Embora o crescimento econômico tenha se abrandado, as expectativas para os próximos anos permanecem, diz gerente geral da XL Catlin

renato rodrigues liuHá vida mesmo com crise. Esse é o foco das seguradoras no Brasil, em especial da XL Catlin. “Ao mesmo tempo em que damos continuidade ao processo de integração, a XL Catlin quer reafirmar seu valor no mercado. Temos US$ 17 bilhões do capital total, US$ 10 bilhões em prêmios líquidos e detemos a posição de número 1 no Lloyd’s. A marca XL Catlin expressa o que acreditamos que uma empresa deva ser hoje. Adaptabilidade. Agilidade. Inovação. Uma personalidade aberta e corajosa”, afirma Renato Rodrigues, gerente geral da operação de seguros da XL Catlin no Brasil. Veja abaixo entrevista concedida pelo executivo.

Quais são as metas do grupo para 2015?

Queremos construir sobre o crescimento e a expansão dos quais usufruímos nos últimos anos. Continuamos a desenvolver e fornecer soluções novas e inovadoras e agregamos talentos de destaque do mercado. No que se refere ao Brasil, tenho plena convicção de que se trata de uma parte importante de nossa estratégia de crescimento para a operações de seguros em 2015. O Brasil é a maior economia da América Latina em termos de PIB. Embora o crescimento econômico brasileiro tenha se abrandado nos últimos 2 a 3 anos, as expectativas de crescimento para os próximos anos permanecem principalmente por conta do desenvolvimento de infraestrutura e da internacionalização. Vamos direcionar nossa expansão no país com base em novos setores como energia e transportes, que estão se tornando cada vez mais importantes.

Quais segmentos são prioridades?

Novos segmentos de negócio estão surgindo no Brasil devido à grande quantidade de dados consolidados de exportação do país e à criação de empresas regionais na América Latina, também conhecidas como Multilatinas. São empresas multinacionais criadas nos últimos 10 anos, com forte poder econômico no Brasil e com negócios globais. Para se proteger, essas empresas precisam de programas globais de seguro com apólices locais cuidadosamente integradas. Apoiamos o crescimento geral do país e das grandes empresas de setores como Manufatura, Logística, Alimentação e Bebidas ou Linhas Financeiras. Por isso, nosso plano é nos concentrarmos em áreas como Transporte Marítimo, Responsabilidade Naval, Linhas Financeiras e cobertura de Responsabilidade Civil e Patrimoniais para apoiar as operações e estratégias de crescimento dessas empresas. Mas também planejamos lançar novas soluções durante o ano para apoiar ainda mais nossos clientes no Brasil.

Como você vê o movimento de consolidação neste setor?

O que estamos vendo agora são as seguradoras se posicionando melhor para lidar com certas forças que estão moldando o mercado. Cito cinco delas:
• consolidação das corretoras, o que exige que as (re) seguradoras sejam mais relevantes;
• a globalização dos clientes, o que nos obriga a ser cada vez mais globais;
• O imperativo de utilizar dados e análises para tomar decisões melhores e mais inteligentes, o que requer investimento e inovação;
• O capital alternativo que continua a remodelar o mercado e que pode também ser aproveitado para a inovação;
• Mudanças regulatórias que exigem maiores níveis de capital a serem realizados, dando uma vantagem para empresas maiores.

Allstate investe em telemetria

Fonte: Quatro Rodas

De acordo com matéria publicada pelo Chicago Tribune, a Allstate, segunda maior empresa de seguros dos Estados Unidos, patenteou um sistema chamado “Traffic-based Driving Analysis”. Tal sistema poderá monitorar todo tipo de ação executada pelo motorista quando estiver em seu veículo.

Oficialmente, a proposta da Allstate é verificar quais são os motoristas que adotam as medidas mais seguras ao volante, permitindo que eles tenham descontos maiores ao contratar uma apólice. Para isso, serão utilizados monitores e câmeras capazes de capturar uma porção de atividades.

Será possível, por exemplo, observar quantas pessoas estão no carro, quem está dirigindo (se é o segurado ou outra pessoa), se o motorista usa o telefone ao volante, se come enquanto guia, se carrega algum item que possa causar distração (animais, mochilas, lixo), sua postura ao volante e, possivelmente, o volume do sistema de som e a pulsação do motorista.

A grande polêmica está no fato de a Allstate ter liberdade para vender essas informações a quem estiver interessado. Em outras palavras, seria um mecanismo similar ao utilizado pelo Google para entender quem você é e, a partir disso, passar a exibir conteúdo publicitário personalizado. O problema seria saber se terceiros também poderiam ter acesso a esses dados, de modo a comprometer a segurança do motorista.

Uma segunda etapa desse processo de monitoramento também abrangeria o ambiente ao redor do carro do segurado: outros carros, padrão de tráfego, condições meteorológicas, condições de pista, pedestres, entre outros. Por enquanto, porém, ainda não há estimativa de data para que o Traffic-based Driving Analysis entre em funcionamento.

Seguro deve ter expansão real de 6% neste ano, prevê Susep

Fonte: Agência Estado

De acordo com notícia publicada pela Agência Estado, o mercado de seguros brasileiro deve deixar para trás os “níveis eufóricos” de crescimento conquistados nos últimos anos como reflexo da desaceleração que o Brasil atravessa, na opinião do superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Roberto Westenberger. Ainda que o segmento tenha baixa participação no Produto Interno Bruto (PIB), com a economia em crise, sua expansão neste ano será, conforme ele, “muito mais modesta”, de cerca de 6% em termos reais (descontando a inflação).

“Nosso Produto Interno Bruto (PIB) está andando de lado. Devemos crescer, em termos reais, abaixo de dois dígitos, em torno de 6%. É uma performance ainda a se comemorar e comprova a tese de que o mercado de seguros está preenchendo um gap histórico no Brasil”, avalia ele, em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

De janeiro a junho, de acordo com Westenberger, o mercado de seguros brasileiro cresceu em torno de 14% em termos nominais e entre 6% e 7% em números reais, acompanhando a retração da economia local. Esse patamar de expansão deve ser mantido na segunda metade do ano, conforme o superintendente, em meio às oportunidades para o segmento avançar em áreas poucos exploradas. Contribui ainda o fato de o período ser tradicionalmente mais forte, impulsionado, principalmente, por maiores contribuições de planos de previdência privada.

Para Westenberger, crescimento é a principal tendência para o mercado de seguros brasileiro. Tal expansão, porém, tem de ser, na visão dele, voltada ao preenchimento das necessidades atuais da sociedade, com soluções securitárias para a área de infraestrutura, que garantam a aposentadoria das pessoas e protejam a baixa renda de infortúnios. “O brasileiro vai demandar produtos sintonizados com suas necessidades e que não necessariamente condiz com as ofertas que temos hoje no mercado”, admite ele.

Há quase um ano e meio à frente da Susep, Westenberger defende ainda que o mercado de seguros seja também mais funcional para a economia brasileira e que as seguradoras se posicionem como um suporte de investimento institucional para o País. Esse também é o desejo do Ministério da Fazenda, pasta à qual a Susep está submetida.

A matéria afirma que algumas novas soluções securitárias podem sair do papel ainda este ano, de acordo com o superintendente da Susep. Uma delas, conforme ele, é voltada para os fundos de pensão na esteira do convênio firmado com a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), que regulamenta o setor. Trata-se de uma cobertura que visa a cobrir os risco de longevidade dos participantes, ou seja, de os beneficiários viverem mais do que os recursos que acumularam ao longo da vida.

Outro estudo prioritário da Susep, de acordo com entrevista de Westenberger à Agência Estado, é a ampliação do seguro de garantia para obras públicas, que garante que as mesmas sejam concluídas conforme previsto em contrato. Essa apólice representa hoje apenas 5% do valor total do projeto e o objetivo da Susep é ampliar esse porcentual, talvez para 30% ou até mesmo 100%. “Estamos preparando a passos largos um produto que cubra efetivamente o risco de conclusão. Para isso, os níveis de garantias precisam ser substancialmente aumentados”, ressalta o superintendente.

Apesar de admitir que paradigmas no passado frustraram a agenda de grandes obras e, consequentemente, a expectativa das seguradoras que viram muitos projetos ficarem só no papel, ele diz que, por parte da Fazenda, tais problemas não devem se repetir. A urgência na retomada do crescimento, conforme Westenberger, está no radar de qualquer órgão do governo com poder decisório e tão logo as questões atuais que atravancaram o País sejam resolvidas as obras de infraestrutura poderão ter um melhor desempenho.

Neste contexto, o superintendente da Susep vê como positivo o recente movimento de vendas de carteiras no País, principalmente, no segmento de grandes riscos, com as multinacionais ocupando mais espaço diante da necessidade de dividir riscos no mercado global. O setor de seguros, segundo ele, é muito dinâmico, portanto, é natural que isso aconteça.

“O Brasil está demandando produtos mais sofisticados, mais parrudos, nesta área de grandes riscos. É positivo também ter mais empresas operando no País. Evidentemente, que sempre as transações passam pela aprovação do regulador, que vai balancear a conveniência desta empresa operar, capital, solidez financeira, preparação tecnológica”, diz Westenberger.

A mais recente foi a venda das seguradoras do HSBC com o banco para o Bradesco. O pedido para obtenção do aval da Susep já foi feito. A expectativa do Bradesco é que esse e as demais autorizações, que incluem Banco Central (BC) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) saiam ainda neste ano.

Seguro para fundos de pensão é mercado de R$ 20 bilhões, diz Susep

Fonte: Agência Estado

Segundo notícia publicada pela Agência Estado, o compartilhamento de risco de longevidade dos fundos de pensão com as seguradoras deve abrir um mercado inicial de R$ 20 bilhões para essas companhias, segundo estimativa da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Os pedidos para a formatação dos primeiros produtos já foram enviados à autarquia e devem ser autorizados, de acordo com Roberto Westenberger, superintendente do órgão regulador, ainda este ano.

Caso de fato sejam aprovados, é possível que a transferência de risco de longevidade dos fundos de pensão gere para as seguradoras, já em 2016, algo em torno de R$ 10 bilhões em seu primeiro ano. Na prática, esse seguro tem como objetivo cobrir o risco de os beneficiários dessas entidades viverem mais que a previsão para o acúmulo de recursos feitos ao longo da vida para a aposentadoria.

“Esse (risco de longevidade) é um mercado novo e extremamente atrativo que está se abrindo para as seguradoras. Os R$ 20 bilhões não serão realizados a curtíssimo prazo, mas ao longo de um horizonte que não é de muitos anos. A necessidade de proteção para o risco de longevidade é imediata”, diz Westenberger, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Tal montante representa, conforme ele, 5% de todo o faturamento do mercado de seguros brasileiro no ano passado, de cerca de R$ 400 bilhões, e, por isso, é um “acréscimo substantivo” ao segmento. O superintendente da Susep explica que no caso de um indivíduo viver mais que o previsto terá de desembolsar mais recursos. Esse cálculo é feito com base em uma tábua atuarial, que considera a expectativa de vida dos indivíduos e a renda a ser paga no futuro.

A transferência do risco de longevidade para as seguradoras impede, conforme Westenberger, que ocorra um “curto circuito” para os fundos de pensão e comprometa as reservas para pagar as aposentadorias no futuro. Sobre se o custo do produto seria atrativo para essas fundações, ele diz que a autarquia vai olhar a questão da razoabilidade dos prêmios, mas que o mercado é livre, embora, competitivo. Como as grandes fundações têm estrutura e equipe para fazer essa análise, a expectativa do mercado é de que menores fundos tenham maior interesse pelo produto.

“O próprio mercado vai definir um patamar razoável (de preço) desse seguro. O conceito de caro ou barato tem de ser analisado a luz da possibilidade de um fundo de pensão ter prejuízo ou até não ter reservas para honrar seus compromissos em meio à longevidade crescente na economia brasileira”, destaca o superintendente da Susep.

Desde março, os fundos de pensão foram autorizados a transferirem o risco de longevidade para as seguradoras. Começou, então, a corrida por parte das seguradoras para criarem produtos sob medida para esta necessidade. De acordo com Westenberger, a nova solução também está no âmbito do acordo de cooperação assinado no ano passado entre a Susep e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), que regulamenta os fundos de pensão.

12 corretores, entre eles Robert Bittar e Armando Vergílio, criam uma nova rede de vendas

© Copyright 2010 CorbisCorporationA consolidação dos corretores no Brasil e no mundo está aquecida. Profissionais se juntam para otimizar custos com uma maior carteira de clientes e maior abrangência geográfica. No Brasil tivemos alguns negócios relevantes nos últimos anos, como a Lojacorr, uma rede de que reúne 120 corretores espalhados em oito estados e não pára de crescer,com 165 mil apólices emitidas, volume de R$ 220 milhões em prêmios e R$ 42 milhões em comissões em 2014. Temos também casos que não deram certo, como a BR Insurance, listada em bolsa, mas que amarga uma grande desvalorização por problemas de gestão.

A notícia de hoje é o surgimento da A12 Corretora de Seguros, que reúne 12 corretores e iniciou suas operações no mercado brasileiro em abril de 2015. Segundo nota divulgada pelo grupo, a empresa já tem um volume de emissão anual de R$ 250 milhões de prêmios em seguros e benefícios. Sediada em São Paulo, na Vila Olímpia, a companhia, que começou a ser projetada em 2010, já está operando em parceria com algumas das principais seguradoras do país, com corretoras estabelecidas em sete estados, sendo eles São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Distrito Federal e Goiás, e atuação em todo território nacional.

Entre seus idealizadores, a A12 reúne grandes nomes do mercado securitário, como Armando Vergílio, empresário e corretor de seguros com mais de 30 anos de atuação no setor, que tem ocupado importantes cargos na esfera pública e privada, como presidente da FENACOR (Federação Nacional dos Corretores e das Empresas Corretoras de Seguros, de Capitalização, de Previdência e de Resseguros), uma das funções que assume hoje. Vergílio já foi deputado federal e esteve à frente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), principal órgão que regulamenta o mercado segurador.

Outro nome de destaque entre os sócios é Robert Bittar, que atua no segmento desde 1971. O executivo foi presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Paraná, por três gestões, e atualmente é vice-presidente da FENACOR, tendo-a presidido em dois períodos intercorrentes, além de ser Presidente da Escola Nacional de Seguros desde 2005.

A atuação do Grupo A12, que é gerido por um Conselho Deliberativo e uma Diretoria Executiva, é bem diversificada e seu mix é composto por Auto (57,1%), Benefícios (24,7%) e Demais Ramos (18,2%). Em 2014, as corretoras do Grupo obtiveram um crescimento de 14,53% no volume de negócios, comparado ao ano anterior, número acima da média de mercado e que demonstra o grande potencial de crescimento desta nova operação.

De acordo com Renner Fidelis, conselheiro, diretor executivo da A12 e sócio da Apoliseg Corretora de Seguros, a globalização trouxe e traz ameaças e oportunidades. “Diante do novo cenário econômico do país, decidimos, em 2013, criar um novo grupo através da união de 12 companhias sólidas que tinham a mesma filosofia, ou seja, promover diversas soluções que trouxessem maior musculatura, competitividade, redução de custos e melhoria no lucro, seja através da conquista de novos mercados, assim como pelo aumento da rentabilidade da operação”, explica ele no comunicado divulgado à imprensa.

“Temos como visão ser uma das maiores e melhores corretoras de seguros da América Latina, desenvolvendo e provendo soluções que proporcionem segurança e conforto aos nossos clientes, estabelecendo sólidos relacionamentos com as seguradoras de mercado, gerando satisfação aos nossos colaboradores e rentabilidade aos acionistas”, ressalta Luis Fernando de Paula Henrique, conselheiro, diretor executivo da A12 e sócio da Liga Vitória Corretora de Seguros.

Segundo Sérgio Quintella Martins, conselheiro, diretor executivo da A12 e sócio da SMB Corretora de Seguros, estrategicamente, o Grupo está presente em vários estados do Brasil e conta com a somatória de experiência de corretoras inovadoras e tradicionais com mais de 35 anos de atuação. “O Grupo A12 tem ainda, como meta, criar um novo modelo de distribuição a ser implementado no Brasil e também em outros países em um processo de internacionalização da empresa”.

Conheça as empresas que integram o Grupo A12:

– ALMANZA (Uberlândia-MG)

– APOLISEG (Goiânia-GO)

– BEZLIM (Goiânia-GO)

– BSBCOR (Brasília-DF)

– LIGA VITÓRIA (São Paulo-SP e Vitória-ES)

– MULTISEG (Curitiba-PR)

– PERSPECTIVA (Vitória-ES)

– RA INSURANCE (Brasília-DF)

– SEGNA (Rio de Janeiro-RJ)

– SELTSEG (Belo Horizonte-MG)

– SMB (São Paulo-SP)

– SOL DIAMANTE (Goiânia/GO)

Ana Cláudia Calil é a nova Head da área Comercial da Mondial Assistance

ana_calil_altaAna Cláudia Calil é a nova Head da área Comercial do segmento de Bancos e Seguradoras da Mondial Assistance. A executiva possui mais de 20 anos de experiência no mercado segurador, atuando nos segmentos de Operações, Vendas e Gestão de Pessoas. Possui passagens por grandes empresas do setor como Sul América Seguros e Europ Assistance, além de ter sido CEO da corretora Costa Duarte Brasil. Ana Cláudia é formada em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com MBA em Gestão Estratégica e de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas e também pela Funenseg, em Seguros e Resseguros.

Depois de 6 anos, Câmara aprova VGBL Saúde; agora FenaPrevi investe para o Senado aprovar

Osvaldo_Nascimento cnsegDepois de seis anos de discussões, o mercado segurador conseguiu que a Câmara dos Deputados aprovasse o o Projeto de Lei 10/15, apresentado inicialmente pelo ex-deputado Armando Vergílio e agora apresentado ao Congresso pelo filho, o deputado Lucas Vergílio (SD-GO). O PL regulamenta o VGBL Saúde, um plano de previdência catalogado como um seguro de vida com cobertura de sobrevivência.

“A intenção é incentivar a poupança de longo prazo. Pesquisas mostram que as pessoas estão mais preocupadas com os custos com planos de saúde na velhice do que com aposentadoria. Elas acreditam receberão do governo a aposentadoria, mas são descrentes de serão atendidas pelo SUS”, comentou Osvaldo do Nascimento, presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

Ele explica que o VGBL Saúde poderá ser contratado, com benefícios fiscais, pelas empresas para os seus empregados. O patrimônio acumulado no fundo tem de ser usado para pagar despesas com saúde para ser isento de IR. Mas se o funcionário sacar os recursos acumulados para outras despesas, a parte depositada pela empresa será tributada integralmente, diferente do que acontece no VGBL tradicional, onde apenas o rendimento é tributado. “Essa foi a forma encontrada para não provocar um desiquilibro no sistema.

Nascimento explica que o diferimento tributário dos PGBLs corporativos, que permitem ao titular deduzir as contribuições até o limite de 12% da renda bruta tributável, beneficia quem faz a declaração do IR no modo completo, ou seja, aqueles com salários mais altos. “A nova lei, ao resolver essa assimetria em relação ao VGBL, vai permitir às empresas montarem programas previdenciários mais efetivos, de acordo com a faixa de renda dos empregados, oferecendo o PGBL para funcionários com renda mais alta e VGBL para pessoas que ganham menos e usam a declaração simplificada”, diz o presidente da Fenaprevi.

Sem projeções para o futuro, Nascimento diz que essa é uma agenda positiva do setor dentro de um cenário de pautas bombas. “Além de estimular a poupança de longo prazo, trata-se de um fundo que fará frente às despesas de saúde no longo prazo ajudando o cidadão a ter condições de tratamentos adequados, ao mesmo tempo que essa iniciativa visa desafogar o SUS dando ao cidadão seus próprios recursos acumulados para garantir atendimento privado”, comenta. Para o setor de saúde é um novo mercado que surge, uma vez que as micro e pequenas empresas não ofertam planos de saúde para seus funcionários.

O projeto segue para votação no senado e o executivo sabe que será preciso investir tempo para que o texto seja aprovado. “Agora a nossa agenda é fazer com que o projeto seja bem recebido no senado, afirmou ao blog Sonho Seguro. Um dos argumentos é mostrar que enquanto no Brasil 85% do patrimônio administrado pelas empresas de previdência privada vem de poupança de pessoas físicas, nos Estados Unidos a relação é inversa, com 85% das reservas provenientes de planos empresariais. “A agenda está lançada e o resultado veremos nos próximos 10 a 20 anos”, disse.

Nascimento acredita que o produto terá maior simpatia dos corretores independentes, que hoje não se interessam pela venda dos planos de aposentadoria PGBL e VGBL, com distribuição concentrada nos bancos. No entanto, o formato financeiro do fundo é praticamente igual aos planos comercializados hoje, com margem de ganho pequena para não comprometer a rentabilidade para o participante. Se o corretor carregar na comissão, o cliente ficará insatisfeito com o rendimento financeiro e certamente optará por outros produtos financeiros. “A competição e o acesso à informação gerada pela internet irá regular o mercado”, acredita Nascimento, acrescentando que é um produto que precisa de escala para se formar uma carteira rentável ao longo do tempo para o corretor.

As contribuições para planos abertos de previdência somaram R$ 46,3 bilhões no primeiro semestre do ano, crescimento de 28,4% sobre mesmo período do ano passado. O VGBL representa contribuições de R$ 42 bilhões e o PGBL R$ 3,83 bilhões e os planos tradicionais R$ 446 milhões. Mais de 12 milhões de pessoas possuem planos de previdência complementar aberta. Dessa total, cerca de nove milhões possuem planos individuais e o restante refere-se aos planos empresariais.

Levantamento da Brasil Assistência aponta que as ocorrências mais comuns acontecem no intervalo entre as aulas

machucadoLevantamento interno da Brasil Assistência mostra que o maior número de intercorrências escolares acontece com crianças entre 5 e 12 anos de idade, e com maior incidência durante os intervalos, por volta das 10h. “Crianças, jovens e adolescentes, em idade escolar, passam boa parte do dia nas instituições de ensino e, por estarem acostumadas a correr e brincar, grande parte de incidentes leves e até alguns acidentes mais graves, são registrados neste período e em ambientes escolares”, comenta Izadora Arreche, coordenadora de Assistência Médica Internacional da Brasil Assistência, em comunicado distribuído à imprensa.

Entre as ocorrências mais comuns – e leves – estão as quedas da própria altura, colisões com colegas, torções no tornozelo e cortes no supercílio. Entre as mais graves, as de maior incidência, de acordo com o levantamento, envolvem quedas de muros e escadas.

A maioria das ocorrências registradas por clientes da companhia que contam com a Assistência Educacional se dá nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. “Em nossa Central de Atendimento são registrados acionamentos desde indicação de hospitais para avaliações de quedas simples, até atendimentos decorrentes para traumas sérios. Os chamados veem principalmente da região Sudeste”, explica.

Lucro líquido da Tokio Marine cresce 13,5% no primeiro semestre

Jose A Ferrara_2014Release

Após registrar o melhor desempenho de sua história no Brasil em 2014, a Tokio Marine Seguradora, subsidiária de um dos maiores grupos do mercado de seguros no mundo, continua a se destacar com excelentes resultados no mercado segurador nacional. Nos seis primeiros meses de 2015, a empresa registrou expressivo crescimento de 22% no prêmio emitido sobre o mesmo período do ano passado, com uma receita líquida de R$ 1,89 bilhão. O Índice Combinado foi de 99,5% e o Lucro Líquido de R$ 74,3 milhões, 13,5% maior do que o primeiro semestre de 2014.

“Os números comprovam que estamos no rumo certo para alcançar as metas do Plano Avançar, que prevê um crescimento médio de 15% ao ano até 2017”, diz o presidente da Companhia, José Adalberto Ferrara. No geral, o desempenho no primeiro semestre deste ano foi 22% maior, enquanto o crescimento do mercado foi de 5%, sem VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

Além de apresentar bons resultados operacionais e financeiros, a Seguradora registrou redução de 0,9 ponto percentual nas despesas de comercialização, se comparado com os seis primeiros meses de 2014. O percentual do 1º semestre de 2015 foi de 18,7% contra 19,6% do mesmo período do ano anterior. Em 30 de junho de 2015, o Patrimônio Líquido foi da ordem de R$ 1.024,4 milhões, contra R$ 914,9 milhões de dezembro do ano anterior.

Há três anos consecutivos, a carteira de Automóvel da Companhia tem obtido o maior crescimento do mercado brasileiro, e o bom desempenho se manteve no primeiro semestre de 2015. Nesse período, o resultado foi 26,8% superior ao do ano passado, enquanto o mercado cresceu 5,5%. Atualmente, a Tokio Marine ocupa a sétima posição no ranking nacional desse segmento. Já na carteira de Ramos Diversos Massificados, o destaque foi o produto Condomínio, que teve um crescimento de 42,5% em relação ao mesmo período de 2014. O dado coloca a Companhia como a quinta maior do mercado nessa modalidade. “O excelente resultado é reflexo dos investimentos contínuos e do cuidado com a qualidade do atendimento aos Corretores e Segurados, além do compromisso em oferecer produtos, serviços e processos inovadores”, explica o presidente.

Outro resultado importante da Diretoria de Produtos Massificados foi o do segmento de Pessoas, que cresceu 15,8% no semestre, enquanto o mercado subiu 9,6%. A meta da Tokio Marine é ser uma das cinco maiores empresas independentes de Vida em Grupo e figurar entre as dez maiores Seguradoras de Pessoas do País até 2018, de acordo com as diretrizes do Plano Avançar. A Companhia também registrou um bom desempenho no segmento Afinidades. O produto Garantia Estendida, por exemplo, teve um desempenho 200,3% superior em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Em uma clara demonstração de solidez, a Diretoria de Produtos Pessoa Jurídica da Tokio Marine cresceu 37% no primeiro semestre de 2015, enquanto a média do mercado foi de 1,6%. O prêmio emitido líquido no período foi de R$ 485 milhões. Com esses números, o market share da Seguradora passou de 3,9% para 5,3%.

“Entre as carteiras, o destaque absoluto é a de Garantia, que cresceu 547% nesse período. Com esse resultado, a Companhia passou do 14º para o 10º lugar no ranking nacional. Outros excelentes desempenhos foram registrados nas carteiras de Riscos Nomeados (110,8%), RC Geral (108,9%), Aeronáutico (102,7%) e Riscos de Petróleo (97,9%)”, afirma Ferrara.

O Produto Empresarial teve um desempenho 40,7% superior ao do primeiro semestre do ano passado. No consolidado de Transportes, o desempenho da Seguradora foi 11% maior nos seis primeiros meses de 2015, com destaque para o crescimento de 82,3% no segmento Internacional.

Segundo o executivo, a Companhia também está focada em desenvolver mais produtos específicos e customizados voltados a determinados nichos, como o segmento de pequenas e médias empresas. A estratégia consiste em crescer organicamente, sustentada pelos pilares de qualidade e compromisso do time de Colaboradores, qualidade dos produtos e, especialmente, qualidade na entrega dos serviços.

“O trabalho da Tokio Marine é feito com base em seis valores difundidos por toda a Companhia: respeito, ética, transparência, trabalho em equipe, excelência em produtos e serviços e compromisso com a satisfação dos 3C´s: Colaboradores, Corretores e Assessorias e Clientes. Queremos contribuir para o crescimento do mercado de seguros no Brasil”, finaliza o presidente.

Plenário aprova VGBL Saúde!!!!

O Plenário da Câmara aprovou há pouco o Projeto de Lei 10/15, do deputado Lucas Vergílio (SD-GO), que concede benefícios para incentivar empresários a custear planos de seguros com cobertura de sobrevivência (VGBLs) para os empregados.

Pelo texto aprovado, o seguro contratado terá a função de permitir aos funcionários complementar o valor de sua aposentadoria pela Previdência Social e ajudá-los a arcar com os custos de planos de saúde quando forem desligados do plano empresarial por demissão ou aposentadoria.

O plano será chamado de VGBL-Saúde, e a empresa que contribuir terá os mesmos benefícios fiscais aplicados aos planos de benefícios de previdência complementar.

O Plenário aprovou uma emenda para que a lei só entre em vigor 180 dias após a publicação da lei.