Seguro auto popular poderá trazer 20 milhões de novos clientes, diz presidente do Sincor-SP

Por Márcia Alves

Cumprindo a tradição, o Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) reservou o primeiro evento do ano para a diretoria do Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP) apresentar um balanço dos últimos doze meses e as perspectivas para o ano atual. No dia 2 de fevereiro, em almoço exclusivo para associados, realizado no Circolo Italiano, o mentor Adevaldo Calegari e toda a diretoria do CCS-SP receberam o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, e sua diretoria Executiva.

Entre as realizações do sindicato, Camillo destacou a propagação do conceito de empreendedorismo da categoria por meio de diversas ações estruturadas. Em 2015, segundo ele, o Sincor-SP contabilizou mais de dez mil credenciamentos em seus eventos com foco na capacitação e criação de um cenário favorável para a atuação dos empresários da corretagem de seguros.

Entre os exemplos, estão a grande reunião estadual Oficinas do Empreendedorismo, que contou com mais de 1,2 mil corretores de seguros em Atibaia; o Encontro dos Corretores de Seguros, que aconteceu bimestralmente em cada uma das 30 regionais; o Fórum de Oportunidades, que levou eventos de grande porte do sindicato ao interior, em dez apresentações em diferentes regiões, com programação intensa durante um dia; e o Voz do Empreendedor, que propiciou a aproximação de seguradoras, individualmente, com corretores de cada regional, além de outros. Somados às festas de fim de ano, as ações totalizam o envolvimento de 15 mil pessoas.

Sobre o desempenho do seguro automóvel, que cresceu apenas 3% no último ano, e de todo o setor, que cresceu 10% no mesmo período, Camillo considerou ambos os resultados positivos. “Enquanto a indústria decresceu 27%, aumentamos nossas vendas em 3%. É um grande feito”, disse. Ele também reforçou o conceito de valorização da categoria ao reconhecer o mérito dos corretores na consolidação do seguro de automóvel.

“Para os que dizem que o seguro automóvel não é vendido, mas comprado, lembro que 25 anos atrás os corretores iniciaram um trabalho de conscientização do consumidor e de melhoria do produto junto às seguradoras. Hoje, temos o melhor produto do mundo e isso é resultado do nosso trabalho, feito com muita resiliência e criatividade”, afirmou. “Também somos responsáveis por termos hoje um consumidor consciente da necessidade de ter seu automóvel segurado”.

Início de ano tumultuado

Na percepção do presidente do Sincor-SP, o ano começou um tanto tumultuado. Uma das notícias mais preocupantes foi impasse em relação à comercialização do DPEM (seguro obrigatório de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por suas Cargas), oferecido, atualmente, por única seguradora, que já anunciou para março o fim desta operação. “Até lá deverá ocorrer um pronunciamento da Susep. Mas, acredito que, em breve, haverá uma solução”, disse, acrescentando que o Sincor-SP, juntamente com outras entidades, está empenhado em solucionar o problema.

O seguro de auto popular também esteve no centro dos debates da categoria logo no início do ano, quando a Susep colocou em consulta pública a minuta de resolução da nova modalidade. Entretanto, o cerne da discussão foi a interpretação – incorreta, na avaliação de Camillo – da cláusula que definia a obrigação ao corretor de informar ao segurado o valor da comissão. “Não é verdade. Quem leu a minuta viu que havia apenas o pedido para constar no frontispício da apólice uma informação ao segurado. Ou seja, não era para constar a comissão, mas o pedido”, disse.

Novos clientes com o seguro auto popular

Na opinião de Camillo, o foco na questão da comissão desviou atenção dos corretores do mais importante, que é a estrutura técnica do produto. Coube ao grupo de trabalho constituído pela Fenacor e pela FenSeg, segundo ele, identificar que o diferencial do seguro é a possibilidade de utilizar peças recicladas na reparação de veículos, bem como os potenciais clientes, estimados em 20 milhões de automóveis com mais de cinco anos de uso. Porém, concluindo que o mercado não dispõe de peças recicladas suficientes para esse volume, o Sincor-SP sugeriu à Susep incluir na resolução a possibilidade de serem usadas também peças originais, remanufaturadas e de segunda linha.

Em meio à crise, o grande ganho que o seguro auto popular trará aos corretores, segundo a avaliação de Camillo, será a entrada de 20 milhões de clientes, predominantemente de baixa renda. Ele aconselhou aos corretores que se prepararem para prospectar esse contingente, que necessitará de orientação e assessoria. “Além desse volume de novos clientes, esse seguro trará a reboque o combate à pirataria e à atuação ilegal de cooperativas e associações”, disse.

O dirigente reforçou que o Sincor-SP está preparado para auxiliar os corretores em quaisquer demandas, mencionando, especialmente, o trabalho das comissões técnicas. Neste ponto, ele aproveitou a oportunidade para apresentar alguns membros das comissões presentes no evento, elogiando a atuação de todos e, em especial, de Paulo Bosísio e de Evaldir Barboza de Paula, ambos membros da diretoria do CCS-SP.

Atuação da diretoria

Durante o almoço do CCS-SP, a diretoria Executiva do Sincor-SP prestou contas dos trabalhos realizados. O 1º vice-presidente Boris Ber comunicou o início da reformulação na área de comunicação do sindicato, que inclui a modernização do site, e, ainda, o lançamento de mais uma pesquisa. Ele convocou os corretores a acessarem o site e responderem à pesquisa de satisfação de serviços e produtos de seguradoras. A 2ª vice-presidente Simone Martins informou que o material apurado no canal Disque Sincor será transformado em cartilha de orientação aos corretores.

Já o 1º secretário Marcos Abarca comentou os resultados do processo de gestão de pessoas no Sincor-SP e, também, a implantação de novas regionais. “Até março, teremos novidades com a nova Casa do Corretor de Seguros”, disse. De acordo com o 2º tesoureiro Carlos Cunha, em 2015, mais de três mil pessoas realizaram cursos na Unisincor e Sebrae, parceiro do Sincor-SP. Em seguida, o 1º tesoureiro Marco Damiani comunicou os resultados da reformulação da gestão financeira do sindicato e da área de TI.

Homenagens

Além da homenagem póstuma ao associado Osvaldo Ohnuma, falecido em janeiro, a diretoria do CCS-SP prestou homenagem a Camillo, na condição de ex-mentor. “Se ascendi uma posição no mercado é porque iniciei minha participação aqui. É uma alegria estar com vocês”, disse Camillo. Em seguida, o diretor tesoureiro Paulo Bosisio informou sobre as iniciativas do CCS-SP com enfoque na sucessão familiar e empresarial. Além de eventos sobre o tema, ele contou que haverá reportagens no site com a participação de especialistas.

Um dos momentos marcantes do almoço foi o lançamento de mais uma ação da campanha “Fazer o bem… TRANSFORMA”, que se dedica à doação de cadeiras de rodas a pessoas carentes com deficiência motora. Cristina Faviere, idealizadora da campanha, lançou a ação “Ajude e doe” com o propósito de captar recursos para a doação de cadeiras de rodas adaptadas, que custam entre R$ 3,8 mil e R$ 10 mil. Antes mesmo de concluir sua fala, Cristina foi surpreendida por um grupo de associados que se comprometeu a doar quatro cadeiras especiais. “Em nome das crianças, agradeço do fundo do coração o apoio do mentor Calegari e dos associados”, disse.

Espanhola Mapfre cresce em vendas, mas lucro recua em 2015; no Brasil, lucro avança 7,3% e representa 18% do ganho mundial

Mapfre Antonio HuertasA receita total da Mapfre, maior grupo segurador da Espanha, avançou 4,1%, para 26,7 bilhões de euros em 2015, com as vendas de seguros e resseguros superando 22,3 bilhões de euros, sem considerar a contribuição de CatalunyaCaixa, um aumento de 2,3%. O lucro líquido, por sua vez, recuou 16,1%, para 709 milhões de euros, devido a queda do resultado técnico no ramo de seguros gerais (não vida), impactado, principalmente, pelas indenizações aos clientes com perdas nas nevascas nos Estados Unidos. A atividade de resseguros, que responde por mais de 15% dos prêmios, aumentaram 11,6 % e agora responde por 17,9% do lucro líquido do grupo.

Em nota sobre o balanço financeiro de 2015 divulgado nesta quarta-feira, o grupo citou a redução do ganho financeiro diante da volatilidade dos mercados e a depreciação das principais moedas face ao euro como fatores que impactaram o ganho do ano. O patrimônio líquido totalizou 8,574 bilhões, e os ativos totais 63,4 bilhões de euros. O índice combinado geral ficou em 98,6%, aumento de 2,8 pontos percentuais, dos quais 1,3 ponto percentual é resultado de perdas extraordinárias causadas por tempestades de neve nos Estados Unidos.

Em seguros, o grupo registrou vendas de 18,4 bilhões em 2015, ligeira alta de 0,6% sobre o ano anterior. A área Iberia Regional (Espanha e Portugal), que responde por 27,8% dos prêmios totais, registou prêmios de 6,6 bilhões de euros, sendo 6,4 bilhões de euros (-2,5%) na Espanha, com 2 bilhões de euros provenientes de seguro de carro.

Apesar do fraco crescimento de vendas no Brasil, o país é um dos principais destaques do balanço do grupo espanhol, parceiro do Banco do Brasil em seguros gerais e seguro de vida. A unidade brasileira é a segunda maior em vendas, superada apenas pela matriz, e respondeu por mais de 20% das receitas do grupo, com 4,8 bilhões de euros, 13,3% menos, devido a depreciação do real frente ao euro. Em moeda local o crescimento foi de 3,6%. O grupo destacou o desempenho do seguro de carro, que cresceu 1,1% e de seguro agrícola com alta de 13,2%. O resultado líquido avançou 7,3%, para 153 milhões de euros, e agora responde por 18% do ganho total do grupo.

A operação da Mapfre no Brasil em 2015 teve volume de prêmios de R$ 17,7 bilhões, 3,6% a mais que o ano anterior, e lucro antes de impostos de R$ 3 bilhões, 34% superior ao exercício de 2014. Segundo o CEO regional da Mapfre no Brasil, Wilson Toneto, “o menor crescimento no Brasil, quando comparado a anos anteriores, decorre basicamente da performance das vendas no segmento de Vida (-0,4%), notadamente, o prestamista, ressentido pelo menor volume de operações do canal Bancário e dos seguros de autos (+1,1%), afetado pelo posicionamento prudencial das tarifas praticadas. Por outro lado, o crescimento de mais de 13% no segmento de seguros rurais, e 19,4% em transportes, 20,6% em seguros de danos (riscos industriais), 39% na Operação de Previdência e 41% em Capitalização, merecem destaque positivo”, comentou em comunicado distribuído à imprensa.

Segundo Toneto, a melhora do resultado do grupo foi resultante da manutenção de um excelente índice combinado do Grupo de 93,6%, contenção importante dos gastos administrativos e operacionais, e incremento significativo do resultado financeiro. O ROE (Return On Equity), da Mapfre no Brasil também melhorou, passando de 13,1% em 2014 para 15,5% em 2015. “Mesmo num ano de crescimento negativo da Economia, tivemos um desempenho excelente em quase todos os segmentos que operamos no Brasil. A desvalorização do real obviamente afetou a representatividade do Brasil na posição Global da Mapfre, mas estamos confiantes na retomada do crescimento acima de dois dígitos em 2016 mantendo o nível de rentabilidade definida pela nossa Holding e melhorando ainda mais nossa posição no grupo”, finaliza Toneto.

Antonio Huertas, presidente da Mapfre, disse em comunicado: “As receitas e os prêmios sinalizam evolução, o que demonstra a confiança que os clientes têm na Mapfre, mas nossos esforços seguem para melhorar nossos indicadores de eficiência e de rentabilidade”. O grupo aprovou recentemente um plano estratégico para o período de 2016-2018, no qual o foco está no crescimento rentável e em inovação voltada ao cliente, com transformação digital, excelência na gestão técnica e fortalecimento da cultura interna no desenvolvimento do talento humano.

O grupo ressaltou os progressos no desenvolvimento da sua estratégia digital com o lançamento internacional da marca VERTI a partir de 2017. Alemanha e Itália serão os primeiros países em que o projeto será implementado. Hoje, o negócio digital representa 4% do negócio total de Mapfre. Na mesma linha, a Mapfre fechou um acordo com a empresa britânica Admiral para criar uma joint venture chamada Preminen, que desenvolverá em diferentes países um sistema de vendas online, comparando preços, como o que já opera na Espanha sob a marca Rastreator.com.

Exigências ambientais em infraestrutura devem manter o mercado de seguros aquecido para 2016

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O adiamento das concessões de rodovias para 2016 abre uma grande oportunidade para o setor de seguros no Brasil. Por se tratarem de importantes pilares das obras de infraestrutura de que o país necessita e terem como característica grande impacto para o entorno onde são realizadas, elas impulsionam a demanda por contratação de seguros para cobrir esses riscos. “A legislação e todas as exigências contratuais para essas concessões motivam empresas, acionistas e investidores a serem mais cuidadosos, pois no caso da concessão de rodovias, grande parte das licitações para essas obras de potencial poluidor pode exigir a contratação de seguro ambiental, o que deve impulsionar esse tipo de modalidade”, afirma Clemens Freitag, diretor de Infraestrutura e Engenharia da Aon.

De acordo com executivo, o mercado de seguro ambiental deve movimentar pouco mais de R$ 40 milhões até o final deste ano, com tendência de aumento significativo devido ao recente acidente ambiental das barragens da Samarco. A tragédia ambiental gerou um alerta da necessidade do seguro para as empresas, bem como a possibilidade de obrigatoriedade legal de contratação de Seguro Ambiental para as barragens de mineração no Novo Código de Mineração, que está em tramitação na Câmara dos Deputados. “Outra obrigação legal que impacta na maior contratação de seguros é a fiscalização mais rigorosa da Política Nacional de Resíduos Sólidos que instituiu a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos, fazendo com que empresas que atuam em obras com grande produção de resíduos passem a contratar mais os seguros”, destaca ele.

Freitag chama atenção ainda aos riscos das operações de infraestrutura que devem ser mitigados para evitar perdas financeiras, já que o investidor está receoso com o momento econômico. “Existem medidas que podem ser muito importantes, como a Gestão de Risco de Projeto que visa ajudar as empresas na mitigação dos riscos e nas perdas financeiras ao longo das etapas de construção de uma rodovia, por exemplo. Assim como o Seguro Performance Bond e Garantia Financeira, que assegura o cumprimento do contrato, cobrindo prejuízos decorrentes da falta de pagamento do contratante de obrigações assumidas, fornecimento ou prestação de serviços”, explica.

O executivo alerta, ainda, para acontecimentos inesperados envolvendo concessões deinfraestrutura viária que são cobertos pelos seguros exigidos pelo poder concedente. “Se ocorrer a queda de um viaduto em uma estrada administrada por meio de concessão, por exemplo, o fato gera interrupção do tráfego e, consequentemente, a diminuição de receitas, já que por um tempo não há cobrança de pedágio. O seguro certamente seria de extrema valia nesse tipo de acontecimento, pois daria ao investidor mais tranquilidade por proteger a perda financeira”, destaca Clemens Freitag.

Cenário atual

A segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL), do governo federal, estima a concessão de 7 mil quilômetros com investimentos da ordem de R$ 66,1 bilhões apenas para as estradas.

“Cerca de 77% desse montante são direcionados para novas concessões de rodovias que serão realizadas até 2016, sobrando apenas 23% para as concessões que já existem. Em outras palavras, ainda há muito a se fazer”, explica o diretor deInfraestrutura e Engenharia da Aon.

No cenário de infraestrutura do Brasil como um todo, existe uma demanda de investimentos que só devem crescer em 2017, quando a confiança no país for mais bem percebida pelos investidores. “O Brasil destina apenas 2% do seu PIB, valor considerado menos da metade em comparação com outros países em desenvolvimento, por isso, as companhias precisam enxergar oportunidades que possam ser plantadas hoje e colhidas amanhã”, complementa Clemens Freitag.

Porto Seguro obteve lucro líquido de R$ 1 bilhão em 2015, alta de 14%

Porto-Seguro-logoA Porto Seguro encerrou 2015 com lucro líquido de R$ 1 bilhão, avanço de 14% comparado a 2014. Na operação de seguros, os prêmios avançaram 7% no ano, para R$ 13,6 bilhões, crescimento suportado principalmente pela expansão do número de itens nos segmentos de seguro de auto e residência, segundo nota divulgada pela companhia. A frota de veículos segurados aumentou em mais de 200 mil itens, ultrapassando 5,2 milhões de carros (+4%) e o número de residências atingiu 2,4 milhões, uma evolução de 8%.

Em auto, a Azul apresentou uma evolução 12,3%, para R$ 2,4 bilhões, chegando a representar praticamente metade do tamanho da Porto Seguro, que avançou 4,7% em prêmios na carteira, para R$ 4,6 bilhões. A Itaú Auto registrou vendas de auto de R$ 2 bilhões no ano passado, um avanço singelo de 0,3% em relação a 2014.

Entretanto, ressalta nota do balanço, a companhia obteve um crescimento maior do que a média de mercado (6% vs. 3%) com melhora no resultado da carteira. Além disso, no trimestre, o Itaú Auto iniciou uma recuperação nas vendas, alcançando um aumento nos prêmios de 10%, impulsionada pelo aprimoramento do modelo de seleção de riscos e pelas ações de posicionamento junto aos clientes do Banco Itaú.

O ano também se encerrou com diversos segmentos de seguros apresentando crescimento superior a 2 dígitos, como os produtos Patrimoniais, Pessoas, Transportes e Odontológico. O desempenho operacional de seguros, demonstrado pelo índice combinado, tanto no trimestre quanto no ano, foi impactado pelo retorno do pagamento de imposto COFINS, que aumentou o índice em mais de 1 p.p., resultando num efeito líquido anual de R$ 75 milhões.

O índice combinado do trimestre atingiu 97,1% (+1,0 p.p.) e permaneceu estável no ano (96,5%), ambos períodos beneficiados principalmente pelas menores frequências de sinistros nos produtos de automóvel. Nos negócios financeiros e de serviços, as receitas aumentaram 4% no 4T15 e 14% no ano. A desaceleração no crescimento é explicada pela queda das receitas de operações de crédito, devido a redução do consumo, e das medidas adotadas pela Companhia para redução gradual do risco. No entanto, as receitas de operações de crédito aumentaram 13% no ano.

O resultado financeiro atingiu R$ 1 bilhão (+18%), obtendo um desempenho superior ao índice de referência no trimestre, favorecido principalmente pelos ativos indexados ao Juro Real+Inflação. A rentabilidade trimestral da carteira foi de 3,7% e de 12,3% no ano, excluindo-se os recursos previdenciários. O lucro líquido sem business combination foi de R$ 294 milhões no trimestre e de R$ 1.009 milhões no ano, correspondendo a um aumento de 6% e 14% respectivamente. O ROAE sem business combination atingiu 20,8% (-0,6 p.p.) no 4T15 e 18,6% no ano (+1,4 p.p.).

Principais Destaques:

Crescimento das receitas totais de 5% no 4T15 e de 8% em 2015 em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Aumento de 3% nos prêmios auferidos de seguros no trimestre e de 7% no ano (2015 x 2014).

Lucro líquido no 4T15 de R$ 294 milhões (+6%) e de R$ 1 bilhão no ano (+14%).

O ROAE atingiu 20,8% (-0,6 p.p.) no trimestre e 18,6% (+1,4 p.p.) em 2015 – sem business combination.

Índice combinado de seguros alcançou 97,1% no trimestre e 96,5% no ano, com uma variação de +1,0 p.p. no 4T15 e permaneceu estável no ano. O índice combinado ampliado foi de 89,4% (+0,5 p.p.) no 4T15 e de 89,6% (-0,5 p.p.) no ano – 2015 x 2014.

Resultado financeiro de R$ 306 milhões no 4T15 (+19% 4T14) e de R$ 1.070 milhões no ano (+18% vs. 2014). No trimestre, a rentabilidade total atingiu 3,8% (112% do CDI) e a rentabilidade (ex. previdência) foi de 3,7% (109% do CDI). No ano, a rentabilidade (com e sem previdência) foi de 12,3%, correspondendo a 93% do CDI.

Ajustando (proforma) os resultados para uma performance financeira neutra (100% do CDI), o lucro líquido alcançaria R$ 284 milhões (-0,5%) no trimestre e R$ 1.035 milhões (+16%) no ano e o ROAE atingiria 19,9% (-2,1 p.p.) no 4T15 e 19,0% (+1,7 p.p.) em 2015 – comparativo com mesmo período do ano anterior, sem business combination.

SulAmérica apresenta Night Run

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A SulAmérica, maior seguradora independente do país, anuncia o patrocínio do circuito 2016 do Night Run. Serão 16 provas em 11 cidades, com início em 2 de abril no Sambódromo de São Paulo. O patrocínio reflete o compromisso da companhia com a gestão de saúde e o incentivo a práticas saudáveis, e integra o Circuito SulAmérica de Música e Movimento, programa de apoio à cultura e aos esportes de participação. A seguradora convida corretores, clientes e prestadores a participarem das provas, oferecendo inscrições limitadas com valor reduzido.

“Como gestora de saúde, a SulAmérica traz este patrocínio bastante alinhado à sua estratégia. Eventos como este favorecem a adoção de hábitos saudáveis, e poder levar o Night Run a diversas cidades do país é uma oportunidade de incentivar a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, afirma o diretor de Marketing da SulAmérica, Zeca Vieira.

O patrocínio marca também um duplo aniversário: em 2016, a SulAmérica comemora seus 120 anos de atuação e o Night Run, uma década de corridas. Iniciada no ano passado, esta parceria foi ampliada e neste ano a seguradora oferece sorteios de R$ 5.000 e seguro de acidentes pessoais, já incluso no valor da inscrição, a todos os participantes.

A primeira prova será em São Paulo, no Sambódromo do Anhembi, na noite de 2 de abril. As largadas acontecerão às 19h30 (5 km) e 20h30 (10 km). Para mais informações sobre o evento e como realizar a inscrição, basta acessar o site:http://nightrun.ativo.com/.

APTS discutirá impactos da corrupção e da tragédia em Mariana no seguro de RC

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Os reflexos dos crimes de corrupção na contratação do seguro de Responsabilidade Civil de Diretores e Administradores de Sociedades (D&O) será um dos assuntos que a APTS trará ao debate, em evento no dia 24 de fevereiro. O seminário “Crise no seguro de Responsabilidade Civil: os reflexos de casos recentes no país” será realizado das 9h às 12h30, no auditório da Funenseg, na Rua São Vicente, nº 181.

No primeiro painel, Sergio Barroso de Mello, presidente do GNT de Responsabilidade Civil e Seguro da Associação Internacional de Direito do Seguro (AIDA) e sócio da Pellon & Associados, analisará as mudanças no D&O, após os desdobramentos da Operação Lava-Jato. Os casos de corrupção provocaram o aumento de sinistralidade nesta modalidade e, consequentemente, a limitação de coberturas e de valores, além da elevação de prêmios.

Outro acontecimento recente, o rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG), também será analisado pelo especialista com enfoque na cobertura de riscos ambientais no seguro de RC. No segundo painel do evento, a advogada Thabata Najdek, Underwriter Financial Lines na Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), apresentará o tema “Impactos da crise econômica nos seguros de D&O e E&O”. Ela dividirá o painel com a advogada Thalita de Fátima Barbato Graciolli, da área de Sinistro da Zênite Assessoria e Consultoria, que abordará o seguro de RC na área de saúde.

Serviço:

Seminário “Crise no seguro de Responsabilidade Civil: os reflexos de casos recentes no país”

Realização: APTS

Data: 24 de fevereiro de 2016, das 9h às 12h30

Local: Auditório da Funenseg – Rua São Vicente, 181, São Paulo (SP)

Informações e inscrições: (11) 3227 4217 e 3229 6503 ou pelo e-mail: apts@apts.org.br

Liberty reformula plataforma de benefícios para clientes e corretores

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A Liberty Seguros escolheu a Proxy Media, agência com foco em soluções digitais para a geração de negócios, para trabalhar no redesign e gestão do Clube Liberty, a plataforma de benefícios para clientes e corretores da seguradora.

O Clube Liberty foi criado com o objetivo de fortalecer o relacionamento com clientes e corretores. Eles podem usufruir de vantagens em lojas online e estabelecimentos parceiros em todo o país, em segmentos como lazer e viagens, automotivo, cultura e entretenimento.

“Por meio da parceria com a Proxy Media, que estará à frente do atendimento online e prospecção de parceiros, vamos conhecer cada vez melhor as preferências e hábitos de compra dos clientes e, assim, oferecer um tratamento ainda mais personalizado”, diz Patricia Chacon, diretora de Marketing e Estratégia da Liberty Seguros.

Entre as novidades estão a nova interface para os dispositivos móveis, filtros por geolocalização, oferta maior de serviços e produtos com descontos e cupons para serem utilizados em lojas físicas. “Pensamos em todos os detalhes para facilitar o uso dos descontos e tornar as ofertas mais atrativas aos clientes. É uma forma de conquistar e ao mesmo tempo conhecer mais o cliente”, diz Gabriela Freitas, sócia da Proxy Media.

Porto Seguro lança seguro segmentado para perfumarias

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De acordo com a Euromonitor International, especializada em pesquisas estratégicas para o mercado de consumo, o Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de produtos de perfumaria, higiene e cosméticos e possui mais de 180 mil empresas ativas no país. Pensando nesse cenário e em oferecer serviços e benefícios específicos para cada setor, a Porto Seguro lança o Porto Seguro Perfumarias, o primeiro seguro voltado às perfumarias de pequeno, médio ou grande porte.

O novo seguro possui coberturas exclusivas que atendem o segmento, começando com a básica, que conta com incidentes de diversas naturezas, como incêndio, explosão, implosão e fumaça, até as coberturas adicionais e especiais, que podem ser contratadas de acordo com a necessidade de cada estabelecimento.

“O setor mostra que seu desenvolvimento e potencial são constantes e as empresas, independentemente de seus tamanhos, entendem que a proteção aos seus estabelecimentos é essencial, pois permite mais segurança e estabilidade diante de imprevistos”, comenta Jarbas Medeiros, superintendente de Ramos Elementares da Porto Seguro.

Coberturas Especiais

Quebra de vidros com adicional para mercadorias – Garante também as mercadorias danificadas em decorrência da quebra de vidros de balcões, prateleiras ou vitrines do estabelecimento segurado.
Subtração de Bens e/ou Valores de Clientes (Arrastão) – Garante a subtração de bens, como smartphones, tablets, carteiras, relógios, joias e/ou valores de clientes que estiverem no estabelecimento e forem vítimas mediante ameaça direta ou com emprego de violência, como em caso de arrastão.

Perda do Ponto Comercial – Ao contratar as coberturas de Despesas Fixas ou Lucros Cessantes, ele garante também as despesas com a aquisição de um novo ponto comercial. O novo segmento ainda oferece para todos os planos de serviços contratados instalações de espelhos e montagem e instalação de prateleiras.

América Latina: 78% das seguradoras usam alguma rede social e tem mais de 20 milhões de seguidores

redes sociais 2“As seguradoras estão realmente tomando as redes sociais?”. Esse é o título do mais recente estudo da Celent sobre o mercado segurador, que revela uma visão do uso das redes sociais na América Latina pelas seguradoras. Na região, mais de 20 milhões de usuários das redes sociais seguem a indústria de seguros. A maior população de seguidores é no Brasil, que tem mais de 13 milhões de usuários.

Esses dados mostram uma grande oportunidade para as seguradoras ampliarem o âmbito da educação financeira na região e fornecer informações para difundir a cultura do seguro na sociedade. O estudo ressalta que as companhias devem desenvolver novas formas de comunicação e conceber uma estratégia para montar campanhas de marketing para serem mais eficazes com a próxima geração.

O Brasil tem a maior população de usuários de redes sociais na região, com cerca de 13 milhões seguindo nove companhias de seguros. Somente a Itaú, incluindo todos os serviços financeiros, tem quase 9 milhões de seguidores.

O estudo revela que as redes sociais estão mudando a forma como os consumidores e as empresas interagem, e uma estratégia bem gerenciada pode mudar a maneira em que as empresas compreendem o seu mercado. Os consumidores percebem que eles estão interagindo com uma pessoa real, alguém que responde como se estivesse ouvindo. Mais importante, eles encontram nas redes sociais um meio direto, melhor e rápido para a comunicação.

“As novas gerações de consumidores são mais exigentes, mais ansiosos para aprender e querem as coisas o mais rapidamente possível”, comenta Luis Chipana, analista da Celent, co-autor do relatório. “As redes sociais são a porta de entrada para jovens nascidos na era das redes sociais que as tem incorporadas em seu DNA. As seguradoras devem entender esse comportamento, a fim de falar a mesma língua, embora às vezes pareça muito casual.”

“As redes sociais são ainda um ponto de interrogação para seguradoras em termos de rentabilidade”, diz Juan Mazzini, analista sênior da Celent e co-autor do relatório. “No entanto, muitas seguradoras líderes já estão envolvidas. É uma questão de tempo até que as empresas se alinhem em seus processos e tenham a tecnologia para exibir o valor das redes sociais.”

O relatório também fornece uma visão geral sobre a penetração das redes sociais, as tendências e as prioridades para o setor de seguros.

A Celent (www.celent.com), é uma empresa de pesquisa e assessoria que oferece suporte a instituições financeiras, para a formulação de estratégias integrais de negócios e tecnologia. Publica relatórios que identificam tendências e as melhores praticas em serviços financeiros e leva adiante projetos de assessoria para instituições financeiras que procuram utilizar a tecnologia para melhorar seus processos existentes de negócios ou lançar novas estratégias.

O Globo: Governo quer unificar regras de aposentadoria para homens e mulheres

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A equipe econômica quer unificar as regras de aposentadoria para homens e mulheres e vai insistir na fixação de idade mínima para requerer o benefício. Estes dois pontos são tratados como cruciais para conter a alta nos gastos públicos e estão sendo discutidos na proposta de reforma da Previdência que será apresentada ao Fórum. Para vencer resistências das centrais sindicais, o governo vai propor que as mudanças entrem em vigor no futuro, em dez anos ou mais, sob o argumento de que direitos adquiridos (quem já se aposentou ou está próximo à aposentadoria) não serão desrespeitados.

Pela legislação atual, as mulheres quando se aposentam somente por idade podem fazer isso cinco anos antes dos homens. As mulheres com 60 anos e os homens com 65 anos. Neste caso, é preciso ter 15 anos de contribuição, no mínimo. No caso da aposentadoria por tempo de contribuição, a mesma coisa. Enquanto as mulheres se aposentam com 30 anos de contribuição, os homens precisam contar 35 anos. A ideia é reduzir esse intervalo progressivamente. A nova regra 85/95, que estabelece que o tempo de contribuição e de idade some 85 para as mulheres e 95 para os homens, mostra a distância para requerer o benefício.

Não existe idade mínima para trabalhadores do setor privado requerer o benefício, apenas para os funcionários públicos (60 anos para homens e 55 para mulheres), que é considerada baixa em relação a outros países. A idade mínima deverá valer para todos e poderá chegar a 65 anos, segundo técnicos do governo.

— O que se discute na proposta é fazer mudanças profundas, com potencial para conter a elevação estrutural dos gastos e não medidas paliativas. Mas com a preocupação de não prejudicar direitos adquiridos. Por isso, a ideia é fazer algo para o futuro — disse um integrante do governo.

Entretanto, ainda não existe uma proposta pronta, segundo essa fonte. Há várias frentes que precisam ser atacadas para garantir a sustentabilidade do regime de Previdência — que caminha para um rombo de R$ 130,8 bilhões em 2016. Na próxima reunião do Fórum, que deve ocorrer no fim deste mês, o governo deverá ouvir representantes dos trabalhadores e empregadores. Mas já está decidido que, tendo consenso ou não, o Executivo enviará proposta de reforma ao Congresso.

A diferença nas regras entre homens e mulheres é um dos itens que pressionam os gastos com a Previdência Social, porque as mulheres vivem mais que os homens. De acordo com IBGE, uma mulher com 55 anos pode viver mais 27,8 anos, enquanto um homem da mesma idade deve viver mais 23,8 anos. Como a idade média das aposentadorias por tempo de contribuição é de 52 anos para as mulheres e 55 para os homens, as mulheres tendem a receber o benefício por mais tempo. O fim das regras especiais é tendência nos países da Europa, que fizeram reformas por causa da crise.

O Brasil é um dos poucos países que não exige idade mínima para aposentadoria, o que faz a idade média para entrar com o pedido do benefício ser uma das mais baixas do mundo. Fixar 65 anos para o futuro é razoável, disse uma fonte.

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Porém, como a exigência prejudicaria quem começou a trabalhar mais cedo, uma parte do governo avalia que a alternativa seria alterar a fórmula progressiva 85/95. A partir de 2018, a escala começa a subir até atingir 90/100, em fim de 2026.

A ideia é tornar a fórmula mais rigorosa. O trabalhador só poderá se aposentar se atingir esses requisitos. Esta medida levaria à extinção do fator previdenciário (que permite que as pessoas continuem se aposentando mais cedo, mas com um benefício reduzido). A mudança não é fácil de implementar porque precisa de emenda à Constituição, como na idade mínima.

O governo pretende ainda insistir na mudança no cálculo da pensão por morte e estuda ampliar o faturamento e as alíquotas de contribuição do MEI (microempreendedor Individual): o faturamento passaria de R$ 60 mil para R$ 120 mil e as alíquota de 5% ficaria restrita aos R$ 60 mil (como é hoje); acima disso poderá variar entre 8% e 11%.