AMBest quer avançar na emissão de rating para seguros no Brasil

cnseg bottiA A.M.Best faz cerca de 4 mil ratings de empresas do mercado segurador em 80 países. No Brasil são apenas sete: Allianz, Austral, BTG, IRB Brasil RE, JMalucelli Seguradora, JMalucelli Resseguradora eTerra Brasis. Segundo Tina Bukow, que participou do painel “Assuntos Correntes de Resseguro no Brasil”, é importante que as seguradoras e resseguradoras adotem a classificação da força financeira do grupo. “Nos mercados emergentes, as empresas têm interesse em serem classificadas para ajudar no risco pais”, afirmou durante a sua apresentação no 4o. Encontro de Resseguros, realizado no dia 14 e 15 no Rio de Janeiro, com apoio da CNseg. “Os investidores olham para o Brasil, mas querem entender melhor as questões politicas e econômicas e como isso pode impactar nos Jogos Olímpicos”, comentou.

Segundo ela, neste momento de volatilidade econômica e política pela qual passa o Brasil, é importante que as empresas tenham suas classificações para que os investidores saibam da força financeira dos grupos, independentemente da classificação do país. “A classificação não ajuda só as empresas e sim o segmento e o país”, garante. Há três anos, conta a A.M.Best tinha 11 classificações de seguradoras na América Latina. “Hoje temos 33 empresas classificadoas, pois a nossa metodologia ajuda muito a trazer investimentos para o segmento, o que, consequentemente, ajuda a melhorar a classificação dos países”, afirma.

Veja as principais perguntas e respostas do painel:

Paulo Botti – Como é o processo de rating de uma companhia?

O processo pode ser bastante intenso, mas não tão oneroso. Tem de enviar dados que já tem estão em um ambiente regulatório. Um analista é designado e se reúne com a empresa. Pode até mesmo ser uma vídeo conferência. Depois de aceitar, a empresa recebe uma visita do analista. Faz a recomendação e leva os dados para um comitê de classificação, que define o rating. O resultado final pode ser acima ou abaixo da feita pelo analista. Se o cliente aceitar, a classificação se torna pública. Se não aceitar, a nota é classificada como confidencial e não é divulgada. A empresa pode também entrar com recurso junto ao analista para revisão da decisão do comitê. Às vezes o comitê acha que o capital é baixo entre outras informações básicas que levaram a compor a nota e isso pode ser revertido se a empresa tomar algumas atitudes pontuais para melhorar o banco de dados coletado. O processo todo leva em média de 8 a 10 semanas.

Quantas empresas são do ramo vida?

Das 4 mil classificadas por nós, metade é do segmento vida e de saúde.

Como a AMBest cobra pelo serviço de rating?

As tarifas cobradas são de acordo com o tamanho da seguradora. Geralmente é um percentual em cima do prêmio para as que atuam em ramos elementares e um percentual do ativo das seguradoras de vida. Outro componente levado em conta no custo do rating é a complexidade do organograma da empresa. O valor vai depender de quantas empresas teremos de analisar para saber o impacto que podem causar no financeiro do grupo.

Impacto do quantitative easying do Banco Central Europeu na indústria re/seguradora

Fonte: Revista Apólice 196 – Coluna Direto de Londres, por Luciano Máximo, jornalista, é repórter licenciado do jornal Valor Econômico, cobriu o setor de seguros e resseguros na Gazeta Mercantil

bolsaO ano de 2015 começou agitado para as companhias de seguros e de resseguros da Europa. Preocupado com a estagnação econômica que toma conta da zona do euro já há alguns anos e com o fantasma da deflação que ronda o Velho Continente, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou em janeiro um plano financeiro superambicioso de compra de títulos das dívidas públicas dos países com o objetivo de injetar dinheiro na economia – o chamado quantitative easying. Quanto? 1,1 trilhão de euros até setembro de 2016. A ideia é que essa dinheirama toda, quase metade de todo o PIB brasileiro, estimule a geração de investimentos e empregos e faça o povo europeu consumir mais, aquecendo a economia e mandando o risco de deflação para bem longe. Em resumo, a autoridade monetária vai imprimir euro a se perder de vista com a esperança de que este trilhão gire as rodas da economia com alguma vitalidade.

E o que tudo isso tem a ver com a indústria seguradora e resseguradora europeia? É que boa parte do dinheiro que as empresas recebem dos prêmios de seguros e resseguros vai para investimentos financeiros, formando reservas imensas para garantir que não falte na hora de honrar os sinistros. Muitos desses investimentos são em títulos de governos, os mesmos que o BCE está atrás. O quantitative easying é um dos temas mais falados do momento no setor e continuará sendo por um bom tempo. O que todos estão querendo descobrir é qual o impacto para as empresas, como o movimento do BCE afetará a carteira de investimento delas, já afetadas por retornos baixos nos últimos anos, devido à taxa de juros perto do zero na zona do euro.

Martin Senn, CEO global da Zurich, uma das maiores seguradoras europeias, com lucro operacional de US$ 4,6 bilhões em 2014, adiantou que não venderá nada para o BCE pois prefere esperar que os títulos em posse da companhia “fiquem maduros” antes de colocá-los à disposição do mercado. O problema em simplesmente vender, segundo Senn, é o próximo passo: em que investir depois, já que os títulos de governos são os mais seguros, mas oferecem retorno muito baixo, em muitos casos até retorno negativo. Por isso, ele classifica o atual momento para o setor de seguros na Europa de desafiador.

“Os desdobramentos [das medidas do BCE] são desafiadores para a indústria como um todo. Nós prevemos taxas de juros em queda por algum tempo e isso traz um desafio para a gente, pois boa parte do retorno financeiro das seguradoras está nos títulos públicos”, comenta Senn.

Onde o executivo da Zurich vê um cenário desafiador, o chefe da área financeira da Munich Re, Jörg Schneider, enxerga um quadro de risco. Para ele, a ação do BCE é errada e vai forçar investidores institucionais, como seguradoras e resseguradoras, a outras opções de investimentos, mais arriscadas. “Eu acho que a política do BCE de comprar títulos do governo está errada. Poupadores e investidores institucionais de longo prazo são atingidos em igual medida, sendo conduzidos a formas mais arriscadas de investimento. Além disso, essa política não fornece suficiente certeza de efetividade, colocando o BCE numa situação de esgotamento de sua munição antes de dar oportunidade à economia europeia demonstrar seu potencial de recuperação”, opina Schneider.

Um executivo de uma importante seguradora inglesa, que prefere não se identificar, diz que a nova política do BCE é má notícia para o setor e tornará mais complicado o cumprimento das regras de Solvência 2, que obriga as empresas a terem maior reserva de capital. “A viabilidade de muitas seguradoras do ramo de property & casualty dependem de um bom retorno e elas estão sob pressão maior agora, pois precisarão realocar investimentos para dar conta das demandas exigidas pelas regras de Solvência 2. Será preciso, em primeiro lugar, continuar a construir e gerenciar carteiras diversificadas, incorporar oportunidades fora da Europa e, por último, olhar para cinco premissas de investimento: crédito, liquidez, duração, alavancagem e estrutura. O setor segurador europeu terá muito trabalho do lado financeiro neste ano, sem poder descuidar do essencial, que é a comercialização de produtos e oferta de serviços sempre melhores”, analisou a fonte.

Diversificação de investimentos parece ser a bola da vez num contexto de quantitative easying e taxas de retorno financeiras em baixa. O CEO da Munich Re, Nikolaus von Bomhard, tenta amenizar as críticas do colega. “Depois de vários anos de taxas de juro em baixa, estamos perseguindo a estratégia de obter resultados principalmente com produtos de seguros e resseguros e não através do investimento de capital. Estamos nos esforçando para diversificar ainda mais os nossos investimentos e estamos investindo mais em classes de ativos alternativos, como infraestrutura”, pondera von Bomhard.

De acordo com Stefan Holzberger, director de análises da A.M. Best, agência de classificação de risco especializada no mercado segurador, o setor como um todo está seguindo o exemplo citado pelo CEO da Munich Re e diversificando os portfólios. “O ambiente de baixo rendimento em papeis de governos nos últimos anos levou as empresas a buscarem investimentos alternativos. Os mais conhecidos são empréstimos comerciais diretos, investimentos em projetos de infraestrutura e em energias renováveis. Atualmente, a destinação de capital para essas classes alternativas ainda é pequena no ramo segurador, mas esperamos que a tendência de crescimento continue dadas as atuais dificuldades. Além disso, as empresas serão forçadas a manter maior disciplina nas vendas, passarão a contar mais com os corretores, pois muito pouco ganho virá da carteira de investimentos financeiros”, diz Holzberger.

O analista da A.M. Best atenta para o fato de que as empresas podem também tirar vantagem dos efeitos do quantitative easying do Banco Central Europeu pela perspectiva cambial. Com a enxurrada de recursos chegando de forma artificial, é praticamente certo que o euro perderá valor. A cotação da moeda já vem sofrendo apenas com a expectativa do início das injeções mensais de dinheiro, chegando no menor valor em relação ao dólar em quase dez anos. “A queda do euro significa que grupos seguradores internacionais, com sede na União Europeia, se beneficiarão quando converterem seus ganhos em dólares ou em libras esterlinas, por exemplo, para o euro”, explica Holzberger.

O analista financeiro Michael Heise, da Allianz, acrescenta que as empresas poderão desenhar suas estratégias financeiras com alguma previsibilidade, já que as compras de títulos do BCE têm uma programação mensal e vão fornecer liquidez ao mercado até o final de 2016.

Diante de tanta agitação, um ponto parece ser certo para as seguradoras e resseguradoras da zona do euro: a iniciativa do BCE só confirma que o tempo de rendimentos fáceis ou de dois dígitos no setor financeiro para ser incorporado ao o fluxo de caixa das seguradoras está definitivamente para trás, num passado recente; agora é tempo, mais do que nunca, de focar nos produtos, nos serviços e, como aconselhou o especialista da A.M., nos corretores.

Argo Seguros contrata novos colaboradores para reforçar seu time

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A Argo Seguros, subsidiária do Argo Group Internacional, continua com o processo de contração de novos colaboradores nesse começo de ano. A seguradora acaba de contratar mais três novos profissionais que irão cuidar das áreas Jurídica e linhas Profissionais.

Com experiência em trabalhos desenvolvidos em empresas como Chubb, Itaú Seguros e XL Seguros, Gustavo Galrão, é presidente da comissão de linhas financeiras da Fenseg e chega na Argo como superintendente de Financial Line & Liability; Ana Cristina Montanha, será a mais nova gerente do jurídico da seguradora e traz todo conhecimentos adquiridos nas empresas Generali, Coface, Gouveia Vieira Advogados, White Martins e Emerenciano e Baggio Advogados. E para finalizar as contratações, Gustavo Juliani Boldo, acumula experiências da RSA e BB Mapfre e será o mais novo analista de Compliance Sênior da Argo Seguros no Brasil.

Resseguradoras podem diminuir as necessidades de recursos do setor

cnseg_resseguro 4Fonte: DCI

O endurecimento das regras de capital de risco pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) abre espaço para as empresas de resseguro ampliarem a participação no mercado brasileiro, atuando no alívio do estresse de caixa das seguradoras.

Como as mudanças do regulador ampliam a exigência do capital que as companhias precisam manter imobilizados para fazer frente aos riscos do setor, as empresas de seguros têm que buscar recursos no mercado.

É nesse contexto que as resseguradoras, consideradas o “seguro das seguradoras”, aparecem como uma opção, justamente por atuarem assumindo parte dos riscos das empresas de seguro e, consequentemente, reduzindo a necessidade de capital dessas companhias.”A seguradora consegue, através do resseguro, ter soluções de ‘financiamentos’ mais baratas e interessantes que do mercado financeiro”, afirmou Rodrigo Belloube, CEO da operação brasileira da Munich Re, uma das maiores resseguradoras do mundo.

“O que ela [seguradora] paga para nós, como margem da operação, é menor do que ela pagaria para o mercado financeiro”, completou. O executivo afirmou que, em um cálculo feito pela empresa, enquanto uma seguradora pagaria prêmios entre 12% e 14% para se financiar no mercado de capitais, com a emissão de uma debêntures, por exemplo, ao fazer um resseguro para aliviar a necessidade de capital, a companhia arcaria com um prêmio entre 6% e 8%.

Em palestra realizada ontem, no 4º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, organizado pela Confederação Nacional de Seguros (CNSeg), José Alberto Pereira, da Susep, apontou que as resseguradoras locais – sediadas no Brasil – estão capitalizadas e podem atender essa demanda.

De acordo com ele, o capital mínimo requerido dessas empresas (ou seja, os recursos exigidos para cobrir riscos) é de R$ 1,75 bilhão, porém elas têm patrimônio líquido ajustado de R$ 5,70 bilhões, gerando um índice de suficiência que fechou em 226% no final do ano passado – em 2013, esse mesmo índice era de 198%.

“[O resseguro] pode atenuar a necessidade de capital, intervir na gestão de risco junto às seguradoras. É um aliado na prática gestão de risco. E isso é algo que será bem aproveitado, principalmente em época em que os capitais não estão tão disponíveis”, observou Pereira.

Riscos

Entre os riscos que exigem capital imobilizado das seguradoras estão o risco de subscrição, provenientes de situações econômicas adversas não esperada pela sociedade, e o risco de crédito, relativo a possibilidade de uma empresa na qual a seguradora investiu dar calote na dívida.

Segundo Pereira, ao fazer um resseguro, o risco de subscrição de uma seguradora diminui em um ritmo muito maior que aumenta o risco de crédito. “Então, o resseguro pode ser usado como um instrumento de gestão de risco”, afirmou o técnico.

Outros riscos que possuem necessidade de capital são o risco operacional, que envolve uma série de riscos enfrentados pela sociedade, e o risco de mercado – cujas regras foram alteradas no final de dezembro pela Susep e podem obrigar o mercador segurador a aportar R$ 3,8 bilhões para fazer frente às novas exigências -, que consiste na possibilidade de perdas decorrentes das flutuações dos mercados financeiros.

“A resseguradora vem procurando sofisticar seu modelo de negócio. A gente não quer somente absorver volatilidade de riscos específico de um portfólio. A gente quer ajudar o nosso cliente, como parceiro estratégico, a melhorar várias facetas da operação de seguros. Uma delas é a utilização de capital”, afirmou Belloube.

As mudanças nas regras de capital de riscos, promovidas pela Susep, procuram aproximar o mercado brasileiro da regulação europeia, nomeada de Solvência II. As medidas do regulador devem estar todas em vigor até o final de 2016.

“Isso, sem dúvida, abre oportunidades para os resseguradores oferecerem produtos e operações de resseguro para aliviar a necessidade de capital das seguradoras nas mais diversas linhas de negócios, principalmente nas linhas que demandam mais capitais”, avaliou José Carlos Cardoso, vice-presidente da resseguradora IRB Brasil Re, a maior do País.

Pereira, da Susep, disse que, além das empresas de resseguro, as seguradoras poderão lançar mão de outras estratégias para atender aos novos requerimentos de capital, como abrir mão de algumas carteiras, vendendo-as para outra companhias, ou até mesmo buscar o mercado de fusões e aquisições. “Sem ter como sanear a necessidade de capital, e empresa terá que fazer a liquidação”, concluiu o executivo da agência reguladora.

Seguradora Líder comenta notícias veiculadas sobre fraude no DPVAT

Fonte: Líder Dpvat

Declaração oficial da Seguradora Líder-DPVAT sobre notícia veiculada recentemente, acerca de fraudes cometidas contra o Seguro DPVAT – Seguradora Líder

1) Desde 2010, a Seguradora Líder-DPVAT vem apresentando às autoridades policiais denúncias contra empresas e pessoas envolvidas na prática de fraudes que atingem o Seguro DPVAT. Somente na Comarca de Montes Claros (MG) 115 casos foram formalmente levados ao conhecimento da Polícia Civil para investigação.

2) Essas denúncias integram a política geral de segurança, adotada pela Seguradora em todo o território nacional, visando coibir as práticas criminosas contra o Seguro DPVAT e em prejuízo da população. Essa política inclui a campanha permanente, nos mais diversos meios de comunicação do País, de alerta à população para evitar a utilização de intermediário para o recebimento das indenizações do Seguro DPVAT.

3) Somente em 2014, foram comprovadas pela Seguradora 7.076 tentativas de fraude contra o Seguro DPVAT e, nesse mesmo período, foram oferecidas 4.102 novas representações criminais, que devem resultar em instauração de inquéritos policiais, apresentação de denúncias pelo Ministério Público e sentenças condenatórias. Esses dados constam do balanço anual, publicado pela Seguradora, para conhecimento da sociedade.

4) A recente operação da Polícia Federal, para coibir a prática de fraudes contra o Seguro DPVAT, vem dar consequência a esse esforço, dentro do qual se incluem as iniciativas da Seguradora em Montes Claros.

5) Por essas razões fica evidenciada a contradição: justamente a instituição que sistematicamente combate as fraudes em todo o País é apontada como interessada em promovê-las.

6) A respeito desse caso específico, no dia 10 de março de 2015, o Exmo. Sr. Dr. Juiz da 2ª Vara Criminal de Montes Claros, na única decisão proferida até agora no Processo, não vislumbrou, entre os investigados, quaisquer indícios de envolvimento da Seguradora nem de seus dirigentes.

7) Por tudo isso, devem ser repudiadas as declarações do delegado federal e do promotor de justiça local que, em entrevistas à imprensa, cometeram a imprudência de apontar, sem provas e sequer indícios, a Seguradora Líder-DPVAT como envolvida no esquema fraudulento.

O Desenvolvimento do Mercado de Energia no Brasil

cnseg_resseguro 4Fonte: CNseg

A construção de usinas termelétricas a gás, aproveitando a queda nos preços do insumo para a importação de gás liquefeito, pode ser uma saída mais rápida da que crise enfrentada pelo setor elétrico nacional. O único problema nessa estratégia é vencer as barreiras que eventualmente seriam impostas pela Petrobras, que detém o monopólio natural na distribuição do gás. A recomendação é de Rafael Schechtman, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), que abriu o primeiro painel no 4º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, com a palestra “O Desenvolvimento do Mercado de Energia no Brasil”.

“Diante da crise enfrentada pela Petrobras, existe uma chance de ela se desfazer de ativos da malha de gasodutos para se concentrar na exploração e produção de petróleo e viabilizar a distribuição do gás natural por outros competidores”, acredita Schechtman.

Em sua apresentação, o diretor do CBIE discorreu sobre a evolução do modelo regulatório, as crises do setor elétrico nos governos FHC e Dilma, os impactos da MP 479 e os risco de déficit energético. A crise hídrica e o maior acionamento das termelétricas contribuíram para elevar os preços da energia, mas este não é único fator na sua avaliação. Para Schechtman, uma das razões é de origem estrutural provocada por fatores como o fato de toda a governança do setor – CNPE, MME, CMSE, ANEEL, ANP,l EPE, CCEE e NOS – estar relacionada ao governo; a um planejamento errático; a interferência política; e aos impactos provocados pela MP 479 que, na sua avaliação, desarticulou todo o setor em função da equivocada obsessão do governo pela modicidade tarifária apenas na ponta do consumidor.

“O petróleo estava a US$ 120 o barril e o consumo de energia crescia 5% nos setores residencial e comercial. Só isso já devia ser suficiente para o governo ter sinalizado ao consumidor com uma política de elevação do preço, mas o governo preferiu ir a TV anunciar a redução das tarifas de energia”, critica Schechtman. Ele destacou que a importância da energia elétrica para o desenvolvimento do País, crescendo a uma taxa de 4,4% ao ano desde 1983.

“A eletricidade é ligada ao desenvolvimento do país e seu consumo só caiu em 2001 com o racionamento do governo Fernando Henrique Cardoso, e em 2009, com a redução da atividade econômica após a crise de 2008. Mas o Brasil é o décimo maior consumidor, com uma participação de 2% no consumo mundial de energia elétrica. O consumo per capta é de apenas 2,4 kwh, menos que a média mundial e o que faz o país o penúltimo colocado entre os BRICS, a frente apenas na índia. Para chegarmos a consumo per capta de 7kwh da Alemanha, precisaremos investir muito”, ressaltou Schechtman.

Ele apresentou números do sistema elétrico nacional, que é baseado em um modelo hidrotérmico com as hidroelétricas representando, em 2013, 68% da capacidade instalada e 79% da geração efetivamente despachada. A capacidade instalada brasileira é de 133 Gw, comparável à da Itália e a do Reino Unido, com a diferença da extensa malha de transmissão, que atinge 116,8 mil km. Além disso, o sistema nacional conta com a maior capacidade de armazenamento em reservatórios de água do mundo.

“São grandes hidroelétricas distantes dos centros de consumo, num total de 27 usinas, e extensas linhas de transmissão interligando as regiões Sul/Sudeste/Centro Oeste e parte do Norte. Somente 1,7% da geração e da carga estão fora do Sistema Integrado Nacional, na Região Amazônica. E entre os setores de infraestrutura, o setor de energia é o de maior abrangência, com 99% dos lares cobertos”, informou Schechtman.

Ele apresentou dados que mostram a evolução do parque termelétrico. Em 2000, 83% da energia gerada vinha de hidroelétricas, número que caiu para 68% em 2014; enquanto as térmicas passaram de 14% para 26%. Em 2011, as hidroelétricas geravam 91% da energia consumida no país, em 2014 este percentual caiu para 73%. “A escassez hídrica exigiu que se despachasse térmicas a combustíveis fósseis num momento em que o preço do petróleo estava caro. A participação das térmicas no consumo passou de 5% em 2011 para 23% em 2014”, ressalta.

Schechtman, diz que, para piorar este quadro, a obsessão do governo pela modicidade tarifária transformou os leilões de energia em casos de seleção adversa, atraindo empresas sem tradição e com sucessivos atrasos na entrega das obras. De acordo com a programação, de 2015 a 2022 está previsto um acréscimo de 39 GW ao sistema nacional. Mas, desse total, apenas 64,4% (25,3 GW) estão em dia; 23,3% estão atrasados e 12,3% têm gravíssimas limitações, sem previsão de entrada em operação. Para 2015, já entrou no sistema 1,5 GW e até o final do ano devem entrar mais 5,9GW. Em 2016, estão previstos mais 10.9GW.

Outro problema apontado por Schechtman, é que, devido a restrições ambientais, é cada vez mais difícil a construção de hidroelétricas com grandes reservatórios, que têm perdido capacidade. Se antes duravam anos, hoje a duração média de um reservatório cairá de 5,6 meses em 2012 para 5 meses em 2016 e para 3,24 meses em 2022. “Desde 2012, o nível dos reservatórios vem caindo e, em 31 de janeiro, atingimos o menor nível desde 2000, 16,84% de capacidade. Até 2012, a geração das térmicas estava sendo segurada e usou-se ao máximo a capacidade dos reservatórios das hidroelétricas. Com a queda da capacidade, passou-se a acionar as térmicas e o preço disparou”, adverte.

Para Schechtman, o pior de tudo é que se está pagando caro por uma energia sem a segurança do fornecimento. “O risco de déficit de energético é de 4,9% no Sudeste/Centro Oeste e de ‘1,2% para o Nordeste. A chance de racionamento de energia em 2015 é certa. O custo para o setor inclui ainda um déficit de R$ 111,8 bilhões”, conclui.

Munich Re prospecta seguradoras especialistas em automóveis

cnseg_resseguro 4O seguro de carro, o mais vendido no Brasil quando o assunto é proteger bens, é o alvo da resseguradora local. A estratégia é ofertar às companhias um resseguro para a carteira de seguro automóvel e assim parte do capital destinado às reservas técnicas obrigatórias seja liberado para o crescimento das vendas.

“Ter um contrato de resseguro tem um custo muito menor do que captar por meio de emissão de debêntures ou aumento de capital, explica Rodrigo Belloube, CEO da Munich Re Brasil. “Na emissão de debêntures, a empresa se compromete a pagar Selic mais alguma coisa. Em resseguros, é Selic menos alguma coisa”, afirmou ao blog Sonho Seguro durante o 4o. Encontro de Resseguros que acontece no Rio de Janeiro, com apoio da CNseg.

Trata-se de um mercado significativo, levando-se em conta que o seguro automóvel movimentou vendas de R$ 32 bilhões em 2014. Várias seguradoras atuantes no Brasil tem o seguro de carro como o principal produto comercializado, Entre as principais seguradoras em automóvel temos Porto Seguro, BB e Mapfre, Bradesco SulAmérica, HDI, Liberty, Tokio Marine, Allianz, Yasuda Marítima e Zurich. A BB Seguridade avança em automóvel e a Caixa prepara a sua atuação no segmento.

De acordo com o CEO da subsidiária brasileira do maior grupo ressegurador do mundo, há três negociações em curso no Brasil neste sentido e mais de dez na América Latina. No mundo todo, a Munich Re movimenta cerca de US$ 500 milhões em prêmios (valor pago pelos clientes para ter a cobertura) neste tipo de contrato e o segmento mostra tendência de crescimento por ter um custo menor para as companhias entre as opções existentes para aumentar capital.

rodrigo belloube munich reTradicionalmente, o resseguro sempre foi a transferência do risco técnico. Mas com o alto custo de captação de recursos nos mercados financeiros mundiais desde a crise financeira em 2008, o resseguro se tornou um instrumento financeiro para a gestão de capital. A lógica da operação financeira é que o capital requerido pelos riscos dos ativos não muda, mas o capital requerido pelos riscos dos passivos decresce porque uma parte da carteira fica protegida pelo ressegurador.

O executivo explica que o resseguro pode ser usado, além da proteção tradicional, para diminuir as exigências de capital requerido (pelo regulador, agência de rating e casa matriz), ou para obter capital adicional por financiamento de lucros futuros. O resseguro torna-se assim uma ferramenta alternativa para estratégias de gestão de capital.

Para alívio de capital de solvência contratos cota-parte podem ser eficientes. Nesta operação, em que o segurador cede parte de seu risco ao ressegurador, a companhia é capaz de diminuir seu capital em risco e aliviar sua solvência, viabilizando o crescimento de seus negócios. Para atuar nesse segmento, a subsidiária local do maior grupo ressegurador do mundo estruturou uma equipe local especializada em questões de capital, com dois expatriados de Munique junto com colegas brasileiros de diferentes formações.

Integração da XL e Catlin no Brasil será finalizada em maio

renato rodrigues liuA integração das operações de resseguros da XL e Catlin no Brasil está prevista para ser consolidada até maio, segundo os executivos responsáveis pela operação e presentes no 4o. Encontro de Resseguros, que acontece hoje e amanhã no Rio de Janeiro, com apoio da CNseg. “No Brasil, as operações são complementares em resseguros. Nas operações de seguros do XL Group tudo fica como estava, uma vez que a Catlin não atua como seguradora no país”, afirmou Renato Rodrigues, CEO da XL.

A compra da Catlin, que faz seguro de tudo – de enchentes a sequestros – foi anunciada em janeiro deste ano pelo grupo XL, por US$ 4,2 bilhões. Na época do anúncio, foi informado que acordo visa aumentar a cobertura de riscos específicos, segundo informou em nota o CEO da XL Mike McGavick. A operação combinada gera uma empresa com mais de US$ 17 bilhões de capital e US$ 10 bilhões em prêmio líquido. Em resseguro, o grupo passa a totalizar prêmios de US$ 3 bilhões, passando a constar no ranking dos 10 maiores resseguradores do mundo.

O Catlin Group registrou vendas superiores a US$ 5,3 bilhões em 2013 e tem escritórios em mais de 25 países, inclusive na América do Norte, Ásia, América Latina e outras partes da Europa. Mike McGavick continua como CEO will e Stephen Catlin terá um cargo compartilhado entre as duas companhias como Executive Deputy Chairman assim que a operação for concluída. A perspectiva é de que Catlin faça parte do Conselho de Administração. Peter Porrino permanece como CFO, segundo informações divulgadas em janeiro.

Em 2014, o volume do mercado brasileiro de resseguros (bruto de comissão) foi de R$ 9,11 bi frente a R$ 8,26 bi de 2013, um crescimento anual de 10,3%. Estudo da equipe da resseguradora local Terra Brasis indica que a queda acentuada do ritmo de crescimento ocorrido em dezembro de 2014 seja em parte decorrente de alteração no calendário de renovações de algumas seguradoras brasileiras, que prorrogaram o prazo para os primeiros meses de 2015, uma vez que temos notado um início de ano mais forte que o usual.

Terra Brasis analisa como promissor o desempenho de resseguros no Brasil

terra brasisO tema resseguro dá o tom do dia com a realização do 4. Encontro de Resseguros realizado nos dias 14 e 15 no Rio de Janeiro, com apoio da CNseg. O resseguro é alimentado pelo segmento de seguros, tornando necessário olhar para o que acontece com esse setor. Segundo estudo da resseguradora local Terra Brasis, o segmento de Seguros Gerais, apesar de manter a trajetória de crescimento de volume de prêmios, observou uma queda significativa em seu ritmo de crescimento. Em 2014, o mercado brasileiro gerou R$ 83,9 bilhões em prêmio de seguro, em comparação aos R$ 78,5 bilhões do mesmo período do ano anterior, representando uma taxa de crescimento anual de 6,9% frente a 18,6% de 2013.

A sinistralidade, obtida pela razão dos sinistros ocorridos sobre o prêmio ganho da Demonstração de Resultado de todas as seguradoras do mercado brasileiro, manteve-se basicamente estável em 2014, ficando em 49,0% em 2014 frente a 48,6% de 2013. No período, o índice de despesa comercial foi de 23,4% em 2014 frente a 23,0% do ano de 2013, comportamento estável no período. O índice de resultado de resseguro, obtido pela razão do resultado de resseguro sobre o prêmio ganho, apresentou estabilidade, encerrando 2014 em 2,0%, frente a 2,1% de 2013. O Combined Ratio, incluindo o índice de resultado de resseguro, encerrou 2014 em 89,5% frente a 86,9% de 2013, evidenciando uma piora na comparação anual. Em grande parte este aumento de deveu a correção, acima mencionada, do índice de despesa administrativa.

Dito isso, vamos ao mercado de resseguros no Brasil. Em 2014, o volume do mercado brasileiro de resseguros (bruto de comissão) foi de R$ 9,11 bi frente a R$ 8,26 bi de 2013, um crescimento anual de 10,3%. A equipe da Terra Brasis acredita que a queda acentuada do ritmo de crescimento ocorrido em dezembro de 2014 seja em parte decorrente de alteração no calendário de renovações de algumas seguradoras brasileiras, que prorrogaram o prazo para os primeiros meses de 2015, uma vez que temos notado um início de ano mais forte que o usual.

A proporção de resseguro cedido sobre prêmio de seguro sofreu uma pequena queda no último trimestre de 2014, terminando o ano em 10,9%. Entretanto, este índice ainda permanece acima do intervalo de 9% a 10% presente desde, pelo menos, a abertura do mercado em 2008. O volume de prêmio de cosseguro acumulado em 2014 foi de R$ 2,36 bi frente aos R$ 2,05 bi do mesmo período do ano anterior, um crescimento anual de 15,2%. Em 2014, o prêmio de cosseguro representou 2,8% do volume de prêmio do segmento de seguro gerais frente aos 2,6% de 2013.

Em 2014, o volume de resseguro (bruto de comissão) emitido por resseguradoras locais foi de R$ 6,49 bi, aumento de 16,1% em relação aos R$ 5,58 bi apresentados em 2013. O mercado local encerrou o ano de 2014 detendo 71,2% do volume de prêmio cedido por cedentes brasileiras, acima dos 67,7% registrados em 2013. Do total do volume de resseguro (bruto de comissão) emitido por resseguradoras locais, o IRB emitiu um volume de prêmio 5% maior que o apresentado em 2013, enquanto as demais resseguradoras locais apresentaram um crescimento de 28%, influenciado em grande parte pelo aumento do volume de operação das resseguradoras locais mais jovens, que possuem início de operação entre 2012 e 2013. No mesmo período, o volume de resseguro emitido por resseguradoras estrangeiras caiu 1%. Em 2014, o mercado local foi destino de 71% do volume de resseguro cedido pelo mercado brasileiro ante 68% de 2013, com uma retenção de 58% desse valor, representando R$ 3,8bi ante R$ 3,2bi do de 2013.

O IRB encerrou 2014 com uma participação de mercado de 33%, enquanto as outras resseguradoras locais encerraram o período detendo 38% do mercado e as estrangeiras 29%. O ano de 2014 foi de recuperação para as locais em relação ao ano anterior, apresentado uma melhora da sinistralidade, e com um Combined Ratio próximo de 100%, além de uma melhora da rentabilidade medida pelo ROE (return on equity). Em 2014, as resseguradoras locais apresentaram lucro de R$ 685 milhões, ante um lucro de R$ 271 milhões registrado em 2013. Neste período, o IRB lucrou R$ 602 milhões e as demais resseguradoras R$ 83 milhões.

Na análise da evolução do patrimônio líquido das resseguradoras Locais, o estudo da Terra Brasis nota que houve significativa mudança na relação de resseguro emitido e patrimônio líquido nos últimos 10 anos. De uma relação de cerca de 2 para 1 entre resseguro emitido e patrimônio líquido passamos a ter uma relação de cerca de 1 para 1. A mesma tendência foi observada no mercado internacional, onde as combinações de padrões mais rígidos de solvência e excesso de liquidez monetária também reduziram a relação de prêmio para patrimônio líquido.

Vice governador afirma que resseguro é prioridade para o Rio de Janeiro

cnseg 4 resseguro“Tudo o que precisar ser feito para estimular o crescimento deste setor, pode contar com a gente”, afirmou Francisco Dorneles, vice-governador do Rio de Janeiro. Ele foi o último a discursar e o mais descontraído. “O seguro e resseguro são segmentos com o maior potencial de crescimento na economia brasileira e por isso contam com o nosso apoio”. Ele citou que o estado perdeu recursos com a crise da Petrobras, diante das investigações Lava Jato, levando o Estado a ter uma previsão de déficit de R$ 13 bilhões. “Cerca de R$ 10 bilhões o Estado já negociou e os R$ 3 bilhões que ainda faltam vou pedir a vocês”, adiantou, quebrando o tom sério da plateia, que sorriu com gosto ao ouvir a afirmação do vice-governador do Rio de Janeiro.

O resseguro é o tema desta semana no mercado segurador. São mais de 500 profissionais presentes no 4o. Encontro de Resseguros no Rio de Janeiro. O Brasil conta hoje com 120 resseguradoras, que ofertam produtos e serviços para um mercado ainda pequeno de seguros, com faturamento anual de R$ 120 bilhões. “Os resseguradores registraram vendas de R$ 9 bilhões no ano passado, um crescimento contínuo desde abril de 2008, quando o setor disse adeus ao monopólio de quase 70 anos. “Há muita capacidade de capital para riscos do mercado brasileiro, que pode ser observada na forte concorrência que o setor vive desde a abertura”, comentou Paulo Pereira, presidente Fenaber (Federanção Nacional dos Resseguradores).

Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg, destacou que o mercado segurador está inserido em uma economia crescente. “Independentemente das dificuldades que estamos vivendo neste momento, temos grande potencial de crescimento já atestado pelas maiores economias do mundo, como os EUA, que vêem o Brasil em 2030 como a sexta maior economia do mundo”, citou. Rossi afirmou que a CNseg e as federações têm um papel fundamental em apresentar o setor ao governo. “Muitas vezes vemos dificuldade de o governo entender como o setor funciona, sobre a importância das seguradoras e resseguradoras nos projetos de infraestrutura e no debate de proteções securitárias para os programas de investimentos”, explicou ele aos resseguradores presentes.

Danilo Silva, representante da Susep, destacou que a autarquia está debruçada na modernização das normas que regulam o resseguro e citou algumas medidas em curso, como a circular 495, que estimula a entrada de novos competidores em risco de petróleo, bem como medidas para atualizar a aceitação de retrocessão pelas seguradoras. “Todas essas medidas visam dar condições do resseguro avançar em 2015, ano em que a previsão é de crescimento num ritmo menor”, disse ele, ressaltando que em 2014 os resseguradores locais registraram avanço de 163% no lucro líquido, se tornando mais solventes.

Marcio Coriolano, presidente da FenaSaúde e da Bradesco Saúde, destacou que a saúde suplementar fatura R$ 120 bilhões por ano e 40% dessa faturamento vem das associadas da federação. Informou que o segmento tem crescido 3,5% em beneficiários ao ano, um índice elevado se considerado a evolução da população brasileira de 1% ao ano. Em vendas, o avanço médio tem sido de 15%. “Todas as pesquisas dão conta de que plano de saúde é o terceiro desejo da população, perdendo apenas para casa própria e educação. E por isso apostamos no bom desempenho do nosso setor mesmo diante da retração da economia prevista para 2015, disse. Coriolano afirmou aos resseguradores que o setor precisa do apoio do resseguro para poder lidar com eventos complexos e que necessitam de produtos específicos e que tragam inovações do ponto de vista de economia de custos, gestão e possibiidade das operadoras atuarem com novos produtos.

Robert Bittar, presidente da Escola Nacional de Seguros, afirmou que o resseguro é um dos principais temas da instituição. “Temos vários cursos para a formação de técnicos, cada vez mais demandados nos dias de hoje, com riscos novos e cada vez mais complexos”.

João Francisco da Costa, diretor da FenSeg e CEO da HDI, destacou que a relação da federação com os resseguradores é vital para a boa operação e solvência das seguradoras. “Precisamos do apoio, da parceria e do comprometimento no longo prazo para que possamos implementar nossos planos de expansão com necessidades cada da mais complexas”.