IRB Brasil RE parte em busca de bons clientes e projetos no mundo

cardoso_vfRumo ao mundo. Essa é a estratégia do IRB Brasil RE para enfrentar um ano desafiador como 2015. “Nos preparamos nos últimos anos para ganharmos uma posição de destaque no mundo de resseguros. Nos aproximamos de parceiros de negócios, contratamos especialistas de várias nacionalidades, com especialização em riscos e mercados catastróficos, e nosso capital é três vezes maior do que o exigido pela regulamentação”, afirma José Carlos Cardoso, que há três meses assumiu a vice-presidência da maior resseguradora local do Brasil.

Segundo ele, trata-se de uma mudança de paradigma. “Os negócios vinham até nós. Agora partimos em busca de bons clientes e projetos, base para conquistarmos o status de melhor resseguradora na América Latina em nichos específicos e não somente pelo tamanho que temos no Brasil”. Experiente, com passagens por empresas renomadas do setor, Cardoso concorda que tem um desafio e tanto nas mãos diante da acirrada concorrência instalada no mundo de resseguros, que vive um período de farta oferta, riscos agravados e investimentos engavetados pela recessão mundial. No Brasil, o cenário para resseguros também não é muito otimista para 2015. Tanto por ser um ano de ajustes, com projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) próximo a zero, como pela acirrada disputa travada entre os mais de 100 players atuantes no País. “Não vamos entrar em guerra de preços. Enquanto o mercado se acomoda e volta a praticar taxas compatíveis com os riscos, vamos aproveitar nossa estrutura, profissionais e capacidade financeira para buscar bons negócios ao redor do mundo, especialmente na América Latina, África e Ásia “, afirma ao blog Sonho Seguro.

Realmente a situação vivida atualmente no Brasil frustrou os acionistas de resseguradoras que apostaram suas fichas no crescimento significativo do PIB, que não se concretizou, e nos investimentos bilionários do pré-sal, de construção de navios e da obras do PAC, muitos adiados enquanto o país enfrenta uma onda de denúncias de esquemas de corrupção envolvendo construtoras e empresas estatais e privadas.

De acordo com o estudo da Terra Brasis, as resseguradoras locais apresentaram lucro de R$ 386 milhões nos primeiros nove meses de 2014, ante R$ 29 milhões registrado no mesmo período de 2013. Desse valor, quase tudo pertence ao IRB, com ganho de R$ 327 milhões, repartindo as demais resseguradoras minguados R$ 59 milhões.

A boa notícia é que o volume de resseguro cedido (bruto de comissão) ficou em R$ 9,25 bilhões no período de janeiro a setembro de 2014, 22% acima dos R$ 7,53 bilhões do mesmo período do ano anterior. “A reestruturação interna já traz frutos, como trazer de volta ao IRB vários parceiros de negócios que foram buscar na concorrência e hoje temos participação de mercado de 35%, que pretendemos manter com a prestação de um serviço diferenciado”, afirma Cardoso.

IRB CardosoDiante dos números, com várias companhias com resultados aquém do que o previsto pelos acionistas para o período de cinco anos de abertura do mercado de resseguros, Cardoso aposta num período de ajuste em 2015, com as taxas deixando níveis comerciais para ganho de market share para voltarem a ser balizadas pelo aspecto técnico. Responsabilidade civil de executivos, conhecido como Directors & Officer (D&O), e seguros de riscos financeiros encabeçam a lista de reajuste de preço para cima, motivado pelo agravamento do risco com sinistros como as empresas do império X do empresário Eike Batista e Pebrobrás, envolvida em investigações de supostos esquemas de corrupção pelo Ministério Público. Além do aumento de preço, há endurecimento nas negociações de coberturas e de franquias.

Já para os contratos de seguro garantia e riscos de engenharia a aposta é de acirrada disputa entre os mais de 100 resseguradores presentes no Brasil pelos minguados projetos de infraestrutura e de expansão previstos para saírem da gaveta neste ano. “Vamos disputar, mas dentro de patamares aceitáveis definidos pela equação risco retorno”, informa. « O mercado vai se acomodar após cinco anos de abertura. É chegado o momento de separar os homens dos meninos », enfatiza.

A base de toda a estratégia de internacionalização e rentabilidade é a programada abertura do capital do IRB pelos principais acionistas (Tesouro, Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco) há cerca de dois anos. “O plano de abrir capital é um incentivo a fazermos mais e melhor. O IRB já é o maior da América Latina, mas queremos ser líderes em alguns mercados de maneira isolada. Não pelo tamanho que temos no Brasil e sim ser líder pela nossa capacidade de subscrever riscos. É um plano para os próximos três anos e destaco que nunca deixei de cumprir minhas metas”, afirma o ex-profissional de companhias como Scor, Munich Re, Unibanco, AON e Odebrecht Corretora de Seguros, entre outras.

Zurich lista dicas de proteção contra roubos em residências

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A Zurich, empresa global de seguros que atua em mais de 170 países e está presente no Brasil há 32 anos, tem como missão ajudar a comunidade a identificar e compreender riscos e, a partir disto, se proteger contra eles. Seguindo este ideal, a companhia formulou um material de fácil compreensão e genérico, com orientações que minimizam a possibilidade de residências sofrerem assaltos e roubos. Considerando-se as férias de verão no Brasil, este é o momento certo para se analisar o reforço de proteção.

Dicas para quando viajar

-Deixe a chave com uma pessoa de confiança e peça que ela cuide do local, retirando a correspondência da casa ou na portaria de prédio.

-Para não deixar evidente que a residência está vazia, uma alternativa pode ser o uso de temporizadores ou fotocélula nas lâmpadas para que elas apaguem durante o dia e acendam à noite. Outra possibilidade é pedir que alguém de confiança acenda as luzes durante a noite e apague durante o dia.

-Desligue a campainha. Assim, se alguém suspeito tocá-la, não terá certeza se você está ou não na casa.

-Evite comentar com pessoas estranhas que você vai viajar. Isso vale para suas redes sociais também.

-Reforce a porta principal com fechaduras auxiliares. Quanto às demais portas e janelas, feche com trancas ou cadeados.

Dicas para o dia a dia

Para o dia a dia, existem muitas formas de proteger uma casa contra assaltos e roubos. Aqui estão listadas as formas mais simples e acessíveis:

1 – Algumas regras gerais de segurança

-A primeira coisa que deve saber é que não existe nenhuma forma perfeita para impedir por completo um roubo. Todos os sistemas de proteção simplesmente impedem ladrões amadores e atrasam assaltantes profissionais.

-Rotinas diárias que você tem no seu dia a dia ajudam os possíveis assaltantes a saberem se você está em casa ou não. Tente, sempre que possível, quebrar este tipo de rotina.

-Nunca fale com um estranho sobre quando vai sair de férias ou quando não vai estar em casa.

-Não deixe nada que possa facilitar um assalto: chaves escondidas por baixo de um vaso, escadas, etc.

-Mesmo quando não está em casa, pelo lado de fora do imóvel é preciso que se tenha a impressão de que ela não está vazia. Use temporizadores para ligar e desligar luzes, televisões e rádios.

2 – Instalação de luzes de proteção contra assaltos

-A instalação de luzes exteriores de proteção com detectores de presença ou ligadas a um temporizador podem ter um efeito muito importante contra um possível assaltante.

3 – Melhorias de proteção em portas

-As portas e as janelas são geralmente os pontos mais vulneráveis de uma casa. Assim, estes devem ser os primeiros pontos aos quais atentar.

-As portas de acesso ao exterior deveriam ser, idealmente, blindadas com vários pontos de fixação. Se optar por uma porta blindada não se esqueça de ter um batente adequado.

-Contudo, se a porta blindada não for viável, a alternativa é ter a melhor porta possível e, para isto, reforce a segurança com dispositivos mecânicos fortes e de qualidade: dobradiças, fechaduras e trancas.

4 – Segurança de janelas

-As janelas devem, sempre que possível, ter um filme de segurança no vidro em ambos os lados. Este filme impede que o vidro se parta facilmente, o que atrasa a ação de ladrões.

-Ter vidro duplo é outra boa providência que dobra tanto o trabalho quanto o barulho.

-Ter grades de segurança e tranca acessível apenas do lado interno são outras formas de retardar invasões.

-Analise o emprego de grades ou barra de segurança na janela, porque podem impedir (ou dificultar) a saída dos proprietários em casos emergenciais.

5 – Sistemas de alarmes de proteção

-Os sistemas de alarme são uma forma muito boa de dissuadir os assaltantes e de avisar outras pessoas sobre algo fora do comum. Há muitos tipos de alarmes, que podem ser um investimento alto. Por isto a escolha deve ser bem pensada.

-Há detecção de invasão, como arrombamento de porta, quebra de janela, ou percepção de alguém no interior da residência.

-Os alarmes podem ser sonoros, ouvidos por vizinhos e pelos próprios ladrões, ou alertar somente a polícia e a central de alarmes.

-Também há opção de acionamento de telefone pré-determinado, com mensagem de alerta.

Novas normas Susep e CNSP

Fonte: portal CNseg

Entre as medidas, novas regras para apuração e cálculo de capitais de risco A Susep publicou em dezembro uma série de circulares com impacto no mercado segurador.
A Circular Susep nº 501 estabelece instruções adicionais para o cálculo do capital de risco das sociedades seguradoras, das entidades abertas de previdência complementar, das sociedades de capitalização e dos resseguradores locais. As regras incluem o cálculo para sociedades incorporadoras.

A Circular Susep nº 502 altera a Circular SUSEP nº 365, de 27 de maio de 2008, que estabelece normas para elaboração, operação e comercialização de títulos de capitalização.

A Circular Susep nº 503 altera a Circular Susep nº 427, de 15 de dezembro de 2011; a Circular Susep nº 457, de 14 de dezembro de 2012; e a Circular Susep nº 452, de 4 de dezembro de 2012.

A Circular Susep nº 504 altera a Circular SUSEP nº 460, de 21 de dezembro de 2012, que estabelece normas sobre a distribuição, a cessão, a subscrição e a publicidade na comercialização de títulos de capitalização, e dá outras providências.

A Circular Susep nº 505 altera dispositivos da Circular SUSEP nº 491/2014, que estabelece os elementos mínimos que devem ser observados pelas sociedades seguradoras na emissão de apólices e certificados de seguro.

A Circular Susep nº 506 altera a de número 376, definindo que toda sociedade de capitalização encaminhe à Coordenação Geral de Registros e Autorizações — CGRAT- no prazo de 15 (quinze) dias antes de iniciado o lançamento e/ou divulgação de cada promoção, uma série de documentos da empresa promotora subscritora de títulos de capitalização da modalidade incentivo, descritos na norma.

A Circular Susep nº 507 adota o Pronunciamento Técnico “CPA- 002 – Auditoria Atuarial Independente” elaborado pelo Instituto Brasileiro de Atuária – IBA.

O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) também aproveitou o fim de ano para publicar novas normas, como a Resolução CNSP nº 317, que dispõe sobre os critérios para apuração do capital de risco baseado no risco de mercado das sociedades seguradoras, entidades abertas de previdência complementar, sociedades de capitalização e resseguradores locais.

Já a Resolução CNSP nº 318 altera a Resolução CNSP Nº 249, de 15 de fevereiro de 2012, que dispõe sobre a atividade dos corretores de seguros de ramos elementares e dos corretores de seguros de vida, capitalização e previdência, bem como seus prepostos.

A Resolução CNSP nº 319 revoga resoluções relacionadas a Ativos Garantidores, Provisões Técnicas, Imposto de Renda dos Ativos Garantidores e Patrimônio Líquido Ajustado.

Por fim, a Resolução CNSP nº 320 aprova o Regimento Interno da Superintendência de Seguros Privados – Susep.

Mercado de Saúde Suplementar totaliza R$ 102,7 bilhões em despesas assistenciais

Release

As despesas assistenciais no mercado de Saúde Suplementar cresceram 16,7%, totalizando R$ 102,7 bilhões. Os dados são referentes ao intervalo de setembro de 2013 a setembro de 2014. No mesmo período, as receitas de contraprestações, ou seja, com o pagamento das mensalidades dos beneficiários, apresentaram aumento de 17,5%, chegando a R$ 126,6 bilhões. As despesas assistenciais são o custeio dos gastos médicos, odontológicos, hospitalares, exames e outros procedimentos ambulatoriais.

O estudo é da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) com base no dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Mesmo com o ano de baixo crescimento econômico, os números mostram um respiro do setor, ante o crescimento das despesas superior ao de receitas, como observado em anos anteriores. Na expectativa da entidade, o próximo ano tende a ser mais equilibrado em termos de receitas e despesas.

As provisões técnicas acumuladas no mercado de Saúde Suplementar alcançaram, em setembro deste ano, a casa de R$ 27 bilhões. Quando comparado ao volume provisionado até setembro de 2011, o crescimento foi de 51,7%, representando R$ 12 bilhões.

Em setembro deste ano o setor atingiu a marca de 71,9 milhões de beneficiários, expansão de 4% em relação ao mesmo mês de 2013. Os planos de assistência médica contabilizaram 50,6 milhões de beneficiários, crescimento de 2,8%. Já os planos exclusivamente odontológicos totalizaram, em setembro, 21,3 milhões de vidas, 7% acima ao registrado no mesmo mês de 2013. A expectativa da FenaSaúde é de que o setor feche 2014 com crescimento de 3% no número de beneficiários e, para 2015, a expansão seja de 2,7 a 3,3%.

Disputas entre seguradoras e empresas afeta grandes projetos

Fonte: Carta Capital

Disputas judiciais entre seguradas e seguradoras são comuns, mas um tipo específico de conflito acumula tensões em grandes grupos empresariais nacionais e estrangeiros atingidos por sinistros em tempos recentes. A negativa, por parte de seguradoras, de indenizações para companhias com empreendimentos de vulto no País provoca insegurança jurídica e econômica e prejudica os investimentos e a retomada do crescimento, reclamam as prejudicadas. A frequência de casos do gênero é crescente. A julgar pelas reclamações apresentadas à Justiça, algumas seguradoras, com o objetivo de evitar, adiar ao máximo ou reduzir o valor da cobertura dos sinistros, recorrem a expedientes ortodoxos e, não raro, a manobras heterodoxas também. O resultado é o prolongamento do tempo de tramitação dos casos, com o desgaste das seguradas e a diminuição das indenizações negociadas.

CSN, Odebrecht, Alumar, Braskem, Anglo American, Gerdau, Açominas e outros grandes grupos compõem a lista cada dia mais extensa de segurados prejudicados por negativas de cobertura de sinistros por parte de suas seguradoras. O caso da Anglo American, ressalvadas as especificidades, é didático por conter elementos comuns aos demais. A Itaú Seguros alegou negligência da segurada para negar a cobertura de um acidente e esta aponta manipulações e insuficiência de provas da primeira com o objetivo de protelar o pagamento da indenização.

O acidente destruiu o porto privado da Anglo American no Rio Amazonas, na localidade de Santana, adjacente a Macapá, no Amapá, na madrugada de 28 de março de 2013. Em menos de um minuto, o atracadouro e um pedaço do continente foram arrastados pelas águas. Uma câmera de segurança instalada no porto registrou o início do desastre, rio acima, com o desaparecimento de um poste de iluminação localizado a cerca de 150 metros das pilhas de minério acumuladas no pátio do porto. Seis trabalhadores morreram e houve grandes prejuízos materiais.

Um documento recente anexado ao processo movido pela empresa inglesa contra a Itaú Seguros pela negativa de cobertura, no valor de 360 milhões de reais, deve contribuir para o esclarecimento das causas desse sinistro. Segundo o estudo elaborado pelo engenheiro geotécnico Sandro Salvador Sandroni, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutor pela Universidade de Londres, não houve negligência da mineradora. “Os depoimentos que serviram de base para o relatório da autoridade marítima e para os peritos que trabalharam para a seguradora nunca indicaram a presença das pilhas de 110 mil toneladas na parte baixa do terminal, próximo ao rio, apontada pela seguradora para alegar negligência (por suposto excesso de peso no terreno) e negar a indenização. Todas as demais evidências confirmam não existirem, nos lugares em que foram imaginadas pelas perícias da seguradora, as imensas pilhas (de minério de ferro) confessadamente presumidas pela seguradora”, concluiu Sandroni, após extensa análise técnica.

As pilhas, inexistentes nos locais apontados pela Itaú Seguros, segundo o laudo do geólogo, foram adotadas como “premissa básica e determinante da hipótese de ruptura por excesso de carga em local inadequado”. Teria ocorrido ainda indução ao erro, pois as universidades contratadas pela seguradora para reforçar a tese “confiaram nessa falsa premissa, o que invalida as conclusões alcançadas”. Segundo as análises, o sinistro foi provocado pela presença de um solo de rara ocorrência no Brasil, denominado argila sensível.

O estudo do geólogo reforça o teor do depoimento feito em junho deste ano por Mario Bicalho de Figueiredo, superintendente de Sinistros da Itaú Seguradora na época do desastre. Em um boletim de ocorrência, o executivo confirmou a sua recomendação para a cobertura securitária da Anglo American, em sintonia com o parecer da Crawford Brasil Reguladora de Sinistros.

“Nunca tivemos esse tipo de problema no mundo. É muito difícil explicar para a matriz. Sabemos, por contato com outras empresas, que a negativa de cobertura tem ocorrido com certa frequência. A gritaria é geral. As pessoas têm de tomar muito cuidado quando escolherem uma seguradora”, diz Gerson Rego, gerente-geral Jurídico da Anglo American Brasil.

No processo movido para a cobrança do seguro, a mineradora inglesa aponta procedimentos da seguradora que considera de difícil justificação. A empresa estranhou o silêncio e a demora, superior a um ano, na regulação do sinistro. A regulação é uma atividade usual no ramo e destina-se à compreensão da natureza do sinistro e à mensuração dos prejuízos indenizáveis. Depois de receber o laudo da Crawford, uma das maiores reguladoras do mundo, favorável à indenização, a Itaú Seguros contratou a empresa UON, do mesmo ramo, que emitiu um parecer contrário à cobertura. Entre os documentos entregues pela Itaú Seguradora à Anglo American por força de uma decisão judicial, foi encontrado o relatório da Crawford com a proposta de indenização. Outro laudo com logotipo dessa empresa, mas sem assinatura, contém parecer desaprovador da indenização.

Para a mineradora, há muitos fatos atípicos no comportamento da seguradora. Supostos excertos de depoimentos sobre a localização de grandes pilhas de minério na parte menos resistente do pátio do porto, junto à margem, não encontram correspondência nos teores desses mesmos depoimentos, alega a empresa inglesa. Horas depois de negar a cobertura, a seguradora entrou com ação, assinada por três escritórios de advocacia no Rio de Janeiro, contra o pleito de indenização apresentado pela Anglo American. O fato de a ação ter o dobro de documentos em relação à quantidade apresentada para justificar a negativa de cobertura levou a mineradora a concluir que não foi comunicada adequadamente sobre as razões para a negativa de pagamento.

A Anglo American considerou abusiva a argumentação da seguradora sobre a existência, na apólice, de exclusão de cobertura para danos decorrentes de deslizamento de terra. Primeiro, por não considerar que houve um deslizamento, mas uma ruptura seguida de liquefação do solo. Depois, pelo fato de a exclusão não constar da apólice emitida pela Itaú Seguros. Para ocorrerem alterações no texto das apólices, é preciso emitir aditamentos contratuais, chamados de endossos, a serem entregues obrigatoriamente ao segurado, por formalizarem mudanças nas cláusulas do contrato de seguro. No caso específico, a exclusão de deslizamento alegada pela seguradora foi inserida na apólice do seguro meses depois de ocorrido o sinistro, por meio de endosso emitido pela seguradora e nunca enviado à segurada. A Itaú Seguros não quis comentar o caso.

Para Jonathan Cook, gerente mundial de Riscos da Anglo American, “o modo com que foi feito o processo de ajustamento da perda e o comportamento da Itaú Seguradora e seus resseguradores, no que se refere ao sinistro do porto de Santana, continua a ser motivo de grande preocupação e surpresa para a Anglo American. A nossa preferência é sempre trabalhar com seguradores e reguladores para entender a causa das perdas e quantificar o impacto financeiro em uma base amigável. Entretanto, na ausência de uma mudança de atitude da Itaú Seguros e dos seus resseguradores, nós não temos outra opção a não ser continuar em busca de um acordo justo através das cortes de Justiça. Pode ser um processo longo e custoso e, como resultado disso, o mercado brasileiro de seguros vai sofrer, na medida em que clientes começarem a questionar o valor real do seguro que adquiriram”.

A responsabilidade das seguradoras nos casos de negativa de cobertura deve ser avaliada no contexto das empresas resseguradoras, presença obrigatória quando se trata de coberturas de grandes proporções. Pressionadas pelas seguradoras, elas têm dificultado o pagamento de sinistros. O problema assumiu proporções suficientes para um dos casos ser levado a uma câmara de arbitragem especializada em Londres. A corte foi acionada pelas seguradoras, que obtiveram uma decisão que obriga as empresas do consórcio de Jirau a não praticar mais nenhum ato judicial no Brasil. O consórcio conseguiu no País uma decisão contrária àquela da corte inglesa, mas o risco de prisão dos diretores e de penhora do patrimônio das empresas em caso de desobediência levou ao menos uma parte da indenização a ser discutida em Londres.

O mercado de seguros desempenha papel-chave na administração e transferência de riscos na economia. A aparente generalização da recusa em indenizar seguradas em sinistros de grandes proporções indica a possível existência de um problema sistêmico, com ameaça aos empreendimentos e prejuízo ao País.

Estudantes de Harvard visitam a Liberty Seguros

liberty clippingFonte: Release

Um grupo de estudantes do programa de MBA Field da Harvard Business School chega ao país em janeiro de 2015 para visitar as operações da Liberty Seguros no Brasil. A seguradora é uma parceira global da instituição e os alunos farão um programa de imersão de uma semana para intercâmbio de conhecimento junto à operação local da empresa.

Durante a visita, os estudantes participarão de diversos encontros e discussões com líderes e gestores da Liberty Seguros. O programa de MBA de Harvard é um dos mais prestigiados dos Estados Unidos e a instituição promove e estimula o contato com empresas inovadoras e pioneiras e seus segmentos para integrar ao ambiente acadêmico à prática dos negócios.

Sobre a Liberty Seguros A Liberty Seguros está no mercado brasileiro desde 1996 e está entre os nove maiores grupos seguradores do país. Com prêmios de R$ 2,4 bilhões e uma carteira com mais de 1,3 milhão de segurados, tem cerca de 1,5 mil funcionários, em 72 pontos de vendas em todo Brasil.

Com mais de 13 mil corretores em todo o território nacional, a Liberty Seguros possui um portfólio com mais de 100 soluções de seguros para pessoas físicas, empresas e grandes riscos e está presente em diversos canais de venda. É pioneira em seguros personalizados para funcionários de empresas, o seguro de afinidade (Affinity) e especialista na venda no canal Concessionária, por meio da marca Indiana Seguros.

IFC faz nova aposta no mercado segurador brasileiro: é o novo acionista da Austral

Mais um investimento do IFC, do Banco Mundial, na indústria de seguros do Brasil. Depois da Terra Brasis, Sulamerica e Swiss Re Solutions, agora foi a vez da Austral Seguradora e na Austral Resseguradora.

A portaria da Susep ratifica que o controle e a ingerência efetiva dos negócios de Austral Seguradora S/A e na Austral Resseguradora passam a ser exercidos por Gilberto Sayão da Silva, Alessandro Monteiro Morgado Horta e Paulo Fernando Carvalho de Oliveira.

Susep divulga critérios para apuração do capital de risco baseado no risco de mercado

A Susep divulgou vários normativos no dia 24. Entre as principais determinações, a xerife do mercado segurador deu mais tempo para as seguradoras se adequarem às novas regras de emissão de apólices e certificados de seguro contidas na Circular 491/2014. Em vez de 180 dias, como disposto inicialmente, as empresas têm 270 dias. Também divulgou critérios para apuração do capital de risco baseado no risco de mercado (CRmerc). Segundo o texto, o risco de mercado consiste na possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de flutuações dos mercados financeiros, que causam mudanças na avaliação econômica de ativos e passivos dessas sociedades. Ainda de acordo com o texto, as novas regras para o cálculo do CRmerc não se aplicam às operações do DPVAT.

Resseguro registra alta de 22% até setembro, informa estudo da Terra Brasis

terra brasisA Terra Brasis divulga novo estudo, que já está disponível no portal da resseguradora. A edição traz dados de 16 grupos com resseguradoras locais, 20 grupos cujo maior envolvimento com o Brasil é por meio de licença como resseguradora admitida e 44 grupos cujo envolvimento com o Brasil é somente como resseguradora eventual. Dos 40 maiores grupos resseguradores mundiais, 36 operam no Brasil.

De acordo com o estudo enviado ao blog Sonho Seguro, o volume de resseguro cedido (bruto de comissão) ficou em R$ 9,25 bilhões no período de janeiro a setembro deste ano, 22% acima dos R$ 7,53 bilhões do mesmo período do ano anterior. O IRB encerrou os primeiros nove meses de 2014 com uma participação de mercado de 31%, as outras resseguradoras locais 37% e as resseguradoras estrangeiras com 32%.

Os números do terceiro trimestre de 2014 mostram uma pausa no movimento de recuperação das resseguradoras locais visto ao longo de 2014. Observa-se uma piora da sinistralidade acumulada de 12 meses, acompanhado de uma melhoria do índice do resultado de retrocessão. No conjunto, o Combined Ratio continua próximo de 100%.

Nos primeiros nove meses de 2014, as resseguradoras locais apresentaram lucro de R$ 386 milhões, ante R$ 29 milhões registrado no mesmo período de 2013. O IRB apresentou lucro de R$ 327 milhões e as demais resseguradoras de R$ 59 milhões.

CVG-SP reúne a imprensa de seguros em animada happy hour

cvgPor Márcia Alves

Para a imprensa de seguros não existe melhor maneira de marcar o encerramento das pautas e reportagens do ano do que a happy hour do CVG-SP. O tradicional evento é aguardado com expectativa pelo pessoal da mídia especializada, que aproveita a ocasião para relaxar e se divertir.

Neste ano o CVG-SP apostou no estilo descolado e intimista do Tatu Bar & Palco, localizado no subsolo do festejado restaurante Jacarandá, em Pinheiros. Com iluminação intimista e confortáveis sofás de couro, o local também é conhecido pelas atrações culturais, como shows de jazz, tango, música de raiz etc. Aliás, o slogan do bar é bem sugestivo: “desça às raízes do jacarandá e conheça o tatu – álcool, música e prazeres subterrâneos”.

A animação da happy hour foi garantida pelo som de DJ, que empolgou o pessoal com uma seleção de hits dos anos 80 e 90, em especial as bandas Legião Urbana e Ultraje a Rigor. Entre outros ritmos, o funk levou todos para a pista de dança.

Além das equipes das revistas e sites especializadas do setor, também marcaram presença, pela primeira vez no evento, a editora da revista Opinião.Seg, Christina Roncarati, o presidente da Academia Paulista de Letras e colunista do Estadão, Antonio Penteado Mendonça, e a jornalista do CQCS, Sueli Santos.

No encerramento do encontro, o CVG-SP surpreendeu o pessoal da imprensa com o sorteio de um barril de 5 litros da clássica cerveja belga Delirium Tremens, conhecida pela marca do elefante cor-de-rosa.

O sorteio foi comandado pelo presidente do CVG-SP, Dilmo B. Moreira, com o auxílio luxuoso do mais famoso fotógrafo da área de seguros, Antranik Assarian. O contemplado foi o editor da revista Segurador Brasil, Maurício Dias, que já provou ser muito sortudo – na festa do CVG-SP, em novembro, ele também foi um dos cinco sorteados, ganhando um Tablet Galaxy.

Na saída, a gerente administrativa do CVG-SP e organizadora do evento, Lúcia Gomes, entregou aos convidados uma garrafa da cerveja Delirium Tremens.

Registro: Participaram da happy hour do CVG-SP: Antonio Penteado Mendonça (colunista do jornal O Estado de S. Paulo); Antranik Assarian (Antranik Photos); Carlos Pacheco (revista Segurador Brasil); Christina Roncarati (revista Opinião.Seg); Denise Bueno (Blog Sonho Seguro); Francisco Pantoja (revista Apólice); Graciane Pereira (revista Apólice); José Carlos Labruna (revista Segurador Brasil); Kelly Lubiato (revista Apólice); Márcia Alves (CVG-SP); Maurício Dias (revista Segurador Brasil); Raul Marzocchi (Portal Segs); Sueli dos Santos (CQCS); eThais Ruco (JCS/ Sincor-SP).