Yasuda Marítima cria estrutura especial de atendimento aos segurados atingidos pelo vendaval de Porto Alegre

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A Yasuda Marítima, empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo -, criou uma estrutura especial para atender às ocorrências relacionadas ao vendaval que atingiu Porto Alegre (RS) na noite de 29 de janeiro. Na ocasião, a capital gaúcha foi atingida por aproximadamente uma hora de chuvas e ventos que alcançaram cerca de 120 km/hora.

A seguradora mobilizou uma equipe técnica, que inclui profissionais vindos de outros Estados do País, com objetivo de viabilizar imediato atendimento às ocorrências. Os sinistros (acontecimento que ocasiona o prejuízo ao bem do segurado) registrados até o momento representam um aumento expressivo em relação à média geralmente registrada em período semelhante. As ocorrências mais comuns foram os destelhamentos de casas, com danos a telhados, janelas, fachadas etc, bem como danos ocasionados por chuva de granizo, danos elétricos, queda de raios, alagamento e inundação, entre outros.

O vendaval que atingiu Porto Alegre no dia 29, aconteceu em consequências da tempestade classificada como supercélula (quando há uma forte corrente de ar ascendente girando dentro da nuvem) de tempestade, decorrente do calor, que ganhou força ao chegar à cidade. De acordo com o Sistema Ceic-Metroclima, da Prefeitura local, os ventos atingiram 119,5 km/h no Jardim Botânico e, pela violência e longa duração (quase uma hora), a tempestade foi uma das mais intensas das últimas décadas. Mais de 210 mil imóveis ficaram sem luz e várias regiões da cidade foram atingidas. Segundo a Prefeitura, mais de 1,6 mil toneladas de resíduos foram recolhidas até quinta-feira (dia 3) e cerca de 505 trabalhadores e 80 caminhões seguem no trabalho de limpeza.

A contratação da cobertura que garante eventuais danos em decorrência de fenômenos da natureza como vendavais, furacões, tornados, ciclones ou granizo é cada vez mais comum nos seguros residenciais e empresariais. Cerca de 98% das apólices residenciais e 96% das empresariais da Yasuda Marítima contam com coberturas opcionais contra vendaval, furacão, ciclone, tornado e granizo.

Segundo dados do Atlas Brasileiro de Desastres Naturais, do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastre da Universidade Federal de Santa Catarina (CEPED-UFSC), cerca de 98% das ocorrências de tornados entre 1991 e 2012 aconteceram no Sul do Brasil. Isso porque os estados da região são os mais propensos aos efeitos meteorológicos extremos que tornam possível sua formação.

Agnaldo Libonati, Diretor de Sinistros da Yasuda Marítima: “Assim que tomamos conhecimento do vendaval em Porto Alegre, deslocamos profissionais de outras regiões e iniciamos uma verdadeira força-tarefa a fim de agilizar as indenizações. Todas as comunicações que recebemos já foram distribuídos para a equipe, que trabalha com prioridade máxima ao atendimento com o único propósito de indenizarmos os prejuízos no menor prazo possível”.

Bradesco, Itaú e BB desistem de ofertar ações do IRB

IRB logoEm fato relevante enviado nesta quinta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Bradesco, Itaú Unibanco e BB Seguridade informaram terem protocolado pedido de desistência do registro da Oferta Pública de Distribuição Secundária de ações ordinárias de emissão do IRB Brasil RE diante da “atual conjuntura desfavorável do mercado para a realização da oferta”. A União é sócia majoritária do IRB, com 27,4% de participação, seguida de Banco do Brasil e Bradesco (20,4% cada um), Itaú (15%), e dos fundos de pensão e funcionários.

Em entrevista ao Valor, o CEO José Cardoso falou sobre os números de 2015 e expectativas para este ano. Para 2016, o IRB espera um crescimento menor dos prêmios emitidos, na casa dos 20%, mas promete que sua rentabilidade vai continuar na casa dos 30%. “Vamos crescer menos neste ano pois o apetite no exterior deve ser menor e não vamos ver grandes obras ou projetos de óleo e gás”, disse o executivo. “Mas ainda vemos oportunidades, em especial nos seguros de agronegócios e vida”.

Abaixo release divulgado nesta sexta-feira:

O IRB Brasil RE acaba de divulgar o maior lucro líquido recorrente da sua história. Em meio a um cenário macroeconômico desafiador no ano de 2015, o lucro líquido recorrente da companhia foi de R$ 764 milhões, 97% maior se comprado ao ano anterior, de R$ 388 milhões. O retorno sobre o patrimônio líquido, em bases recorrentes, foi de 29%, praticamente o dobro, quando comparado ao índice de 2014 que foi de 15%.

O volume total de prêmios emitidos pelo IRB Brasil RE no ano de 2015 totalizou R$ 4,3 bilhões, um aumento de 35% em relação a 2014. Desse montante, R$ 3,3 bilhões foram prêmios emitidos no Brasil e R$ 1,0 bilhão no exterior, que ampliou sua participação de 11% dos prêmios emitidos para 24% em 2015. Os prêmios emitidos no Brasil avançaram 15%, com as contribuições positivas dos ramos de Property, Rural e Vida.

No exterior, o crescimento foi de 203% no volume de prêmios emitidos, explicado pela estratégia da Companhia de ampliar sua presença na América Latina e fortalecer sua presença no mercado global, bem como pela variação positiva da moeda estrangeira em relação ao Real.

O ano de 2015 foi encerrado com um crescimento nos prêmios retidos de 38%, se comparado a 2014, totalizando R$ 3,0 bilhões. Consequentemente, os prêmios ganhos seguiram a tendência de crescimento e avançaram 27% sobre 2014, totalizando R$ 3,0 bilhões em 2015.

O resultado de subscrição totalizou a marca de R$ 511 milhões, uma expansão de 21% em relação a 2014. Esse resultado positivo foi decorrente do crescimento no volume de prêmios ganhos, com ampliação das contribuições dos negócios das linhas de Property, Rural e Vida.

O resultado financeiro recorrente foi de R$ 880 milhões, um avanço de 67% sobre 2014, ou cerca de R$ 350 milhões em valores nominais. A carteira de investimentos totalizou no final de 2015 aproximadamente R$ 6,2 bilhões, com um retorno nominal de 16% no ano, ante um CDI de 13% no mesmo período, o que gerou um desempenho equivalente a 120% do CDI.

Essa combinação, do crescimento dos resultados operacional e financeiro, aliados a uma gestão administrativa focada na geração de valor, reforçaram a posição do IRB de líder do mercado de resseguros no Brasil. O lucro líquido alcançado pela companhia representou cerca de 80% do lucro total das resseguradoras locais, no período de janeiro a novembro de ano passado, segundo a SUSEP.

Em meio a esse balanço positivo, ainda foi possível promover uma redução nominal de 3% nas despesas administrava do ressegurador, inferior à inflação registrada no ano de 10%, resultado da reestruturação implementada ao longo do ano e pela busca de maior eficiência e geração de valor para os acionistas.

O IRB Brasil RE encerrou o ano de 2015 com uma participação relevante de 34% no mercado total de resseguros no Brasil, mesmo em meio ao aumento da concorrência e diante de um cenário adverso. Para isso, foram determinantes a ampliação da participação do IRB em contratos de grandes clientes e a disciplina na subscrição de riscos por parte da equipe técnica.

Ontem (18) foi comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que o IRB Brasil Re não daria continuidade ao seu processo de abertura de capital, em função das condições adversas do mercado.

Susep realiza mais duas consultas públicas

Fonte: CNseg

Na pauta, envio de informações do Carta Verde, Carta Azul e RCTR-VI-C e codificação de ramos
Mais duas consultas públicas foram abertas pela Susep nesta quinta-feira para receber propostas do mercado sobre novos regulamentos. Uma minuta de circular engloba regras de envio de informações de convênios estabelecidos com seguradoras estrangeiras, referentes aos seguros Carta Verde, Carta Azul e RCTR-VI-C. Neste caso, os interessados terão de se pronunciar em até 15 dias( (4 de março), enviando mensagem eletrônica dirigida ao endereço cgpro.rj@susep.gov.br ou coset.rj@susep.gov.br, devendo ser utilizado quadro padronizado específico, disponível no site da Susep (www.susep.gov.br).

A outra consulta refere-se à minuta de circular sobre codificação dos ramos de seguro e dispor sobre a classificação das coberturas contidas em planos de seguro, para fins de contabilização. As sugestões devem ser enviadas até o dia 1º de março, também por meio de mensagem eletrônica dirigida ao endereço cgpro.rj@susep.gov.br, devendo ser utilizado quadro padronizado específico, disponível na página da Susep na internet.

Mapfre adquire carteira de dental da Sorriso

A Mapfre adquiriu toda a carteira de clientes da operadora Sorriso, segundo informou o jornal Folha de São Paulo nesta quarta-feira. Não foi revelado o valor da transação, que já foi aprovada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A Sorriso tinha 32 mil segurados, segundo dados de dezembro da ANS. Houve queda do número de vidas em carteira de lá para cá, segundo a Mapfre, que diz ter levado cerca de 25 mil clientes. A compradora tem uma quantidade menor de segurados: 4.235 de assistência médica hospitalar. Ambas têm seus principais mercados no Estado de São Paulo.

Capitalização encerra 2015 com R$ 21,5 bi, queda de 1,6%

RESERVAS DA CAPITALIZAÇÃO CRESCEM 3,7% EM 2015

No período foram distribuídos mais de R$ 1 bilhão em prêmios

Rio, 11/02/2015 – A FenaCap (Federação Nacional de Capitalização) divulgou o balanço das atividades do segmento no ano de 2015. O volume das reservas técnicas, montante relativo aos depósitos efetuados em títulos de capitalização e que retornam aos clientes sob forma de resgates ao fim dos planos, registrou um crescimento de 3,7%, em relação ao ano de 2014, atingindo a marca de R$ 31,058 bilhões.

Os títulos de capitalização da modalidade Incentivo, voltados para pessoas jurídicas, e os títulos para garantia locatícia têm contribuído para a consolidação dos produtos de capitalização como solução de negócios com sorteios – diz Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap. Os títulos da modalidade Incentivo, que já representam 5% no faturamento global do setor, permitem a realização de ações promocionais de vendas ou de fidelização de clientes. “A versatilidade do produto permite sua vinculação a qualquer outro produto de empresas, independentemente de porte ou segmento”, completa Barros. As soluções para garantia locatícia, por sua vez, tiveram um crescimento superior a 6,46% . “O interesse é cada vez maior, pois o produto substitui o fiador nas transações de aluguel residencial e comercial.

Ainda de acordo com o balanço, o setor distribuiu em sorteios um total de R$ R$ 1,061 bilhão aos portadores de títulos em 2015, o equivalente a R$ 4,2 milhões por dia útil em premiações pagas. Outros R$ 17,349 bilhões retornaram à sociedade sob a forma de resgates totais ou parciais.

A instabilidade econômica acabou gerando um novo comportamento nas famílias brasileiras. Agora, o objetivo dos clientes de capitalização é constituir uma reserva financeira para depois utilizar esse montante da melhor forma, assinala o presidente da FenaCap.

Em 2015, a FenaCap em parceria com o Instituto Overview, realizou uma pesquisa qualitativa que mostrou, entre outros resultados, que o principal sonho dos entrevistados, segundo a pesquisa, continua sendo o de comprar a casa própria. A surpresa ficou por conta do segundo lugar na lista dos desejos: o custeio do estudos desbancou a compra do carro, que sempre foi imbatível nessa posição.

O faturamento do setor no ano de 2015 atingiu R$ 21,510 bilhões. “Em função do desempenho da economia no ano de 2015 a receita do segmento ficou dentro do esperado, apresentando um pequeno recuo (-1,65%).

A região Nordeste liderou o ranking de premiações em 2015. Ao todo os clientes contemplados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe dividiram cerca de R$ 125 milhões em prêmios, registrando um crescimento de 20,42% no montante das premiações para a região.

Seminário da APTS discutirá os impactos da crise econômica no seguro D&O

Por Márcia Alves

A crise econômica está provocando o aumento de contratações do seguro de Responsabilidade Civil para executivos, conhecido como seguro D&O (sigla em inglês de Directors and Officers Liability Insurance). “Com a crise, as pessoas se tornam mais sensíveis a riscos, o que reflete no aumento da demanda por este produto”, explica a advogada Thabata Najdek, Underwriter Financial Lines na Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS).

Thabata abordará o assunto durante sua participação no seminário “Crise no seguro de Responsabilidade Civil: os reflexos de casos recentes no país”, que APTS promoverá no dia 24 de fevereiro, das 9h às 12h, no auditório da Funenseg, na Rua São Vicente, nº 181. Na ocasião, ela apresentará o tema “Impactos da crise econômica nos seguros de D&O e E&O”.

A advogada também analisará as consequências dos casos de corrupção no D&O, como o aumento de preços e o maior rigor das seguradoras na aceitação do seguro. Ela reconhece que houve considerável aumento de taxas e de restrições nas coberturas, mas esclarece que essas condições não se aplicam a todas as empresas. “Para as empresas com maior risco de corrupção, obviamente, a cobertura está mais restritiva e, em alguns casos, pode haver dificuldade na contratação. No entanto, para as demais empresas, os prêmios continuam baixos e a oferta de coberturas é bem ampla”, diz.

Programação

Seminário “Crise no seguro de Responsabilidade Civil: os reflexos de casos recentes no país”

Data: 24 de fevereiro de 2016, das 9h às 12h

Realização: APTS

Local: Auditório da Funenseg – Rua São Vicente, 181, São Paulo (SP)

1º Painel

۰“Os atos de corrupção e as consequências no seguro de Responsabilidade Civil”. Apresentação: Sergio Barroso de Mello, presidente do GNT de Responsabilidade Civil e Seguro da Associação Internacional de Direito do Seguro (AIDA) e sócio da Pellon & Associados.

2º Painel

۰ “Impactos da crise econômica nos seguros de D&O e E&O”. Apresentação: Thabata Najdek, Underwriter Financial Lines na Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS).

۰ “Seguro de Responsabilidade Civil dos Estabelecimentos e Profissionais da área de Saúde: A complexidade da comercialização e a preservação dos interesses do consumidor”. Apresentação: Thalita de Fátima Barbato Graciolli, gerente de Sinistros da Zênite Assessoria e Consultoria.

Informações e inscrições: (11) 3227 4217 e 3229 6503 ou pelo e-mail: apts@apts.org.br

Programa Porteiro Amigo do Idoso capacitou mais de mil profissionais em 2015

eugenio velasquesNesta terça-feira, 16 de fevereiro, o Programa Porteiro Amigo do Idoso encerraa atual etapa, iniciada em março de 2015. No total, serão 50 turmase 600 horas de aula, totalizando 1.050 porteiros capacitadosao longo de 11 meses. Iniciativa do Grupo Bradesco Seguros,o programa capacita profissionais de portaria que lidam diariamente com moradores longevos a oferecer soluções e cuidados adequados às suas necessidades. As turmas acontecem no Rio de Janeiro – no bairro do Flamengo – e Santo André, de hoje (16) a quinta (18). Desde que foi lançado, em 2010, em Copacabana, bairro com maior concentração de idosos no país, o programa terá capacitado cerca de 1.700 porteiros.

Os porteiros foram apontados como “o melhor amigo do idoso”, em pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 32 países, com 1.500 pessoas da terceira idade. A metodologia de ensino, desenvolvida pelo Senac RJ, inclui uma vivência para que os alunos aprendam a se colocar no lugar dos idosos. Óculos para dificultar a visão, pesos nos pés e aparelho auricular, entre outros artifícios, são utilizados de forma que os porteiros sintam as limitações da idade e reflitam sobre as dificuldades enfrentadas pelos mais velhos.

Lançado há seis anos em Copacabana, no Rio de Janeiro, e dois anos mais tarde em São Paulo (bairro de Higienópolis), a iniciativa – pioneira e inteiramente gratuita – foi estendida, na fase que se encerra esta semana, a novos bairros do Rio de Janeiro — Botafogo, Flamengo e Tijuca —, outros municípios do estado de São Paulo — Campinas, Ribeirão Preto e Santo André —, e dois novos estados: Minas Gerais e Espírito Santo.

“Com a extensão das aulas para novas cidades do país, o programa Porteiro Amigo do Idoso ganhou ainda mais projeção. Esse investimento faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros com ações que incentivem a conquista da longevidade com qualidade de vida, saúde e bem-estar”, explica Eugênio Velasques.

A iniciativa se destaca em um cenário de envelhecimento acelerado. Segundo o último levantamento divulgado pelo IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/2013), até 2050 a população de idosos no Brasil passará dos atuais 13% para 30%, o mesmo percentual do Japão.

O programa Porteiro Amigo do Idoso foi desenvolvido sob a orientação do médico e pesquisador em saúde pública Alexandre Kalache, conselheiro sênior sobre Envelhecimento Global da Academia de Medicina de Nova York (The New York Academy of Medicine) e ex-coordenador de programas de envelhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), onde idealizou o conceito Cidade Amiga do Idoso. Considerado uma das maiores autoridades internacionais em gerontologia, Kalache é consultor do Grupo Bradesco Seguros para questões relacionadas à longevidade.

Pesquisa realizada pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) com os participantes do curso revelou que 86% tiveram suas expectativas superadas, 92% avaliaram o programa como ótimo e 92% o recomendariam a outros profissionais.

Alagoas receberá seminário “Lei do Desmonte, Acidentologia e Vitimação no Trânsito”

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A série de seminários “Lei do Desmonte, Acidentologia e Vitimação no Trânsito” segue com o seu calendário de apresentações na próxima quinta-feira, dia 18 de fevereiro, às 15h, na cidade de Maceió (AL). Promovido pela Federação Nacional dos Corretores (Fenacor), com o apoio da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e da Escola Nacional de Seguros, o evento que vem percorrendo o país desde agosto do ano passado tem o intuito de divulgar e informar ao poder público e aos cidadãos sobre os impactos positivos da Lei Federal 12.977/14, conhecida como “lei do desmonte”, em vigor desde o dia 20 de maio de 2015. “O combate à criminalidade urbana e ao comércio clandestino de autopeças são alguns dos objetivos desta norma”, comenta o diretor executivo da FenSeg, Neival Freitas.

Além de corretores de seguros, executivos de seguradoras, autoridades do trânsito, do meio ambiente e da segurança pública, o evento também contará com a presença do diretor do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro, Claudio Contador; do integrante da Frente Parlamentar de Redução de Acidentes no Brasil e presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurélio Ramalho; do economista Marcio Norton; e do ex-deputado, autor da lei, e atual presidente da Fenacor, Armando Vergilio. Na ocasião, os participantes debaterão a formulação, estruturação e aplicabilidade da lei, além de questões como os custos para a sociedade. “Vamos trabalhar juntos para que mudanças realmente aconteçam no cotidiano das pessoas”, afirma Armando Vergilio, acrescentando que a venda de peças ilegais é uma realidade do país, que precisa mudar, pois afeta vários setores da sociedade, como a segurança pública e o mercado de seguros.

Para Neival Freitas o combate ao comércio clandestino de peças também irá reduzir o índice de roubos e furtos. “A maior parte dos veículos roubados ou furtados e não recuperados são direcionados para desmanches clandestinos”, afirma o diretor executivo da FenSeg. Dados de 2015 (janeiro a dezembro) compilados pela Secretaria de Segurança Pública dos estados brasileiros apontam que foram roubados ou furtados no país mais de 505 mil veículos, o que representa uma média de 57 veículos roubados a cada hora. Uma das vantagens da Lei será a possibilidade da criação de um mercado formal de comercialização de peças usadas com origem comprovada, para atendimento de um público potencial de mais de 30 milhões de motoristas.

Mas, a Lei Federal 12.977/14 ainda é bem mais abrangente. Segundo Neival Freitas (FenSeg), além de refletir diretamente na questão da criminalidade, trata outros aspectos importantíssimos como o descarte adequado de resíduos sólidos e fluidos dos veículos (em acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS). “O combate eficiente ao desmanche clandestino permitirá uma redução nas fraudes em seguros, realizadas através de falsa comunicação de roubos e furtos com a destinação do veículo àqueles desmanches”, acredita o diretor executivo da FenSeg. Os benefícios também poderão ser sentidos no meio ambiente com a preservação dos solos, principalmente próximos a rios e lençóis freáticos e na saúde. “Acreditamos que também haja uma redução da concentração de veículos em pátios com a mitigação de doenças, principalmente a zika e a dengue”, complementa Neival.

Depois de Maceió (AL), o seminário seguirá para Florianópolis (SC), no dia 1º de março; Teresina (PI), no dia 15 de março; São Luís (MA), no dia 17 de março; Palmas (TO), no dia 29 de março; e Belém (PA), no dia 31 de março.

Serviço: Seminário “Lei do Desmonte, Acidentologia e Vitimação no Trânsito”

Maceió

Data: 18 de fevereiro de 2016 (quinta-feira)

Horário: 15h

Local: Auditório do Detran AL (Avenida Menino Marcelo, 99 – Cidade Universitária)

Inscrição gratuita: http://www.funenseg.org.br/eventos/evento.php?idrc=2398

Seguro de crédito ajuda a minimizar prejuízos gerados pela inadimplência

magno AonRelease

No atual panorama econômico, com crescimento da inflação, aumento nas taxas de juros, disparada do dólar e alta do desemprego, o consumo vem caindo e as empresas têm dificuldade para equilibrar seus caixas, chegando ao ponto de recorrer a medidas extremas para continuar em operação. Segundo levantamento da consultoria e corretora de seguros Aon, isso vem ocorrendo com mais intensidade: de janeiro a outubro, o número de recuperações judiciais subiu cerca de 40% em relação ao mesmo período de 2014. Os números de mercado relativos aos estabelecimentos devedores também chamam atenção, pois atualmente são quatro milhões de empresas inadimplentes, ou seja, quase a metade das que estão em operação no País, que totalizam 7,9 milhões.

Para Magno Guimarães, gerente de produtos financeiros da Aon, esses dados refletem não somente o momento da crise pelo qual passa o país, mas também a falta de preparo das empresas para manter a competitividade e evitar grandes perdas. “É preciso fazer um planejamento de longo prazo e é justamente nesse ponto que entra o seguro, pois além de garantir o recebimento de vendas futuras, ele possibilita às empresas fazer melhor a utilização de seu capital produtivo melhorando a rentabilidade e competitividade no mercado”, recomenda.

Nesse sentido, a principal cobertura é o seguro de crédito, que é elaborado para evitar perdas em todas as faixas de carteira e transferir o risco para o mercado segurador. “Ao garantir o recebimento de vendas futuras, as empresas podem planejar melhor a utilização de seu capital produtivo”, explica Magno. Outros benefícios para as empresas com essa modalidade são o acesso a um capital mais barato, redução de custos de cobrança e com agências de informação e melhora nos índices de balanço, entre outros. “O seguro de crédito é uma ferramenta estratégica importante que resulta em aumento de vendas e na melhoria nas práticas de governança corporativa, duas condições fundamentais para atravessar a crise”, comenta o executivo.

Em função da necessidade de proteção, as empresas acionam mais o seguro: a sinistralidade das apólices para os casos de inadimplência no período de junho de 2014 a junho de 2015 foi de R$ 749,9 milhões, o equivalente a 97% dos prêmios contratados no mesmo período para seguros de crédito e de responsabilidade (R$ 764,3 milhões). O que, no entanto, não tem impactado o setor de seguros de forma negativa. “A expectativa é que, mesmo com o aumento da sinistralidade, o mercado se mantenha estável e aberto para a contratação de novas apólices”, complementa Magno Guimarães.

Zurich divulga lucro menor em 2015 e ações para retomar lucratividade

zurich_Logo_4c [Konvertiert]A Zurich divulgou um lucro líquido de US$ 1,8 bilhão em 2015, praticamente a metade do ganho obtido em 2014, de US$ 3,9 bilhões. No quarto trimestre, a seguradora suíça divulgou prejuízo de US$ 424 milhões, diante de um lucro de US$ 860 milhões do resultado 2014. “Foi um resultado decepcionante, mesmo com todas as ações tomadas”, disse o CEO interino Tom Swaan. O lucro operacional chegou a US$ 2,9 bilhões em 2015, uma queda de 37% de US$ 4,6 bilhões em 2014. Entre as ações para retornar a rentabilidade o grupo informou que vai cortar 8 mil empregos até 2018, deixar de operar em carteiras não rentáveis, melhorar a eficiência de custos e simplificar ainda mais a organização.

O último trimestre de 2015 foi duramente impactado por pedidos de indenizações de US$ 275 milhões com as tempestades Desmond, Eva e Frank no Reino Unido e na Irlanda. Em setembro, a Zurich abandonou sua tentativa de comprar a rival RSA, depois de uma perda no terceiro trimestre US$ 200 milhões, em razão de indenizações estimadas de US$ 275 milhões com a explosão no porto de Tianjin, na China, em agosto. O índice combinado foi de 103,6%. Entre os principais focos de perda de rentabilidade estão a carteira de riscos corporativos da Zurich Global na América do Norte e dos Estados Unidos, com perdas em linhas como responsabilidade civil, construção e automóveis.

Sobre 2016, Swaan foi cauteloso. “Dado os desafios dentro do segmento de seguros gerais, é improvável que o grupo vai atingir o alvo de retorno sobre o patrimônio de 12-14% em 2016. No entanto, Zurich está no caminho certo para alcançar outras metas para 2014 a 2016”, disse. “Nós aceleramos nosso programa de eficiência e agora o objetivo é superar as ações já comunicadas anteriormente o objetivo é reduzir custos em US$ 300 milhões em 2016 e mais de US$ 1 bilhão até o final de 2018. Essa economia será alcançada através de novas tecnologias, processos enxutos e saída de ramos não rentáveis. Isto significa uma redução de 8 mil empregos nos próximos três anos.” Ele também ressaltou que o grupo tem a melhor equipe e que será reforçada com a chegada de Mario Greco, que irá liderar os preparativos para o novo ciclo estratégico”, acrescentou.