Aon lucra US$ 328 milhões no 1o. trimestre de 2015

aon_logo_red_smallO grupo Aon, um dos maiores do mundo em consultoria, corretagem de seguro, gestão de riscos e resseguro, obteve lucro líquido de US$ 328 milhões no primeiro trimestre de 2015, ganho 1% superior ao apurado um ano antes. O resultado por ação cresceu 7%, em termos ajustados, enquanto as receitas recuaram levemente para os US$ 2,85 bilhões, penalizadas pelas variações de câmbio.

Brasil representa 18% do ganho de 611 milhões de euros da Mapfre no 1o. trimestre de 2015

mapfreA Mapfre, maior grupo segurador da Espanha, divulgou faturamento de 7,5 bilhões de euros no primeiro trimestre deste ano, 8,9% acima do resultado do mesmo período anterior. O lucro líquido, no entanto, recuou 8%, para 611 milhões no período analisado. Em vendas de seguros e resseguros, os prêmios totalizaram 6,1 bilhões de euros no periíodo, avanço de 2,6%. De acordo com o blog Sonho Seguro, considerando apenas seguros, os prêmios somaram 5,1 bilhões de euros e o ganho 157 milhões de euros. Resseguros totalizou prêmios de 934 milhões de euros e o ganho ficou em 49 milhões de euros. No Brasil, os prêmios avançaram 1,5% (2,7% em moeda local), para 1,1 bilhão de euros, impulsionado por automóvel, com avanço de 5,4%, e também por seguro de vida. O resultado antes de impostos da área regional Brasil chegou a 229 milhões de euros, incremento de 51,3%, representando 18,1% do ganho do grupo espanhol.

Veja abaixo o release

A Mapfre obteve no Brasil um volume de prêmios de R$ 3,8 bilhões (1,2 bilhão de euros) no primeiro trimestre de 2015, ou seja, 4,4% de crescimento em moeda local e 1,5% em euros em relação ao ano anterior. O resultado antes de impostos totalizou R$ 741 milhões (228 milhões de euros), o que representa aumento de 55,6% em moeda local e 51,3% em euros. O Brasil mantém posição de segundo país com maior volume de receitas no Grupo.

Segundo o CEO Regional do Grupo Mapfre no Brasil, Wilson Toneto, “mesmo em um ambiente econômico local complexo conseguimos incrementar nossos resultados fundamentalmente em razão da boa performance do resultado financeiro, contenção de gastos administrativos e manutenção das margens da maior parte dos negócios subscritos. O crescimento, porém, reflete menor volume de vendas do seguro agrícola, cujo subsídio todavia não foi liberado pelo Governo Federal e o aumento no cancelamento dos seguros prestamistas. Acreditamos que nos próximos meses retomaremos a trajetória de evolução nos segmentos citados e teremos rentabilidade acima do mercado nos demais ramos, mantendo a perspectiva de crescimento dos resultados em relação ao ano anterior.”

Na América Latina, a Mapfre contabilizou prêmios de 2,4 bilhões de euros no primeiro trimestre, 11,21% a mais que no mesmo período do ano anterior, e aumentou o lucro antes dos impostos na região em 55,0%. A América Latina já aporta 36,8% dos prêmios e 63,6% dos lucros antes de impostos no mundo.

A Regional América Latina Sul (Argentina, Colômbia, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela) aumentou os prêmios em 16,3%, ultrapassando 817 milhões de euros, com destaque para o crescimento do Peru, com um aumento de 65,3%, e do Chile, com um aumento de 32,8%. O lucro antes de impostos desta área cresceu 89,9%, chegando a 62 milhões de euros. Os prêmios provenientes da América Latina Sul representam 12,4% do total de receitas no mundo.

Já a Regional América Latina Norte (Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá e República Dominicana), que representa 6,3% do total das receitas do Grupo, cresceu 37,2%, chegando a quase 412 milhões de euros, destacando a evolução do México, com um crescimento de 35%, graças ao bom comportamento dos setores de Automóveis, Saúde, Transportes, Vida e Global Risks. O lucro antes de impostos dessa região também cresceu 24,4%, chegando a 24 milhões de euros.

Cifras Globais

A receita da Mapfre entre janeiro e março de 2015 atingiu 7,5 bilhões de euros, o que representa um aumento de 8,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os prêmios aumentaram 2,6%, chegando a 6,1 bilhões de euros. O lucro antes de impostos aumentou 4,7%, chegando a 459 milhões de euros, enquanto o lucro líquido ficou em 201,4 milhões de euros, o que representa uma queda de 8%, decorrente de um maior volume de negócios que o Grupo divide com sócios externos.

Desde 31 de março de 2015 a MAPFRE vem aplicando em suas contas na Venezuela o tipo de câmbio SIMADI, o que representa uma redução de patrimônio líquido de 266 milhões de euros. Mesmo com essa decisão o patrimônio líquido situou-se em 9,3 bilhões de euros, o que representa um aumento interanual de 14,6%. Os ativos totais aumentaram nos últimos doze meses 16,5%, chegando a 70,6 bilhões de euros.

O índice combinado ficou em 98,8%, afetado pelas perdas excepcionais decorrentes das fortes nevascas que ocorreram nos Estados Unidos em fevereiro (responsáveis pelo acréscimo de 2,6 pontos percentuais no índice) e pelo aumento da frequência de sinistros em vários mercados. Sem o impacto dos Estados Unidos, o índice combinado teria ficado em 96,2%.

O Conselho de Administração pagará o dividendo complementar de 0,08 euros por ação, relativo aos resultados do exercício 2014 no próximo dia 18 de junho. Após o pagamento do dividendo, o desembolso relativo aos resultados de 2014 chegará a 431 milhões de euros, 7,7% acima do que foi pago em 2013.

Itaú Seguridade obtém lucro de R$ 713 milhões no 1o. trimestre de 2015

itau logoA Itaú Seguridade divulgou lucro líquido recorrente de R$ 713 milhões no primeiro trimestre de 2015, aumento de 6,1% em relação ao trimestre anterior, influenciado principalmente pelas menores despesas de sinistros, além de menores despesas não decorrentes de juros e despesas de comercialização de seguros. Previdência tem participação de 61,2% no ganho, seguros 27,5%, capitalização 7,7% e outros 3,6%. O retorno sobre o capital alocado atingiu 81,8% nesse trimestre, aumento de 9,9 pontos percentuais em relação ao quarto trimestre de 2014.

O lucro líquido das atividades foco, que representam 96,4%, apresentaram aumento de 5,6% no trimestre, influenciado pelo aumento dos prêmios ganhos e contribuições líquidas de previdência, além da redução dos sinistros retidos e despesas não decorrentes de juros. Segundo apurou o blog Sonho Seguro, as atividades foco consistem na oferta de produtos massificados de Pessoas, Patrimoniais, Prestamista, Previdência e Capitalização. As demais atividades de seguros correspondem aos produtos de garantia estendida, saúde, nossa participação no IRB e outros.

Somando-se o resultado com operações de seguros, previdência e capitalização, nossas receitas atingiram R$ 8,3 bilhões, apresentando aumento de 0,9% em relação ao trimestre anterior. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, essas receitas cresceram 12,5%. Excluindo o resultado das demais atividades de seguros, as receitas atingiram R$ 8,2 bilhões, aumento de 0,9% em relação ao trimestre anterior e 13,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No primeiro trimestre de 2015, os prêmios ganhos das atividades foco de seguros atingiram R$ 1,035 bilhão, crescimento de 2,5% em relação ao trimestre anterior. Vida e acidentes pessoais representam 55% desse valor, prestamista 17,3%, cartão protegido 14%, patrimoniais 2,2% e outros 11,3%.

A captação total dos planos de previdência no trimestre atingiu R$ 4,5 bilhões, redução de 3,7% quando comparado ao quarto trimestre de 2014, influenciada pela redução de captações do produto PGBL. A captação líquida do primeiro trimestre atingiu R$ 1,6 bilhão.

Capitalização encerrou o primeiro trimestre de 2015 com vendas de R$ 127 milhões e 15,6 milhões de títulos vigentes. Foram distribuímos R$ 15,6 milhões em prêmios para 785 clientes sorteados. Em 31 de março de 2015, as provisões técnicas para capitalização alcançaram R$ 3 bilhões, aumento de 2,2% em relação ao trimestre anterior.

Os ativos totais da Itaú Seguridade atingiram R$ 119,7 bilhões em 31 de março de 2015, com aumento de 3,1% em relação ao período anterior, em função principalmente do aumento das aplicações vinculadas às provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização. Somente previdência representa R$ 109 bilhões dos ativos.

Segundo comunicado do banco, o grupo foca a distribuição através de canais próprios, a revisão das características dos produtos, a ampliação dos canais de oferta e os investimentos em tecnologia para que os produtos oferecidos aos clientes sejam adequados às suas necessidades. O banco também destaca melhorias significativas na qualidade dos serviços de atendimento, culminando em uma maior diversificação dos canais e um aumento de 11,6% das vendas a correntistas em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

A priorização de vendas através de canais mais eficientes como estratégia de distribuição gerou impactos positivos na rentabilidade. Os canais prioritários passaram a representar 57,8% das vendas a correntistas, com um crescimento de 19% em relação ao mesmo trimestre de 2014. As vendas em caixas eletrô- nicos cresceram 69,3% em relação ao mesmo trimestre de 2014, e representaram 13,9% das vendas a correntistas. No canal bankline, as vendas cresceram 79,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, com aumento de 2,7 pontos percentuais na sua representatividade. Na Loja Virtual de Seguros as vendas cresceram 17% em relação ao trimestre anterior.

BNP Paribas Cardif desacelera no Brasil, mas vira maior franquia fora da França

Fonte: Reuters – Por Aluisio Alves

Apesar da expectativa de que o ramo segurador voltará a perder força no Brasil em 2015, no encalço da prolongada desaceleração econômica do país, a unidade brasileira do francês BNP Paribas Cardif está confiante que irá se consolidar como maior fonte de lucros do conglomerado fora da França, disse um executivo da empresa à Reuters.

O faturamento da companhia especializada em seguros massificados cresceu 25 por cento no ano passado, para 1,83 bilhão de reais. Nada mal, considerando a economia brasileira estagnada e o desempenho do setor em geral. Mas foi o menor avanço em dez anos da empresa no Brasil. Desde 2007, a Cardif vinha crescendo em um ritmo médio anual de 34 por cento.

O mercado segurador do país cresceu 11,6 por cento no ano passado, depois de 11 anos avançando a uma taxa média anual de 18 por cento, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Neste ano, dado o cenário econômico, o setor deve crescer apenas um dígito, de acordo com estimativa do Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo, o que renovaria o pior número desde a queda de 1 por cento em 2002.

Se a previsão se confirmar, será um revés importante para um segmento que previa manter altos níveis de expansão por anos a fio, dado a ainda baixa participação do mercado de seguros em relação ao PIB na comparação com Europa e Estados Unidos.

Mas mesmo com crescimento menor, a unidade brasileira, que já vinha se destacando no últimos anos, respondeu no ano passado por 10 por cento do lucro mundial da empresa de seguros do BNP Paribas, maior fatia entre os 36 países onde a Cardif opera fora da França, se excluir números de previdência, que a companhia não oferece aqui.

“Neste ano, se conseguirmos crescer dois dígitos já será um ótimo resultado”, disse à Reuters o presidente da BNP Paribas Cardif no país, Adriano Romano.

Para conseguir manter um ritmo superior à média do mercado seguros do Brasil, a companhia mira em dois alvos: produtos de venda direta, mais baratos e mais fáceis de contratar; e o mercado imobiliário, para o qual criou um canal exclusivo de atendimento.

“Tem um boom imobiliário ainda por acontecer no Brasil, especialmente em termos produtos de seguros, tanto para imóveis próprios quanto alugados”, disse Romano.

Nos últimos anos, o foco em produtos para o mercado de consumo, como eletrodomésticos e automóveis, foi um dos fatores que explicaram o crescimento mais acelerado da BNP Paribas Cardif no país.

A Luizaseg, joint venture da BNP Paribas Cardif com o Magazine Luiza que vende garantia estendida para produtos como eletroeletrônicos, foi o carro-chefe da companhia, com alta de 40 por cento, mesmo com o consumo e a economia perdendo fôlego no ano passado.

Para Romano, esses segmentos devem voltar a ganhar tração no médio prazo, à medida que a economia se recupere. Enquanto isso, a ordem é intensificar a venda de produtos com maior apelo por preço e facilidade de contratação, sem a figura do corretor e, em geral, por canais digitais.

Uma das metas da BNP Paribas Cardif nesse sentido é mais do que dobrar a fatia das vendas pela Internet nos próximos três anos, dos atuais 2 para 5 por cento do total.

CONSOLIDAÇÃO? NÃO

Diferente do que tem acontecido em diversos setores da economia, nos quais a fraqueza do país tem promovido movimentos de consolidação, o mesmo não deve acontecer no segmento de seguros, acredita Romano.

Os grupos internacionais não mostram interesse em se desfazer de suas operações por aqui, apesar do setor ser bastante fragmentado no Brasil, disse o executivo. Como as companhias não têm necessidades de caixa, a estratégia comum tem sido a de esperar a retomada da economia.

“Nenhum estrangeiro quer sair do Brasil”, afirmou. “E os grupos nacionais também querem crescer.”

Corretora de seguros deve pagar 3% de Cofins

Fonte: Valor Online

A 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que as corretoras de seguros devem pagar 3% de Cofins – e não 4% como exige a Receita Federal. O entendimento foi dado em recurso repetitivo e deverá ser aplicado aos demais processos que discutem o assunto.
A Receita Federal considera que as corretoras de seguros estão no mesmo grupo de cobrança dos bancos, caixas econômicas, sociedades e cooperativas de crédito, distribuidoras de títulos e valores mobiliários e sociedades corretoras. O entendimento está no Ato Declaratório Interpretativo (ADI) RFB nº 17, de 2011.

Por maioria, porém, os ministros acolheram a argumentação das corretoras de seguros. Elas alegam que não podem ser equiparadas a instituições financeiras e devem recolher 3% de Cofins, como as demais empresas. A decisão do STJ foi dada no julgamento de recursos da Prudêncio Corretora de Seguros e da Almeida e Linn Corretora de Seguros.

O julgamento estava empatado quando foi interrompido em agosto. Na ocasião, foram dados o voto do relator, ministro Mauro Campbell, favorável às corretoras de seguro, e o do ministro Napoleão Nunes Maia Filho, que ficou vencido na discussão.

Para Maia Filho, a alíquota de 4% é válida para qualquer tipo de corretora. No entendimento do ministro, se a letra da lei não restringe é porque a validade é geral.

De acordo com o advogado dos contribuintes no caso, Guilherme Luciano Termignoni, antes desse julgamento, o STJ proferiu várias decisões favoráveis às corretoras de seguros. Haveria, segundo ele, apenas um entendimento a favor da Receita Federal, que passou a ser citado como precedente.

Ao julgar um dos recursos, o ministro Og Fernandes, em decisão monocrática, decidiu pela cobrança de 3% de Cofins. Afirmou que a 1ª Seção já havia sedimentado o entendimento de que não se pode confundir as sociedades corretoras de seguros com as sociedades corretoras de valores mobiliários (regidas por resolução do Banco Central), nem com os agentes autônomos de seguros privados, que são representantes das seguradoras por contrato de agência.

Como o tema é infraconstitucional, segundo o advogado Sandro Machado dos Reis, do Bichara Advogados, não há perspectiva de que a Fazenda Nacional leve a discussão ao Supremo Tribunal Federal. Ele também afirma que as corretoras de seguros que aplicaram a alíquota de 4% têm o direito de pedir a restituição do que foi pago a mais nos últimos cinco anos.

As corretoras de seguro estão no regime de incidência cumulativa de PIS e Cofins. As alíquotas da contribuição são, respectivamente, de 0,65% e de 3%. A base de cálculo para as seguradoras é o faturamento mensal, que corresponde à receita bruta.

Procurada pelo Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) não retornou até o fechamento da edição.

62% dos trabalhadores do Brasil planejam ‘semiaposentadoria’

© Copyright 2008 Corbis CorporationFonte: Agência Estado

A maioria dos brasileiros não planeja parar de trabalhar tão cedo. Ou porque não quer ou porque não pode. Uma pesquisa do banco HSBC, obtida com exclusividade pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, mostra que 62% dos trabalhadores no Brasil planejam uma “semiaposentadoria” antes de vestir o pijama. A média global é de 56%, segundo a pesquisa “O Futuro da Aposentadoria”, feita pelo HSBC em 15 países ou territórios.

Por “semiaposentadoria”, o banco entende trabalhar menos horas ou iniciar uma atividade diferente da exercida até aquele momento. Ou seja, quando estaria na fase de parar de trabalhar, o semiaposentado continuaria no emprego que já tem – mas com atribuições compatíveis a uma carga horária menor – ou ingressaria em uma nova frente profissional, seja como empregado ou como empreendedor.

De acordo com a pesquisa, o trabalho em tempo parcial é uma escolha positiva para a maioria das pessoas. Em uma questão da pesquisa, os entrevistados tinham de indicar diferentes motivos que os levaram a optar pela semiaposentadoria. O item mais apontado (42%) foi “manter mente e corpo ativos”. “Gosto de trabalhar” foi selecionado por 18% das pessoas. E “gosto da rotina de trabalho” recebeu 23% dos votos.

Para outros, mudar de vida antes de viver como aposentado é uma necessidade. Cerca de 14% dos aposentados selecionaram como motivo a necessidade de “complementar a diminuição de renda na aposentadoria”. Outros 10% indicaram que “mudanças na política pública afetaram minha situação financeira”.

Independentemente do motivo, planejar uma transição entre uma agitada vida profissional e a aposentadoria é absolutamente benéfico e necessário. “Pensar em projetos que contemplem o continuar trabalhando é bem interessante tanto do ponto de vista de incremento financeiro, quanto do ponto de objetivos, sonhos, produtividade”, diz a sócia da consultoria Angatu IDH e mestre em gerontologia pela PUC-SP, Denise Mazzaferro. A especialista lembra que “viveremos muito mais do que muitos planejaram viver”. “É sempre positivo apostar em um projeto de longo prazo”, diz.

A mesma opinião tem o CEO de Seguros do HSBC, Alfredo Lalia. “O fato de as pessoas estarem mais propensas a continuar ativas, sendo a grande maioria motivada por fatores positivos, é um ponto interessante que a pesquisa mostrou”, afirmou.

Diferença de gerações

Um ponto destacado no estudo pelo HSBC é a diferença de mentalidade entre as gerações. Entre os atuais aposentados, apenas 21% optaram por uma semiaposentadoria antes de parar totalmente. Entre os futuros aposentados, a conta é inversa. Somente 28% planejam alternar do trabalho em tempo integral para a folga total.

Outra evidência dessa diferença pode ser observada quando se divide a amostra em dois grupos por faixa etária. Entre os entrevistados com até 44 anos, 64% planejam reduzir a carga de trabalho e depois de algum tempo parar totalmente. Entre aqueles que têm mais de 45 anos, o porcentual é de 59%. Há também quem acredite que nunca vai poder curtir a vida e viver do que construiu ao longo de décadas de trabalho. Na média brasileira, 10% entendem que vão trabalhar até morrer. Nesse caso, as pessoas mais velhas são mais pessimistas do que as mais jovens. Cerca de 13% de quem tem 45 anos ou mais e apenas 8% entre os entrevistados de até 44 anos entendem que nunca poderão deixar de ter um trabalho remunerado.

Segundo a pesquisa, cerca de metade das pessoas em idade economicamente ativa (47%) que planeja uma transição gradual pretende permanecer no mesmo emprego, mas com uma jornada de trabalho menor. Uma parcela semelhante (42%) planeja mudar de carreira e reduzir a jornada de trabalho. Uma parcela ainda menor (11%) pensa em mudar de emprego, mas mantendo a mesma jornada de trabalho.

Para quem pensa em montar um negócio próprio depois de uma vida como funcionário, a sócia da Angatu IDH faz um alerta. “(Empreender) não é tão fácil para um profissional, por exemplo, que foi a vida inteira executivo de carreira (teve secretária, sala, office boy, etc)”, diz a especialista. Ela argumenta que, assim como os trabalhadores de hoje terão de se reinventar para a aposentadoria de amanhã, o mercado de trabalho também terá de passar por uma transformação. “Quem sabe no futuro existirão programas como os de trainee que valorizarão pessoas com experiência e muito valor?”, questiona.

Muitos aposentados atingiram algumas de suas expectativas para a aposentadoria: cerca de metade pode passar mais tempo com a família e os amigos (51%), viajar muito (47%) e praticar mais esportes (46%). Entretanto, atingir as expectativas para a aposentadoria tem sido mais difícil para alguns. Cerca de três quartos dos aposentados (73%) afirmam que ainda não realizaram ao menos uma de suas expectativas ou sonhos para a aposentadoria. As expectativas não atingidas incluem morar fora do país (22%) e viajar muito (15%).

O Futuro da Aposentadoria é um estudo de pesquisa independente encomendado pelo HSBC. O levantamento desse ano é 11º da série e representa os pontos de vista de mais de 16.000 pessoas em 15 países e territórios em todo o mundo. Além do Brasil, participaram trabalhadores da Austrália, Canadá, França, Hong Kong, Índia, Indonésia, Malásia, México, Cingapura, Taiwan, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Estados Unidos.

Mais de 700 mil pessoas de 21 países são beneficiadas pelo voluntariado corporativo da Mapfre

Toneto: Acreditamos que as diversas medidas de revisão técnica adotadas em nossa carteira de Auto e a melhora do cenário macroeconômico devem gerar efeitos positivos em nossos resultados locais em 2018

wilsontonetomapfreRelease

O programa de voluntariado corporativo da Mapfre encerrou 2014 com um total de 725.020 beneficiários diretos, o que representa um aumento de 816% com relação ao ano anterior. Durante o ano, foram registradas 52.066 participações nas 513 atividades realizadas pelos 2.465 voluntários da Mapfre – um grupo formado por colaboradores, familiares, corretores e clientes do Grupo, provenientes de 21 países da América, da Ásia e da Europa. Ao todo, os voluntários dedicaram mais de 8.837 horas a ações relacionadas a quatro eixos: nutrição, saúde, educação e auxílio em emergências.

“As ações de voluntariado da Mapfre em hospitais, refeitórios comunitários, escolas e orfanatos implicam esforço e dedicação, mas são também uma enorme fonte de satisfação e uma oportunidade para incorporar o compromisso dos clientes, colaboradores, representantes e agentes na cultura e nos valores da empresa”, ressalta Antonio Huertas, presidente da Mapfre, que assegura que “um dos principais desafios da empresa para os próximos anos é o de tornar-se um exemplo mundial de colaboração solidária”.

No Brasil, foram realizadas 39 ações de voluntariado, que contaram com a participação de 546 colaboradores e beneficiaram, diretamente, 10.874 pessoas entre crianças, jovens e idosos. Em 2014, o programa de voluntariado no país promoveu diversas ações, entre elas, campanhas de arrecadação e doação de sangue, além da organização e participação em diversos eventos nas entidades parceiras do programa.

“O bem-estar social é uma responsabilidade de toda a sociedade e não apenas do Estado e, nesse cenário, as empresas e instituições assumem, cada vez mais, sua “corresponsabilidade” pelas questões sociais. Neste sentido, o programa de voluntariado é mais uma importante iniciativa promovida pela Mapfre no Brasil, que contribui para a humanização das relações pessoais e para a difusão de valores como o respeito ao próximo e a cidadania”, destaca Wilson Toneto, presidente da Mapfre no Brasil.

Saúde Suplementar registra expansão de 18,8% nas despesas assistenciais em 2014

fenasaude logrelease

As despesas assistenciais do setor de Saúde Suplementar cresceram 18,8%, totalizando R$ 108,8 bilhões. Os dados são referentes ao período de dezembro de 2013 a dezembro 2014. A análise é da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), com base nos dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No mesmo período, as receitas de contraprestações cresceram 15,6%, somando R$ 130,4 bilhões.

Crescimento real per capita
O crescimento das despesas em 2014, de 18,8% ante 2013, se deve em parte ao aumento do número de beneficiários, de 2,5%, e a inflação geral de preços do período, de 6,4% (medida pelo IPCA). Em conjunto, esses dois indicadores cresceram 9,1%. A diferença, de 8,9%, representa o crescimento real per capita das despesas com assistência à saúde em 2014 relativamente a 2013. Ou seja, descontados o aumento de beneficiários e a inflação geral de preços. Essa taxa de crescimento real per capita é muito elevada e, caso mantida, poderá não se sustentar no tempo.

Sinistralidade
Em 2014, a taxa de sinistralidade – isto é, a equação entre despesas e receitas – nas modalidades de assistência médica (cooperativa médica, medicina de grupo e seguradora especializada em saúde) foi de 84,2%, com aumento de 2,4 pontos percentuais, na comparação com 2013. No mercado, considerando todas as modalidades de planos médicos e odontológicos, a taxa foi de 83,4%, com expansão de 2,1 pontos percentuais, na mesma base de comparação.

Provisões técnicas
Nos últimos anos, o mercado de Saúde Suplementar constituiu mais de R$ 27 bilhões em provisões técnicas (posição até dezembro de 2014). As provisões técnicas são o lastro financeiro que formam as garantias para os riscos assumidos pelas operadoras. Nos últimos três anos, calculados até dezembro de 2014, foram provisionados R$ 8,5 bilhões, com expansão de 31,6% na comparação com 2011.

Operadoras insolventes
Das 1.156 operadoras ativas que divulgaram o resultado do patrimônio líquido no quarto trimestre de 2014, 79 tiveram resultado negativo, o que representa 6,8% do mercado. Destas, 55 operadoras já haviam apresentado patrimônio líquido negativo também no terceiro trimestre do ano.

Número de beneficiários
Em dezembro de 2014, o mercado de Saúde Suplementar alcançou 72,2 milhões de beneficiários, com expansão de 3,4% em relação a igual período de 2013. Os planos de assistência médica se expandiram em 2,5%, e os exclusivamente odontológicos, 5,6%.

As 25 operadoras de planos e seguros de saúde associadas à FenaSaúde reúnem 29,2 milhões de beneficiários de planos médicos e exclusivamente odontológicos, respondendo por 40,5% do total do setor (posição em dezembro de 2014) – com expansão no número de beneficiários de 3,5% na comparação com o ano anterior.

BB e Mapfre lança nova geração de seguro de vida em grupo

bento zanziniRelease

Há no país mais de 15 mil entidades de classe e sindicatos que representam os mais de 40 milhões de brasileiros que possuem carteira assinada. Com foco nesse universo, a Mapfre Seguros, uma das marcas do grupo segurador BB e Mapfre, criou uma nova geração de seguros de vida especializada no atendimento às Convenções Coletivas de Trabalho (CCT), com novas funcionalidades que resultarão em um novo patamar de qualidade de serviços.

O Mapfre Pró-Trabalho traz planos desenhados de acordo com a necessidade da convenção coletiva de trabalho de cada empresa, processos simplificados e recursos financeiros imediatos na ocorrência de um dos eventos segurados. Oferece indenização de 100% do valor do capital contratado em caso de morte natural ou morte acidental do titular do seguro, inclui a cobertura de decessos (prestação dos serviços funerários ou reembolso dos gastos com o funeral) e auxílio-alimentação à família na falta do titular.

Para o segurado, o produto inclui coberturas inovadoras no mercado, pagas em vida, como o auxílio-creche (que cobre o custeio das despesas com creche do filho, havendo a morte do titular do seguro); a cesta natalidade (crédito no valor de R$ 523,00 em cartão alimentação, como bônus, quando do nascimento de filho do titular do seguro) e uma cobertura para a acessibilidade física, que permitirá ao segurado realizar em sua casa os ajustes necessários à sua mobilidade.

Outras vantagens do seguro são as facilidades de contratação, uma vez que não há carência nem limite de idade, e agilidade na indenização, realizada rapidamente após a entrega de todos os documentos. Para a empresa que contrata o MAPFRE Pró-Trabalho para seus funcionários, o produto oferece como diferenciais o reembolso das despesas com rescisão trabalhista e dedução no Imposto de Renda. Com isso, MAPFRE Seguros traz ao mercado um produto de grande alcance, com coberturas atraentes e processos simplificados que atenderão a conveniência de todos os interessados: sindicatos, empresas e corretores de seguros.

“No trabalho, como em todos os setores da vida, a facilidade de acesso, a conveniência e, acima de tudo, o bem-estar das pessoas são imperativos que qualquer empresa deve perseguir e, com essa nova geração de seguros para as convenções coletivas de trabalho, mais uma vez avança o grupo nessa busca”, diz Bento Zanzini, diretor geral da área de Pessoas.

Há 25 anos atuando nesse segmento, a Mapfre garantiu, nos últimos 10 anos, mais de R$ 142 milhões em indenizações a cerca de 20 mil famílias, que se beneficiaram dos recursos do seguro para concretizar projetos, garantir o estudo dos filhos ou adaptar-se a uma nova realidade quando da falta de seu principal provedor.

“O papel social dos seguros de vida é muito importante. Estamos sempre atentos a atender a novas demandas, como, por exemplo, as surgidas com o crescimento dos setores de comércio e serviços. Grande parte dos profissionais que atuam nesses setores é associada a sindicatos e entidades de classe, o que justifica a importância de um seguro especificamente desenhado para atender às suas necessidades”, diz o executivo.

Pelas estimativas do BB e Mapfre o Pró-Trabalho deverá impulsionar o alcance dos seguros de pessoas no país, por tratar-se de uma proteção reconhecidamente importante, com uma excelente relação custo/beneficio. O Pró-Trabalho já está disponível para comercialização em todo o território nacional, através da rede de corretores afiliados a Mapfre.

Novos obstáculos tornam futuro do microsseguro incerto

Fonte: CVG-SP, por Márcia Alves

Se antes da regulamentação, a falta de canais de distribuição e de incentivo do governo eram os grandes desafios do microsseguro, depois surgiu outro ainda maior: o pouco interesse da população pelos produtos. Em evento do setor que discutiu a situação atual e as perspectivas do microsseguro, clima era de desânimo.

A estabilização econômica e a ascensão social de milhares de brasileiros fizeram o mercado de seguros acreditar que seria possível conquistar cerca de 100 milhões de novos consumidores das classes C, D e E, com a oferta de produtos simples e de baixo tíquete. Mas, o microsseguro, a grande aposta de expansão do setor, não vingou. Hoje, três anos depois da regulamentação, o mercado admite que o microsseguro precisa ser aprimorado e que será necessário investir em educação financeira da população para formar seu público-alvo. A agravante é que a economia em declínio dificulta ainda mais a situação.

Foram dez anos de preparação intensa para atuar no microsseguro, segundo Adevaldo Calegari, mentor do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) e coordenador do evento Microsseguros: uma visão atualizada no Brasil e no mundo , promovido pela APTS e ANSP, dia 29 de abril, no auditório do Sindseg-SP. Ele se recorda de que, entre 2004 e 2014, o mercado realizou dezenas de eventos sobre microsseguros (workshops, seminários e outros), produziu peças de marketing, cartilhas etc.

Membro de comissões e de grupos de estudos sobre microsseguros, Calegari revela que o trabalho rendeu relatório de quase 3 mil páginas, englobando também a experiência bem-sucedida de outros mercados visitados por comitivas brasileiras. Nesse ínterim, o setor aprovou diversos normativos para operacionalização do seguro, concluindo a regulamentação em 2012. Acreditava que a partir da oficialização desse segmento, com a regulamentação, o mercado pudesse atender mais de 100 milhões de pessoas. Mas foi uma decepção , diz Calegari.

Metade do caminho

Em sua opinião, o microsseguro seria a solução para proteger a população mais vulnerável a catástrofes naturais, como a que ocorreu em Xanxerê (SC). Isso bastaria para que o governo visse o setor de outro modo, como solucionador , diz. Bento Zanzini, diretor do Grupo Segurador BB Mapfre, também pensa assim. É inequívoca a necessidade de proteção securitária da população de mais baixa renda e da nova classe média emergente , diz. Porém, ele considera que esse papel social não pertence apenas ao microsseguro. A Mapfre deslocou uma equipe para Xanxerê, com o talão de cheque na mão. O mercado de seguros age assim, porque é sua obrigação. Apenas não divulgamos , diz.

O executivo contou que uma pesquisa recente da seguradora detectou um grande mercado a ser explorado pelo seguro e não apenas na faixa de menor renda. Em 2100 entrevistas realizadas pelo Datafolha em março último, 80% afirmaram não ter apólice de seguro. Outra constatação do levantamento é que o seguro tem maior penetração nas classes mais favorecidas. Daí porque Bento Zanzini sugere o esforço coletivo do mercado em ações de educação financeira voltadas à população.

Ele citou um estudo realizado pela EA Consultants para a CNseg, com o apoio da Microinsurance Innovation Facility, da OIT, que utilizou uma ferramenta (PACE) para avaliar a percepção de consumidores em relação aos produtos de microsseguro. A principal conclusão é que o Brasil não dispõe de microsseguros, mas de seguros massivos de baixa renda. Por isso, sua percepção é que ainda existem muitas dificuldades a serem superadas. Chegamos à metade do caminho. Como podemos aprimorar? .

Entre os principais desafios ele destaca a falta de cultura do seguro do consumidor e o alcance dos modelos de distribuição. Para Bento Zanzini, as regulamentações tiveram um viés protecionista em relação ao consumidor de baixa renda, por considerá-lo hipossuficiente, além de se ocuparam em diferenciar os seguros tradicionais dos microsseguros. Mas não serão apenas as regras, a seu ver, que farão o microsseguro deslanchar. O desenvolvimento do mercado dependerá mais da educação e da continuidade do crescimento do país do que dos processos normativos e fiscalizatórios , conclui.

Apostou errado

Em 2014, os prêmios de microsseguros em países da Ásia, África e América Latina superaram 100 milhões de euros. Para a advogada Ana Rita Petraroli, coordenadora da cátedra de Microsseguros da ANSP, esse resultado, que foi comemorado na 10ª Conferência Internacional de Microsseguros, realizada em novembro do último ano, na Cidade do México, pode transmitir a impressão de que o segmento é lucrativo. Mas não é , diz. Segundo ela, comparado aos resultados globais do mercado de seguros, esse faturamento representa quase nada, ainda que tenha crescido 32% no ano passado. Porém, a advogada ressalta que em outros mercados o microsseguro já deixou de ser visto como uma promessa de lucratividade. Lá fora, as empresas vêem o microsseguro como um dever social, porque seus mercados são grandes , diz.

O baixo faturamento global do segmento não é motivo, entretanto, para o Brasil se conformar. Ana Rita é objetiva ao afirmar que o mercado brasileiro pode ter apostado errado no microsseguro. É duro chegar a essa conclusão , admite. O mercado fez um esforço enorme, que envolveu muito tempo e dinheiro, para vender 7 apólices. No mês seguinte, produziu peças de teatro, programas de incentivo cultural e vendeu 5 apólices. No outro mês, montou uma corretora na Rua do Sol Nascente, no Morro Dona Marta, e vendeu 3 apólices. Acabou o ano com dez apólices vendidas , relata.

Com base no resultado de uma pesquisa vivencial realizada em comunidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, que apontou o baixo valor da indenização como principal motivo de rejeição ao microsseguro, ela analisa que o mercado deveria ter estudado melhor seu público-alvo. Pensamos que o consumidor de baixa renda acharia o máximo ter algo que ainda não tinha. Mas, ele se sentiu ofendido , diz. Segundo Ana Rita, diferentemente do Brasil, em outros países o microsseguro nasceu atrelado ao microcrédito. Esquecemos de algo que o mercado financeiro pratica há mais tempo: a educação financeira , diz.

A questão, segundo a advogada, é que o perfil do consumidor de microsseguros de outros países não é o mesmo do Brasil, a começar pelo nível renda. Um estudo realizado em 2007 estimou um público-alvo de 2,7 bilhões de pessoas potenciais consumidoras de microsseguros em todo o mundo, com renda diária entre US$ 1,25 e US$ 4, o que resultaria em prêmios da ordem de US$ 40 bilhões. Ouso dizer que no Brasil nenhum consumidor se enquadra nessa faixa de renda. Por isso, não acredito mais nesses números , diz.

Um dos grandes benefícios trazidos pela regulamentação do microsseguro, na visão de Ana Rita, foi a possibilidade de venda por meios remotos. A tecnologia tem o potencial de ajudar a atender vários desafios importantes na oferta de microsseguro, ou seja, melhorar a acessibilidade, alcançar clientes, especialmente em áreas remotas, cobrar prêmios pequenos e pagar sinistros válidos , diz. Mas adverte que a tecnologia também traz riscos. Por isso, os investimentos devem vir acompanhados da padronização de dados, conectividade compatível com o público consumidor, capital humano etc. É importante saber quais são os problemas que precisam ser resolvidos, e então analisar se a tecnologia é uma boa escolha , orienta.