A Zurich Insurance abandonou sua proposta de 5,6 bilhões de libras (8,7 bilhões de dólares) pela britânica RSA nesta segunda-feira, após prever uma perda de 200 milhões de dólares no terceiro trimestre em grande parte devido às explosões devastadoras no porto chinês de Tianjin.
Um dia antes do prazo final para a proposta sob as regras de aquisição britânicas, a Zurich disse que irá conduzir uma revisão para melhorar a performance de seu negócio geral de seguros ao invés de adquirir sua rival britânica, fazendo despencar em cerca de 20 por cento as ações da RSA.
A RSA, que está perseguindo uma estratégia de reestruturação sob a liderança do ex-chefe do Royal Bank of Scotland Stephen Hester, disse que a Zurich não encontrou nada inconveniente em suas verificações nos livros da empresa que pudesse ter frustrado o acordo.
A RSA também disse que suas operações em julho e agosto foram positivas, mas suas ações estavam sendo negociadas abaixo do valor de fechamento registrado um dia antes da Zurique informar que estava avaliando uma oferta.
A missão do projeto da Icatu Seguros, que conquistou o 1º lugar na categoria “Comunicação” na quarta edição, em 2014, do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, promovido pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), é disseminar a importância dos produtos financeiros de proteção e planejamento para a vida dos consumidores brasileiros.
A “Plataforma do Conhecimento – Educação Financeira”, desenvolvida pelo gerente de marketing da Icatu Seguros, Rodrigo Pádova, disponibiliza conteúdo sobre educação financeira de forma simples, lúdica e atrativa por meio de games, cursos, textos, infográficos, eventos e vídeos. O projeto, retratado em um dos webdocumentários da série sobre os vencedores da 4ª edição do Prêmio, foi elaborado após a constatação, em 2012, da baixa penetração dos seguros de vida e planos de saúde no país – 5% e 3,8%, respectivamente -, tendo como desafio auxiliar a população a despertar o mais cedo possível para a importância de pensar no futuro. “A educação financeira não é uma coisa simples e fácil de ser aprendida. Então, a gente tinha o desafio de tornar esses conteúdos interessantes e divertidos para que as pessoas, ao mesmo tempo em que estavam aprendendo e se informando, pudessem se entreter com o assunto”, afirmou Rodrigo.
Destinadas à sociedade em geral, as ferramentas que a plataforma reúne incluem o jogo “Vivendo e Aprendendo”, que possibilita as pessoas a voltarem no tempo para reavaliar o efeito das suas atitudes do presente; cursos gratuitos de e-learning desenvolvidos em parceria com a FGV On Line sobre planejamento da vida financeira, organização do orçamento familiar e consumo consciente; e os simuladores “Rumo aos Cem”, que oferece a estimativa da expectativa de vida da pessoa, e “Target”, simulador de aposentadoria que calcula gastos detalhados de despesas básicas do dia a dia.
A divulgação dos webdocumentários é desenvolvida pela CNseg, desde 2014, para relembrar as grandes ideias das últimas edições do Prêmio, incentivar a indústria de seguros, colaborar para a inovação no mercado segurador e aprimorar as relações com o consumidor. No ano passado, foram produzidos e divulgados vídeos de cinco dos projetos vencedores.
Para assistir ao webdocumentário, acesse o hotsite (www.premioseguro.com.br) ou a fanpage do Prêmio (www.facebook.com/InovacaoemSeguros).
FONTE: Kelly Lubiato, da Revista Apólice, com informações da Business Insurance
Horas depois do grande terremoto que atingiu a costa central do Chile, as primeiras estimativas de potenciais perdas econômicas foram feitas pelo US Geological Survey (USGS). Apesar das estimativas, o USGS também observou que era “muito cedo para fornecer uma projeção de perda econômica”, mas previu que havia uma chance de 52% “de perdas que entre US $ 100 milhões e US $ 1 bilhão.” A agência científica também estimou uma probabilidade de 18% de “danos econômicos superiores a US $ 1 bilhão, e uma chance de 29% de perdas econômicas inferiores a US $ 100 milhões.”
O USGS usa um modelo de simulação de computador que leva em conta a proximidade do terremoto de áreas povoadas, a profundidade do evento e normas de construção locais. De acordo com o USGS, 11 milhões de pessoas foram expostas ao terremoto na noite quarta-feira, que foi o resultado de “impulso da falha na interface entre o Nazca e placas tectônicas da América do Sul, na região central do Chile”.
Até agora, 12 pessoas foram relatados mortos como consequência do terremoto, que causou grandes danos nas cidades costeiras de Coquimbo, Tongoy, Concón e Los Vilos. O terremoto de 8,3 de magnitude de quarta-feira foi o mais forte a atingir o Chile desde aquele de 27 de fevereiro de 2010, que atingiu a escala 8,8. De acordo com o USGS “um terremoto de magnitude 8,8 é 3,2 vezes maior do que a magnitude de 8,3 em um sismograma e 5,6 vezes mais forte em termos de liberação de energia”.
O terremoto de fevereiro 2010 matou pelo menos 500 pessoas, causou perdas econômicas de US $ 30 bilhões e perdas de seguros estimadas entre US $ 4 eUS $ 7 bilhões por Swiss Re e Munich Re.
O compliance é um caminho que, no início, não é fácil, mas é necessário para garantir a perenidade da empresa, setencia o consultor Wagner Giovanini, da Compliance Total, em sua palestra “Compliance A Excelência na Prática”, no Seminário de Controles Internos & Compliance, realizado em São Paulo. Segundo ele, há um avanço significativo em relação à ética e à integridade no país. Se comparados com os últimos 20 anos, a diferença é grande”, comenta. “Temos a Lava-Jato, a Lei Anticorrupção, movimentos sociais que exigem transparência e jovens interessados na questão da ética. A consciência mudou e isso empurra as empresas a amadurecerem de forma muito mais rápido”.
Em sua palestra, Giovanini abordou alguns tópicos: como criar um programa de compliance; onde alocar a área de compliance dentro da empresa; como interagir com os outros departamentos da empresa, citando as melhores práticas para implementação de canais de denúncia entre outros programas necessários para ter um compliance de ponta dentro da organização e que também envolva terceiros. Segundo ele, não existe controle blindado o suficiente. “As pessoas têm de ser convencidas a fazer a coisa certa, mesmo sem ter leis que a obriguem a isso”, afirma. “Sem isso, o mal-intencionado vai burlar a regra no dia seguinte”. E deve ser uma atitude constante, pois há uma grande rotatividade de funcionários em uma empresa.
Ele divide as pessoas em basicamente três grupos. Uma parte pequena que faz a coisa certa sempre, que “mesmo passando fome, vai devolver uma mala de dinheiro encontrada”. Outra parcela pequena daqueles que acordam pela manhã e pensam no que vão fazer para ter alguma vantagem burlando regras. E o grosso das pessoas, cerca de 80%, migram entre um e outro tipo. Se houver uma brecha para ter vantagem, aceitam. Se não, fazem a coisa certa.
“É esse último grupo de pessoas que o compliance tem de convencer a fazer a coisa certa. Aquele que nasce pensando em burlar regras deve ser identificado e demitido”, afirma. “Isso porque a empresa pode ter um compliance perfeito, mas uma única pessoa é capaz de acabar com tudo por agir com má fé “. Ele afirma que as empresas no Brasil estão começando a perceber que é melhor seguir o caminho da ética e das regras de compliance. Citou que recentemente conversou com um executivo preso na Lava Jato. Ele afirmou que não tem dinheiro que pague o sofrimento que vem enfrentando. “Quando a pessoa reflete, opta por não fazer coisas erradas.
Ele classifica as empresas brasileiras com um nível básico de compliance. “Mas estamos avançando e o cenário atual colabora para acelerar esse processo de dizer não à corrupção, mesmo que se perca clientes ou mercado. “Sempre haverá outro mercado que poderá conquistar. Vejam o caso da Natura. Investiu em compliance e hoje é reconhecida mundialmente por ser uma empresas que ganha dinheiro sendo sustentável”, citou. Mas é preciso ter coragem e também engajamento do mais alto escalão da empresa para implementar uma política de compliance que mitigue os riscos de um grupo tirar a empresa do trilho.
Por Adriana Boscov, Colunista de Plurale
De São Paulo
No último dia 14 de setembro aconteceu, em São Paulo, a primeira Mesa Redonda de Seguros para o Desenvolvimento Sustentável do Brasil. Organizado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) e em parceria com os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) do Programa das Nac?o?es Unidas para o Meio Ambiente para Instituições Financeiras — PNUMA-FI (United Nations Environment Programme for Financial Institutions — UNEP-FI), o evento foi uma nacionalização do evento mundial “Insurance 2030 Global Roundtable” co-organizado pela UNEP FI e a Swiss Re em Maio de 2015. O evento contou com a presença de representantes do PSI, governo, setor de seguros e consultorias especializadas em sustentabilidade.
Segundo Butch Bacani, representante do PSI, “A mesa redonda foi uma discussão estratégica sobre como o Brasil pode aproveitar o potencial da influência do setor de seguros para o desenvolvimento sustentável, e desenvolver caminhos para ação, escala e impacto até 2030 — horizonte das novas metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU que serão adotadas pelos governos ainda em setembro.” Durante a abertura, os participantes viram uma mensagem gravada da Secretária Executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (United Nations Framework Convention on Climate Change — UNFCCC), Christiana Figueres, que focou no papel da indústria de seguros para a transição de uma economia baseada em baixo carbono e resiliente ao clima em preparação para a Conferência das Partes a ser realizada em Paris este ano (COP 21).
A visão Seguros em 2030 é especialmente importante para o Brasil por diversos fatores relembrou Butch. O Brasil é o maior mercado de seguros da América Latina e conta com o maior número de signatários dos PSI, totalizando 9 empresas e uma instituição apoiadora. Além disso, foi o primeiro país onde a Bolsa de Valores, BM&FBovespa, incluiu os PSI em seu Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e o mercado segurador instituiu metas concretas para atingir os 4 princípios, baseadas em uma extensa pesquisa sobre as práticas ambientais, sociais e de governança das empresas associadas a CNseg.
O foco das discussões do evento foi como a indústria de seguros pode contribuir para o desenvolvimento sustentável. A indústria tem três grandes papéis: gerenciamento de riscos (físicos) investimentos e gerenciamento de riscos financeiros (Risk carrier); e por meio desses papéis pode influenciar as decisões de alocação de recursos, além de oferecer produtos e serviços que atendam as demandas de riscos ambientais, sociais e de governança (ASG) que vem surgindo.
O setor de seguros é um dos maiores investidores no mundo e, por meio de suas políticas de investimentos, está liderando o movimento para uma mudança de economia baseada em combustíveis fósseis para uma economia baseada em energias renováveis e de baixo carbono, disse Christiana Figueres, da UNFCCC. O PSI hoje conta com 85 signatários que representam um quinto do mercado e 40 trilhões de dólares em reservas. Empresas que querem mudar o curso de seus investimentos e práticas em prol do desenvolvimento sustentável.
Como prova, várias práticas de empresas seguradoras e resseguradoras foram apresentadas, tanto do Brasil como no mundo. O que se pode notar é que em sua maioria, as iniciativas se baseiam em integração das questões ASG em suas operações, muitas vezes utilizando o modelo de parceria.
A Swiss Re foi a primeira resseguradora a criar uma Sustainability Risk Framework para gerenciamento de riscos e decisão de investimentos. A Munich Re desenvolveu uma ferramenta de subscrição de riscos ambientais, sociais e de governança para a carteira de riscos de engenharia/infraestrutura, além de um processo de integração das questões ASG em suas operações de maneira geral. O CEO da Axa se comprometeu a triplicar os investimentos “verdes” da companhia nos próximos 5 anos. Em parceria com o PSI, a Axa elaborou uma pesquisa sobre a resiliência a questões climáticas em grandes cidades de todo o mundo. Munich Re e International Finance Corporation (IFC) trabalham em Surety Bonds. A resseguradora Terra Brasis desenvolveu um mapa de eventos climáticos no Brasil.
A SulAmérica Seguros aprovou diversas políticas que tem se desdobrado na incorporação de questões ASG na matriz de riscos ERM, seleção de compras e práticas de engajamento de prestadores de serviços. A Brasilcap conta com uma linha de produtos de capitalização que investe parte do faturamento em projetos ambientais e de educação, totalizando mais de R$ 14 milhões em 2014. A Seguradora Líder DPVAT fez uma parceria com os Correios de forma a possibilitar acesso ao seguro DPVA tem todo o território nacional.
A empresa Renova é a mais nova empresa do grupo Porto Seguros e tem como foco a reciclagem e descarte correto de peças automotivas geradas de sinistros do seguro automóvel. A BB e Mapfre criou a Academia de Sustentabilidade onde são treinados corretores, prestadores e inspetores de riscos. A MongeralAegon criou a iniciativa Eu Planejo 360 em resposta aos resultados das pesquisas para entender os efeitos da longevidade no planejamento da aposentadoria.
Além das iniciativas das seguradoras e resseguradoras membros do PSI, a própria iniciativa da UNEP FI vem desenvolvendo estudos e projetos para o maior entendimento de como integrar questões ASG na operações de seguros. Algumas delas foram mencionadas no evento:
O projeto An insurance industry commitment in support of the process to develop the Post-2015 Framework for Disaster Risk Reduction do PSI da UNEP FI, que teve sua primeira etapa de pesquisas publicada em 2014, conclui que grande parte dos recursos disponíveis é utilizado somente para responder as catástrofes e não para prevenir que os riscos sejam tão severos. A segunda fase, já em curso, é desenvolver um mapa de riscos baseado em uma ferramenta desenvolvida na Austrália que seja pública e acessível a quem interessar.
A terceira fase é engajar localmente para que cada país possa construir sua própria O compromisso do setor de seguros apresentado no fórum de Sendai sobre Riscos de Desastres Climáticos em março de 2015 apresenta os principais pontos a serem trabalhados pelo setor para redução de riscos e aumento da resiliência de riscos derivados de desastres climáticos. Esse compromisso gerou uma plataforma online da PSI para que empresas possam mostrar como empresas podem apoiar a Global Framework de Riscos de Desastres. A UNEP FI vem consultando empresas do setor financeiro em um Inquiry into the design of a sustainable financial system.
Uma nova iniciativa da ONU será lançada durante a COP Paris sobre Climate Change Resilience – baseada no tripé antecipe, absorva e remodele (reshape) – onde se acredita que o papel do setor de seguros será chave para o sucesso. A ONU buscará no próximo mês compromissos das empresas signatárias.
No painel dos representantes do governo, falaram sobre o marco regulatório, Banco Central do Brasil, da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e Ministério do Meio Ambiente. Nesse painel a principal discussão foi sobre o marco regulatório definido pela Lei 4327 do Bacen que traz obrigatoriedade as instituições financeiras de desenvolver uma Política de Gestão de Riscos Socioambientais. A SUSEP por sua vez, estuda uma proposta apresentada pelas empresas do setor para regulação de resíduos sólidos derivados das operações de seguros de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos e tem desde 2014 trabalhado na questão de Educação Financeira para melhorar o acesso a produtos financeiros. Já o Ministério do Meio Ambiente, mencionou a importância de se criar diretrizes quanto as melhores práticas ambientais a serem incorporadas mas empresas adaptadas aos diversos setores.
Em resposta à fala sobre a necessidade de maior integração das questões ASG nas estratégias de negócios das seguradoras, Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora executiva da CNseg, disse que “Sustentabilidade é sinônimo de boas práticas, como operar da melhor maneira possível olhando para as questões ambientais, sociais e de governança (ASG). E o setor de seguros deve ser o exemplo de indústria que persegue os preceitos e princípios de Sustentabilidade, por sua própria natureza que visa o bem do segurado ao repor danos e perdas.”
Seguindo a visão de Seguros 2030, fica claro depois desta enriquecedora tarde de discussões, que o caminho é longo mas possível, e que só poderá acontecer se todos os atores se unirem em prol das melhores práticas de forma a desenvolver um setor de seguros capaz de mitigar os riscos emergentes (ASG) e atender as demandas da sociedade por uma vida mais segura.
É urgente que o Brasil implemente as reformas necessárias para reduzir as desigualdades sociais e, assim, começar a implementar um sistema previdenciário que irá sobreviver no longo prazo. Esse foi o recado dado por Richard Jackson, presidente do Global Aging Institute (GAI), em sua palestra “Envelhecimento Global e Aposentadoria em Países Emergentes”, na 7ª Conseguro.
O objetivo de Jackson com sua pesquisa é ajudar todos a pensarem um pouco sobre como as mudanças demográficas exigem uma adequação do sistema de aposentadoria nos mercados emergentes, especificamente no Brasil. “O envelhecimento global promete transformar a dimensão da ordem da família nas próximas décadas”, afirmou o executivo.
O presidente do GAI, uma organização de pesquisa e educação sem fins lucrativos, dedicada ao crescimento do entendimento da economia, da sociedade e dos desafios geopolíticos criados pela mudança demográfica, apresentou à plateia um estudo que aborda os reflexos da longevidade sobre a população dos países em desenvolvimento. Os dados apresentados evidenciam que a longevidade aumentará a vantagem do modelo previdenciário de capitalização em relação ao modelo de repartição.
“Quando os países desenvolvidos iniciaram seus processos de envelhecimento, já eram sociedades estabilizadas, com estados de bem-estar maduros”, disse. Porém, muitos dos mercados emergentes de hoje estão envelhecendo antes de terem tido tempo para implementar mecanismos públicos ou de mercado adequados para substituir as redes familiares tradicionais de suporte aos idosos.
Para os países desenvolvidos, o desafio é reduzir a crescente carga que seus generosos sistemas previdenciários impõem sobre os jovens, sem paralelamente debilitar a segurança que agora fornecem aos idosos. Para muitas economias emergentes, o desafio é precisamente o oposto: garantir certo nível de segurança para idosos, que hoje em dia não existe, sem, ao mesmo tempo, impor uma carga pesada sobre os jovens, ressaltou.
Segundo o estudo, os sistemas previdenciários de capitalização podem desfrutar da vantagem de uma crescente taxa de retorno em relação aos sistemas de repartição, lhes permitindo oferecer benefícios adequados de aposentadoria aos filiados a taxas de contribuição muito mais baixas. Afirma, ainda, que os sistemas de capitalização podem favorecer o desenvolvimento do mercado de capitais e, dependendo de como são estruturados e financiados, podem ajudar a aliviar a pressão nos orçamentos do governo e manter adequadas as taxas de poupança e investimentos.
O grande problema nas economias emergentes tem sido o trabalho informal. “Independentemente, se o sistema previdenciário é contributivo ou de capitalização, as economias emergentes com grandes setores informais precisam de uma pensão social não contributiva. O sistema de aposentadoria em países com sistemas de capitalização individual pode se fazer tão progressivo quanto se desejar”, disse.
Diferentemente do risco de mercado em sistemas de capitalização, não existe uma estratégia provada para minimizar o risco político nos sistemas de repartição. “A dúvida é se os políticos do futuro vão reduzir os benéficos oferecidos. “E esse risco aumenta conforme a sociedade envelhece”, informa. Segundo o estudo, França e Canadá terão de cortar benefícios em um terço no longo prazo para que o sistema previdenciário não entre em colapso. Na Itália o percentual chega a 49%.
Finalmente, vale reforçar que mesmo que o sistema de capitalização pode trazer benéficos aos indivíduos e para a sociedade como um todo. Isso aconteceu nos EUA nas décadas anteriores à guerra. Esta acontecendo na América Latina com o sistema de Previdência Complementar. “Sabemos que, na medida que elas envelhecem, os investimento na economia vão cair”, diz.
No estudo, também foram avaliados alguns desafios de contas individuais sustentáveis. “Uma coisa é dizer que capitalização tem vantagens com relação à repartição. Outra é dizer que qualquer sistema de capitalização vai trazer bons benefícios”, pondera. Conforme a população envelhece, o Brasil irá precisar fazer reduções profundas na generosidade dos benefícios das pensões públicas de repartição para preencher a brecha resultante da renda da aposentadoria com a expansão da provisão de pensões de capitalização. Ao mesmo tempo, o Brasil deverá expandir o alcance dos sistemas de aposentadorias contributivos. Assim, como todos os mercados emergentes em processo de envelhecimento, o Brasil também ira precisar aumentar as idades de aposentadoria e estender a vida laboral, na avaliação do especialista. “Não há país com tantos benefícios como no Brasil”, afirma o consultor.
Resumindo, o sistema de previdência deve estar balanceado entre o governo e a iniciativa privada. Recentemente, o governo brasileiro fez uma reforma na Previdência Social mas não resolveu as questões colocadas por Richard. “O ideal seria ter um sistema bem balanceado cobrindo as necessidade básicas, um pilar com contribuição obrigatória para as empresas e a poupança privada, individual e facultativa para complementar os dois primeiros pilares”, concluiu a debatedora do painel, Celina Silva, superintendente técnica e atuarial da Brasilprev.
Você venderia seu rim? Aceitaria incluir um estranho em seu seguro de Vida em troca de antecipação de parte do capital segurado antes de sua morte? Essas foram algumas das perguntas inquietantes feitas pelo filósofo e professor Michael Sandel, na palestra “O que é Justiça?”, uma das mais esperadas da programação da 7ª Conseguro. Sua intenção foi debater qual deveria ser o papel do dinheiro numa boa sociedade e onde poderia ou não ser usado.
Nas duas indagações, o placar dividido da plateia expõe a dicotomia do dinheiro, provocando uma reflexão conjunta sobre o que é legítimo e ilegítimo fazer. “Há poucas coisas que o dinheiro não pode comprar, mas será que há alguma coisa que não possa ser comprada?”, provocou ele.
Os exemplos apresentados por Sandel são um exercício para se discutir publicamente temas polêmicos de forma exaustiva, deixando à mostra as diferenças de opiniões. Ou seja, é preciso envolver o papel do dinheiro nas discussões da sociedade, porque esta mobilização é fundamental na construção de uma cultura ética, que leve a sério os valores e as responsabilidades cívicas.
Os conceitos filosóficos abstratos, dessa forma, podem ser incorporados à vida real. E desenvolver uma visão crítica da política, da ética e da justiça é algo fundamental para a democracia prosperar e se consolidar. Ele lembra que em todo o mundo, hoje, há um desencanto com os políticos e seus partidos, porque as pessoas constatam que eles se preocupam mais com a manutenção do poder e menos com a felicidade dos cidadãos.”O discurso político é vazio, tem lacunas e raramente políticos e partidos debatem temas relevantes para os cidadãos”, disse ele.
A exortação a discussões públicas de temas complexos, como a moral, a ética, o avanço do dinheiro sobre a dignidade humana, faz parte do esforço para cultivar que todos, ricos ou pobres, negros e brancos, estão no mesmo barco e devem cultivar o altruísmo, solidariedade e virtudes cívicas, que não são commodities, mas musculaturas para a construção de uma sociedade menos desigual e mais justa.
Como equilibrar a regulação dos mercados supervisionados sem prejudicar o bom funcionamento dos agentes privados, estimular a concorrência e proteger o consumidor? Esse foi o tom do painel “Tendências Globais em Regulação de Seguros”, realizado na 7ª Conseguro, o principal evento do mercado segurador brasileiro, que termina hoje, dia 17, em São Paulo.
Participaram os titulares dos três órgãos reguladores: Roberto Westenberg, superintendente da Susep, César Brenha Rocha Serra, diretor da Agência Nacional de Saúde (ANS), e Jose Roberto Ferreira, presidente da Previc. O economista Gesner de Oliveira instigou os participantes. “Há uma percepção de que há um excesso de intervenção. As vezes, queremos corrigir e exageramos na dose. Como a intervenção poderia ser mais parcimoniosa, equilibrando o interesse de proteger o consumidor e permitir que o acionista tenha o retorno adequado para se manter no negócio?”, questionou.
O titular da Susep, que fiscaliza as operações de Seguros, de Resseguros, de títulos de Capitalização e planos de Previdência Aberta, foi o primeiro a responder. Segundo Westenberg, a supervisão baseada em risco é uma grande aliada. “Se fala muito neste tema, mas poucos sabem o que isso significa”, comentou. Antigamente, a supervisão era baseada em regras, mas a crise financeira de 2008 mostrou que isso não funciona. “Temos o socorro que o governo americano precisou fazer na AIG para comprovar isso”, explicou. Segundo ele, essa visão quantitativa de uma seguradora seria um mundo perfeito, mas o caso da AIG provou que a situação da seguradora tem de ser mensurado na sua administração.
“A maior seguradora do mundo, na época, quebrou por derivativos que foram negociados de forma errada por uma equipe de gestores e afetou toda a operação”, comentou. Por isso, acrescentou, a supervisão baseada em risco, conhecida como Solvência 2, tem um foco mais eficiente, pois mostra o quão preparada a administração está para lidar com a sua matéria prima, que são os riscos.
No Brasil, segundo o titular, foi preciso fazer uma versão tropicalizada da versão europeia para adaptá-la às particularidades do mercado local. “O Brasil é o quinto país na lista dos que praticam os modelos mais avançados de regulação de seguradoras, superado por Austrália, Canadá, Japão, e México”, ressaltou. O primeiro pilar da Solvência 2 já está finalizado e as regras para implementação do pilar 2, em andamento. Além do normativo de capital baseado em risco, a Susep busca se reinventar. “Temos três projetos que estão na mira da Susep. O mais importante é o de independência da autarquia. Isso é mandatório para nós. Temos de ter independência da influência politica. Acreditamos em princípios democráticos. Mas regulamos a poupança colocada em crédito nas seguradoras. E isso tem de ser protegido e ter boa gestão”, conclui.
Na ANS, buscar assimetrias é o grande desafio, segundo o diretor. “Temos como meta tentar uma padronização mínima de contratos para reduzir a assimetria com o consumidor”, disse. Uma forma de colocar essa meta em prática é melhorar as informações que se disponibiliza para a sociedade. “O consumidor tem de saber exatamente o que esta comprando. Quanto mais clareza nos contratos e quanto mais ele souber que é um consumidor do risco do uso do serviço medico, mais ele fará um consumo responsável, pois saberá que a conta das despesas do uso médico será dividida com todos do grupo e isso poderá encarecer ou baratear o custo do plano de saúde”, explicou César Serra.
Nos fundos fechados, a relação de consumo é diferente de seguro e saúde, ressaltou José Roberto. “Fiscalizamos um segmento composto por 371 fundos, que administram ativos de R$ 720 bilhões. O papel do Estado é mais no sentido de equilibrar os interesses entre participantes, que querem a maior cobertura possível, e das empresas participantes, que querem o menor risco possível”, disse José Roberto Ferreira.
Um dos caminhos para superar a lacuna de expectativas, uma vez que os fundos são instituições sem fins lucrativos, é compartilhar os riscos com as seguradoras, o que passou a valer a partir da divulgação de normas em abril deste ano. “Nosso empenho agora é garantir que a oferta irá garantir as coberturas desejadas pelos participantes, a um custo acessível por meio da concorrência de mercado”, disse ele para exemplificar como a regulação da Previc tem atuado.
“O núcleo essencial do novo Código de Processo Civil é a segurança jurídica, que está intimamente ligada ao seguro”, disse o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, na abertura de sua palestra “O novo CPC e o impacto na atividade empresarial”, proferia na manhã desta quinta-feira, 17 de setembro, último dia da 7ª Conseguro, em São Paulo (SP). “A utilidade empresarial no processo é indissociável, na medida em que a regulação de determinado setor, sem que haja instrumentos de tutela judicial, legam os homens a que tenham boa vontade para cumprir espontaneamente aquilo que está regulado”, disse.
Sobre a implicação entre a atividade processual e o processo como instrumento de realização de justiça, o ministro exemplificou com um caso que decidiu, envolvendo um empresário. “O advogado do empresário, propôs sua ação com base no entendimento dominante, e sem que tenha havido modificação na legislação, mas apenas uma mudança de protagonistas judiciais por forçada alteração de pessoal de todos os tribunais. Mas, a sua causa foi derrotada. E naquela derrota, na media em que ele presumia legitima jurisprudência a qual se baseara, a empresa dele teve um prejuízo tão grave, que caiu em bancarrota”, relatou Fux.
Em seu entendimento, a derrota do empresário ocorreu porque houve uma modificação abrupta da jurisprudência, que o pegou de surpresa. Dai porque a cláusula de segurança jurídica do novo CPC, segundo ele, não se refere apenas a instabilidade legislativa, que é o corrente no Brasil, por conta de quatro leis tributárias diferentes, mas também a essa modificação abrupta da jurisprudência, que, a seu ver, “cria uma surpresa indesejável para a atividade empresarial”.
Na visão do ministro, o Brasil vive um momento de neo-constitucionalismo, o que significa dizer que a Constituição Federal não se limitou a estabelecer regras de limitação do poder em relação aos indivíduos e de organização do Estado. A Constituição Federal elegeu razões públicas e valores morais, que são necessariamente consultados, na interpretação e aplicação do direito. “Hoje, não se pode decidir uma questão humana sem ter passado pela A Constituição Federal, que estabelece um dos pilares da nossa República, que é a dignidade da pessoa humana”, disse.
O novo CPC, que entrará em vigor em 17 de março de 2016, traz alguns preceitos da Constituição Federal, segundo Fux, entre os quais, um que consta na parte introdutória, que trata dos fins sociais. “O juiz aplicará a lei tendo em vista os fins sociais a que se destina”, disse. Para o ministro, o juiz precisa ter a sensibilidade do justo antes de aplicar o direito. “Um dos aspectos inquietantes para a atividade empresarial é a segurança jurídica, que é fundamental, porque ninguém vive sem previsibilidade”, disse. Outra questão inquietante para atividade empresarial, segundo o ministro, é a morosidade da Justiça. “Porque na essência, uma justiça delongada, é uma injustiça, já dizia Rui Barbosa. Mas a justiça instantânea é uma utopia, porque não permite que o juiz possa amadurecer os fatos”, disse.
Segundo o ministro, o novo CPC representa o sentimento social de como deve ser um processo na concepção de um instrumento de realização de justiça. Em sua percepção, o CPC é um instrumento “extremamente democrático”, porque foi realizado com a participação da sociedade. Ele informou que o CPC foi concebido após cem audiências publicas em todos os estados, 240 livros recebidos de diversas áreas e mais cerca de 80 mil e-mails, dos quais 80% foram aproveitados.
Uma das preocupações da comissão que elaborou o CPC foi pesquisar as causas que provocam a morosidade judicial, constatando que o sistema judicial do país é extremamente formalista. Outro motivo, segundo Fux, é que o sistema brasileiro é pródigo em matéria recursal. “A clausula constitucional que garante ampla defesa não impõe que de uma mesma causa caibam dezenas de recursos. Isso ocorre de maneira epidêmica, diria até que existe o uso promiscuo dos recursos”, afirmou. Embora esse instrumento não tenha sido suprimido do novo CPC, Fux observou que “é impossível prestar uma justiça razoável com esse volume de recursos”.
Uma das regras adotadas pelo CPC, segundo Fux, é que se o juiz se deparar com com questões formais, invocadas pela parte, e a parte demonstrar que seu direito propende para a certeza, ele afasta as questões formais e julga o mérito a favor dessa parte. Outra novidade, é que o CPC permite que as partes em juízo elejam o procedimento que pretendem. “Se o cidadão pode escolher o arbitro, a lei aplicável, a arbitragem e escolher o juízo, por que não pode fazer isso na justiça? A arbitragem é interessantíssima para as grandes empresas notadamente ao aspecto da confidencialidade”, afirmou. De acordo com o ministro, hoje, o CPC permite que as partes elejam o procedimento que pretendem. “É possível que a atividade empresarial elabore no contrato uma cláusula, não apenas de eleição de foro, mas também de procedimento, isso está previsto no Código”, afirmou.
Outra mudança é a limitação dos casos de cabimento de agravos. “Hoje, há uma redução do cabimento do agravo de instrumento imediato”, disse. Segundo Fux, a regra agora é a de recurso único sem preclusão das decisões interlocutórias. “Por isso, quando a parte apelar, poderá reiterar tudo aquilo que foi lesivo no curso do processo”, disse. Considerando que as tutelas de urgências resolvem os problemas e acabam com o interesse processual, então, de acordo com o CPC, caberá agravo imediato, com sustentação oral. Isso porque, segundo Fux, as liminares são verdadeiras sentenças, que mexem com as questões de fundo. O ministro encerrou sua palestra, afirmando que o CPC representa novo paradigma, diante de um novo tempo e de um no direito.
Com mais de 100 artistas nacionais e internacionais, previsão de um público de 560 mil pessoas e estrutura que ocupa 150 mil metros quadrados, o Rock in Rio se firma como maior festival do mundo. Comemorando trinta anos, o evento de sete dias deve receber cerca de 80 mil pessoas por dia, numa área que comportará, além dos palcos, espaços de lazer, praças de alimentação e outras facilidades para o público. Garantir que um festival deste porte esteja protegido de eventuais problemas exige esforço e preparo em medidas grandiosas.
O evento tem proporções tão impressionantes que, para buscar o seguro mais apropriado, a MDS Insure – broker oficial do Rock in Rio – buscou parcerias entre grandes empresas brasileiras e estrangeiras. Não há no Brasil uma seguradora capaz de absorver os riscos do evento sozinha. Frente a isso, a MDS uniu expertises e chegou a um modelo ideal. A atuação no Rock in Rio coloca a MDS em um patamar de excelência na seguridade de grandes eventos.
Público, bandas, equipamentos e toda a estrutura do festival contam com proteção garantida. Desde algum eventual não comparecimento de artistas até possíveis danos ou acidentes. Os valores da cobertura chegam dezenas de milhões de reais. Tudo para garantir a tranquilidade do evento. O Rock in Rio acontece nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro, na chamada Cidade do Rock, que fica na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
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