ACE muda matriz em São Paulo para novo edifício após dobrar tamanho da equipe

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Após ter finalizado em outubro a compra da carteira de Grandes Clientes Corporativos da Itaú Seguros, o Grupo ACE está agora reunindo em um mesmo endereço, em São Paulo, os profissionais advindos da aquisição e os que já se encontravam na empresa. Eles passarão a atuar na nova matriz das operações da companhia no Brasil. Ao todo, aproximadamente 700 funcionários vão ocupar três andares e meio do edifício Eldorado Business Tower, na Marginal Pinheiros. Trata-se de um prédio autossustentável, o único na América Latina e o oitavo no mundo a receber da ONG americana Green Building o selo LEED – Liderança em Energia e Design Ambiental, na categoria Premium.

A mudança está sendo feita em duas etapas. A primeira ocorreu no dia 30 de março, envolvendo os profissionais provenientes do negócio recém-incorporado da Itaú Seguros, hoje denominado ACE Seguros Soluções Corporativas (em aprovação). A segunda etapa, que acontecerá no dia 6 de abril, contemplará a mudança dos funcionários da ACE Seguradora. “Ao unir duas operações absolutamente complementares, a ACE não apenas triplicou o volume de negócios no Brasil, mas também dobrou a sua equipe e, por isso, necessitava ampliar sua matriz”, diz Antonio Trindade, executivo responsável pela nova operação da ACE no País.

Ao se referir ao prédio onde a equipe passará a trabalhar, Trindade destaca a imponência da arquitetura e a sua autossuficiência em água e energia elétrica. Ele conta que a água utilizada para consumo humano provém de dois poços tubulares profundos e recebe tratamento direto de uma estação. Já a energia elétrica é suficiente para atender 100% da demanda do edifício, ininterruptamente. “Este novo local foi escolhido porque está à altura do fato de que o Brasil agora sedia a terceira maior produção em prêmio bruto emitido da ACE, cuja presença global alcança 54 países” observa.

O novo prédio ainda apresenta outros aspectos que o tornam majestoso: 161 metros de altura, 32 andares, 29 elevadores, garagem com 7 pavimentos, auditório para 160 pessoas e heliponto. Ele se encontra no bairro de Pinheiros, na Avenida das Nações Unidas, 8.501. A ACE ocupará os andares 25, 26, 27 e 28. “Será um prazer receber os nossos parceiros nesse belo e confortável local”, finaliza Antonio Trindade.

Raphael de Carvalho é o novo presidente da MetLife Brasil

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O executivo Raphael de Carvalho é o novo presidente da MetLife Brasil. Raphael será responsável por todas as operações da empresa no país e será um membro da Equipe de Liderança Executiva da América Latina. Ele ficará baseado em São Paulo e se reportará diretamente a Oscar Schmidt, CEO da MetLife na América Latina.

Com experiência na indústria de serviços financeiros em toda a América Latina, Raphael de Carvalho atuou recentemente como Country Manager da Visa para a América Latina e Caribe e liderou a Prática de Seguros para a América Latina na empresa de consultoria Accenture. Também foi Diretor e Sócio do Unibanco, onde era responsavel pelo Fininvest, Unibanco Capitalização e Unicard, além da rede de distribuição bancária de varejo.

Raphael é graduado em Matemática e Ciências da Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e possui MBA em Finanças na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Mercado segurador projeta alta de 11,9%

logo-valor-economico-v2Fonte: Valor – Especial Operações Financeiras

Com vendas 10% maiores no ano passado, para quase R$ 200 bilhões (sem considerar saúde), as projeções do mercado segurador para 2015 são de crescer 11,9%, segundo estudo da consultoria Siscorp. Mesmo diante de uma economia combalida, o país permanece na estratégias dos CEOs das maiores seguradoras do mundo.

“O crescimento de economias como o Brasil, a China e a Índia e a revolução digital estão transformando o mercado de seguros. O Lloyd’s e o mercado de Londres estão em posição favorável para aproveitar as oportunidades apresentadas pelas economias atualmente sub-seguradas e em alto crescimento ao redor do mundo”, diz Inga Beale, a primeira mulher a assumir o comando de Lloyd’s of London, que reúne mais de 70 investidores na oferta de proteção aos mais diversos riscos, com negócios em mais de 220 países.

Inga e vários executivos estrangeiros chegam ao Rio de Janeiro em meados de abril para participar do 4º Encontro de Resseguro, realizado pela CNseg. “Temos hoje uma fatia de 12% no mercado de resseguros brasileiro e agora buscamos opções mais amplas de acesso para apoiar ainda mais o crescimento do Brasil”, disse.

O mesmo afirma o presidente da Allianz Brasil, Miguel Pérez Jaime. “Tivemos aprovação de injeção de R$ 700 milhões em aporte de capital para 2014 e 2015 pois o país é um importante mercado e nossos acionistas olham seus investimentos no longo prazo”, disse ele ao lançar o segundo investimento em naming rights no Brasil. O primeiro foi o Allianz Parque, inaugurado em novembro. Em março, anunciou parceria com a Fundação Ayrton Senna para o lançamento do seguro de automóvel Allianz Ayrton Senna.

No Japão, o mesmo entusiasmo. “Apostamos que a partir do terceiro trimestre o clima no Brasil será melhor e quem sabe até as previsões do PIB mudem de queda para estável e quem sabe um pequeno crescimento”, afirma José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine, que avançou 17,4% em vendas no primeiro bimestre deste ano. “Continuo fiel em projetar alta de 15% ao ano até 2017, o que nos fará sair os R$ 3,3 bilhões em 2014 para R$ 5 bilhões em 2017.”

As empresas de capital nacional têm o mesmo otimismo. Os três principais concorrentes, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil, que juntos detêm mais de 60% do segmento de seguros, previdência e capitalização (exceto saúde), têm estimativas para seguros que se mantém acima das projeções de crescimento do crédito. O Bradesco estima crescer 12% a 15% em 2015. “Além da demanda aquecida para seguros, não se espera instabilidade nos planos de aposentadoria como a registrada no primeiro semestre de 2014”, afirma Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros, que encerrou 2014 com vendas de R$ 56,2 bilhões.

No Itaú, a expectativa de crescimento é de 9% a 11%. A estratégia do banco tem foco na comercialização de seguros massificados de pessoas e patrimoniais, tipicamente relacionados ao varejo bancário com clientes. Em 2014, o resultado com as operações de seguridade atingiu R$ 6,8 bilhões.

A BB Seguridade, holding que administra empresas de seguros, previdência, sáude e capitalização do Banco do Brasil, obteve lucro líquido de R$ 3,5 bilhões em 2014, 40% acima do ano anterior. A expectativa para este ano, segundo o presidente da Marcelo Labuto, é ter um ganho até 22% maior, considerando-se a projeção com intervalo entre R$ 3,6 bilhões e R$ 3,9 bilhões. “Em 2014, a projeção de rentabilidade era 44% e chegamos a 49%. Isso mostra que estamos aproveitando a baixa penetração de seguro no Brasil com oferta qualificada”, diz Labuto.

Gestão e transferência de riscos juntas criam organizações mais resilientes

O mais recente estudo Business Interruption Insurance Efficacy: Five Key Issues da Marsh, líder mundial em corretagem de seguros e gerenciamento de riscos, mostra que as apólices tradicionais para seguro patrimonial ou mesmo de lucros cessantes não foram desenhadas para fazer frente aos riscos que as empresas têm hoje em seu cotidiano. E o mercado de lucros cessantes tampouco manteve-se atualizado em relação às mudanças no cenário de risco.

A gestão e a transferência dos riscos devem trabalhar juntas de maneira a criar organizações mais resilientes, visto a crescente exposição a grandes desastres e subsequente cessão dos lucros e operações das mesmas. De acordo com o relatório, as atuais limitações nas apólices de lucros cessantes têm resultado em falhas nas coberturas e precisam de inovação imediata.

A estudo Business Interruption Insurance Efficacy: Five Key Issues aponta ainda que há cinco pontos importantes que devem ser avaliados pelas empresas na abordagem do seguro patrimonial e de lucros cessantes. São eles: Somas avaliadas; Períodos de indenização; Cenário de risco para grandes áreas; Cadeia de fornecimento; Acordos de sinistro.

Em complemento ao Business Interruption Insurance Efficacy: Five Key Issues a Marsh acaba de divulger também o Misadventures in Business Interruption Insurance, uma compilação de estudos de casos reais, situações nas quais as apólices de lucros cessantes apresentaram falhas importantes, tanto do ponto de vista das indenizações, como de resposta às perdas sofridas.

Allianz estima em US$ 300 milhões o pagamento de seguros ligados ao acidente com voo da Germanwings

images-5FRANKFURT (Reuters) – A empresa alemã Allianz estimou que as companhias de seguros terão que pagar 300 milhões de dólares em indenizações e custos relacionados à queda do avião da Germanwings na semana passada nos Alpes franceses, disseram fontes da indústria nesta segunda-feira.

A cifra serve como uma primeira orientação para um grupo de mais de 30 seguradoras que compartilham o ônus financeiro causado pelo acidente, que se acredita ter sido causado deliberadamente pelo copiloto da aeronave.

A estimativa inicial representa cerca de 20 por cento do cerca de 1,5 bilhão de dólares em prêmios pagos às seguradoras por companhias aéreas de todo mundo. A estimativa inclui a perda da aeronave, orçada em cerca de 6,5 milhões de dólares, os esforços de resgate e recuperação, os custos legais e a identificação dos familiares dos passageiros.

As seguradoras costumam fazer estimativas conservadoras, levando em consideração o máximo de gastos possíveis, baseadas em informações já disponíveis e experiências anteriores.

“Ainda é muito cedo, então a cifra pode subir ou baixar”, disse um representante de uma seguradora familiar com a situação, afirmando também que as companhias de seguro estavam obrigadas legalmente a divulgar estimativas.

“É uma decisão da Allianz, já que é a principal seguradora”, disse a fonte sobre o montante de 300 milhões de dólares, que também foi noticiado pelo The Insurance Insider, jornal especializado no setor.

Pedidos de pagamento de seguro para as famílias dos 144 passageiros devem representar a maior parte dos custos. Em geral, as seguradoras tentam resolver os pedidos sem a necessidade de abertura de um processo judicial, embora as avaliações possam levar meses.

A Lufthansa disse na sexta-feira ter oferecido pagar até 50 mil euros (54,115 dólares) em auxílio financeiro imediato aos familiares de cada passageiro.

Dados sobre a cobertura compartilhada entre seguradoras, fornecidas por uma fonte da indústria de seguros, mostraram que a Allianz possui 10 por cento de participação na quantia a ser paga, enquanto o American International Group tem 11 por cento e a Swiss Re, 7 por cento.

A Allianz, que afirmou ser a líder entre as seguradoras, não quis comentar, assim como a AIG. A Swiis Re também não quis se pronunciar sobre o caso, mas disse que a Germanwings e sua proprietária, a Lufthansa, estavam em sua carteira de clientes.

As companhias de seguro costumam se preparar para receber apoio financeiro adicional de companhias de resseguro em caso de grandes perdas. A agência de rating especializada em seguros A.M. Best disse que as perdas relacionadas ao caso Germanwings seriam também absorvidas pelo mercado de negociação de seguros Lloyd’s.

Porto Seguro Empresa inicia campanha Negócios à Vista 2015 para Corretores

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O Porto Seguro Empresa inicia nova edição da campanha de incentivo a corretores, a Negócios à Vista 2015. O projeto que premia os corretores de seguro que melhor se destacam começa em março e vai até 31 de maio. Nessa edição os participantes serão premiados conforme as negociações dos produtos do ramo empresarial.

Para participar o corretor deve se cadastrar no site www.negociosavista.com.br. A cada cotação, renovação ou seguro novo dos produtos Porto Seguro Empresa, o participante acumula pontos para trocar por prêmios como Smart TV´s , câmeras de ação e até viagens.

Para Edson Frizzarim, diretor de Ramos Elementares da Porto Seguro, a campanha é um bom incentivo para mostrar a importância do seguro empresarial. ″Com o seguro o empreendedor tem a liberdade de investir em planejamento e estratégia de negócio, sem precisar se preocupar tanto com questões que tomariam muito do seu tempo, como o dano elétrico de algum equipamento que acarretaria em agendamento de visita, orçamentos etc″.

Preparação

Para conhecer mais sobre seguros empresariais e se preparar melhor para a campanha, os corretores podem fazer o curso on-line que o Porto Seguro Empresa disponibiliza no ambiente da Escola de Corretores Porto Seguro. O acesso é feito pelo site www.portoseguroeducacao.com.br.

Liberty Seguros estrutura programa de relacionamento com corretores

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A Liberty Seguros acaba de lançar o Programa Conexão, o novo programa de reconhecimento ao corretor. Com o intuito de unir forças e investir cada vez mais na parceria, o programa traz um pacote de ações de incentivo e relacionamento, que vão desde treinamento, campanhas de vendas e ações de engajamento, que oferecem ainda mais oportunidades de crescimento para esse canal. “O programa representa a importância do relacionamento com os corretores. Eles são os consultores e orientam os segurados sobre as nossas ofertas de produtos e serviços”, explica Marcos Machini, vice-presidente Comercial da Liberty Seguros.

O Programa Conexão se baseia em quatro pilares, pensados para manter o corretor bem informado, treinado, incentivado e encantado com a Liberty Seguros. No pilar Conectados para Comunicar, a companhia apresenta seus canais para manter os corretores informados sobre todas as novidades da empresa, como o Meu Espaço Corretor, o aplicativo mobile Liberty Corretor, o atendimento via Skype, além das 69 filiais espalhadas por todo o país.

As iniciativas do pilar Conectados para Treinar estão focadas na capacitação sobre os produtos e serviços da companhia, além de ferramentas para o desenvolvimento profissional dos corretores, com treinamentos presenciais e online.

Já o pilar Conectados para Incentivar já está com duas campanhas no ar: Conexão Mundo e Conexão Brasil. Os corretores que acumularem o maior número de pontos conforme a venda dos principais produtos: Auto, Vida, Residência, Riscos Patrimoniais, Responsabilidade Civil e Transporte e atingirem os resultados, faturam a premiação. Os corretores concorrem nas regionais Liberty Seguros dentro de grupos conforme a produção e potencial de cada um.

A Conexão Mundo tem duração de cinco meses, com encerramento em junho, premiando mais de 60 corretores com acompanhante para uma viagem internacional para Barcelona e Marrocos. Já a Conexão Brasil vai até maio e premiará mais de 300 corretores com acompanhante para uma viagem a uma cidade brasileira, além de 160 prêmios no valor de R$1.000,00. Além dessas duas campanhas, esse pilar também contará com outras iniciativas no segundo semestre.

E por fim, o pilar Conectados para Encantar reúne ações para o fortalecimento da parceria, de oportunidades de enriquecimento profissional e de superar expectativas. Entre as iniciativas estão o Clube de Vantagens, com um conjunto de diversos benefícios, descontos e ofertas, além de ingressos para eventos.

Para Patrícia Chacon, diretora de Marketing e Estratégia da Liberty Seguros, as ações foram pensadas para fortalecer a parceria entre a seguradora e os corretores, e faz parte de uma série de iniciativas planejadas para 2015. “O Programa Conexão quer reconhecer o trabalho dos corretores e a preferência pela companhia, assim como os apoiar para cada vez conquistarem mais”, comenta a executiva.

Resseguradoras totalizam capital de US$ 575 bilhões em 2014

A Aon Benfield, o intermediário de resseguro e de capital conselheiro global de Aon plc (NYSE: AON), lança hoje a mais recente edição do seu Aon Benfield Aggregate (ABA) relatório, que analisa os resultados financeiros das 31 maiores resseguradoras em 2014. De acordo com o estudo, o capital ressegurador mundial aumentou 6% para US$ 575 bilhões em 2014, incluindo um aumento de 28% no capital alternativo, para US$ 64 bilhões. O lucro líquido de US$ 38,5 bilhões foi compensado por dividendos e recompra de ações de US$ 22,3 bilhões.

Os prêmios de seguro patrimoniais de e acidentes Bruto aumentou 2%, para US$ 198 bilhões, com o volume de resseguros inalterada em US$ 89 bilhões, apesar da pressão de preços da indústria. O índice combinado melhorou em 0,3 pontos percentuais, para 89,9% e lucro de P&C aumentou 6%, para US$ 16,8 bilhões.

Perdas por catástrofes líquida caiu de 5,6% para 3,8% do prêmio líquido auferido e foram bem abaixo da média de longo prazo. A evolução favorável das reservas do ano anterior aumentou 7% para US$ 8 bilhões, equivalente a 4,8% do prêmio líquido auferido. O retorno sobre o patrimônio líquido ficou em 11,1%, com base no lucro líquido atribuível aos detentores de ações ordinárias.

Os resseguradores estão incorporando capital alternativo (através de ILS, e mandatos de gestão de ativos) para baixar o custo de subscrever capital.Mike Van Slooten, chefe da equipe de Análise de Mercado Internacional da Aon Benfield, disse: “A consolidação do setor está em andamento e as empresas buscam alcançar escala e diversificação com as negociações. Três anúncios de fusões e aquisições entre empresas constantes do estudos vai reduzir o número de entidades analisadas daqui para frente. ”

Veja o estudo no link http://thoughtleadership.aonbenfield.com/documents/201503_ab_marketanalysis_fy2014.pdf

Taxas de seguros ficam estáveis em países da AL e Caribe

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Os mercados de seguros na América Latina e na região do Caribe ficaram, em grande parte, estáveis em 2014, semelhantemente aos dois anos anteriores analisados. É o que revela o Insurance Market Report 2015, o qual traz indicadores, análises e tendências de preços de seguros em 10 países da América Latina e Caribe, entre eles Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, República Dominicana, México, Peru, Porto Rico, Uruguai e Venezuela.

O Insurance Market Report 2015 analisa os fatores macro e micro econômicos e políticos que vão (e estão) influenciando na queda ou alta dos preços nos respectivos países. De acordo com o relatório, a Venezuela continua sendo o mercado mais desafiador para os segurados, com taxas crescentes em todas as numerosas linhas de cobertura. Também se observou aumento de taxas em algumas linhas de cobertura em países como Argentina, Brasil, Peru, Porto Rico e Uruguai.

Planos de saúde

Os planos de saúde estão entre as linhas de seguros que trouxeram maiores desafios em 2014. Resultado dos crescentes custos devido a inflação, o custo médico e do maior número de sinistros na maioria dos 10 países analisados. Em linhas gerais, o Insurance Market Report 2015 mostra que os segurados continuam se beneficiando dos esforços das seguradoras locais e internacionais para fornecer soluções inovadoras às crescentes economias da América Latina, bem como da capacidade necessária de manter as taxas de seguro relativamente estáveis — apesar do aumento da demanda por cobertura em várias linhas.

Para mais informações sobre o relatório acesse Insurance Market Report 2015.

Seguradoras fazem cobertura até de erros de gestão

logo-valor-economico-v2Fonte: Valor – Especial PME – Denise Bueno

As médias e pequenas empresas recebem hoje um atendimento diferenciado dentro das seguradoras. São profissionais especializados pensando em estratégias para atrair mais de 3 milhões de empresas que ainda não dispõem de seguro empresarial, de acordo com estatísticas da Confederação das Seguradoras (CNSeg). Já há coberturas exclusivas para comércio e serviços, como pet shop, cabeleireiro, escolas, bem como para pequenas indústrias, como de metais, bebidas não alcoolicas, vinícolas, calçados, entre outros que surgem mensalmente.

A Liberty Seguros foi a pioneira no lançamento de produtos de nicho em março de 2009. Hoje conta com 24 produtos voltados para pequenos negócios, com riscos de até R$ 10 milhões. São mais de 30 opções de cobertura oferecidas para cada segmento, que podem ser contratadas adicionalmente às coberturas tradicionais de roubo, furto, incêndio e danos elétricos. “Em 2014, fechamos o ano com crescimento de 9,4% e para 2015 nossa expectativa é que os números melhorem ainda mais”, diz Rosy Brode Herzka, diretora de seguros patrimoniais empresariais da Liberty Seguros.

Segundo ela, o foco neste ano é prestar consultoria aos corretores e clientes para entender a operação de cada segurado como um todo, desde a entrada da matéria-prima, armazenamento, sistemas protecionais e de que forma um acidente afetaria a operação da empresa, por quanto tempo e se há algum plano de contingência e emergência.

A Bradesco Saúde encerrou 2014 com aumento de 36,3% no faturamento do produto Seguro Para Grupos (SPG), de 3 a 199 vidas, com mais de 925 mil clientes em 103 mil empresas. “Esse número representa mais do que o triplo se comparado aos 290 mil segurados dessa carteira no final de 2009”, conta o presidente Márcio Coriolano. Em 2014, o faturamento da Bradesco Saúde e da Mediservice chegou a R$ 14,9 bilhões, o que representa crescimento de 22,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. “Hoje a carteira de pequenas empresas representa 28% da receita de planos coletivos, enquanto que em 2008 representava 14%”, conta Coriolano.

No ano passado, o segmento passou a ter coberturas antes exclusivas de grandes empresas. Em outubro, a AIG lançou um seguro para erros de gestão voltado especificamente a pequenas e médias empresas, com faturamento até R$ 200 milhões.

O Gestão Protegida 360° contém todas as coberturas que um D&O oferece, mas vai além e cobre também a empresa para reclamações relacionadas a atos de gestão e decisões empresariais. “Em empresas com administração familiar a dupla cobertura, tanto a pessoa física quanto a jurídica, é especialmente importante porque o patrimônio da empresa e o das pessoas físicas muitas vezes se confundem”, destaca Cristian Achurra, gerente de PME da AIG Brasil. Um destaque no produto é a extensão de cobertura para práticas trabalhistas indevidas, ligadas a danos morais causados a funcionários, uma vez que esse tipo de reclamação está cada vez mais presente no cotidiano empresarial.

Felipe Smith, diretor da Tokio Marine, é um dos executivos mais ativos. “Faço palestras educativas e pesquisas em parceria com o Sebrae para saber o que os empresários esperam das seguradoras. E o resultado é termos empresários protegidos de eventuais perdas e crescimento das vendas para o setor”, garante. Em 2014, as vendas para PME na Tokio avançaram 36% e no primeiro bimestre deste ano 32%. O sucesso, afirma, está em desenvolver coberturas diferenciadas, criadas a partir de conversas com corretores e empreendedores.

Um exemplo é o seguro desenhado para consultórios médicos, que conta com orientação jurídica em caso de reclamação de clientes quanto a erros e omissões na prestação dos serviços. Tem também cobertura para objetos portáteis que incluem tablets, notebooks e ainda todos os instrumentos de uso profissional. Já no pacote para instituições de ensino, além dos riscos habituais, tem também cobertura de responsabilidade civil que ampara os alunos nas atividades realizadas dentro e fora da instituição, estendendo-se inclusive ao transporte diário escolar e a eventos como colações de grau, bailes de formatura, feiras culturais e quermesses.

Rafael Rodrigues, diretor de multiprodutos e transporte da Allianz Brasil, conta que a seguradora fechou 2014 com 90 mil clientes em carteira e a estimativa é encerrar 2015 com mais de R$ 60 milhões em vendas de coberturas para empresas com faturamento de até R$ 10 milhões. “Em abril lançaremos um cardápio com coberturas especiais para 30 segmentos tidos como prioritários, com preços reduzidos e assistência 24 horas. Incluem desde envio de ambulância para atender funcionários acidentados como a retirada de bens descartados para reciclagem”, informou. Uma loja de sapatos, por exemplo, pagará cerca de R$ 1 mil por ano para ter cobertura de prejuízos de até R$ 200 mil causados por incêndio e outras oito coberturas, incluindo de quebra de vidros a roubo.