Os dois executivos que disputam a sucessão de Buffett

buffettFonte: Anupreeta Das/The Wall Street Journal – tradução para o português publicada pelo Valor Econômico

Warren Buffett uma vez escreveu aos seus acionistas da Berkshire Hathaway Inc. que se ele, seu sócio Charles Munger e seu vice Ajit Jain estivessem em um navio naufragando e apenas um deles pudesse ser salvo, Ajit é quem deveria ser resgatado.

No último sábado, Munger solidificou a importância de Jain para o futuro da Berkshire quando deu a entender que o chefe da divisão de resseguros do conglomerado, de 63 anos, é parte do que parece ser uma disputa entre dois homens para assumir o cargo de diretor-presidente da holding quando Buffett, de 84 anos, não estiver mais por perto.

Munger, vice-presidente do conselho de administração da Berkshire, também sugeriu que Greg Abel, que comanda a divisão de energia, seria outro sucessor à altura. Buffett e Munger escreveram cartas separadas aos acionistas cm comemoração aos 50 anos da Berkshire Hathaway.

“Ajit Jain e Greg Abel comprovaram seu desempenho e provavelmente seriam subavaliados se descritos como [profissionais] ‘de classe mundial'”, escreveu Munger, ressaltando que, em alguns aspectos, “cada um deles é um executivo melhor que Buffett”.

Jain e Abel não puderam ser contatados para comentar.

Ambos parecem se enquadrar na descrição que Buffett faz do diretor-presidente ideal: um “indivíduo racional, calmo e decisivo, que tem amplo entendimento de negócios e boa percepção sobre o comportamento humano. É também importante que conheça seus limites.”

Jain, que passou cerca de 30 anos na Berkshire, é considerado há muito tempo o candidato principal para substituir Buffett, que o contratou em 1986 para criar a divisão de resseguros, embora, como Jain gosta de dizer, ele pouco sabia sobre seguros ou resseguros. Não demorou muito para Buffett começar a elogiar Jain em suas cartas anuais quando os riscos que ele assumiu começaram a dar resultados. No ano passado, a Berkshire Hathaway Reinsurance Group, liderada por Jain, contribuiu com US$ 42,5 bilhões para o total de US$ 84 bilhões do “float” de seguros mantido pela Berkshire.

Esse float – prêmios que a Berkshire coleta dos clientes para serem pagos bem depois na forma de indenizações e que, enquanto isso, são investidos – foram uma pedra fundamental do modelo de negócios da Berkshire, financiando sua expansão em diversas empresas e investimentos.

Jain nasceu e foi educado na índia e também estudou na Harvard Business School. Embora tenha morado em Omaha, no Estado de Nebraska, por alguns anos depois de entrar na Berkshire, Jain trabalha em Stamford, no Estado de Connecticut. Ele é conhecido por assumir riscos grandes e incomuns, como fazer uma apólice em 1999 protegendo a equipe de beisebol Texas Rangers da possibilidade de o jogador Alex Rodriguez ficar inválido para sempre.

“Ele se destaca por assumir e precificar riscos incomuns e também criar novos negócios altamente lucrativos”, diz Laura Rittenhouse, consultora especializada na relação entre diretores-presidentes e investidores. “Esses talentos são essenciais para ter sucesso em seguros, o motor que faz a máquina de dinheiro da Berkshire funcionar.”

O acesso e proximidade a Buffett e a longa carreira de Jain na Berkshire também o tornam bem familiarizado com a cultura da holding, cujas marcas são uma operação descentralizada e pouca burocracia.

Em um painel em fevereiro, Jain disse que a ausência de burocracia na Berkshire e em suas unidades operacionais tornava a companhia única. O evento foi organizado para discutir o futuro da Berkshire sem Buffett, tema de um livro recente de Larry Cunningham, professor da Universidade George Washington.

“Ajit, assim como todos os demais diretores-presidente na Berkshire, reconhece que delegar e descentralizar são essenciais” para o futuro do conglomerado, disse Cunningham. Perguntado no painel sobre as qualidades que o futuro diretor-presidente da Berkshire deve ter, Jain respondeu que a pessoa não deveria ser um administrador detalhista.

Se Jain é o veterano, Abel é o negociador perspicaz. A experiência dos dois, também, é diferente. “Ajit é financeiro, Greg é industrial”, diz Cunningham.

Abel, de 52 anos, diretor-presidente da Berkshire Hathaway Energy, entrou no conglomerado em 2000 com a compra, pela Berkshire, de uma empresa de energia em Iowa. Desde então, a Berkshire já investiu mais de US$ 15 bilhões em aquisições, transformando a unidade em uma das maiores fornecedoras de energia do país. Ela também investiu uma quantia semelhante em projetos de energia renovável.

Abel também acumulou experiência em alocar capital no setor de energia, habilidade importante para o próximo diretor-presidente da Berkshire, que terá que decidir, como Buffett faz, se e quando comprar empresas ou ações ou investir em despesas de capital. No processo, ele também trabalhou próximo a Buffett. Ele assumiu o cargo de diretor-presidente da unidade de energia em 2008, substituindo David Sokol, que saiu da Berkshire em 2011.

Como Jain, Abel prefere ficar longe dos holofotes, embora pessoas que o conhecem digam que ele é um líder carismático, com a habilidade de conquistar vários grupos do setor de energia, de reguladores a clientes.

Lucro da Zurich Santander cresce 32% em 2014, para R$ 631 milhões

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A Zurich Santander Brasil registrou lucro líquido de R$ 631 milhões em 2014, crescimento de 32,2% na comparação com os R$ 477 milhões de igual período do ano anterior. O lucro operacional somou R$ 742 milhões em dezembro, uma alta de 25% sobre o resultado de 2013.

O patrimônio líquido no fim do ano passado somou R$ 2,36 bilhões, ante R$ 2,07 bilhões em 2013. Já as provisões técnicas de seguros e previdência atingiram R$ 28,66 bilhões, aumento de 14,3% sobre os R$ 25,07 bilhões apresentados em dezembro de 2013.

“Para este ano queremos sustentar o ritmo de expansão dos negócios, aumentar o volume de prêmios e manter a forte atuação comercial, sempre com o contínuo foco na qualidade de atendimento aos clientes, na gestão de custos operacionais e na qualidade e solidez do balanço”, destaca José Garcia Naveros, diretor financeiro da Zurich Santander.

Ainda segundo o executivo, a estratégia de crescimento dos negócios está baseada no lançamento de produtos inovadores, que gerem benefícios para os clientes, acionistas e contribuam para o desenvolvimento do mercado brasileiro de seguros.

Reciclagem de veículos será tema de evento do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo

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Na próxima terça-feira, dia 3 de março, o Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) receberá em seu tradicional almoço mensal o diretor da Porto Seguro e da Renova Ecopeças, Bruno Garfinkel.

Na palestra “Renova, por um futuro sustentável”, ele apresentará detalhes da iniciativa inédita da empresa. “O objetivo da Renova é garantir a destinação ambientalmente correta de veículos em fim de vida útil, por meio do tratamento de seus resíduos e da comercialização de peças de reuso”, diz.

Atualmente, o Brasil recicla pouco menos de 1,5% de sua frota que sai de circulação. A quantidade é inexpressiva em comparação a outros países, como os Estados Unidos, que reciclam 95% da frota.

O evento terá início às 12h, no restaurante do Circolo Italiano. Inscrições e informações pelo telefone (11) 3104 0416 ou e-mail: atendimento@ccssp.org.br

Falece Robert Benmosche, ex-AIG

A American International Group, Inc. (NYSE: AIG) anunciou hoje com grande pesar o falecimento do seu antigo Presidente e CEO, Robert H. Benmosche. Benmosche, 70 anos, que tratava um câncer de pulmão desde 2010, faleceu esta manhã às 08h15 no hospital NYU Langone Medical Center, em Nova York.

“Anunciamos esta notícia com profunda tristeza e nossos sentimentos e orações estão com a família do Bob neste difícil momento”, disse Robert S. Miller, Presidente do Conselho de Diretores da AIG. “Bob foi sem dúvidas um dos líderes mais inspiradores e bem sucedidos na América. Nós nunca esqueceremos que sob sua extraordinária liderança, o time da AIG restituiu na íntegra o Governo dos Estados Unidos com uma margem de lucro de aproximadamente US$ 23 bilhões. Todos da família AIG foram grandiosamente abençoados pela visão de Bob, sua lealdade e amizade durante seus cinco anos na companhia. Bob era um homem brilhante que conduziu seu trabalho com admirável liderança, energia, paixão e tenacidade. Na AIG, nós honraremos seu legado, ao continuar focando na integridade e no desempenho. Ele fará muita falta”.

“Assim como diversas pessoas que tiveram o privilégio de trabalhar com o Bob, sinto-me sensibilizado e inspirado pelo exemplo que ele foi”, disse Peter D. Hancock, Presidente e CEO da AIG. “Bob era extremamente honesto e impulsionado pela confiança na possível gradiosidade que existe em cada pessoa. Ele colocava sua energia e foco para permitir que as pessoas da AIG vivessem de acordo com seus potenciais, e é por isso, que hoje somos uma empresa sustentável, que entende a importância de atender e superar as expectativas de todos os nossos acionistas. À medida que construírmos sob o seu legado na AIG de muitas formas, vamos lembrar dele vivendo e trabalhando de acordo com a convicção de que ele declarou, repetidamente, e confirmou, nas mais adversas circunstâncias: “Não há limite de grandiosidade que as pessoas boas podem realizar quando você lhes dá a liberdade para agir”.

Benmosche foi Presidente e CEO da AIG de 10 de Agosto de 2009, a 1º de Setembro de 2014. Ao chegar à AIG, foi responsável por uma empresa que tinha recebido assistência ao contribuinte em relação a crise financeira de 2008 totalizando cerca de US$ 182 bilhões. Em 2012, a AIG tinha compensado esse subsídio e com um lucro positivo de aproximadamente US$ 23 bilhões por meio da alienação de vários negócios e outras atividades de reestruturação. Em 2014, a AIG restabeleceu sua rentabilidade como líder global em property, casualty e seguros para linhas de consumo.

Benmosche foi o antigo Presidente do Conselho e Presidente e CEO da MetLife, um fornecedor líder de seguros e outros serviços financeiros. Benmosche liderou a transição da abertura de capital da MetLife em 2000. Ele juntou-se a MetLife em 1995 como Vice-Presidente Executivo, responsável pela integração dos negócios e desenvolvimento de produtos, marketing e esforços de vendas focados em clientes pessoa física da MetLife. Anteriormente em sua carreira foi Vice-Presidente Executivo na PaineWebber, Inc., onde dirigiu a fusão da Kidder Peabody em PaineWebber. Ele também atuou em várias funções no Chase Manhattan Bank de 1976 a 1982.

Benmosche foi ingressou ao Hall da Fama do Seguro em 2013 e foi nomeado Líder de Seguros do Ano pela Escola de Gerenciamento de Crise da da St. John’s University.

Benmosche serviu dois mandatos como membro do Conselho de Administração do Credit Suisse Group. Também foi tenente no Exército dos Estados Unidos de 1966 a 1968. Recebeu um diploma de bacharel em Matemática pela Universidade Alfred, em 1966, e foi premiado com um doutorado honorário em Administração pela Universidade Alfred, em 2013.

Caixa Seguradora escolhe corretor de seguros para distribuir novos produtos de Saúde e Odonto

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O lançamento dos novos produtos de Saúde e Odonto da Caixa Seguradora, em um movimento pioneiro que conta com a participação do Sincor-SP, aconteceu na quinta-feira (27/2), em São Paulo, diante de uma plateia com quase 3 mil corretores de seguros de todas as regiões do Estado de São Paulo. O evento marcou a estreia do programa Corretor de Seguros Empreendedor – Módulo Benefícios, cujo objetivo é ampliar os negócios da categoria.
Para o presidente do Sincor-SP, a iniciativa da Caixa Seguradora reconhece o corretor de seguros como o melhor canal para realizar a distribuição e atingir suas metas. “Trata-se de estratégia de negócio convergente com a proposta do Sincor-SP do empreendedorismo, da diversidade de negócios e do aumento de rentabilidade do corretor de seguros. Essa convergência é exatamente o que queremos. Então, aplaudimos a Caixa, assim como faremos com qualquer outra oportunidade para nossa categoria”, diz Camillo.

Ele lembrou que o evento foi aberto para corretores em geral, não apenas associados, pois foi ação de uma seguradora para o mercado. “No entanto, os programas de capacitação e outras iniciativas para os novos produtos serão exclusivos para associados do Sincor-SP. Desta forma, esperamos inclusive gerar atratividade. Abrir a casa para não sócios é uma maneira de profissionais que estiveram afastados do Sindicado conhecerem o novo Sincor-SP e nossas propostas”, disse.

O presidente da Caixa Seguradora, Jérôme Marie Dennis Garnier, também apontou a distribuição pelo canal corretor como diferencial para a expansão das carteiras. “A Caixa Saúde conta com um novo desafio, de modo a atender o mercado empresarial, e os corretores de seguros serão responsáveis por vendas com empenho e qualidade. Temos a expectativa de um excelente resultado no maior mercado de seguros do Brasil, o Estado de São Paulo”, afirmou.

O diretor da Caixa Saúde, Luis Eduardo Gevaerd, destacou que a meta é estar em breve entre as cinco maiores e melhores empresas de seguro saúde no Brasil. “Contamos com os corretores de seguros associados ao Sincor-SP, afinal estamos diante do principal mercado consumidor do País e da maior força de vendas do setor. Ou seja, são vocês que selecionarão os clientes para fazer parte da nossa carteira, são vocês que vão apresentar nossas principais vantagens e diferenciais”, ressaltou.

Gevaerd também comentou o ambiente positivo com a distribuição dos produtos da Caixa Seguradora por corretores de seguros. “Para aproveitar esse cenário, nossas novidades apresentam princípios bem definidos, modificando inteiramente o conceito que a empresa tem no mercado, criando produtos mais atraentes aos consumidores e assim nos tornamos mais competitivos, dia após dia. Vocês devem estar se perguntando: Como faço para vender os produtos da Caixa Saúde para os meus clientes? É muito simples: mostrando que nossos valores e nossa filosofia são os mesmo de vocês, corretores, e de todos os brasileiros”.

Já o executivo responsável pela área de Odonto, Julio Cesar Felipe, apresentou as opções em planos individuais e empresariais, comentando que as propostas são personalizadas, de acordo como perfil dos clientes. Ele também anunciou uma campanha de incentivo que vai premiar os corretores com uma viagem a Paris, desde que alcancem a produção de 6 mil vidas até o final do ano. “Mas os contratos firmados em março serão contados em dobro”, finaliza.

Munich Re traz capital e expertise para o Brasil

rodrigo belloube munich reA Munich Re, maior resseguradora do mundo, reforça sua aposta no Brasil com aumento de capital e expertise internacional para ampliar a carteira de clientes no Brasil. Em janeiro, o grupo praticamente dobrou o capital para R$ 300 milhões. “O objetivo foi melhorar a qualidade e liquidez dos nossos ativos. Parte deles vinha de recebíveis associados à performance dos contratos de resseguro. Infelizmente, com o cenário macroeconômico e político, algumas seguradoras tiveram receita inferior ao estimado quando da celebração dos contratos, aumentando a pressão sobre a confiabilidade dos nossos recebíveis. Com a injeção, nosso balanço ganha em qualidade e tem uma margem de solvência bastante confortável”, explicou Rodrigo Belloube, que assumiu como CEO a partir de 2015.

Nos resultados de 2014, divulgados no dia 26 de fevereiro, a resseguradora local reverteu o prejuízo de R$ 50 milhões registrados em 2013 para lucro de R$ 24,6 milhões em 2014. O volume de prêmios emitidos no país recuou de R$ 370 milhões para R$ 301 milhões no ano passado, um ano difícil para todo o mercado de resseguros.

Em abril a indústria completa seis anos de flexibilização do monopólio de resseguros. Esse período de abertura foi conturbado como o previsto para um segmento que deixa de atuar com um único fornecedor. Mais de 100 resseguradores entraram no Brasil no primeiro ano de abertura, disputando clientes com preços e produtos diferenciados. Para complicar a situação, a economia brasileira virou, com os indicadores macroeconômicos que davam inveja a qualquer país se transformando em um quadro recessivo e preocupante com o temor da perda do rating soberano.

“Temos nos posicionado não apenas como um ressegurador global de primeira linha, mas sim como um parceiro estratégico de nossos clientes. Significa dizer que queremos ajudar nossos clientes, a quatro mãos, a solucionar suas questões estratégicas e operacionais mais intricadas e prioritárias. O foco é no entendimento profundo de um desafio, oportunidade ou problema que esteja na pauta de nosso cliente, através do debate franco e aberto entre parceiros, para que cheguemos à melhor solução customizada. O resseguro, instrumento versátil e fantástico, sela a parceria, pois permite que os riscos e benefícios da solução sejam compartilhados de forma negociada, balanceada”, explica o executivo.

Ele cita como exemplo uma recente parceria com uma seguradora que vinha encontrando certa dificuldade para expandir suas vendas no varejo, por limitações do processo de subscrição, considerado pesado e complexo. “Ajudamos a seguradora a automatizar esse processo, a simplificá-lo, para que a venda fosse mais eficiente”, comemora. O bom desempenho da parceria foi possível pela experiência mundial do grupo, que controla uma empresa na Irlanda especializada em subscrição automatizada e com expertise para viabilizar uma solução adequada. “O resultado? Uma parceria de 10 anos, formatada através de um contrato de resseguro, compartilhando riscos e resultados do projeto”, conta com orgulho.

Outra frente em que a Munich Re pretende atuar é na gestão de capital. “Nossas análises de balanço demonstram que seguradoras vêm no geral alocando seu capital de maneira sub-ótima, sinceramente falando”. Frente a outras alternativas de financiamento, o resseguro possui um potencial de retorno muito atraente, raramente superável, Segundo a avaliação de Belloube. Para atuar nesse segmento, a subsidiária local do maior grupo ressegurador do mundo estruturou uma equipe local especializada em questões de capital, com dois expatriados de Munique junto com colegas brasileiros de diferentes formações. São ao todo quatro atuários, advogado, engenheiros, administradores com formação em finanças. Uma equipe multidisciplinar altamente especializada na regulamentação brasileira e muito conectada ao Capital Partners, centro de expertise do Grupo Munich Re.

Um dos alvos da resseguradora local é a carteira de automóveis. “Há seguradoras com performance bastante inferior à média de mercado, outras que cresceram tanto ao ponto de fazer múltiplas injeções de capital ao longo de um único ano”, comenta. Diante disso, explica, o grupo tem em Munique uma equipe especializada em Auto, a Motor Consulting Unit, e começa a ofertar localmente essa expertise àquelas empresas que tenham interesse. “Nosso objetivo é gerar valor concreto, tangível aos nossos clientes, e compartilhar os riscos e retornos através do resseguro. Com as injeções de capital recorrentes, claramente há solução melhor do ponto de vista do acionista.”

E as novidades que a Munich Re não param. “Temos outras frentes em Big Data, canais alternativos com a expertise da Ergo, empresa do grupo, é a seguradora parceira da Amazon na Alemanha e Áustria, e em desenvolvimento de produtos”, enumera. Com esse investimento no Brasil, fica claro que para a Munich Re o foco não é o crescimento desordenado de curto prazo, mas sim o desenvolvimento de operação. “Apostamos no Brasil com qualidade, consequente de nossa proposta de proximidade e parceria estratégica com nossos clientes, para que os resultados sejam sustentáveis”, finaliza.

Braço segurador representa 35% do ganho do Paraná Banco

malucelliO Paraná Banco obteve lucro líquido recorrente consolidado de R$ 38,9 milhões no quarto trimestre de 2014, crescimento de 34,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2014, o crescimento foi de 14,7%, atingindo R$ 150,2 milhões. O braço de seguros e resseguro teve destaque no resultado do banco, representando 35% do resultado, avanço em relação aos 23% do ano anterior.

Segundo nota, o lucro líquido do grupo segurador, que consolida a seguradora e a resseguradora do grupo, avançou de R$ 29 milhões em 2013 para R$ 53 milhões em 2014, avanço de 76%. Os prêmios somaram R$ 376,6 milhões no ano passado, 1,5% acima dos R$ 371,4 milhões de 2013, incluindo DPVAT.

O índice combinado em 2014 ficou em 66%, bem melhor do que os 73,6% de 2013 (quanto mais abaixo de 100, melhor). O patrimônio líquido atingiu R$ 299,432 milhões em 2014, alta de 13,5% ante o ano anterior. O retorno (ROAE) foi a 19,0% ao final de dezembro último ante 9,1% em um ano. O grupo também destacou a compra do controle da Cardinal Compañia de Seguros, empresa colombiana de seguro garantia, através da JM Latam, constituída em dezembro de 2014 pelo Paraná Banco e pela Travelers Brazil Acquisition LLC, que alinhada com a estratégia de ampliar as operações do Grupo Segurador, marca o início da expansão das atividades na América Latina.

Lucro líquido anual da SulAmérica cresce 14,2% e atinge recorde histórico de R$ 548,7 milhões

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A Sul América S.A. (BM&FBovespa: SULA11) encerrou 2014 com lucro líquido recorrente recorde de R$ 548,7 milhões, representando crescimento de 14,2% em relação a 2013. No quarto trimestre, o aumento do lucro líquido foi de 1,9%, atingindo a soma de R$ 294,6 milhões. Alta significativa também foi registrada na receita total consolidada que chegou a R$ 4,2 bilhões nos últimos três meses de 2014 e crescimento de 15,1% no ano, totalizando R$ 16,9 bilhões em 2014.

Considerando a operação de seguros, a SulAmérica emitiu em 2014 um total de R$ 13,5 bilhões em prêmios, representando um aumento de 9,9% no quarto trimestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano anterior e de 10,7% na comparação com 2013.

“Mesmo diante do cenário macroeconômico desafiador observado em 2014, nossos resultados mostram que conseguimos enxergar boas oportunidades para crescer nos mercados em que a companhia atua e alcançar o melhor desempenho da história da SulAmérica”, explica o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella. “A estratégia de ampliação comercial, sem desviar de nossa política de subscrição com foco na rentabilidade, além da eficiência na gestão dos ativos próprios e rigoroso controle das despesas administrativas, contribuíram para o excelente resultado”, complementa.

Em relação aos resultados de saúde e odontológico, o crescimento dos prêmios foi de 13,8% na comparação com 2013 e 13,7% no quarto trimestre de 2014 frente ao mesmo período do ano anterior. A manutenção do forte ritmo de vendas novas e elevadas taxas de retenção de clientes beneficiaram o segmento, além do acelerado crescimento da carteira de pequenas e médias empresas, com elevação de 25,7% dos prêmios no último trimestre de 2014 e 24,5% na comparação com 2013.

Os prêmios de seguros de automóveis tiveram elevação de 6,9% em 2014 e de 5% no quarto trimestre. Já a frota segurada registrou alta de 7,7%, atingindo 1,65 milhão de veículos, com maior participação de carros de passeio. O desempenho se deveu, principalmente, a fatores como a forte presença da marca, atuação da extensa rede de corretores e pelo pioneirismo da companhia em lançar produtos e serviços inovadores.

Os destaques em ramos elementares foram as carteiras de massificados e empresarial, que cresceram 12,7% e 27,2%, respectivamente, no quatro trimestre de 2014 em relação ao mesmo período de 2013. No comparativo anual, os crescimentos foram de 18,8% e 31,6%. No negócio de previdência privada, as contribuições e reservas dos planos da modalidade VGBL superaram outras carteiras e cresceram 19,7% e 26,2%, respectivamente, na comparação com 2013.

Os prêmios do segmento de vida e acidentes pessoais cresceram 17,9% frente ao quarto trimestre de 2013 e apresentaram leve queda, de 1,5%, na comparação anual, resultado de ações para reposicionamento da carteira, como a não renovação de apólices com rentabilidade abaixo da estipulada.

O volume de ativos administrados pela SulAmérica Investimentos, nosso negócio de gestão de ativos, passou para R$ 21,6 bilhões, uma captação líquida de recursos de R$ 3,4 bilhões em relação ao início de 2014. Em um período marcado por alta volatilidade, a SulAmérica Investimentos foi uma das poucas gestoras do país com fluxo líquido positivo de recursos. Já o negócio de capitalização manteve a sua trajetória de crescimento, com importante contribuição para o resultado consolidado da companhia. A área apresentou alta de 44,7% do resultado operacional em 2014, totalizando R$ 58,4 milhões.
O resultado financeiro de R$ 658,3 milhões em 2014 foi o mais alto já registrado pela companhia, com aumento expressivo de 40,3% na comparação com 2013 e 7,5% em relação ao quarto trimestre do mesmo ano. O aumento se deveu, principalmente, a um maior volume de ativos próprios sob gestão e a uma taxa básica de juros (Selic) maior. O índice combinado – parâmetro utilizado pelas seguradoras que indica o percentual das despesas em relação aos prêmios e mede, portanto, o desempenho operacional – ficou em 93,4% no quarto trimestre de 2014 e 99,6% no ano.

Vale destacar que no segmento de seguro saúde, a companhia intensificou as campanhas de promoção de saúde e bem-estar e ampliou a parceria com a Healthways para lançar o Portal Saúde Ativa, plataforma disponível para todos os segurados.

Investindo cada vez mais na formação e atualização de sua força de vendas, a SulAmérica treinou em 2014, 28 mil corretores em várias regiões do país e realizou dois eventos do Corretor Nova Geração, um ciclo de palestras específico para os filhos dos corretores de seguros, que assumirão em breve o negócio da família.

Liberty Seguros conta histórias inspiradoras em série de minidocumentários

A Liberty Seguros lança esta semana, em seu canal oficial no YouTube, uma série de minidocumentários sobre pessoas que criaram, cada um à sua maneira, projetos cheios de inspiração.

Nos vídeos, personagens como o casal Iara e Eduardo Xavier contam como colocaram em prática seus sonhos. Eles abandonaram suas rotinas há quatro anos para criar o projeto Caçadores de Bons Exemplos, que tem como objetivo espalhar o bem. O casal viaja de carro pelo país em busca de histórias que possam inspirar a sociedade: “A gente ganha quando as pessoas entram em contato com a gente e falam que estão ajudando o próximo de alguma forma baseado nas histórias que estamos contando. Isso nos traz segurança, isso nos faz continuar”, conta Iara.

O segundo vídeo mostra Maria Fernanda Rizzo, criadora do Empório da Papinha, que abriu seu negócio para ter mais tempo com sua filha e ajudar outras mães ao oferecer alimentos saudáveis prontos para os pequenos. Além da realização profissional, Maria Fernanda acredita que, por meio de sua empresa, pais de todo o Brasil podem ter mais tempo com seus filhos, já que não precisam se preocupar em preparar as refeições das crianças. “Eu acredito muito no que eu faço, e faço com amor”, revela a empreendedora.

Já a designer e mãe Estéfi Machado conseguiu reorganizar sua rotina para unir a família, o trabalho e a diversão dentro de casa ao criar seu blog sobre arte e fotografia. “Eu adoro minha casa, é onde meu filho cresce, onde eu trabalho, é meu ninho”, conta a profissional.

A Liberty Seguros entende o valor das conquistas dos brasileiros e acredita que, muitas vezes, um carro, uma casa ou uma empresa tem um significado maior, eles são o cenário onde sonhos se realizam. De acordo com Patrícia Chacon, diretora de Marketing e Estratégia, “a Liberty Seguros ajuda as pessoas a viverem vidas mais tranquilas e seguras, protegendo as suas conquistas para que possam fazer cada vez mais”.

Os vídeos, produzidos em parceria com a agência CUBOCC e a produtora The Kumite, podem ser vistos pelo link:

BB e Mapfre avança 16% em faturamento, para R$ 16,3 bilhões

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O grupo BB e Mapfre obteve crescimento de 16% em prêmios em 2014, que somaram R$ 16,3 bilhões contra R$ 14 bilhões em 2013. O número mostra um crescimento acima da média de mercado que foi de 9,5% no mesmo período.

O lucro líquido recorrente, apurado sobre a mesma base de operações de 2013, cresceu 40,5%, atingindo R$ 1,6 bilhão. O valor representa 11,3% do total de prêmios ganhos em 2014, no ano anterior esse percentual foi de 9,7%.

“Nossos resultados de 2014 coroaram nossa trajetória de três anos e meio: conseguimos aliar eficiência, controle de custos e inovação, o que resultou mais uma vez num crescimento importante”, afirma Roberto Barroso, presidente da BB Mapfre SH1. “Nós investimos em atendimento ao cliente e implantamos mais uma nova central de call center em Franca, um ganho em qualidade e rapidez na resposta ao segurado”, pontua.

O índice de sinistralidade foi de 48,9% , incremento de 1,4 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior (47,5%). Já o índice de comissionamento geral ficou em 21,7% (23% em 2013) e as despesas administrativas representaram 8% sobre os prêmios ganhos em 2014 (9,2% em 2013).

“Tivemos um ano acima das expectativas, com crescimento em prêmios e resultados, com foco na otimização das operações”, diz Marcos Ferreira, presidente da BB Mapfre SH2. “Além disso, lançamos o Projeto Família Sempre Protegida, que inovou na oferta e na entrega do seguro ao consumidor”, destaca.

As provisões técnicas de seguros totalizaram R$ 14,3 bilhões em 2014, o que representa um incremento de 22,2% em relação ao ano anterior (R$ 11,7 bilhões em 2013). Em 2014, o patrimônio líquido do grupo totalizou R$ 5,8 bilhões (R$ 5 bilhões em 2013). Os ativos totais encerraram o ano em R$ 25,9 bilhões, um crescimento de 19,8% em comparação com 2013 (R$ 21,6 bilhões).

Esses resultados contribuíram para que o GRUPO chegasse ao final de 2014 com uma participação de mercado de 17,9%, liderando o segmento de produtos de riscos, que engloba os negócios de Seguros de Pessoas, Automóvel e Danos. No início da parceria, a participação de mercado do grupo era de 15,7%, ou seja, teve um incremento de 2,2%, de acordo com os últimos dados divulgados pela Susep (Superintendência de Seguros Privados). Considerando apenas os seguros de Danos, em 2014 o GRUPO conquistou a liderança de mercado, com 19,3% de participação e crescimento de 27,1%.

O segmento de Seguro de Pessoas consolidou a liderança com participação de mercado de 20,4%, um crescimento de 9,6% em relação a 2013 e superior ao alcançado pelo mercado (6%). O resultado é tido como muito representativo pelo GRUPO. Em 2014 o Grupo lançou a modalidade de seguro prestamista pessoa jurídica para a rede bancária, com foco nas pequenas e médias empresas.

Mesmo diante da retração na produção de veículos do país em 2014, o segmento de Auto registrou crescimento de 11,2% em 2014, acima da média de mercado (9,4%), com desempenho positivo no segmento de frotas. A área também lançou serviços e coberturas com foco no cliente, como a renovação por SMS, perícia on-line, sinistro via web e o “Motorista mais” (garante o reboque do veículo e transporte dos ocupantes em caso de sinistro).

Nos mercados de Agronegócios e Habitacional, a seguradora obteve um incremento de 39%, preservando também a primeira posição do mercado, mesmo considerando o impacto de eventos climáticos (seca e estiagem) sobre os seguros agrícolas em 2014.

Com o lançamento de três produtos em 2014 – Risco de Petróleo, Garantia Judicial Trabalhista e Risco de Satélite – e com desempenho considerado expressivo em clientes globais, a área de Grandes Riscos registrou crescimento de 34,1%, performance bastante superior à média do crescimento do mercado (10,1%).