Anfavea divulga resultados da indústria automobilística no semestre

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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, apresentou na segunda-feira, 6, os resultados de junho e do primeiro semestre da indústria automobilística. O levantamento aponta produção de 184 mil autoveículos no sexto mês do ano, que comparada com as 210,4 mil unidades fabricadas em maio significa queda de 12,5%.

Na análise com junho do ano passado, quando 215,9 mil unidades foram produzidas, a retração foi de 14,8%. Com estes resultados, a indústria encerrou o primeiro semestre com recuo de 18,5% frente ao mesmo período de 2014: foram 1,27 milhão de autoveículos produzidos este ano contra 1,56 milhão no ano anterior.

Os dados do acumulado do licenciamento mostram também retração de 20,7% na comparação dos 1,31 milhão de veículos deste ano com os 1,66 milhão do ano passado. Em junho de 2015, o licenciamento registrou 212,5 mil unidades, decréscimo de 19,4% se comparado com as 263,6 mil de 2014, mas estável na análise com maio deste ano, quando 212,7 mil unidades foram vendidas.

Já as exportações apresentaram resultado positivo no comparativo mensal. Em junho 48,1 mil veículos deixaram o País, o que representa alta de 17,9% frente as 40,8 mil unidades de maio e de 96,8% se confrontado com junho de 2014 com 24,4 mil unidades. No semestre o crescimento foi de 16,6%, com 197,3 mil unidades exportadas este ano e 169,3 mil no ano passado.

Para Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, os dados resultam de uma série de fatores:

“O País passa por um cenário de baixa confiança dos investidores e consumidores, restrição ao crédito e expectativa pela conclusão dos ajustes na economia. Porém, acreditamos que os anúncios de algumas medidas, como o Plano Nacional de Exportações e o Plano Safra, são parte de uma agenda positiva. E neste contexto, esperamos também que o anúncio programado para hoje do Programa de Proteção ao Emprego, como instrumento adicional para a garantia dos postos de trabalho, terá impacto positivo”.

Caminhões e ônibus
As vendas de caminhões encerraram junho com aumento de 2,7% ao se comparar as 6,2 mil unidades no mês com as 6 mil licenciadas em maio. No comparativo contra junho de 2014, a retração foi de 41,6%, com 10,6 mil unidades naquele período. Nos seis primeiros meses do ano a queda foi de 42,3%, quando comparados os 37,3 mil produtos licenciados este ano com os 64,6 mil no ano passado.

No comparativo entre a produção dos primeiros semestres de 2015 e 2014, os números indicaram baixa de 45,2%: foram 41,6 mil unidades fabricadas neste ano e 76 mil em 2014. A produção de junho encerrou com 5,3 mil unidades, contração de 35,5% com relação as 8,2 mil no mesmo mês do ano passado e de 14,3% contra as 6,2 mil de maio.

Nas exportações o resultado ficou acima em 9,3%, na comparação das 10,2 mil unidades no acumulado deste ano contra as 9,3 mil de 2014. Os números da análise mês a mês mostram que junho, que registrou 2 mil caminhões exportados, foi 8,1% menor do que maio – 2,1 mil – e 26,1% maior do que as 1,6 mil do mesmo mês de 2014.

As vendas no segmento de ônibus em junho ficaram estáveis em relação a maio, ambos com 1,4 mil unidades. No comparativo contra junho do ano passado, com 2 mil unidades, foi registrada baixa de 26,3%. No acumulado a contração chega a 27,7%, com 9,7 mil este ano e 13,4 mil no ano passado.

Os produtores de chassis fabricaram 1,8 mil unidades em junho, o que representa diminuição em 22,4% frente as 2,3 mil de maio e de 29,2% contra as 2,5 mil de junho do ano passado. No semestre a queda foi de 27,8%: 13,9 mil unidades este ano e 19,2 mil em 2014.

As exportações acumuladas do segmento apontam expansão de 1,5% – foram 3,3 mil este ano e 3,2 mil no ano passado.

Máquinas agrícolas e rodoviárias
No segmento de máquinas autopropulsadas as vendas chegaram a 4,4 mil unidades no sexto mês do ano, o que significa aumento de 6,9% sobre as 4,1 mil de maio e redução de 24,8% se comparado com igual período de 2014, com 5,9 mil unidades. No acumulado deste ano, que soma 24,7 mil unidades, a baixa é de 25,1% contra as 33 mil unidades vendidas no ano passado.

Ainda no período acumulado do ano, a produção recuou 24,4%, ao comparar as 30,5 mil unidades de 2015 ante as 40,4 mil do ano anterior. Somente em junho deste ano 3,7 mil máquinas foram fabricadas, o que significa diminuição de 36,4% frente as 5,8 mil de maio e de 36,6% com relação as 5,8 mil de junho de 2014.

As exportações em junho, com 1,1 mil unidades, avançaram 16,9% quando comparado com o mês anterior, que registrou 942 unidades, mas caiu 9% com relação as 1,2 mil de junho do ano passado. No acumulado a retração foi de 18,4%: foram 5,4 mil máquinas em 2015 e 6,6 mil no ano passado.

Porto Seguro Conecta dobra base de clientes em 2015

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A Porto Seguro Conecta começa nova etapa do plano de negócios, que tem como objetivo simplificar a gestão de consumo de seus assinantes. Com o novo posicionamento, a operadora oferece à base de clientes da seguradora a tranquilidade de falar ilimitado para qualquer operadora, e optar somente pelo pacote de internet que deseja para ficar 100% conectado.

A partir de R$ 99,90, o PLANO ILIMITADO CONECTA+ traz opções de pacotes de internet de 1GB, 2GB, 5GB e 10GB. “Há um claro desconforto dos consumidores em relação à simplicidade dos planos de telefonia. Nós queremos mudar isso e acreditamos que as pessoas não precisam se preocupar com a quantidade de minutos falados e sim garantir que usem o serviço para facilitar seu dia a dia.”, explica Tiago Galli, Superintendente da Porto Seguro Conecta.

Em 2015, a Porto Seguro Conecta dobrou sua base de assinantes, com média de crescimento mensal de 15% de novos clientes. O Grupo Porto Seguro tem como estratégia oferecer sinergia entre todos os produtos, de todas a unidades de negócios, para gerar a fidelização dos clientes. “A ideia é entregar conveniência e facilidade ao cliente, e telefonia móvel possui atributos totalmente aderentes e esta estratégia: smartphones acumulam funções essenciais do dia a dia, e conectividade virou mandatório em nossas vidas”, comenta o executivo.

O usuário possui serviços exclusivos como o Conecta Center, aplicativo que permite o usuário acompanhar o consumo de voz, sms e internet, em tempo real, com uma interface intuitiva e amigável; e o Conecta Assist, que inclui Porto Boy, o Helpdesk e o empréstimo de aparelhos, em casos de assistência técnica. E ainda conta com programa de bônus, que gera desconto na renovação do Seguro Auto ou na fatura do celular.

CNseg inicia a divulgação dos webdocumentários sobre vencedores da 4ª edição do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros

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A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) inicia nesta semana a divulgação da série de webdocumentários sobre os projetos vencedores do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros 2014. Desde a última edição, a Gerência Executiva do Prêmio produz filmes que contam a história dos trabalhos premiados como mais uma forma de reconhecer as iniciativas inovadoras, além de inspirar os demais colaboradores do mercado segurador a participarem com os seus projetos.

O primeiro vencedor apresentado é o “Essencial Vida – Seguro de Vida Individual Flexível”, de Patrick Paiva e Bernardo Dieckmann, da Icatu Seguros. O trabalho, que conquistou o segundo lugar na categoria “Produtos e Serviços”, nasceu com o objetivo de ser um produto flexível e proporcionar autonomia aos corretores e segurados. Os autores do projeto observaram no público uma maior preocupação com a proteção individual e a conscientização sobre a importância do seguro de vida na sociedade, investindo em um produto altamente personalizado, no qual é possível combinar coberturas, capitais segurados, benefícios e assistências diferenciadas de acordo com o estilo de vida de cada um.

O seguro permite que o corretor preste consultoria financeira ao cliente, auxiliando-o a identificar as proteções necessárias, e monte o plano apropriado já no momento da contratação. O Essencial Vida oferece sete opções de coberturas e capitais segurados e 12 opções de benefícios e assistências, somando 51 possíveis combinações de agenciamento e corretagem. A variedade amplia o nível de satisfação do segurado e auxilia o mercado a aperfeiçoar seu relacionamento com o consumidor, resultado traduzido pela superação em 234% da expectativa inicial de vendas do novo seguro.

Para assistir ao webdocumentário, acesse o hotsite do Prêmio (www.premioseguro.com.br), a fanpage (www.facebook.com/InovacaoemSeguros) ou o portal da CNseg (www.cnseg.org.br).

Editora Roncarati comemora sucesso do primeiro curso de seguros

cristina roncaratiPor Márcia Alves

A expectativa de crescimento dos seguros D&O e E&O e, possivelmente, do aumento de sinistralidade, atraíram profissionais de diversas categorias para o primeiro curso oferecido pela Editora Roncarati nessa área. O curso “Noções Essenciais de D&O e E&O”, realizado no último dia 30 de junho, em São Paulo, teve lotação máxima, inclusive com participantes de outros estados, além de avaliação positiva dos alunos. “Superou nossas expectativas”, comemorou Christina Roncarati. Ela adianta que até o fim do ano outros cursos serão oferecidos pela editora.

Entre os diversos corretores de seguros da turma do primeiro curso, Milton Maldonado, do Grupo Elo Brazil, revelou que sua expectativa era realizar novos negócios na área de linhas financeiras. “A procura pelo seguro D&O está aumentando e a tendência é de crescimento da demanda. Por isso, quis realizar o curso para aumentar meu conhecimento sobre esses seguros e prospectar mais clientes”, disse.

Para Rodrigo de Mello Junqueira, da Euroamerica Corretora de Seguros, conhecer mais a fundo o D&O ajudará no desempenho de sua atividade. “Alguns detalhes que não percebemos no dia a dia, mas são importantes, foram transmitidos de forma objetiva pelo curso. Este é o caso, por exemplo, do alcance da cobertura para empresas adquiridas.

Najila Santos Costa, da TRR Securitas Corretora de Seguros, também destacou a importância do novo aprendizado. “Atuo diretamente na área de seguros de linhas financeiras e não tenho formação em Direito. Daí porque, entender melhor as coberturas, produtos e, principalmente, legislação de D&O e E&O, é extremamente importante para mim”, disse.

A aplicação de franquia no D&O, um dos temas abordados no curso, foi o que interessou o advogado Wagner Cardoso da Silva, da Zurich Seguros. “Conhecer bem a matéria é importante para a venda correta desse seguro e, ainda, para evitar litígios. Algumas vezes, surgem dúvidas a respeito da aplicação de franquia na cobertura C e do valor do limite máximo, que geram muitas discussões”, afirmou.

O aumento de sinistralidade de D&O, reflexo dos desdobramentos da Operação Lava-Jato, despertou o interesse do consultor da Unique, Carlos Henrique Pinto. Ele revelou que muitos de seus clientes sofreram perdas nessa área. Segundo a instrutora do curso, Thabata Najdek, Underwriter Financial Lines na Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), depois do estouro do escândalo da Petrobras, algumas construtoras tentaram contratar na última hora o seguro D&O. “Muitas temiam ser envolvidas no escândalo”, disse.

Mas, boa parte das empresas denunciadas pela Operação Lava-Jato possui o seguro. “Este é motivo de alta da sinistralidade em D&O, já que os valores adiantados pelas seguradoras para o pagamento de custos de defesa são elevados, na faixa de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões em cada caso”, disse. Ela frisou, entretanto, que em caso de condenação judicial do segurado, os valores indenizados deverão ser devolvidos.

Entre as diversas questões abordadas no curso, Thabata também tratou da exclusão de cobertura para multas e penalidades, determinada pelas regras de D&O. Mas, alertou os alunos para que fiquem atentos aos textos das apólices. “A cláusula de exclusão de multas e penalidades deve conter a ressalva ‘exceto os custos de defesa’, porque, caso contrário, não haverá cobertura nem para isso”, disse.

RSA Seguros anuncia novos superintendentes na unidade de Transportes

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A RSA Seguros, um dos maiores grupos seguradores do mundo, anuncia os executivos Marcio Santos como novo Superintendente Comercial de Transportes e Claudinei Costa como Superintendente de Subscrição de Transportes da Companhia.

Os executivos terão como desafio a atuação ainda mais próxima aos corretores na prospecção e no desenho de contas e atendimento diferenciado a corretores e clientes, garantindo, assim, melhores condições no fechamento e na gestão das contas. Marcio e Claudinei se reportarão interinamente a Thomas Batt, CEO da RSA Seguros no Brasil.

De acordo com Thomas, a RSA Seguros tem como política investir em talentos internos e valorizar seus funcionários nas oportunidades de crescimento profissional na Companhia. “Santos está na RSA Seguros desde 2003 e Costa, desde 2007. Ambos sempre tiveram importantes papeis para o nosso negócio e a escolha dos profissionais para os cargos foi natural”, comenta o CEO.

Atualmente, a carteira de Transportes da RSA Seguros é composta por mais de 40 profissionais e conta ainda com outros 22 funcionários dedicados de outras áreas, como Sinistros, Operações e Tecnologia. Ao todo, mais de 60 profissionais lidam diariamente com a unidade de negócios e oferecem os melhores atendimento e soluções em seguros de Transportes.

Outra mudança na unidade de negócio foi a saída do executivo Adailton Dias, que ocupava o posto de Diretor de Transportes da RSA Seguros no Brasil.

Há mais de 60 anos no mercado brasileiro, a RSA Seguros atua com foco em seguros corporativos e de afinidades. No País, a Companhia disponibiliza coberturas sob medida para Frota de Automóveis, Pequenas e Médias Empresas, Transportes e Afinidades, além de facilidade de processos, ferramentas de cotação e emissão na ponta, agilidade na resolução do sinistro, diferenciais em assistências e benefícios, e pacotes de cobertura diferenciados para diversos tipos de atividades.

O grupo RSA possui 19 milhões de clientes e está presente em mais de 140 países. Com mais de 300 anos de atuação no segmento, a Companhia apresenta iniciativas pioneiras, soluções de qualidade e excelência na prestação de serviços.

Mercado segurador registra vendas de R$ 71,1 bi até maio

icones seguroO mercado segurador registrou lucro líquido não consolidado tecnicamente de quase R$ 8,1 bilhões de janeiro a maio de 2015, 13,7% acima dos R$ 7,1 bilhões do mesmo período de 2014. Excluindo o resultado de coligadas e controladas, o lucro operacional já descontado os tributos, totaliza R$ 5,2 bilhões até maio, 22,9% acima dos R$ 4,2 bilhões de 2014, segundo análise dos dados estatísticos divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) feita pelo consultor Luiz Roberto Castiglione. Ele ressalta, no entanto, que no mês de maio de 2015 o mercado teve um prejuízo de R$ 100 milhões. “Algo inédito”, comenta na análise.

O índice combinado foi 89,70% sobre dos prêmios e contribuições ganhas contra 89,13% do ano passado. A margem de seguros foi equivalente 20,5% dos prêmios ganhos contra 20,6% de 2014. Já a margem de previdência tradicional + VGBL + PGBL representou 10,3% das rendas e contribuições contra 10,8% do ano passado. O conjunto obteve uma margem global equivalente 30,3% dos prêmios e contribuições ganhas contra 29,4% de 2014.

O volume de produção, considerando o VGBL, somou R$ 71,1 bilhões de janeiro a maio, 15,2% acima dos R$ 61,7 bilhões do mesmo período de 2014. Excluindo o VGBL, o total de vendas em seguros passa a ser de R$ 38 bilhões, crescimento nominal de 5,6% acima dos R$ 36 bilhões. Se considerarmos a inflação dos últimos doze meses (IPCA 8,47%), o setor decresceu em termos reais.

No segmento de seguros, o consultor destaque que mercado apurou uma sinistralidade de 50,5% dos prêmios ganhos em 2015 contra 50,9% do ano passado. “Cabe lembrar que os prêmios ganhos atuais ainda consideram o RUN ON de 2014 e com a queda na atividade econômica a precificação se tornará mais acurada além, obviamente, do repasse da inflação”, comenta.

As despesas de comercialização apresentaram elevação, fruto, provavelmente, do acirramento da concorrência por vendas. “Com isso a Margem de Seguros representou 20,5% dos prêmios ganhos em 2015 contra 20,6% do ano passado”, analisa.

O segmento de Previdência e VGBL também apresentou um maior impacto de provisões técnicas em função do crescimento do VGBL. Com isso sua margem ao final representou 10,3% das rendas e contribuições contra 10,8% de 2014. Com a perda do poder aquisitivo e as transferências de aplicações menos rentáveis a tendência é de crescimento menos acentuado.

Com a política do governo de elevar a taxa básica de juros, o resultado financeiro apresentou crescimento de 42,5% fazendo com que a rentabilidade operacional passasse de 22,1% dos prêmios e contribuições ganhas para 25,3% em 2015.

Aetna faz oferta de US$ 37 bi para comprar Humanas

Agências internacionais noticiam que a seguradora norte-americana de saúde Aetna fez oferta para comprar a rival de menor porte Humana por cerca de US$ 37 bilhões, em uma transação em dinheiro e ações que marca o maior negócio da indústria global de seguros. A combinação vai deixar a Aetna mais perto da segunda maior empresa do setor em número de membros, a Anthem, e vai ser alvo do crivo de autoridades de defesa da concorrência. O negócio vai criar uma empresa com faturamento esperado de US$ 115 bilhões.

Diamante Portugal: Marcelo Goldmam aposta em novidades para conquistar corretores

IMG_8171A crise está ai e ninguém duvida disso. O jeito é criar estratégias para vencer os obstáculos, temporários, acredita com otimismo Marcelo Goldman, diretor de automóveis da Tokio Marine. Bem, até o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirma que o Brasil é uma potência. Esse otimismo pauta o dia-a-dia de Maureci Ferrite de Oliveira, sócio da Gebram Corretora de Seguros, fundada em 1936, que atua em Jundiaí e tem nove filiais nas cidades vizinhas no Estado de São Paulo. “Ter bons parceiros é fundamental num momento de crise. E nós temos. A Tokio Marine é uma das principais”, conta o executivo que emprega 178 funcionários.

O corretor tradicional de seguros tem enfrentado uma forte concorrências das corretoras online, com um custo administrativo mais reduzido por entrarem na disputa deste mercado, com vendas anuais acima de R$ 30 bilhões, há menos de três anos. Segundo o corretor Diamante da Tokio Marine, presente ao XIV Encontro de Corretores Diamante, realizado em Sintra, Portugal, entre 27 de junho e 3 de julho, ele tem buscado operar com seguradoras aberta para criar novos produtos e desenvolver novos nichos de mercados. “Temos hoje a carteira de automóvel como principal motor do nosso crescimento, mas precisamos inovar para manter o nível de renovação acima 90%. E isso só se consegue com qualidade de atendimento e preço justo”, diz. ‘Sei que não vou ter dor de cabeça com a Tokio Marine. Ela vai atender bem o nosso cliente”, acrescenta.

Apesar da guerra de preço que se instalou no mercado de automóveis, a Tokio Marine vem apresentando crescimento de 10% no faturamento neste ano. “Temos dois canais de vendas. Enquanto o canal tradicional cresce, o canal concessionária recua. Nosso crescimento vem no aumento de itens segurados. Até maio já avançamos 5%”, afirma Goldman. A seguradora já conta com mais de 1 milhão de clientes na carteira de automóvel. “Este é o terceiro ano consecutivo de crescimento.. Em 2011 tínhamos 640 milhões de veículos segurados. Em 2015, estamos com crescimento de 25% enquanto a média do mercado nem chega a 5%”, afirmou. Ter um novo sistema de cotações, disponível também em tabletes, ajudou nas vendas.

Uma das estratégias da Tokio para fugir da armadilha de ter de aumentar preços ou ficar no jogo de rouba monte (buscando clientes dos concorrentes) foi conquistar os corretores com tecnologia. ‘Temos um sistema ágil, no qual o corretor pode fazer ofertas diferenciadas para seus clientes, com produtos e serviços de qualidade”, explica. Segundo ele, a prova de que esse tipo de estratégia é vencedora é conquistar entre 250 a 300 novos corretores por mês. “Ao entregarmos um serviço diferenciado para o corretor, um conta para o outro, e isso nos beneficia e alavanca nosso faturamento, mesmo diante da queda das vendas de carros novos reportadas pelas montadoras”.

Outra qualidade valorizada pelo corretor de Jundiaí e região, beneficiado pelo aumento de clientes que saem de São Paulo para morar no interior, é poder contar com o apoio da seguradora no lançamento de produtos diferenciados. “Em residência, a Tokio desenvolveu um produto muito interessante com minha concorrente, que quero agora negociar um ainda melhor para a minha corretora”, afirma Ferrite. Assim também aconteceu com vida para pequenas e médias empresas. “A tecnologia ajudou a fazer um produto que pode ser contratado em poucos cliques, permitindo muitas escolhas de serviços e coberturas”, conta Goldman.

Ainda dentro das novidades, a Tokio Marine fez uma campanha que dava desconto na franquia do seguro automóvel para quem comprasse um seguro residencial. Isso fez com que o seguro para casa crescesse 100% nos três meses da campanha. A ideia da campanha surgiu de conversas com os corretores, que afirmam que o momento da renovação do seguro de carro não é hora de ofertar outros produtos. “Depois sim”, afirma o corretor.

Na próxima semana, Goldman tem novidades para os corretores. Vai lançar uma super oferta dentro do sistema, com descontos para alguns tipos de veículos, marcas ou região. Algo como uma promoção relâmpago, que contará com um selo. Também lançará na cláusula de vidros uma nova opção. Além da básica e da completa, o corretor poderá oferta a Vip, que cobre arranhões e reparos de para choques.

No seguro para frota, com mais de 100 mil itens em carteira, Goldman também inovou. O cálculo para clientes de 3 a 10 itens, já pode ser feito no ato da consulta ao sistema. Se digitar uma frota maior, em 24 horas a cotação tem uma resposta da seguradora. “E se não concordar com as condições, tem a possibilidade de repique com a área técnica”, garante o diretor da Tokio Marine.

Implantação do eSocial é discutida na CNseg

Fonte: Portal CNseg

Uma reunião da Comissão de Recursos Humanos da CNseg, nesta sexta-feira, 3, planeja detalhar o cronograma de implantação do eSocial oficializado pela Resolução CD-eSocial, publicada no dia 25 de junho, no Diário Oficial da União.

Pela resolução, expedida pelo Comitê Diretivo eSocial, integrado por representantes dos Ministérios da Fazenda, da Previdência Social, do Trabalho e Emprego, e da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, estarão obrigadas a prestar informações pelo eSocial, já em 2016, empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões no exercício de 2014. O eSocial, projeto sancionado pelo Governo Federal, unificará o envio de informações pelo empregador em relação aos seus empregados.

O início de obrigatoriedade para a transmissão por intermédio do sistema será referente à competência setembro de 2016, mas ficarão de fora reportes sobre tabelas de ambientes de trabalho, comunicação de acidente de trabalho, monitoramento da saúde do trabalhador e condições ambientais do trabalho, que vão se tornar obrigatórios apenas a partir da competência janeiro de 2017.

Para os demais empregadores, a transmissão obrigatória de informações pelo eSocial ocorrerá em janeiro de 2017. Mas haverá exceção para informações relacionadas à tabela de ambiente de trabalho, comunicação de acidente de trabalho, monitoramento da saúde do trabalhador e condições ambientais do trabalho. Nestes casos, a obrigação de transmissão desses informes ocorrerá a partir de julho de 2017.

Atos específicos, contudo, dentro dos prazos fixados para os demais empregados, serão publicados para estabelecer um tratamento diferenciado e simplificado para microempresas, empresas de pequeno porte; microempreendedor individual (MEI), empregador doméstico, segurado especial e pequeno produtor rural pessoa física. O encontro sobre o tema ocorrerá a partir das 14h desta sexta-feira, na sede da CNseg, e será conduzida analista Sandro da Costa Moreira (Brasilcap Capitalização), coordenador do Grupo de Trabalho destinado ao estudo do tema.

Diamante Portugal: Experiência como professor foi o referencial para criar serviços técnicos para o setor, diz Lucena, da THB

lucena e felipeA THB é um “Diamante” da Tokio Marine. A Mills Estrutura e Serviços, Porto Santos Brasil e a Petrocoque, petroquímica em Cubatão, são alguns dos principais negócios fechados entre a seguradora japonesa e a corretora. Figurar na lista tão seleta diante de uma economia em marcha lenta é um desafio e tanto. Mas será perseguido, afirma Henrique Lucena, Chairman do grupo THB. “Foi assim que conseguimos manter nosso ritmo de crescimento, função da capacidade e talento de nosso corpo técnico e comercial, focado em “Bem servir”. Ao longo do tempo, demos respostas inovadoras ao mercado, decorrente de uma leitura global dos riscos analisados em nossa carteira. Nem a dimensão que hoje alcançamos inibiu a preservação dessa característica”, afirma o executivo.

Segundo Lucena, oportunidades existem em qualquer cenário e sempre se faz necessário “entender a pedagogia dos fatos que nos cercam, descobrindo brechas para um planejamento abertivo. Saber observar é uma arte”, comenta. Segundo ele, desde que a Tokio decidiu levantar a bandeira de riscos corporativos, a relação entre ambas tem se estreitado, fortalecendo os laços de parceria a cada ano.

Estar atualizado foi primordial para Lucena colocar em prática seu lado empreendedor. Tudo começou com a experiência de ser pesquisador e professor universitário convidado para trabalhar no Centro de Estudos e Pesquisas da Fundação Escola Nacional de Seguros, em 1972. Seis anos depois, criou a RISCON Consultoria e Gerenciamento de Riscos em 1978 então pioneira na abordagem gerencial no mercado, quando criou uma metodologia própria para análise de riscos. “Desenvolvi as atividades da RISCON com uma carreira paralela, de professor universitário, onde ocupei todos os cargos inclusive, na alta administração. Essa experiência de trabalho na Universidade foi o referencial técnico que utilizamos para elaborar centenas de serviços técnicos para o mercado segurador”, conta.

Depois de dedicar 12 anos a atividade de consultoria em análise e avaliação de riscos de grandes empresas, a RISCON, em 1990, passou a incluir em seu objeto social, a corretagem de seguros nos seus serviços prestados. Em 2006, já prevendo a quebra do monopólio de resseguros no Brasil, que durou quase 70 anos, o grupo associou-se ao grupo inglês THB, criando a THB Brasil Consultoria, Gerenciamento de Riscos e Corretagem de Seguros. “Isso nos abriu as portas para um novo ciclo de negócios, antes pouco explorado no País”, diz Lucena.

“Seguramente a Tokio tem uma trajetória no mercado que nos atende, quer seja do ponto de vista da qualidade técnica de seus quadros técnicos como também, pela sua política de transparência colocada em prática, que alcança seus funcionários no dia a dia de nosso relacionamento profissional”, enfatizou.

Lucena compara a profissão de corretor a do médico. “Um médico leva 10 a 15 anos para fazer sua clientela. O processo é o mesmo em outras atividades de serviço mas, o que diferencia esse médico dos demais é sua capacidade de estar atualizado com seu mundo profissional. Ou seja, temos de estar sempre nos atualizando. Não existe mágica e sim muito trabalho.”

Hoje a empresa ocupa um lugar de destaque no mercado brasileiro, tanto em seguros como em resseguros com escritórios em 5 capitais e mais de 200 funcionários. No mundo, a THB possui 108 escritórios em 17 países, esta entre os 10 maiores brokers do mercado mundial, com uma produção em 2014, de US$ 10 bilhões.