FenaSaúde lança série de vídeos para tirar as principais dúvidas dos consumidores de planos de saúde

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Como explicar temas complexos de maneira correta, didática e acessível para um amplo alcance? Os recursos audiovisuais são uma ferramenta de comprovada eficiência. Por isso, pela primeira vez a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) lança uma série de vídeos educativos sobre os assuntos que mais geram dúvidas dos beneficiários de planos de saúde. A série – que tem sete vídeos de curta duração – é apresentada pelo Professor Pachecão, personagem conhecido do público brasileiro por suas aulas bem-humoradas e descomplicadas. Os vídeos serão divulgados na fanpage da FenaSaúde www.facebook.com/planodesaudeoquesaber, com publicação de um vídeo novo a cada três dias, a partir de 11 de janeiro.

Cada vídeo aborda tema específico, como reajuste dos planos, a importância de o consumidor conhecer bem o contrato, prevenção de saúde, uso das chamadas OPMEs (Órteses, Próteses e Materiais Especiais), entre outros. A estratégia é uma novidade para a FenaSaúde. “A complexidade do assunto é grande. Buscamos, com os vídeos, uma forma de explicar os pontos mais relevantes de forma fácil e objetiva, além de estimular os consumidores a acessar nossos canais, como o hotsite www.planodesaudeoquesaber.com.br, para conseguir mais informações”, afirma José Cechin, Diretor-Executivo da FenaSaúde. Os vídeos do Professor Pachecão foram produzidos pela Accuracy Vídeos, com direção de Marcelo Pirozelli e roteiro de Ricardo Alves, com apoio técnico da equipe FenaSaúde.

Ao longo de 2016, a Federação lançará novos vídeos a fim de fortalecer o relacionamento com os beneficiários de planos de saúde e com a sociedade em geral por meio de seus canais – o Hotsite e a fanpage Plano de Saúde – O que Saber, além do site institucional da FenaSaúde.

FICHA TÉCNICA:

CLIENTE: FENASAÚDE

PROJETO: PROFESSOR PACHECÃO

EPISÓDIOS: 1º GUIAS

2º JUDICIALIZAÇÃO

3º ABSENTEISMO

4º PREVENÇÃO

5º MUTUALISMO

6º REAJUSTE NOS PLANOS DE SAÚDE

7º CIRURGIAS COM ÓRTESES E PRÓTESES

DURAÇÃO DOS EPISÓDIOS: 2 MINUTOS CADA

DIR GERAL: MARCELO PIROZZELLI

DIR DE FOTOGRAFIA: ANDRÉ MARTINS

EDIÇÃO: LORENZO DI CUNTO

ROTEIRO: RICARDO ALVES

PRODUÇÃO: ACCURACY VIDEOS

Os vídeos podem ser acessados em www.facebook.com/planodesaudeoquesaber

Boletim da FenaSaúde aponta aumento do número de operadoras em regime de portabilidade extraordinária

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Um dos destaques do 11º Boletim da Saúde Suplementar – Indicadores Econômico-financeiros e de Beneficiários – da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) – é a análise dos números relativos às operadoras em regime de portabilidade especial ou portabilidade extraordinária. Os dois instrumentos representam ações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que visam permitir que os beneficiários de operadoras que tenham suas atividades encerradas por liquidação extrajudicial mantenham planos de saúde, equivalentes ou não, em outras operadoras. Nessas modalidades de portabilidade, não é necessário respeitar todos os critérios da portabilidade normal. No mercado de Saúde Suplementar, ocorreram 120 concessões de portabilidade especial e 89 concessões extraordinárias (nível de alerta superior), entre 2013 e 2015. Das concessões de portabilidade extraordinária, 59 foram definidas em 2015 – expressivo aumento ante 2014, que registrou 10. A portabilidade extraordinária é decretada em situações excepcionais, quando há necessidade de intervenção para garantir opções ao beneficiário.

O boletim analisa a performance econômico-financeira do segmento. Nesta edição, os dados, referentes a setembro de 2015, reforçam que o setor de Saúde Suplementar apresenta sinais de desaceleração em função do cenário econômico: caiu o ritmo de crescimento das receitas e despesas – queda maior nas receitas do que nas despesas. Em setembro, o crescimento dos gastos do setor seguia acima da expansão das receitas: as despesas assistenciais aumentaram 14,9%, enquanto as receitas de contraprestações registraram avanço de 12,8% ante o aferido no período anterior. As informações têm como base demonstrações contábeis enviadas regularmente à ANS.

Pela primeira vez desde o início da série histórica, houve retração na base de beneficiários dos planos de assistência médica, com redução de 0,3% no total de consumidores. A desaceleração é mais acentuada para planos coletivos empresariais, contratados pelas empresas para os seus empregados. Esse tipo de contratação saiu de um patamar de crescimento de 6,3%, entre setembro de 2012 e setembro de 2013, para uma taxa negativa de 0,1%, em setembro de 2015 ante o mesmo mês do ano anterior. Entre os setores mais afetados pelo cenário macroeconômico, estão as indústrias de petróleo e gás, montagem industrial e serviços financeiros – atividades que registravam altos índices de contratação de mão de obra.

“Não há, no entanto, motivação para que se façam prognósticos alarmantes. Na verdade, surpreende o ritmo de crescimento do setor diante do cenário de retração econômica. Em parte, isso pode ser atribuído ao que pesquisas de opinião indicam – que o plano de saúde é o terceiro item de maior relevância em consumo no país, atrás de educação e casa própria. Isso significa que tende a ser um dos mais preservados entre as prioridades de consumo. No mesmo sentido aponta pesquisa do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), feita pelo Ibope neste ano, mostrando que 75% dos brasileiros que têm plano de saúde estão satisfeitos ou muito satisfeitos com seus planos”, destaca José Cechin, Diretor-Executivo da FenaSaúde.

No período analisado, as associadas à FenaSaúde custearam R$ 48,1 bilhões em eventos de assistência médica e odontológica de seus beneficiários, com expansão de 14,8% na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores. As receitas de contraprestações totalizaram R$ 58,2 bilhões e cresceram 13,5%, na mesma base de comparação. A edição do Boletim da Saúde Suplementar – Indicadores Econômico-financeiros e de Beneficiários reforça o compromisso da FenaSaúde com a informação de qualidade para promover o melhor entendimento do mercado de Saúde Suplementar.

Nesse capítulo, são apresentados faturamento total do setor, despesas operacionais, despesas assistenciais, despesas por modalidade de planos de saúde e resultados operacionais. As associadas à FenaSaúde registraram despesa total (inclui despesas assistenciais, administrativas, comercialização e impostos) de R$ 56,8 bilhões nos 12 meses terminados em setembro de 2015, com expansão de 15% em relação ao período imediatamente anterior. As receitas de contraprestações totalizaram R$ 58,2 bilhões e cresceram 13,5%, na mesma base de comparação. Dessa forma, o resultado operacional das associadas (receita de contraprestações/despesa total) foi de R$ 1,4 bilhão. Já o mercado de Saúde Suplementar fechou deficitário em R$ 400 milhões, com despesas totais (R$ 143,6 bilhões) superando receitas de contraprestações (R$ 143,2 bilhões).

Números absolutos das operadoras em atividade, divididas por modalidade. Mostra ainda volume de provisões técnicas das empresas, índices gerais de sinistralidade, fazendo distinção por modalidade de empresa. Aponta indicadores como volume de despesas administrativas e despesas comerciais.

Esse capítulo traz dados de beneficiários da Saúde Suplementar no Brasil. Em setembro de 2015, havia 72,1 milhões de beneficiários de planos de saúde, sendo 50,3 milhões nos planos de assistência médica (69,7% do total) e 21,9 milhões nos planos exclusivamente odontológicos (30,3% do total). O capítulo reforça que, pela primeira vez na série histórica, a base de consumidores dos planos de assistência médica apresentou uma redução.

Distribuição dos beneficiários pelas cinco regiões do Brasil: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, por cobertura assistencial (assistência médica ou exclusivamente odontológica) e localidade (interior ou capital). Os dados mostram, por exemplo, que a Região Sudeste concentra o maior percentual de beneficiários de planos e seguros privados de saúde: 62,1% dos planos de assistência médica e 58,3% dos exclusivamente odontológicos. No entanto, a Região Centro-Oeste é a que registra o crescimento mais acelerado na base de clientes: em setembro deste ano, houve aumento de 4,7% nos planos de assistência médica e 4,1% nos exclusivamente odontológicos, na comparação com setembro de 2014.

O 11º Boletim da Saúde Suplementar – Indicadores Econômico-financeiros e de Beneficiários pode ser obtido por download, na íntegra, na página da FenaSaúde: http://www.cnseg.org.br/fenasaude/publicacoes/

Agora é oficial: Marcio Coriolano é eleito presidente da CNseg

marcio coriolano cnsegO economista Marcio Coriolano, presidente da Bradesco Saúde e da Mediservice, foi eleito presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização – CNseg para o triênio 2016/2019. Conhecedor do mercado de seguros, chegando a ocupar o cargo de superintendente da Susep (Superintendência de Seguros Privados) entre 1993 e 1996, Marcio Coriolano tomará posse com o desafio de estimular o crescimento do mercado por meio da educação para o seguro.

“Presidir a CNseg será mais um grande desafio em minha carreira. O mercado de seguros esteve sempre em evolução nos últimos anos e meu objetivo é que ele continue em evidência”, afirma Coriolano em nota distribuída pela Bradesco Seguros à imprensa. “Os órgãos de representação têm importante papel a desempenhar na educação para o seguro, como forma de minimizar os riscos a que todos estamos expostos, tanto os que envolvem os bens patrimoniais como os dois mais importantes bens: a vida e a saúde”.

Ingressou no Grupo Bradesco Seguros em 1997 e hoje é presidente da Bradesco Saúde e da Mediservice. Bacharel em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC/RJ, Marcio Coriolano é pós-graduado em planejamento pela Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia – COPPE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Nas eleições realizadas em 17 de dezembro, além do Conselho Diretor e do Conselho Fiscal da entidade, foram eleitas também as Diretorias e os Conselhos Fiscais da FenSeg, da FenaPrevi, da FenaCap e da FenaSaúde, esta presidida por Marcio Coriolano até o ano passado. As composições das chapas eleitas podem ser conferidas no endereço eletrônico da CNseg (www.cnseg.org.br).

Bradesco Seguros lança campanha com sorteios de pacotes para Jogos Olímpicos

bradesco jogosO grupo Bradesco Seguros, segurador oficial e patrocinador dos Jogos Rio 2016, lançou a campanha “Vai Brasil… Vai Você”, voltada para clientes da seguradora. A ação contará com sorteios de pacotes para os Jogos Olímpicos para o segurado e um acompanhante e de prêmios no valor de R$ 15 mil a cada vez que um atleta olímpico do Time Brasil subir ao pódio durante os Jogos Rio 2016.

Poderão participar da promoção clientes Bradesco Seguros com apólices individuais e CPF ativo. Os produtos participantes são Auto, Capitalização, Dental, Vida, Previdência, Saúde, Residencial, Fiança Locatícia, Equipamentos, Náutico e Cartão de Crédito Bradesco Seguros (Internacional, Gold e Platinum da bandeira Visa).

Para estarem aptos a participar, os interessados precisam possuir ou adquirir os produtos durante o período de 4 de janeiro a 31 de julho. Além disso, será necessário efetuar o cadastro no Clube de Vantagens Bradesco Seguros (https://clubedevantagens.bradescoseguros.com.br). Cada produto dará direito a um número da sorte para concorrer aos prêmios. No caso de Previdência e Capitalização, o segurado poderá ganhar números extras de acordo com o saldo. Os sorteios estarão atrelados à extração da Loteria Federal.

Serão sorteados 50 pacotes de experiência olímpica — dois pares por semana — para o cliente Bradesco Seguros e seu acompanhante. Já os prêmios de R$ 15 mil serão pagos de acordo com a quantidade de vezes em que o Brasil subir ao pódio durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. O sorteado receberá o valor em certificado de barras de ouro. O sorteio será realizado no dia 24 de agosto.

Mongeral Aegon lança novo site institucional

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A partir de amanhã, entra no ar o novo site institucional da Mongeral Aegon, totalmente reformulado para oferecer ao usuário uma experiência de navegação mais simples e direta. Agora, além de informações sobre a empresa e o Grupo, as pessoas também podem adquirir os produtos da companhia. Tudo isso em um mesmo ambiente integrando corretores, canais de atendimento e venda online. “Quando o usuário inicia uma compra pela loja virtual, o sistema identifica seu perfil, oferece uma simulação online e ainda sugere um corretor para apoiá-lo no processo de compra”, informa o superintendente de Marketing Digital da Mongeral Aegon, Rafael Rosas. Outra inovação é a funcionalidade de busca de endereços das unidades, que também apresenta os corretores com lojas online nas regiões selecionadas pelos usuários.

O novo site também é responsivo para smartphones e tablets. “É mais uma evolução da nossa estratégia digital. Estamos caminhando na direção do mercado de ser omnichannel e oferecer nossos serviços pelo canal de preferência do usuário. O site apresenta a integração entre informação, serviços e e-commerce, o que pode ajudar as pessoas a tomarem uma decisão mais consciente sobre o seu planejamento financeiro”, diz o presidente da companhia, Helder Molina.

Mapfre Assistance e Mobility anunciam parceria para a venda do Segurviaje

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A Mapfre Assistance, empresa especializada em serviços de assistências, e a Mobility, líder em locação de veículos com atuação no Brasil e no exterior, anunciam parceria para a venda do SEGURVIAJE, produto da Mapfre Assistance que oferece um conjunto de serviços de assistência à viagem. Com o acordo, os clientes Mobility que alugarem automóveis pelo site da companhia (www.mobility-online.com.br) ou nos pontos de venda da marca no Brasil terão à disposição um canal exclusivo para a contratação da assistência viagem, que oferta opções de planos aos mais diferentes perfis de roteiros, desde viagens a negócios até para estudos ou mesmo lazer.

A estratégia, que faz parte do plano da companhia de conscientizar os clientes sobre a importância de viajar assistido, também gera um novo canal de atendimento. “A parceria com a Mobility, uma empresa que é líder no seu segmento, sem dúvida agrega valor ao nosso produto e amplia nossa carteira de clientes. Já que as pessoas precisarão alugar um carro para deslocamentos em férias ou trabalho, nada melhor do que também ter acesso de forma rápida e prática a uma opção de assistência viagem – que muitas vezes por falta de hábito é esquecida -, com apenas um clique”, afirma Almir Fernandes, presidente da MAPFRE Assistance.

“Estamos muito contentes com a parceria, pois vamos poder oferecer aos nossos clientes um produto de qualidade, com ótimo custo-benefício, e contribuir para tornar a viagem de cada um ainda mais tranquila e segura”, disse Oskar Kedor, diretor da Mobility.

Efeito El Nino reduz furacões e pagamentos de indenizações por catástrofes em 2015, segundo Munich Re

Depois dos dados divulgados pela Swiss Re no fechamento de 2015, a Munich Re publica o estudo sobre as perdas com desastres naturais como tempestades e terremotos. De acordo com o estudo, o volume de indenizações caiu para US$ 27 bilhões em 2015, menor nível desde 2009. Segundo release divulgado, o fenômeno climático conhecido como “El Niño” ajudou a reduzir o número de furacões no Atlântico Norte, principal motivo dos custos em anos anteriores.

Pedidos de indenização a seguradoras totalizaram US$ 31 bilhões em 2014, e também estiveram abaixo da média anual da década, de US$ 56 bilhões, disse a Munich Re. No total, 23 mil pessoas morreram em 2015, muitas no terremoto em abril no Nepal. O total é comparado às 7,7 mil do ano anterior, mas que ainda assim ficou abaixo da média de 10 anos, de 68 mil.

“Nós fomos de alguma forma favorecidos no ano passado: ciclones tropicais fortes frequentemente só atingiram áreas esparsamente povoadas ou não chegaram à terra”, disse o chefe da unidade de Geo Risks Research da Munich Re, Peter Hoeppe.

Todas as resseguradoras agem como garantia para as companhias de seguro, pagando parte das grandes indenizações por causa de tempestades e terremotos em troca de parte do prêmio. Segundo especialista, indenizações menores impulsionam os lucros da indústria de seguro, mas tem um efeito negativo para as resseguradoras, das quais as companhias de seguro clientes então demandam preços menores pelo apoio da resseguradora.

Terra Brasis anuncia mudanças em sua estrutura executiva

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Dando continuidade ao seu plano de crescimento, visando consolidar sua posição no mercado brasileiro de resseguros e expandir seus negócios pela América Latina, a Terra Brasis anuncia mudanças estratégicas em sua estrutura executiva. Com as novas mudanças, Carlos Zoppa assume a Vice-Presidência Técnica Consultiva da Terra Brasis, Rodrigo Botti a Diretoria Geral e de Finanças e Operações e Beatriz Americano a Diretoria Administrativa.

Carlos Zoppa compõe a diretoria executiva da Terra Brasis desde o seu início, sendo um dos grandes mentores no processo de formação da equipe, compartilhando com todos a sua experiência, fruto de uma longa carreira profissional de muito sucesso. Em sua nova posição, o Zoppa assume a Vice-presidência Técnica Consultiva da Terra Brasis, assessorando as áreas de Subscrição e Sinistros, contribuindo para a construção de uma carteira de negócios cada vez mais crescente e rentável.

Rodrigo Botti integra a diretoria executiva da Terra Brasis desde o processo de formação da Companhia, exercendo um papel essencial no desenvolvimento e consolidação da empresa.Rodrigo, atual diretor de Finanças e Operações, passa a ocupar também a posição de Diretor Geral da Terra Brasis, executivo responsável pelas atividades do dia a dia da Companhia.

Beatriz faz parte do quadro de executivos da Terra Brasis há mais de 4 anos, tendo iniciado sua trajetória na Companhia como Gerente Jurídico, posição que ocupou com muito empenho e dedicação, que se manteve após assumir o cargo de Superintende Jurídico e de Desenvolvimento, nesse último com participação direta no processo de expansão da Terra Brasis para outros países da América Latina.
Beatriz passa a liderar as áreas Administrativas, de Sinistros, Jurídicas, de Recursos Humanos e Marketing da Companhia.

Solvência II começa na Europa

solvencia1A Comissão Europeia anunciou o início do novo regime de solvência para seguradoras e resseguradoras, conhecida como Solvência II, que traz uma mudança significativa para o setor. Solvência II introduz um novo sistema de regulamentação na Europa para proteger melhor os consumidores, modernizar a supervisão, aprofundar a integração do mercado e aumentar a competitividade das seguradoras nos vários países onde atuam.

A Solvência II prevê um aumento de capital dessas empresas para evitar riscos. A norma inclui dois níveis de capital para as seguradoras. Se uma seguradora ficar abaixo do primeiro nível, deverá implementar um plano de recuperação junto ao supervisor, mantendo a subscrição de novos negócios. Somente se o capital cair abaixo do mínimo necessário deverá parar de fazer novos negócios até que a companhia possa restaurar o capital exigido.

O Brasil segue os princípios desta normativa, com boa parte das exigências previstas para serem implementadas até o final de 2017.

Ernesto Tizirulnik critica medidas da Susep; Flávio Girão esclarece as dúvidas

ernestoAlgumas mudanças no arcabouço regulatório do mercado segurador estão gerando intensas discussões, desde as seguradoras que se queixam do custo financeiro e de horas de funcionários para implementá-las em um ano de economia em baixa, na qual toda a energia deve ser usada para medidas que mantenham o crescimento das vendas.

Na semana passada, a crítica ficou por conta do advogado Ernesto Tizirulnik, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), que criticou a intenção da Superintendência de Seguros Privados (Susep) de alterar a classificação de coberturas. Segundo nota enviada pela assessoria do advogado, a Susep pretende alterar a codificação dos diferentes ramos e a classificação das coberturas, limitando a comercialização de alguns produtos.

“A quem serve a Susep, a autarquia federal que deveria atuar em favor dos segurados e beneficiários dos seguros?”, indaga Tzirulnik no comunicado. “Ela esvaziou os seguros de riscos de engenharia, quando estes são vitais para países em desenvolvimento; bloqueou seguro de responsabilidade civil de administradores para danos ambientais logo depois do rompimento da barragem de Mariana; e agora quer — e vai — fazer o mesmo com todos os demais seguros, inclusive de automóveis”. O advogado refere-se ao trecho da minuta da Susep que prevê que “as coberturas do plano de seguro secundário somente poderão ser comercializadas como coberturas adicionais, de contratação facultativa pelo segurado”.

A nova norma proposta pela Susep, estabelece que os planos de seguro secundário (que apresentam cobertura típica de um único ramo) somente poderão ser comercializados em conjunto com um ou mais planos de seguro principal. Para Tzirulnik, “essa intervenção minuciosa, ora benéfica para alguns em detrimentos de muitos outros, ora o inverso, mostra que neste país não há uma política de seguro consequente”.

Em resposta, o diretor de autorizações da Susep, Flávio Girão, afirma que é importante ressaltar que a minuta de circular que estava em consulta pública até o início deste mês, não inova em absolutamente nada quando o assunto é oferecimento de seguros de ramos/grupos diferentes. “Basta ler a Circular SUSEP nº 395, de 3 de dezembro de 2009. Ou seja, o que se aponta como novidade já existe em nosso arcabouço normativo há mais de seis anos! Somente para exemplificar, os artigos que tratam do ramo “Risco de Engenharia”, sequer foram alterados na circular em consulta pública”, informa.

Girão reitera ainda que a Susep “não“ bloqueou o seguro de responsabilidade civil de administradores para danos ambientais logo depois do rompimento da barragem de Mariana e ressalta que qualquer afirmação contrária só pode ser falta de informação, desconhecimento ou confusão no entendimento das normas do setor. “Esclareço mais uma vez que qualquer seguradora pode oferecer um seguro de responsabilidade civil de diretores e administradores, também conhecido por RC D&O (do inglês Directors and Officers), com cobertura de responsabilidade civil de danos ambientais, conhecido por RC Ambiental. Basta, para isso, estruturar um produto com cobertura principal de RC D&O, conjugado com a cobertura secundária de RC ambiental. O mesmo se aplica a qualquer seguro que possua cobertura de ramos distintos. Tal tipo de estruturação é corriqueira e de fácil implementação”, conclui.

Por fim, ao determinar que nos planos de seguro secundário somente poderão ser comercializados como coberturas adicionais, de contratação facultativa pelo segurado, ele explicou que a Susep veda a prática de venda casada do plano de seguro principal com o plano de seguro secundário, ”ao contrário de ilações feitas sem fundamento e que só trazem confusão ao mercado”.

Na réplica a resposta da Susep, o advogado diz que a posição mostra quão burocrática a autarquia está sendo em relação a um negócio jurídico que há séculos é dinâmico e prima pela consensualidade. “Esse negócio de “apartar coberturas” é um perigo. Seguro não é gado”, comenta Ernesto.

Segundo ele, os seguros em linha de princípio, como ensinava por todos Pontes de Miranda, tende à ampla cobertura dos riscos que incidem sobre o interesse que é garantido. Tendem ao “all risks”, mesmo os de riscos nomeados. Ele argumenta que os consumidores sentem-se seguros quando assim contratam, ainda que os documentos do seguro sejam predispostos pelas seguradoras. A função social, a utilidade dos seguros é desse modo potencializada. Por isso as coberturas são amplas e existe a técnica de exclusão e limitação que deve ser feita com muita parcimônia e clareza. “Por isso caiu muito bem entre nós a regra da interpretação contra o predisponente que foi plasmada no Código Civil de 2002.”

Ernesto afirma que a boa prática regulatória é no sentido de estimular a máxima compreensão da cobertura do seguro e não torná-la exceção. “Quando a Susep põe planos anões como básicos e prevê adendos para acrescer algo, ela acaba derrubando a amplitude das coberturas. Somente as garantias apequenadas estarão disponíveis e, quiçá, a prêmio outro, sujeita a burocracia, uma ou outra cobertura que se possa agregar. Tudo dependerá do “apetite” das seguradoras e dos resseguradores e das conveniências as mais variadas.”

O resultado, acrescenta o advogado, é que alguns acreditarão que estão vestidos com boa garantia quando estão seminus. Outros perceberão isso e somente contratarão seguros se forem forçados a fazê-lo, com o sentimento de que estão queimando seu dinheiro. “Isso, com sinceridade, desserve à política de solidarização social e econômica que os seguros devem promover”, diz. “Eu não disse que a SUSEP impediu cobertura de riscos, disse que ela bloqueou. Proibir é uma coisa. E só lei pode fazer isso. A Susep jamais poderia proibir qualquer coisa, mesmo o CSNP não poderia. Bloquear, impedir, dificultar, tornar impossível são coisas distintas de impedir. É isto que a Susep acaba fazendo, por querer ou sem querer”, finaliza.