O conflito politico, as grandes catástrofes naturais, a recessão financeira, o movimento contrário a globalização repressão financeira e o desafio da “Internet das coisas” são alguns dos novos riscos emergentes, com forte poder de impacto nas economias, identificados pela Swiss Re no estudo sobre riscos globais 2015. No bloco de riscos médios, com dez temas, o primeiro da lista se refere às incertezas em relação ao Brasil. No total, o estudo trata de 21 riscos.
Em relação ao Brasil, o estudo cita que a seca representa uma séria ameaça para o país. Desde 2014, os níveis de precipitação são muito abaixo dos níveis médios, levando à escassez de água a níveis extremamente baixos nos reservatórios de água. Alguns deles, de água doce perto, de São Paulo atingiram níveis inferiores a 5% da sua capacidade máxima no início de 2015. O problema é agravado por rios poluídos, o desmatamento e o crescimento da população. A falta de planejamento e de política para solucionar a situação pode agravar ainda mais a situação. Além disso, a infraestrutura hídrica do Brasil sofre com a falta de investimento e má gestão, com mais de 30% de água tratada de São Paulo perdida devido a vazamentos.
Como o Brasil é altamente dependente da energia hidrelétrica, a seca também está afetando a geração e fornecimento de energia. Pelo menos seis cidades foram atingidas por apagões devido à geração hidrelétrica fraco e alta demanda por ar condicionado (as temperaturas sobem acima de 35°C). Em resposta, os serviços públicos estão queimando mais combustíveis fósseis, aumentando o custo de energia e emissões de gases de efeito estufa. Sem grandes chuvas, o racionamento de energia está prevista para 2015.
O setor agrícola do Brasil também é afetado pela seca em curso. Produção de grãos de café arábica, por exemplo, já caiu 15% em 2014, empurrando para cima preço mundial da commodity. Especialistas em água alertam que a crise ainda poderia estar em seus estágios iniciais. É susceptível de ter consequências complexas para o Brasil, prejudicando ainda mais economia já conturbada do país Estima-se que o crescimento anual do PIB do Brasil será reduzido em 0,7%. Entre os impactos potenciais, o estudo cita o fraco crescimento econômico, o aumento da conta de luz e água , dos alimentos, o que, por fim, torna a comida mais cara, o que pode vir a desencadear manifestações sociais. O estudo, em inglês, pode ser lido no link
http://media.swissre.com/documents/20150518_News+release_Sonar_EN.pdf


















