Como forma de contribuir com a mobilidade e garantir uma agradável experiência para os torcedores durante os trinta dias de competição, a Liberty Seguros, Seguradora Oficial da Copa do Mundo da FIFA 2014™, vai oferecer nos dozes estádios que receberão a Copa, um serviço de transporte para pessoas com dificuldade de locomoção, idosos, grávidas e pessoas com crianças de colo. O transporte será feito por carrinhos elétricos que farão o trajeto dos bolsões de estacionamento até a entrada dos estádios. Ao todo serão 40 veículos que cobrirão os 64 jogos nas 12 cidades-sede. A escolha por carrinhos elétricos não poluentes vem da preocupação da seguradora em estimular o uso de opções mais verdes de locomoção.
Para garantir que todos tenham acesso ao serviço, os veículos farão as rotas dos estacionamentos com maior número de vagas para deficientes. Terão apoio da Liberty Seguros as arenas das cidades de São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus e Rio de Janeiro. “É uma iniciativa para garantir, com segurança, a locomoção das pessoas com mobilidade reduzida. Pensamos em toda a logística para proporcionar o máximo de conforto. Cada pessoa terá direito de utilizar o serviço com um acompanhante e os veículos terão espaço para transportar também cadeira de rodas”, afirma Adriana Gomes, diretora de Marketing da Liberty Seguros.
A Liberty Seguros espera transportar mais de 50 mil pessoas. O número de carrinhos foi dividido conforme a estimativa de usuários. Em São Paulo e Rio de Janeiro serão seis veículos por cidade. Já em Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte e Salvador terão quatro carrinhos em cada estádio. Em Curitiba, Cuiabá, Natal, Manaus, Porto Alegre e Recife, por sua vez, serão dois carrinhos.
Para facilitar a localização do transporte, nos dias dos jogos haverá uma tenda dedicada ao serviço próxima aos estacionamentos com cadeiras para garantir o conforto e segurança dos torcedores, e o apoio de mais de 100 pessoas em toda a operação (promotores bilíngues, produtores e motoristas). “Além disso, voluntários, polícia e a segurança estão treinados para informar e, se for necessário, conduzir as pessoas até o local”, diz Adriana Gomes.
A gerente de Marketing Institucional e Esportivo da Liberty Seguros, Manuela Vivo, explica que o transporte de carrinhos elétricos foi testado na Copa das Confederações FIFA 2013, nos três jogos no Mineirão, em Belo Horizonte. “Atendemos quase oito mil pessoas e o serviço foi aprovado e considerado muito relevante pelos usuários. Com esta iniciativa, mostramos nossa preocupação em proporcionar uma boa experiência para todos e em especial para os que mais precisam de cuidado. Este serviço está em total sintonia com a nossa missão que é ajudar as pessoas a viverem vidas mais seguras e tranquilas”, comenta a executiva.
Quantas vidas tem a Golden Cross? A recente negociação da carteira de planos individuais para a Unimed-Rio reacendeu a discussão sobre o futuro da companhia. Há vários indícios de que o empresário Milton Afonso estaria preparando o terreno para a venda do controle. Segundo informa o Relatório Reservado, além da saída do segmento de pessoa física, a Golden Cross estuda encerrar sua operação em Salvador. Sua atuação permaneceria restrita a Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Ao mesmo tempo, a companhia vem promovendo pesados cortes de custo, notadamente na estrutura administrativa e na área de marketing, que, diga-se de passagem, já andava bem mirradinha – alguém aí se lembra de alguma grande ação publicitária de maior fôlego da Golden Cross nos últimos anos? A redução das despesas e, sobretudo, a venda ou o encerramento de operações pouco rentáveis são vistas no mercado como fortes evidências de que os Afonso estão arrumando a casa para a chegada de um novo proprietário. Não custa lembrar que, no fim da década de 1990, a Golden Cross chegou a ter um sócio internacional. No entanto, a parceria com a Cigna durou apenas dois anos e custou aos norte-americanos mais de US$ 400 milhões em prejuízos. Oficialmente, a Golden Cross não comenta as informações.
No setor espocam nomes de possíveis candidatos à compra da Golden Cross. Segundo fonte de um grande banco de investimentos ligado aos Afonso, a UnitedHealth vem mantendo contatos com a família. O objetivo dos norte-americanos é unir sob o mesmo guarda-chuva a Amil e a Golden Cross, o que lhes daria ainda mais musculatura para concorrer com a Unimed, notadamente no mercado do Rio de Janeiro. De acordo com a mesma fonte, outro pretendente é o BTG Pactual, que já tem um pé na área de saúde. A compra da Golden Cross abriria caminho para a verticalização da operação da rede D´Or de hospitais, da qual o banco de André Esteves é um dos principais acionistas.
Ação da concorrência é o fator de risco mais citado nos Formulários de Referência das empresas abertas brasileiras, sendo mencionado por 77% dos participantes, segundo o novo estudo realizado pelo ACI Institute da KPMG, intitulado “Gerenciamento de riscos- os principais fatores de risco apresentados pelas empresas abertas brasileiras”. O estudo aponta os dez fatores de risco mais citados pelas 232 companhias listadas na BM&F Bovespa, abrangendo os segmentos Novo Mercado, Nível 1, Nível 2, Bovespa Mais e as 50 empresas mais negociadas no mercado denominado Tradicional.
Os riscos relacionados à ação da concorrência estão entre os mais citados em todos os segmentos analisados. A maior parte das empresas indica possível aumento no número de empresas concorrentes em seus setores de atuação, baixas barreiras de entrada ao mercado e existência de subsídios ou incentivos para concorrentes de outros países como fatores de preocupação.
Outros riscos que aparecem como mais citados são o de não pagamento de dividendo aos acionistas (63%), de diluição da participação acionária por conta de aumentos de capital (59%), de conflito de interesses entre controladores e minoritários (59%), relacionados à atuação em setor regulado (55%), de falta de liquidez na negociação das ações (55%), de decisões desfavoráveis à empresa em processos judiciais (50%), inadimplência/atraso nos recebimentos dos clientes (48%), de alterações na legislação do setor/setores correlatos onde a empresa atua (47%) e de falta/perda de profissionais (47%).
Segundo Sidney Ito, líder do ACI Institute e sócio da KPMG responsável por consultoria em riscos, isto está integralmente relacionado à pressão dos investidores e dos órgãos reguladores preocupados com a perenidade das empresas e a qualidade das informações apresentadas. Por conta disso, o tema gerenciamento de riscos passou a integrar a pauta das prioridades dos conselhos de administração e da diretoria.
Setores de atuação
O levantamento dividiu as empresas em dez setores de atuação. Dentre eles, em apenas três as ações da concorrência não apareceram como o risco mais citado. Para as empresas de bens industriais a maior ameaça é a variação cambial (71%); já no segmento de petróleo, gás e biocombustíveis, 100% dos respondentes citam o risco de insuficiência do valor/cobertura dos seguros contratados em caso de incidentes e o de não atender as projeções (não conseguirem entregar o volume de combustível estimado no prazo previsto por diversos motivos, desde dificuldade de exploração das reservas e falta de equipamentos/profissionais até interrupções na operação ou mesmo erro na estimativa de produção).
No setor de utilidade pública, os riscos relacionados à atuação em setor regulado são mencionados por 100% das empresas, enquanto as ações da concorrência nem figura entre os dez riscos mais citados.
Sobre o estudo
O estudo “Gerenciamento de riscos – os principais fatores de risco apresentados pelas empresas abertas brasileiras” foi desenvolvido com base no estudo anual da KPMG “A Governança Corporativa e o Mercado de Capitais”, utilizando os riscos apontados pelas próprias companhias em seus Formulários de Referência.
No total, foram coletados e analisados mais de 5.800 riscos reportados pelas empresas, classificados com o objetivo de compreender suas principais preocupações. Para ter acesso ao conteúdo completo visite https://www.kpmg.com/BR/PT/Estudos_Analises/artigosepublicacoes/Paginas/Gerenciamento-de-riscos-empresas-abertas.aspx
O crescimento da economia dos países emergentes nos últimos anos, também vem ampliando o mercado de pequenos seguros, também chamados de microinsurance ou small-ticket insurance. Este segmento inclui todos os tipos de apólices cujos prêmios e valores segurados são significativamente menores que os seguros convencionais, e envolvem uma série ampla de riscos que podem ser cobertos como lesões esportivas, cancelamento de bilhetes para eventos, tratamento médico de animais de estimação, roubo de carteiras ou de smartphones, dentre muitos outros itens.
Do ponto de vista das empresas seguradoras, esses produtos partilham elementos comuns: grandes volumes, pequenos prêmios e benefícios básicos dos produtos entregues pelos canais de distribuição alternativos. Representam ainda uma inovação que permite que o setor de seguros expanda seu mercado e alcance novos clientes.
De acordo com um estudo da Accenture, quatro tendências vêm impulsionando a oferta desses produtos e suas respectivas demandas: a) o aumento dos rendimentos disponíveis entre a classe média nas economias emergentes; b) inovação tecnológica; c) a importância crescente da convergência e dos ecossistemas e d) melhorias nos sistemas operacionais.
Mercados emergentes
A constante expansão da classe média na Ásia, na África, na América Latina e na Europa Oriental, tem atraído milhões de consumidores para receitas diárias entre US$ 2 a US$ 8 por dia, o que os qualifica como potenciais consumidores de microsseguros. De acordo com o Banco Mundial, o grupo de pessoas que se encaixam neste perfil é estimado em aproximadamente 2,3 bilhões.
No Brasil, apenas uma instituição bancária, que possui mais de 35 milhões de clientes ativos em sua rede, vendeu mais de 1,3 milhões de apólices de pequenos seguros apenas no primeiro ano de comercialização.
Os consumidores da base da pirâmide econômica da América Latina, por exemplo, nos quatro mercados mais importantes – Brasil, México, Colômbia e Peru – possuem poder de compra agregado de US$ 319 bilhões por ano, enquanto que na África, os consumidores na Nigéria, Quênia e África do Sul têm renda agregada de US$ 160 bilhões por ano.
Principais dados:
– Estima-se que cerca de 5% dos consumidores em todo o mundo se adequem no perfil de potenciais compradores de pequenos seguros (small-ticket insurance);
– 135 milhões de pessoas já contrataram algum tipo de cobertura. Isso representa um mercado potencial global de 3 a 4 bilhões de apólices no valor de US$ 30 a US$ 40 bilhões em receita anual de prêmios.
– Os clientes-alvo dos small-tickets são aqueles da base da pirâmide econômica que ganham entre US$ 2 e US$ 8 por dia e estão envolvidos em algum tipo de atividade econômica.
– Os tipos de seguro são semelhantes àqueles que oferecem coberturas convencionais em mercados maduros; mas, os prêmios são baixos e podem até chegar a quantias equivalentes a 50 centavos de dólar por mês.
Circula hoje a revista Valor Financeiro Seguros, Previdência e Capitalização. Com 28 reportagens, escritas por renomados jornalistas, a edição traça um Raio X de um setor alinhado e preparado para enfrentar os desafios de crescer em todos os nichos e regiões mesmo com percalços na economia, como o endividamento das famílias, alta da inflação, volatilidade interna e externa e agravamento dos riscos, tanto de catástrofes naturais como as feitas pelo homem. Vale a leitura completa. Boa leitura!!!
A Bradesco Saúde, empresa do segmento saúde da Bradesco Seguros e líder do mercado de saúde suplementar, é pioneira no lançamento de novas segmentações de produtos nos ramos saúde e dental, ajustadas ao perfil de seus clientes: Bradesco Saúde SPG 100 (100 a 199 vidas) e Bradesco Saúde Empresarial 200 (200 a 499 vidas). A nova grade de produtos da Bradesco Saúde ficou da seguinte forma:
SPG – Seguro para grupos até 199 vidas
SPG 3 – de 3 a 29 vidas
SPG 30 – de 30 a 99 vidas
SPG 100 – de 100 a 199 vidas (nova segmentação)
Empresarial – Grupos a partir de 200 vidas
Empresarial 200 – de 200 a 499 vidas (nova segmentação)
Empresarial 500 – a partir de 500 vidas
Esse lançamento tem por objetivo aproveitar ainda mais o potencial de vendas dos produtos SPG e Empresarial da seguradora, até então, disponíveis para 3 a 99 vidas e a partir de 100 vidas, respectivamente.
O segmento de seguro-saúde SPG tem sido o grande destaque da seguradora nos últimos anos. No final de 2009 (dez), eram 293 mil vidas seguradas. Até dezembro do ano passado, esse número subiu para 761 mil vidas seguradas, crescimento de mais de 159% em 4 anos. Só no primeiro trimestre de 2014, essa carteira de pequenas e médias empresas apresentou aumento de 23,6% em números de beneficiários.
Os novos produtos atenderão aos diferentes perfis de empresas de forma especializada, aumentando a diversidade de soluções com vantagens exclusivas, como atendimento de pós-venda personalizado; isenção total ou parcial de carências e cobertura parcial temporária (CPT) – em determinadas condições comerciais; reajuste diferenciado; e demais ferramentas geren ciais e diferenciais da seguradora que geram autonomia e agilidade das operações do seguro saúde.
“O Lloyd’s recebe o upgrade da Fitch Ratings para AA- como um endosso de nosso progresso e desempenho nos últimos anos, e um reforço da posição do Lloyd’s como líder mundial no setor especializado seguros. Apesar das difíceis condições enfrentadas pelo setor como um todo, este upgrade é devido a melhorias significativas na disciplina de subscrição do Lloyd’s, solidez financeira e gestão de risco”, comemora Marco Castro, diretor do Lloyd’s no Brasil.
A Califórnia oferece uma quantidade de desastres mais do que suficiente para roubar noites de sono dos profissionais da área de seguros – ondas de calor, incêndios florestais e os terremotos típicos da região, por exemplo. Felizmente, a mais recente ação Grand Theft Auto V (GTA), da Rockstar Games, não vai adicionar mais preocupações, embora o rastro de caos e destruição deixado em Los Santos, um simulacro de Los Angeles, aguçou a curiosidade dos especialistas da companhia. E se fosse verdade? O quanto o GTA custaria na realidade, em termos de sinistros?
No quinto jogo da série do Grand Theft Auto, os personagens principais praticam uma série de assaltos e arrasam os locais onde passam – casas são queimadas, carros destruídos e um helicóptero destroçado. Sob o pretexto de ‘pesquisa’, dois especialistas Allianz jogaram o game para avaliar o custo da aventura. O resultado? Depois de uma hora e 39 minutos de jogo, eles estimaram o prejuízo total acumulado em cerca de € 9.557.280 milhões (quase R$ 29 milhões).
De acordo com Robert Übler, gerente de divisão se serviços automotivos, e Alexander Drumm, diretor de Mobile Claims Service, ambos da Allianz na Alemanha, o maior custo ocorreu à marca de 1 hora e 28 minutos do game. Neste momento, duas turbinas a gás colidem a 100 km/h com 18 locomotivas da empresa Union Pacific Company, em cima de uma ponte. Ambos os motores ficam totalmente destruídos. O custo total de perda é de € 6 milhões (R$ 18,12 milhões). Além disso, cerca de 300 metros de trilhos são destruídos a um custo de € 1.500.000 (R$ 4,5 milhões). Não foram incluídos na avaliação os danos estruturais causados à própria ponte, pois seriam necessários dados mais abrangentes.
Em comparação, a destruição de um helicóptero por um caça a jato na marca de 1 hora e 39 minutos de jogo parece ser pequena. Embora os danos causados por escombros caindo no chão em uma área residencial de Vinewood Hills (Hollywood Hills) não pode ser avaliado, o helicóptero é semelhante a um Eurocopter AS- 350, cujo valor é de € 1.580.000 (R$ 5 milhões). O resto dos danos acumulados durante os 100 minutos de jogo são resultados de perseguições de carros, coquetéis molotov e danos em aeronave.
De acordo com o Guinness Book of Records, o GTA5, que foi lançado em 17 de setembro, quebrou seis recordes mundiais em seu lançamento, como a maior receita já gerada por um produto de entretenimento em 24 horas (R$ 1,8 bilhão). Ele também estabeleceu o recorde de tempo em que um produto de entretenimento esgotou. Em apenas três dias, o game sumiu das prateleiras e a produtora contabilizou mais de R$ 2 bilhões em vendas.
O mercado de seguros brasileiro encerrou 2013 com faturamento de R$ 177,6 bilhões, cifra 13% superior ao resultado de 2012, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), organizados pelo consultoria Siscorp. Os números não consideram o seguro saúde. O avanço ficou abaixo dos 20% previstos no início do ano em razão da desaceleração do segmento de previdência privada aberta. Desse valor, R$ 50,6 bilhões voltaram para a sociedade em pagamento de indenizações ou resgate de planos de previdência e títulos de capitalização.
O lucro líquido do setor avançou 17%, para R$ 14 bilhões em 2013. Segundo estimativas da consultoria Siscorp, para 2014 o crescimento do ganho será menor, de 5%, porém a lucratividade será mantida. O lucro sobre o patrimônio de final de período ficou em 21% em 2013. Caixa, Porto Seguro e HSBC apresentaram o melhor indicador, com 51%, 37% e 36%, respectivamente. O patrimônio liquido do setor apresentou leve aumento (2%), para R$ 62 bilhões. Já as reservas técnicas avançaram 12%, para R$ 452,8 bilhões. O índice combinado, que mede a eficiência das companhias, apresentou significativa melhora de seis pontos percentuais, saindo do índice de 93% em 2012 para 87% em 2013.
Em seguro gerais, o consumo desaquecido, o alto endividamento das famílias e o encarecimento do crédito desaceleraram o ritmo de contratação de alguns seguros, como automóvel e seguros vendidos pelo varejo, como garantia estendida. Mesmo assim, o segmento registrou vendas de R$ 57 bilhões em 2013, avanço de 19%. O ramo automóvel começou 2014 com boas perspectivas, como a aprovação da lei que vai permitir uso de peças usadas para conserto de automóveis dentro dos planos de seguro. Em 2013, as vendas de seguro de carro atingiram R$ 29,3 bilhões, alta de 19% em relação a 2012. A venda de veículos novos no Brasil caiu 0,9% em 2013, na primeira queda anual em 10 anos, informou a associação que representa as montadoras, Anfavea. Foram vendidos 3,77 milhões de veículos, ante 3,8 milhões em 2012. A produção subiu 9,9%, para 3,74 milhões de unidades no ano. Já em 2014, as montadoras enfrentam queda nas vendas e pedem apoio do governo para que possam manter o emprego dos trabalhadores da indústria, panorama que preocupa as seguradoras.
O seguro habitacional tem sido beneficiado pela forte expansão do crédito imobiliário nos últimos anos. O faturamento em 2013 ficou em R$ 2,2 bilhões, aumento de 24% sobre o valor obtido em 2012, quando as vendas foram de R$ 1,7 bilhão. Segundo os especialistas, o seguro habitacional tende a aumentar a sua participação atual de 3,9% no mercado segurador diante das expectativas positivas com a manutenção do bom desempenho do mercado imobiliário, mesmo com a economia andando de lado em 2014.
O faturamento do seguro DPVAT somou R$ 4,2 bilhões em 2013, contra R$ 3,5 bilhões registrados nesse período em 2012 – um crescimento de 18%. Um avanço creditado ao investimento em comunicação pela Líder Seguradora, que tem como meta a conscientização da sociedade sobre os benefícios do seguro obrigatório para indenizar acidentes de trânsito.
O seguro rural vem se destacando em índice de crescimento, com avanço de 58% em 2013, para R$ 2,3 bilhões. Para 2014, há grandes expectativas nesse segmento. O Plano Safra destina R$ 700 milhões para o seguro rural, que indeniza produtores em caso de quebra de safra. O governo estuda mudanças no modelo, com as apólices deixando de estar atreladas apenas à produção e passariam a considerar também o faturamento. O objetivo é que o seguro rural cubra não apenas a quebra da produção, mas eventuais quedas de preços, considerado um modelo mais adequado ao produtor rural.
Vida também se destacou nas estatísticas do ano, com faturamento R$ 25,9 bilhões. Boa parte do crescimento de 18% veio do seguro viagem e também do prestamista, que garante o pagamento da dívida diante de morte, invalidez ou desemprego do titular. Microsseguros, contabilizados pelo primeiro ano, totalizaram prêmios de R$ 9,1 milhões. Para 2014, a Siscorp projeta um salto de 129%, para R$ 21 milhões.
Previdência, que há mais de uma década era o grande destaque de crescimento da indústria de seguros, dessa vez é citada pelos especialistas pelo fraco desempenho. A previsão inicial das seguradoras era de crescimento de 20%, mas o setor encerrou o ano com 13%, praticamente em virtude do desaquecimento do segmento de previdência. O VGBL, por exemplo, que crescia num ritmo superior a 30%, encerrou 2013 com alta de apenas 4%, com arrecadação de R$ 62,2 bilhões. Já os planos PGBL e tradicionais totalizaram R$ 11,5 bilhões, 5% mais do que o ano anterior.
A captação dos fundos de previdência apresentou recuperação no primeiro trimestre de 2014, mas ainda não o suficiente para levar as apostas de crescimento do segmento para dois dígitos. A expectativa da FenaPrevi é encerrar o ano acima de 10%, dependendo da volatilidade consequente de eventos importantes da economia local e internacional, segundo comentou Osvaldo do Nascimento, presidente da federação que representa as empresas de previdência privada, em evento do setor no mês de maio. Dados da Siscorp projetam avanço de 5% para a arrecadação do VGBL, encerrando 2014 com R$ 65,5 bilhões.
O segmento de capitalização cresceu 26%, para R$ 20,9 bilhões, motivado pela maior oferta do produto no canal bancário e inclusão do produto em outras apólices comercializadas pelo setor, como vida, acidentes pessoais e residência, além do aumento da competição entre as empresas. Marcos Barros, presidente da Fenacap, atribuiu a expansão acelerada à oferta de produtos diferenciados, como o título para garantia de aluguel e os da modalidade de Incentivo, ainda que o produto tradicional, de acumulação associada ao sorteio de prêmios, ainda seja o carro-chefe do setor. “O produto vem se consolidando como instrumento adequado para estimular o brasileiro a formar reservas”, avaliou. Os resgates atingiram os R$ 17,6 bilhões. “Isso é dinheiro que movimenta a economia”, finaliza o presidente da Fenacap.
Ranking – Segundo dados da Siscorp, a BB e Mapfre encerrou 2013 como a maior do setor de seguros gerais, com R$ 34,5 bilhões, com 24% de market share. A Bradesco vem em segundo, com R$ 28,4 bilhões, seguida pela Itaú Unibanco com R$ 21,3 bilhões; pela Porto Seguro, com R$ 10 bilhões; e pela Zurich Seguros, encerrando o ano na quinta colocação, com R$ 8 bilhões. Caixa (R$ 7,2 bilhões), SulAmérica (R$ 3,9 bilhões), Allianz (R$ 3,4 bilhões), Tokio Marine (R$ 2,57 bilhões) e HSBC (R$ 2,52 bilhões) completam o ranking das dez maiores seguradoras do Brasil em 2013.
TRADUÇÃO DO FINANCIAL TIMES PUBLICADA PELO JORNAL VALOR ECONÔMICO
Há mais milionários do que nunca no mundo. O dinamismo dos mercados de ações, a estabilidade das economias industrializadas da Europa e dos Estados Unidos e a política monetária apoiadora dos bancos centrais levaram a riqueza privada global para um recorde de US$ 152 trilhões.
O número total de famílias milionárias alcançou 16,3 milhões em 2013, uma forte alta em comparação aos 13,7 milhões em 2012, de acordo com o Boston Consulting Group, consultoria responsável pelo levantamento.
A riqueza privada global cresceu 14,6% no ano passado, perante os US$ 132,7 trilhões apurados em 2012.
Desde a crise financeira de 2008, a riqueza privada mundial cresceu 65%, ou US$ 60 trilhões, acompanhando a recuperação de mercados e economias industrializadas quanto à instabilidade que foi desencadeada a partir da quebra do banco Lehman Brothers e dos temores de que o sistema bancário mundial estaria em colapso.
O número de famílias milionárias no mundo representa 1,1% do total, acima do 0,7% registrado em 2007.
Os EUA tinham em 2013 o maior número de famílias milionárias (7,1 milhões), bem como o maior número de novos milionários (1,1 milhão). A maior densidade de famílias milionárias se encontrava no Qatar (175 de cada mil domicílios), seguido pela Suíça (127) e Cingapura (100).
A solidez dos mercados de ações impulsionou as economias industrializadas, que têm uma grande base de ativos já existentes, permitindo-lhes alcançar o rápido crescimento dos ativos nas economias emergentes, que dependem mais da criação de riqueza que seria estimulada pelo crescimento econômico e por altas taxas de poupança.
Por exemplo, a riqueza privada cresceu dois dígitos nos EUA e na Austrália, enquanto alguns mercados emergentes, como o Brasil, tiveram um crescimento muito mais fraco. A China reforçou a sua posição como a segunda nação mais rica, depois dos EUA.
Todos os grandes índices de ações subiram em 2013, em meio à relativa estabilidade econômica na Europa e nos EUA e aos sinais de recuperação nas economias mais duramente atingidas pela crise da zona do euro, como a Irlanda, Espanha e Portugal.
Apesar da redução gradual do excesso de liquidez nos Estados Unidos, a política monetária dos bancos centrais foi apoiadora no geral, o que também impulsionou a riqueza privada.
A riqueza privada nos EUA ficou em US$ 46 trilhões em 2013, o dobro da China, com US$ 22 trilhões. O Japão ficou em terceiro lugar com US$ 15 trilhões, seguido por Reino Unido, com US$ 8 trilhões, e Alemanha, com US$ 7 trilhões.
As projeções para 2018 mostram que a China deve ter a maior expansão da riqueza privada. Segundo o Boston Consulting Group, a riqueza privada chinesa crescerá 84% até 2018, para US$ 40 trilhões. Ainda assim, permanecerá em segundo lugar, atrás dos EUA, onde a riqueza privada deverá aumentar 17% no intervalo, para US$ 54 trilhões.
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