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Com enfoque na educação continuada do mercado segurador e no reconhecimento da qualificação técnica dos profissionais brasileiros, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) lançará, em outubro deste ano, a Certificação Profissional CNseg (CPC). O programa tem como objetivo acelerar o progresso profissional dos colaboradores do setor e sistematizar o conhecimento específico do mercado segurador, associando a teoria à prática. “A nossa meta é validar as habilidades, reconhecer formalmente os conhecimentos dos colaboradores do setor de seguros, bem como melhorar a produtividade”, explica a diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, ressaltando que a certificação não é obrigatória, mas seu reconhecimento pelo mercado será um diferencial na competitividade do profissional. Solange avalia ainda que a iniciativa reforça as diretrizes da Confederação em alinhar o Brasil a mercados que possuem uma indústria do seguro mais desenvolvida, como os Estados Unidos e a Inglaterra, e a outros com um patamar de desenvolvimento semelhante ao nosso, como é o caso da Índia.
A CNseg será a entidade certificadora do Programa. A realização dos exames, elaboração, aplicação das provas e divulgação dos resultados ficarão a cargo da Escola Nacional de Seguros. Rio de Janeiro e São Paulo serão as primeiras capitais a passarem pelo exame de avaliação previsto para o dia 21 de outubro e os candidatos serão testados nos seguintes aspectos: 1) Estrutura do Sistema dos Seguros Gerais, Previdência Complementar Aberta, Capitalização e Saúde Suplementar; 2) Aspectos Legais e Regulamentares; 3) Ética, Ouvidoria, Aspectos Contábeis e Financeiros e Controle Interno; 4) Operações de Seguros; e 5) Canais de Distribuição de Seguros. “O CPC1 tratará de uma visão geral do mercado, dos princípios técnicos que regem o seguro, previdência privada, saúde suplementar e capitalização, dos aspectos legais e regulamentares, da legislação, dos normativos da Susep e da ANS e, por fim, de como funciona o mercado”, observa Solange Beatriz, enfatizando que a especialização e a certificação do mercado de seguros já são bastante sedimentadas em outros países.
O exame terá 50 questões de múltipla escolha. Para obter o CPC1 nível pleno o candidato deverá alcançar 70 pontos no total das cinco disciplinas, exigindo-se o mínimo de 60% de acertos em cada uma. A nota global corresponderá à soma dos pontos obtidos em cada disciplina, já multiplicadas pelos pesos respectivos. As inscrições devem ser realizadas entre os dias 17 de agosto e 18 de setembro, pelo site da Escola Nacional de Seguros (http://www.escolanacionaldeseguros.com.br/).
Ensino à distância
Visando o desenvolvimento das competências específicas para o mercado segurador, a Escola Nacional de Seguros e a CNseg lançarão, em 2016, o programa em formato e-learning. “A importância do programa é um marco em termos de melhorar a qualificação no mercado de seguros. A partir do momento em que você consegue avaliar o conhecimento de uma forma objetiva, você vai perceber quais são as áreas que precisam de mais treinamento”, avalia a diretora de Ensino Técnico da Escola Nacional de Seguros, Maria Helena Monteiro, acreditando que o aumento da empregabilidade será um dos impactos mais importantes para o mercado, além da qualificação. “Para exercer certas funções a pessoa precisa ser certificada. Acredito que vamos evoluir para isso, como aconteceu no mercado financeiro”, referindo-se ao que aconteceu à Anbima, há 15 anos, com a certificação dos profissionais do mercado financeiro.

















