Já é possível sentir o tom da visita de Inga Beale ao Brasil em abril para o 4º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, realizado pela CNseg, pela Federação Nacional de Empresas de Resseguro (Fenaber) e pela Escola Nacional de Seguro entre os dias 14 e 15 de abril.
Em Dubai para a inauguração do escritório, a CEO do Lloyd’s de Londres afirmou que a instituição mais antiga do setor de seguros quer encorajar os investimentos estrangeiros para atrair negócios diante do movimento de consolidação que começou forte em 2015. “Nos mercados maduros, queremos acompanhar o crescimento do PIB e nos emergentes gostaríamos de acompanhar o crescimento dos prêmios de seguros”, disse ela.
O escritório de representação do Lloyd’s Brasil no Rio de Janeiro foi estabelecido em 2008 e hoje conta com presença permanente de 11 sindicatos: Ace, ANV, Argo, Beazley, Catlin, Hiscox, Kiln, Liberty, Markel, Navigators e Starr.
Segundo publicou a Reuters, o mercado do Lloyd’s, que ocupa o quinto lugar em termos de receitas globais de prêmios de resseguros, vem registrando uma onda de negócios em razão do aperto aos prêmios provocado pela competição crescente e pelas regras de capital mais duras. Exemplos de fusões são Fairfax Financial Holdings que compra a Brit por cerca de US$ 1,88 bilhão para se tornar uma das cinco maiores seguradoras do mercado. XL Group adquiriu o Catlin Group do Lloyd’s de Londres por US$ 4,22 bilhões. Qatar Insurance Group adquiriu no ano passado a seguradora Antares.
Ela falou na inauguração de um novo escritório de seguros no centro financeiro internacional de Dubai, para atender clientes do Oriente Médio, que incluem gigantes do setor de energia como a Saudi Arabian Oil, companhias aéreas e outras grandes empresas. Nove seguradoras vão oferecer inicialmente cobertura aos setores naval, de energia, imóveis, aviação, crédito comercial, contra terrorismo e riscos políticos.
Depois de começar a operar em um café no século XVII, o Lloyd’s vem tentando chegar aos mercados emergentes, onde os níveis de penetração dos seguros são menores. Além de escritórios na Europa, Américas e Australásia, está presente na China, Índia, Hong Kong, Cingapura, Namíbia, África do Sul e Zimbábue.
A América do Norte e a Europa respondem hoje, cada uma, por 40% dos negócios, com as regiões da Ásia-Pacífico, América Latina, África e Oriente Médio com os outros 20%. Na medida em que os mercados emergentes forem crescendo, eles terão uma parcela maior do bolo.
As empresas do Lloyd’s forneceram US$ 500 milhões em cobertura de seguros no Conselho de Cooperação do Golfo em 2013, segundo Beale. “Nos mercados maduros, queremos acompanhar o crescimento do PIB e nos emergentes gostaríamos de acompanhar o crescimento dos prêmios de seguros”, disse ela.


















