A THB é um “Diamante” da Tokio Marine. A Mills Estrutura e Serviços, Porto Santos Brasil e a Petrocoque, petroquímica em Cubatão, são alguns dos principais negócios fechados entre a seguradora japonesa e a corretora. Figurar na lista tão seleta diante de uma economia em marcha lenta é um desafio e tanto. Mas será perseguido, afirma Henrique Lucena, Chairman do grupo THB. “Foi assim que conseguimos manter nosso ritmo de crescimento, função da capacidade e talento de nosso corpo técnico e comercial, focado em “Bem servir”. Ao longo do tempo, demos respostas inovadoras ao mercado, decorrente de uma leitura global dos riscos analisados em nossa carteira. Nem a dimensão que hoje alcançamos inibiu a preservação dessa característica”, afirma o executivo.
Segundo Lucena, oportunidades existem em qualquer cenário e sempre se faz necessário “entender a pedagogia dos fatos que nos cercam, descobrindo brechas para um planejamento abertivo. Saber observar é uma arte”, comenta. Segundo ele, desde que a Tokio decidiu levantar a bandeira de riscos corporativos, a relação entre ambas tem se estreitado, fortalecendo os laços de parceria a cada ano.
Estar atualizado foi primordial para Lucena colocar em prática seu lado empreendedor. Tudo começou com a experiência de ser pesquisador e professor universitário convidado para trabalhar no Centro de Estudos e Pesquisas da Fundação Escola Nacional de Seguros, em 1972. Seis anos depois, criou a RISCON Consultoria e Gerenciamento de Riscos em 1978 então pioneira na abordagem gerencial no mercado, quando criou uma metodologia própria para análise de riscos. “Desenvolvi as atividades da RISCON com uma carreira paralela, de professor universitário, onde ocupei todos os cargos inclusive, na alta administração. Essa experiência de trabalho na Universidade foi o referencial técnico que utilizamos para elaborar centenas de serviços técnicos para o mercado segurador”, conta.
Depois de dedicar 12 anos a atividade de consultoria em análise e avaliação de riscos de grandes empresas, a RISCON, em 1990, passou a incluir em seu objeto social, a corretagem de seguros nos seus serviços prestados. Em 2006, já prevendo a quebra do monopólio de resseguros no Brasil, que durou quase 70 anos, o grupo associou-se ao grupo inglês THB, criando a THB Brasil Consultoria, Gerenciamento de Riscos e Corretagem de Seguros. “Isso nos abriu as portas para um novo ciclo de negócios, antes pouco explorado no País”, diz Lucena.
“Seguramente a Tokio tem uma trajetória no mercado que nos atende, quer seja do ponto de vista da qualidade técnica de seus quadros técnicos como também, pela sua política de transparência colocada em prática, que alcança seus funcionários no dia a dia de nosso relacionamento profissional”, enfatizou.
Lucena compara a profissão de corretor a do médico. “Um médico leva 10 a 15 anos para fazer sua clientela. O processo é o mesmo em outras atividades de serviço mas, o que diferencia esse médico dos demais é sua capacidade de estar atualizado com seu mundo profissional. Ou seja, temos de estar sempre nos atualizando. Não existe mágica e sim muito trabalho.”
Hoje a empresa ocupa um lugar de destaque no mercado brasileiro, tanto em seguros como em resseguros com escritórios em 5 capitais e mais de 200 funcionários. No mundo, a THB possui 108 escritórios em 17 países, esta entre os 10 maiores brokers do mercado mundial, com uma produção em 2014, de US$ 10 bilhões.


















