As empresas têm de focar o consumidor, que é a fonte de sustentabilidade

cnseg ouvidor 2015 sillasFazer da ouvidoria um aliado estratégico no desenho da sustentabilidade das empresas. Essa foi a abordagem do painel “A ouvidoria como ferramenta estratégica no relacionamento com o cidadão”, mediado por Maria Stella Gregori. Para dar uma dinâmica mais participativa, a advogada especializada em direito do consumidor optou por transformar o painel em um estilo “talk show”. Veja as perguntas e as respostas no texto abaixo:

Como, quanto ouvidor, você ajuda o consumidor que te procura?

“Olhar o consumidor e não só a reclamação. Isso que distingue a ouvidoria dos demais canais de atendimento da empresa”, respondeu Rogério Taltassori, ouvidor do Banco Itaú Unibanco e representante da ouvidoria da FEBRABAN. Segundo ele, o papel da ouvidoira é entender o consumidor e ter uma atuação preventiva. Para isso, se faz necessário que se tenha várias forças integradas dentro da instituição e assim ter munição para alimentar capacidade de transformação, que é o maior ativo de uma ouvidoria. “É preciso entender quais os canais que vendem seguro, se a forma de comercialização é adequada, quais as politicias que se pretende praticar quando existir um conflito entre outras prioridades”, enumerou. De acordo com ele, a ouvidoria pode contribuir de forma mais eficaz a partir do momento em que tem uma visão preventiva. Taltassori disse que a ouvidoria tem conquistado uma cadeira cativa nas discussões de governança de uma instituição. “Não como um advogado, mas sim como um agregador de valor na cadeia de negócios ao trazer aprimoramento no relacionamento com o cliente, que é a razão de ser uma empresa”.

O que você faz, enquanto ouvidor, com as sugestões recebidas dos usuários?

Marcel Mascarenhas, ouvidor do Banco Central há mais de um ano, afirmou que é um desafio transformar as sugestões e críticas dos cidadãos em melhorias para todos. “A ouvidoria no BC é uma forma de o cidadão controlar o serviço público pelo cidadão”, disse. No entanto, os desafios são constantes. “Diariamente buscamos valorizar o esforço do cidadão, que saiu do seu dia a dia para tentar aperfeiçoar o serviço público. Por isso geralmente entramos em uma briga interna com os setores, que ainda nos respondem “sua sugestão foi anotada”. Hoje temos o prazo de 20 dias corridos para responder ao cidadão e lutamos para que o retorno a ele seja positivo, como informar que a sugestão dele foi implementada”, afirma. Um dos exemplos de que sucesso na atuação da ouvidoria do Banco Central foi implementar o programa “Registrato”, em 2014. Trata-se de Um acesso online no qual o cidadão tem o registro das contas e operações de crédito em seu nome. Antes, o cidadão precisava comparecer em representação do BC em Brasília ou em uma das nove capitais, ou mandar correspondência com cópia autenticada. Depois de pouco mais de um ano, a sugestão dada por um cidadão ao ouvidor está no ar e o extrato pode ser obtido de forma online. “Acreditamos que o cidadão vai dar valor a ouvidoria quando perceber que é um canal efetivo de comunicação”, opina.

Você se sente com independência e autonomia para resolver os conflitos?

“Se ele não tiver autonomia, não vai corrigir o que está errado”, respondeu Sillas Rivlle Jr, presidente da comissão de ouvidoria da CNseg e da Unimed. “Eu me sinto independente para exercer a minha atividade”, disse. Ele contou que quando foi chamado pelo presidente da empresa para se ouvidor levou um susto. “Era um grande desafio profissional e ainda iria suceder uma das pessoas mais competentes do setor, a Therezinha Correa. Mas antes de dizer sim perguntei ao presidente se teria autonomia e ele disse sim”. Hoje, conta, a Unimed tem um quadro de oito colaboradores para exercer a ouvidoria das empresas do grupo. Ele aconselha que o ouvidor não assuma um papel de inquisitor. “Não bata de frente com a situação. Atue como um conciliador interno. Esteja ao lado dos gestores como um facilitador. Use a frase “me ajuda a te ajudar”, pois ela surte um grande efeito com os consumidores e com os gestores internos.”

Já conseguiram influenciar em alteração dos processos?

Helema Melo, procuradora do Ministério da Justiça, as ouvidorias têm um grande desafio que é atender ao cidadão como se estivesse atendendo a si próprio. Outro desafio, em qualquer esfera, é passar informação suficiente para que o cidadão saiba como acionar a ouvidoria. “Acho que a ouvidoria é muito distante da população e precisamos nos aproximar mais para termos resultados mais efetivos”, afirmou.

O senhor se coloca no papel do usuário que reclama?

A pergunta foi direta para Jorge Magalhães Toledo, ouvidor da ANS, que está na agência desde 2001. Segundo ele, a ouvidoria, desde a criação da ANS, busca assessorar os técnicos com as manifestações dos consumidores para melhorar os aspectos da regulação. Ele citou que há 10 anos, 46 mil demandas foram recebidas pela ouvidoria. Nesse período foram feitas 57 recomendações de aprimoramento, com 67% implementadas. Esses números, segundo ele, mostram que embora a ouvidoria não faca parte do processo decisório, está intimamente ligada ao corpo diretivo.

Consumidor que busca a ouvidoria mostra que confia na seguradora e quer a melhoria do serviço

cnseg ouvidor 2015“O consumidor que procura a ouvidoria, depois de passar por um atendimento de balcão, acredita na empresa. Por isso é importante ouvir o que ele tem a dizer. Quando ele encontra o Ouvidor, ele mostra claramente que não quer sair por ai processando a empresa. Ele quer a melhoria do serviço. E não ouvi-lo, é matar a crença de melhoria.”. Essa foi a mensagem de Juliana Pereira da Silva, titular da Secretaria de Defesa do Direito do Consumidor, no evento realizado pela CNseg para comemorar o Dia Nacional do Ouvidor neste dia 16 e também o Dia do Consumidor, comemorado no dia 15 de março.

Para Juliana, ouvir é diferente de escutar. “É preciso ter a capacidade de ouvir o ponto de vista do consumidor. Trata-se de uma consultoria gratuita dentro da empresa por captar as queixas dos consumidores que procuram os órgãos de defesa”, destaca em seu discurso. Segundo ela, 90% dos consumidores que chegam aos Procons procuraram a ouvidoria das empresas. Entre os desafios dos ouvidores é mostrar à população aonde está a ouvidoria dentro das organizações. “É imprescindível que essa comunicação seja feita, tanto pelas empresas privadas como pelas públicas”, enumerou.

Para Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg e da Bradesco Seguros, “este é um canal cada dia mais importante para nós, pois ele contribui para a democratização dos direitos dos consumidores”, disse ele em um vídeo virtual para marcar a abertura do evento, que conta com a presença dos principais ouvidores de seguros e também do Banco Central, bancos e da Federação Nacional do Bancos, (FEBRABAN).

O mercado segurador completa neste ano 10 anos de investimentos no canal de atendimento de Ouvidoria. Esse é um marco histórico para o setor, que em 2005 estabeleceu a implementação das ouvidorias de forma facultativa e contou com a adesão de um grande número de empresas, que representavam mais de 90% do faturamento do setor. Há dois anos, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) tornou a ouvidoria obrigatória.

“Desde então, o papel do ouvidor tem sido cada dia mais presente no dia a dia das seguradoras, que usam as queixas dos clientes para aprimorar processos e produtos, destacou Solange Beatriz, diretora da CNseg, ao comentar a Carta de Compromisso dos Ouvidores de Seguros, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização aos Consumidores, divulgada hoje. “A carta deixa claro que a ouvidoria mantém seu compromisso de isenção e ética na resolução de conflitos”.

De acordo com a diretora executiva da CNseg, a ideia é tornar transparente e reforçar o compromisso das ouvidorias privadas com a isenção e a ética no tratamento às demandas de clientes:- Diretores e gerentes têm a obrigação de dar atenção especial às informações que chegam por meio desse canal, e acolher e atender essas demandas com a agilidade necessária.

A carta apresenta três compromissos: “reconhecimento da importância da preservação do acesso e da qualidade do atendimento ao consumidor como mecanismo de prevenção, solução e harmonização dos conflitos de consumo de seguros; reafirmação da atuação das ouvidorias na defesa dos direitos dos consumidoresm conforme estalecem as leis do setor; e promover e defender os valores centrados na harmonia, confiança e equilíbrio nas relações entre os consumidores e as instituições signatárias”.

“Eu considero que o setor ainda engatinha no atendimento ao consumidor”, afirmou Roberto Westenberger, titular da Susep, que participou do evento realizado no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, para comemorar o Dia do Ouvidor. Segundo ele, é preciso considerar que o setor passou muitos anos sob o domínio monopolista do resseguro e também passa pela obrigatoriedade da presença do consumidor. “O setor não teve o hábito de lidar com o consumidor, o que só passou a acontecer com a quebra do monopólio a partir de 2008. É um mercado que está com extrema consciência que tem um caminho a percorrer, vencendo a falta de preparo da relação direta com o consumidor. Estou feliz de ver o mercado andando na direção correta e com o apoio dos órgãos que seguem na mesma luta”, afirmou Westenberg.

Os números apresentados pela Susep comprovam que o setor tem evoluído a passos largos. Em número de queixas, o salto foi de 3,3 mil em 2003 para 26,4 mil em 2014. No entanto, depois de tentativas em resolver o conflito com as empresas do setor, a abertura de processos registrou significativa queda. Em 2003, os processos de atendimento ao consumidor abertos pela Susep representaram 18% das queixas. Com a atuação da CNseg no estímulo da implementação das ouvidorias nas companhias, a relação passou para 3% em 2014. “Isso torna claro o investimento das seguradoras em resolver conflitos”, diz, Natalie Herdato, da Susep. “Um índice de 97% de resolução de conflitos é maravilhoso”, destaca Natalie Hurtado, funcionária da autarquia responsável pelo departamento de atendimento.

Ela antecipou ao setor que a Susep se movimenta para monitorar o desempenho das ouvidorias, em relação a todas as queixas que chegam às empresas.Algo como transformar a escuta individual em ações coletivas. “Ainda precisamos de sistema de dados, mas já começamos a estruturar um caminho para que isso se torne realidade”, avisou.

Martha Oliveira, diretora presidente substituta da Agência Nacional de Saúde (ANS), contou que em 2011 a maior parte das queixas recebidas eram de fácil solução, o que facilitou que o segmento de saúde respondesse com uma forte adesão a obrigatoriedade da implementação da ouvidoria. “Hoje 99,8% das operadoras de saúde contam com ouvidora e os trabalhos seguem avançando dia a dia”, disse ela, destacando o recente lançamento do Guia do Consumidor. Queremos usar o trabalho da ouvidoria das empresas para se ter um trabalho conjunto para mediação de conflitos e criar espaços a mais para essa mediação”, disse.

Os dados estatísticos dos atendimentos das ouvidorias das seguradoras em 2014 ainda não estão finalizados. Segundo ouvidores presentes no evento, o setor recebe cerca de 35 mil queixas por meio das ouvidorias das companhias por ano, sem considerar o DPVAT, que conta com estatísticas à parte. O principal produto que ainda gera conflito com os consumidores é o seguro automóvel, o mais vendido no segmento de seguros gerais, seguido pelas apólices simplificadas comercializadas com o carimbo “massificados”, por meio de canais alternativos, como varejo e cartões de crédito, por exemplo. “Reafirmo o compromisso do setor segurador em privilegiar o relacionamento com o consumidor”, finalizou Silas, RIvielle Jr, presidente da Comissão de Ouvidoria da CNseg e executivo da Unimed.

Setor arrecada R$ 8 bi em janeiro, alta de 2,1%, segundo dados da Susep

alta 3Fonte: Jornal do Commercio

O resultado positivo já era esperado pelas principais lideranças e autoridades do mercado O mercado segurador manteve a trajetória de alta nas vendas em janeiro, ignorando ainda os efeitos da desaceleração da economia esperada para este ano. Os prêmios diretos alcançaram R$ 8 bilhões em janeiro, alta de 2,17% sobre o montante gerado no mesmo período de 2014, de R$ 7,8 bilhões, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).
O resultado positivo já era esperado pelas principais lideranças e autoridades do mercado, como o presidente da CNseg, Marco Antonio Rossi, e o superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), para quem o mercado segurador continuará entre os setores econômicos com perspectivas de apresentar maior crescimento neste ano.

Os dados da Susep mostram também maiores repasses das seguradoras para as resseguradoras. Tanto que as receitas das resseguradoras totalizaram R$ 567 milhões em janeiro deste ano, evolução de 74,4% sobre os 325 milhões do primeiro mês de 2014.

Além de avanço na transferência de riscos para as resseguradoras, as companhias de seguros registraram maiores desembolsos por pagamento de sinistros ocorridos em janeiro. O total pago foi de R$ 4,074 bilhões em janeiro, montante que representou avanço de 13,1% sobre os desembolsos do mesmo mês de 2014.

As seguradoras conviveram também com aumento das chamadas despesas comerciais neste ano. Em janeiro, tais despesas somaram R$ 1,695 bilhão, cifra que teve um acréscimo de 8,7% sobre o que foi desembolsado no mesmo mês de 2014.

Embora considere o ano de 2015 tão ou mais complexo quanto 2014, o presidente da CNseg, Marco Antonio Rossi, disse que o setor fechará o ano no terreno positivo. “O ano está começando, mas não há qualquer sinalização de que ocorrerá mudança no viés de alta do mercado”, afirmou ele, recentemente.

Segundo Rossi, além da continuidade da expansão esperada por algumas modalidades, como seguros pessoais, saúde suplementar, previdência privada e o residencial, por exemplo, as seguradoras podem oferecer novos produtos para nichos cuja demanda por apólices é reconhecidamente reprimida. “Independente do cenário econômico, não há dúvida de que o mercado segurador estará no top das áreas de maior crescimento do País”, assegurou ele.

CNseg prevê crescimento de 12,4% para este ano, com destaque para saúde

Fonte: Agência Estado

Apesar de reconhecer que o Brasil vive um momento de fragilidade na economia e que o mercado de seguros tem uma relação direta com a renda da população, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) acredita que a perspectiva para 2015 ainda é positiva, já que os índices de consumo de seguros no País, historicamente baixos, continuam representando uma oportunidade de expansão para o setor. Por isso, a entidade mantém inalterada a previsão de crescimento de 12,4% para este ano.

“Os seguros, para quem os consome, estão dentro de um patamar de necessidade, quer dizer, dentro de um orçamento já organizado. O setor sofre este impacto dos efeitos da economia de forma um pouco mais retardada com relação a outros setores”, disse a diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, em um evento na capital gaúcha.

O principal destaque, segundo ela, será o seguro saúde, que deve continuar liderando o crescimento do setor – a projeção de alta para 2015 é de 17,50%. Já o segmento de automóveis deverá “sofrer um pouco”, na visão de Solange, influenciado pelo quadro macroeconômico desfavorável, que impacta a renda das famílias, e também pela crise do setor, com queda nos volumes de produção. “Com certeza, comparando com o desempenho do ano passado, o segmento terá um baque, o que não significa que não apresentará crescimento este ano”, disse.

De acordo com Beatriz, para seguirem competitivas e preservarem o mesmo nível de acesso à população em um cenário de ajuste da economia, as empresas do mercado de seguros, de maneira geral, terão que racionalizar custos administrativos. “Hoje o maior item de investimento (das seguradoras) é na área de informática, que constantemente exige modernização. Elas provavelmente terão que rever esses investimentos, mas eu vejo como uma adequação natural. Tem que reduzir custo”, falou.

Em 2014, o mercado de seguros encerrou o ano com crescimento de 9,6% – desconsiderando os dados de saúde suplementar, que ainda não foram apresentados pela ANS. O número ficou abaixo da estimativa da CNseg, que era de 11,2% e já havia sido revisada para baixo no decorrer do ano.

HDI Seguros lucra R$ 106,9 milhões em 2014

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A HDI Seguros, empresa do grupo alemão Talanx, registrou Ebitda (sigla em inglês para resultado antes dos impostos e participações) de R$ 162,1 milhões em 2014, o que representa aumento de 40,9% com relação a 2013, quando ficou em R$ 115 milhões. O lucro líquido avançou 38,9%, para R$ 106,9 milhõe. Já em prêmios emitidos, o crescimento foi de 13,1%, para R$ 2,76 bilhões em 2014.

O resultado financeiro da companhia de seguros aumentou de R$ 140,5 milhões, em 2013, para R$ 212,1 milhões, em 2014. Esta variação decorreu, especialmente, do aumento nas taxas de juros acumuladas nos períodos (o CDI saiu de 8,06%, no acumulado até dezembro de 2013, para 10,81%, no acumulado do mesmo período de 2014) e da melhoria do desempenho global das aplicações financeiras (8,18% em 2013, representando 101,5% do CDI, contra 11,40% em 2014, representando 105,5% do CDI).

Com operações em todo o território nacional, a HDI atua primordialmente na carteira de seguros massificados de automóvel e de residência. Atualmente, a companhia possui mais de 1,6 milhões de veículos segurados e 358,4 mil residências. O número de itens segurados em 2014 subiu mais de 12% com relação ao ano anterior. “Temos investido bastante na qualidade dos serviços que oferecemos e estamos nos fortalecendo em regiões chave com a abertura de novas unidades. No último ano, inauguramos filiais no Estado do Rio de Janeiro, além de escritório no Rio Grande do Sul, e em 2015 teremos novidades no interior de São Paulo e também no Rio. Esses esforços refletem no nosso crescimento, o que nos deixa confiantes de que estamos no caminho certo”, destaca João Francisco Borges da Costa, presidente da HDI.

Com relação aos sinistros de automóveis, a HDI Seguros atendeu 250.286 em 2014. Desse total, 55% foram registrados nas 45 centrais Bate-Pronto da companhia, onde o tempo médio de atendimento é de 30 minutos. Já os 45% restantes foram atendidos pela central de sinistros via telefone. Em residências, o número de sinistros foi de 11.040.

A HDI Seguros integra o grupo Talanx, terceiro maior segurador da Alemanha e sétimo maior da Europa por receita de prêmios, que ultrapassou os 28 bilhões de Euros em 2013. Com sede em Hannover, o grupo atua em cerca de 150 países e conta com aproximadamente 21.500 funcionários. A agência de classificação Standard & Poors deu às seguradoras do Grupo Talanx um rating de força financeira de A+/ estável (publicado em 30 de junho de 2014).

SulAmérica investirá R$ 250 milhões na parceria com a Healthways

Fonte: Agência Estado

A SulAmérica vai investir R$ 250 milhões na joint venture com a americana Healthways, especializada em programas de saúde, nos próximos cinco anos, de acordo com o vice-presidente de Relações com Investidores da seguradora, Arthur Farme D’Amoed Neto.

Tal montante se dará, conforme o executivo, por meio da transferência dos 30 mil contratos de gestão de saúde da companhia, ou seja, os gastos que teria com o programa no período, e a expansão dessa base.

A parceria, anunciada nesta quinta-feira, 12, e que vem sendo negociada desde o ano passado, visa explorar programas de saúde e bem-estar no Brasil, trazendo novas soluções e contribuindo para melhorar os índices de sinistralidade da saúde privada.

A SulAmérica terá 49% do capital da Healthways Brasil e a Healthways International, 51%.

Para isso, a seguradora fez um aporte, cujos valores não foram revelados. O montante já foi pago em parcela única, conforme D’Amoed Neto, e a fonte de recursos foi o próprio caixa da seguradora.

Segundo ele, o aporte não representa todo o valor da joint venture para a SulAmérica, mas, principalmente, a mudança de comportamento junto aos segurados.

“Queremos ampliar a base dos 30 mil beneficiários que já utilizam nosso programa de gestão, o Saúde Ativa. Quanto maior a penetração melhor o resultado para a companhia”, explicou o vice-presidente da SulAmérica, dizendo que em sua maioria são doentes crônicos como diabéticos, hipertensos e também idosos.

Os 30 mil contratos da seguradora serão migrados para a joint venture com a Healthways até o final do ano, segundo o presidente da empresa americana no Brasil, Nicolas Toth Jr.

Essa transferência, diz D’Amoed Neto, corresponde a gastos da ordem de R$ 20 milhões com o programa de gestão de saúde neste ano.

A joint venture da SulAmérica com a Healthways no Brasil pode prestar serviço para todo o mercado uma vez que a parceria de dez anos não inclui cláusula de exclusividade, segundo o presidente da seguradora, Gabriel Portela.

Não interessa para a companhia esse modelo (de exclusividade), de acordo com ele, pois a transferência do programa de gestão e o suporte da empresa americana por meio do seu banco de dados já trarão benefícios.

Além disso, o acordo está em linha com o investimento que a seguradora vem fazendo, conforme Portela, em gestão de saúde desde 2002, quando criou um programa com este foco.

Conforme o acordo, a SulAmérica poderá eleger dois dentre os cinco membros que compõem o conselho de administração da Healthways Brasil. Sem mencionar o quanto o grupo já investiu no Brasil, Peter Choueiri, presidente da Healthways International, diz que o objetivo da joint venture é unir o melhor das duas empresas.

A SulAmérica detinha parceria com a americana desde abril de 2013. No ano passado, ampliou o escopo de seu contrato com a Healthways e iniciou a implementação de um projeto de assessoria em saúde na America Latina que hoje conta com dez mil usuários e está à disposição dos 2,6 milhões de beneficiários da seguradora.

É a terceira maior operadora de saúde do País, com 2 milhões de segurados, R$ 16,9 bilhões de receitas e lucro de quase R$ 550 milhões em 2014. A Healthways, fornecedora independente de soluções em saúde e bem-estar, atende 68 milhões de pessoas em quatro continentes.

Sincor-SP recebe cerca de 500 corretoras de seguros em evento sobre empreendedorismo feminino

thais sincorRelease

O Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP) realizou um evento em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. O encontro aconteceu, ontem (11/03), no Espaço Immensitá, em São Paulo, e contou com a participação de cerca de 500 corretoras de seguros, que assistiram a palestras sobre empreendedorismo feminino e liderança no mercado.

“Conteúdo, conhecimento e, sem dúvida nenhuma, entretenimento. É o que queremos proporcionar a todas vocês, corretoras de seguros empreendedoras, no dia de hoje”, destacou o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, durante a abertura do evento.

A 2ª vice-presidente, Simone Martins, apresentou o primeiro painel: “Desafios para Corretora de Seguros Empreendedora”, ressaltando a representação feminina no mercado de seguros. “Sinto-me honrada em poder contribuir com o setor e, ainda mais, representando as mulheres na diretoria do maior Sindicato da categoria no Brasil”, apontou Simone.

O painel contou com a participação do vice-presidente comercial da SulAmérica, Matias Ávila, da diretora comercial Affinity da Bradesco, Regina Simões, e do presidente do conselho de administração da Porto Seguro, Jayme Garfinkel, que lembraram a força das mulheres diante dos negócios e o papel das corretoras no crescimento do mercado.

Com uma palestra interativa, a atriz Lúcia Alves mostrou a força empreendedora da mulher, incentivando as corretoras a nunca desistir dos sonhos, focando nos negócios para vender mais. “Quem é empreendedora, precisa criar algo novo todos os dias”, destacou a palestrante.

Durante o encerramento, Camillo anunciou as novidades para a comemoração do Dia da Mulher de 2016: Um cruzeiro de três noites pelo Litoral Norte de São Paulo, passando por Santos, Búzios e Ilhabela. “A proposta inovadora vai proporcionar um clima familiar para essa celebração”, finaliza.

O entretenimento ficou por conta do ator Julio Rocha, que tirou fotos com as corretoras durante o almoço de abertura e da dupla sertaneja Hugo & Tiago, que fez o show de encerramento.

Gestão e transferência de risco devem trabalhar juntas para tornar as organizações mais resistentes

marshRelease

A gestão e a transferência de riscos existem para aportar maior resiliência ao negócio, visto o grau crescente de exposição que têm tido as empresas em relação a desastres que geram consequente cessão de seus lucros – fenômeno que segue crescendo em função da complexidade cada vez mais ampla de suas operações.

As apólices tradicionais para lucros cessantes ou seguros patrimoniais não foram desenhadas para fazer frente aos riscos hoje enfrentados pelas organizações. O mercado de lucros cessantes, por sua vez, não acompanhou estas mudanças rápidas. É o que revela o relatório Business Interruption Insurance Efficacy: Five Key Issues produzido pelo time de Pesquisa em Gestão de Risco da Marsh, líder global em corretagem e gerenciamento de riscos. O relatório enfatiza como as limitações presentes nos seguros atuais de lucros cessantes, incluindo lacunas em cobertura e avaliações incorretas, resultam em programas pouco efetivos para os clientes e como o mercado precisa de inovação neste sentido.

Baseado nas preocupações por parte de colegas, clientes, reguladores, advogados e seguradores, o relatório foca em cinco áreas chave que a Marsh acredita necessitarem de imediata modernização: valores seguráveis, períodos indenizatórios, panoramas mais amplos de potenciais danos, cadeia de fornecimento e sinistros.

Segundo Caroline Woolley, líder global para o Centro de Excelência em Lucros Cessantes da Marsh, o dano à propriedade é uma das mais maiores exposições que uma companhia pode enfrentar e a apólice de lucros cessantes é uma das mais compradas pelas organizações no mundo todo. Mas o clausulado evoluiu pouquíssimo desde o meio do século passado. “A indústria de seguros precisa enxergar as falhas do seguro de lucros cessantes e suas coberturas e desenvolver uma solução mais adequada para seus clientes. Este relatório da Marsh é uma contribuição a este debate e traz melhorias a soluções hoje no mercado que trarão inovação à indústria de seguros e melhor endereçarão as necessidades dos clientes”, afirma a especialista.

Artigo: Sustentabilidade no setor de seguros

acacioPor Acacio Queiroz*

Para uma pessoa ser sustentável basta “viver sem comprometer os recursos para as futuras gerações”. Parece fácil, mas não é. E o que dizer de uma empresa? Basicamente, ela deve fazer a mesma coisa. Ou seja, garantir que a natureza esteja protegida para que os insumos sejam fartos para garantir a produção dos bens; praticar a justiça social e ajudar no desenvolvimento saudável das comunidades do entorno.

Em resumo, ser sustentável no mundo corporativo representa garantir sua perenidade. No setor de seguros, sustentabilidade é tudo isso e muito mais. Afinal, catástrofes naturais, cada vez mais devastadores, colocam os analistas do setor em alerta constante sobre a necessidade de agir de maneira global. Os riscos climáticos afetam todo o planeta com consequências inevitáveis para manter o bem-estar das populações. Mas, se considerarmos somente o ponto de vista da sustentabilidade do setor de seguros, as consequências dos desastres naturais afetam diretamente o desempenho financeiro das companhias.

Assim, ser sustentável no setor de seguros é ir além de fazer o bem e garantir o lucro para os acionistas. Porque, se o planeta não estiver equilibrado e acontecer um desastre, as consequências recairão para a área financeira da seguradora. Os líderes do setor já se conscientizaram de que precisam assumir seu papel como protagonistas sob o risco de o setor de seguros não se sustentar.

Por este motivo, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – Iniciativa Financeira, se uniu com a indústria de seguros em nível global para desenvolver os Princípios para Sustentabilidade em Seguros. Desde que foi lançado em 2012, estes princípios têm influenciado práticas do setor em três dimensões – ambiental, social e de governança.

Não dá mais para preservar o planeta apenas com ações pontuais e restritas. Agora, as seguradoras estão deixando de atuar como meras pagadoras de indenização, e estão partindo para ações que promovam a conscientização e influenciem a cadeia produtiva e a atitude das pessoas. É um desafio que a indústria de seguros está preparada para apoiar. O foco será investir muito mais em prevenção do que em reparo.

Para atingir estes objetivos, uma aposta é inovar. Porque, afinal, conforme lembra a pesquisadora da Universidade de Cambridge, Swenja Surminski, “sustentabilidade, às vezes, é simplesmente fazer as coisas de uma maneira diferente”. Sabemos que este “fazer diferente” no Brasil ainda precisa superar grandes desafios. Vivemos um momento em que a concretização dos sonhos de consumo se configura como uma barreira para as práticas sustentáveis. A sede por consumo precisa ser equilibrada com o cuidado com o meio ambiente.

Para influenciar atitudes pró-meio ambiente, as seguradoras estão se apoiando em vantagens financeiras para o consumidor. Isso já é presente ao se conceder descontos para o seguro de um carro híbrido ou avaliar itens sustentáveis de uma casa para calcular de forma diferente o seguro residencial.

Os princípios firmados com as seguradoras são apenas o início do caminho para influenciar a mudança de atitude, estimulando práticas em consonância com a preservação ambiental. Este é o futuro da indústria de seguros em busca da sustentabilidade. Para muitas seguradoras, felizmente já é o presente.

* Acacio Queiroz é Chairman da Chubb do Brasil. Formado em Economia, pós-graduado em Finanças e com especialização em Business nos Estados Unidos, Acacio possui certificação no Programa de Desenvolvimento de Conselheiros pela Fundação Dom Cabral, bem como é Conselheiro de Administração Certificado pelo IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Escreveu o livro “Minhas Bagagens” e atua como palestrante nas áreas de Economia, Liderança e Motivação.

Lloyd`s busca expansão e investidores

lloydsJá é possível sentir o tom da visita de Inga Beale ao Brasil em abril para o 4º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, realizado pela CNseg, pela Federação Nacional de Empresas de Resseguro (Fenaber) e pela Escola Nacional de Seguro entre os dias 14 e 15 de abril.

Em Dubai para a inauguração do escritório, a CEO do Lloyd’s de Londres afirmou que a instituição mais antiga do setor de seguros quer encorajar os investimentos estrangeiros para atrair negócios diante do movimento de consolidação que começou forte em 2015. “Nos mercados maduros, queremos acompanhar o crescimento do PIB e nos emergentes gostaríamos de acompanhar o crescimento dos prêmios de seguros”, disse ela.

O escritório de representação do Lloyd’s Brasil no Rio de Janeiro foi estabelecido em 2008 e hoje conta com presença permanente de 11 sindicatos: Ace, ANV, Argo, Beazley, Catlin, Hiscox, Kiln, Liberty, Markel, Navigators e Starr.

Segundo publicou a Reuters, o mercado do Lloyd’s, que ocupa o quinto lugar em termos de receitas globais de prêmios de resseguros, vem registrando uma onda de negócios em razão do aperto aos prêmios provocado pela competição crescente e pelas regras de capital mais duras. Exemplos de fusões são Fairfax Financial Holdings que compra a Brit por cerca de US$ 1,88 bilhão para se tornar uma das cinco maiores seguradoras do mercado. XL Group adquiriu o Catlin Group do Lloyd’s de Londres por US$ 4,22 bilhões. Qatar Insurance Group adquiriu no ano passado a seguradora Antares.

Ela falou na inauguração de um novo escritório de seguros no centro financeiro internacional de Dubai, para atender clientes do Oriente Médio, que incluem gigantes do setor de energia como a Saudi Arabian Oil, companhias aéreas e outras grandes empresas. Nove seguradoras vão oferecer inicialmente cobertura aos setores naval, de energia, imóveis, aviação, crédito comercial, contra terrorismo e riscos políticos.

Depois de começar a operar em um café no século XVII, o Lloyd’s vem tentando chegar aos mercados emergentes, onde os níveis de penetração dos seguros são menores. Além de escritórios na Europa, Américas e Australásia, está presente na China, Índia, Hong Kong, Cingapura, Namíbia, África do Sul e Zimbábue.

A América do Norte e a Europa respondem hoje, cada uma, por 40% dos negócios, com as regiões da Ásia-Pacífico, América Latina, África e Oriente Médio com os outros 20%. Na medida em que os mercados emergentes forem crescendo, eles terão uma parcela maior do bolo.

As empresas do Lloyd’s forneceram US$ 500 milhões em cobertura de seguros no Conselho de Cooperação do Golfo em 2013, segundo Beale. “Nos mercados maduros, queremos acompanhar o crescimento do PIB e nos emergentes gostaríamos de acompanhar o crescimento dos prêmios de seguros”, disse ela.