, o Portal da CNseg entrevistou Assizio Oliveira, presidente da Comissão de Controles Internos da Confederação. “Temos nos dedicado à sofisticação dos Controles Internos e da Gestão de Riscos e esse é um trabalho eterno”, diz, na entrevista, a seguir:
Quais os principais temas debatidos em 2013? O que foi concluído e o que ficou para este ano?
2013 consumiu bom tempo da comissão em estudos que também envolveram colegas de outras comissões, como a Atuarial, Administração e Finanças e a Jurídica, além do Núcleo de Estudos e Projetos da CNseg e a própria Susep, sobre a formação da base de dados de perdas, importante para a quantificação do capital adicional baseado no risco operacional. Esse tema tem sido alvo de amplas discussões, o que é natural porque nem mesmo as autoridades encarregadas das regras de Solvência II, na Europa, conseguiram chegar a um consenso. É muito difícil calcular o capital adicional com base nesse quesito e, do ponto de vista matemático, é preciso ter um histórico confiável sobre as perdas passadas.
E como ficou?
Passa por avaliação uma minuta de regulamento que estabelece os conceitos, procedimentos e prazos para que cada uma das empresas contem com uma base de perdas para viabilizar o cálculo do risco operacional. Esse tema tomou muito tempo e gerou muitas idas e vindas, o que é compreensível em face da sua complexidade, esperando-se que na primeira metade de 2014 tenhamos a sua regulamentação pela Susep, talvez ainda no formato de audiência pública, o que proporcionará discutir algum outro detalhe antes da publicação definitiva.
E o novo regulamento sobre lavagem de dinheiro?
Esse tema começou a ser tratado pela Susep em 2002, portanto quando ainda não havia a obrigatoriedade da implantação dos Controles Internos e da Gestão de Riscos. No entanto, a partir da atualização do regulamento trazida por sucessivas circulares, até os dias atuais, quando está vigente a Circular 445, o assunto vem sendo corretamente tratado sob aqueles dois enfoques conceituais. No entanto, a despeito de terem havido avanços importantes nos regulamentos que permitiram melhor operacionalizar o tratamento dos indícios de lavagem de dinheiro, outro tanto ainda precisaria ser feito para enquadrar o mercado segurador à realidade do negócio e às referências internacionais a que o Brasil, por acordo, se obriga a seguir. Com efeito, quando se analisam as informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), entidade do Ministério da Fazenda criada como uma Unidade de Inteligência Financeira, o setor é indevidamente visto como um caminho em que seria menos difícil praticar a lavagem de dinheiro, na medida em que, por força do regulamento atual, ainda comunica àquele órgão cerca de dez vezes mais operações entendidas como suspeitas do que o mercado bancário, o que, por si só, e sem a necessidade de análises mais aprofundadas, indica uma grave distorção a ser tratada. Ademais, e nas palavras dos próprios representantes do COAF, geram informações irrelevantes aos propósitos daquele órgão, que se vê às voltas com excessivo número de informações de seguros, que, ao final, resultam em índices muito baixos de aproveitamento, o que também acaba por afetar, também indevidamente, a imagem do setor. Por isso, a comissão mantém-se no esforço de negociar com a Susep novos avanços nos regulamentos, o que faz mediante estudos baseados na realidade brasileira e em análises comparativas com a legislação e os regulamentos de países avançados nesse tema. Entendemos que a Susep poderia tomar a iniciativa de chamar o COAF para participar do processo de aprimoramento das regras, uma vez que como destinatário das informações e maior interessado, agregaria muitíssimo às discussões. Estamos otimistas que isso ocorrerá e que a Susep possa editar nova atualização do tema em 2014, de forma a enquadrar o mercado segurador à realidade. Por outro lado, inspirados pela Febraban e em seu relacionamento com o Banco Central, e a depender do andamento das tratativas atuais, a comissão poderia desenvolver uma auto regulamentação sobre o assunto no que toca ao negócio de seguros.
Que impacto trará o FATCA ao setor?
A Lei Americana do FATCA implica que as entidades financeiras de todo mundo têm de dar informações ao fisco americano sobre recursos financeiros de empresas e cidadãos americanos ao redor do mundo, sob pena de sanções relevantes. Trata-se de regra elaborada de forma inteligente, dado que afeta as empresas e seus interesses nos EUA, ao invés de afetar os países em que elas estão sediadas. O debate gira em torno de como agir com esse assunto, que é importante para bancos e seguradoras que têm clientes americanos que aplicam em produtos financeiros como, por exemplo, fundos de previdência. Há vários aspectos a considerar, inclusive a legislação brasileira que assegura o sigilo de tais informações, porém é relevante recomendar que cada seguradora brasileira se cadastre como empresa aderente ao programa, o que, em princípio, deve ser feito até 25 de abril deste ano. A Febraban, o Banco Central e a Receita Federal têm-se debruçado de forma mais aprofundada sobre o assunto, o que levou a CNseg a passar a acompanhar as reuniões promovidas naqueles fóruns e a consultar a Susep sobre os impactos para o setor de seguros. Por outro lado, a comissão de Controles Internos formará um grupo de trabalho para, no seu âmbito, estudar o assunto e indicar as recomendações pertinentes. Por outro lado, há gestões avançadas no sentido de que o Brasil assine com os EUA um acordo bilateral que permitirá tratar o tema de forma mais amigável; portanto, a expectativa é grande para que isso ocorra, uma vez que há enorme diferença de tratamento do trânsito das informações com e sem o acordo. Por outro lado, é tema que deve se alastrar na legislação de outros países e, até mesmo, tornar-se um programa com alcance mundial.
Em 2012, a comissão de Controles Internos elaborou o Guia de Boas Práticas em Compliance, que foi muito bem recebido pelo mercado. Há algum outro projeto em discussão no âmbito da comissão que envolva a criação de um outro guia?
Os guias de boas práticas são importante fonte de consulta e, na medida das necessidades, a comissão poderá editar outros ou atualizar os existentes. No entanto, eles têm a limitação de ter que tratar os assuntos de forma genérica, não podendo, por óbvio, entrar em detalhes operacionais específicos. Por isso, em 2013 começamos a tratar os temas de forma mais pontual, mediante a emissão de pareceres técnicos, que, após elaborados, sobem para aprovação do Conselho Diretor da CNseg e são divulgados não apenas com a função de orientar determinada prática, mas também com o objetivo de harmonizar o tratamento de determinado aspecto em todo o setor. Na primeira reunião da comissão deste ano ficou deliberada a formação de grupos especialistas de trabalho, com caráter permanente, o que permitirá o rápido tratamento de temas emergentes, como, por exemplo, o FATCA, anteriormente comentado. Outros exemplos importantes são o da intervenção da Auditoria Interna no processo de implementação e validação do banco de dados de perdas operacionais e o de prevenção dos delitos de lavagem de dinheiro, também já anteriormente comentados. Tomando esses três exemplos, que refletem necessidades já conhecidas, a comissão passará a contar com grupos de trabalho permanentes, cujas primeiras missões serão, respectivamente, a preparação de pareceres técnicos relacionados às operativas do FATCA, aos trabalhos de campo da Auditoria Interna voltados à revisão da base de dados de perdas operacionais e às esperadas alterações no regulamento sobre prevenção da lavagem de dinheiro. Como exemplo recente e bem sucedido, pode-se citar a emissão do parecer técnico sobre como a Auditoria Interna deve conduzir seus trabalhos e reportar seus resultados no tocante à revisão do relatório semestral da Ouvidoria, obrigação esta regulamentada na Resolução 279 do CNSP. Outros grupos de trabalho permanentes como os de Compliance e de Gestão de Riscos serão formados na comissão e ficarão de sobreaviso para atuar sempre que alguma nova circunstância assim o exija. Percebemos essa mudança de estratégia como um avanço, posto que sai-se do “que” dos guias para o “como” dos pareceres técnicos.
Observamos ao longo dos últimos anos o aumento da importância do controle de risco na operação de empresas do setor de seguros. Isso certamente demanda a qualificação de pessoal especializado para a realização dessa função. Como a comissão tem colaborado nesse cenário?
Investir na qualificação dos profissionais da área passou a ser a menina dos olhos da comissão, uma vez que, do ponto de vista conceitual, os quase dez anos que se passaram desde a edição da Circular 249 e as gestões realizadas permitem concluir que há uma consolidação do assunto no setor, o que nos remete à busca da sofisticação de cada um dos distintos aspectos que o formam. Neste ano organizaremos o oitavo Seminário de Controles Internos e Gestão de Riscos, evento para o qual trazemos pessoas qualificadas, dos mercados local e internacional, para apresentar e discutir os temas prioritários da agenda do segmento. Mais de 300 profissionais se inscreveram no último seminário e a cada ano cresce o número de interessados. Além disso, a comissão desenvolveu, em parceria com a Escola Nacional de Seguros, que o mantém, um curso de extensão universitária sobre Controles Internos, que se desenvolve ao longo de quatro meses, com carga horária compatível com a larga gama de assuntos a serem abordados. Nossa expectativa para este ano é que sejam formadas quatro turmas, sendo duas em cada semestre, uma no Rio de Janeiro e outra em São Paulo. Em 2013 as duas turmas que frequentaram o curso alcançou cerca de 60 alunos, o que nos faz crer na necessidade de uma maior oferta daqui por diante. Estimamos que sua boa aceitação e avaliação se deve ao fato de ter sido desenvolvido e ministrado por profissionais de Controles Internos do mercado segurador, que lidam dia a dia com o tema, aliada à reconhecida qualidade acadêmica e logística da Escola Nacional de Seguros.
Também há um livro na agenda da comissão, não?
Sim. Em 2006 a comissão apoiou a publicação do livro “Controle interno no mercado segurador brasileiro – Conceitos e práticas”. O tempo, porém, dadas as inúmeras mudanças havidas com o assunto, se encarregou de deixá-lo desatualizado. Nosso propósito é reeditar o livro, atualizando-o e agregando aspectos que não foram tratados na primeira edição ou foram tratados sem a profundidade que merecem. Em princípio, a nova edição terá como título “Controle interno e gestão de riscos no mercado segurador – Conceitos, regulamentos, práticas e auditoria”, que melhor reflete seu novo e incrementado conteúdo.
Qual a sua expectativa em relação à criação do banco de dados de perdas operacionais demandado pela Susep? O senhor acha que essa iniciativa aumentará ainda mais o comprometimento do alto escalão das empresas com a gestão dos processos das companhias?
Acredito que sim, uma vez que o assunto passará a ser tratado e expresso de forma quantitativa, melhor dizendo, financeira, que é uma linguagem mais bem compreendida pelos altos escalões das companhias. Com efeito, na medida em que, por exemplo, uma parada de sistemas, um erro funcional, uma deficiência de procedimento, uma falha de controle ou uma fraude deve ser medida e registrada sob o ponto de vista pecuniário, haverá argumentos mais consistentes para que o alto escalão fique mais comprometido em entender as razões da perda operacional e investir na sua prevenção, se não para eliminar, para mitigá-las. Com certeza a iniciativa servirá para aumentar a conscientização de todos.
Como o cliente se beneficia de processos de controle eficientes por parte de uma seguradora, entidade de previdência ou empresa de capitalização?
A missão principal do órgão regulador é proteger o consumidor de seguro e garantir a saúde do setor, o que é feito mediante a edição de regras cada vez mais focadas naqueles objetivos. Isso obriga as empresas a implementarem governança, processos e controles que, além propiciar a sustentabilidade, protegem o cliente e demais partes relacionadas. Gosto de enfatizar o título de um livro de Manoel Marcondes de Neto, que bem reflete esse enfoque e destaca o componente “ambiente de controle” do Controle Interno: “A transparência é a alma do negócio”. É uma filosofia de atuação que se contrapõe àquela que dizia que “o segredo é a alma do negócio”. Quanto mais claras as informações, os produtos, os controles, a governança, mais o cliente confiará que está entregando a proteção de seus bens e de seu futuro a uma empresa que foge do lucro fácil e imediato e prefere um crescimento sustentável e duradouro. Ao aumentar de forma consistente e veraz a imagem de segurança para o consumidor, a seguradora logra reduzir seu custo de aquisição e de manutenção de clientes. O benefício do cliente, por conseguinte, é o aumento de sua segurança.
Há estatísticas que demonstrem que o controle interno reduz o risco de fraudes e que traz ganhos para a imagem ou mesmo financeiro às empresas? Pode citar alguns exemplos?
Há aqui ou ali estatísticas e estudos que indicam que boa governança, bons controles e boa transparência redundam em rentabilidade acima da média do mercado e, no caso das empresas de capital aberto, menor volatilidade de suas ações, logros que claramente estão relacionados à boa imagem, ou seja, aquela que leva à confiança do cliente. Por outro lado, e muito embora ainda intangível, parece lógico concluir que governança, controle e transparência resultam em sustentabilidade e longevidade do negócio. Pode-se ilustrar esses ganhos olhando para a crise de 2008: fez um estrago no mundo, mas as seguradoras brasileiras passaram incólumes em razão das bases fortes de governança, de capital, de solvência, resultantes de normas de controle interno e de gestão de riscos, que a cada ano vão se tornando mais rígidas. Hoje o profissional de Controles Internos e de Gestão de Riscos tem bons argumentos para vender a sua função para a alta administração, uma vez que, no ambiente atual, não é possível sobreviver sem controles internos de forma sustentável e longeva. Outro dado interessante é que o mercado brasileiro de seguros, que cresce a uma taxa anual de dois dígitos apesar do crescimento do PIB nacional mal chegar a 2%, apresenta um índice de demandas judiciais que não chega a 0,8%. Isso demonstra que esse esforço de implementar bons controles e boa gestão de riscos leva o mercado segurador a não sofrer tanto como outros segmentos.
A Itaú Seguros foi condenada a indenizar o Consórcio Alumar por conta dos erros de montagem que impediram o correto funcionamento de duas caldeiras contratadas pelo consórcio para aumentar a produção de alumínio em uma refinaria de São Luís, no Maranhão. O consórcio é formado pelas empresas BHP Billinton, Alcan e Alcoa World e, levando em conta juros e correção monetária, pode receber mais de R$ 80 milhões. A sentença é da juíza Daise Fajardo Nogueira Jacot, da 15ª Vara Cível de São Paulo.
A Itaú Seguros foi contratada para garantir os riscos de engenharia na compra das duas caldeiras e, segundo a sentença, o acordo previa “no tocante à cobertura de ‘danos materiais’ garantia todo o interesse do primeiro autor e demais segurados relacionados ao empreendimento”. Também foi, de acordo com o consórcio, firmado “um seguro para as obras civis e instalação e montagem”, cobrindo todos os riscos relacionados a essas ações.
Em setembro de 2009, foi constatado um problema em uma das caldeiras, por conta de um erro de montagem em alguns dutos. A constatação de que houve troca nos dutos dos dois equipamentos tornou necessária a interrupção do funcionamento de ambos. Isso motivou o acionamento da seguradora, que inicialmente reconheceu o sinistro como coberto, oferecendo R$ 12 milhões.
Posteriormente, a Itaú Seguros voltou atrás, alegando que dependia do posicionamento das resseguradoras, resistindo e evitando o pagamento do valor completo do contrato. A seguradora afirmou, em sua defesa, que “o sinistro decorreu de claro erro do fabricante, excluído da cobertura contratual”.
De acordo com a juíza, as caldeiras foram construídas na Polônia e vieram desmontadas ao Brasil, com o processo sendo feito por uma terceira companhia. Ela citou o fato de a perícia ter concluído que o erro foi na montagem, feita após uma pré-montagem ainda na Polônia.
O erro, apontou a sentença, foi a inversão de módulos, “fazendo com isso que não houvesse perfeito fluxo de vapor dentro dos Cross Over, acarretando com isso um superaquecimento”. Após a constatação do erro na primeira caldeira, a segunda foi desarmada por precaução, e a primeira foi desativada, na sequência, para a instalação dos equipamentos corretos. Segundo o perito, a comprovação de erro na montagem está relacionada ao fato de não ter sido observado o desenho incluído na carta de recomendações da fabricante.
Assim, a juíza afirmou que o sinistro estava coberto pelo seguro contratado, até porque a contratação voltava-se para a garantia dos riscos de engenharia decorrentes da operação. Ela determinou o pagamento total de quase R$ 42 milhões, incluindo os gastos com substituição dos equipamentos, com o reparo das caldeiras, mão de obra, lucros cessantes e gastos adicionais. O valor pode chegar a R$ 80 milhões porque os juros e correção monetária começam a contar da data do sinistro.
O consórcio foi defendido pelo escritório Ernesto Tzirulnik Advocacia e, segundo o advogado Ernesto Tzirulnik, a decisão “é prova da maturidade e da alta qualificação do Judiciário brasileiro para julgar contratos de seguro envolvendo valores elevados e questões complexas, como são os seguros de riscos de engenharia”. Quanto à rapidez com que o processo foi concluído, ele observa que há procedimentos arbitrais envolvendo o mesmo tipo de conflito, que estão em andamento há mais de cinco anos.
O que é esse grupo segurador e onde queremos chegar? Assim o CEO Helder Molina iniciou a conversa com cerca de 700 pessoas reunidas no auditório do hotel Mabu Resort, em Foz do Iguaçu, palco da 1a. Convenção Anual da Mongeral Aegon.
“Não é fácil subir neste palco e olhar o conjunto que temos. Sou muito emotivo”, diz, tentando em vão segurar as lágrimas ao olhar sua equipe vestida de camiseta azul. “É uma satisfação grande poder verificar o crescimento desta companhia”, segue. “Essa empresa só é o que é em função das pessoas que compõem o grupo. Em empresas de serviços como a nossa as pessoas são o ativo mais valioso. Máquinas e prédios não importam. O que importa são as pessoas agregadas em um único propósito”.
Com tamanha introdução filosófica, Molina mostra dados financeiros que comprovam que sua teoria realmente funciona na prática. A Mongeral está entre as três empresas do Brasil que não sofreu qualquer paralisação desde a sua fundação, há 179 anos. O grupo conta hoje com 58 escritórios, sendo três deles abertos nesta semana. O grupo de colaboradores se aproxima de 1 mil e o de corretores já ultrapassou 4 mil corretores. “Grande parte dessa equipe formada por nós”, ressalta o CEO. São mais de 200 gestores de vendas. “Essa é a maior força de vendas especializada em seguros de vida deste país”, afirma.
De acordo com dados apresentados em sua palestra, a Mongeral cresce a um ritmo de 20% por ano na última década. “Somos líderes no segmento de planos instituídos e de previdência pública. Em 2013, a empresa pagou mais de R$ 150 milhões em benefícios. Tem mais de 300 mil clientes individuais e mais de 1 milhão considerando-se as apólices de vida em grupo. Mais de R$ 124 bilhões em capital segurado.
Esse resultado foi conquistado em 2013, período de grandes conquistas pelo grupo.Pessoalmente, o desafio de Helder Molina é escalar um dos grandes picos do mundo. Pela trajetória profissional percorrida em 2013, já está pronto. Helder Molina comandou a reestruturação de todo o departamento comercial da companhia, deixando mais claro produtos e clientes que querem conquistar. Fizeram parcerias estratégicas, como com a Unicred, que deixou de ser regional para ser nacional, e com a Bancoob, que “após um longo e tenebroso inverno estamos finalizando toda a parte legal para constituir uma seguradora e assim atuarmos juntos”, revelou.
O CEO também citou o início da troca do sistema corporativo, o lançamento da asset e da gestora de passivo, assim como a estréia no microsseguros e a diversificação do canal de vendas. “Inclusive com investimentos nos canais digitais, pois hoje quem decide como e quando quer ser abordado é o cliente. E temos uma nova geração que só quer se relacionar virtualmente”, assegura. A seguradora também consolidou os produtos de alta renda, com elevação dos valores para seguros de vida.
Até mesmo em benefícios diretos para a cidade do Rio de Janeiro estão na lista de ações da Mongeral em 2013. “Iniciamos o processo de mudança em torno da matriz, que está no mesmo endereço desde 1821. Conseguimos autorização da prefeitura para transformar as ruas ao redor do prédio da matriz no Boulevard Belas Artes, que com certeza se transformará em ponto turístico e em cartão postal da cidade”, afirma.
E como os acionistas vêem a empresa amanhã? “Focada no cliente. Sem ele, que é quem nos traz o lucro, não somos nada. Portanto, ele é a razão do nosso esforço. Os corretores são nossa interface com os clientes, pois levam a todos os públicos as necessidades de proteção que necessitam em diversas fases da vida”, complementa. Segundo ele, a empresa almeja estar sempre um passo a frente das necessidades dos clientes. “Temos de descobrir e saber produzir produtos, mesmo que ele ainda não saiba das suas necessidade. Isso é o que acreditamos ser inovação”, enfatiza Helder Molina.
Ele concorda que não é uma missão fácil. “O crescimento requer equilíbrio. Temos de ter ambição sem soberba. Ousadia com respeito. O propósito da companhia é ajudar as pessoas a assumir a responsabilidade por seu futuro financeiro e para atingirmos essa meta priorizamos três valore: sermos claros, trabalharmos em parceria e superarmos expectativas. Faltou a ética, podem pensar alguns de vocês, Mas a ética é algo intrínseco e por isso não precisa constar dos nossos valores”.
E, para finalizar, Helder Molina enfatiza que a ambição maior é a Mongeral Aegon ser a seguradora mais recomendada em seguro de vida no Brasil. “Toda vez que alguém pensar em olhar a sua vida financeira futura, que ele lembre que a Mongeral Aegon tem produtos e serviços para seu conforto”.
Dizer o que diante de uma apresentação tão emocionada de quem comanda uma equipe motivada por parceiros tão afinados como o maestro Alessandro Sangiorgi e seus músicos ou como o quinteto comandado por Luiz Fernando Veríssimo e elucidada pela equilibrada visão da economia de Eduardo Gianetti? Boa sorte e que tudo se realize Mongeral Aegon.
Aproximar seus associados de lideranças e empresas importantes do mercado de seguros é uma das principais ações do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP). O almoço promovido no dia 11 de fevereiro trouxe como convidado especial Norberto Birman, responsável pela área Corporativa da Amil Assistência Médica Internacional.
Respondendo a perguntas dos corretores de seguros, Norberto Birman explicou as dificuldades que todo o mercado encontra para comercialização de plano de saúde individual. “Quem conhece a história da Amil sabe o quanto nós gostamos dos planos individuais, houve uma época que a comunicação da empresa era pautada nesse nicho. Temos a ideia de retornarmos a esse segmento, a questão crítica é o marco regulatória. Desde que o sistema passou a ser regulado pela ANS, a autarquia passou a limitar os reajustes aos consumidores com valores abaixo da inflação médica que, lamentavelmente, custa muito. Há pessoas que ficam muitos dias na UTI, o que é caríssimo aos planos”.
Para Birman, a evolução da medicina tende a encarecer os custos, mas é necessária. Por isso, é preciso encontrar formas de minimizar esses impactos. “Nos EUA, a United Health (empresa à qual a Amil passou a integrar em 2012), criou parcerias para garantir o atendimento para as pessoas acima de 65 anos. Por exemplo, parceria com o sistema do governo, no qual o cliente contrata um plano básico e, se quiser um superior, contribui. Essa é uma das maneiras de se atender hoje a terceira idade”. Ele também ressaltou a vantagem em ter estrutura de hospitais e serviços próprios.
Sobre a contribuição que pode ser dada pelos corretores de seguros, Norberto Birman mais uma vez frisou a importância de trabalhar em parceria. “Temos que nos aproximar, como estamos fazendo hoje. Estamos junto para capacitá-los e treiná-los dentro do produto saúde, que é um seguro necessário, pois a saúde pública ainda vai ter problemas por muitos anos”.
Ele afirmou estar fazendo um trabalho para buscar maior aproximação, ou reaproximação, com o canal corretor de seguros. “Temos uma gratidão eterna pelos corretores que comercializam planos de saúde, foi graças a eles que nós chegamos a essa carteira de 7 milhões de clientes. Nós entendemos que o mercado tem todos os grupos de relacionamento, e os corretores detêm uma carteira extremamente importante de clientes, que muitas vezes estão alojados em outros ramos mas, talvez por falta de aproximação com o grupo Amil, não tiveram a oportunidade de conhecer nossos produtos. Esperamos que 2014 seja um marco em nossas relações comerciais”.
O mentor do CCS-SP, Adevaldo Calegari, afirmou que pelos corretores de seguros existe o interesse na continuidade dessa aproximação e sugeriu um trabalho em parceria. “Temos aqui alguns profissionais da área de saúde, e eu gostaria de convidar esses corretores especialistas a montar um roteiro de trabalho para apresentar à Amil, já acertado com o Norberto, para unirmos as experiências. Nessa aproximação também vamos destacar as oportunidades no segmento de odontologia. Com a contribuição dos corretores de seguros especialistas todos têm a ganhar para o crescimento do mercado”
O atual momento de evolução dos corretores de seguros será o enfoque principal da 3ª Convenção Nacional da Lojacorr, nos dias 14 e 15 de março, no Paraná Clube, em Curitiba (PR). A partir de sugestões dos corretores acionistas foi o escolhido como lema do evento “Empreender para crescer. Juntos somos mais fortes”, representado graficamente pela logomarca que reúne na forma de elos a Lojacorr, o acionista e a seguradora.
Para Diogo Arndt Silva, vice-presidente da Lojacorr S.A., a categoria está atravessando, um momento único e repleto de excelentes oportunidades e o fortalecimento do empreendedorismo do grupo será uma forma de alavancar o desenvolvimento do mercado. “Este momento de mudança está alinhado com o novo modelo de negócios da Lojacorr, que também se aprimora e evolui constantemente para oferecer aos seus acionistas o ambiente necessário para o seu crescimento”, afirma.
Segundo André Ogliari Duarte, diretor administrativo financeiro da Lojacorr, já estão adiantados os preparativos para a convenção, que reunirá em dois dias de evento cerca de 400 corretores acionistas, com atuação em cinco estados brasileiros (os três do Sul, além de São Paulo e Distrito Federal), e seguradores. No primeiro dia de convenção, nos painéis “Momento com o mercado”, os corretores terão a oportunidade de estreitar o relacionamento com seguradores e saber das novidades de mercado.
Já estão confirmadas as presenças do diretor comercial da Bradesco Auto/RE, Marco Antonio Gonçalves, do vice-presidente da HDI Seguros, Flávio Rodrigues, do diretor geral da Mapfre, Dirceu Tiegs, do atual presidente da Marítima Seguros, Francisco Vidigal Filho, do presidente da Centauro Vida e Previdência, Ricardo Iglesias Teixeira, e do diretor regional Sul da Allianz Seguros, Eduardo Grillo. A palestra Magna “Empreender para crescer” será proferida por Samy Hazan.
Além de palestras e atividades em grupo, também estão programados eventos sociais, como o jantar patrocinado pela Allianz Seguros, o almoço patrocinado pela Bradesco Seguros, o brinde com os acionistas e a tradicional festa de entrega do Novo Troféu Referência Nacional aos corretores e seguradores destaques de 2013. A convenção será encerrada com o show musical de Rogério Cordoni (Elvis cover) apresentador do programa “O Rei Visita”.
A 3ª Convenção Nacional Lojacorr S.A. tem o patrocínio das seguradoras: (categoria Ouro Allianz, Bradesco, Centauro, HDI, Mapfre e Yasuda / Marítima; (categoria Prata) Chubb, Icatu e Tokio Marine.
Nos próximos dias 18 e 20 de fevereiro acontece, em Madri, na Espanha, a tradicional “Semana Del Seguro”. Em sua 21ª edição, o encontro reúne profissionais de diversas partes do mundo e tem como objetivo analisar o setor de seguros internacional, compartilhar práticas da indústria seguradora espanhola e abordar tendências do mercado.
Pelo segundo ano consecutivo, o evento abre espaço para um fórum ibero-americano. Sob o tema “Hacia un desarrollo compartido” (rumo ao desenvolvimento compartilhado), o encontro desse ano acontecerá no dia 19 de fevereiro, das 9h30 às 14h, e terá, entre outros congressistas, o secretário-Geral da Federação Interamericana de Empresas de Seguros (FIDES), Raúl de Andrea.
Para Marco Antonio Rossi, presidente da Federação e da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o fórum ibero-americano é uma ocasião importante para troca de experiências. “Encontros como esse são fundamentais para estimular o debate sobre os desafios do setor de seguros na América Latina e seus impactos no desenvolvimento econômico da região”, avalia Rossi, ressaltando que a América Latina está experimentando um crescimento econômico sem precedentes, impulsionado, principalmente, por países como Brasil, México, Colômbia e Peru. “Em 2012, a região foi responsável por um universo de mais de 550 milhões de pessoas e aproximadamente US$ 130 bilhões em vendas de seguros ao ano”, conclui.
Participam ainda do Fórum a presidente da Associação Empresarial do Seguro na Espanha (UNESPA), Pilar González de Frutos; o presidente da Mapfre América, Rafael Casas; o diretor-Geral da Associação Mexicana de Instituições de Seguros (AMIS), Recaredo Arias; entre outros. Mais informações sobre o II Fórum ibero-americano da “Semana Del Seguro” em: http://semanadelseguro.inese.es/ii-foro-iberoamericano-hacia-un-desarrollo-compartido/
Sobre a FIDES:
Com mais de 50 anos de experiência em assuntos da área securitária, a Federação Interamericana de Empresas de Seguros (FIDES) é representada por 18 países da América Latina, Estados Unidos e Península Ibérica, tendo como objetivo estimular o desenvolvimento do mercado, defendendo a iniciativa privada e padrões éticos e técnicos em todas as atividades relacionadas ao setor.
Além do Brasil e da Espanha, participam da FIDES: Argentina, Chile, Bolívia, Colômbia, Equador, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, El Salvador, Paraguai e Venezuela.
A Porto Seguro divulgou hoje lucro líquido de R$ 1,4 bilhão no ano de 2013, beneficiado pelo processo da causa tributária COFINS para as empresas Porto Cia e Porto Vida e Previdência, com impacto positivo líquido de R$ 702 milhões, gerando ROAE de 25,7%. O volume de prêmios atingiu R$ 11,5 bilhões, avanço de 19,8% em relação ao faturamento de 2013. A frota segurada das 3 marcas cresceu aproximadamente 400 mil itens no ano.
Principais Destaques do balanço da Porto Seguro
Crescimento das receitas totais de 15% no 4T13 e 2013, em comparação ao mesmo período do ano anterior Aumento de 20% nos prêmios auferidos de seguros no 4T13 e 2013
Lucro Líquido recorrente no 4T13 de R$ 233 milhões (-8%) e de R$ 711 milhões (+1%) em 2013 (sem business combination) e Lucro Líquido total de R$ 933 milhões no 4T13 e R$ 1,4 bilhão no ano (incluindo o ganho da causa tributária Cofins)
ROAE recorrente de 21,0% (-3,2 p.p.) no 4T13 e de 16,5% (-0,8 p.p.) em 2013 (sem Business Combination) e ROAE total de 66,6% no 4T13 e 25,7% no ano (incluindo o ganho da causa tributária Cofins)
Índice Combinado de seguros de 96,4% (-0,3 p.p.) no 4T13 e de 96,0% (-3,0 p.p.) em 2013
Ajustando (pró-forma) os resultados para uma performance financeira neutra (100% do CDI), o Lucro Líquido recorrente alcançaria R$ 241 milhões (+6%) no 4T13 e R$ 758 milhões (+23%) em 2013, o ROAE atingiria 21,4% (-0,5 p.p.) no trimestre e 17,6% (+2,3 p.p.) no ano, na mesma base de comparação
Índice DA (despesas administrativas) de seguros alcançou 16,5% (-0,6 p.p.) no 4T13 e 15,7% em 2013 (-0,9 p.p.)
O Resultado Financeiro do 4T13 foi de R$ 126 milhões (-45% vs. 4T12) e de R$ 494 milhões no ano (-48% vs. 2012) – rentabilidade 1 foi de 1,99% (86% do CDI) no 4T13 e a rentabilidade total atingiu 6,33% (79% do CDI) em 2013 (ex previdência)
Mensagem da Admiistração
Encerramos o quarto trimestre e o ano de 2013 apresentando um satisfatório crescimento de prêmios com uma significativa redução na sinistralidade, favorecidos por uma estratégia focada na recomposição das margens, melhoria nos critérios de seleção de riscos e expansão regional. No mercado de seguro de automóvel a competição permaneceu estável, colaborando para o nosso crescimento de itens segurados (a frota segurada cresceu cerca de 400 mil veículos no ano). Além disso, o resultado operacional recorrente de 2013, superou em mais de 2 vezes o valor do ano anterior, compensando uma menor receita financeira no período.
Os prêmios auferidos totais aumentaram 20% e as receitas totais recorrentes da Companhia cresceram 15% no trimestre e no ano, com destaque para os produtos de automóvel, em especial à Azul que em 2013 cresceu mais de 30% e obteve a menor sinistralidade dos últimos 7 anos (redução de 11 p.p.). A marca Itaú também evoluiu, apresentando um incremento anual de prêmios de 21% com uma redução de 6 p.p. na sinistralidade, a menor desde 2009, quando ocorreu a associação do Itaú com a Porto Seguro.
Na operação de seguros, o índice combinado atingiu 96,4% no 4T13 e 96,0% no ano, ambos apresentando queda em relação ao ano anterior, basicamente influenciados pela redução na sinistralidade dos produtos de automóvel e patrimonial. Também tivemos redução no índice de despesas administrativas, que recuou aproximadamente 1 p.p. no ano, ratificando a nossa busca de melhoria de eficiência operacional.
Nas empresas financeiras e de serviços as receitas cresceram 24% no trimestre e 30% no acumulado do ano, impulsionadas tanto pelas receitas de serviços quanto pelas operações de crédito (cartão de crédito e financiamento). A participação dessas empresas alcançou 19% do lucro total da Companhia em 2013, um acréscimo de 4 p.p. em comparação com o ano anterior.
Por outro lado, o resultado financeiro apresentou uma queda de 45% no trimestre (vs. 4T12), principalmente em função dos movimentos adversos relacionados às estratégias de juros e renda variável, e também em função da base de comparação com o resultado de 2012 (133% do CDI). Excluindo os recursos previdenciários, a rentabilidade no trimestre foi de 1,99%, correspondendo a 86% CDI e de 6,33% (79% do CDI) em 2013.
Neste contexto, o lucro líquido recorrente do 4T13 foi de R$ 233 milhões e no ano de R$ 711 milhões, sendo que ROAE atingiu 21% e 16,5% respectivamente. Ajustando-se (pró-forma) os resultados para uma performance financeira neutra (100% do CDI), o ROAE seria de 21,4% no trimestre e 17,6% em 2013. Neste trimestre foi deferido o processo da causa tributária COFINS para as empresas Porto Cia e Porto Vida e Previdência, com impacto positivo líquido de R$ 702 milhões. Adicionado esse efeito ao lucro líquido da Empresa, o lucro líquido total de 2013 foi de R$ 1,4 bilhão e o ROAE atingiu 25,7%.
Inauguramos o novo prédio do complexo matriz com capacidade para até 2,5 mil pessoas, incrementamos a estrutura operacional com a expansão de centros automotivos e centros de atendimento a sinistros, proporcionando mais conveniência aos clientes. Iniciamos as atividades do Porto Seguro Serviços Avulsos (serviços de conveniência para clientes e não clientes) e da Porto Seguro Conecta (operadora de telefonia móvel da Porto Seguro).
Finalmente, nossos agradecimentos a todos os funcionários, prestadores e corretores de seguros que trabalharam com dedicação e comprometimento no ano de 2013. Prosseguiremos com nossa estratégia de crescimento com rentabilidade, buscando alavancar a nossa marca nos diversos segmentos e canais onde atuamos.
A Mongeral Aegon lançou hoje a Universidade Corporativa em parceria com a Fundação Dom Cabral, instituição eleita como a melhor da América Latina em 2013, e em 16º lugar entre as 50 melhores do mundo pelo ranking de Educação Executiva pelo ranking elaborado pelo Financial Times. “A educação da Mongeral Aegon é que vai nos levar a estar entre os melhores”, afirmou Patrícia Campos, superintendente de desenvolvimento comercial, logo após Carla Muniz, superintendente de Recursos Humanos ter feito o lançamento da Escola de Gestão e Liderança durante a abertura da 1a. Convenção Anual da Mongeral Aegon, que reúne cerca de 700 pessoas em um hotel em Foz do Iguaçu, famosa pelas Cataratas do Iguaçu, um dos locais mais lindos do mundo.
“Temos aqui um cenário ideal para discutir as estratégias para enfrentarmos os desafios de levar o seguro de vida a um número maior de famílias. Precisamos elevar a participação deste segmento no Brasil para patamares compatíveis com o desenvolvimento da economia brasileira”, diz Nilton Molina, presidente do Conselho de Administração da Mongeral Aegon.
Perto de completar 180 anos, a Mongeral entrou em uma nova fase em 2009, quando se uniu ao grupo Aegon, um dos maiores grupos seguradores do mundo, com operações em mais de 20 países, 47 milhões de clientes e ativos sob gestão de mais de 450 bilhões de euros. A parceria possibilitou investimentos signficativos, levando a seguradora a ser hoje uma das dez maiores seguradoras independentes do país, com mais de 700 mil clientes e faturamento de mais de R$ 650 milhões. “Há pouco tempo éramos em 100. Hoje somos mais de 700 funcionários unidos no desafio de afinar nossas estratégias para trabalharmos em parceira e crescermos cada vez mais”, comenta Helder Molina, CEO da companhia.
A Universidade Corporativa é o resultado das diversas ações que a companhia tem feito de mapeamento de processos e competências, que ajudaram a identificar as necessidades de treinamento e desenvolvimento profissional. Com isso, além e atualizar os programas de treinamentos que a Mongeral Aegon desenvolve, foi possível criar uma nova metodologia de ensino, com treinamentos agrupados em quatro grandes escolas: Escola de Gestão e Liderança, Escola de Negócios e Escola de Administração e Serviços.
A partir disso, será possível desenvolver e capacitar os profissionais de acordo com cada habilidade mapeada pelo processo interno, segmentado por níveis profissionais e áreas de atuação. As escolas possuem três níveis de treinamentos, que serão disponibilizados para cada funcionário, de acordo com sua área de atuação, competências e habilidades específicas que precisem ser trabalhadas. São eles: formação, capacitação e desenvolvimento. Os treinamentos serão ministrados por meio de cursos presenciais e e-learning, utilizando uma plataforma de ensino à distância desenvolvido para a companhia.
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