MAG Seguros patrocina vôlei de praia e reforça aposta no esporte com foco na transformação social

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As seguradoras descobriram no esporte uma plataforma eficiente de relacionamento, assim como outras empresas e instituições financeiras. Mas, no caso do seguro, a aposta busca ir além da aproximação com clientes de alta renda por meio das comunidades criadas em torno de eventos, experiências e marcas. O objetivo é associar proteção financeira a saúde, bem-estar e longevidade, levando para a sociedade valores como disciplina, superação e planejamento de longo prazo — atributos que dialogam diretamente com o negócio de vida e previdência.

A estratégia passa por atletas e embaixadores capazes de falar não apenas com um grupo restrito de convidados VIP, mas com um público muito mais amplo, que vai de jovens em situação de vulnerabilidade a clientes de maior renda, muitos deles hoje praticantes amadores e adeptos de um estilo de vida mais saudável. “Posso levar minha experiência, determinação e garra para 16 milhões, e não apenas para um grupo de 16. Desta forma consigo ser útil. Este é o meu propósito com o Instituto. Compartilhar tudo que aprendi com o esporte com jovens, tornando o mundo um lugar melhor”, afirmou o bicampeão mundial de vôlei, Giovane Gávio.

O grupo MAG Seguros, especializado em longevidade, deu mais um passo nessa direção ao anunciar parceria com o Instituto Giovane Gávio e o patrocínio às atletas Carol e Júlia, do vôlei de praia, ampliando uma estratégia que combina construção de marca, conexão com valores de alta performance e apoio à formação de novos talentos.

A iniciativa foi apresentada pela companhia como parte de um esforço de alinhamento entre o propósito da seguradora e atributos tradicionalmente associados ao esporte, como disciplina, superação, foco e compromisso com objetivos de longo prazo. “A gente está mais um passo na aproximação da MAG e do seu propósito do esporte, que tem tantas coisas em comum, a performance, a disciplina, o desejo de se superar e servir muitas vezes a um propósito maior”, afirmou Leonardo Lourenço, ao destacar a convergência entre o trabalho da companhia e a trajetória de atletas de alto rendimento.

Na avaliação do executivo, a parceria também tem um componente simbólico relevante ao aproximar a empresa de exemplos que podem inspirar a sociedade. “A MAG faz isso no seu trabalho todos os dias, e os esportistas buscam superação e criar grandes exemplos para uma população que precisa de grandes ídolos”, afirmou. Segundo ele, a parceria com o instituto traz para perto da marca duas atletas em fase de formação e crescimento no esporte, com potencial para se tornarem referências no vôlei de praia.

O anúncio reforça uma linha de atuação que a MAG já vinha desenhando em outras frentes esportivas, associando sua imagem não apenas à visibilidade de grandes eventos, mas também à trajetória de desenvolvimento de atletas e a projetos de impacto social. Nesse sentido, o elo com o Instituto Giovane Gávio amplia o alcance dessa estratégia ao incorporar uma plataforma já reconhecida por seu trabalho de base.

Presidente do instituto, o bicampeão olímpico Giovane Gávio ressaltou o papel das parcerias para viabilizar sonhos e ampliar oportunidades. “Sozinhos a gente nunca consegue realizar os nossos sonhos totalmente”, afirmou. Segundo ele, essa talvez tenha sido uma das maiores lições de sua trajetória na seleção brasileira e explica por que alianças entre iniciativa privada e projetos esportivos podem gerar efeitos mais duradouros.

Para o ex-atleta, o impacto da parceria vai além do desempenho competitivo. “Essas parcerias certamente vão proporcionar a chance de novos atletas alcançarem resultados melhores, jovens terem a oportunidade de conhecer o esporte como uma ferramenta de transformação”, disse. Ele acrescentou que o objetivo do instituto é utilizar a força do esporte e os valores olímpicos, como amizade, respeito e excelência, para contribuir na formação de pessoas. “Hoje certamente a gente sai daqui muito feliz e muito mais forte”, afirmou, “com agendas ligadas ao esporte feminino, ao impacto social e à agenda ESG da MAG, a quem somos gratos pelo apoio ao nosso projeto, que conta também com o apoio do governo federal de incentivo ao esporte”.

O movimento não é isolado. A companhia já mantém apoio a projetos esportivos como as modalidades olímpicas do Flamengo e a Taça das Favelas, além de patrocinar nomes como Raíssa Machado, do lançamento de dardo, e Rafaela Silva, no judô. Agora, ao entrar no vôlei de praia, a MAG busca associar sua imagem a atributos como disciplina, resiliência, planejamento e visão de longo prazo, valores que a empresa procura conectar ao seu negócio de seguros de vida e previdência. 

Segundo Leonardo Lourenço, a iniciativa está alinhada à estratégia institucional do grupo. De acordo com ele, a companhia pretende ampliar sua atuação em projetos que gerem impacto positivo e fortaleçam a conexão com a sociedade. Já Simone Cesena, diretora de marketing do Grupo MAG, afirma que a proposta vai além da visibilidade publicitária e busca relevância por meio da associação com trajetórias em formação e histórias capazes de criar conexão com o público. 

A escolha de Giulia Gávio e Carolina Sallaberry foi baseada, segundo a empresa, em critérios técnicos, desempenho e potencial de desenvolvimento no alto rendimento. As duas representam uma nova geração do vôlei de praia brasileiro e já começaram a temporada com resultados que ajudam a sustentar essa aposta. Na etapa de Navegantes do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, a dupla terminou em quarto lugar. Em João Pessoa, avançou até as oitavas de final. Também disputou pela primeira vez etapas internacionais do Beach Pro Tour Challenge, realizadas em Nayarit e Tlaxcala, no México, experiência que tende a acelerar o amadurecimento técnico e competitivo das atletas. 

Na avaliação da MAG, o patrocínio também se insere em uma estratégia de engajamento mais ampla, com a previsão de ações de comunicação ao longo do ciclo olímpico para aproximar atletas, colaboradores, clientes e parceiros. A companhia tenta, assim, transformar o investimento esportivo em plataforma de relacionamento e reputação, em um momento em que empresas de serviços financeiros buscam diferenciar suas marcas por meio de agendas de propósito e presença institucional. 

O anúncio ainda contou com o endosso de Giovane Gávio, bicampeão olímpico e referência do vôlei brasileiro, que ressaltou a importância do apoio à base e à renovação do esporte nacional. O ex-atleta é idealizador do instituto que leva seu nome, voltado à formação de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, e defendeu iniciativas privadas que criem condições para o desenvolvimento de novos talentos. 

Especializada em vida e previdência, a MAG busca com esse tipo de iniciativa reforçar uma identidade ligada à proteção, ao planejamento e à construção de futuro. Com 191 anos de atuação no país, mais de 7,6 milhões de vidas seguradas e capital segurado superior a R$ 979 bilhões, a empresa tenta combinar tradição com uma presença mais ativa em temas de relevância social e de maior proximidade com o público.

Guy Carpenter mira nicho de seguros de vida de alto valor e risco agravado

O avanço da população de alta renda no Brasil e a busca crescente por instrumentos de proteção patrimonial, sucessão e planejamento financeiro vêm abrindo espaço para um nicho ainda pouco atendido pelo mercado segurador: o de seguros de vida com capitais elevados e riscos agravados. Nesse segmento, propostas com valores mais altos, perfis médicos mais complexos ou estruturas patrimoniais sofisticadas ainda esbarram em limitações de aceitação por parte do resseguro tradicional.

De olho nessa lacuna, a Guy Carpenter passou a oferecer uma solução alternativa de transferência de risco voltada justamente a operações que, em muitos casos, seriam recusadas ou fortemente limitadas pelos canais convencionais. A proposta é ampliar a capacidade das seguradoras para subscrever negócios de maior valor, num momento em que o mercado começa a ser pressionado por uma demanda mais sofisticada, ligada à preservação e à sucessão de patrimônio.

Segundo Pedro Farme, CEO da Guy Carpenter, os principais gargalos hoje estão concentrados na análise de subscrição e no apetite dos resseguradores para absorver riscos que aumentam a volatilidade das carteiras tradicionais. “Na prática, os principais desafios para a aceitação desses riscos pelo mercado tradicional de resseguro estão relacionados à aprovação da subscrição — seja financeira, médica ou do interesse segurável — e ao apetite dos resseguradores por riscos que aumentam a volatilidade dos programas tradicionais de resseguro”, afirma.

De acordo com o executivo, as maiores restrições recaem sobre propostas que escapam do padrão dos contratos usuais de resseguro. É o caso, sobretudo, de apólices com capitais muito elevados ou que exigem avaliação individualizada, além de situações com histórico médico agravado ou maior complexidade patrimonial. Em relação ao público mais idoso, Farme observa que o mercado já vem desenvolvendo produtos específicos, apoiados por contratos próprios de resseguro, o que reduz parte da pressão nesse grupo.

“O principal motivo para a recusa ou limitação de uma proposta está na avaliação feita pela seguradora. Isso inclui a análise do estado de saúde do cliente, sua situação financeira e se o valor do seguro solicitado é adequado e justificado”, afirma. Em outras palavras, a aceitação depende não apenas da disposição do ressegurador, mas também da validação, pela seguradora, de que o montante pretendido está compatível com o risco apresentado e com o interesse segurável envolvido.

A estrutura desenhada pela Guy Carpenter busca justamente atuar nesse ponto de fricção. Embora tenha funcionamento semelhante ao das soluções tradicionais de resseguro, o modelo adota uma abordagem mais customizada, com avaliação individual de cada risco e precificação baseada em taxas de mortalidade e morbidade previamente definidas, sujeitas a descontos ou agravos. O diferencial, segundo Farme, está no perfil do parceiro ressegurador.

“Essa estrutura alternativa de transferência de risco funciona de forma parecida com as soluções tradicionais, mas com uma abordagem mais personalizada. Cada risco é avaliado individualmente e o custo é calculado com base em taxas de mortalidade e morbidade previamente definidas”, informa. “O principal diferencial é o apetite do ressegurador parceiro da Guy Carpenter, líder mundial na aceitação de riscos elevados. Isso o torna capaz de aceitar volatilidade de forma avulsa sem a necessidade de uma parceria muito longa ou robusta”, acrescenta.

Na visão da corretora, o ganho para as seguradoras vai além da mera ampliação de capacidade. Ao tornar viáveis apólices de maior valor ou perfis com mais restrições, a estrutura pode reforçar a atuação comercial das companhias e ajudar na originação de negócios que hoje acabam rejeitados pelo mercado. Farme destaca que esse tipo de operação costuma ter forte atratividade comercial, seja pela remuneração ao corretor, pelo efeito de imagem associado à emissão da apólice ou pela possibilidade de aceitar clientes que não encontram cobertura em outras seguradoras.

“As propostas de seguro de capital elevado ou risco agravado geram muito apelo comercial, seja pela alta comissão paga ao corretor, seja pelo potencial de marketing associado à apólice emitida, ou seja, pelo benefício comercial de aceitar um segurado amplamente recusado pelas demais seguradoras”, afirma. Segundo ele, enquanto os resseguradores tradicionais historicamente concentraram esforços em áreas como produtos, subscrição e sinistros, a demanda da área comercial das seguradoras ficou em segundo plano.

Para a Guy Carpenter, a tendência é que esse tipo de solução deixe de ser um instrumento restrito a operações pontuais e passe a desempenhar papel mais relevante no desenvolvimento do seguro de vida no país. A avaliação é que a mudança no perfil dos compradores e a evolução de produtos voltados a planejamento patrimonial e sucessório, como o universal life, tendem a ampliar a necessidade de estruturas mais flexíveis de transferência de risco.

“Esse tipo de solução tem potencial para ser uma alavanca importante no crescimento do seguro de vida no Brasil, especialmente ao considerar o novo perfil dos compradores de seguros e produtos do ramo de vida”, aponta Farme.

Haildo Madureira, ex-número 2 do ministério das Cidades, vai para a CNSeg após convite de Dyogo de Oliveira

O ex-secretário-executivo do Ministério das Cidades Hailton Madureira de Almeida foi liberado para assumir o cargo de diretor de relações institucionais da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg).  Esteves Colnago deixará o posto após três anos.

O ex-número 2 da pasta foi convidado pessoalmente pelo presidente da entidade, o ex-ministro do Planejamento Dyogo Oliveira, que integrou o governo de Michel Temer. Os dois trabalharam juntos no ministério entre 2016 e 2018. 

Almeida também foi o número 2 do Ministério de Minas e Energia sob comando de Adolfo Sachsida, durante o governo de Jair Bolsonaro. Sua continuidade no alto escalão do governo no Lula III chegou a causar desconforto entre petistas, especialmente pela posição estratégica na pasta responsável pelo Minha Casa, Minha Vida, informa O Globo.

Seguros de Pessoas arrecadam R$ 6,5 bilhões em prêmios em janeiro

Relatório da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi, com base nas informações da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, revela que os prêmios de seguros de pessoas somaram R$ 6,5 bilhões no primeiro mês de 2026. Isso mostra uma expansão de 8% emrelação ao mesmo período de janeiro de 2025. Considerando o total acumulado dos últimos 12 meses, o aumento foi de 8,3%, saindo de R$ 73,2 bilhões para R$ 79,2 bilhões. 

O documento permite um acompanhamento detalhado por produto e indica que 47% do total de prêmios se refere aos seguros de Vida (modalidades individual e coletiva), 30% no Prestamista e 12% em Acidentes Pessoais. As maiores altas foram observadas nos prêmios dos seguros Prestamista (20%), Doenças Graves (15,6%) e no Vida Individual (11,6%).

Setor paga cerca de R$ 1,5 bilhão às famílias seguradas
O relatório ainda aponta que foram pagas R$ 1,5 bilhão em indenizações (sinistros) em janeiro de 2026, aumento de 7,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Considerando o acumulado dos últimos 12 meses, a expansão foi de 9%, saindo de R$ 16,1 bilhões para R$ 17,6 bilhões.

Bradesco Seguros certifica oficinas referenciadas

Bradesco Seguros iniciou mais uma edição do programa Bradesco Seguros Reconhece. A iniciativa, pioneira no mercado de seguros, certifica oficinas da rede referenciada da Seguradora pelo bom serviço e atendimento prestados ao longo do ano. Durante os próximos meses, os estabelecimentos serão avaliados e, ao final de 2026, a Bradesco Seguros concederá os selos Ouroou Diamante àquelas com melhores desempenhos.

Segundo o Superintendente Sênior de Sinistros da Companhia, Márcio Jordão, a iniciativa, além de reconhecer, incentiva as oficinas automotivas para que não só mantenham o padrão oferecido, mas ainda melhorem a qualidade de sua prestação de serviço e atendimento. “Essa iniciativa traz prospecção aos segurados, terceiros e ao mercado, aumentando a percepção de excelência no atendimento e na prestação de serviço, projetando, assim, o aumento da satisfação e a incrementação de sua utilização pelos nossos segurados”, afirma o executivo. 

Para ganharem os selos de reconhecimento, as oficinas deverão atender aos seguintes critérios:volume de atendimentoavaliação dos clientesprazo médio de entrega; e índice médio de reparação. “A avaliação é feita mensalmente, com apuração contínua de indicadores de desempenho. Além disso, nossas equipes realizam visitas técnicas às oficinas, analisando instalações, processos e métodos de reparação”, explica Jordão.

Segundo o Superintendente, a satisfação dos clientes é um dos critérios mais importantes da avaliação e tem um peso significativo na tomada de decisão final. “O indicador de Pesquisa de Satisfação representa 40% da pontuação final”, indica ele.

Hoje, a Bradesco Seguros conta com mais de 2 mil oficinas referenciadas, distribuídas em todo o território nacional. Dessas, 60 já receberam o Selo Ouro e outras 60 possuem o Selo Diamante.

Valor: aumenta número de mulheres à frente de seguradoras

mulheres em seguros

A presença feminina no comando das seguradoras ganha densidade no mercado brasileiro num momento em que o setor discute crescimento, inovação, governança e adaptação a riscos mais complexos. “Em termos aproximados, para cada dois diretores homens, há uma diretora mulher. Há dez anos, essa relação era maior, de quatro para um. Um progresso, sem dúvida”, cita Maria Helena Monteiro, diretora da Escola de Negócios e Seguros (ENS) e co-autora de estudo sobre a participação feminina na área, traz o especial Mulheres e Negócios, publicado pelo Valor Econômico (leia a íntegra da matéria neste link).

Além das três entrevistadas que estampam a matéria com fotos — Erika Medici(AXA no Brasil), Patricia Freitas (Prudential do Brasil) e Juliana Alves (Swiss Reno Brasil), Patricia Chacon, que assumiu o comando da Porto Seguros, em janeiro deste ano, traz renovação de gestão com um traço histórico que o CEO da holding, Paulo Kakinoff, já definiu como a “alma feminina” da companhia. A referência remete à influência de Rosa Garfinkel, apontada como central na formação da cultura de cuidado que, segundo a narrativa institucional do grupo, permanece na essência da marca.

Para Chacon, o diferencial competitivo continua ancorado no atendimento ao cliente nos momentos mais delicados, e cita como exemplo o “15 Minutos”, serviço iniciado pela Porto Auto em São Paulo para garantir assistência veicular entre 22h e 5h em até 15 minutos, com desconto na renovação se o prazo não for cumprido. A executiva também ressaltou a importância de ampliar a presença feminina nos espaços de decisão. A Porto foi a primeira da B3, em 2025, a ter maioria de mulheres no conselho de administração: 57,1%.

Hoje, o mercado reúne 10 mulheres no comando entre seguradoras e resseguradora no país. Além das citadas acima, temos Ângela Assis (Brasilprev),Cristina Salazar (CESCEBRASIL), Sany Silveira (CNP Seguradora Seguros Holding Brasil), Claudia Lopes (Sancor Seguros Brasil), Camila Kataguiri (Pier Seguradora), Raquel Reis (SulAmérica e Odonto). O grupo segue pequeno para o porte da indústria, com mais de 140 seguradoras, 13 entidades de previdência, 19 empresas de capitalização e 124 resseguradoras, mas ajuda a dar visibilidade a uma mudança que começa a se refletir não apenas no discurso corporativo, mas em estratégia, produto e governança.

O consultor e co-autor do estudo da ENS, Francisco Galiza, comenta que fora das seguradoras, o movimento já alcança corretoras, prestadores de serviço e entidades, mas o topo da indústria ainda permanece majoritariamente masculino. “A ampliação da presença feminina no comando deixa de ser apenas um marcador de inclusão. Passa a ser também uma sinalização de como as seguradoras querem competir: com mais repertório para ler o cliente, mais cuidado na tomada de decisão e maior capacidade de adaptação em um mercado que exige escala, eficiência e confiança”, conclui.

Grupo Austral segue a trajetória de resultados sólidos e crescentes, registrando um lucro líquido de R$ 148 milhões, incremento de 24%

O Grupo Austral, que abrange as operações da Austral Seguradora e Austral Resseguradora, registrou o melhor resultado de sua história, apresentando um lucro líquido de R$148 milhões, uma alta de 24%. O retorno sobre patrimônio líquido médio foi de 19,0%, fechando dezembro de 2025 com um patrimônio líquido de R$ 828 milhões.

O desempenho forte e consistente está diretamente ligado ao resultado operacional de Seguros e Resseguros, e do ganho de eficiência de despesas administrativas. O Grupo Austral também se beneficiou do aumento do resultado financeiro, refletindo maiores taxas de juros e maior geração de caixa, alcançando R$2,2 bilhões de carteira de ativos financeiros. 

“Temos colhido bons resultados ao focar nossos esforços nos mercados onde possuímos amplo conhecimento e experiência. Nossa equipe qualificada tem assegurado consistência nos resultados da subscrição, além de atuar com eficiência, apoiada pelo uso de tecnologia.”, analisa o CFO do Grupo, André Caldeira.

Austral Seguradora

A Austral Seguros mantém sua consistência de resultados, atingindo R$53,0 milhões de lucro líquido em 2025, um aumento de 22% em relação a 2024. Esse resultado fez o retorno sobre patrimônio líquido médio atingir 19,4%, um crescimento de 2,8 pp em relação a 2024.

A Empresa apresentou resultados técnicos fortes em todas as linhas de negócios que opera, com destaque no segmento de Seguro Garantia, que apresentou um aumento de 20% no volume de prêmios emitidos, e tem contribuído para geração de caixa, fazendo a carteira de investimentos atingir R$479 milhões em dezembro de 2025, um aumento de 21% comparados a dezembro de 2024.

“Os resultados que celebramos não são casuais; são o reflexo direto de uma estratégia de longo prazo, desenhada para elevar nosso patamar de competitividade. Nos últimos anos, consolidamos um ecossistema de investimentos contínuos em tecnologia, priorizando a automação de processos, a inteligência de dados e, acima de tudo, a hiper personalização da experiência do cliente. Entendemos que a inovação tecnológica é o motor da nossa eficiência operacional, mas é o fortalecimento do nosso capital humano que humaniza essa entrega e nos mantém na vanguarda do setor”, comenta o diretor comercial da Austral Seguradora, Rafael Gama.

A seguradora se manteve líder de mercado na carteira de Energy, com R$ 857,9 milhões de prêmios emitidos em 2025, com 44,9% de participação de mercado no ano de 2025. 

A Companhia continua avançando na transformação digital com seu ecossistema digital para o produto Garantia tendo um papel central nesse movimento.

Austral Re

Mais um ano que a Austral Re demonstra sua excelência de subscrição, aumentando 23% seu lucro líquido, atingindo um resultado recorde de R$92,6 milhões em 2025. Com esse resultado, o retorno sobre patrimônio médio ultrapassou a marca de 20%, alcançando 20,5% no ano.

 O faturamento da Austral Re atingiu R$ 2,9 bilhões em 2025, um crescimento de 3% em relação ao ano anterior. Esse movimento segue rigorosamente a estratégia de diversificação de carteira da companhia, com destaque para o ramo de vida, que cresceu 73% em 2025, passando a representar 13% da carteira da empresa.

A carteira de ativos atingiu R$1,7 bilhão em 2025, um crescimento de 17% em relação a 2024, oriundos principalmente de geração de caixa das operações. A empresa fechou com patrimônio líquido de R$484 milhões em 2025, crescendo 15% comparado a 2024.

A Austral Re segue reforçando seu compromisso com a excelência técnica por meio de investimentos contínuos em dados, tecnologia e evolução de processos, incluindo a modernização de suas ferramentas de subscrição.

“O ano de 2025 marcou um avanço importante nesta jornada. Intensificamos nossos investimentos em dados, soluções analíticas e capacidade técnica para aumentar a eficiência, gerar ainda mais vantagem competitiva e elevar a assertividade na precificação. A combinação entre tecnologia, inovação e conhecimento de negócio tem sido um diferencial relevante, e estamos muito orgulhosos do que estamos construindo.”afirma a Diretora de Atuarial e Analytics da Austral RE, Brenda Cantisano.

Tokio Marine passa a ofertar seguros de vida e residencial com cobrança na conta de energia no estado do Paraná

A Tokio Marine Seguradora ampliará o acesso à proteção para os moradores dos municípios do Paraná ao disponibilizar a contratação dos Seguros de Vida e Residencial com cobrança diretamente na fatura de energia elétrica. A iniciativa é resultado de uma parceria com a Copel, responsável pela distribuição de energia no Estado, e com a PWM, consultoria especializada em soluções de seguros voltadas ao setor de concessionárias de energia. Com esse modelo de distribuição, a oferta estará acessível a mais de 5 milhões de clientes atendidos na região.
 

“Nós queremos, cada vez mais, que os brasileiros possam aderir a proteções que façam sentido para as suas realidades. Por isso, para que possamos tornar a cultura do seguro ainda mais comum entre as pessoas, seguiremos investindo em parcerias como essa, que geram impacto positivo na sociedade, sempre atentos a novas oportunidades e possíveis parceiros”, enfatiza a Diretora de Canais Especiais da Tokio Marine, Marcia Silva. 
 

Para atender algumas das principais necessidades foram desenvolvidos produtos com proteção pessoal e residencial além de serviços, como por exemplo, telemedicina, assistência funeral, desconto medicamento, chaveiro, eletricista e até locação de caçamba e limpeza de caixa d’agua.
 

“O fato da cobrança do seguro ocorrer por meio da fatura mensal de energia torna o acesso ao seguro muito fácil à todas as camadas da população, algo que sempre temos em mente em todas as ações da nossa Diretoria de Canais Especiais”, explica Marcia Silva.
 

Os clientes da Copel que tiverem interesse em aderir a algum dos produtos podem fazer a solicitação por meio do site da Copel.

Roubo e furto de itens pessoais preocupam profissionais em viagens corporativas

Sidemar Zurich Seguros

O roubo ou furto de pertences esteve entre os incidentes mais comuns enfrentados por profissionais durante viagens de trabalho em 2025, segundo levantamento global do Grupo Zurich sobre tendências em viagens corporativas. No Brasil, esse foi o incidente ou emergência mais relatado em viagens internacionais, sendo citado por 11% dos respondentes – em linha com o índice global. Entre a geração Z, o percentual piora, chegando a 13%. 

Os dados fazem parte do relatório Business Travel Outlook: How to navigate a new era of disruption (em tradução livre: Perspectivas para Viagens Corporativas: Como navegar uma nova era de disrupção), realizado com 4 mil viajantes corporativos em oito países, incluindo o Brasil.  

O estudo mostra ainda que a preocupação com a perda ou o roubo de itens essenciais para 2026 é elevada entre brasileiros: 73% demonstram preocupação intensa ou moderada a respeito do roubo e furto de pertences durante viagens de trabalho. Esse índice se intensifica especialmente na geração Z (77%) e entre os baby boomers (pessoas acima de 60 anos, para quem o índice atingiu 100%). 

Entre os itens que mais geram preocupação estão, além de carteiras e documentos, dispositivos eletrônicos, como celulares e laptops. A perda ou subtração desses itens pode gerar transtornos operacionais e financeiros, que podem comprometer a continuidade das atividades profissionais durante a viagem, além de causar grandes prejuízos pessoais. 

Diante disso, soluções de proteção para dispositivos móveis têm ganhado relevância, especialmente para quem precisa se manter conectado durante deslocamentos nacionais e internacionais. 

“A mobilidade e a conectividade são essenciais para muitos profissionais que viajam a trabalho. O celular, mesmo o aparelho pessoal, se tornou uma ferramenta indispensável para manter a produtividade e a comunicação durante deslocamentos, e por isso, a proteção pode ajudar a reduzir impactos em situações inesperadas”, afirma Sidemar Spricigo, diretor executivo de Parcerias da Zurich. 

O seguro celular da Zurich oferece proteção para mais de 400 modelos de aparelhos e conta com cobertura internacional, o que garante amparo ao segurado mesmo quando ele está fora do país. A proteção passa a valer imediatamente após a contratação, sem carência, e pode ser acionada por canais digitais ou pela central de atendimento da seguradora. 

Em caso de roubo ou furto do aparelho, o cliente pode receber um dispositivo igual ou similar, ou ainda indenização em dinheiro, conforme as condições do seguro. Já em situações de dano, é realizado o reparo do aparelho e, quando o conserto não é possível, o segurado também pode receber um dispositivo igual ou similar, ou ainda indenização em dinheiro conforme as condições do seguro. 

“O seguro celular oferece cobertura para situações como roubo, furto e danos materiais ao aparelho, garantindo mais tranquilidade para quem depende do dispositivo no dia a dia ou durante viagens”, explica o executivo. 

O processo de acionamento do seguro pode ser feito de forma digital. O cliente pode entrar em contato por meio dos canais online da companhia ou pela central de atendimento. Em casos mais simples, a análise e a indenização podem ocorrer de forma ágil, em poucos minutos. 

Outras modalidades 

Além do seguro celular, existem outras modalidades de proteção que podem ajudar a reduzir prejuízos em situações de roubo ou furto de pertences durante viagens. Entre elas estão o seguro de roubo ou furto de cartões e o seguro bolsa protegida, que normalmente são contratados junto a instituições financeiras. 

O seguro de roubo ou furto de cartões tem como objetivo proteger o cliente contra transações financeiras indevidas realizadas com o cartão segurado, como compras, saques ou pagamentos não autorizados, além de situações em que o titular é coagido a realizar operações financeiras sob ameaça ou coação. 

Já o seguro bolsa protegida oferece cobertura para pertences pessoais que estejam dentro da bolsa, mochila ou sacola quando ocorre um roubo com violência ou ameaça. A proteção pode incluir itens pessoais que estejam no interior da bolsa, como celular, carteira e documentos, conforme as condições do produto. 

Para quem viaja com frequência, alguns cuidados também podem ajudar a reduzir riscos. Entre as orientações estão: optar por ambientes fechados (lojas, cafés) para usar o celular com calma, tomar cuidado ao entrar ou sair de carros e apps de transporte (já que muitos furtos acontecem nesse momento), e em transportes públicos, segurar o celular com firmeza e evitar ficar próximo às portas. 

Conforme orienta Carlos Eduardo Silva, superintendente de Parcerias da Zurich, caso o roubo ou furto aconteça, a pessoa deve priorizar sua segurança e não reagir. Após o evento, é importante registrar um boletim de ocorrência no país onde ocorreu o roubo ou furto, sempre que possível, além de comunicar o ocorrido à seguradora e às instituições financeiras envolvidas. 

ide“Em situações como roubo ou furto de pertences durante uma viagem, especialmente no exterior, é importante registrar o boletim de ocorrência no local do fato e entrar em contato com os canais de atendimento da seguradora o mais rápido possível, para dar início ao processo de análise. Essas medidas ajudam a agilizar o atendimento e a reduzir os impactos para o cliente”, conclui o superintendente de Parcerias da Zurich. 

Allianz Risk Barometer 2026: Ciber permanece como principal risco empresarial, mas IA é a que mais cresce e ocupa o 2º lugar

cidentes cibernéticos dominaram as manchetes em 2025 e continuam sendo a maior preocupação das empresas globalmente em 2026, de acordo com o Allianz Risk Barometer. O último ano também foi marcado pela rápida adoção da inteligência artificial (IA), refletida em sua posição como o maior avanço do ranking anual, alcançando o 2º lugar, como uma fonte complexa de risco operacional, jurídico e de reputação para as empresas. Ainda assim, quase metade dos respondentes acredita que a IA traz mais benefícios do que riscos para seu setor, embora um quinto pense o contrário. Pela primeira vez, a interrupção de negócios não figura entre os dois principais riscos, caindo para a 3ª posição. Ainda assim, permanece como uma preocupação relevante, pois pode ser consequência de outros riscos presentes no top 10 global.

Fatores como uma temporada de furacões mais tranquila em termos de perdas em 2025 fizeram com que as catástrofes naturais caíssem para a 5ª posição em relação ao ano anterior. Já os riscos políticos e a violência subiram da 9ª para a 7ª posição, impulsionados pelo aumento das preocupações com a volatilidade geopolítica e conflitos ao redor do mundo.

Brasil

No Brasil, os três principais riscos são: inteligência artificial, que surge como a principal preocupação (32%) em uma nova entrada diretamente no topo do ranking. Em seguida, aparecem os incidentes cibernéticos (31%) e as mudanças na legislação e regulamentação (28%), que apresentaram um crescimento significativo de importância em relação ao ano anterior. O ranking também destaca a relevância de riscos ambientais e operacionais, como mudanças climáticas (27%) e catástrofes naturais (21%), além das novas entradas de desenvolvimentos macroeconômicos e crise de energia, refletindo um ambiente de negócios focado na transformação digital e na volatilidade do cenário econômico e institucional.

Confira a lista 10 maiores riscos para os negócios no Brasil em 2026:

  1. Inteligência artificial – 32% (novo risco em 2026)
  2. Incidentes cibernéticos – 31% (classificação em 2025: 1ª posição – 41%) ↘
  3. Alterações na legislação e regulamentação – 28% (em 2025: 7ª posição – 11%) ↗
  4. Mudanças climáticas – 27% (em 2025: 2ª posição – 38%) ↘
  5. Desastres naturais – 21% (em 2025: 3ª posição – 36%) ↘
  6. Interrupção de negócios – 19% (em 2025: 4ª posição – 32%) ↘
  7. Incêndios, explosões: 15% (em 2025: 5ª posição – 19%) ↘
  8. Desenvolvimentos macroeconômicos – 15% (novo risco em 2026)
  9. Desenvolvimentos de mercado – 12% (em 2025: 6ª posição – 12%) ↘
  10. Crise energética – 11% (novo risco em 2026)

O CEO da Allianz Commercial, Thomas Lillelund, comenta: “Após a volatilidade e a incerteza de 2025, as empresas continuam enfrentando riscos interconectados e altamente complexos em um ambiente de rápidas transformações em 2026. Considerando a crescente importância da IA ​​na sociedade e na indústria, não é surpreendente que ela seja o principal fator de variação no Allianz Risk Barometer. Além de trazer enormes oportunidades, seu potencial transformador, aliado à rápida evolução e adoção, está remodelando o cenário de riscos, tornando-se uma preocupação central para empresas de todos os portes em todo o mundo, ao lado de ameaças mais estabelecidas.”

Riscos cibernéticos são, de longe, a maior preocupação das empresas

Em 2026, os incidentes cibernéticos ocupam o topo do ranking global pelo quinto ano consecutivo, com sua maior pontuação histórica (42% das respostas) e com a maior margem já registrada (+10%). O risco lidera em todas as regiões (Américas, Ásia-Pacífico, Europa, África e Oriente Médio). A permanência do risco cibernético no topo do Allianz Risk Barometer reflete a crescente dependência das tecnologias digitais em um momento em que o cenário de ameaças cibernéticas, bem como os ambientes geopolítico e regulatório, evoluem rapidamente. Ataques cibernéticos recentes de grande repercussão reforçam a ameaça contínua para empresas de todos os portes. Pequenas e médias empresas têm sido cada vez mais visadas e pressionadas devido à escassez de recursos em segurança cibernética.

“Os investimentos das grandes empresas em segurança cibernética e resiliência têm dado resultado, permitindo detectar e responder a ataques de forma antecipada. No entanto, o risco cibernético continua evoluindo. As organizações dependem cada vez mais de fornecedores terceiros para dados e serviços críticos, enquanto a IA potencializa as ameaças, ampliando a superfície de ataque e agravando vulnerabilidades existentes”, explica Michael Bruch, Global Head de Risk Consulting Advisory Services da Allianz Commercial.

IA cria riscos emergentes e novas oportunidades de negócios

A IA avançou rapidamente para o grupo dos principais riscos empresariais globais, subindo para a 2ª posição (32%) em 2026, após ocupar o 10º lugar em 2025 — o maior salto do ranking deste ano. Trata-se de um movimento significativo em todas as regiões: 2º lugar nas Américas, Ásia-Pacífico e África e Oriente Médio, e 3º lugar na Europa. O risco também cresce para empresas de todos os portes, entrando no top 3 entre grandes, médias e pequenas organizações. À medida que a adoção da IA acelera e se integra às operações centrais dos negócios, os respondentes esperam que os riscos associados se intensifiquem, especialmente no que diz respeito à responsabilidade civil. A rápida disseminação de sistemas de IA generativa e agêntica, aliada ao seu uso crescente no mundo real, aumentou a percepção de quão expostas as organizações se tornaram.

As empresas veem cada vez mais a IA não apenas como uma poderosa oportunidade estratégica, mas também como uma fonte complexa de riscos operacionais, legais e reputacionais. Em muitos casos, a adoção está avançando mais rapidamente do que a governança, a regulação e a capacitação da força de trabalho conseguem acompanhar”, afirma Ludovic Subran, Chief Economist da Allianz. “À medida que mais empresas tentarem escalar em 2026, enfrentarão maior exposição a problemas de confiabilidade dos sistemas, limitações na qualidade dos dados, desafios de integração e escassez de talentos qualificados. Ao mesmo tempo, surgem novas exposições de responsabilidade relacionadas à tomada de decisões automatizadas, modelos enviesados ou discriminatórios, uso indevido de propriedade intelectual e incertezas sobre quem é responsável quando resultados gerados por IA causam danos.”

Interrupção de negócios fortemente ligada aos riscos geopolíticos

O ano de 2025 marcou uma mudança em direção a políticas comerciais protecionistas e guerras tarifárias que trouxeram incertezas à economia global. Também foi um período de conflitos regionais no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, além de disputas fronteiriças entre Índia/Paquistão e Tailândia/Camboja, e guerras civis na África — uma tendência que continua em 2026 com a intervenção dos EUA na Venezuela. Os riscos geopolíticos estão colocando as cadeias de suprimentos sob pressão crescente, mas, apesar disso, apenas 3% dos respondentes do Allianz Risk Barometer consideram suas cadeias de suprimentos “muito resilientes”. Somente no último ano, as restrições comerciais triplicaram, afetando cerca de US$ 2,7 trilhões em mercadorias — quase 20% das importações globais, segundo a Allianz Trade — impulsionando empresas a explorar tendências como friendshoring e regionalização. Esses fatores contribuem para uma alta percepção de risco: 29% dos respondentes apontam a interrupção de negócios como um dos principais riscos, posicionando-a em 3º lugar, apesar da queda de uma posição em relação ao ano anterior.

Como esperado, os riscos políticos e a violência sobem duas posições, alcançando o 7º lugar, sua classificação mais alta até hoje. O risco intimamente relacionado de mudanças na legislação e regulamentação — que inclui tarifas comerciais — ocupa o 4º lugar global, sem alteração em relação ao ano anterior, mas com aumento no número de respondentes, impulsionado por preocupações com o avanço do protecionismo. De fato, a paralisação global das cadeias de suprimentos devido a um conflito geopolítico é considerada o cenário de “cisne negro” mais provável de se materializar nos próximos cinco anos por 51% dos respondentes.

O cenário de riscos na América Latina é atualmente dominado pela transformação digital e pela instabilidade institucional, com a Inteligência Artificial (42%) e os Incidentes Cibernéticos (41%) isolados no topo das preocupações. Esta dualidade tecnológica reflete o temor das empresas quanto à desinformação, vulnerabilidades de rede e desafios de implementação, superando riscos tradicionais da região. Em um segundo patamar, surgem riscos regulatórios (25%), interrupção de negócios (20%) e catástrofes naturais (19%), desenhando um perfil de vulnerabilidade que mistura a modernização acelerada com a histórica volatilidade política e climática do continente.

David Colmenares, Regional Managing Director América Latina, comenta: “Para 2026, a perspectiva é de que a América Latina enfrente uma “convergência crítica” de riscos. A maturidade das ferramentas de IA deve transformar o risco de 1º lugar de uma ameaça teórica para uma crise operacional real, especialmente no que diz respeito a fraudes financeiras e manipulação política em anos eleitorais. Espera-se que a Mudança Climática (7º lugar) suba no ranking, à medida que eventos extremos impactem severamente as cadeias de suprimentos e a infraestrutura, forçando governos a implementarem legislações ambientais mais rigorosas (alimentando o risco de 3º lugar). Além disso, a polarização política e a volatilidade macroeconômica continuarão a atuar como ruídos de fundo constantes, exigindo que as empresas na região invistam pesadamente em resiliência cibernética e planos de continuidade de negócios para sobreviverem a um ambiente de baixo crescimento e alta pressão regulatória.”