Dois especialistas da Ernst &Young, Ricardo Pacheco e Rui Cabral, chamaram para si a tarefa de explicar a volatilidade gerada pela ETTJ nos resultados das empresas e as formas de mitigá-la, a fim de apresentar um balanço mais próximo da realidade. A regulamentação da aplicação do Teste de Adequação de Passivo (TAP) às provisões técnicas das seguradoras define que a chamada estimativa corrente seja descontada por uma estrutura a termo de taxa de juros (ETTJ).
Tema bastante atual discutido com a Susep, o moderador do painel foi Jair Lacerda, da Bradesco Seguros, que assinalou a importância ainda maior dos efeitos da ETTJ, tendo em vista o atual cenário de instabilidade econômica e flutuação dos ativos financeiros. A valor presente, os balanços das seguradoras exibem indevidamente os estresses momentâneos do mercado financeiro, fazendo que haja impactos no pagamento de dividendo e dos impostos a mais ou a menos, dependendo dos desvios produzidos pela ETTJ.
A principal discussão do painel “Volatilidade da ETTJ e seus impactos no Resultado. ORA como alternativa”, apresentado durante o 4º Encontro Nacional de Atuários-ENA, foi propor alternativas para reduzir esta flutuação. “A ETTJ Susep era muito volátil e revelava comportamentos estranhos no médio e longo prazos, afetando o resultado da cia. Isso porque há distorções de curto prazo refletidas na mensuração dos passivos das seguradoras”, lembrou Rui Cabral, mestre em economia pela Universidade de Londres.
A Susep já incorporou algumas ideiais do mercado para baixar a volatilidade. “Pode se dizer que resolveu 30% da volatilidade original, mas ainda precisamos resolver os outros 70%”, assinalou Jair Lacerda, para quem o momento de maior volatilidade dos mercados pode gerar novas distorções. Ricardo Pacheco lembrou que o mecanismo Shadow Accounting é tem uma utilização crescente no mercado mundial, ajudando a reduzir a volatilidade, mas seu alcance é limitado. É utilizado na contabilização de PCC (Provisão de Complementação de Cobertura).
O motivo é que os efeitos que os ganhos ou perdas não realizadas de investimentos classificados como disponíveis para a venda teriam sobre as provisões técnicas podem ser identificados e também alocados em Outros Resultados Abrangentes (ORA). O outro mecanismo é a combinação da ETTJ Susep versus taxa de desconto interna. Nesse modelo, a PCC continua a ser determinada pela ETTJ Susep. Porém, somente as variações de uma PCC calculada com a taxa interna de desconto da seguradora são lançadas no resultado. O restante da variação da PCC é lançada contra a ORA.
“O caixa agora é o senhor de tudo. As novas normas contábeis para os balanços das seguradoras, que devem entrar em vigor entre 2018 e 2019, são movidas pelo fluxo de caixa”, disse Jorge Andrade Costa, do Bradesco, durante sua palestra “Visão Geral das demonstrações financeiras – Balanço Econômico x Balanço Patrimonial, realizada durante o 4º Encontro Nacional de Atuários.
Segundo ele, os principais desafios para implantação das novas regras são a atualização dos sistemas, que precisarão ser mais robustos; entender e explicar os resultados obtidos, e arcar com aumento dos custos.
“O lado bom é que as novas regras podem ser praticamente reduzidas a duas: a IFRS 4 (para a parte do balanço que trata dos passivos, como as reservas técnicas) e a IFRS 9 (para os ativos, como aplicações financeiras). A má notícia é que essas duas normas são tão complexas que cada uma vale por 20, diz Thiago Signorelli, da Superintendência de Seguros Privados (Susep). IFRS é a sigla em inglês para normas internacionais de reporte financeiro, que estão em discussão na Europa há mais de 15 anos e vêm sendo adotadas progressivamente no Brasil, depois de adaptações.
O executivo do Bradesco disse ainda que o mercado reivindica que a adoção das duas regras – 4 e 9 – sejam simultâneas, para que não haja risco de descasamento das informações entre passivos e ativos no balanço. “As seguradoras agora vão ficar na mão dos profissionais de atuária. Os balanços serão mais suaves quanto mais detalhadas forem as informações prestadas”, disse Costa. Para o especialista, daqui em diante, será preciso que os atuários e contadores estejam cada vez mais em sinergia.
A utilização de modelos internos na gestão de riscos, quando alinhados aos objetivos estratégicos da empresa, pode ter importante contribuição no aumento da rentabilidade nos negócios. A afirmação é de Elizabeth Marvan, co-fundadora e diretora executiva do Grupo Rhisco, que proferiu a palestra “Modelo interno: sua efetividade na gestão de risco e como aprovar com o regulador “, no 4º Encontro Nacional de Atuários realizado em São Paulo, pela CNseg.
‘Por que pensar em um modelo interno?”, questiona a palestrante, uma vez que, na maioria dos países, ele não é obrigatório. A resposta é simples: o modelo interno vai muito além do compliance e isso vai ajudar as companhias a se preparem para a Solvência 2, com prazo já previsto para ser finalizada, e também ajudará a companhia a ter a exata noção dos riscos que enfrentam, dando ao grupo uma vantagem competitiva. “Mas quando se pensa em seguradoras globais, que operam tradicionalmente em seguros não tradicionais, isso as torna sistemicamente arriscadas e os modelo internos ajudam a quantificar e qualificar os riscos”, explica.
Em termos de desafios, a implementação de modelo interno tem uma longa lista. Em primeiro lugar, o modelo deve ser construído com dados atuariais reais e confiáveis, que possam ser capazes de identificar as consequências de lucros e perdas, explicar as categorias usadas e se as causas são verdadeiras. “E lembrem-se que devem ser validadas periodicamente com vários elementos qualitativos e quantitativos. Todos esses requisitos vão gerar desafios do ponto de vista de implementação, clareza, amplitude de documentação, custos e tempo”, assinala Elizabeth.
O custo também é um grande desafio, segundo ela. “Temos os custos financeiros e também de tempo e esforço para a implementação. Segundo ela, o sucesso do modelo interno depende de um perfeito alinhamento às expectativas de todos os envolvidos no processo. “O modelo tem de ser entendido por todos, desde o presidente do conselho até o funcionário que vai alimentar a base de dados”, ressalta. “Sem esse comprometimento com a transparência e comunicação, o banco de dados pode ficar comprometido e não refletir a verdadeira noção de risco sobre o capital”, alertou.
A documentação também é um dos grandes desafios do modelo interno. Segundo ela, há um volume considerável de documento que precisam ser produzidos, para vários destinatários, como atuários, auditores, acionistas e órgão regulador, entre outros. “O modelo tem de ser claro para que todos entendam o que se pretende com essa regulamentação interna”.
Os benefícios de ter um modelo interno, segundo ela, está relacionado em ter uma vantagem competitiva e também com a economia de capital. Ela afirma que o processo de gestão de risco fica muito melhor e os desafios financeiros com todas as informação apoiam a tomada de decisão de investimentos em produtos, uma vez que o risco está dimensionado e o preço do produto adequado ao risco que ele representa ao capital.
O Brasil tem uma enorme oportunidade de explorar o seu dividendo demográfico, mas, se não aumentar sua produtividade, não será um pais rico no futuro. O alerta partiu de Amlan Roy, diretor Administrativo e chefe de Pesquisa em Demografia e Pensões Globais da Credit Suisse, em Londres, durante a participação no primeiro dia da 7ª Conseguro, nesta terça-feira, 15, quando apresentou o tema “Como a demografia afeta o crescimenton economico”, em painel mediado pelo presidente da FenaPrevi, Osvaldo Nascimento.
Roy citou o economista Peter Drucker, guru da administração, segundo o qual “ninguém presta atenção à demografia, apesar de ser um fator importante”. A questão, segundo Roy, é que a demografia não é apenas idade. “A idade é simplesmente uma das características de um grande número de variáveis que definem as diferenças em qualquer população heterogênea”, disse.
Roy explicou que mesmo em grupos aparentemente semelhantes, existem diferenças, porque todos consomem de formas distintas. “Não pense que só porque a Índia tem um monte de gente, é um pais rico”, afirmou. Segundo ele, o dividendo demográfico está intimamente ligada ao capital humano e à educação. Ele afirma que também não é previsivel a diversidade global dos consumidores e trabalhadores.
De acordo com Roy, o grupo etário que mais cresce no mundo é dos com mais de 80 anos, cerca de 381% entre 1970 e 2015, contra 98% das demais faixas de idade da população mundial. Para ele, a dependência dos idosos é um problema global e os governos precisam tomar medidas para amparar esse publico.
Roy observou que os produtos de previdência para aposentadoria, atualmente, oferecem soluções inadequadas porque se baseiam em modelos errados, do passado. Para Osvaldo Nascimento, significa que as pessoas devem avaliar qual tipo de investimento devem fazer considerando a sua maior expectativa de vda. “Se o objetivo for risco zero, então pode não haver dinheiro no futuro para garantir o seu sustento de acordo com a sua expectativa de vida”, disse.
Outra questao levantada por Roy foi sobre o bônus demográfico e a produtividade. Apesar de o Brasil ter boa parte de sua população formada por jovens, sua produtividade é baixa. “Como a massa produtiva tende a diminuir com o envelhecimento, esse efeito da baixa produtividade é muito grave”, disse Nascimento. Por isso, avaliou que é importante as empresas darem oportunidade aos jovens, sobretudo em início de carreira, para que o país aumente a produtividade.
A 7ª Conferência Brasileira de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (Conseguro), reuniu hoje, em seu primeiro dia, no complexo World Trade Center, em São Paulo, mais de 800 pessoas, entre dirigentes do setor, especialistas nacionais e internacionais, autoridades e representantes do Governo. Durante a abertura do evento, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marco Antonio Rossi, enfatizou que mesmo em um cenário econômico desafiador há oportunidades de crescimento. “O Brasil vive, reconhecidamente, um momento complexo, quando o mercado segurador se propõe a transmitir a mensagem na crença do país e na certeza da continuidade do desenvolvimento do setor. No primeiro semestre de 2015, o setor de seguros como um todo cresceu nada menos que 13,8% em comparação ao mesmo período de 2014. A título de retorno à sociedade, como indenizações, benefícios de previdência privada e resgates de capitalização, em 2014, as empresas do setor pagaram a seus clientes um montante na ordem de R$ 207 bilhões”, observou, destacando ainda que há necessidade de um movimento de realismo positivo de toda a sociedade.
A cerimônia de abertura da Conferência também contou com as presenças do secretário de Políticas de Previdência Complementar, Jaime Mariz de Faria Junior, do superintende da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Roberto Westenberger, do presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), José Carlos Abrahão, do presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados (Fenacor), Armando Vergílio, e dos presidentes das quatro federações que integram a Confederação (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap).
Suporte econômico ao desenvolvimento do país
Durante o evento foram abordados temas sobre os desafios e oportunidades da indústria do seguro relacionados ao envelhecimento global, às tendências mundiais em regulação, aos riscos emergentes e à influência da tecnologia em escala global. Na ocasião, o superintendente da SUSEP ressaltou a importância da indústria do seguro como um agente do governo. “O governo quer um mercado segurador que seja, ainda mais, um suporte econômico ao desenvolvimento do país e que evolua nas mudanças e na quebra de paradigmas para termos um Brasil protagonista do mercado segurador internacional”, avaliou. Em linha com Westenberger, Marco Antonio Rossi sinalizou a importância do trabalho conjunto que a CNseg tem realizado com a SUSEP no sentido de fazer o seguro chegar a todas as camadas da sociedade brasileira, principalmente às classes C e D.
Outro tema que ganhou destaque durante o encontro foi a influência da longevidade e seu impacto em todos os setores da economia, e, diretamente na indústria do seguro, tanto nos aspectos de regulação como na criação e tipificação de produtos. Em paralelo, o secretário de Políticas de Previdência Complementar, Jaime Mariz de Faria Junior, falou sobre a necessidade de uma revolução previdenciária no país e citou que a solvência deste setor ultrapassa a casa dos 90%. “O Brasil está caminhando para um modelo previdenciário onde os sistemas públicos, complementar e privado se integram”, ressaltou, complementando que o brasileiro não possui cultura financeira.
Já a agenda internacional da Conferência contou com palestrantes que trouxeram uma visão holística para o setor, entre eles Chefe de Pesquisa em Demografia e Pensões Globais do Crèdit Suisse, em Londres, Amlan Roy. No painel “Como a demografia afeta o crescimento econômico”, ele analisa o mercado de seguros sob a ótica do crescimento demográfico. O palestrante reforçou que a análise demográfica não se resume à idade, considerando também os aspectos sociais e as características dos indivíduos.
Segundo ele, o ponto mais crítico no Brasil hoje é produtividade do trabalho. Roy alertou para o grande número de jovens desempregados, o que abala profundamente a economia, tendo em vista que se trata do grupo com perfil mais economicamente ativo. Em paralelo a essa questão, outro ponto defendido por Amlan Roy é a necessidade de aumentar o padrão de qualidade da saúde pública e privada nos países da América Latina. “A taxa de natalidade no Brasil está diminuindo, mas é preciso ressaltar que Argentina e Chile têm hoje mais idosos que o Brasil. O país precisa investir urgentemente em saúde para não desequilibrar a balança e, assim, diminuir os impactos econômicos futuros”, alertou.
Seguindo a linha de pesquisa de Amlan Roy e falando sobre envelhecimento global e aposentadoria em países emergentes, o presidente da Global Aging Institute, Richard Jackson, iniciou sua palestra dizendo que “o mundo se encontra no umbral de uma transformação demográfica impressionante chamada envelhecimento global”. Ele ressaltou que existem duas forças por trás da transformação demográfica: a taxa de natalidade em declínio e o aumento da expectativa de vida. Sobre o Brasil, Jackson apontou que a previsão para 2050 é que o país tenha 40 idosos para cada cidadão economicamente ativo. “Conforme a população envelhece, o país terá que reduzir a generosidade dos benefícios das pensões públicas. Ou seja, o Brasil precisará expandir o alcance dos sistemas contributivos de aposentadoria, estender a idade máxima laboral e preencher a brecha resultante na renda de aposentadoria dada com a expansão da provisão de pensões de capitalização”, explicou.
Encerrando a programação do primeiro dia do evento, o painel “Desafios e oportunidades associados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR)” reuniu representantes do Ministério do Meio Ambiente, da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEPE), da Febraban e do mercado segurador. Francisco Gaetani, secretário executivo do Ministério, fez observações referentes às políticas ambientais sobre o uso do solo e disse acreditar que o CAR terá impacto positivo nos negócios do setor. “Precisamos reduzir as incertezas e os custos que envolvem os pilares do agronegócio no Brasil”, analisou, enfatizando que o país vive um momento de uma nova governança ambiental, mais próximo às tendências globais. Já Murilo Portugal, presidente da Febraban, falou sobre a importância do CAR para auxiliar a meta brasileira de redução de emissões até 2020. “Para o setor financeiro, criar bases robustas de informações é fundamental para que os serviços agropecuários possam ser valorados adequadamente”, observou, citando ainda que três milhões de pequenas e médias propriedades ainda precisam ser cadastradas no Brasil.
Em paralelo, Carla Beck, da FAEPE, trouxe para o evento uma visão sobre os impactos do CAR no produtor rural. “Estamos falando de um sistema nacional de formação obrigatória para todos os produtores rurais e que vai integrar todos os cadastros já existentes”, explicou reiterando ainda que, em um primeiro momento, o intuito do CAR é a regularização ambiental e não fundiária. Finalizando a mesa, Glaucio Toyama, diretor de Agronegócios do Grupo Segurador BB Mapfre, apresentou dados sobre os mais de cinco milhões de estabelecimentos rurais existentes no Brasil e que possuem alta relevância no PIB do país. “Hoje, 68 seguradoras operam com produtos relacionados ao seguro rural e apenas 10 oferecem serviços para o seguro agrícola. Certamente o CAR nos subsidiará com uma grande base de dados para que possamos trazer produtos mais adequados aos nossos clientes finais”, concluiu, alertando que apenas 15% deste segmento no Brasil é segurado.
O governo não coloca o mercado segurador na sua agenda, afirma o ex-deputado Armando Vergílio em seu discurso na abertura da 7a. Conseguro. Estava prevista a presença do Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e do Ministro da Saúde, Arthur Chioro, que não puderam comparecer diante da realidade dura que vive o Brasil com anúncios diários na busca de uma solução para evitar que outras agências sigam a Standard & Poor’s e também retirem o selo de bom pagador do país e suas consequências nefastas para toda a sociedade.
“Só aumentar impostos não vai resolver o problema do Brasil, que assusta a sociedade”, disse ele, referindo-se ao pacote de medidas fiscais no valor de R$ 64,9 bilhões anunciados ontem com o objetivo de garantir um superávit primário em 2016 Dentro desse pacote, o governo sugere a volta da CPMF com expectativa de arrecadação de R$ 32 bilhões no próximo ano. “O mercado segurador poderia contribuir muito mais, porém isso não ocorre como deveria. Nossa sugestão é que o setor seja incluído numa agenda positiva do governo”.
Apesar desse tratamento que mostra certa indiferença do governo com o setor, os indicadores mostram crescimento de dois dígitos na última década, muito acima da evolução da evolução do PIB. “Isso ocorre porque a sociedade se conscientiza dos benefícios dos produtos ofertados pelo setor, graças ao empenho dos corretores de seguros, que disseminam que o seguro é vital para proteger empresas, governos e indivíduos de eventos aleatórios que podem causar perdas significativas”, enfatiza Armando Vergílio.
O também presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros., afirma que “vivemos uma crise econômica grave que não será resolvida no curto prazo. “Já perdemos 2015, 2016 e possivelmente 2017. Se não buscarmos soluções rapidamente, poderemos perder uma década ou mais”. “Não estou aqui batendo no governo. Confio no ministro Joaquim Levy e sei que todos buscam fazer o melhor. Me refiro a uma miopia paradoxal”, enfatiza.
“Todos precisam fazer a sua parte com muita seriedade e o governo precisa dialogar mais e ver o mercado segurador com outros olhos. Com bom senso e desprendimento das pessoas podemos sair dessa crise muito melhor do que entramos, com propostas efetivas e que visam benefícios a todos”, chamando a atenção para o VGBL Saúde, que foi aprovado pela Câmara e agora está no Senado. “Esse é um projeto do bem, pois todos ganham: a população que acumula reserva de longo prazo, o governo que desafoga o sistema público, as seguradoras, os corretores”, afirma.
No próximo dia 22 de setembro, a cidade de Belo Horizonte recebe o Chairman da Chubb Seguros, Acacio Queiroz, que a convite do WTC ministrará palestra para empresários e formadores de opinião. O evento será realizado em Café da Manhã, no Museu Inimá de Paula, localizado na Rua da Bahia, n°1201 – Centro.
A partir do tema “Qual a Visão do CEO sobre as Diretorias e seus papéis estratégicos nas organizações?”, Acacio Queiroz, irá analisar o cenário econômico Internacional, o cenário Político interno e a construção do Índice de Confiança Social. “Sempre digo que conhecimento deve ser compartilhado, por isso fico muito honrado com o convite do WTC. Certamente será uma ótima oportunidade para discutirmos ideias e ampliarmos ainda mais as nossas experiências. ”, disse o Chairman da Chubb.
No dia 24 de setembro, a cidade de Recife receberá o Chairman da Chubb Seguros, Acacio Queiroz, que ministrará palestra sobre o atual cenário econômico e o mercado segurador no Brasil. O evento acontecerá no Restaurante Rui Paula, no Shopping Riomar.
Reconhecido como um dos principais líderes e especialista do mercado brasileiro de seguros, com mais de 40 anos de experiência no Brasil e no exterior, Acacio Queiroz analisará o cenário econômico mundial, inserido em 2015 e com previsões para 2017. “Terei a oportunidade de falar também sobre investimentos internacionais na América Latina, e nível Brasil. Além de uma comparação entre o mercado de fusões e aquisições em 2013 e 2014, nos diversos setores da economia”, disse o Chairman da Chubb.
Após analisar o cenário econômico, Acacio Queiroz falará dos dados do mercado segurador e as perspectivas para 2015. E finalizará com dados macroeconômicos do mercado de seguros, projeções de crescimento e rentabilidade do setor.
* Formado em Economia, pós-graduado em Finanças e com especialização em Business nos Estados Unidos, Acacio Queiroz atua na Chubb há dez anos. Possui certificação no Programa de Desenvolvimento de Conselheiros pela Fundação Dom Cabral, bem como é Conselheiro de Administração Certificado pelo IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. O executivo lançou o livro “Minhas Bagagens” e atua como palestrante nas áreas de Economia, Liderança e Motivação. Liderou várias companhias de seguros no País e na América Latina e é um dos executivos mais atuantes no mercado nacional. Por sua contribuição no segmento de seguro, acumula os mais significativos prêmios e reconhecimentos no Brasil e no exterior nas áreas de Economia, Seguros, Liderança e Motivação.
O Brasil é um dos países que mais se destaca dentro dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI, sigla em inglês), pacto assinado em 2012, segundo o líder da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI, sigla em inglês), Butch Bacani. O pontapé inicial do PSI foi dado no Brasil, com 27 empresas signatárias. Em três anos, o número triplicou e está próximo de 90. Esperamos chegar a 100 em 2016”, afirmou Bacani, que coordenou a Mesa Redonda “O Seguro no Brasil em 2030: fortalecendo o seguro para o desenvolvimento sustentável”, promovida pela CNseg, em parceria com UNEP FI, em 14 de setembro, em São Paulo.
“O Brasil, três anos depois, continua pioneiro em muitos sentidos. Foi pioneiro na América Latina a adotar o PSI, com nove empresas e a CNseg como signatária, e agora conta com ações inovadoras, que irão contribuir para influenciar a indústria mundial de seguros a avançar na construção da estratégia 2015 a 2030 do PSI organizada por meio da Organização das Nações Unidas (ONU)”, disse ele durante o evento.
Christiana Figueres, secretária executiva da UN Framework Convention on Climate Change, afirmou, em mensagem de vídeo exibido no encontro, que tem profunda admiração pelos passos já tomados pelas seguradoras brasileiras. “Não é exagero dizer que o setor está liderando o caminho das discussões sobre a mudança climática. Na realidade, crescimento sustentável e resiliente só será verdade se mitigarmos esse risco”, enfatizou Figueres. Segundo ela, este é um ano decisivo para a próxima conferência sobre o clima, que reunirá sob a sigla da ONU seus 195 países-membros, de 30 de novembro a 11 de dezembro em Le Bourget, norte de Paris.
A comunidade internacional estabeleceu como objetivo o limite a 2°C no aumento na temperatura causado pelas emissões de gases de efeito estufa – caso contrário, um impacto grave e irreversível será causado ao planeta. “Vivemos num mundo incerto e interconectado e isso exige cuidados com as mudanças climáticas, que geram catástrofes naturais que tiram vidas e comprometem os governos financeiramente diante das perdas geradas. E a indústria de seguros tem muito a contribuir com essa iniciativa”, afirmou.
Os compromissos assumidos individualmente pelas companhias de seguros podem gerar mudanças significativas, considerando-se que a indústria de seguros tem uma carteira de investimento superior a US$ 30 trilhões e vendas anuais de contratos de proteção próximas de US$ 5 trilhões. Swiss Re, Munich Re, AXA, Aviva e a australiana IAG foram alguns dos exemplos internacionais citados por Bacani e Christiana Figueres.
A Swiss Re, por exemplo, foi a primeira empresa do setor a desenvolver uma estratégia de sustentabilidade, não só de subscrição de risco, exigindo que seus clientes adotem políticas sustentáveis, como também sua política de investimento tem como missão aplicar em papéis de empresas que adotam ações eficientes para combater a corrupção, trabalho escravo entre outros itens incluídos nos PSI.
A AXA, uma das maiores seguradoras do mundo, anunciou em maio deste ano que vai reduzir seus investimentos em segmentos como minas de carvão e aumentar seus recursos em setores com iniciativas em pró da redução de emissão de CO2. Também está liderando uma pesquisa em parceria com a a UNEP PI com 40 líderes como prefeitos e executivos destacados no meio corporativo para analisar o que eles entendem sobre mudanças climáticas e a partir do resultado criar soluções que possam incentivá-los a prevenir situações de risco.
Depois da exposição dos avanços mundiais nos três anos de PSI, foi a vez de brasileiros, como Terra Brasis, SulAmérica, BB Capitalização, Seguradora Líder, Mongeral Aegon, Porto Seguros e BB Mapfre contarem o que têm feito na indústria de seguros local. O primeiro a falar foi Paulo Botti, CEO da resseguradora local Terra Brasis. Entre as iniciativas, ele citou a criação do Mapa de Catástrofes online para gerar estatísticas para melhorar a precificação de riscos e o treinamento de mais de 300 funcionários de seguradoras e corretoras. “Estudos mostram que o Brasil tem potencial de perdas de US$ 4,5 bilhões considerando-se colapso financeiro, pandemias e perdas geradas pelo clima. Podemos contribuir com a perenidade ao promover a conscientização dos riscos e soluções de prevenção e gerenciamento”, afirmou.
“Vivemos, hoje, em um ambiente onde nossas atividades são profundamente afetadas por todos os tipos de mudanças e impactos: ambientais, econômicos, sociais e de governança. Assim, as empresas mais bem-sucedidas são aquelas que buscam a incorporação dessas questões como uma forma de gerar valor para os negócios e para os públicos com os quais elas se relacionam”, disse a diretora de Sustentabilidade do Grupo Segurador BB e Mapfre e presidente da comissão temática sobre este tema na CNseg, Fátima Lima. Na SulAmérica, sustentabilidade é um tema estratégico e a novidade ficou por conta de agora estar dedicada ao engajamento dos corretores ao PSI, da qual é signatária desde o início.
“Temos um importante papel a desempenhar nas questões ambientais, sociais e econômicas. Criou-se uma iniciativa estratégica de sustentabilidade com metas e indicadores diretamente relacionados aos cinco temas prioritários, que inclui a revisão e criação de novas políticas e processos, para inclusão de questões ambientais, sociais e de governança no modelo de negócio, processo de tomada de decisão e produtos e serviços. “Desde 2009 a SulAmérica conta com um Comitê de Sustentabilidade formado pelos principais executivos da Companhia, que em 2011 passou a ser um comitê de assessoramento do Conselho de Administração”, citou Patrícia Coimbra, responsável por sustentabilidade e RH na SulAmérica.
A Porto Seguro apresentou várias iniciativas, sendo a filosofia que norteou a criação da empresa Renova Ecopeças, a que mais despertou o interesse da plateia. “Nos Estados Unidos, 95% dos carros que saem de circulação são reciclados. No Brasil apenas 1%”, citou Edson Frizzarim, diretor, Porto Seguro. A Renova Ecopeças é pioneira na reciclagem e reaproveitamento de peças e componentes automotivos. Todos os processos, pessoas e parceiros envolvidos com a Renova seguem um rígido padrão de responsabilidade ambiental e compromisso social. Além de oferecer peças com qualidade, garantia e de baixo custo, a Renova também oferece soluções para o descarte adequado de veículos em final de vida útil. Com isso, proporciona a redução do consumo de recursos naturais e evita o risco de poluição do meio ambiente.
O vídeo apresentado chamou a atenção do líder da Iniciativa Financeira Unep FI. “Esse relato é muito importante e deixa claro a importância da cúpula do grupo estar envolvida nas ações do PSI. O governo chinês perguntou em nossa reunião qual seria um modelo que poderia ser usado para o seguro verde que pretendem implantar no país. Posso mostrar esse vídeo da Renova para eles, pois é um modelo a ser seguido”, disse Butch Bacani visivelmente entusiasmado com as iniciativas locais relatadas pelos participantes do debate.
Após as apresentações das ações já adotadas e também das que constam na agenda de 2015, foi a vez dos técnicos do governo sinalizarem de que forma as parcerias públicos privadas podem contribuir para a adoção de práticas sustentáveis em toda a cadeia. Rodomarque Meira, do Banco Central, afirmou que a política adotada pelas instituições financeiras têm de ser efetivas. “Não adianta ter uma política linda. O BC quer mecanismos que avaliem as atividades relacionadas com setores econômicos com alta exposição de risco social e ambiental. Tem de ter plano de ação com datas fatos e evidências, pois isso será cobrado pelo supervisor em breve”, afirmou.
Já a técnica da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Natalie Hurtado, citou que o setor tem de tirar temas que estão na pauta secundária para a pauta de prioridades. Ela afirmou que o setor deve ter maior engajamento para criar no Brasil um polo de resseguros da América Latina e também enfatizou que as seguradoras precisam lançar produtos com preços acessíveis para a população. “Hoje não temos produtos com preços acessíveis que atendam as necessidades de toda a população “.
A diretora executiva da Confederação, Solange Beatriz Palheiro Mendes, mencionou alguns dos avanços das conversas mantidas entre a CNseg e a Susep nesses temas e enfatizou que para o setor avançar tem de ter mais liberdade. “Um setor regulado busca o diálogo para se estabelecer o ponto ideal da liberdade com a responsabilidade”, comentou, acrescentando que políticas públicas são necessárias, mas tem de ficar claro o papel do estado e do setor privado. “Temos de ter esse diálogo e entender quais as ferramentas desenvolver para atingir a modernidade exigida do setor dentro do PSI”.
Segundo Solange, as questões-chave da sustentabilidade são consideradas nas decisões estratégicas das empresas não somente para atender a uma demanda atual da sociedade, mas, principalmente, em busca de uma estabilidade financeira e reputacional de longo prazo e a CNseg chama para si a tarefa de influenciar o comportamento das empresas, consumidores e da sociedade de forma geral a dar um passo mais firme neste sentido”, analisa, concluindo que o mercado de seguros tem uma relação direta com o gerenciamento de risco, com um olhar mais aguçado do que outros setores.
Modelo criado pela seguradora Porto Seguro para a Renova Ecopeças, empresa controlada pelo grupo, será apresentado para o governo chinês como modelo de seguro verde, que consta no novo modelo financeiro da economia que mais cresce no mundo. Foi isso que afirmou Butch Bacani, líder da Iniciativa Financeira, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI, sigla em inglês), que coordena a Mesa Redonda “O Seguro no Brasil em 2030: fortalecendo o seguro para o desenvolvimento sustentável”, realizada em SP nesta tarde. Parabéns Porto Seguro. Influenciando o mundo com sua filosofia única de ser rentável para todos os envolvidos na cadeia de negócios.
A Renova Ecopeças, uma empresa da Porto Seguro, é pioneira na reciclagem e reaproveitamento de peças e componentes automotivos. Todos os processos, pessoas e parceiros envolvidos com a Renova seguem um rígido padrão de responsabilidade ambiental e compromisso social. Além de oferecer peças com qualidade, garantia e de baixo custo, a Renova também oferece soluções para o descarte adequado de veículos em final de vida útil. Com isso, proporciona a redução do consumo de recursos naturais e evita o risco de poluição do meio ambiente.
Quem quiser saber mais sobre a Renova Ecopeças acesse o site http://institucional.renovaecopecas.com.br/sobre
A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) lançará, na próxima semana, na 7ª Conferência Brasileira de Seguros, Resseguros, Previdência Privada e Capitalização (CONSEGURO), em São Paulo, o Guia de Reajustes dos Planos e Seguros Privados de Saúde. A publicação explica detalhadamente as regras editadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), esclarecendo como os reajustes são necessários para repor perdas financeiras e assegurar o equilíbrio econômico-financeiro desse sistema. A CONSEGURO – um dos mais importantes eventos do calendário do mercado segurador, promovido pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) – acontecerá de 15 a 17 de setembro, no World Trade Center, capital paulista.
A regulação vigente, as regras contratuais, o comportamento dos custos da assistência médica com despesas se expandindo muito acima da inflação geral de preços e os desafios que se impõem aos principais agentes da cadeia de valor de saúde – incluindo operadoras, Governo, prestadores de serviços, famílias e empresas empregadoras – são temas abordados no novo guia. “O objetivo dessa publicação é tornar claros os principais fundamentos que norteiam a Saúde Suplementar no Brasil e os fatores que determinam os preços”, explica José Cechin, Diretor Executivo da FenaSaúde.
Segundo Cechin, é importante lembrar que o plano de saúde é um bem de todos os beneficiários, portanto da sociedade. “As despesas com saúde serão sempre crescentes, no Brasil e no mundo, devido à incorporação tecnológica, ao aumento da frequência de utilização e, sobretudo, ao envelhecimento. Mas, ao aprender a fazer uso consciente desse produto, o consumidor contribui para reduzir o impacto do uso inadequado e dos desperdícios nas despesas assistenciais”, ressalta.
Para que os beneficiários entendam o processo de desenvolvimento e a operação do mercado de planos de saúde, o Guia de Reajustes dos Planos e Seguros Privados de Saúde traça um histórico do setor e do processo regulatório. Lembra, por exemplo, que a regulamentação do segmento veio só após 40 anos de os primeiros planos serem oferecidos no Brasil, à época, sem regras definidas. A Lei 9.656/1998 foi criada justamente para organizar a Saúde Suplementar. Até essa Lei, apenas o seguro saúde era regulamentado.
Tipos de reajustes:
No guia, o consumidor poderá consultar informações sobre os tipos de reajustes que passaram a vigorar a partir da Lei 9.656: o anual por variação de custo (aplicado na data de aniversário do contrato) e o ajuste da mensalidade em razão da mudança de faixa etária do beneficiário. O material explica as fórmulas de recomposição dos planos coletivos e individuais, a estrutura dos preços, o pacto intergeracional, a evolução de custos e a sinistralidade, entre outros temas.
O Guia de Reajustes dos Planos e Seguros Privados de Saúde chega em um momento definitivo, quando é crucial buscar uma regulação afinada com a viabilidade econômica do segmento no longo prazo. É preciso que a sociedade – cidadãos e empresas – seja inserida na discussão sobre quanto se pode e se quer, efetivamente, pagar por saúde.
Serviço:
O Guia de Reajustes dos Planos e Seguros Privados de Saúde da FenaSaúde será lançado na 7ª Conferência Brasileira de Seguros, Resseguros, Previdência Privada e Capitalização (CONSEGURO), de 15 a 17 de setembro, no World Trade Center, capital paulista.
Endereço:
Av. das Nações Unidas, 12551 – Brooklin Paulista, São Paulo – SP. Mais informações: http://www.conseguro.org.br/
Tel:(11) 3043-7000.
Como acessar:
O Guia de Reajustes dos Planos e Seguros Privados de Saúde da FenaSaúde pode ser obtido, gratuitamente, via download, no endereço no site da FenaSaúde http://migre.me/rwu92 .
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