IRB prepara oferta de ações estimada em até R$ 4 bilhões, informa o jornal Estado de S.Paulo

Fonte: jornal O Estado de S.Paulo

O ressegurador IRB Brasil Re está selecionando os bancos que vão estruturar a sua abertura de capital que pode movimentar de R$ 3,5 bilhões a R$ 4 bilhões,apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Além dos seus acionistas Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil, que devem coordenar a operação, outras duas instituições estrangeiras devem ser escolhidas nas próximas semanas para a definição do sindicato.

O objetivo é enviar o pedido de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em junho, logo após a conclusão da abertura de capital da Par Corretora, que tem exclusividade na venda de seguros nos canais da Caixa Econômica Federal. Ambas devem servir, segundo fontes, de termômetro para o IPO bilionário da Caixa Seguros, previsto para o terceiro trimestre deste ano.

A oferta do IRB deve ser primária, ou seja, o capital movimentado irá para o caixa da empresa. No entanto, ainda não foi batido o martelo quanto à possibilidade de parte da oferta ser secundária (neste caso, os recursos captados vão para os sócios). Parte dos sócios já teria escolhido por uma oferta somente primária, mas esse ponto ainda pode sofrer alteração, de acordo com a mesma fonte.

Isso porque especula-se no mercado a possibilidade de o Itaú Unibanco se desfazer de parte ou da totalidade de sua participação pelo feto de o investimento no IRB não ser foco de atuação da instituição. Desde o ano passado, o banco tem reduzido o risco da sua operação em seguros, focando somente nos negócios distribuídos no varejo bancário. O Itaú vendeu a carteira de grandes riscos em 2014 para a americana Ace e já sinalizou ao mercado que poderá se desfazer de outros ativos.

Privatização. A abertura de capital do IRB marca o último passo do seu processo de privatização. O movimento foi aprovado pelo conselho de desestatização da companhia e deveria ocorrer até 2018. No entanto, em entrevista à imprensa em 2013,o presidente do IRB, Leonardo Paixão, afirmou que pretendia preparar a empresa para o IPO até 2015, para poder aproveitar as janelas de mercado.

Fundado em 1939, o IRB detinha o monopólio do mercado de resseguros até 2007. O resseguro é uma espécie de seguro do seguro, usado para diluir os riscos em grandes contratos, como apólices de grandes plataformas de petróleo ou hidrelétricas.

Com a abertura do setor e aumento da concorrência, a companhia perdeu participação de mercado e foi forçada a se reestruturar para ser mais competitiva. Desde então, mais de 100 companhias desembarcaram no País.

Em 2010, o IRB iniciou um processo de desestatização, que resultou na aquisição de 20,51% do IRB pela BB Seguridade, em 2013,que passou a compor o bloco de controle com o Tesouro Nacional, Bradesco, Itaú e o Fundo de Investimentos em Participações Caixa Barcelona, da Caixa Econômica.

Em dezembro passado, o ressegurador teve a provada a reforma do seu estatuto social para alterar o número de ações e contemplar papéis em tesouraria, aumentando rumores sobre sua abertura de capital. Com isso, a fatia da BB Seguridade foi alterada de 20,51% para 2043%.

Com 34% de participação de mercado, o IRB registrou lucro líquido de R$ 130,2 milhões neste primeiro trimestre, com crescimento de 2114% em relação ao mesmo intervalo de 2014. O ressegurador tem patrimônio líquido de R$ 2,8 bilhões e R$ 13,5 bilhões em ativos totais.

Procurado, o IRB não comentou. Os bancos acionistas, questionados pela reportagem, também não se pronunciaram.

Caixa Seguradora passa a comercializar seguro viagem

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A Caixa Seguradora lança o Seguro Viagem, produto com coberturas e assistências para clientes que viajam dentro e fora do território brasileiro. Online, o novo produto é o primeiro do mercado a cumprir a resolução 315/2014 da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que determina que as despesas médicas, hospitalares, odontológicas e a repatriação funerária passem a se tornar coberturas nos produtos para viagens – assim como já acontece com as indenizações por morte e invalidez permanente.

“O fato de as seguradoras assumirem a responsabilidade pelo cumprimento das coberturas do seguro viagem fortalece o mercado e garante ainda mais segurança ao cliente tanto no processo de contratação quanto no uso das coberturas, caso seja necessário”, comenta o diretor de seguros de vida da seguradora, Cesar Lopes.

O produto oferece oito tipos de planos que atendem necessidades variadas dos turistas. Além das coberturas regulamentadas recentemente pela Susep, os segurados podem contratar ainda perda ou extravio de bagagem, cancelamento de viagem e assistências como orientação em caso de perda de documento ou cartão de crédito, serviço de assistência funeral e reserva de hotel para acompanhante em caso

Susep ganha prêmio de melhor órgão supervisor da América Latina

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A Superintendência de Seguros Privados (Susep) recebeu o prêmio de melhor órgão supervisor da América Latina durante a realização do 4º Fórum Latino-americano de Seguros e Resseguros, organizado pela revista inglesa Reactions. Criada em 1981 e bastante conceituada no meio, a publicação é voltada para o mercado internacional de seguro e resseguro. O evento foi realizado em Miami (EUA) na noite desta segunda-feira (26). A escolha da Susep se deveu, principalmente, às mudanças que estão sendo planejadas e implementadas no órgão com o objetivo de aprimorar a supervisão dos mercados de seguros, previdência complementar aberta e capitalização.

O prêmio foi entregue ao superintendente da Susep, Roberto Westenberger, que assumiu o cargo em março de 2014 e vem promovendo profundas mudanças na autarquia. “Este prêmio não foi concedido pelo que a Susep é, mas pelo que ela está sendo. Estamos no meio de um intensivo processo de modernização, e o prêmio aumenta a nossa convicção de que estamos no caminho certo”, afirmou Westenberger.

Entre os projetos em desenvolvimento que fazem parte do plano de modernização da autarquia da Susep está a implantação do projeto do seguro eletrônico, que visa o aprimoramento do sistema de dados enviados pelas empresas do setor à Susep; implantação do processo eletrônico, que vai acabar com os processos em papel; revisão e melhoria da formação dos gestores da superintendência; priorização da cadeia de valor, que vai orientar o órgão em relação aos seus objetivos; e gestão de riscos e controles internos, que interferem na produtividade do trabalho desenvolvido pelos servidores.

Comprar seguro requer sensibilidade, intuição e firmeza nas negociações

11287120_1051570434871725_436463492_nJá está no ar a edição 120 da revista Gerencia de Risco e Seguros da Fundación Mapfre. No caderno Brasil, entrevista com a presidente da ABGR, Cristiane Alves. “Acredito que todos, resseguradoras, seguradoras e corretores, deveriam cuidar de seus talentos, educar de forma profunda seus novos funcionários, para que eles realmente entendam as nossas demandas e possam nos atender bem. Recebendo a excelência, talvez as queixas relacionadas a preço diminuam.”

Comprar seguro requer sensibilidade, intuição e firmeza nas negociações. Uma tarefa que Cristiane Alves, a primeira mulher a presidir a Associação Brasileira de Gerenciamento de Risco, tem exercitado desde 1990, quando iniciou sua carreira na corretora cativa do grupo Pirelli. Nesses 25 anos, passou por todas as áreas, fez cursos, se especializou e acumula uma experiência peculiar numa profissão em que um simples detalhe pode salvar uma empresa de acidentes de grandes proporções. Além de presidir a ABGR, é a gerente de seguros da CSN, uma das maiores siderúrgicas da América Latina e o segundo maior exportador de minério de ferro do Brasil. Veja a seguir os principais trechos da entrevista concedida para a Revista Gerência de Riscos.

Confira a edição no link
http://www.fundacionmapfre.com.br/Portal/Fundacao/Arquivos/Download/Upload/1281.PDF?utm_source=linkpdf&utm_medium=paginaRevistaGR&utm_campaign=GR120

AXA fecha acordo com SulAmérica para adquirir a divisão de grandes riscos

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SulAmérica e AXA, que desde 2006 mantêm uma parceria de sucesso no Brasil em seguros de ramos elementares, anunciam nesta data que fecharam um acordo para a aquisição por parte da seguradora francesa, através da AXA Corporate Solutions Brasil e América Latina, da divisão de grandes riscos da seguradora brasileira. O acordo, avaliado em R$ 135 milhões, prevê a incorporação pela AXA de toda a carteira de grandes riscos da SulAmérica no Brasil, incluindo as operações referentes ao seguro DPVAT.

“Para a AXA Corporate Solutions, essa aquisição representa uma aceleração em um mercado core para o Grupo, agrega um excelente time à companhia e garante um passo significativo na direção da ambição da AXA para o Brasil”, reforça Philippe Jouvelot, CEO da companhia no Brasil.

Para estreitar ainda mais a parceria entre as duas empresas, SulAmérica e AXA Corporate Solutions também estabeleceram os princípios de acordo de cooperação comercial visando à colaboração recíproca na distribuição de produtos que complementem seus respectivos portfólios, em especial os ramos em aquisição.

“A cooperação entre as duas companhias proporcionará novas oportunidades para explorarmos sinergias conjuntas, de forma complementar, permitindo que possamos desenvolver uma atuação focada e eficiente, garantindo que a melhor expertise de cada parceiro seja aplicada em benefício dos clientes e corretores”, afirma o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella.

A carteira negociada com a AXA contempla apólices que oferecem cobertura nos ramos de incêndio, transportes, responsabilidade civil, riscos nomeados, riscos operacionais, riscos de engenharia, riscos diversos e cascos, tendo como característica importâncias seguradas de montante elevado. Em 2014, esta carteira gerou receita de prêmios R$ 220,5 milhões.

O negócio permitirá também que a AXA expanda muito rapidamente sua presença geográfica no país. Ainda no primeiro ano de atividade, a empresa passa a contar com operações no Rio de Janeiro, além de São Paulo e Curitiba.

Como ocorre em transações semelhantes, esta também está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores brasileiros. O fechamento definitivo está previsto pelas empresas para antes do final de 2015.

Reservas de capitalização crescem 10,6%

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De acordo com os dados divulgados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), o mercado de capitalização atingiu R$ 30,2 bilhões em reservas técnicas já no primeiro trimestre do ano. O valor total aplicado, que garante a devolução dos recursos dos clientes dos títulos de capitalização, cresceu 10,6% em relação ao mesmo período de 2014. De janeiro a março, os resgates do setor avançaram 10,08% em comparação aos três primeiros meses do ano passado, atingindo R$ 3,8 bilhões.

“Quem busca disciplina encontra nos títulos o instrumento ideal. Como existe o mecanismo da carência e a regra de que somente ao fim do prazo de vigência do título é possível resgatar 100% do que acumulou, o consumidor assume um compromisso com ele mesmo de reservar uma parte de sua renda em vez de gastar todo o seu dinheiro. Além disso, a possibilidade de realizar um sonho, um projeto de vida, é um estímulo e tanto. Os sonhos mobilizam as pessoas e tornam o hábito de guardar dinheiro mais prazeroso, incentivando o planejamento e contribuindo para a organização das finanças pessoais”, assinala Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap – Federação Nacional de Capitalização.

No mesmo período, foram distribuídos mais de R$ 226 milhões em premiações, o que corresponde a R$ 3,6 milhões entregues a clientes sorteados por dia útil nesses três primeiros meses. O faturamento das empresas alcançou R$ 4,8 bilhões, as regiões Centro-Oeste e Norte foram as que mais contribuíram para esse resultado, registrando um crescimento de 6,19% e 4,98% respectivamente nesse primeiro trimestre.

Brasil está entre os principais riscos do mundo citados no estudo da Swiss Re

secaO conflito politico, as grandes catástrofes naturais, a recessão financeira, o movimento contrário a globalização repressão financeira e o desafio da “Internet das coisas” são alguns dos novos riscos emergentes, com forte poder de impacto nas economias, identificados pela Swiss Re no estudo sobre riscos globais 2015. No bloco de riscos médios, com dez temas, o primeiro da lista se refere às incertezas em relação ao Brasil. No total, o estudo trata de 21 riscos.

Em relação ao Brasil, o estudo cita que a seca representa uma séria ameaça para o país. Desde 2014, os níveis de precipitação são muito abaixo dos níveis médios, levando à escassez de água a níveis extremamente baixos nos reservatórios de água. Alguns deles, de água doce perto, de São Paulo atingiram níveis inferiores a 5% da sua capacidade máxima no início de 2015. O problema é agravado por rios poluídos, o desmatamento e o crescimento da população. A falta de planejamento e de política para solucionar a situação pode agravar ainda mais a situação. Além disso, a infraestrutura hídrica do Brasil sofre com a falta de investimento e má gestão, com mais de 30% de água tratada de São Paulo perdida devido a vazamentos.

Como o Brasil é altamente dependente da energia hidrelétrica, a seca também está afetando a geração e fornecimento de energia. Pelo menos seis cidades foram atingidas por apagões devido à geração hidrelétrica fraco e alta demanda por ar condicionado (as temperaturas sobem acima de 35°C). Em resposta, os serviços públicos estão queimando mais combustíveis fósseis, aumentando o custo de energia e emissões de gases de efeito estufa. Sem grandes chuvas, o racionamento de energia está prevista para 2015.

O setor agrícola do Brasil também é afetado pela seca em curso. Produção de grãos de café arábica, por exemplo, já caiu 15% em 2014, empurrando para cima preço mundial da commodity. Especialistas em água alertam que a crise ainda poderia estar em seus estágios iniciais. É susceptível de ter consequências complexas para o Brasil, prejudicando ainda mais economia já conturbada do país Estima-se que o crescimento anual do PIB do Brasil será reduzido em 0,7%. Entre os impactos potenciais, o estudo cita o fraco crescimento econômico, o aumento da conta de luz e água , dos alimentos, o que, por fim, torna a comida mais cara, o que pode vir a desencadear manifestações sociais. O estudo, em inglês, pode ser lido no link

http://media.swissre.com/documents/20150518_News+release_Sonar_EN.pdf

CQCS está agora na palma da sua mão Corretor

Fonte: CQCS

Se o CQCS está onde o Seguro está, a notícia também tem de estar onde o Corretor está. Seguindo a tendência mundial de empresas de sucesso, a Essenius coloca a disposição dos seus mais de 40 mil profissionais de Seguros cadastrados a interatividade do portal CQCS agora também no smartphone e no tablet. “Nossos leitores podem acessar o conteúdo em qualquer lugar e assim ficar bem informado e otimizar o tempo quando está aguardando um cliente ou esperando por uma consulta médica”, diz Gustavo Doria, diretor executivo do CQCS.

Com layout semelhante ao portal de navegação pelo computador, o objetivo da mobilidade é garantir informação a um número maior de profissionais de Seguros. “Queremos ter um ambiente que possibilite mais um meio de acesso às notícias produzidas ou reproduzidas pelo CQCS. Na nossa leitura, não estamos dando mais um canal, mas o principal canal a médio prazo”, afirma o executivo que já conseguiu atrair mais de 15 mil fãs para o portal, com mais de 3.000 acessos diários.

Para Dória, a tecnologia traz a era do conhecimento e deve ser utilizada para proporcionar um mundo melhor e mais justo. “A conectividade é um fator importante dentro da área do conhecimento e por isso queremos garantir cada vez mais formas de ter acesso ao que produzimos e reproduzimos em notícias para nossos leitores. Se um dia a gente puder fazer isso telepaticamente, a gente vai fazer”, brinca.

Esse é apenas o primeiro passo da Essenius na utilização do ambiente do smartphone, Segundo Doria, que promete outras surpresas para seus leitores por meio do smartphone. Por enquanto, o internauta poderá fazer o mesmo no smartphone que fazia pelo computador: comentar notícias, assistir vídeos, ver fotos, debater, postar suas dúvidas e sugestões no Fale Consoco, se cadastrar no site, entre outras interações.

“Tudo isso através do seu smartphone. Na hora e local que forem mais convenientes”, comenta. “O importante dentro da Essenius é que nós estamos sempre abertos a novas ideias, desde que elas sejam simples e que a gente possa fazer da melhor forma possível.”

Certificação Profissional CNseg (CPC) será lançada em outubro para qualificar colaboradores do mercado de seguros

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Com enfoque na educação continuada do mercado segurador e no reconhecimento da qualificação técnica dos profissionais brasileiros, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) lançará, em outubro deste ano, a Certificação Profissional CNseg (CPC). O programa tem como objetivo acelerar o progresso profissional dos colaboradores do setor e sistematizar o conhecimento específico do mercado segurador, associando a teoria à prática. “A nossa meta é validar as habilidades, reconhecer formalmente os conhecimentos dos colaboradores do setor de seguros, bem como melhorar a produtividade”, explica a diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, ressaltando que a certificação não é obrigatória, mas seu reconhecimento pelo mercado será um diferencial na competitividade do profissional. Solange avalia ainda que a iniciativa reforça as diretrizes da Confederação em alinhar o Brasil a mercados que possuem uma indústria do seguro mais desenvolvida, como os Estados Unidos e a Inglaterra, e a outros com um patamar de desenvolvimento semelhante ao nosso, como é o caso da Índia.

A CNseg será a entidade certificadora do Programa. A realização dos exames, elaboração, aplicação das provas e divulgação dos resultados ficarão a cargo da Escola Nacional de Seguros. Rio de Janeiro e São Paulo serão as primeiras capitais a passarem pelo exame de avaliação previsto para o dia 21 de outubro e os candidatos serão testados nos seguintes aspectos: 1) Estrutura do Sistema dos Seguros Gerais, Previdência Complementar Aberta, Capitalização e Saúde Suplementar; 2) Aspectos Legais e Regulamentares; 3) Ética, Ouvidoria, Aspectos Contábeis e Financeiros e Controle Interno; 4) Operações de Seguros; e 5) Canais de Distribuição de Seguros. “O CPC1 tratará de uma visão geral do mercado, dos princípios técnicos que regem o seguro, previdência privada, saúde suplementar e capitalização, dos aspectos legais e regulamentares, da legislação, dos normativos da Susep e da ANS e, por fim, de como funciona o mercado”, observa Solange Beatriz, enfatizando que a especialização e a certificação do mercado de seguros já são bastante sedimentadas em outros países.

O exame terá 50 questões de múltipla escolha. Para obter o CPC1 nível pleno o candidato deverá alcançar 70 pontos no total das cinco disciplinas, exigindo-se o mínimo de 60% de acertos em cada uma. A nota global corresponderá à soma dos pontos obtidos em cada disciplina, já multiplicadas pelos pesos respectivos. As inscrições devem ser realizadas entre os dias 17 de agosto e 18 de setembro, pelo site da Escola Nacional de Seguros (http://www.escolanacionaldeseguros.com.br/).

Ensino à distância

Visando o desenvolvimento das competências específicas para o mercado segurador, a Escola Nacional de Seguros e a CNseg lançarão, em 2016, o programa em formato e-learning. “A importância do programa é um marco em termos de melhorar a qualificação no mercado de seguros. A partir do momento em que você consegue avaliar o conhecimento de uma forma objetiva, você vai perceber quais são as áreas que precisam de mais treinamento”, avalia a diretora de Ensino Técnico da Escola Nacional de Seguros, Maria Helena Monteiro, acreditando que o aumento da empregabilidade será um dos impactos mais importantes para o mercado, além da qualificação. “Para exercer certas funções a pessoa precisa ser certificada. Acredito que vamos evoluir para isso, como aconteceu no mercado financeiro”, referindo-se ao que aconteceu à Anbima, há 15 anos, com a certificação dos profissionais do mercado financeiro.

Estudo analisa cinco anos do mercado ressegurador

A Terra Brasis, resseguradora local, encomendou ao economista Francisco Galiza uma análise econômica do mercado de resseguro no Brasil, divulgado hoje. O objetivo do estudo foi fazer uma análise geral do mercado de resseguro no Brasil, a partir dos dados públicos até 2014 e de pesquisa com um grupo de resseguradoras, buscando informações da área de recursos humanos dessas companhias.

De acordo com o estudo, nos últimos anos, esse segmento teve boa evolução, com um crescimento acima das taxas inflacionárias, ganhando com isso inclusive participação na renda nacional. Em termos de rentabilidade, a lucratividade das resseguradoras locais ainda não está uniformemente distribuída, por diversos fatores citados. No quesito recursos humanos, o autor destaca o elevado nível de escolaridade dos funcionários – mais de 90% têm curso superior.