Itaú Seguridade obtém lucro de R$ 713 milhões no 1o. trimestre de 2015

itau logoA Itaú Seguridade divulgou lucro líquido recorrente de R$ 713 milhões no primeiro trimestre de 2015, aumento de 6,1% em relação ao trimestre anterior, influenciado principalmente pelas menores despesas de sinistros, além de menores despesas não decorrentes de juros e despesas de comercialização de seguros. Previdência tem participação de 61,2% no ganho, seguros 27,5%, capitalização 7,7% e outros 3,6%. O retorno sobre o capital alocado atingiu 81,8% nesse trimestre, aumento de 9,9 pontos percentuais em relação ao quarto trimestre de 2014.

O lucro líquido das atividades foco, que representam 96,4%, apresentaram aumento de 5,6% no trimestre, influenciado pelo aumento dos prêmios ganhos e contribuições líquidas de previdência, além da redução dos sinistros retidos e despesas não decorrentes de juros. Segundo apurou o blog Sonho Seguro, as atividades foco consistem na oferta de produtos massificados de Pessoas, Patrimoniais, Prestamista, Previdência e Capitalização. As demais atividades de seguros correspondem aos produtos de garantia estendida, saúde, nossa participação no IRB e outros.

Somando-se o resultado com operações de seguros, previdência e capitalização, nossas receitas atingiram R$ 8,3 bilhões, apresentando aumento de 0,9% em relação ao trimestre anterior. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, essas receitas cresceram 12,5%. Excluindo o resultado das demais atividades de seguros, as receitas atingiram R$ 8,2 bilhões, aumento de 0,9% em relação ao trimestre anterior e 13,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No primeiro trimestre de 2015, os prêmios ganhos das atividades foco de seguros atingiram R$ 1,035 bilhão, crescimento de 2,5% em relação ao trimestre anterior. Vida e acidentes pessoais representam 55% desse valor, prestamista 17,3%, cartão protegido 14%, patrimoniais 2,2% e outros 11,3%.

A captação total dos planos de previdência no trimestre atingiu R$ 4,5 bilhões, redução de 3,7% quando comparado ao quarto trimestre de 2014, influenciada pela redução de captações do produto PGBL. A captação líquida do primeiro trimestre atingiu R$ 1,6 bilhão.

Capitalização encerrou o primeiro trimestre de 2015 com vendas de R$ 127 milhões e 15,6 milhões de títulos vigentes. Foram distribuímos R$ 15,6 milhões em prêmios para 785 clientes sorteados. Em 31 de março de 2015, as provisões técnicas para capitalização alcançaram R$ 3 bilhões, aumento de 2,2% em relação ao trimestre anterior.

Os ativos totais da Itaú Seguridade atingiram R$ 119,7 bilhões em 31 de março de 2015, com aumento de 3,1% em relação ao período anterior, em função principalmente do aumento das aplicações vinculadas às provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização. Somente previdência representa R$ 109 bilhões dos ativos.

Segundo comunicado do banco, o grupo foca a distribuição através de canais próprios, a revisão das características dos produtos, a ampliação dos canais de oferta e os investimentos em tecnologia para que os produtos oferecidos aos clientes sejam adequados às suas necessidades. O banco também destaca melhorias significativas na qualidade dos serviços de atendimento, culminando em uma maior diversificação dos canais e um aumento de 11,6% das vendas a correntistas em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

A priorização de vendas através de canais mais eficientes como estratégia de distribuição gerou impactos positivos na rentabilidade. Os canais prioritários passaram a representar 57,8% das vendas a correntistas, com um crescimento de 19% em relação ao mesmo trimestre de 2014. As vendas em caixas eletrô- nicos cresceram 69,3% em relação ao mesmo trimestre de 2014, e representaram 13,9% das vendas a correntistas. No canal bankline, as vendas cresceram 79,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, com aumento de 2,7 pontos percentuais na sua representatividade. Na Loja Virtual de Seguros as vendas cresceram 17% em relação ao trimestre anterior.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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