“Não há tensão”, diz Trindade, CEO da ACE Seguradora em relação a Lava Jato

Questionado sobre a possibilidade de os desdobramentos da Lava Jato resultarem em sinistros para a companhia, Antonio Trindade, CEO da ACE Seguradora, que assumiu a carteira de grandes riscos do Itaú, diz apenas que não há “tensão”, informa a Agência Estado. Acrescenta ainda que a seguradora tem interesse em participar da renovação do seguro operacional da Petrobras que deve acontecer em breve e do qual já participa há 15 anos.

O Itaú detinha contratos com gigantes brasileiras como Petrobras, Vale e Odebrecht que agora estão sob o guarda-chuva da Ace que segue com apetite para crescer em grandes riscos, cujo market share é estimado pelo mercado em cerca de 18%. Em relação aos rumores de redução da carteira de grandes riscos após migração do Itaú para a Ace, o executivo diz que alguns contratos não foram renovados porque não eram interessantes para a companhia. Garante ainda que ao unir as duas operações formará uma seguradora ainda mais criteriosa na análise e aceitação de risco, processo esse conhecido como subscrição no mercado, ao integrar ambos os modelos.

Em entrevista publicada hoje em vários portais, ele conta que a ACE vai transferir seu escritório na Avenida Paulista, em São Paulo, para um espaço maior no Eldorado Business Tower, em Pinheiros, pois dobrou seu quadro de funcionários com a chegada da equipe que era do Itaú, totalizando cerca de 700 pessoas.

Informa que ao unificar as operações, a companhia ganha musculatura não só no País bem como em dimensões globais. Passa a ser a primeira operação na América Latina do grupo com patrimônio de mais de R$ 2 bilhões e ativos que ultrapassam os R$ 7 bilhões. Galga ainda o posto de terceira maior operação da Ace no mundo, atrás somente de Estados Unidos e Reino Unido. Antes, ficava entre as “top 15”.

Sem revelar números, Trindade diz que os planos da Ace para o País são de crescimento em 2015 ainda que as expectativas macroeconômicas apontem para mais um exercício de recessão e um ano “morno” em grandes riscos. “As grandes empresas vão continuar funcionando e segurando os seus ativos”, observa ele.

Além da expansão natural por conta da unificação das duas operações, há ainda, segundo o executivo, o estímulo que deve vir de novos segmentos como seguro garantia e a abertura de fronteiras para programas de apólices globais, seguindo empresas brasileiras que se expandem internacionalmente. Como parte da sua estratégia de crescer em garantia, a companhia vai trazer para o Brasil, de acordo com Trindade, a plataforma da seguradora mexicana Fianzas Monterrey, adquirida pela Ace em 2012 e líder neste segmento.

Por outro lado, a seguradora vai descontinuar carteiras que não façam sentido estratégico como seguro de automóvel, conforme o executivo. Ele explica que além de pequeno, a carteira não traz vantagem competitiva para a operação da Ace no Brasil e, portanto, a partir deste mês já não fará mais parte do portfólio da companhia.

Congresso AIDA debate difusão da cultura previdenciária

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Uma das principais preocupações do grupo de trabalho de previdência reunido no IX Congresso de Direito do Seguro e Previdência da Associação Internacional de Direito do Seguro (AIDA) é como difundir a cultura previdenciária no Brasil entre a população, bem como resguardar a poupança acumulada de penhoras judiciais.

O professor Juan Eduardo Infante trouxe aos presentes a experiência do Chile na reforma previdenciária e que até hoje ainda é um sistema previdenciário considerado referência mundial. O sistema chileno é baseado em contas individuais obrigatórias e na administração de recursos por instituições financeiras privadas. Criado nos anos 80, a idéia que prevaleceu foi substituir um sistema falido pelo envelhecimento da população e déficit atuarial, com elevados benefícios pagos e baixo volume de contribuições.

Um dos pontos altos da reforma do sistema chileno foi adotar três pilares. O primeiro pilar do modelo chileno seria o Estado que, em seu papel de subsidiário, financia parte das pensões mínimas e a totalidade das pensões concedidas aos idosos pobres. O segundo seriam as AFPs, que administram as poupanças previdenciárias obrigatórias, contribuindo assim para aliviar o fardo do primeiro pilar. O terceiro é constituído pelos trabalhadores, que poupam voluntariamente para aumentar ou antecipar sua pensão por meio de um mecanismo conhecido como poupança previdenciária voluntária (APV).

Segundo Infante, que já atuou como regulador do sistema e também como advogado das AFPs, a acumulação em contas individuais gera recursos novos a longo prazo para a economia, gerando investimentos, emprego e crescimento da massa salarial. Um modelo e tanto para o Brasil, que precisa voltar a crescer. “Temos desafios e precisamos pensar no modelo de planos comercializados, pois há incertezas jurídicas”, ressaltou Ivy Cassa, editora da Revista Eletrônica de Direito do Seguro da AIDA e presidente do Grupo Nacional de Trabalho de Previdência Suplementar.

No Brasil, apesar do uso da palavra impenhorável no argumento da venda, algumas ações judiciais tem permitido a penhora para pagamento de dívidas. O argumento para tais casos tem sido que o benefício da previdência privada serve como complementação da ação estatal que visa garantir o futuro digno do trabalhador. Se protegido o valor dos benefícios da previdência oficial da impenhorabilidade, não há amparo legal para o deferimento da penhora dos valores acumulados em um plano de previdência complementar aberto.

No entanto, alguns juízes entendem que a impenhorabilidade legal não se refere as contribuições destinadas aos planos de previdência privada, pois os valores, mesmo com a finalidade de garantir ou complementar uma futura aposentadoria, são provenientes de saldo residual do orçamento familiar. “Temos de pensar neste tema, afinal mais vale garantir um credor ou o recurso para o indivíduo poder se aposentar?”, questionou Ivy.
No Chile, explicou Infante, a poupança previdenciária é algo sagrado. “Ninguém pode mexer. Só na aposentadoria”.

Questão ambiental no foco das seguradoras

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Cada vez mais, a questão ambiental está presente na pauta dos executivos do mercado segurador, por trazer impactos em todos os segmentos. “É um tema importante e que temos nos dedicado cada dia mais, desde entender os diversos normativos como também os impactos que as ações judiciais podem trazer para as empresas do setor”, disse Neival de Freitas, diretor da FenSeg, um dos 400 participantes do IX Congresso de Direito do Seguro e Previdência, que começou na quarta-feira e termina nesta sexta-feira, em São Paulo.

A primeira palestra desta sexta-feira foi exatamente sobre esse tema: “Política Nacional de Resíduos e Impacto no Setor de Seguro”, proferida pelo professor José Rubens Morato Leite, pós-Doutor pelo Centre of Environmental Law, Macquarie University de Sydney e doutor em Direito ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Segundo ele, as seguradoras desempenham um papel fundamental na maior eficácia das decisões judiciais que envolvem danos ao meio ambiente. Antes de emitir uma apólice de seguros, as companhias avaliam os riscos e fazem recomendações de mitigação dos riscos, uma vez que todo processo produtivo causa um efeito negativo. A questão está em controlar esse dano, diz Leite, que explicou à plateia o que é considerado dano ambiental na esfera jurídica. “As seguradoras precisam pensar no tema Responsabilidade Civil como algo preventivo, antes do dano acontecer. E não só nos danos. É preciso aplicar o princípio da prevenção educacional, que traz efeitos benefícios não só para o planeta, como também para o investidor, para a seguradora e para os terceiros envolvidos nos projetos”.

O seguro ambiental é algo que ainda engatinha no Brasil, devido à falta de segurança jurídica. O desembargador Paulo Celso Ayrosa Monteiro de Andrade, da Câmara Reservada ao Meio Ambiente e do grupo especial de Câmaras de Direito Ambiental do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, citou vários casos públicos de ações que tramitam na Justiça sobre contaminação do solo. “A nossa visão é que temos de ter calma, cautela na aplicação da norma”, diz.

Ele se refere à Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao País no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos.

A lei institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos, incluindo fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na Logística Reversa dos resíduos e embalagens pós-consumo e pós-consumo.
Todos concordam que a lei coloca o Brasil em patamar de igualdade aos principais países desenvolvidos no que concerne ao marco legal. Porém, é preciso estudar, avaliar e entender todas as cadeias envolvidas no ciclo de um projeto. “O que temos visto no Supremo Tribunal da Justiça é que pouco importa que o risco foi repassado para terceiros. A lei deixa clara a solidariedade”, disse, citando a célebre frase de um dos processos que marcam o tom da 12.305: para fim de casualidade, o que importa é quem fez, quem deixou de fazer, quem não se importou, quem financiou e quem se beneficiou do que os outros fizeram.

O desembargador Andrade ressalta que o seguro tem um viés interessante. “As empresas ficam numa situação difícil se algum acidente acontece. Se ela não tem seguro quem vai pagar é o consumidor pelo aumento do preço do produto ou, se a empresa quebrar, os acionistas”, diz ele, frisando que esse é um apelo social coerente para que os juízes analisem com calma os processos para não inviabilizar um mercado que pode crescer.

Pery Saraiva Neto, diretor da AIDA e presidente do Grupo Nacional de Trabalho de Direito Ambiental, citou os vários normativos que regulam danos ambientais, como transportes, portos e também a lei de resíduos sólidos que envolve praticamente todos os segmentos da economia. “Em todas as normas, o seguro é colocado como uma recomendação no mesmo momento: a etapa do licenciamento dos empreendimentos. Isso deixa claro que o direcionamento dado ao seguro ambiental é como um instrumento de proteção e de preservação. Esse é o grande papel que o seguro agregará ao desenvolvimento dos projetos brasileiros”.

Tokio Marine aumenta faturamento em 22,1% no interior de São Paulo

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A Tokio Marine Seguradora registrou em 2014 um crescimento de 22,1% na produção da regional que engloba as cidades de Campinas, Jundiaí, Piracicaba, Sorocaba, São José dos Campos, Mogi das Cruzes, Santos e Americana, no interior de São Paulo, em comparação ao ano anterior. O resultado decorre especialmente do desempenho da carteira de Ramos Diversos Massificados, com destaque para os seguros Residencial/Condomínio (aumento de 49,7%); Auto (aumento de 23,4%) e Vida (aumento de 18,5%).

“Tão importante quanto aumentar nossa produção, foi o fato de a Regional entregar um resultado financeiro 23,3% maior para a companhia no ano passado”, comemora o Diretor Comercial Varejo SP Interior I da Tokio Marine, Júlio Sato.

O executivo ressalta que entre os fatores que contribuíram para esse desempenho estão o excelente relacionamento com os Corretores, o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas que garantem mais agilidade e simplificam o trabalho no dia a dia, principalmente dos Parceiros de Negócios, além da qualidade dos produtos e serviços oferecidos. “Esses diferenciais fizeram com que conseguíssemos importantes ganhos de eficiência e produtividade”, acrescenta Sato.

Em 2015, o planejamento da Tokio Marine prevê a continuidade de ações que resultam em forte crescimento e um desempenho acima da média do mercado. Segundo Sato, a busca pela melhoria na rentabilidade é feita com base na satisfação do intitulado grupo dos “3C’s” – Colaboradores, corretores e Assessorias e Clientes.

A força de vendas demonstrada pelas Sucursais da região, entre elas a de Campinas, uma das maiores unidades de varejo da Tokio Marine, traz otimismo com relação às perspectivas de crescimento em 2015.

“Estamos reforçando a área de Vida, com a contratação recente de mais um gerente. A nossa intenção é dobrar a participação de mercado nessa carteira nos próximos três anos. Também ampliamos nossa atuação para a cidade de Americana, a partir da instalação de um Home Office, que nos fortalece na região e nos permite vislumbrar futuramente a abertura de mais uma Sucursal”, diz Júlio Sato. “Vamos manter a sinergia com os Corretores, buscando superar suas expectativas tanto em atendimento como na qualidade na entrega de produtos e serviços”, finaliza.

Seguradoras enfrentam desafios desde o uso da web até nanotecnologia

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Estamos seguros com as novas tecnologias?, pergunta Andrea Signorino Barbat, presidente do Comitê Ibero Latino Americano (CILA), da Associação Internacional de Direito do Seguro (AIDA), aos cerca de 400 advogados presentes na palestra “Novas Tecnologias e Impacto no Setor de Seguros”, proferida no IX Congresso de Direito do Seguro e Previdência, que começou ontem e termina na sexta-feira, em São Paulo.

A grande discussão do painel girou em torno de como as seguradoras devem tratar os riscos trazidos pelas novas tecnologias e como podem se beneficiar da enorme quantidade de informações hoje disponíveis por conta do avanço da tecnologia. “As respostas não parecem tão simples”, responde a própria doutora. Segundo ela, há ainda que se discutir tecnologias que não são tão novas, como internet, aplicações, marketing por meio da rede. “Isso não é tão novo como a nanotecnologia, mas ainda representa um desafio para a indústria de seguros”, afirma.

O princípio do seguro é dar apoio aos riscos implícitos trazidos pelas novas tecnologias aos seus clientes, ao mesmo tempo em que se torna urgente estar atento aos próprios riscos que as seguradoras podem estar vulneráveis em suas operações. “É preciso que as discussões sobre gerenciar e mitigar riscos se aprofundem para viabilizar a oferta de produtos de qualidade”, acrescenta Mario Viola, membro do Conselho da seção brasileira da AIDA.
A internet é citada por ambos com uma tecnologia útil, porém perigosa. “É complexo, pois os sistemas são vulneráveis”, ressalta. Segundo os especialistas, as respostas do seguro para atos fraudulentos não são definitivos, pois os riscos mudam rapidamente. “Os sistemas para fraudar são mais rápidos do que a velocidade que se pode criar proteções”, comenta Andrea. Segundo ela, o foco do seguro é garantir a responsabilidade civil do responsável do site ou sistema por danos a terceiros. Além disso, de forma preventiva, exige medidas de segurança de seus clientes para assegurar o sistema e assim poder responder com coberturas adequadas.

No tema nanotecnologia, uma tecnologia que ainda desafia até mesmo a ciência, o cenário para o setor é ainda mais desafiador. Andrea chega a comparar o tema com a experiência que as seguradoras, principalmente americanas, tiveram com asbestos. O assunto foi sendo deixado de lado e hoje as seguradoras pagam quantias consideráveis de indenizações por pessoas prejudicadas pelo uso do amianto, considerado cancerígeno.

A executiva ressalta a importância de se entender mais do risco trazido pela nanotecnologia, com definição e classificação que não são amplamente compartilhadas. A resposta momentânea para os nanoprodutos tem sido dar o risco na cobertura de responsabilidade e danos de forma expressa ou não expressamente excluídas. “É preciso parar para discutir quais os riscos das novas gerações de tecnologias”, afirma.

Segundo ela, várias linhas de negócios estão envolvidas no problema. Existem produtos e aplicações da nanotecnologia em muitas indústrias, especialmente a de saúde. “Seguros buscam minimizar o risco, dar cobertura e respostas aos clientes, fabricantes. Muitos investimentos não seriam possíveis sem o seguro. “Faço aqui uso de uma frase famosa: as pessoas tímidas têm medo antes do perigo; os covardes, durante; e os valentes, depois. Os seguradores têm de ser valentes para vender seguro para as novas tecnologias”.

O tema, concordam, traz desafios e oportunidades. Viola ressaltou o lançamento do relógio da Apple, que coleta dados do dia a dia das pessoas e que serão compartilhados com operadores de saúde para que o indivíduo possa ter uma assistência mais adequada ou mesmo o contrato negado, caso a seguradora entenda que não quer correr o risco que aquela pessoa representa. “As seguradoras vão ter um perfil melhor das pessoas em carteira. Mas essa nova realidade muda a lógica dos atuários, que passam a lidar com riscos individuais e que mudam o tempo todo seus hábitos”.

Outro desafio, um pouco maior, é a proteção de dados, em discussão pública no Brasil. Isso vai mudar muito a forma sobre como o setor lida com as informações de seus clientes. “O setor é um dos maiores usuários de informações das pessoas e de seus bens. É preciso estar atento a essas mudanças nas tecnologias e nas regulamentações sobre o tema”, afirma Viola, acrescentando que o setor ainda tem muito a percorrer nesse mundo de tecnologia.

Lei Anticorrupção traz desafios e oportunidades para seguros

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Apesar de não haver cobertura de seguro para atos ilícitos, o tema corrupção é alvo da atenção da indústria de seguros. Daí porque a palestra “Lei Anticorrupção e Reflexos na Atividade de Seguro”, ocorrida nesta quinta-feira, foi uma das mais concorridas do segundo dia do IX Congresso de Direito do Seguro e Previdência, que começou na quarta-feira e termina nesta sexta-feira, em São Paulo. “Há inúmeros desafios e oportunidades para o setor de seguros”, diz Giovani Saavedra, professor do Programa de Mestrado e Doutorado da Universidade Pontifícia Universidade Católica (PUC), do Rio Grande do Sul.

O advogado, especialista no tema Lei Anticorrupção e Compliance, roubou a cena na palestra proferida no evento da AIDA. Falou por quase uma hora e, mesmo assim, a plateia queria ouvi-lo mais diante das diversas dúvidas que a nova regulamentação traz em sua concepção. “O decreto é novo e muito extenso. A lei tem peculiaridades que vão dificultar a ação na prática porque foi promulgada às pressas, antes de muitas discussões que estavam em andamento serem esgotadas”, adianta.

A 12.846/2013, que responsabiliza e passa a permitir a punição de empresas envolvidas em atos de corrupção contra a administração pública nacional ou estrangeira, entrou em vigor em janeiro deste ano, depois de ter sido sancionada pela presidente Dilma Rousseff, em agosto de 2014.

O professor explica que as empresas podiam alegar, caso fossem flagradas em alguma prática ilícita, que a infração havia sido motivada por uma atitude isolada de um funcionário ou servidor público. A partir de agora, as empresas envolvidas em fraudes serão alvos de processos civis e administrativos e podem pagar multa de 0,1% a 20% do faturamento anual bruto. “Hoje, estamos vendo o caso dos bancos, questionados nas investigações da Lava-Jato sobre como não reportaram aos órgãos competentes operações com características ilícitas observadas no processo investigatório”, cita. “Quem deve ser penalizado, o presidente, o responsável pela área ou o funcionário que deixou passar a operação?”, questiona. E como ficam as seguradoras que ofertam cobertura de Responsabilidade Civil para executivos? Terão de criar novos produtos, pois a nova lei penaliza a pessoa jurídica e não o executivo.

Além dos desafios de aproveitar o momento para criar produtos que tragam rentabilidade, Giovani Saavedra cita outros temas a serem estudados. Primeiro, o setor está habituado com a regulamentação detalhada que a Susep faz. “A lei anticorrupção não tem isso. Ela é abrangente e a interpretação aberta joga a responsabilidade para as seguradoras”, explica.

Outro desafio é a lei não exigir formalmente um departamento de compliance. Ou seja, com a nova lei, a área de compliance (conformidade, em inglês) ganha ainda mais importância para prevenir internamente atos de corrupção. “Tem de ter criação espontaneamente sem uma orientação especifica. E isso é um desafio, pois tem de movimentar a empresa a fazer algo que não tem o dever e que terá um custo significativo para isso”, enumera.

E, por fim, Saavedra destaca que é preciso saber como integrar o programa de compliance anticorrupção com o compliance de lavagem de dinheiro. “São questões simples, como ter um cadastro de pessoas expostas a riscos de corrupção e fazer due diligence, comenta. “ E mais: quem vai ser responsável por esses controles?” , indaga”.

Outras preocupações são como controlar prestadores de serviços e o que fazer com os contratos em andamento. “Vejo muitos desafios, inclusive como explorar as oportunidades de negócios. Como avaliar os riscos a que estarão expostas, o que inclui prestadores de serviços. Como criar uma matriz de risco. Enfim, todos precisarão pensar muito no que vão fazer daqui para frente. E quem pensa muito, não faz. Será preciso pensar e ter coragem para assumir riscos daqui para frente”, finaliza.

Simulador Personalizado Nacional é versão mais completa do Multicálculo Saúde

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Boa parte dos corretores de seguros e de planos de saúde visitam diariamente o Portal MultiCáculo Saúde (www.portalmulticalculo.com.br), para realizar suas cotações. O Portal oferece, desde 2009, atualização de dados de cada plano de saúde de diferentes operadoras, gratuitamente, aos mais de 70 mil corretores cadastrados, e por isso tornou-se referência no segmento.

A AgenciaLink.com, responsável pelo sistema, desenvolveu o Simulador Personalizado Nacional (SIMP) como sua versão “premium”. Com recursos avançados de pesquisa, o SIMP disponibiliza dados de todos os produtos de todas as operadoras de todos os estados do Brasil (enquanto o gratuito abrange São Paulo e Rio de Janeiro).

“Sem dúvida é o simulador de planos de saúde mais completo do País. Com o SIMP o cliente pode acessar, por estado, todas as informações das principais operadoras do mercado, como tabela de preços, rede credenciada, hospitais. Depois pode enviar cotações diferenciadas e comparativos avançados dos produtos de saúde, odonto e adesão para seus clientes, em material totalmente personalizado, com os dados e a marca da sua empresa”, defende Adriano Mariotti, diretor da Agência Link.

A nova versão tem custo bastante acessível: além da taxa de adesão de R$ 360, a mensalidade para um usuário custa apenas R$ 30, e para mais usuários utiliza-se tabela de desconto progressivo. A promoção de lançamento isenta o cliente do pagamento de um ano de mensalidade.

“Pelo custo-benefício, é nossa ferramenta mais admirada pelos corretores. Devido à facilidade no cruzamento de informações, ações que levariam horas são realizadas em poucos segundos. É a porta de entrada para que, a partir desta, os corretores conheçam outras soluções de tecnologia que desenvolvemos”.

Programa Porteiro Amigo do Idoso forma primeira turma de 2015

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Entre os dias 24 e 26 de março, cerca de 30 porteiros do bairro de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, participaram da primeira turma de 2015 do programa “Porteiro Amigo do Idoso”. Criada pelo Grupo Bradesco Seguros, a iniciativa, gratuita e pioneira, tem como principal objetivo capacitar o porteiro – apontado como “o melhor amigo do idoso”, em pesquisa realizada pela Seguradora com cidadãos acima de 65 anos – a oferecer soluções e cuidados adequados às necessidades do público longevo.

Para Francisco Cleiton Silva, que há oito anos trabalha em um condomínio de Copacabana, o curso o ajudou a se valorizar. “Porteiro é um profissional que ainda sofre muito preconceito, mas estamos aqui para, além de nossa rotina, cuidar das pessoas”, afirma Cleiton.

As aulas aconteceram no Senac RJ (unidade Copacabana). Durante as oficinas de capacitação, em 12 horas de aulas distribuídas ao longo de três dias, os porteiros tiveram a experiência de se colocar no lugar dos idosos e lidar com situações comuns para quem convive com pessoas longevas. Para isso, a oficina promoveu uma vivência utilizando óculos para dificultar a visão e pesos nos pés, entre outros artifícios, de forma que os porteiros sintam as limitações da idade e reflitam sobre as dificuldades enfrentadas pelos mais velhos.

“O objetivo do Programa é fazer com que os porteiros se tornem ainda mais amigos e possam entender o processo de envelhecimento em todos os seus aspectos. Aquele que está preparado para lidar com o idoso, está preparado para lidar com qualquer público”, destaca Eugênio Velasques.

O “Porteiro Amigo do Idoso” faz parte de uma série de ações do Grupo Bradesco Seguros que incentivam a conquista da longevidade com qualidade de vida, saúde e bem-estar. Em 2015, além de Rio de Janeiro (com três novos bairros atendidos, Botafogo, Flamengo e Tijuca) e São Paulo (capital e agora também nas cidades de Campinas, Ribeirão Preto e Santo André)–, o programa chega pela primeira vez a Minas Gerais e Espírito Santo, com previsão de qualificar mais de mil profissionais no total.

VGBL puxa vendas do mercado segurador no primeiro bimestre

icones seguroO mercado segurador registrou vendas de R$ 25,9 bilhões no primeiro bimestre de 2015, alta de 14,9% frente aos R$ 22,5 bilhões captados no mesmo período anterior, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Os sinistros totalizaram R$ 7,5 bilhões, 5,1% maior. O VGBL voltou liderar o avanço do setor, com alta de 40,3% no period, para R$ 10,2 bilhões, Sem esse produto, a expansão do mercado passa para 2,7%, refletindo o processo de desaceleração da economia brasileira.

O seguro de vida avançou 10,7%, para R$ 1,906 bilhão. O comportamento do seguro de acidentes pessoais recuou 7,5%, para R$ 772,6 milhões. O prestamista desacelerou no ritmo do crédito bancário, avançando apenas 2,7%, para R$ 1,17 bilhão.

O seguro de automóvel sentiu os efeitos da desaceleração da indústria automotiva, com recuou de 20% nas vendas de carros zero, que respondem por 80% das vendas de seguros. Os prêmios somaram R$ 4,847 bilhões, avanço de apenas 3,9% no primeiro bimestre neste ano, comparado ao mesmo período do ano anterior.

O segmento de riscos patrimonial ficou flat, com R$ 2 bilhões. Riscos operacionais avançou 8,5%, para R$ 374 milhões; empresariais com R$ 324,2 milhões; multirriscos residenciais com R$ 380,9 milhões; garantia estendida recuou 9,4%, para R$ 525,4 milhões, e riscos de engenharia declinaram 35,5%, para R$ 67,3 milhões.

SulAmérica amplia itens protegidos na cobertura para lanternas, faróis e retrovisores

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O portfólio de coberturas adicionais do seguro Auto da SulAmérica Auto acaba de ser ampliado e passa a contemplar lanternas e faróis de xenon e led. A novidade é válida para clientes de todo o Brasil e vem complementar a cobertura de lanternas, faróis e retrovisores.

“A SulAmérica Auto está sempre alinhada com as demandas do mercado. Notamos que o número de veículos que saem da fábrica com esse tipo de acessório vem crescendo ano após ano. Acreditamos também que, com essa nova cobertura, iremos oferecer um produto mais completo aos nossos segurados”, afirma Eduardo Dal Ri, diretor de Auto e Massificados da SulAmérica.

Para saber mais sobre os produtos e serviços da SulAmérica para automóveis, basta acessar o site da seguradora através do link: http://bit.ly/1EHBTMR.