AMBest quer avançar na emissão de rating para seguros no Brasil

cnseg bottiA A.M.Best faz cerca de 4 mil ratings de empresas do mercado segurador em 80 países. No Brasil são apenas sete: Allianz, Austral, BTG, IRB Brasil RE, JMalucelli Seguradora, JMalucelli Resseguradora eTerra Brasis. Segundo Tina Bukow, que participou do painel “Assuntos Correntes de Resseguro no Brasil”, é importante que as seguradoras e resseguradoras adotem a classificação da força financeira do grupo. “Nos mercados emergentes, as empresas têm interesse em serem classificadas para ajudar no risco pais”, afirmou durante a sua apresentação no 4o. Encontro de Resseguros, realizado no dia 14 e 15 no Rio de Janeiro, com apoio da CNseg. “Os investidores olham para o Brasil, mas querem entender melhor as questões politicas e econômicas e como isso pode impactar nos Jogos Olímpicos”, comentou.

Segundo ela, neste momento de volatilidade econômica e política pela qual passa o Brasil, é importante que as empresas tenham suas classificações para que os investidores saibam da força financeira dos grupos, independentemente da classificação do país. “A classificação não ajuda só as empresas e sim o segmento e o país”, garante. Há três anos, conta a A.M.Best tinha 11 classificações de seguradoras na América Latina. “Hoje temos 33 empresas classificadoas, pois a nossa metodologia ajuda muito a trazer investimentos para o segmento, o que, consequentemente, ajuda a melhorar a classificação dos países”, afirma.

Veja as principais perguntas e respostas do painel:

Paulo Botti – Como é o processo de rating de uma companhia?

O processo pode ser bastante intenso, mas não tão oneroso. Tem de enviar dados que já tem estão em um ambiente regulatório. Um analista é designado e se reúne com a empresa. Pode até mesmo ser uma vídeo conferência. Depois de aceitar, a empresa recebe uma visita do analista. Faz a recomendação e leva os dados para um comitê de classificação, que define o rating. O resultado final pode ser acima ou abaixo da feita pelo analista. Se o cliente aceitar, a classificação se torna pública. Se não aceitar, a nota é classificada como confidencial e não é divulgada. A empresa pode também entrar com recurso junto ao analista para revisão da decisão do comitê. Às vezes o comitê acha que o capital é baixo entre outras informações básicas que levaram a compor a nota e isso pode ser revertido se a empresa tomar algumas atitudes pontuais para melhorar o banco de dados coletado. O processo todo leva em média de 8 a 10 semanas.

Quantas empresas são do ramo vida?

Das 4 mil classificadas por nós, metade é do segmento vida e de saúde.

Como a AMBest cobra pelo serviço de rating?

As tarifas cobradas são de acordo com o tamanho da seguradora. Geralmente é um percentual em cima do prêmio para as que atuam em ramos elementares e um percentual do ativo das seguradoras de vida. Outro componente levado em conta no custo do rating é a complexidade do organograma da empresa. O valor vai depender de quantas empresas teremos de analisar para saber o impacto que podem causar no financeiro do grupo.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Ouça nosso podcast

ARTIGOS RELACIONADOS