Mesmo diante do cenário econômico desafiador, a perspectiva é continuar investindo, afirma o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella. A companhia divulgou lucro líquido de R$ 123,5 milhões no segundo trimestre de 2015, crescimento de 130,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de prêmios chegou a R$ 3,8 bilhões no trimestre, aumento de 13,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar das turbulências e ratings revistos por agências de classificação de riscos, a meta é clara: seguir no objetivo de inovar e atrair clientes com produtos diferenciados, serviços personalizados e corretores treinados. Por isso, a seguradora se mantém nas recomendações de analistas, como a XP Investimentos. Veja abaixo a entrevista concedida por Portella.
1) Quais as metas do grupo para 2015?
Diferentemente de outros países em que o setor de seguros já se encontra mais desenvolvido e consolidado, a maior parte da população brasileira ainda não possui opção de seguros algum. Essa baixa penetração representa uma enorme oportunidade de crescimento, mesmo diante do cenário econômico desafiador. Nossa perspectiva é continuar investindo na expansão de nossa presença física e se beneficiar da versatilidade de sermos uma companhia multilinha, que oferece soluções de seguros para diversos momentos da vida dos clientes e dos negócios das empresas. A força de vendas é outro diferencial. Neste sentido, a companhia já conta com mais de 30 mil corretores espalhados por todas as regiões do país.
E as novidades em termos de produtos?
Ampliar o portfólio para oferecer ainda mais benefícios aos nossos clientes também é uma preocupação constante. Em Capitalização, segmento em que a SulAmérica é a maior entre as independentes, a companhia tem focado estrategicamente em dois produtos com os quais é líder: Garantia de Aluguel, titulo que tem a função de caução em contratos de locação, e Incentivo, que permitem a realização de promoções mediante a realização de sorteios por empresas de diversos ramos de atividades (indústria, comércio, serviços). Pioneiro no mercado, o Garantia de Aluguel detém 60% do market share de garantia locatícia com uso de título de capitalização. Além das chances de sorteio inerentes ao produto, oferece benefícios para locatário (assistência residencial e a devolução de 100% do valor aportado como garantia), locador e imobiliária. Já o Incentivo têm se mostrado como uma excelente solução de negócio, eficaz para empresas que planejam girar estoque, fidelizar clientes ou elevar a adimplência, entre outras necessidades. A SulAmérica também é líder no segmento de promoções com 25% de participação de mercado.
E como está a parceria com a Healthways?
A associação da SulAmérica com a norte-americana Healthways, maior provedora independente de soluções em saúde e bem-estar do mundo, vai possibilitar a abertura de novos segmentos de mercado em que a nova empresa poderá oferecer soluções de bem-estar, tendo como alvo os empregadores, planos de saúde públicos e privados, prestadores e indivíduos em todo o Brasil. O segmento odontológico também tem espaço para crescer, pois apenas cerca de 11% da população (21,4 milhões de brasileiros) tem seguro odontológico. A companhia quer intensificar sua presença nesse segmento explorando as possibilidades de cross sell não apenas com a carteira de saúde, mas também com outros produtos da seguradora, como vida e automóvel.
Quais segmentos são prioritários?
A SulAmérica se beneficia do modelo de negócio multilinha e, dentro desse escopo, seguimos apostando no segmento de pequenas e médias empresas (PMEs), um dos principais alvos estratégicos da companhia. Oferecer ao empresário a proteção para estruturar e garantir a continuidade do seu negócio é um dos pilares essenciais do seguro, sendo uma das grandes contribuições que o nosso setor pode dar ao desenvolvimento do país. Nossa estratégia envolve ainda considerar as necessidades específicas deste segmento e tentar atendê-las da forma mais inovadora possível. Além das PMEs, certamente ainda há espaço para o nosso mercado crescer em diversos segmentos de seguro. A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), estima que o mercado de seguros cresça em torno de 12% esse ano.
Quais os principais riscos que ameaçam as metas em 2015?
Os resultados que temos apresentado nos últimos trimestres reportados demonstram que, apesar do cenário macroeconômico observado, conseguimos nos manter bem posicionados, capturando as oportunidades nos segmentos em que atuamos. Os constantes ajustes econômicos, a desaceleração do mercado e o crescimento abaixo da média podem impactar o setor. Mas, para uma companhia sólida como a SulAmérica, que conta com a força do modelo de negócios multilinha, esses impactos ficam mais diluídos. Nossa estratégia de expansão comercial permite a manutenção e ampliação da base de clientes.
Com vê a consolidação do setor?
O mercado brasileiro de seguros se adaptou rapidamente a questões como evolução tecnológica, hábitos de consumo, maior exigência dos reguladores. Essa adaptação tem impactado os seguradores e, também, os corretores.Por exemplo, maiores exigências regulatórias na saúde suplementar têm incentivado a consolidação do setor. O número de operadoras de saúde caiu praticamente pela metade nos últimos 15 anos. Apesar dos avanços no setor, precisamos acelerar o nosso processo criativo de produtos para acompanhar as transformações que estamos vendo no mundo e em nosso país. Temos total condição de superar as barreiras internas para uma projeção ainda maior da atividade de seguros no Brasil.
De acordo com dados do último censo do IBGE, mais de 84% da população moram em centros urbanos. Nesse cenário, a Liberty Seguros, em parceria com o Instituto Teor Marketing, realizou, pelo segundo ano consecutivo, uma pesquisa sobre mobilidade urbana para entender as implicações desse tema no cotidiano dos habitantes das principais capitais do país. Os dados foram coletados em entrevistas envolvendo mais de mil pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Curitiba e Belo Horizonte. Do total de entrevistados, 60% são homens e 40% mulheres. A faixa etária média ficou nos 29,3 anos.
A Liberty Seguros propôs em sua “Pesquisa de Mobilidade Urbana 2015” que os participantes imaginassem a cidade ideal. Independentemente de local, faixa etária e sexo dos entrevistados, para 82% deles, ela apresenta as características de uma cidade compacta, onde moradia, trabalho e compras estão, no máximo, a 20 minutos a pé. Na “cidade compacta” a dependência do carro é menor e mais serviços são oferecidos nos bairros. Mulheres e pessoas acima de 31 anos são as que mais almejam viver em cidades desse estilo, mesmo que isso represente abrir mão de algumas conquistas.
Para José Mello, superintendente de Inteligência de Marketing e Inovação da Liberty Seguros, “o desejo de viver em cidades compactas é evidente em resultados como estar perto do trabalho e de áreas de lazer, a disposição de se deslocar a pé ou de bicicleta, a vontade de usufruir mais dos espaços públicos, a intenção de compartilhar mais e possuir menos bens.”
O estudo revela que, hoje, o Rio de Janeiro é o melhor exemplo de cidade compacta no Brasil, com 58% das pessoas que se deslocam a pé para realizar atividades do dia a dia, incluindo trabalho e lazer. Além disso, os cariocas valorizam a proximidade do local de trabalho ou estudo, e de áreas para a prática de atividades de lazer foram indicados como os principais para 31% e 27% dos habitantes da capital fluminense, respectivamente.
A pesquisa confirma a tendência de uma economia compartilhada, que vem ganhando força globalmente. Ainda que dividam pouco atualmente, 89% dos entrevistados afirmaram que gostariam de ter menos posses e mais acesso a bens compartilhados, desde itens triviais como livros, DVDs e utensílios domésticos até carros e cômodos da própria casa. Os moradores da cidade de São Paulo se destacaram como os menos dispostos a este compartilhamento. Por outro lado, Salvador, surge como a região mais disposta a dividir.
Os dados do levantamento da Liberty Seguros mostram que as pessoas mais dispostas a compartilhar tendem a ser mais “expostas”, ou seja, moram em casas de rua, conhecem seus vizinhos e andam de ônibus. Os jovens, na faixa etária entre 18 e 25 anos, se destacam nesse grupo, e representam 36% do total dos pesquisados, que já conjugam o verbo compartilhar. Quando a pesquisa faz o recorte por gênero, 60% dos homens ouvidos no estudo se declaram dispostos a dividir.
Lazer ao ar livre e uso do espaço público
Confirmando um resultado já observado na pesquisa realizada em 2014, para 81% dos entrevistados o local de lazer ideal é próximo de casa e ao ar livre. Esse índice reflete o desejo de estender os espaços das casas, que vem diminuindo principalmente nas áreas centrais das cidades, e de retomar o espaço público.
No que diz respeito à mobilidade no cotidiano, a pesquisa deste ano confirmou a diminuição do uso do carro. Em 2014, 50% dos entrevistados realizavam seus deslocamento diários de carro. Neste ano, o número caiu para 36%, sendo que houve um aumento do uso da bicicleta e dos deslocamentos feitos a pé.
Quando o assunto é a mobilidade no tempo livre, atualmente, na cidade de São Paulo, o carro responde por 37% dos deslocamentos para locais de lazer, enquanto a caminhada e o uso do trem e ônibus representam 28% e 22%, respectivamente, que somados representam 50% da preferência dos entrevistados.
Moradia, Vizinhança e Trabalho
Pensando na cidade ideal, 53% dos entrevistados responderam que realizariam seus deslocamentos a pé e de bicicleta, concordando que o carro não deve ser o principal meio de transporte.
A moradia ideal também foi um dos assuntos abordados na pesquisa. Os resultados mostraram um equilíbrio entre aqueles que preferem viver em um apartamento com varanda grande e ter opções de lazer no condomínio (33% dos entrevistados), em casa ou apartamento menores, mas próximos dos locais de estudo ou trabalho (28%) ou morar em uma casa espaçosa e afastada do trabalho (28%). Vale ressaltar que 12% dos paulistanos declararam que não abririam mão de nada para ter a moradia ideal.
No que diz respeito aos fatores que determinam a escolha do local de moradia, a proximidade de estações de metrô, trem ou ônibus e de locais para a prática de atividades de lazer foram indicados como os principais para 27% e 23% dos paulistanos, respectivamente.
Quando perguntados sobre onde desejam fazer suas compras do cotidiano, de produtos básicos e serviços de conveniência, ainda que demonstrem gostar da praticidade de compras pela internet, cerca de 55% dos entrevistados, 4% a mais do que no ano anterior, optariam por pequenos comércios de bairro, que pressupõe uma exposição maior e relacionamentos mais próximos. As mulheres são as responsáveis por puxar essa média. 59% delas preferem os comércios de bairro para a compra de produtos básicos e 42%, para os serviços de conveniência.
O desejo de aproximação com os vizinhos é um dado que merece destaque. 50% dos participantes da pesquisa admitem que teriam uma relação mais próxima com seus vizinhos e 30% não se importariam de abrir mão da privacidade para que essa aproximação aconteça.
A pesquisa observou uma insatisfação dos brasileiros com as formas tradicionais de trabalho. A flexibilidade e o controle do tempo são os principais anseios dos entrevistados. 57% declararam que abririam mão de até 20% do salário, desde que isso representasse mais liberdade de escolha versus menos tempo no trânsito. Atualmente, os brasileiros perdem até 90 minutos nos deslocamentos diários entre residência, trabalho e local de estudo.
“A pesquisa comprova que o desejo de viver melhor está disseminado entre os habitantes das cidades e é muito semelhante, mesmo em partes diferentes do Brasil. Com ações voltadas para a mobilidade urbana, a Liberty Seguros apoia e faz parte dessa transformação”, finaliza José Mello.
Um infográfico com informações sobre a pesquisa está disponível no link: http://www.libertyseguros.com.br/Clippings/Pesquisa%20Cidades%20Compactas%202015.pdf
O Fatca, um dos temas de interesse institucional da CNseg, teve mais um capítulo concluído nesta terça-feira e prevê a troca de informações financeiras de cidadãos americanos com contas no Brasil e de brasileiros com investimentos naquele país até o fim de setembro. É o que determina decreto que regulamenta o Ato de Conformidade Fiscal de Contas Estrangeiras (Fatca, na sigla em inglês), publicado no Diário Oficial da União. Este era o passo final para o intercâmbio entre Brasil e Estados Unidos entrar em vigor, desde que o acordo foi assinado em setembro do ano passado e ratificado pelo Congresso Nacional em julho deste ano.
A medida alcançará contribuintes de um país com contas correntes com saldo de pelo menos US$ 50 mil no outro país. Pelo regulamento, bancos, corretoras e seguradoras terão de encaminhar à Receita Federal o valor de depósitos, dividendos, reservas e investimentos de pessoas físicas e empresas americanas no Brasil, que repassarão as informações aos Estados Unidos. Em contrapartida, as instituições financeiras americanas terão de fazer o mesmo com correntistas brasileiros e informar ao Internal Revenue Service, órgão norte-americano equivalente ao Fisco, que transmitirá os dados à Receita. No caso das seguradoras, a informação de interesse é o valor que o cliente tem direito a resgatar ou dar em garantia de empréstimo, tanto nos planos de pessoas, como nos de previdência, quando superior a US$ 50 mil.
Em 2016, além dos saldos, os dois países trocarão automaticamente informações sobre rendimentos de aplicações financeiras, além das movimentações realizadas (aportes e resgates).
O Fatca permite ainda que haja a solicitação, não de forma automática, de informações complementares, como imóveis comprados por brasileiros no exterior. A expectativa da Receita Federal é trocar informações com outros países a partir de 2018. O intercâmbio multilateral depende de os países do G20 (grupo das 20 maiores economias do planeta) ratificarem acordos assinados entre os membros do bloco.
Em setembro, os dois países passarão a trocar informações relativas a 2014. Em setembro de 2016, serão trocados dados financeiros de 2015. Por causa do limite mínimo de US$ 50 mil em conta-corrente, o coordenador-geral de Relações Internacionais da Receita Federal, Flávio Araújo, esclarece que um pequeno número de correntistas será afetado. “São poucos contribuintes, mas que detêm grande patrimônio e têm potencial de sonegação e de elisão”, informou ele. “São poucos contribuintes, mas que detêm grande patrimônio e têm potencial de sonegação e de elisão”, concluiu.
Logo depois do IRB Brasil RE, a Caixa Seguridade, braço de seguros do banco estatal, pediu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o registro de sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A oferta, que deve girar cerca de R$ 10 bilhões, conforme fontes, será apenas secundária, ou seja, o dinheiro levantado não irá para o caixa da companhia.
No prospecto preliminar ainda não constam datas para a realização da oferta, mas fontes destacam que a expectativa até aqui é de que ela ocorra no final de outubro. A oferta será realizada no Novo Mercado, que é o segmento de mais elevadas exigências de governança corporativa da BM&FBovespa.
O IPO da Caixa Seguridade é a oferta mais aguardada para este ano no mercado. A expectativa em torno da operação ganhou um ânimo extra após o IPO da Par Corretora em junho último, que além de alcançar uma demanda dez vezes superior à oferta, apresentou na estréia na Bolsa uma alta de mais de 12% das ações.
A Caixa consta no prospecto como o acionista vendedor. O IPO daCaixa Seguridade,assim como o do ressegurador IRB, vem naesteira do esforço para a composição do superávit primário, previsto hoje em 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB).
“ACaixa Seguridade é o quarto maior grupo segurador do País, agregando as participações societárias da Caixa Econômica Federal nos ramos de seguridade e corretagem de seguros (…), sendo a empresa líder no segmento de seguros habitacionais”, destaca a companhia em seu prospecto preliminar. No mesmo documento a companhia frisa que um de seus pontos fortes é a exclusividade “de acesso a uma base de cerca de 80 milhões de clientes da Caixa e a potenciais novos clientes nos canais não-bancários”.
O prospecto ainda não abre quantas ações serão ofertadas e nem a faixa indicativa de preço, mas detalha que além de um lote principal haverá, caso tenha demanda, um lote adicional (até 20% do principal) e um suplementar (até 15% do principal).
IRB. O ressegurador IRB Brasil RE pediu aval à CVM na segunda-feira para realizar sua oferta. A oferta também será secundária e pode girar, segundo fontes, mais de R$ 3 bilhões.
O prospecto ainda não possui datas em relação ao cronograma da ofertas, mas a intenção é de que o IPO aconteça no início de outubro, destacam fontes. A abertura de capital da empresa, que possui participação da União, acontece na esteira do ajuste fiscal, por isso irá testar o humor dos investidores mesmo em momento de alta aversão ao risco. A União possui 11,69% das ações, o FGEDUC (Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo) 15,76%, BB Seguros 20,43%, Itaú Seguros 14,72%, Itaú Vida 0,22% e FIP Caixa Barcelona 9,85%.
O prospecto ainda não mostra quanto cada acionista irá se desfazer, mas fontes afirmam que o governo federal vai vender todas as ações que possui na empresa que estão fora do acordo de acionistas Ainda de acordo com fontes, a União realizará a venda por meio do Fundo de Garantia de Operações do Crédito Educativo (FGEDUC), “um fundo para o qual a União transferiu suas ações no IRB que estão fora do acordo”, destaca uma fonte.
O FGEDUC tem por finalidade garantir parte do risco em operações de crédito educativo no âmbito do Fies. A garantia é de, no máximo, 90% do valor da operação.
A Lockton Companies anunciou a contratação de Guilherme Perondi Neto na condição de vice presidente de sua operação brasileira, Lockton Brasil, com início em 1º.de setembro de 2015. “A contratação do Guilherme é mais uma demonstração do comprometimento e confiança no mercado brasileiro”, destacou Tony Gusmão , Presidente da Lockton Brasil. “Nós estamos extremamente felizes em termos alguém com o perfil profissional e capacidade do Guilherme para fortalecer nosso time local.”
Com extensa experiência no mercado de seguros adquirida por sua atuação em várias empresas multinacionais, tais como Veritas, 3Com Corporation, ele ingressa na Lockton Brasil vindo do Grupo Allianz. Desde 2008 na Allianz, ele foi o Presidente da Euler Hermes Brasil e mais recentemente Vice Presidente da AGCS para a América do Sul.
Guilherme é formado em Relações Internacionais pela Pontifícia Católica de São Paulo e possui MBA como Administrador pelo IBMEC. Ele atuará já no novo escritório da Lockton Brasil, situado na Rua Alexandre Dumas, 2.200, 2º. andar, São Paulo, Capital. Seu telefone é + 55 11 3371-9137.
Com o objetivo de apresentar o mercado segurador e as oportunidades de carreira que o setor oferece a jovens profissionais, a American International Group, Inc. (AIG), uma das organizações líderes no mercado securitário internacional e que presta serviços em mais de 100 países e jurisdições, marca presença pelo segundo ano consecutivo nas principais feiras de recrutamento do Estado de São Paulo, dentre eles o 25º Workshop Integrativo, organizado pela Escola Politécnica da USP, e o Recruta Fei 2015, promovido pelo Centro Universitário da Fei.
Os eventos têm como objetivo aproximar os universitários do mercado de trabalho e abrir espaço para que os jovens tenham contato com as empresas expositoras e conheçam suas rotinas. Partindo dessa premissa, a AIG apresenta os caminhos profissionais que podem ser construídos no setor de seguros e na própria Companhia, nas mais variadas áreas de atuação. “O mercado securitário brasileiro possui boas oportunidades de empregos para quem está em início de carreira, incluindo programas de estágio e de trainee. O segmento, no entanto, ainda não é amplamente conhecido pelos jovens. Daí a importância de estarmos presentes nesses eventos dentro das universidades e nos aproximarmos ainda mais de um público com potencial de formação”, comenta Nélia Soares, Diretora de Recursos Humanos da AIG Brasil.
Carreiras. Diversas profissões estão diretamente ligadas ao setor de seguros, uma vez que o mercado demanda expertise em diferentes posições. Os advogados, por exemplo, podem trabalhar na área jurídica das companhias; os engenheiros, na avaliação de riscos; profissionais de comunicação, como os graduados em marketing, publicidade e jornalismo, podem ocupar cargos no departamento de comunicação. Já em ciências atuariais, o profissional analisará e quantificará o risco presente nas operações, avaliando as possibilidades de danos e perdas da empresa, entre outras modalidades. “Durante as feiras universitárias, temos a chance de explicar esses processos de uma maneira leve e didática, falando a ‘língua’ do jovem”, ressalta Nélia.
AIG e os Jovens. A seguradora possui planos de carreira voltados a jovens aprendizes das mais diversas formações e culturas, apoiados em um ambiente dinâmico e motivador, com desafios constantes para quem tem paixão por realizações. “A AIG acredita que em cada indivíduo existem ambições, talentos e perspectivas. Essa diversidade de idéias nos permite somar resultados positivos para criar uma empresa líder e vencedora”, complementa Paride Della Rosa, Diretor-Presidente da AIG Brasil.
A operação Lava Jato pode decretar o fim do seguro de responsabilidade civil de administradores, conhecido com Directors & Officers? Essa foi uma das perguntas mais polêmicas feitas durante o seminário promovido pela Escola Nacional de Seguros, em São Paulo. Um dos grandes temas do primeiro painel foi a atual dinâmica deste segmento que já tem 85 anos de história no mundo e 25 anos no Brasil. “Tivemos experiência com as denúncias de corrupção com o Mensalão e agora enfrentamos novas denúncias com a Lava Jato. Certamente será um divisor de águas que nos trará muitos ensinamentos em investigação de denúncias de corrupção envolvendo empresas públicas e privadas”, disse Gustavo Galrão, superintendente de professional Lines e Liability da Argo Seguros e mediador do evento.
“O segmento passa por um momento complexo, com as investigações Lava Jato e isso nos levou a colocar o tema em debate diante da importância deste produto para os executivos. Queremos buscar soluções que ajudem o mercado segurador a seguir seu caminho de crescimento”, disse Maria Helena Monteiro, na abertura do evento.
O seminário foi divido em uma palestra de abertura, que trouxe a história do seguro D&O no Brasil e no mundo; nas atuais demandas dos clientes, trazidas pelos executivos das três maiores corretoras do mundo e também do segmento; e para finalizar um debate com advogados, com suas interpretações sobre o que é direito do segurado e o que é dever da seguradora. “Uma nuvem cinzenta paira no segmento, há muito o que discutir e vamos sair mais maduros de todo esse processo”, afirmou Cassio Gama Amaral, sócio do escritório Mattos Filho Advogados, que contratou mais três sócios neste ano para atender a demanda de clientes envolvidos, em boa parte, com as consequências das demandas da Lava Jato.
Na primeira meia hora de debate, que durou a manhã toda, já foi possível perceber que as dúvidas são muitas entre todos os envolvidos: clientes, corretores, seguradoras e resseguradores. “Estive recentemente em uma empresa do segmento automotivo e a primeira pergunta que o presidente me fez foi se esse mercado acabou. Respondi que não. Eu espero que não”, contou Mauricio Bandeira, gerente da AON Risk Solutions.
“O grande debate do segmento hoje está em “claims made”, ou seja, as indenizações avisadas. O que o seguro cobre, o que está excluído, qual o prazo de prescrição das coberturas ofertadas?”, informou Galrão, abrindo as discussões do primeiro painel “Seguro D&O: Análise das coberturas, exclusões, obrigações contratuais e demais cláusulas contratuais dos produtos oferecidos no mercado”. Tal percepção vem das exclusões que as seguradoras têm feito, como clientes já citados na Lava Jato ou que tenham negócios com empresas públicas. Além de terem elevado de forma substancial o preço do seguro. No jargão do setor, o mercado está “hard”, com condições duras, mas tem caminhado para um aprendizado.
Boa parte dessa confusão instalada no setor é creditada a forma como se optou por crescer. Os primeiros clientes foram as empresas que negociavam ADR na bolsa americana, onde a compra do seguro de D&O é praticamente uma exigência. Depois as empresas de capital aberto no Brasil passaram a ser clientes das seguradoras. Tudo ia de vento em polpa até a crise financeira eclodir em setembro de 2008 e o sinistro da Aracruz com os prejuízos causados aos acionistas com uma operação de derivativos. Até hoje o setor paga indenizações decorrente desse caso, afirmaram executivos no evento. Depois disso, o Mensalão, que deu lições aos players do que precisava ser corrigido no clausulado para tornar mais claro o que estava ou não coberto.
Mais um período de calmaria e os profissionais do setor passaram a acreditar que o seguro D&O não gerava sinistro. Novos concorrentes ingressaram no segmento e a forte concorrência fez os preços despencarem. Alguns afirmavam que as taxas baixas eram para estimular a cultura da compra do produto entre empresas de capital fechado. Tudo ia bem até surgir a Lava Jato em agosto de 2014, que em um ano de investigação está na 18ª fase da operação, com mais de 100 executivos presos, entre eles presidentes das maiores construturas do país e que eram as grandes clientes das seguradoras. Além de cerca de 50 políticos políticos investigados, entre eles entre eles os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) (leia a cronologia feita pela Folha de SP) http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/11/1548049-entenda-a-operacao-lava-jato-da-policia-federal.shtml
Por conta deste complexo cenário, algumas seguradoras deixaram de atuar, outras fazem restrições de coberturas, impondo exclusões para empresas e executivos citados nas investigações e que tenham contratos com órgãos do governo, por exemplo. São medidas que restringem muito o universo de possíveis compradores do produto. Dai o debate para que se resolvam questões importantes para equilibrar a oferta e a demanda.
Há muitas polêmicas sobre o que está coberto ou não. Dentro dessa discussão, a que foi mais calorosa envolve o run off, ou seja, se o sinistro tem cobertura mesmo depois de encerrada a apólice. Segundo os corretores, há duas correntes: a dos clientes e corretores, que afirmam que o contrato é claro que a cobertura está incluída no prazo complementar e suplementar do contrato, e a das seguradoras, de que há exclusão de um grande rol de coberturas após o período de vigência. Todos concordam que é um tema polêmico, mas que com calma, boa vontade e boa fé as divergências serão resolvidas entre as partes sem que seja preciso ir para a Justiça.
Na Marsh, a perspectiva é de que o mercado fique mais maduro. Acabar é algo totamente descartado por Juliana Casiradzi, gerente técnica da Marsh Corretora de Seguros. “A obrigação de responsabilidade civil do executivo continua existindo. Temos visto uma retração do mercado local e consequentemente há situação que precise colocar o risco no exterior, pois nenhuma local quis aceitar. É um momento de crise, que logo passa”, acredita Juliana.
Carolina Novaes, gerente da Willis Brasil, afirmou que os clientes questionam muito se há cobertura para processos criminais, uma vez que esse item passou a constar nas exclusões do contrato. Já na Marsh, a demanda dos clientes é por uma análise de risco bem feita, sinergia entre cliente corretor e seguradora para realmente chegar a uma apólice sob medida, que realmente traga benefícios ao cliente. “Também, claro, uma grande preocupação do cliente é a entrega. Se a seguradora não fizer jus ao que foi acordado, estraga todo o mercado”, comentou
Uma das conclusões dos debatedores é de que o departamento jurídico da empresa contratante deve estar envolvido na contratação do seguro. “Geralmente os advogados fazem muitos questionamentos e nós, como corretores, levamos para as seguradoras e assim o cliente tem noção clara sobre seus direitos e deveres, bem como a seguradora”, afirma o corretor da Aon.
Galrão concluiu o painel com otimismo em relação a consolidação de um mercado mais maduro. “Ficamos mais experientes. O mercado não vai acabar. Vai melhorar constantemente. E depende de nós melhorarmos os processos. A Susep tenta ajudar para garantir o direito dos consumidores, mas o principal é ponto é que ela estar aberta a discutir com o setor melhoras na regulamentação e nos contratos. As seguradoras também precisam estar dispostas a encarar esse desafio para encontrar soluções melhores diante das demandas dos corretores, com base nas queixas dos clientes”, finalizou o presidente da comissão de RC da FenSeg.
Atenção a procedimentos para não perder a cobertura
Como é feita a regulação do D&O foi o tema que Dinir Rocha, da DR&A Advogados trouxe para o painel “Legislação de Responsabilidade de Administradores e aspectos processuais sobre os casos de sinistros recentes”. O advogado apresentou alguns casos e com base na experiência de cada um deles enumerou uma série de aprendizados que podem ser absorvidos para aprimorar o relacionamento entre as partes envolvidas.
Segundo ele, o primeiro aspecto a ser observado pela seguradora é a data que o segurado tomou conhecimento da reclamação. “Isso é importante porque importamos o clausulado mundial que tem com base a data de que ele teve conhecimento do problema. Algumas vezes ele é citado em um processo mas avisa a seguradora só na renovação. E isso muda tudo, podendo até perder o direito a garantia da apólice”, diz ele, frisando que o corretor tem de fazer uma consultoria de risco integrada com as empresas para deixar isso bem claro.
Outro aspecto citado por Rocha é que as seguradoras levam em consideração é que o processo tem de decorrer do ato de gestão do segurado. Já houve caso de o executivo pedir indenização por ser culpado em um acidente de trânsito. Aqui também o advogado frisa que o corretor tem de fazer esse filtro e deixar claro que o seguro cobre apenas perdas geradas no ato de gestão. “Também é importante ter claro se é uma expectativa de sinistro ou se ele já se consolidou”, ressaltou, destacando que é importante ficar claro se houve ou não prévio sobre o conhecimento por parte do segurado e da tomadora.
E, por último, recomenda o palestrante, a questão dos honorários advocatícios. O segurado notificou a seguradora, apresentou a proposta do escritório, e a seguradora deve se manifestar. “A minha sugestão é que as seguradoras tenham um banco de dados para usar uma média de valores, assim se evita discussões com propostas de R$ 350 mil a R$ 9 mil para a defesa de um mesmo caso. Usa-se a média”, recomenda.
Cassio Gama Amaral, sócio do escritório Mattos Filho Advogados, e Denys Zimmermann, advogado da TM Law Advogados e professor da Escola Nacional de Seguros participaram como debatedores, com a mediação de Gustavo Galrão.
Veja abaixo artigo escrito por Gustavo Galrão
O MERCADO DE D&O ESTÁ PREPARADO PARA CRISE ECONÔMICA?
A crise financeira chegou e se instalou em diversos campos. Hoje, o que mais ouvimos é crise econômica… crise política… crise institucional… Até no futebol a situação está crítica. Realmente a situação do empreendedor brasileiro não está fácil. Essa não é a melhor hora de se arriscar, principalmente em um cenário que se tem mais a perder do que ganhar. Mas, será que o mercado de seguro de Responsabilidade Civil e Admintradores (D&O) no Brasil está preparado para esse novo cenário?
Existem alguns fatos que contribuem com a aceleração deste ciclo, o deixando ainda mais complicado. Dentre eles, estão principalmente a continuidade do processo inflacionário, uma política de aperto monetário ainda maior, com tendência de aumentar a taxa de juros básica do país ao longo do ano, evidenciando o ciclo vicioso em que se encontra a economia brasileira. Fatores políticos e institucionais, como a perda da governabilidade pela presidente da república, desbalanceamento da política fiscal e a crise de confiança que paira na sociedade brasileira e internacional, também não deixam de ser grandes influenciadores.
No campo corporativo os impactos sentidos pelos empreendedores brasileiros são exorbitantes. Se percebe um aumento significativo nos riscos inerentes a atividade empresarial, onde muitos deles são forçados a abandonar projetos, reduzir despesas, atrasar pagamentos, demitir funcionários e, nos casos mais graves, fechar as portas ou entrar com pedido de recuperação judicial.
Diante disso, o segmento de D&O está sendo fortemente impactado. Coincidência ou não, a sinistralidade da carteira do mercado em 2014 chegou a 53% (recorde histórico), sendo que algumas seguradoras apresentaram sinistralidade superiores a 100%. Em 2015, a sinistralidade vem se mantendo em alta, o que nos leva a um sentimento hard Market.
Além do impacto decorrente deste novo cenário de risco do país, o aumento do número de investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público vem contribuindo não apenas com o aumento dos casos de sinistro de D&O, mas também para o amadurecimento dos agentes deste mercado. É notável, por exemplo, o aprimoramento da análise de risco dentro do processo de subscrição das seguradoras e o consequente endurecimento na seleção dos riscos. Os corretores, por outro lado, são cada vez mais exigidos pelos segurados para explicar o motivo do aumento nos prêmios e modificação nas condições contratuais das apólices de seguro.
Em casos mais complexos, onde a aceitação do risco é restrita pelo mercado, a colocação se torna um grande desafio, que apenas os profissionais mais especializados são capazes de viabilizar soluções. Aos reguladores de sinistros, além do maior volume de trabalho, fica o desafio da interpretação da apólice, por exemplo, nos casos de delação premiada e acordo de leniência, cuja utilização vem sendo recorrente nos casos recentes. Se no primeiro caso o seguro claramente prevê exclusão de cobertura para confissão de culpa por parte do segurado, nos casos dos acordos de leniência reside uma maior complexidade na determinação de cobertura.
O mercado de D&O no Brasil claramente evoluiu muito na última década e já se mostra capaz de prover aos seus clientes boas soluções para os diversos riscos que os empresários e executivos brasileiros se deparam nos dias de hoje. Contudo, ainda estamos longe de representantes mais maduros, como os Estados Unidos, Inglaterra e outros países europeus. É importante ter isso bem claro para mantermos nossas mentes abertas para o aprendizado, contribuindo para o contínuo desenvolvimento deste importante mercado no Brasil.
*Gustavo Galrão é Superintendente de Linhas Financeiras da Argo Seguros Brasil. Subsidiária do Argo Group Internacional. A Argo Seguros Brasil oferece ampla gama de seguros especiais, bens patrimoniais e responsabilidade incluindo seguro profissional, transportes, riscos de engenharia, patrimonial e seguro garantia com classificação “A” (excelente) pela A.M Best e “A-” (forte) pela Standard and Poors (S&P).
Londres/Zurique – A Zurich Insurance fez nesta terça-feira uma proposta amigável de aquisição da rival britânica RSA por 5,6 bilhões de libras (8,8 bilhões de dólares), abrindo caminho para uma das maiores transações entre grandes seguradoras europeias.
A Zurich disse há um mês que estava avaliando uma proposta, mas deixou para o último dia sob as regras britânicas de aquisições para revelar a oferta em dinheiro de 5,5 libras por ação, aproximadamente no meio da faixa de preço esperada pelos investidores da Zurich e da RSA.
A RSA disse que planeja enviar a proposta a seu Conselho e dar à Zurich outras quatro semanas para dar uma resposta à oferta, embora a seguradora suíça tenha se reservado ao direito de em última análise fazer uma oferta abaixo das 5,5 libras por ação.
Um regulamentação europeia mais restritiva deve começar a valer em janeiro de 2016 e a competição acirrada no setor de seguros somada aos baixos retornos dos investimentos encorajaram muitas companhias a se fundirem, e mais processos semelhantes são esperados na Europa e Estados Unidos.
Analistas dizem que a fusão pode oferecer eficiência operacional para a Zurich que, como a RSA, tem grande presença na Grã-Bretanha, e também providenciar para a suíça melhor acesso aos mercados do Canadá, Escandinávia e América Latina, onde a RSA tem forte presença.
A Liberty Seguros, subsidiária de um dos maiores grupos seguradores dos Estados Unidos, mantém sua aposta firme no Brasil e segue conquistando cada dia mas clientes com produtos inovadores. O anúncio mais recente foi o Programa Direção em Conta, que utilizará uma tecnologia chamada telemetria como ferramenta para determinar preço do seguro de automóvel, beneficiando motoristas que dirigem com segurança e de forma consciente.
“Temos investindo em inovação e na criação de produtos personalizados para atender as necessidades dos clientes e canais de distribuição. Começamos esse trabalho desenhando produtos customizados para pequenos empreendedores e, desde o ano passado, começamos a estender esse mesmo pensamento para os produtos de automóvel, residência e vida, a partir de um entendimento profundo das necessidades de seguro para cada perfil de consumidor. Os resultados dessas ações já começam a ser sentidos no mercado com a Liberty Seguros sendo reconhecida entre as 100 empresas mais inovadoras do Brasil, ocupando a 6a posição no setor”, afirma Carlos Magnarelli, CEO da Liberty Seguros. Veja abaixo a entrevista na íntegra.
Quais são as metas do grupo para 2015?
A Liberty Seguros tem três grandes prioridades em 2015: mix de produtos, entrega excepcional e desenvolvimento de pessoas.
Nossa prioridade é desenvolver o portfólio de produtos da Liberty Seguros – que hoje tem a maior parte de sua carteira focada em seguros de automóveis –, com a oferta de um leque cada vez maior de soluções de seguros para pessoas e empresas. E como vamos conseguir isso? Desenvolvendo nossos canais de distribuição com investimentos num modelo de precificação cada vez mais inteligente e no relacionamento e treinamento dos nossos canais. Vamos manter e ampliar os investimentos para a entrega de uma experiência e atendimento excepcionais aos nossos clientes e corretores. Com investimentos em pessoas e tecnologia, fortalecimento do nosso sistema de gestão, que busca a melhoria contínua, empoderamento dos nossos funcionários para melhorarem diariamente seus processos de trabalho.Para pessoas, nosso objetivo é desenvolver e reter talentos. Mantendo e melhorando cada vez mais o clima organizacional, além de desenvolver nossos talentos, investindo em todos os níveis hierárquicos. Para sabermos cuidar do cliente, é preciso cuidar de nós mesmos.
Quais segmentos são prioritários?
A Liberty Seguros tem grande foco no segmento de pequenos empreendedores, além do seguro de automóvel, que representa cerca de 80% do nosso faturamento. Somos pioneiros e reconhecidos pela especialização em produtos e investimos constantemente na customização de soluções para os nossos clientes. Um exemplo é a carteira de seguros para pequenos empreendedores. Fomos buscar as necessidades dos empresários e criamos coberturas e serviços que o ajudam a garantir a continuidade dos negócios em caso de algum incidente ou ocorrência. Os produtos foram criados a partir de pesquisas realizadas com clientes de diversos setores. Atualmente a nossa carteira conta com 24 produtos de nichos, voltados para pequenos negócios (riscos de 0 a 10 milhões de Reais). Nosso portfólio está dividido em soluções para comércio e serviços, totalizando 15 produtos como pet shop, cabeleireiro, bares e restaurantes, escolas, etc. Além disso, temos mais nove produtos para pequenas indústrias como indústria de metais, bebidas não alcoólicas, vinícolas e calçados.
Qual o potencial desse nicho?
Este é um segmento em forte expansão. De acordo com a Confederação Nacional de Comércio, o número de micro e pequenas empresas no Brasil mais que dobrou entre 2007 e novembro de 2014, chegando a quase 12,5 milhões, o equivalente a 84,9% das quase 15,5 milhões companhias registradas em todo o país. Vemos muitas oportunidades nas mulheres empreendedoras. Segundo o Global Entrepreneurship Monitor de 2014, estudo global iniciado em 1999 e realizado mais de 100 países, as empreendedoras no Brasil comandam 48,3% de todas as empresas constituídas no país, sendo que 98% estão nos segmentos de pequenas e médias empresas. Além disso, mais de 43% dos brasileiros com idade entre 18 e 64 anos desejam se tornar empreendedores. Outro ponto importante é o perfil dos novos empreendedores que reforça uma mudança cultural, ou seja, 69% dos que decidem abrir um negócio, o fazem baseados na percepção de uma oportunidade de mercado, e não mais por necessidade, como a falta de emprego. Enxergamos muitas oportunidades nesse segmento, já que apenas 30% das pequenas empresas têm seguro patrimonial. Ainda há muito crescimento com esse público.
Algum deles se tornou estratégico em razão da crise do Brasil? Há um plano B para o segundo semestre?
Não houve mudança nos planos da companhia por conta do cenário econômico brasileiro. Seguimos com as iniciativas que foram definidas no nosso planejamento estratégico.
Quais os principais riscos que ameaçam as metas em 2015?
Se o atual cenário econômico se mantiver e a venda de automóveis 0km continuar a cair, é possível que o mercado fique mais concorrido. As seguradoras vão trabalhar na busca pela manutenção do market share de suas carteiras, gerando maior concorrência em relação a preços, o que pode prejudicar o setor, fazendo com que as seguradoras percam o fôlego para investir em serviços para o consumidor.
Como vê a consolidação do setor?
A cultura do seguro no Brasil ainda é pouco desenvolvida em comparação com outros países. Por conta disso, o mercado tem a função de comunicar aos clientes a importância, os benefícios e a tranquilidade de segurar as suas conquistas, seja automóvel, residência ou seu negócio. Este é um longo caminho a percorrer, mas existe uma evolução tímida dessa cultura. Vendo este cenário, a Liberty Seguros deseja estar mais próxima dos clientes para que eles sintam cada vez mais confiança no trabalho e na entrega que realizamos. Por conta disso, seguimos nossos investimentos com foco no atendimento excepcional aos nossos clientes e canais de venda, e buscando formas para aproveitar as oportunidades e tendências deste mercado. Em 2014, o mercado brasileiro de seguros cresceu mais que o Produto Interno Bruto (PIB), cerca de 8%, e vai continuar crescendo.
O mercado hoje representa 6% do PIB brasileiro. Há 15 anos, estava em 1%. De acordo com a SUSEP, o mercado registrou nos últimos cinco anos crescimento de 13,9%.
Em automóvel, qual a sua expectativa?
É mportante lembrar que apenas 30% da frota circulante brasileira têm seguro. Isso acontece pelo fato da cultura do seguro estar em desenvolvimento, fazendo com que os brasileiros ainda não percebam o valor de estar segurado. Há também o fator preço, pois algumas pessoas ainda acham que o valor é elevado, e existem consumidores que não conseguem absorver os custos de um seguro tradicional. Vemos nesse cenário uma oportunidade para o desenvolvimento de seguros obrigatórios, com foco em responsabilidade civil, que corresponde a 1/3 do valor do seguro convencional de automóvel. Essa é uma realidade em países desenvolvidos e também em alguns países que estão em fase de crescimento.
Tem olhado algo para comprar no mercado?
No momento, nosso objetivo é manter os esforços na satisfação dos clientes e corretores, e no desenvolvimento do nosso portfólio de produtos e canais de distribuição. Não temos planos de compra ou venda no curto prazo, mas estamos sempre observando as movimentações do mercado.
Fonte: jornal O Estado de S.Paulo, por Aline Bronzati
A Caixa Seguridade, braço de seguros da Caixa Econômica Federal, chegou em um consenso com a sócia francesa CNP Assurances para a renovação antecipada do contrato de exclusividade para a venda de seguros, pelo qual deve desembolsar em torno de R$ 10 bilhões, segundo apurou o Broadcast com fontes do mercado. A parceria, que antes venceria em 2021, será estendida por outros 20 anos além do prazo ainda vigente, conforme as mesmas fontes, e é tida como passo fundamental para a abertura de capital da seguradora ainda neste ano.
Na mesa, agora, as conversas têm como objetivo definir a forma de pagamento da oferta feita pela francesa, além de detalhes comerciais e operacionais do contrato, como os atuais canais de venda da seguradora, por exemplo. Cerca de 50% dos R$ 10 bilhões a serem desembolsados pela CNP devem ser pagos de imediato, segundo fonte, e o restante ao longo da parceria.
A renovação antecipada do contrato era o passo que faltava para dar continuidade à abertura de capital da Caixa Seguridade, prevista para outubro, na janela de oportunidade que se abre após a volta das férias do Hemisfério Norte. Seu valuation ainda não teria sido definido, mas fontes citam algo em torno de R$ 40 bilhões. Com isso, a oferta inicial pública de ações (IPO, na sigla em inglês) seria de cerca de R$ 10 bilhões, correspondentes à fatia de 25% dos papéis que a companhia almeja vender no mercado.
Além de ser preponderante na abertura de capital, a extensão da parceria com os franceses por mais duas décadas além do prazo ainda vigente joga um balde de água fria no desejo de outros concorrentes de abocanhar o canal em seu lugar. Um deles era o BTG Pactual, conforme revelou o Broadcast em maio do ano passado. A ambição do banco de André Esteves, que nos últimos anos se aproximou da Caixa Econômica Federal não só com a compra de parte do banco Pan (ex-Panamericano) bem como, recentemente, com a aquisição de uma fatia de sua seguradora, a Par Seguros, chegou a preocupar a CNP, conforme fontes. Os franceses, porém, aceitaram pagar mais pela renovação do contrato, mantendo-se únicos e exclusivos sócios da Caixa Seguridade e blindando o ataque de outros interessados.
Os R$ 10 bilhões ofertados pela sócia francesa teriam ficado, segundo fontes, em linha com o que a Caixa considerava justo pelo canal. A principal razão para as negociações para a renovação antecipada do contrato terem se alongado, conforme fontes, foi justamente o fato de a primeira oferta da CNP ter ficado bem próxima da feita em 2001, no fechamento da parceria, ajustando somente a inflação no período. Na época, a francesa desembolsou US$ 538 milhões por 51% das ações da Caixa Seguros. Com a venda do controle, a CaixaPar, braço de investimentos da Caixa, ficou em torno de 48%.
No entanto, após um pré-roadshow com o mercado, a seguradora percebeu que a joia da coroa estava em suas mãos, ou seja, no canal para distribuir seguros por meio das agências da Caixa Econômica Federal. No Brasil, a operação bancassurance (canais bancários) é uma das mais cobiçadas por seguradoras em meio à capilaridade e potencial para a venda de apólices. Diante disso, os franceses tiveram de voltar à mesa de negociações e refazerem a proposta para que o IPO continuasse a ser tocado sem riscos em torno da renovação do contrato.
Até mesmo porque a abertura de capital da Caixa Seguridade é um movimento importante na esteira do ajuste fiscal do governo, cuja meta está em 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Portanto, a oferta tem de sair. Em maio último, a Caixa selecionou o sindicato que cuidará do IPO do seu braço de seguros. Formado por nove bancos, é liderado pelo Banco do Brasil ao lado de Bradesco BBI, Itaú BBA, Goldman Sachs e UBS, que serão coordenadores globais. Também vão participar da operação, segundo fontes, o Citibank, BTG Pactual, Brasil Plural e Bank Of America Merril Lynch.
Recentemente, a reorganização societária da Caixa Seguridade também foi aprovada, concentrando em uma só holding todas as atividades nos ramos de seguros, capitalização, previdência complementar aberta, consórcio, corretagem de seguros e atividades afins.
O desejo da Caixa de ajustar o contrato com os franceses não vem de hoje. A vontade antecedeu até mesmo a gestão de Jorge Hereda, ex-presidente do banco público, e que hoje está nas mãos de Miriam Belchior. Já houve, inclusive, uma ação pública questionando a venda do controle da Caixa Seguros para a CNP uma vez que por se tratar de uma instituição pública deveria ter sido feita uma licitação.
Procurada, a Caixa Seguros não retornou até o fechamento da matéria. A CNP e a Caixa Econômica Federal, informaram, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentariam o assunto.
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