CONSEGURO: Brasil envelhece antes de garantir suporte aos idosos

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É urgente que o Brasil implemente as reformas necessárias para reduzir as desigualdades sociais e, assim, começar a implementar um sistema previdenciário que irá sobreviver no longo prazo. Esse foi o recado dado por Richard Jackson, presidente do Global Aging Institute (GAI), em sua palestra “Envelhecimento Global e Aposentadoria em Países Emergentes”, na 7ª Conseguro.

O objetivo de Jackson com sua pesquisa é ajudar todos a pensarem um pouco sobre como as mudanças demográficas exigem uma adequação do sistema de aposentadoria nos mercados emergentes, especificamente no Brasil. “O envelhecimento global promete transformar a dimensão da ordem da família nas próximas décadas”, afirmou o executivo.
O presidente do GAI, uma organização de pesquisa e educação sem fins lucrativos, dedicada ao crescimento do entendimento da economia, da sociedade e dos desafios geopolíticos criados pela mudança demográfica, apresentou à plateia um estudo que aborda os reflexos da longevidade sobre a população dos países em desenvolvimento. Os dados apresentados evidenciam que a longevidade aumentará a vantagem do modelo previdenciário de capitalização em relação ao modelo de repartição.

“Quando os países desenvolvidos iniciaram seus processos de envelhecimento, já eram sociedades estabilizadas, com estados de bem-estar maduros”, disse. Porém, muitos dos mercados emergentes de hoje estão envelhecendo antes de terem tido tempo para implementar mecanismos públicos ou de mercado adequados para substituir as redes familiares tradicionais de suporte aos idosos.

Para os países desenvolvidos, o desafio é reduzir a crescente carga que seus generosos sistemas previdenciários impõem sobre os jovens, sem paralelamente debilitar a segurança que agora fornecem aos idosos. Para muitas economias emergentes, o desafio é precisamente o oposto: garantir certo nível de segurança para idosos, que hoje em dia não existe, sem, ao mesmo tempo, impor uma carga pesada sobre os jovens, ressaltou.

Segundo o estudo, os sistemas previdenciários de capitalização podem desfrutar da vantagem de uma crescente taxa de retorno em relação aos sistemas de repartição, lhes permitindo oferecer benefícios adequados de aposentadoria aos filiados a taxas de contribuição muito mais baixas. Afirma, ainda, que os sistemas de capitalização podem favorecer o desenvolvimento do mercado de capitais e, dependendo de como são estruturados e financiados, podem ajudar a aliviar a pressão nos orçamentos do governo e manter adequadas as taxas de poupança e investimentos.

O grande problema nas economias emergentes tem sido o trabalho informal. “Independentemente, se o sistema previdenciário é contributivo ou de capitalização, as economias emergentes com grandes setores informais precisam de uma pensão social não contributiva. O sistema de aposentadoria em países com sistemas de capitalização individual pode se fazer tão progressivo quanto se desejar”, disse.

Diferentemente do risco de mercado em sistemas de capitalização, não existe uma estratégia provada para minimizar o risco político nos sistemas de repartição. “A dúvida é se os políticos do futuro vão reduzir os benéficos oferecidos. “E esse risco aumenta conforme a sociedade envelhece”, informa. Segundo o estudo, França e Canadá terão de cortar benefícios em um terço no longo prazo para que o sistema previdenciário não entre em colapso. Na Itália o percentual chega a 49%.

Finalmente, vale reforçar que mesmo que o sistema de capitalização pode trazer benéficos aos indivíduos e para a sociedade como um todo. Isso aconteceu nos EUA nas décadas anteriores à guerra. Esta acontecendo na América Latina com o sistema de Previdência Complementar. “Sabemos que, na medida que elas envelhecem, os investimento na economia vão cair”, diz.

No estudo, também foram avaliados alguns desafios de contas individuais sustentáveis. “Uma coisa é dizer que capitalização tem vantagens com relação à repartição. Outra é dizer que qualquer sistema de capitalização vai trazer bons benefícios”, pondera. Conforme a população envelhece, o Brasil irá precisar fazer reduções profundas na generosidade dos benefícios das pensões públicas de repartição para preencher a brecha resultante da renda da aposentadoria com a expansão da provisão de pensões de capitalização. Ao mesmo tempo, o Brasil deverá expandir o alcance dos sistemas de aposentadorias contributivos. Assim, como todos os mercados emergentes em processo de envelhecimento, o Brasil também ira precisar aumentar as idades de aposentadoria e estender a vida laboral, na avaliação do especialista. “Não há país com tantos benefícios como no Brasil”, afirma o consultor.

Resumindo, o sistema de previdência deve estar balanceado entre o governo e a iniciativa privada. Recentemente, o governo brasileiro fez uma reforma na Previdência Social mas não resolveu as questões colocadas por Richard. “O ideal seria ter um sistema bem balanceado cobrindo as necessidade básicas, um pilar com contribuição obrigatória para as empresas e a poupança privada, individual e facultativa para complementar os dois primeiros pilares”, concluiu a debatedora do painel, Celina Silva, superintendente técnica e atuarial da Brasilprev.

CONSEGURO: Michael Sandel provoca a plateia com questões polêmicas e contemporâneas

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Você venderia seu rim? Aceitaria incluir um estranho em seu seguro de Vida em troca de antecipação de parte do capital segurado antes de sua morte? Essas foram algumas das perguntas inquietantes feitas pelo filósofo e professor Michael Sandel, na palestra “O que é Justiça?”, uma das mais esperadas da programação da 7ª Conseguro. Sua intenção foi debater qual deveria ser o papel do dinheiro numa boa sociedade e onde poderia ou não ser usado.

Nas duas indagações, o placar dividido da plateia expõe a dicotomia do dinheiro, provocando uma reflexão conjunta sobre o que é legítimo e ilegítimo fazer. “Há poucas coisas que o dinheiro não pode comprar, mas será que há alguma coisa que não possa ser comprada?”, provocou ele.

Os exemplos apresentados por Sandel são um exercício para se discutir publicamente temas polêmicos de forma exaustiva, deixando à mostra as diferenças de opiniões. Ou seja, é preciso envolver o papel do dinheiro nas discussões da sociedade, porque esta mobilização é fundamental na construção de uma cultura ética, que leve a sério os valores e as responsabilidades cívicas.

Os conceitos filosóficos abstratos, dessa forma, podem ser incorporados à vida real. E desenvolver uma visão crítica da política, da ética e da justiça é algo fundamental para a democracia prosperar e se consolidar. Ele lembra que em todo o mundo, hoje, há um desencanto com os políticos e seus partidos, porque as pessoas constatam que eles se preocupam mais com a manutenção do poder e menos com a felicidade dos cidadãos.”O discurso político é vazio, tem lacunas e raramente políticos e partidos debatem temas relevantes para os cidadãos”, disse ele.

A exortação a discussões públicas de temas complexos, como a moral, a ética, o avanço do dinheiro sobre a dignidade humana, faz parte do esforço para cultivar que todos, ricos ou pobres, negros e brancos, estão no mesmo barco e devem cultivar o altruísmo, solidariedade e virtudes cívicas, que não são commodities, mas musculaturas para a construção de uma sociedade menos desigual e mais justa.

CONSEGURO: Reguladores buscam fiscalizar sem prejudicar a concorrência de mercado

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Como equilibrar a regulação dos mercados supervisionados sem prejudicar o bom funcionamento dos agentes privados, estimular a concorrência e proteger o consumidor? Esse foi o tom do painel “Tendências Globais em Regulação de Seguros”, realizado na 7ª Conseguro, o principal evento do mercado segurador brasileiro, que termina hoje, dia 17, em São Paulo.

Participaram os titulares dos três órgãos reguladores: Roberto Westenberg, superintendente da Susep, César Brenha Rocha Serra, diretor da Agência Nacional de Saúde (ANS), e Jose Roberto Ferreira, presidente da Previc. O economista Gesner de Oliveira instigou os participantes. “Há uma percepção de que há um excesso de intervenção. As vezes, queremos corrigir e exageramos na dose. Como a intervenção poderia ser mais parcimoniosa, equilibrando o interesse de proteger o consumidor e permitir que o acionista tenha o retorno adequado para se manter no negócio?”, questionou.

O titular da Susep, que fiscaliza as operações de Seguros, de Resseguros, de títulos de Capitalização e planos de Previdência Aberta, foi o primeiro a responder. Segundo Westenberg, a supervisão baseada em risco é uma grande aliada. “Se fala muito neste tema, mas poucos sabem o que isso significa”, comentou. Antigamente, a supervisão era baseada em regras, mas a crise financeira de 2008 mostrou que isso não funciona. “Temos o socorro que o governo americano precisou fazer na AIG para comprovar isso”, explicou. Segundo ele, essa visão quantitativa de uma seguradora seria um mundo perfeito, mas o caso da AIG provou que a situação da seguradora tem de ser mensurado na sua administração.

“A maior seguradora do mundo, na época, quebrou por derivativos que foram negociados de forma errada por uma equipe de gestores e afetou toda a operação”, comentou. Por isso, acrescentou, a supervisão baseada em risco, conhecida como Solvência 2, tem um foco mais eficiente, pois mostra o quão preparada a administração está para lidar com a sua matéria prima, que são os riscos.

No Brasil, segundo o titular, foi preciso fazer uma versão tropicalizada da versão europeia para adaptá-la às particularidades do mercado local. “O Brasil é o quinto país na lista dos que praticam os modelos mais avançados de regulação de seguradoras, superado por Austrália, Canadá, Japão, e México”, ressaltou. O primeiro pilar da Solvência 2 já está finalizado e as regras para implementação do pilar 2, em andamento. Além do normativo de capital baseado em risco, a Susep busca se reinventar. “Temos três projetos que estão na mira da Susep. O mais importante é o de independência da autarquia. Isso é mandatório para nós. Temos de ter independência da influência politica. Acreditamos em princípios democráticos. Mas regulamos a poupança colocada em crédito nas seguradoras. E isso tem de ser protegido e ter boa gestão”, conclui.

Na ANS, buscar assimetrias é o grande desafio, segundo o diretor. “Temos como meta tentar uma padronização mínima de contratos para reduzir a assimetria com o consumidor”, disse. Uma forma de colocar essa meta em prática é melhorar as informações que se disponibiliza para a sociedade. “O consumidor tem de saber exatamente o que esta comprando. Quanto mais clareza nos contratos e quanto mais ele souber que é um consumidor do risco do uso do serviço medico, mais ele fará um consumo responsável, pois saberá que a conta das despesas do uso médico será dividida com todos do grupo e isso poderá encarecer ou baratear o custo do plano de saúde”, explicou César Serra.

Nos fundos fechados, a relação de consumo é diferente de seguro e saúde, ressaltou José Roberto. “Fiscalizamos um segmento composto por 371 fundos, que administram ativos de R$ 720 bilhões. O papel do Estado é mais no sentido de equilibrar os interesses entre participantes, que querem a maior cobertura possível, e das empresas participantes, que querem o menor risco possível”, disse José Roberto Ferreira.

Um dos caminhos para superar a lacuna de expectativas, uma vez que os fundos são instituições sem fins lucrativos, é compartilhar os riscos com as seguradoras, o que passou a valer a partir da divulgação de normas em abril deste ano. “Nosso empenho agora é garantir que a oferta irá garantir as coberturas desejadas pelos participantes, a um custo acessível por meio da concorrência de mercado”, disse ele para exemplificar como a regulação da Previc tem atuado.

CONSEGURO: Novo CPC trará maior segurança jurídica à atividade empresarial

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“O núcleo essencial do novo Código de Processo Civil é a segurança jurídica, que está intimamente ligada ao seguro”, disse o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, na abertura de sua palestra “O novo CPC e o impacto na atividade empresarial”, proferia na manhã desta quinta-feira, 17 de setembro, último dia da 7ª Conseguro, em São Paulo (SP). “A utilidade empresarial no processo é indissociável, na medida em que a regulação de determinado setor, sem que haja instrumentos de tutela judicial, legam os homens a que tenham boa vontade para cumprir espontaneamente aquilo que está regulado”, disse.

Sobre a implicação entre a atividade processual e o processo como instrumento de realização de justiça, o ministro exemplificou com um caso que decidiu, envolvendo um empresário. “O advogado do empresário, propôs sua ação com base no entendimento dominante, e sem que tenha havido modificação na legislação, mas apenas uma mudança de protagonistas judiciais por forçada alteração de pessoal de todos os tribunais. Mas, a sua causa foi derrotada. E naquela derrota, na media em que ele presumia legitima jurisprudência a qual se baseara, a empresa dele teve um prejuízo tão grave, que caiu em bancarrota”, relatou Fux.

Em seu entendimento, a derrota do empresário ocorreu porque houve uma modificação abrupta da jurisprudência, que o pegou de surpresa. Dai porque a cláusula de segurança jurídica do novo CPC, segundo ele, não se refere apenas a instabilidade legislativa, que é o corrente no Brasil, por conta de quatro leis tributárias diferentes, mas também a essa modificação abrupta da jurisprudência, que, a seu ver, “cria uma surpresa indesejável para a atividade empresarial”.
Na visão do ministro, o Brasil vive um momento de neo-constitucionalismo, o que significa dizer que a Constituição Federal não se limitou a estabelecer regras de limitação do poder em relação aos indivíduos e de organização do Estado. A Constituição Federal elegeu razões públicas e valores morais, que são necessariamente consultados, na interpretação e aplicação do direito. “Hoje, não se pode decidir uma questão humana sem ter passado pela A Constituição Federal, que estabelece um dos pilares da nossa República, que é a dignidade da pessoa humana”, disse.

O novo CPC, que entrará em vigor em 17 de março de 2016, traz alguns preceitos da Constituição Federal, segundo Fux, entre os quais, um que consta na parte introdutória, que trata dos fins sociais. “O juiz aplicará a lei tendo em vista os fins sociais a que se destina”, disse. Para o ministro, o juiz precisa ter a sensibilidade do justo antes de aplicar o direito. “Um dos aspectos inquietantes para a atividade empresarial é a segurança jurídica, que é fundamental, porque ninguém vive sem previsibilidade”, disse. Outra questão inquietante para atividade empresarial, segundo o ministro, é a morosidade da Justiça. “Porque na essência, uma justiça delongada, é uma injustiça, já dizia Rui Barbosa. Mas a justiça instantânea é uma utopia, porque não permite que o juiz possa amadurecer os fatos”, disse.

Segundo o ministro, o novo CPC representa o sentimento social de como deve ser um processo na concepção de um instrumento de realização de justiça. Em sua percepção, o CPC é um instrumento “extremamente democrático”, porque foi realizado com a participação da sociedade. Ele informou que o CPC foi concebido após cem audiências publicas em todos os estados, 240 livros recebidos de diversas áreas e mais cerca de 80 mil e-mails, dos quais 80% foram aproveitados.

Uma das preocupações da comissão que elaborou o CPC foi pesquisar as causas que provocam a morosidade judicial, constatando que o sistema judicial do país é extremamente formalista. Outro motivo, segundo Fux, é que o sistema brasileiro é pródigo em matéria recursal. “A clausula constitucional que garante ampla defesa não impõe que de uma mesma causa caibam dezenas de recursos. Isso ocorre de maneira epidêmica, diria até que existe o uso promiscuo dos recursos”, afirmou. Embora esse instrumento não tenha sido suprimido do novo CPC, Fux observou que “é impossível prestar uma justiça razoável com esse volume de recursos”.

Uma das regras adotadas pelo CPC, segundo Fux, é que se o juiz se deparar com com questões formais, invocadas pela parte, e a parte demonstrar que seu direito propende para a certeza, ele afasta as questões formais e julga o mérito a favor dessa parte. Outra novidade, é que o CPC permite que as partes em juízo elejam o procedimento que pretendem. “Se o cidadão pode escolher o arbitro, a lei aplicável, a arbitragem e escolher o juízo, por que não pode fazer isso na justiça? A arbitragem é interessantíssima para as grandes empresas notadamente ao aspecto da confidencialidade”, afirmou. De acordo com o ministro, hoje, o CPC permite que as partes elejam o procedimento que pretendem. “É possível que a atividade empresarial elabore no contrato uma cláusula, não apenas de eleição de foro, mas também de procedimento, isso está previsto no Código”, afirmou.

Outra mudança é a limitação dos casos de cabimento de agravos. “Hoje, há uma redução do cabimento do agravo de instrumento imediato”, disse. Segundo Fux, a regra agora é a de recurso único sem preclusão das decisões interlocutórias. “Por isso, quando a parte apelar, poderá reiterar tudo aquilo que foi lesivo no curso do processo”, disse. Considerando que as tutelas de urgências resolvem os problemas e acabam com o interesse processual, então, de acordo com o CPC, caberá agravo imediato, com sustentação oral. Isso porque, segundo Fux, as liminares são verdadeiras sentenças, que mexem com as questões de fundo. O ministro encerrou sua palestra, afirmando que o CPC representa novo paradigma, diante de um novo tempo e de um no direito.

MDS Insure inova em parceria com o Rock in Rio

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Com mais de 100 artistas nacionais e internacionais, previsão de um público de 560 mil pessoas e estrutura que ocupa 150 mil metros quadrados, o Rock in Rio se firma como maior festival do mundo. Comemorando trinta anos, o evento de sete dias deve receber cerca de 80 mil pessoas por dia, numa área que comportará, além dos palcos, espaços de lazer, praças de alimentação e outras facilidades para o público. Garantir que um festival deste porte esteja protegido de eventuais problemas exige esforço e preparo em medidas grandiosas.

O evento tem proporções tão impressionantes que, para buscar o seguro mais apropriado, a MDS Insure – broker oficial do Rock in Rio – buscou parcerias entre grandes empresas brasileiras e estrangeiras. Não há no Brasil uma seguradora capaz de absorver os riscos do evento sozinha. Frente a isso, a MDS uniu expertises e chegou a um modelo ideal. A atuação no Rock in Rio coloca a MDS em um patamar de excelência na seguridade de grandes eventos.

Público, bandas, equipamentos e toda a estrutura do festival contam com proteção garantida. Desde algum eventual não comparecimento de artistas até possíveis danos ou acidentes. Os valores da cobertura chegam dezenas de milhões de reais. Tudo para garantir a tranquilidade do evento. O Rock in Rio acontece nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro, na chamada Cidade do Rock, que fica na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

CONSEGURO: Big Data: “o admirável mundo novo” e o mercado de Saúde

FONTE: CNseg

A velocidade com que as mudanças estão se processando no mundo e o gerenciamento da enxurrada de informações que continuamente chegam à nuvem representam um grande desafio também para o Mercado de Saúde. O big date e tudo o que esse conceito encerra no campo estratégico e organizacional foram tratados na manhã desta quarta-feira, 16 de setembro, no painel intitulado “Big Data: a próxima etapa da revolução da informação no mercado de saúde”, no 4º Encontro Nacional de Atuários (ENA) que integra o 7º Conseguro.

A debatedora Ana Lúcia Riboli, da Bradesco Saúde, apresentou o tema, discorrendo brevemente sobre as variáveis que têm de ser consideradas no gerenciamento adequado das informações pelas operadoras de saúde. Mudanças como o envelhecimento da população, o crescimento de casos das doenças crônicas e degenerativas geradas por alteração no estilo de vida, surgimentos de novas tecnologias e sistemas, segundo ela, têm impactos nos custos das operadoras de Saúde Suplementar que, “a continuar nesse ritmo, poderá levar a um colapso do sistema”. Ela avalia que, nesse contexto, o big data representa novas oportunidades para gerenciar esses custos, mas também grandes desafios na organização das informações.

Para o professor Renato Martins Assunção, do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “entramos na era da saúde digital”. Ele apresentou tendências internacionais de uso do big data, como as já aplicadas em países nórdicos: “todos os dados de todos os pacientes estão armazenados: os de saúde, os remédios que tomaram ao longo da vida, ambiente em que habitam, econômicos etc.”. Assunção admitiu que há informação demais para ser processada e, por isso, há “um longo caminho a ser percorrido nesse admirável mundo novo”.

Ele explicou que há formas de selecionar e organizar os dados disponíveis de forma a obter estimativas seguras que podem ser aplicadas ao gerenciamento de custos. O professos também salientou que a velocidade das mudanças que estão se processando no mundo também atingem a profissão médica, que passa por transformações, como o esclarecimento de dúvidas de pacientes e até consultas por meio de sites, mediante pagamento.

Dando prosseguimento ao painel, Daniela Szuster apresentou o case da implantação do big data na Unimed-BH, que conta com cerca de 1,3 milhão de clientes e mais de 5,5 mil médicos. O processo foi iniciado com a criação da área de Análise de Informações Estratégicas, em 2007, que migrou para o Centro de Inovação, quando este foi criado, em 2014. Além de ser integrado pela área de Análise de Informações, o centro também é composto pelas de Desenvolvimento, Pesquisa e Ensino, contando com equipe multidisciplinar.

Daniela ainda abordou as diferentes aplicações do sistema adotado na Unimed-BH, como análises de qualidade e desempenho assistencial, modelos de remuneração e desvios operacionais , entre outras, citando, ainda, ferramentas, como o filtro de perfil, para estimar custos com procedimentos de alta complexidade.

CONSEGURO: Baixa escolaridade e baixa valorização da educação contribuem para o aumento da criminalidade, dizem especialistas

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A relação inversamente proporcional entre educação e violência foi demonstrada pela professora da Universidade da Antuérpia, Suncica Vujic, que apresentou um estudo realizado após mudanças no ensino no Reino Unido. Em 1973, a idade para que um jovem inglês deixasse a escola passou de 15 anos para 16 anos, o que, segundo o estudo já trouxe benefícios do ponto de vista de criminalidade. “Um ano a mais na escola e os índices de criminalidade, ligados a danos ao patrimônio, chegam a cair 2%, o que demonstra a relação relevante e inversamente proporcional de educação e criminalidade”, diz Suncica, ponderando que outros fatores econômicos também pesam, entre eles renda, desemprego, além da impunidade associada a alguns crimes. “É um tema complexo, mas ocupar os jovens na escola ou mesmo trabalhando, na fase adulta, tem reflexos diretos na queda da criminalidade.”

A dificuldade em levantar dados confiáveis sobre violência no Brasil foi destacado pelo economista Sérgio Bessermann, da PUC do Rio. “No Brasil, quando olhamos dados de homicídios por estado não conseguimos comparar porque em cada lugar as autoridades tratam de forma diferente, sem padrão”, explica o professor. Bessermann também lembrou outro aspecto ruim, falando de educação, que é a baixa qualidade, não apenas no ensino público do país, mas também no privado. “Nossa elite, do ponto de vista de educação formal, é pior do que a elite da Austrália e da Suécia, por exemplo. Infelizmente, não se dá o real valor ao conhecimento em nenhuma das classes sociais”, diz, reforçando que impunidade e baixa educação estão associadas às taxas elevadas de criminalidade. “No Brasil, 94% dos homicídios nunca serão esclarecidos, o que é um tremendo estímulo.” Para o economista, todos os fatores estão associados: maior educação amplia a consciência da pessoa e amplia a aversão ao risco, já que ela tem perspectiva de vida.

Para o especialista em Direito do Consumidor e diretor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), Ricardo Morishita Wada, a correlação entre violência e educação é gritante no Brasil, com reflexos em toda a cadeia econômica, incluindo seguros. “O brasileiro tem uma percepção de risco baixa, não consegue avaliar os riscos envolvidos no dia a dia como consumidor”, explica Morishita, citando o produto Garantia Estendida, bastante relevante para o mercado segurador, mas ainda menor do que seu potencial. “Em um país em que temos 100 milhões de processos na Justiça, alguns movidos por consumidores que tentam trocar celulares de R$ 1 mil com defeito, o produto teria tudo para ser mais relevante ainda”, diz o executivo, lembrando contudo que é preciso melhorar a venda do produto. “Sem falar que, na média, cada processo custa para o estado R$ 1,7 mil, ou seja, não tem qualquer sentido a ação, mas para reduzir isto teria de haver punição mais firme para os fabricantes que descumprem o Código de Defesa do Consumidor.”

Morishita também destacou em sua participação no Painel “Correlação entre Educação, Violência e Aversão ao Risco” que o mercado segurador precisa melhorar a forma de vender seguros, mas tomando cuidados para não ferir as regras. “Não podemos apresentar dados de sinistros em campanhas publicitárias, porque seria abusivo, podendo induzir ao medo, mas podemos e devemos apresentar os dados na hora da venda”, diz.

CONSEGURO: Combater a judicialização da saúde demanda soluções conjuntas com os atores envolvidos

FONTE: CNseg

“A judicialização da saúde é um sintoma de algo que está dando errado”. Formulada pelo diretor de assuntos institucionais da Amil, Antonio Jorge Kropf, esta frase pode sintetizar a proporção que a avalanche de processos judiciais envolvendo assuntos de saúde e procedimentos médicos tomou não só para o mercado, mas para o governo e para a sociedade.

Além de Kropf, a mesa que debateu a Judicialização na Saúde, na 5ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguro, realizada simultaneamente à 7ª. Conseguro, contou com a palestra do juiz João Galhardo, do Tribunal de Justiça de São Paulo, e a intervenção de Carlos Ernesto Henningsen, da Golden Cross. A mediação de Antonio Carlos Abbatepaolo, da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo).

Galhardo reconstituiu os conceitos jurídicos envolvendo a questão: “A Constituição de 1988 estabeleceu a saúde como um direito social e universal e a legislação que regulamenta a questão, em geral, ordena que as operadoras ofereçam todos os tratamentos existentes. O que os legisladores não conseguiram prever é que essas normas iriam resultar em milhares de processos em que os juízes precisam decidir sobre os mais variados pedidos”, explica o juiz.

Dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), trazidos pelo palestrante, apontam que existem 400 mil processos tramitando sobre assuntos relacionados à saúde, dentro de um universo estimado de 100 milhões de processos. “É preciso pensar em propostas e novas parceria que busquem trazer alternativas para lidar com esta questão”.

O próprio juiz citou duas iniciativas. A primeira é a celebração de duas parcerias, uma entre o Tribunal de Justiça de São Paulo, a FenaSaúde e a Abramge, para a criação de um NAT (Núcleo de Apoio Técnico), que se trata de uma proposta de composição entre os advogados dos autores, médicos e juristas que buscam promover acordos com os demandantes judiciais; e a outra, firmada com a ANS (Agência Nacional de Saúde), prevê o acompanhamento dos resultados dos NAT. Atualmente, pelo menos o Tribunal de Justiça da Bahia adotou o modelo e, em breve, ele será adotado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

A segunda iniciativa é um convênio entre o Tribunal de Justiça de São Paulo, a Unifesp e o Hospital das Clinicas para facilitar o diálogo entre magistrados e médicos em relação aos casos cujos processos estejam correndo na justiça.

Para Antonio Jorge Kropf, da Amil, a causa principal que explica a judicialização seria um grande conflito de competências entre os atores que atuam na saúde, provocadas pela regulamentação, que provoca uma sobreposição de funções entre entes públicos e privados e, por consequencia, incentiva o surgimento de conflitos. “Essa sobreposição acaba gerando ineficiência, desperdício de recursos, ineficácia e inequidade”.

Segundo o especialista, é fundamental que haja mudanças que tornem o sistema mais eficiente, promovendo um acesso mais justo com financiamento sustentável. “É importante olhar para o que está ocorrendo em países como EUA, que estão implementando importantes mudanças sem que se dupliquem custos ou que se incentive a procura de soluções pela Justiça”.

Mais otimista, Carlos Henrique Henningsen, da Golden Cross, aponta iniciativas como a criação do NAT, a promulgação da lei 13.140, que regulamenta a mediação, e o Novo Código de Processo Civil, que privilegia a solução de controvérsias por arbitragem, como passos importantes para desafogar o Judiciário das demandas relativas à judicialização.

“É evidente que, nos casos da lei 13.140 e do novo Código de Processo Civil, ainda serão necessárias diversas adaptações, mas já são passos importantes para racionalizar o sistema. Se a judicialização fosse a melhor alternativa, viveríamos em uma sociedade sem conflitos, o que não é o caso”

CONSEGURO: Melhorando a qualidade da saúde com custos sob controle

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Sentado, o presidente da FenaSaúde, Marcio Coriolano, observa o doutor Elliott Fisher, diretor do The Dartmouth Institute
O gasto anual com saúde nos EUA varia 60% dependendo da região – de US$ 3,9 mil a US$ 6,3 mil per capita. E os tratamentos mais caros não entregam os melhores resultados. Além de custos mais elevados, há também um abuso de práticas. E hospitais famosos que preferem aumentar preços do que cortar custos.

“Hospital não é um lugar seguro para estar, se você não precisa dele”, disse o doutor Elliott Fisher, diretor do The Dartmouth Institute – um dos idealizadores da Accountable Care Organization (ACO). O médico fallou no segundo dia da 7ª. Conseguro durante a palestra Resolvendo o maior enigma da saúde: Melhorando a qualidade com custos controlados.

“O aumento dos custos da saúde e a queda da sua qualidade abre um mar de oportunidades para melhorar. O problema nos Estados Unidos é parecido com o do Brasil”, disse Fisher. A ACO é um novo modelo de pagamentos de serviços de saúde nos EUA, que vem conseguindo exatamente cortar custos e aumentar a qualidade, diz Fischer.

Levou cinco anos para sair da ideia da ACO para a sua implantação. A ACO não é uma operadora de saúde, é uma pagadora, que trabalha com base em incentivos e análise de dados. “Muitos médicos têm o desejo de realizar um trabalho melhor. Este é um incentivo poderoso”.
A inflação dos custos médicos é maior do que a inflação média, não apenas no Brasil, mas em vários países, disse Marcio Coriolano, da FenaSaúde. “Aqui, a diferença ronda os 8%”, disse o presidente da FenaSaúde, que mediou a palestra do doutor Elliot Fischer.

CONSEGURO: Jornalistas debatem perspectivas políticas e econômicas

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“Pior não fica”. Essa foi a conclusão do debate “Brasil Atualidades”, realizado na 7ª Conseguro, com a participação de três renomados jornalistas: Merval Pereira, Cristiana Lôbo e Carlos Alberto Sardenberg. O cenário a que se referem leva em conta inflação subindo, juros elevados e recessão econômica. “Esse é o pior cenário que pode existir para um país”, comenta Sandenberg. Cristiana Lôbo então lhe pergunta: “É possível consertar o Brasil?”

Os três jornalistas concordam que sim. “Tenho viajado muito por esse Brasil afora e vejo uma riqueza de inovação e vontade dos empresários em investir e elevar a competitividade do País. Se o governo não atrapalhar, tudo anda”, disse Sandenberg. Merval acrescentou: “Outro dia, um empresário me disse: Ou o governo faz porto ou deixa a gente fazer. Isso mostra que temos um setor privado que reage e é triste ver quantas iniciativas são deixadas para trás porque o setor público atrapalha”.

Segundo os jornalistas, uma saída mais liberal seria eficiente para ajudar a economia brasileira, hoje em recessão, voltar a crescer. “É preciso que todos se conscientizem que o dinheiro público é do contribuinte. E o governo tem de prestar contas do que faz com ele”, reforça Cristiana Lôbo.

A reforma política também foi uma saída viável para a crise, porém, sem grande esperanças de que ela aconteça no curto ou médio prazo. “Uma forma que proíba coligações ou que se estabeleça cláusulas de barreira, eliminaria 20 partidos dos mais de 30 que temos. Com 10 partidos, se consegue fazer um governo capaz de fechar acordos políticos mais sensatos”, comenta Merval.

Questionados sobre o futuro do Brasil no curto prazo, os jornalistas mencionaram a possibilidade de impeachment caso o Tribunal de Contas da União reprove as contas do governo Dilma. Também citaram a hipótese de Dilma Rousseff renunciar diante da impossibilidade política de governar, com Michel Temer assumindo e fazendo um governo de coalizão pelos próximos dois anos e meio, como fez Itamar Franco no período pós impeachment de Fernando Collor de Melo.

No entanto, uma das hipóteses que soou mais unânime entre eles foi de o ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy não ser aprovado, acarretando sua substituição pelo secretario Nelson Barbosa, num retorno à política do governo de estimular o crescimento via estímulo ao crédito, por meio do endividamento público. “O que seria um grande estrago para o país, com inflação passando a barreira dos 10% e voltando a indexação”, citou a jornalista.

Para finalizar, o investimento em educação, com uma política realmente séria, e reformas do estado, como a da previdência, seriam as ações mais sustentáveis para alimentar o gigante novamente adormecido chamado Brasil.