CONSEGURO – O professor da Universidade de Harvard, Michael Sandel, faz palestra no último dia

Fonte: CNseg

Em seu segundo dia, a 7ª Conferência Brasileira de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (Conseguro), que acontece no complexo World Trade Center, em São Paulo, trouxe novos temas de relevância para o mercado segurador. Foram discutidas as perspectivas do setor financeiro, a qualidade e o controle de custos da saúde e as perspectivas econômicas do país. Em paralelo, aconteceram as palestras do 4º Encontro Nacional de Atuários (ENA) e da 5ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros, que analisaram o mercado e o comportamento da sociedade por meio de aspectos sociais.

Saúde

A gestão de acesso à saúde, os modelos de remuneração deste sistema, a criação de novas escalas de tratamentos baseados na utilização de armazenamento de dados dos pacientes e até mesmo o engajamento da comunidade como agente de uma nova forma de pensar a saúde permearam algumas das principais discussões do dia de hoje. No painel “Resolvendo o maior enigma da saúde: melhorando a qualidade com custos controlados”, o médico e diretor do Instituto Dartmouth para Políticas de Saúde e Práticas Clínicas, Elliott S. Fisher, apresentou um modelo inovador (Accountable Care Organization – ACO) no segmento de saúde que não existe no Brasil e integra toda a cadeia médica.

“Mais de 25 milhões de americanos estão cobertos por esse sistema que, ao contrário do que acontece no Brasil e em outros lugares do mundo, não remunera pela quantidade de serviços prestados como consultas e exames laboratoriais, mas leva em consideração a economia gerada pelas boas práticas de utilização dessas atividades”, relatou. De acordo com o presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Marcio Coriolano, disse que uma das maiores similaridades entre os sistemas estruturais de saúde do Brasil e dos Estados Unidos é o fato de ambos registrarem um crescimento crescente de custos. “Os problemas observados na saúde brasileira, como a inflação médica, são de ordem mundial”, finalizou.

O tema saúde também esteve presente na agenda do 4º Encontro Nacional de Atuários (ENA). O painel “Big Data: a próxima etapa na revolução da informação no mercado de saúde” trouxe reflexões da atuária responsável da Bradesco Saúde, Ana Lúcia Riboli, sobre como as novas tecnologias impactam o modo de pensar o setor de saúde no mundo. Ela chamou atenção para o fato de que o número de pessoas com mais de 60 anos de idade deve dobrar até 2030, alertando sobre como as mudanças no estilo de vida e nas dietas alimentares dos indivíduos, aliadas ao aumento das doenças degenerativas, influenciam o modelo de saúde que existe hoje. “Precisamos pensar a saúde de forma totalmente diferente.

O Big Data é uma evolução contínua da informação e da comunicação, mas como vamos administrar todo esse fluxo de informações com o direto à privacidade?”, questionou. Já o professor titular do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Renato Assunção, tratou o Big Data como uma ciência de dados que auxilia a criação de novos produtos. “Já estamos na era da saúde digital, quando não só os registros médicos, mas também outros tipos de informações, como dados econômicos dos pacientes, também são armazenados. Na UFMG, por exemplo, temos um projeto que monitora a incidência da dengue em várias regiões do país por meio do twitter”, relatou, evidenciando ainda que estamos à beira de uma grande revolução na forma de pensar a epidemiologia.

Ainda na programação do ENA, o professor da Universidade de Chicago S. Jay Olshansky ministrou a palestra “O dividendo da longevidade”, ressaltando que é preciso entender a biologia do corpo humano para associar os conceitos de saúde e genética. O palestrante reforçou a tese que “mesmo que a tecnologia avance, o ser humano nunca viverá muito mais do que cem anos”, pontuando que, apesar de existirem casos de pessoas que ultrapassam o centenário, não se trata da maioria. “A expectativa de vida varia de país, região, condições e muitos outros aspectos, mas podemos tomar como média entre 75 e 85 anos”, analisou. Olshansky também explicou que as doenças degenerativas não serão extintas, mas que, mesmo assim, é importante investir em saúde pública e pesquisas. “Mesmo que a ciência descubra a cura das doenças degenerativas que conhecemos hoje, como o câncer, elas sempre irão existir. Isso porque o corpo humano muda de acordo com o meio em que vive. É, sem dúvida, muito importante que a ciência continue a evoluir, mas o foco precisa ser melhorar a qualidade de vida e não viver para sempre. Isso não é física e nem economicamente saudável”.

Solvência II:

Em destaque, o ENA também apresentou as experiências mexicana e espanhola na cultura de gestão de riscos em seguros. O diretor geral da Asociación Mexicana de Instituciones de Seguros, A.C (Amis), Recaredo Arias, falou sobre o cenário mexicano no âmbito da implementação da Solvência II como instrumento de administração integral de riscos. “A Solvência I apresentava um modelo para alguns perfis de riscos, mas não era levado em consideração a amplitude destes riscos”, pontuou, sinalizando que o Brasil é um dos países mais avançados no que se compreende como pilar 1 da Solvência II, mas ainda há muito a ser estudado, principalmente, no que se refere a riscos catastróficos.

Em linha com a presidente da Unión Española de Entidades Aseguradoras y Reaseguradoras (Unespa), Pilar González de Frutos, ambos concordaram que o mais importante no processo de adoção da Solvência II é que ele seja conduzido de forma eficiente, ainda que não seja rápida. Em relação ao mercado europeu, Pilar de Frutos informou ainda que existem hoje mais de cinco mil companhias de seguros ativas na Europa e que a questão da proporcionalidade financeira é uma das que mais geram controvérsias na execução das metodologias de Solvência II.

“Levamos em consideração o tamanho do risco que está sendo segurado e não o tamanho da empresa, se ela é de pequeno ou grande porte”, relatou. Finalizando o painel, Recaredo Arias disse que no México as operações relacionadas a seguros compreendem apenas 2,1% do PIB do país. “Não adianta haver a regulamentação mais avançada do mundo se não houver uma agenda para ampliação do volume de negócios”, concluiu.

Proteção do Consumidor:

No primeiro dia da 5ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros, o tema foi a correlação entre educação, violência e aversão a risco. Quem trouxe a discussão foi a professora da Universidade da Antuérpia, na Bélgica, e pesquisadora sobre economias de mercados emergentes, Suncica Vujic. Ela apresentou uma pesquisa feita na Inglaterra e no País de Gales, onde existe uma lei que, desde 1973, determina a maioridade escolar de 16 anos. Sua observação apontou que o baixo salário e desemprego, a disponibilidade do tempo e a paciência e aversão ao risco impactam diretamente na criminalidade.

“Quanto maior o salário através de ganhos legais, menor as taxas de crime. Sobre a disponibilidade de tempo, vemos um efeito na “autoincapacitação”, ou seja, quem está na escola ou trabalhando, não encontra tempo para cometer crimes”. Suncica Vujic também fala da paciência e aversão ao risco, lembrando que, por vezes, os jovens que desistiram da escola, estavam entediados com seu currículo. “Quem é avesso ao risco não teme ser penalizado”, complementa.

Para o economista Sergio Besserman, que também participou do painel, a sociedade brasileira, como um todo, atribuiu um conhecimento muito baixo. “O povo brasileiro e a elite não prestigiam conhecimento, o que é mais grave por estarmos na era do conhecimento”. Nessa mesma linha, o diretor de Projetos e Pesquisas do Instituto Brasiliense de Direito, Ricardo Morishita, pontua que a educação é um desafio para toda a sociedade, o que também impacto no mercado segurador. “Além de entender que a nossa educação é baixa, também devemos observar que a nossa percepção de risco é muito baixa”, ressaltou. Morishita concluiu que a baixa percepção do risco é uma grande barreira para sociedade fazer uma boa gestão de seus próprios riscos. “É exatamente este o ponto que tem uma correlação entre o mercado, a defesa do consumidor, a educação e a violência”.

Para ele, a educação não afeta apenas a produtividade e a violência, mas a relação que o consumidor tem com o mercado. Atribui a baixa informação proveniente da educação de baixa qualidade à falta de informação do consumidor com relação ao seguro. “O Brasil tem 100 milhões de processos na justiça, cujo custo médio é de 1.700 reais para o país”. Para ele, pensar no consumidor mais vulnerável, no que diz respeito à educação é essencial para a tomada de decisão do cidadão.

Ainda sobre a 5ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros, a “A rede varejista como representante de seguros” também foi tema de uma das palestras. A coordenadora jurídica da Via Varejo, Tereza Gimenes, defendeu a ideia de que é necessário descobrir as formas mais eficazes de transmitir as condições de aquisição do seguro para o consumidor. “É preciso questionar se cartazes em lojas, com o texto que a regulamentação indica, resolvem esta questão. É necessário não apenas colocar a criatividade para funcionar, como convencer o regulador a apoiar essa comunicação, nem que para isso seja preciso recorrer aos recursos de marketing das companhias para produção de um material consistente e convincente”, reforçou.

Já o superintendente Comercial e de Produtos da Garantec – Itaú Seguros, Guilherme Dutra, apresentou dados de pesquisa da CNSeg e do Ibope a respeito da venda do seguro garantia estendida para reforçar a necessidade de se buscar novas maneiras de ampliação do mercado. Entre 2008 e 2014, o número de pessoas que adquiriram o seguro garantia estendida dobrou. A quantidade de seguros vendidos passou de 27,1 milhões para 46,1 milhões. “Apesar desse excelente desempenho, ainda há espaço para crescimento. Entre os chamados consumidores aleatórios (categoria que congrega pessoas que adquiriram e que não haviam adquirido apólices de garantia estendida) apenas 27% afirmaram terem comprado o seguro”, pontuou.

Além disso, a pesquisa mostra que cresceu a proporção de pessoas que haviam comprado seguro e que estão mais bem informados em relação ao seguro garantia estendida. Diante das informações apresentadas, Vladimir Freneda, diretor Comercial e de Marketing da Assurant Solutions Brasil, retomou a ideia de que a maturidade do mercado de distribuição de massificados via varejo tornou necessária uma revisão do processo. “Até então, não havia massa de informação que pudesse indicar necessidades de melhoria. Foi o mercado que trouxe esses pontos”.

A advogada e consultora da CNseg, Maria Stella Gregori, reforçou o empoderamento do consumidor no processo, ideia exposta na apresentação do painel. “As empresas precisam colocar o consumidor no núcleo de suas ações. Para isso, é preciso conhecer melhor o seu cliente e ter a noção de que a venda de seguros deve ter um viés de inclusão social e fomentador de poupança. Portanto, é fundamental que todas as informações estejam claras e precisas para que o consumidor possa administrar seus próprios riscos”.

Perspectivas econômicas:

A palestra “O setor financeiro em perspectiva”, analisou dados e estatísticas da economia brasileira atual, bem como apresentou as projeções para o próximo ano. O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Banco Bradesco, Octávio de Barros, ponderou que “nesse momento de crise é possível fazer reformas que jamais seriam feitas em condição de normalidade”. Ele também ressaltou que “o Brasil tem apenas quatro agendas para pensar o seu futuro e não há tanto conflito ideológico que impeça que elas avancem, independentemente dos governos de plantão.

A primeira agenda é a criação de um teto para a expansão do gasto público total do Brasil que não possa ultrapassar o PIB nominal; a segunda é a da produtividade; a terceira é o aumento da potência da política monetária; e, por fim, a quarta agenda, e também a mais óbvia, é a infraestrutura com papel protagônico no setor privado”. Já o economista sênior do Itaú Unibanco, Caio Megale, fez projeções para o Brasil em 2016. “O cenário hoje é de mudanças externas, com a China mais fraca, commodities em baixa e alta de juros nos Estados Unidos. Internamente também enfrentamos um momento difícil.

Para 2016 acreditamos em uma queda de 1,2% do PIB, quase 10% de desemprego, inflação de 6,5% e taxa de câmbio de 4,25%. Ainda assim, não temos um cenário de que o Brasil está entrando em um processo de deterioração continuada porque, se esse fosse dessa forma, o câmbio não se estabilizaria, teria mais inflação e o Brasil estaria em um ambiente muito mais preocupante. Acreditamos que esse desequilíbrio fiscal vai ser resolvido mais à frente, após 2016, se a taxa de juros se mantiver em um patamar mais alto, fazendo a inflação cair, e os fundamentos de longo prazo irão pavimentar o caminho da estabilização”, analisou.

CONSEGURO: Riscos Emergentes vão além das catástrofes ambientais, dizem especialistas

moacyr_intFONTE: CNseg

Para Moacyr Duarte, falta de previsibilidade é uma dificuldade na avaliação de riscos emergentes em grande eventos do Rio
A expressão riscos emergentes, muitas vezes, vai além das chamadas catástrofes naturais e deve ser analisada de forma integrada pelo mercado de seguros. Essa pode ser considerada a principal conclusão do painel Riscos Especiais – Riscos Emergentes no Setor de Seguros, reaizado no primeiro dia da 7ª. Conseguro, que reuniu os especialistas Butch Bacani, líder da iniciativa Unep Fi PSI (Principles for Sustainable Insurance Iniciative), Moacyr Duarte, engenheiro especialista em gerenciamento de riscos, Rodrigo Botti, da Terra Brasis Resseguros e Raquel Breda, diretora do Ministério do Meio Ambiente. A mediação ficou sob responsabilidade de Natalie Hurtado, da Susep.

Analisando uma série de estudos internacionais, Bacani destacou que as catástrofes naturais são apenas uma das formas de riscos emergentes que afetam o planeta. O especialista chamou a atenção também para os chamados riscos de impacto social, advindos de uma constante violação aos direitos humanos, e os oriundos da governança corporativa, fruto de atos de corrupção. “Para combater o desafio ambiental, também é necessário trabalhar com os riscos sociais e econômicos. E esse trabalho deve envolver a iniciativa privada, clientes, governos e a opinião pública”, sintetiza.

Para o engenheiro Moacyr Duarte, referindo-se especificamente à sua experiencia frente a grandes eventos no Rio de Janeiro, a grande dificuldade na avaliação dos riscos emergentes é a falta de previsibilidade. “A tragédia decorrente das chuvas na região serrana no Rio de Janeiro há alguns anos ocorreu após uma estabilidade que vinha desde 1940 em uma área que não era de ocupação de risco”, assinala o especialista, que trouxe à mesa o inevitável caso das Olimpiadas de 2016: “o que diferencia o trabalho de prevenção de riscos desse evento do das Olímpiadas de Londres é que em 2012 não havia o Estado Islâmico”.

Diante desses dois exemplos, o engenheiro explica que tem tanta novidade que não é possivel fazer uma análise precisa ds riscos. “Os métodos que utilizamos estão ficando para trás”. Para mitigar essa angústia, Rodrigo Botti, da Terra Brasis Resseguros, afirma que o mercado deve se oferecer respostas práticas. A começar pela identificação de novos riscos e imprevistos cujo potencial de dano ou perda não é totalmente conhecida. O executivo arrisca dizer que algumas fontes desses riscos podem vir de novas tecnologias, como internet, redes sociais e nanotecnologia; congestionamentos aéreos e riscos de pandemias.

Botti inclui as catástrofes naturais nesta lista, com a ressalva de que essa novidade seria restrita ao Brasil. “Na realidade brasileira, seria um risco emergente, apesar de não ser essa a novidade no mundo. Porém, é importante despertamos para lidar melhor com este risco, principalmente após a notícia de que Standard & Poors passará a considerar riscos de catástrofes naturais como um componente para a composição da nota soberana”.

Por fim, para Raquel Breda, o debate sobre riscos soberanos passou a ter mais importância após a agenda de desenvolvimento da Rio + 20, que ocorreu em 2012. Essa conferência estabeleceu 17 metas a serem atingidas pelos países do mundo no que se refere a diversos aspectos da proteção ao meio ambiente e as direitos humanos, sendo que a meta 17 trata das formas de implementação das outras metas.

“Nesse ponto, é importante assinalar o papel das empresas financeiras e, em especial, o das empresas de seguro, que possuem a expertise em analisar, identificar e combater riscos. Para isso, é necessário que fatores econômicos, ambientais, geopolíticos e tecnológicos sejam considerados integralmente. O risco não encontra mais limites e tem seus efeitos em todas as outras áreas”, explica a diretora do Ministério do Meio Ambiente.

CONSEGURO: Cadastro Ambiental Rural é fundamental para o crescimento da agropecuária brasileira

Fonte: CNseg

A criação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) foi considerada elemento fundamental para que a continuidade do crescimento da atividade agropecuária brasileira se dê em equilíbrio com as novas exigências ambientais. No painel “Desafios e Oportunidades Associados ao Cadastro Ambiental Rural”, palestrantes chamaram a atenção para os efeitos do CAR em diversos setores, incluindo concessão de crédito e análises de riscos das seguradoras etc.

Criado pela Lei 12.651/12, o CAR é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais, formando base de dados estratégica para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas e demais formas de vegetação nativa do Brasil, bem como para planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais.

Em tom crítico, Francisco Gaetani, secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, lembrou que hoje a pasta tem um viés menos estridente do que no passado. “O ministério era conhecido por ser estridente, mas desde o Novo Código Florestal passou a ser pragmático, negociador, buscando um meio termo entre desenvovimento do agronegócio e preservação ambiental”, diz Gaetani. O secretário destaca o fato de o CAR, ao cadastrar todas as propriedades rurais do país cruzando informações declaradas com imagens de satélite, trazer a real situação das áreas, possibilitando a criação de políticas de preservação e recuperação mais realistas. “Ao final, saberemos exatamente qual o passivo ambiental existente e o que fazer”, diz o secretário.

O CAR está em sua primeira fase em que as imagens já são transformadas em dados com foco nas regiões do Cerrado e da Mata Atlântica trabalho que tem o apoio de entidades como Febraban e Embrapa. Até agora, já há informações consolidadas em 440 municípios, equivalendo a 16,7 milhões de hectares. “O projeto é importante para todos, incluindo o mercado financeiro, que só poderá conceder crédito para as propriedades cadastradas no CAR”, comenta Murilo Portugal, presidente da Febraban. A partir de 25 de maio de 2017, propriedade fora do CAR não terá acesso ao crédito rural, conforme define a lei. Portugal falou também de outro reflexo do CAR que, pela transparência, pode levar à criação de um mercado de Cotas de Reserva Ambiental (CRA) que seria negociada entre produtores com sobra ou falta de áreas de preservaçao ambiental. Sem dar detalhes, o presidente da Febraban diz que já há conversas com diversos segmentos para viabilizar a ideia, entre eles e a Bovespa.

Sob a ótica das seguradoras, Gláucio Nogueira Toyama, diretor Técnico Rural e Habitacional da BB Mapfre explicou que entre os benefícios do CAR, quando todas as propriedades estiverem cadastradas, será a melhor mitigação de riscos na hora da concessão de um seguro. “Além disso, hoje, quando temos um sinistro em uma área rural, precisamos ir lá verificar. Com as imagens disponíveis no CAR, será mais fácil e barato”, explica Toyama. Outro benefício, destacado pelo executivo da BB Mapfre poderia ser a criação de um cadastro positivo para o produtor rural. “Poderiamos fazer seguro com base no perfil do produtor, como ocorre hoje com veículos.”

CONSEGURO: Especialista em envelhecimento quebra paradigmas da longevidade

dividendo_intFonte: CNseg

Desde que a humanidade conseguiu vencer algumas doenças, como as infecções, evitadas por gestos simples, como lavar as mãos com água e sabão, que o ser humano sonha em viver mais e, por que não, com a imortalidade. Nos últimos anos, em razão do aumento da expectativa de vida em todo o mundo, inclusive nos países emergentes, surgiram previsões de todos os lados afirmando que o ser humano viverá 140, 150 ou mais anos. “Tudo bobagem”, disse S. Jay Olshansky, professor na Universidade de Chicago e pesquisador do Centro de Estudos sobre o Envelhecimento. Ele apresentou a palestra “O dividendo da longevidade: alterando o curso da saúde e da longevidade”, durante o 4º Encontro Nacional de Atuários (ENA), evento que acontece simultaneamente à 7ª Conseguro, que está em seu segundo dia, em São Paulo (SP).

Olshansky tem motivos para não acreditar que os seres humanos viverão mais que cem anos, em média. Ele estudou o assunto sob o âmbito da biologia e descobriu que o corpo humano não foi feito para durar tanto tempo. “O ser humano é uma máquina super eficiente que, com o tempo, acaba como as demais, no ferro-velho”, disse. Ele apresentou alguns números, apenas para efeito de comparação, do tempo de vida estimada para algumas espécies, medidos em dias: os ratos vivem 1 mil dias; os cachorros, 5 mil; o elefante, 26 mil; os humanos, 29 mil dias; a tartaruga, 55 mil; e a baleia, 77 mil. Fora as exceções de pessoas que viveram mais de cem anos – o recorde é 142, segundo o professor – , “o corpo humano não aguenta”, disse.

De acordo com Olshansky, o envelhecimento é um acidente de percurso, já que a vida é calibrada biologicamente para cumprir a janela reprodutiva da espécie. Tanto que a menopausa nas mulheres marca bem o início dessa fase de envelhecimento, quando começam a surgir as doenças degenerativas. Aliás, as doenças são o preço, ou o dividendo, da longevidade. “Querem viver mais? Mas a que preço?”, questiona. Segundo o professor, viver muito não é uma tarefa fácil, pois, com a velhice, o ser humano perde musculatura e neurônios. “Esses são os nossos pontos fracos e não há muito que possamos fazer contra isso”, disse. Ele ressalva, entretanto, que se descobrirem a cura para doenças, como câncer ou cardiopatias, então será menos penoso viver mais.

Olshansk também questiona os modelos atuariais que estimam o tempo de vida de segurados de seguro de vida e previdência. Segundo ele, o erro está em usar modelos concebidos no passado, quando a realidade era outra, o modo de vida era outro e as doenças idem. “Não dá para fazer a extrapolação linear de um fenômeno que é biológico”, disse. Respondendo à pergunta do debatedor do painel, Cassio Turra, da Cedepar, ele disse que o modelo linear do passado não serve porque aquela geração em que foi baseado não existe mais. “Se quiserem saber quanto tempo vão viver, olhem para os vivos!”, disse.

CONSEGURO: Solvência 2, Brasil e México lideram o processo de implantação na AL

solv_II_intFonte: CNseg

Dois conselhos básicos para os atuários envolvidos em deixar a companhia pronta para cumprir os requerimentos das regras de Solvência 2, cujo principal objetivo é estabelecer um modelo de supervisão baseado na captação e conhecimento de todos os tipos de riscos abrangentes nos negócios de cada seguradora: ter uma visão consistente sobre as etapas do processo por parte de todos os interessados e discutir com supervisores e agências de classificação com foco na exatidão do modelo interno e qualidade em gestão de risco.

“E priorize fazer bem feito todo o processo, e não rápido. Assim como se educa criança. Se dedique à formação da personalidade dela na infância e poderá acompanhar uma adolescência e vida adulta mais tranquila”, disse Pilar González de Frutos, presidente da Union Española de Entidades Aseguradoras y Resseguradoras (UNESPA), que palestrou ao lado de Recaredo Arias, diretor Geral da Asociación Mexicana de Instituciones de Seguros (AMIS) no painel Solvência II: experiência Espanhola e Mexicana, no 4º Encontro Nacional dos Atuários (ENA).

Os palestrantes comentaram sobre o regime votado pelo Parlamento Europeu para todas as seguradoras e resseguradoras da União Europeia, que passa a valer em 2016 depois de mais de uma década em discussão, cobre também as operações de seguros das instituições bancárias que também oferecem seguros, conhecidas como bancassurance. Os países da América Latina acompanham essa tendências para aprimorar as práticas de controle e gestão de riscos das seguradoras.

No México, explica Recaredo Arias, implementar a Solvência 2 requer um esforço maior. Isso porque qualquer alteração no sistema de supervisão, como a exigência de capital, precisa ser negociada com o Congresso e com o Ministério da Fazenda. Segundo ele, todos as especificidades estão contempladas em uma circular única de seguros e finanças, que requereu muita negociação com as autoridades. “Depois de muito se negociar com o governo, o regulador estabeleceu grupos de trabalho, pois era impossível negociar por meio de cartas ou emails”, contou.

Na Europa, explica Pilar González, as discussões também foram intensas. Afinal, são mais de 5 mil seguradoras, em vários países, dos mais diferentes portes e áreas de atuação. Tal diversidade gera múltiplas formas para calcular solvência, que nem sempre são compatíveis, podendo ser contraditórias entre si e não estar alinhadas às melhores práticas de gestão de risco interna.”A Espanha pode contribuir muito com as discussões dos órgãos reguladores dos vários países”, contou.

De acordo com o texto aprovado pelo Parlamento Europeu, o regime Solvência II conta com três pilares que se traduzem em requisitos quantitativos associados a capital de solvência e capital mínimo (Pilar I), requisitos qualitativos associados à governança, controle interno e gestão de risco (Pilar II) e requisitos de transparência e de obrigação de reporte às autoridades de supervisão (Pilar III). o requisito de capital mínimo não deverá ser inferior a 25%, nem superior a 45% do requisito de capital de solvência. Agregado a esse capital base, têm-se os requerimentos adicionais por risco do negócio (subscrição, crédito, operacional, de mercado, legal), obtidos por meio de modelos atuariais específicos, desenvolvidos a partir de discussões técnicas realizadas com especialistas e técnicos.

Eles explicaram que a indústria de seguros vem passando por profundas reformas regulatórias que visam a tornar o setor financeiro mais estável. Uma parte importante dessas reformas é a modernização dos regimes de solvência. Em muitos países e regiões, incluindo a América Latina, as regulamentações vêm sendo atualizadas para refletir avanços recentes e importantes na gestão de riscos e supervisão de grupos que foram discutidas após a crise financeira desencadeada a partir de setembro de 2008, com a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers e socorro financeiro à AIG, considerada na época a maior seguradora do mundo.

A América Latina vem adotando, aos poucos, regimes de solvência baseados em risco, mas a velocidade de adaptação é variável. México, Brasil, elaborando os pilares II e III, e Chile, nos pilares I e II, devem adotar normatizações semelhantes às da União Europeia no prazo de até três anos. Colômbia, Costa Rica e Peru também estão lançando as bases para reformas abrangentes e instituindo mais gradualmente requisitos de capital de risco. Os outros países da região ainda trabalham em regimes semelhantes ao Solvência I da União Europeia, explica Arias, acrescentando que no México a Solvência 2 foi aprovada em 2013 e a partir de abril de 2015 começou a valer.

O impacto das mudanças regulatórias variará de país para país, dependendo da estrutura final dos modelos, mas algumas inferências podem ser feitas para adaptação do arcabouço regulatório de cada um. No entanto, uma coisa é certa, segundo os especialistas. O acréscimo de encargos baseados em risco provavelmente aumentarão as exigências globais de capital. Isso forçará as seguradoras a ajustarem o mix de produtos e atividades para otimizar o consumo de capital regulatório.

Uma discussão ainda que consome energia dos participantes do mercado é sobre seguradoras menores e mais especializadas, que lutam para ter normas diferenciadas das grandes e generalistas. A pressão por capital para fazer frente aos requerimentos sinaliza a continuidade do cenário de fusões e aquisições de empresas no setor.

Liberty Seguros promove ação de conscientização do Projeto Sinal durante a Semana da Mobilidade Urbana 2015

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Com o objetivo de conscientizar ciclistas, motoristas e pedestres sobre a importância do uso adequado da faixa de pedestres, a Liberty Seguros realiza no dia 22 de setembro, durante a Semana da Mobilidade Urbana 2015, mais uma ação do Projeto Sinal Livre em São Paulo.

Em parceria com educadores do Projeto Quixote pelo segundo ano consecutivo, serão realizadas intervenções de grafite em faixas de pedestres, com a mensagem “Eu respeito a faixa de pedestre”. Os desenhos ficarão expostos por cerca de 90 dias.

As ações acontecerão simultaneamente, das 11h às 14h, em quatro pontos emblemáticos da cidade: na Avenida Paulista (em frente ao Conjunto Nacional), no cruzamento da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini com a Rua Guararapes, no Viaduto do Chá (em frente à Prefeitura) e no cruzamento da Avenida São João com a Avenida Ipiranga.

O Projeto Sinal Livre da Liberty Seguros foi criado em 2012 para educar, engajar e conscientizar a população sobre a necessidade de proporcionar maior segurança e tranquilidade no ir e vir das pessoas.

“Uma das metas do Sinal Livre é disseminar a mensagem e transformar a sociedade de maneira efetiva. Cerca de 40 mil pessoas já foram impactadas pelo projeto em todo o país”, diz Larissa Vecchi, gerente de Comunicação e Marca Institucional da Liberty Seguros. “A iniciativa também está alinhada à mensagem da Semana da Mobilidade Urbana, que prioriza o deslocamento seguro de pedestres e ciclistas”, explica.

Começa a montagem da 20ª edição da Árvore de Natal da Bradesco Seguros

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Nesta quarta-feira, dia 16, a Lagoa Rodrigo de Freitas receberá a primeira etapa da montagem da 20ª edição consecutiva da Árvore de Natal da Bradesco Seguros, a maior árvore de Natal flutuante do mundo – segundo o Guinness Book of Records -, e o terceiro maior evento da cidade do Rio de Janeiro, após o Carnaval e o Réveillon.

Às 21h, os 11 flutuadores, que formam a base de 810 metros quadrados para sustentar a Árvore,serão transportados por carretas a partir de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, com previsão de chega​da​ à Saoa (Subsecretaria Adjunta de Operações Aéreas), na Lagoa Rodrigo de Freitas, por volta das 22h. Pesando entre 12 e 16 toneladas, os flutuadores, que medem 12 metros de comprimento, 2,44 m de altura e 3 m de largura, serão içados por um guindaste de 120 toneladas para serem colocados na água. Todo o processo, desde o transporte até a montagem, envolverá 30 profissionais e 11 carretas de grande porte, além de uma equipe de operadores de trânsito que acompanhará a chegada dos flutuadores.

A inauguração da Árvore de Natal da Bradesco Seguros acontecerá em 28 de novembro, a partir das 20h, no Parque do Cantagalo, na Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro.

JLT inaugura nova sede em São Paulo

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A JLT seguros está de mudança pronta para seu novo endereço em São Paulo. A corretora de origem inglesa passa a ocupar o 15º andar do número 105 da av. Luís Carlos Berrini, na região do Brooklin. A inauguração do escritório acontece no dia 15 de setembro e traz ao País Mike Methley, CEO da JLT América Latina.

O novo escritório conta com área de 1.400 metros quadrados e uma moderna infraestrutura em tecnologia de informação, deixando a JLT ainda mais perto de seus clientes paulistas. A mudança foi comemorada com coquetel para convidados.

Com mais de 25 anos de atuação no mercado brasileiro, a JLT Brasil, está presente em 11 Estados brasileiros. Especializada em riscos corporativos, a corretora se tornou líder nos principais segmentos de seguros e resseguros. A JLT Brasil também estrutura programas internacionais para empresas brasileiras que atuam no exterior, através dos escritórios da JLT ao redor do mundo.

FenaSaúde reconhece impacto do pacote fiscal e pede ajustes ao governo para retomar crescimento

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Como era previsível, debates sobre o pacote fiscal anunciado pelo governo federal e seus possíveis efeitos sobre o setor securitário dominaram as discussões do primeiro dia da 7ª Conferência Brasileira de Seguros, Resseguros, Previdência Privada e Capitalização (CONSEGURO). O evento, um dos mais importantes do calendário do mercado segurador, é promovido pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) e se estende até quinta-feira (17), no World Trade Center, em São Paulo.

Na coletiva de imprensa realizada logo após a abertura do encontro, o presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Marcio Coriolano, considerou que o pacote ajudará a equilibrar as finanças do governo, permitindo ao país retomar sua trajetória de crescimento e, principalmente, sua confiança. “Era algo que faltava para o Brasil, já que as políticas de juros, monetária e de crédito estavam bem definidas. Restava, portanto, o equacionamento fiscal, que me parece positivo e auxiliará a restabelecer a confiança do mercado”, disse.

Em relação à Saúde Suplementar, Coriolano destacou que o segmento talvez seja o mais resiliente do setor securitário e enalteceu alguns dados. Dos R$ 330 bilhões movimentados pela indústria de seguros em geral, 40% são oriundos da Saúde Suplementar. Além disso, nos últimos 10 anos, o segmento cresceu a uma taxa média anual de 3,5%, possibilitando-o alcançar uma carteira de mais de 70 milhões de beneficiários.

“Em situações de queda de emprego e renda, é natural que haja uma retração. Ainda assim, o setor continua crescendo. Em junho, por exemplo, houve alta de 1% no número de beneficiários frente a igual período de 2014”, comentou Coriolano, citando a importância da entrada de novos atores no mercado. “O mercado deixou de ser movido pela contratação de grandes empresas. As pequenas e médias vêm ocupando esse espaço. Trata-se de uma fatia de mercado pujante, onde não se vê evidências de demissões”, completou.

Embora reconheça que seja muito difícil para o segmento escapar ileso do momento econômico atual, o presidente da FenaSaúde disse que vê com bastante realismo esse cenário. Para ele, as medidas adotadas ao longo do tempo levarão o mercado a florescer novamente. Ainda assim, ele clamou pelo apoio do governo federal. “Já fizemos um ajuste administrativo severo. Somos, dentro da indústria securitária, o segmento com menor despesa administrativa por prêmio. Nosso dever de casa, portanto, vem sendo feito e o governo também precisa desempenhar o seu, no sentido de colocar condições mais adequadas para que nosso setor retome seu crescimento”, afirmou.

Custos

Neste sentido, o custo que envolve o setor é uma discussão fundamental. Segundo Coriolano, o tema é hoje uma preocupação mundial. Ele destaca que em nenhum lugar do mundo a inflação geral de preços e a inflação médica andam lado a lado. Por isso, ele acredita que o governo precisa se sensibilizar sobre alguns pontos muito importantes, entre eles a política de reajuste dos planos e seguros de saúde individuais.

“É necessário um destravamento o mais breve possível dessa política. O governo tem tomado uma postura de refreamento do repasse deste reajuste para o setor e isso traz consequências danosas para o mercado, principalmente em períodos de ciclo baixo na economia”, afirmou o presidente da FenaSaúde, que também falou sobre sugestões de medidas complementares que a entidade passou ao Ministério da Fazenda e à Agência Nacional de Saúde (ANS).

“Estamos em um trabalho de sensibilização do governo também sobre a redução dos preços de insumos que pesam muito sobre o setor, como as chamadas órteses e próteses. Mas não são somente estes. Há outros insumos diretos de utilização médica que precisam de uma politica de mais competição e, principalmente, de mais transparência de preços. Com isso, médicos poderão prescrever tratamentos mais adequados com custos mais baixos”, comentou.

Solvência

O gerente-geral da FenaSaúde, Sandro Leal, mediou a mesa-redonda “Solvência em Saúde” no 4º Encontro Nacional de Atuários (ENA), que ocorre em paralelo à CONSEGURO. Além dele, participaram da palestra do diretor adjunto da Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras (Diope) da ANS, César Brenha Rocha Serra, e do sócio da consultoria e auditoria KPMG, Joel Garcia.

O encontro debateu o que está sendo feito e pensado em termos de solvência na Saúde Suplementar, sobretudo no que tange uma melhor gestão do risco no setor. Brenha destacou que o tema não é trivial. Para entendê-lo melhor, uma análise do contexto histórico do mercado se faz necessário, o que contextualiza seu perfil heterogêneo, englobando desde companhias de capital aberto a associações sem fins lucrativos. “Isso cria mais uma dificuldade para o órgão regulador criar e dosar o mesmo remédio para tão diferentes atores”, afirmou Serra.

Já Joel abordou os rumos e desafios da regulação prudencial no setor de Saúde Suplementar, destacando que os modelos que as operadoras precisam desenvolver devem estimar e gerir bem os riscos. “Para que o setor saia de um modelo paramétrico de regulação e caminhe a um modelo de risco, questões de governança e controles internos serão fundamentais e passarão a dominar o cotidiano das operadoras. Então, cada vez mais, eventos como este serão importantes para discutirmos em detalhes como será feita essa gestão do risco”, afirmou Sandro Leal.

Cartilha

A FenaSaúde aproveitou a CONSEGURO para fazer o lançamento oficial do Guia de Reajustes dos Planos e Seguros de Saúde. A publicação explica, detalhadamente, as regras editadas pela ANS, esclarecendo como os reajustes são necessários para repor perdas financeiras e assegurar o equilíbrio econômico-financeiro desse sistema.

“Estamos muito preocupados em prover à população informações sobre os reajustes de planos e seguros de saúde. É um tema que muitas pessoas ainda têm dúvidas e que não são esclarecidas adequadamente pelas mídias existentes. No guia, explicamos de forma didática, objetiva, direta e com grande transparência os motivos pelos quais as mensalidades são reajustadas”, afirmou Marcio Coriolano.

CONSEGURO: Nos bastidores, a chapa única da CNseg

© Copyright 2011 CorbisCorporationNos bastidores, comenta-se que a chapa única para a eleição da CNseg, que acontecerá em outubro, já está formada. Segundo fontes comentaram ao Blog Sonho Seguro, Marcio Coriolano deixa a Fenasaúde e assume o comando da CNseg no lugar de Marco Antonio Rossi, que se dedicará integralmente ao grupo Bradesco. Osvaldo Nascimento passa o comando da Fenaprevi para Edson Franco, responsável pelas operações de vida e previdência na América Latina da Zurich. Marcos Barros permanece na Fenacap. Solange Beatriz deixa a diretoria da CNseg para assumir o comando da Fenasaude. João Francisco, da HDI, assume a FenSeg no lugar de Paulo Marraccini. Bem, isso é apenas conversa de corredor. A chapa definitiva será divulgada em breve.