A Icatu Seguros ganhou a licitação feita pela RJPrev, Fundação de Previdência Complementar do Estado do Rio de Janeiro, para ser a seguradora responsável pela divulgação do plano de benefícios de caráter previdenciário complementar dos servidores do Estado. Além disso, a empresa irá administrar as coberturas de morte e invalidez pelos próximos cinco anos.
Com a finalidade de buscar o equilíbrio do seu sistema previdenciário, o Estado do Rio de Janeiro, com a Lei 6.243, adotou o regime de previdência complementar para seus servidores públicos civis. Com o novo regime, que entrou em vigor a partir de 04 de setembro de 2013, a aposentadoria dos novos servidores passou a ter como limite o teto do INSS. Ou seja, quem desejar se aposentar com uma renda superior ao teto atual de R$ 4.390,24, precisa aderir ao fundo de pensão do Estado, o RJPrev. Vale ressaltar que quem aderir ao plano e tiver salário superior ao teto tem a contrapartida do Governo com igual valor da contribuição, no limite de 8,5% do salário do servidor.
O Diretor Presidente da RJPrev, Halan Morais, enfatiza que o novo servidor, que tomou posse a partir dessa data e ganha acima do teto, precisa entender que agora ele é corresponsável pela sua própria aposentadoria. “Muitos novos servidores já estão aderindo ao plano e buscamos a maior adesão possível para que os funcionários públicos e suas famílias estejam protegidos. Como o sistema é facultativo, quem decidir não participar deve conhecer os impactos dessa decisão na sua aposentadoria” – comenta.
Para incentivar as adesões, a Icatu Seguros usará a sua força de distribuição para divulgar o plano para todos os servidores do Estado do Rio de Janeiro. “Como empresa especialista em Vida e Previdência, está em nosso DNA trabalhar para conscientizar as pessoas sobre a importância de proteger e planejar. Vamos nos valer dessa experiência, da nossa metodologia própria e da nossa exclusiva plataforma de educação financeira para despertar os funcionários públicos para essa nova realidade”- afirma Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros.
A Icatu Seguros também ficará responsável pela gestão da carteira de risco de morte e invalidez do plano da RJPrev. Além disso, a seguradora poderá oferecer para os 160 mil servidores ativos do Estado do Rio de Janeiro, que fizerem adesão à RJPrev, a contratação de coberturas de morte e invalidez.
O superintendente de Riscos Especiais – Financial Lines – E&O & Responsabilidade Ambiental da LIU, divisão de riscos especiais da Liberty Seguros, Luiz Antonio Oliveira, participou, no último dia 28, de duas mesas-redondas sobre riscos ambientais durante evento realizado pela Revista Latam Insurance Review. O evento debateu o cenário atual e os principais desafios dos gestores de riscos das empresas.
Oliveira convidou parceiros da Liberty Seguros para a discussão: a JBO Advocacia, a Verde Ghaia (consultoria ambiental) e a WGRA (especialista em atendimentos de emergência, como limpeza de vias, por exemplo). “Os parceiros enriqueceram a discussão porque foi possível abordar a abrangência e a quantidade de leis de responsabilidade ambiental que existem hoje no Brasil, principais exemplos de sinistros e os altos custos que as empresas enfrentam quando não contratam um seguro”, comenta.
Ao final do dia, os principais pontos da discussão foram apresentados por Oliveira para o público geral do evento, no auditório. Além do resumo do que foi discutido nas mesas-redondas, Oliveira abordou a importância da prevenção, a preocupação com o descarte correto de resíduos perigosos e a necessidade de contratar uma apólice correta. “Esse tipo de seguro ainda é muito novo e é muito comum que a empresa contrate um seguro de responsabilidade civil comum, que não englobe os riscos ambientais. Também é preciso ficar claro que não se espera acontecer primeiro o acidente para depois contratar o seguro”, ressalta.
A Geneva Association, entidade de referência em pesquisas sobre gerenciamento de riscos e interfaces do seguro em diversos seegmento, acaba de divulgar o resumo da Assembleia anual de 2014, realizada em Toronto, no Canada. O evento, o mais importante da instituição, contou com os principais CEOs de empresas da indústria mundial de seguros, além de técnicos de diversos governos, que tiveram a oportunidade de conhecer aprofundadamente os resultados das pesquisas e abrirem novas linhas de análises e discussões. Uma eficiente regulação do capital, gerenciamento de risco de catástrofes e investimentos de longo prazo em infraestrutura foram alguns dos temas debatidos.
O painél sobre eventos extremos e os riscos climáticos foi comandado pelo presidente da AXIS Capital Holdings, Michael Butt, e contou com a participação do ex-vice-presidente americano Al Gore. No documento divulgado sobre a Assembleia, no capítulo referente ao tema, a Geneva Association informa acreditar que a indústria do seguro pode e deve ser a catalisadora das ações de combate aos riscos climáticos, defendendo e disseminando informações sobre o assunto, tanto internamente, como para outras indústrias.
O documento também alerta que, em relação aos riscos climáticos, o foco deve ser na prevenção, e não na reparação, afirmando que apenas 1 dólar é gasto em prevenção de riscos para cada 10 dólares em reparações e coberturas, quando deveria ser o oposto.
Citando o nosso País, o relatório afirma ser interessante notar que, de acordo com recente estudo da Munich Re e da Universidade de Würzbung, os melhores resultados de minimização de perdas por meio de coberturas adicionais de seguros têm sido obtidos em países com média penetração do seguro, como China, Tailândia e Brasil.
Grande parte dos motoristas brasileiros sabe que deve dirigir com prudência e sempre atento às leis de trânsito. Mas imprevistos acontecem… Sem querer, o carro está amassado – você foi manobrar e bateu em outro automóvel. A verdade é que ninguém está imune a pequenos acidentes como esse ou até mesmo outros mais sérios, envolvendo lesões físicas, por exemplo. Por isso, contratar uma cobertura de Responsabilidade Civil, que cobre possíveis problemas causados a terceiros, é fundamental.
Por mais que o mercado de seguros esteja em constante renovação e buscando oferecer coberturas e serviços que atendam perfis cada vez mais específicos, alguns ainda acreditam que uma forma de baratear o valor final do seguro é reduzir os limites ou até mesmo eliminar a cobertura para terceiros. Mas e se você, por acidente, bater em um carro importado, que pode ter o conserto avaliado em mais de R$ 50.000? Ou se envolver em um caso mais sério, no qual machucou alguém e terá de pagar as despesas médicas, que somam R$ 100.000?
A seriedade é grande, por isso as coberturas de Responsabilidade Civil são sempre recomendadas na contratação. Ciente disso, a Minuto Seguros já inclui a cobertura em todas as cotações enviadas aos seus clientes. Mesmo assim, dúvidas sempre surgem: “o que é coberto?”, “isso vai deixar o meu seguro muito mais caro?”, “é realmente necessário?”, “já tenho o DPVAT obrigatório, preciso fazer outro seguro?”.
As coberturas para riscos de danos a terceiros, conhecidas como Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos (RCF-V), garantem o ressarcimento dos custos que o proprietário do veículo for obrigado a pagar por prejuízos materiais ou pessoais a terceiros. Este seguro inclui ainda o pagamento de gastos com advogado e questões judiciais. “O segurado tem direito ao reembolso de possíveis indenizações que ele tenha que pagar, de acordo com o limite especificado na apólice”, explica Manes Erlichman Neto, sócio-diretor da Minuto Seguros.
Diferente da cobertura RCF-V contratada por meio de uma corretora, o DPVAT (Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres) é um seguro compulsório de responsabilidade civil, pago no licenciamento do veículo. Ele possui valores pré-estabelecidos de indenização que cobrem no máximo até R$ 13.500 por vítima, em caso de morte ou invalidez permanente. Oferece também reembolso de despesas médico-hospitalares (até R$ 2.700). Além de ter valores de indenização bem mais baixos, o seguro DPVAT ainda possui limitações. Ele não cobre, por exemplo, os prejuízos materiais.
“Além de muito importante e fundamental quando falamos de carros, a cobertura de Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos (RCF-V) não custa caro. Com um pequeno acréscimo no preço do seguro, a pessoa poderá ter uma cobertura com limites de indenização maiores. Há alguns clientes que, por motivo de segurança, optam por fazer somente a cobertura para terceiros”, afirma Manes.
* A Minuto Seguros é uma corretora de seguros que possui um site de interface simples, com navegação segura e rápida, além de uma organizada estrutura de equipe de atendimento com consultores especializados e preparados para oferecer suporte por telefone, e-mail ou chat.
Com a Minuto Seguros, você experimenta a verdadeira união da praticidade virtual com o comprometimento e o respeito do atendimento real. Essa combinação oferece aos clientes uma experiência completa, visando contemplar exatamente aquilo que cada um está buscando.
São mais de 15 seguradoras disponíveis, incluindo os principais players do mercado. Além do Seguro Auto oferecido no site, destacam-se também o Seguro Residencial, o Seguro Viagem, o Seguro para Eletrônicos, o Seguro Pet e o recém-lançado Seguro PME, voltado para pequenas e médias empresas. Acesse: www.minutoseguros.com.br.
Nos primeiros seis meses do ano, o volume de prêmios arrecadado pelo grupo BB e Mapfre com os seguros para condomínio já é 30% superior ao arrecadado no mesmo período do ano passado.
Parte desse crescimento decorre das vantagens da cobertura ampla, que prevê indenização total até o limite contratado na apólice em casos de desmoronamento, alagamentos, inundações, vendaval, furacão, ciclone, tornado, granizo, danos elétricos e até mesmo tumultos, que não são encontrados na cobertura simples de incêndio.
Segundo levantamento do GRUPO, danos à rede elétrica, como curtos-circuitos, variações de tensão e prejuízos no fornecimento de energia respondem por 40% das indenizações pagas a condomínios residenciais. Danos causados a condôminos ou a terceiros (responsabilidade civil) ficam em segundo lugar, e respondem por 13% das indenizações pagas pela seguradora aos condomínios segurados.
De acordo com Danilo Silveira, superintendente executivo de Seguros Tradicionais do BB e Mapfre, o Seguro de Responsabilidade Civil dentro da Apólice de Condomínio apresenta coberturas tanto para o síndico quanto para o condomínio.
Ao condomínio, a cobertura garante o reembolso de despesas por danos corporais ou materiais causados involuntariamente a terceiros ou aos condôminos, por determinação judicial. Já ao síndico, a cobertura garante o reembolso de despesas decorrentes do descumprimento de suas obrigações funcionais, negligências, erros, ou omissões cometidos no estrito exercício de suas funções e dos quais resultem danos aos condôminos.
A lei obriga a contratação do seguro, e define que é o síndico ou administrador do condomínio quem pode vir a responder judicialmente em caso de acidente no condomínio. “Mediante a contratação dessas coberturas, fica entendido e acordado que a seguradora é quem responderá, até o limite máximo fixado na apólice, por uma possível indenização por danos involuntários, materiais ou corporais causados a terceiros. Esse é o maior benefício do seguro, que é trazer tranquilidade ao síndico e condôminos”, ressalta o executivo.
O presidente do Grupo Bradesco Seguros, da CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização) e da Fides (Federação Interamericana de Empresas de Seguros), Marco Antonio Rossi, será o palestrante de abertura da 10ª Conferência Internacional do Microsseguro, que a Fundação Munich Re e a Microinsurance Network promovem de 11 a 13 de novembro de 2014, na Cidade do México.
O evento reunirá cerca de 500 participantes de diversos países, incluindo representantes de companhias de seguros e resseguros, organizações internacionais e não-governamentais, agências de fomento e órgãos de regulação e supervisão, além de acadêmicos e formuladores de políticas econômicas.
Principal fórum de discussão do setor, a Conferência Internacional do Microsseguro ocorre anualmente em novembro e já foi realizada na Indonésia, Tanzânia, Brasil, Filipinas, Senegal, Colômbia, Índia, África do Sul e Alemanha. Em sua 10ª edição, o evento abordará, entre outros temas, desafios do microsseguro, desenvolvimento de produtos e subscrição, o papel das associações de seguros no apoio ao desenvolvimento do mercado, defesa do consumidor e tecnologia da informação.
As sociedades seguradoras deverão manter cadastro unificado atualizado dos segurados e beneficiários dos seguros de pessoas, cujo exemplo mais relevante é o seguro de vida. A medida é proposta pelo Projeto de Lei do Senado (PLS) 260/2014, apresentado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguarda o recebimento de emendas.
A criação do cadastro tem o objetivo de facilitar a localização e o acesso aos seguros por parte dos beneficiários, uma vez que ele reunira as informações que constam separadamente no banco de dados de cada empresa que opera no setor, explica o autor do projeto, senador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP).
“Muitas vezes, os parentes da pessoa falecida desconhecem se este contratou ou não um seguro de vida. Da mesma forma, beneficiários de outros tipos de seguros de pessoas podem não ter conhecimento da existência do contrato de seguro. Para obter essa informação, devem se dedicar à árdua tarefa de procurar nos arquivos da pessoa falecida ou então pesquisar nas principais empresas do mercado”, argumenta Rodrigues na justificativa da proposição.
O PLS 260/2014 estabelece que o cadastro ficará sob supervisao da Superitendencia de Seguros Privados (Susep). As informações somente poderão ser utilizadas para localização e no interesse dos beneficiários do contrato de seguro. A inclusão das informações no cadastro dependerá do consentimento prévio, expresso e informado do segurado, que poderá revogá-lo a qualquer momento, bem como solicitar a exclusão definitiva dos seus dados.
O projeto – que acrescenta o artigo 31-A ao Decreto-Lei 73/1966, que regula as operações de seguro – estabelece ainda que em qualquer operação de coleta, armazenamento, guarda e tratamento dos dados pessoais que constarem do cadastro deverão ser respeitados os direitos à privacidade, à intimidade e à proteção dos dados pessoais previstos na legislação brasileira.
Rodrigues observa que o projeto prevê regras que garantem a preservação da vida privada e da intimidade do titular do seguro, exigindo o seu consentimento prévio, expresso e informado para inclusão de dados, alem de estabelecer penalidades para aqueles que violarem tais regras. As penalidades incluem advertência, suspensão do exercício de atividades, inabilitação pelo prazo de dois a dez anos, pagamento de multa e suspensão para atuação no ramo de seguros.
A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) realizou estudo, com base na evolução do número de beneficiários da saúde privada e na queda do desemprego, em que os dados apontam para uma relação direta entre o aumento do emprego formal e a adesão a planos de saúde, tanto médicos quanto odontológicos. O crescimento de beneficiários de planos médicos no Brasil, entre março/12 e março/14 foi de 8,3. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período, a população brasileira ocupada aumentou em 3,6%.
A região Norte foi a que registrou maior aumento de população ocupada no período analisado. De acordo com análise da FenaSaúde, a região foi uma das que observou o maior crescimento no número de beneficiários de planos de assistência médica (13,8%). O Centro-Oeste apresentou incremento de 5,7% da população ocupada e 19,1% em vidas assistidas.
Para a FenaSaúde, esta é uma tendência que pode ser mantida com padrões sustentáveis de crescimento econômico. A competição entre as empresas por mãode obra faz com que os benefícios sejam diferenciais para retenção de colaboradores, principalmente para pequenas e médias empresas.
O mesmo cenário se projeta para planos odontológicos. O número de beneficiários aumentou 19,7%, do primeiro trimestre de 2012 para o mesmo período de 2014. As informações sobre beneficiários estarão no 7º Boletim de Indicadores Econômico-Financeiros e de Beneficiários da FenaSaúde.
Francisco Galiza destaca lguns dados interessantes do mercado de seguros da Europa, com base nos balanços divulgados em 2013.
O faturamento de seguros naqueles países representou, em média, 35% do mercado mundial. Ao todo, são 1,1 trilhões de euros, divididos em 60% em produtos de vida, 30% em seguros de Ramos Elementares e 10% na área de Saúde.
O setor de seguros é o maior investidor institucional da União Européia, com 8,5 trilhões de euros em ativos, o que representa 60% do PIB daquele continente.
Existem 5,1 mil seguradoras na Europa, gerando quase 1 milhão de empregos diretos.
O mercado segurador, incluindo seguros gerais, capitalização, vida e previdência bem como saúde suplementar, deverá crescer 11% em 2014. Em 2013, o setor registrou receita de vendas próxima de R$ 300 bilhões. A previsão é de Marco Antonio Rossi, presidente da Cnseg. O executivo, que preside a Bradesco Seguros, justifica o crescimento de dois dígitos do setor — mesmo diante da queda de expectativa do PIB brasileiro de 3,5% no início do ano para uma previsão de 0,5% nas últimas pesquisas realizadas com profissionais do mercado financeiro — pela baixa penetração de seguros na sociedade brasileira e consequente aumento das vendas pelo varejo, pela recuperação do ritmo de arrecadação nos planos de previdência aberta e pela indústria já ter absorvido os impactos das novas regulamentações implementadas no início do ano. Apesar de manter os dois dígitos, o percentual é inferior aos 15,6% estimados para 2014 no início do ano.
As reservas do setor superaram R$ 500 bilhões no primeiro semestre deste ano, avanço de 13,9% em comparação ao mesmo período anterior, informa Rossi. O setor arrecadou R$ 89 bilhões no primeiro semestre deste ano, alta de 5%, sem considerar saúde suplementar. “A penetração destes produtos ainda é muito baixa nas classes C e D, por exemplo”, apontou o presidente da Cnseg. “São consumidores em potencial, que podem alavancar a expansão do setor”. De acordo com os números da entidade, atualmente no País existem 140 milhões de pessoas sem seguro de vida ou plano de saúde, 35 milhões de carros sem seguros, 170 milhões de pessoas sem seguro dental, 50 milhões de residências sem seguro contra roubo ou incêndio e 3 milhões de empresas sem seguro empresarial. “Há dez anos estávamos na 21ª posição no ranking de prêmios gerais do setor. Atualmente estamos na 12ª e podemos avançar muito considerando que estamos entre as cinco maiores economias do mundo, afirmou.
A mudança no cenário das eleições para presidente da República, com o crescimento de Marina Silva diante de Dilma Rousseff nas últimas pesquisas divulgadas, não altera a estratégia da CNseg, que congrega as mais de 100 seguradoras do Brasil. “Todos os candidatos demonstram valorização do setor. Isso já é um ganho das iniciativas e investimentos que fizemos na comunicação com toda a sociedade. Já está claro para todos que a indústria de seguros gera poupança de longo prazo e oferece proteções importantes para riscos imprevistos e isso já passou a fazer parte na rotina da visão das pessoas que estão envolvidas em política no Pais”, afirma o presidente da Cnseg durante encontro com jornalistas, realizado hoje em São Paulo.
Qualquer que seja o novo presidente do País, Rossi afirma que a CNseg manterá seu papel de promover as posições do setor por meio de sólido conhecimento e do debate técnico; de estimular o desenvolvimento do mercado de seguros, a promoção dos interesses dos consumidores e implementar ações para ampliar o acesso da população ao produto seguro. Em transparência, Rossi destaca que a Confederação está investindo fortemente na divulgação e aprimoramento da imagem do setor por meio da manutenção e ampliação dos canais de diálogo com os públicos prioritários, como governo, judiciário e imprensa. O terceiro setor também está nas prioridades da CNseg, com o incentivo as boas práticas entre todas as associadas.
Educação financeira – Para que esse crescimento seja sustentável, as seguradoras têm um papel primordial na educação financeira para que a venda de seguros no varejo possa atingir seu potencial, afirma Luciene Magalhães, sócia da KPMG especializada em seguros. “Apesar de ter ganho relevância no PIB, a participação de seguros ainda é pouco representativa comparado a economias mais maduras”, destaca ela em sua palestra no encontro com jornalistas promovido pela CNseg sobre “Vendas de Seguros no Varejo”.
Entre as principais redes de varejo no foco das companhias de seguros estão supermercados, lojas de departamento, materiais de construção entre outros. Os principais produtos comercializados são o de garantia estendida e de proteção financeira. Entretanto, diz ela, os produtos estão em redes ligadas a eletroeletrônico e móveis, cujo faturamento supera R$ 120 bilhões. Ou seja, há um grande potencial para aumentar o mix de produtos nessas redes e implementar o processo de vendas em redes pequenas e médias de todo o Brasil. Segundo dados da KPMG, o maior número de redes de varejo está nas regiões Sudeste e Sul, responsáveis por cerca de 80% das vendas.
Bento Zanzini, representante da CNseg e vice-presidente da BB e Mapfre, comenta que 2013 e 2014 foram anos de grandes discussões sobre como aprimorar a venda de seguro no varejo. A Susep publicou basicamente cinco medidas, sendo quatro resoluções (294, 295, 296 e 297), e a circular 480, que define como deve a comercialização do seguro pelas redes varejistas. Em abril de 2014 veio uma nova resolução para deixar claro o conceito de organização varejista. “Praticamente todo tipo de organização está dentro deste normativo”, diz, inclusive concessionárias de veículos.
Desta forma, as redes varejistas passam a ser enquadradas como representantes de seguros, assumindo as responsabilidades com a seguradora nos contratos de seguros. O seguro de garantia estendida, principal alvo das normas, só pode ser vendido por meio de apólice individual ou de bilhete de seguro, ficando vedada a contratação por meio de apólice coletiva. É obrigatório que a venda seja feita por um profissional treinado e a rede tem de fornecer informações claras aos consumidores, inclusive com fixação de cartazes nos locais de venda. Ficou proibida a venda ou o desconto de bens à contratação de seguros, conhecido como venda casada, e o consumidor tem o direito de arrependimento, sendo permitida a desistência da contratação em até sete dias corridos.
Vários tipos de seguros foram citados pelos normativos, como seguro para animais, microsseguros de pessoas, de danos e de previdência, como também funeral, viagem entre outros. “A abrangência é muito positiva por permitir que as companhias possam traçar suas estratégias de negócios na ampliação deste importante canal de distribuição”, afirma. Em uma amostra, 49% comercializavam seguros e 51%, com quase 200 estabelecimentos ouvidos na pesquisa, sendo os supermercados com 41% da amostra, 23% das lojas de departamento, 23% redes de material de construção.
A pesquisa permitirá o desenho de produtos mais adequados a este canal de vendas, afirma Bento Zanzini. Entre os produtos mais comercializados estão acidentes pessoais com diárias de internação hospitalar com indenizações de até R$ 10 mil, com custo anual de R$ 72. Já o seguro de proteção financeira, que cobre o saldo devedor limitado a R$ 1 mil, bem como a perda de renda por desemprego ou incapacidade, tem custo anual de R$ 50. O terceiro produto citado pelo representante da CNseg é de acidentes pessoais com assistência odontológica e com sorteio, como cobertura para morte acidental em até R$ 20 mil, com custo anual de R$ 140. “Ou seja, seguros com preços entre R$ 6 e R$ 8 por mês cabem no bolso das famílias”, destaca. Por isso, é preciso encontrar um canal de conveniência, pois para o corretor de seguros a receita é bem inferior do que outros programas de seguros, como automóvel, residência, saúde, vida, previdência entre outros. “Isso sem deixar o corretor apartado disso, pois todas as operações sempre tem um corretor que funciona como intermediário. Mas é um canal para corretores especializados na venda de varejo”, explica.
Susep – Regina Simões, responsável pela coordenação geral de produtos da autarquia responsável pela fiscalização e regulação do mercado segurador, avisa que muito já se avançou mais ainda há novas normas para serem editadas, como pequenos detalhes, como o segmento de pneus e rodas. Também são avaliados pela Susep argumentos do mercado, como a oferta de seguro pelo caixa do estabelecimento. A nova norma estabelece uma exceção a essa regra, quando houver um treinamento adequado do profissional. “Nossa função é zelar pelo equilíbrio do mercado e proteção do consumidor”, ressalta. Segundo ela, as normas foram elaboradas com todas as partes envolvidas e de desenvolveu num processo longo. “As discussões geraram muitos aprendizados para todos. Tudo começou com o seguro garantia, mas percebemos que o foco era o canal de distribuição de varejo e que o varejo é um grande instrumento de inclusão financeira e que merecia um cunho de educação financeira mais adequado”.
Segundo Regina, a inclusão na norma da possibilidade do consumidor poder se arrepender em sete dias úteis e ter o dinheiro pago pelo seguro garantia de volta é um dos grandes aliados para inibir a venda casada. Outra ressalva da técnica da Susep é quanto a evolução do próprio consumidor. “A partir do momento em que é obrigatório que a varejista e seguradora entreguem ao consumidor uma série de documentos e também é obrigatório a assinatura dele no bilhete de seguro, consequentemente a educação financeira do consumidor é lapidada” .”Esperamos que o conjunto de normas editadas auxiliem no equilíbrio do mercado e, principalmente, na formação de um consumidor mais informado e consciente”, diz. Segundo ela, há uma grande vontade de todos as partes de acertar na regulamentação.
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