Mercado segurador brasileiro deverá crescer entre 9% e 10% em 2016, diz presidente da CNseg

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O presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araújo Coriolano, disse ontem, quinta-feira, durante evento promovido pelo Sindicato das Seguradoras no Rio Grande do Sul, que, nos próximos anos, o setor de seguros deverá trabalhar com cinco requisitos para uma nova jornada: a estabilidade regulatória, a regulação contra cíclica, a redução dos custos de observância, a ampliação dos canais de acesso ao consumidor e o aperfeiçoamento da comunicação com foco na educação em seguros. Para 2016, segundo ele, diante do atual cenário conjuntural do país, a projeção é de que o mercado cresça entre 9% e 10% em relação ao ano passado.

Marcio Coriolano destacou que os desafios para os próximos anos têm muito a ver com regulação que pesa sobre o setor, e que conduzirá as propostas de atuação da CNseg para apoiar o mercado diante da atual conjuntura do país. “É um setor estritamente regulado, mas não podemos confundir regulação com aprisionamento. É chegada a hora de o Governo fazer despertar o instinto animal do empreendedor.” Com relação à estabilidade regulatória, Marcio Coriolano enfatizou que o Brasil está convergindo, efetivamente, para padrões internacionais de solvência e contabilidade. Mas, a seu ver, aproximar-se de regras internacionais agora implica em uma pressão relevante sobre capital e patrimônio exatamente em período de ciclo baixo. “Precisamos mesmo caminhar em ritmo acelerado em nossas empresas com um cenário desses e um mercado solvente que nós temos?”, questionou.

“A decisão das pessoas de poupar, de proteger o seu patrimônio, a sua família, a sua saúde, se faz com certo atraso depois destas conquistas terem sido alcançadas”, explicou, salientando que o mercado segurador brasileiro sempre respondeu ao ciclo da economia de forma atrasada. Tanto é verdade, segundo ele, que, mesmo em 2012, quando o Brasil apresentou queda do PIB expressiva, o mercado segurador continuou crescendo. “Agora, está acontecendo justamente o contrário. O Brasil conseguiu resistir em 2014, mas, já no final de 2015 se notou um esgotamento dos fundamentos econômicos, nos atingindo duramente.” O executivo lembrou ainda que o mercado segurador evoluiu muito ao longo dos últimos anos, na esteira do ciclo inédito de prosperidade pelo qual passou o país.

A respeito da ampliação dos canais de acesso aos produtos, o presidente da CNseg frisou que a legislação e a regulação atual engessam a oferta por meios remotos. Nesse sentido, chamou a atenção para o fato de que, quando se defende meios digitais, não se quer dizer afastar, de forma alguma, o corretor de seguros. “É exatamente nesse momento de fragilidade do consumidor, por ele estar com renda menor e ter que exercer escolha difícil com recursos limitados, que a presença do corretor torna-se cada vez mais importante.” Esclareceu o executivo, completando que, a seu ver, uma sociedade que atingiu um grau de maturidade de desenvolvimento em comunicação não pode mais ficar só se comunicando por papel.

Susep será a anfitriã da XXVII Assembleia da Associação de Supervisores de Seguros da América Latina

roberto pwcA Superintendência de Seguros Privados (Susep) está organizando, e será a anfitriã, da XXVII Assembleia da Associação de Supervisores de Seguros da América Latina (Assal), que será realizada entre os dias 18 e 21 de abril, no Rio de Janeiro. “Esse evento representa uma reafirmação da estratégia de internacionalização da Susep, defendida como um dos quatro pilares de minha gestão”, afirma o superintendente Roberto Westenberger.

Fundada em 1991, a Assal é formada por 19 países latino-americanos e tem Portugal e Espanha como membros convidados (sem direito a voto). Com sede no Chile, a Associação tem, entre seus objetivos, trocar informações sobre legislação dos mercados, métodos de controle e fiscalização, promoção de cooperação entre seus associados e incentivo à educação financeira.

Em abril de 2015, a Susep foi eleita para a Diretoria da Assal com apoio dos principais países da região. “O Brasil, como maior mercado de seguros da América Latina e com as boas relações que mantém com todos no Continente, ficou bastante honrado com essa participação”, afirma Westenberger. A Susep, de acordo com o superintendente, vem buscando uma maior participação internacional e, consequentemente, vem se aproximando das entidades internacionais que congregam os órgãos supervisores de vários países.

O processo de internacionalização da Susep, afirma Roberto Westenberger, pretende se estender a outros continentes. “A Susep começa a caminhar de forma decisiva no sentido de participar mais dos fóruns internacionais de seguros e ampliar a colaboração com os órgãos supervisores de outros países. Seguindo nessa linha, lembra Roberto, a Superintendência passou a integrar, em setembro de 2015, dois dos principais comitês da Associação Mundial dos Supervisores de Seguros (IAIS), Comitê Técnico e de Implementação.

A abertura da XXVII Reunião da ASSAL será conduzida por Roberto Westenberger. Estão convidados para o evento o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e com presenças já confirmadas do presidente da ASSAL, Carlos Pavez, e do representante da IAIS, Conor Donaldson.

BB Mapfre patrocina mostra sobre o Pós-Impressionismo mudará, com 75 obras inéditas

marcos ferreiraPara comemorar seus cinco anos de operação, o grupo BB Mapfre traz ao país a exposição de um dos maiores museus da Europa, o D´Orsay, dando continuidade à mostra sobre o impressionismo: “O triunfo da cor. O Pós-Impressionismo: obras-primas do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie”. “Apoiar eventos culturais faz parte do nosso posicionamento que busca fomentar a educação, a cultura e o desenvolvimento do país a partir da realização de grandes manifestações artísticas, capazes de beneficiar um número cada vez maior de pessoas”, afirma Marcos Ferreira, presidente do grupo nas áreas de Auto, Seguros Gerais e Affinities.

“Para nós é um grande orgulho viabilizar a vinda ao Brasil de exposições que são sucesso de crítica e público. Isso evidencia a relevância da arte na vida das pessoas e também a importância do seguro, uma vez que o transporte de obras de arte de valor monetário inestimável só é possível por meio dele”, destaca Roberto Barroso, presidente nas áreas de Vida, Habitacional e Rural.

Com curadoria de Pablo Jiménez Burillo, diretor geral de Cultura da Fundación Mapfre; de Guy Cogeval, presidente do Musée d’Orsay; e de Isabelle Cahn, curadora do Musée d’Orsay, a mostra reunirá 75 obras inéditas no Brasil de artistas como Van Gogh, Matisse, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Seurat, entre outros. As telas sairão das paredes das salas do Museu d’Orsay e do Musée de l’Orangerie, na França, e viajarão ao Brasil, primeiramente, rumo a São Paulo.

Considerado o período de transição entre o Impressionismo e o expressionismo, o Pós-Impressionismo conecta-se ao trabalho de pintores que, entre 1880 e 1890, exploram as possibilidades abertas pelo impressionismo, em direções muito variadas.

A mostra ficará em cartaz entre 04 de maio e 07 de julho, no Centro Cultural Banco do Brasil (CBBB-SP). Depois, seguirá para o Rio de Janeiro, onde ficará aberta ao público de 20 de julho a 17 de outubro no CCBB-RJ, durante o período dos Jogos Olímpicos. Em ambos os locais, a entrada é gratuita.

Desde a sua formação, o grupo tem viabilizado a realização de iniciativas culturais, sucessos de público e crítica, como as exposições sobre os Mestres do Renascimento (2013), com mais de 400 mil visitantes; sobre o pintor catalão Salvador Dalí (2014), que atraiu 1,4 milhão de pessoas; e sobre Pablo Picasso e a Modernidade Espanhola (2015), que reuniu um público superior a 800 mil visitantes.

Serviço

O Triunfo da Cor. O Pós-Impressionismo: Obras-primas do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie

Entre 4 de maio e 07 de julho no CCBB- SP (Rua Álvares Penteado, 112 – Centro)

Entre 20 de julho a 17 de outubro no CCBB-RJ (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)

De quarta a segunda, das 9h às 21h

Entrada gratuita com reserva pelo Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br)

Lucro da Generali avança 21%, para 2 bilhões de euros

A seguradora italiana Generali anunciou hoje lucro líquido de 2 bilhões de euros, avanço de 21,6%. Os prêmios brutos avançaram 4,6%, para 74 bilhões de euros, com grande participação do bom desempenho das vendas de seguros de vida. A Generali anunciou o francés Philippe Donnet para substituir Mario Greco, que deixou o grupo para retornar para a Zurich Insurance.

Assimetrias regulatórias e hub de resseguro voltam ao debate

Fonte: CNseg

O 2º Seminário Anglo-Brasileiro de Seguros e Resseguros, realizado nesta quarta-feira, em São Paulo, reuniu algo entre 150 e 200 participantes. Promovido pelo UK Trade& Investiment, da British General Consulate, a ideia foi avaliar as perspectivas dos mercados de seguros e resseguros brasileiros e discutir aspectos do marco regulatório do País e as principais características do mercado de Londres. Luciana Dall’Agnol, da Superintendência de Acompanhamento Técnico da CNseg, representou a entidade no encontro.

O diretor de Autorizações da Susep, Flávio Girão Guimarães, participou da solenidade de abertura do encontro. Ele afirmou que o foco da autarquia, além de zelar pela solvência do mercado, é patrocinar o desenvolvimento do mercado e focar na desburocratização do setor.

Na sequência, Dave Matcham, chief executive da International Underwriting Association de Londres, afirmou que o mercado de Londres é extremamente capacitado e possui expertise técnica. Mas reconheceu que Londres ainda carece de maior agilidade e precisa se tornar menos complexo. Segundo ele, o London Market Group vem trabalhando fortemente para tornar o mercado londrino mais competitivo, oferecendo produtos que atendam às necessidades dos clientes.

Há a percepção, segundo Matcham, de que o mercado brasileiro possui a capacidade e expertise para suprir a demanda local. Contudo, a ideia é estreitar o relacionamento dos mercados brasileiro e londrino, por meio de parcerias que venham a fomentar negócios e a criar produtos específicos que se enquadrem às necessidades brasileiras.

Em Londres, a negociação presencial (face to face negotiation) está sendo substituída por processos de subscrições eletrônicas, suportados por solução tecnológica customizada para esse fim, adiantou.
Já Margo Black, presidente da Swiss Re Brasil Resseguros SA, afirmou que, apesar da má fase política pela qual o País passa atualmente, seu potencial de influência no mercado latino-americano não pode ser ignorado. O Brasil ainda conta com baixa penetração de seguros, e consequentemente resseguros, representando um cenário de oportunidade para aqueles que pretendam investir no País. Hoje, o Brasil é responsável por 48% dos prêmios de seguro e por 19% dos prêmios de resseguro do mercado latino-americano. Em termos de crescimento econômico, prêmio e cessão de resseguro, os resultados brasileiros influenciam fortemente o restante do mercado latino-americano.

O desafio, segundo Black, é tornar os produtos de seguro e resseguro mais acessíveis à população que tanto carece de proteção. Neste sentido, empresas internacionais, a exemplo da Swiss Re, podem trazer ao país soluções e produtos inovadores, mão de obra especializada, treinamentos técnicos, tecnologia e conhecimento. Em sua opinião, o Brasil, que possui excelente localização geográfica, poderia se tornar um importante hub de resseguro, se mudasse sua carga tributária.

A pauta temática tratou sobre as regras de cessão de resseguro e cessão intragrupo. Foi oferecido relato sobre o processo de abertura do mercado de resseguro brasileiro, a partir da publicação da Lei Complementar 126, cabendo a Flávio Girão explicar a diferença entre a oferta preferencial de resseguro e a contratação obrigatória.

O painel abordou a diferença regulatória entre os mercados brasileiro e inglês, detalhando também as mudanças iniciadas em 2015, no Brasil, estabelecendo diminuição gradual dos percentuais de oferta obrigatória aos resseguradores locais e o aumento gradual dos percentuais de cessão entre empresas do mesmo conglomerado, conhecida como cessão intragrupo.

No mercado inglês, não há interferência do órgão regulador na definição dos clausulados de seguro padronizados, lembraram os especialistas. Já no caso brasileiro, segundo Girão, a Susep atuará na definição das condições gerais dos produtos até que o mercado atinja a maturidade necessária. A ideia é que a Susep venha a desenvolver condições gerais padronizadas para outros ramos que não contam com tal prerrogativa atualmente.

Margo Black informou que este assunto foi pauta de discussão da Comissão Consultiva de Resseguros do CNSP, comissão formada por integrantes do mercado segurador, ressegurador e representantes do governo, ocasião em que o mercado demonstrou preocupação em relação à morosidade no processo de aprovação de novos produtos pela Susep.

A autarquia, por sua vez, vem trabalhando para diferenciar aqueles riscos massificados, em que existe a hipossuficiência de uma das partes, daqueles riscos especializados, de grande porte, em que a relação é business to business.

Dave Matcham comentou os possíveis impactos da saída da Inglaterra da União Europeia, prevista para ser votada em plebiscito em junho de 2016, para o mercado mundial de seguros e resseguro. Segundo ele, esse assunto está nas principais manchetes dos jornais de Londres, e importantes instituições, a exemplo do Lloyds, vêm trabalhando fortemente para manutenção da Inglaterra na União Europeia. Especula-se que levaria anos para a adequação dos contratos de seguros e resseguro, caso o país se desligasse da UE.

Saiba o que muda no seguro viagem a partir do dia 23 de março

A partir do dia 23 de março, começam a valer oficialmente as novas regras do seguro viagem propostas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e já aprovadas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). Com as mudanças da Resolução 315, as despesas médicas, hospitalares e odontológicas passam a integrar a lista de coberturas obrigatórias que deverão ser oferecidas aos consumidores na contratação do seguro viagem para o exterior. Nas viagens nacionais, essa cobertura será opcional. Além disso, nos casos de viagens para fora do País, o seguro deverá cobrir também a volta do consumidor em caso de impedimento de retorno como passageiro regular; traslado médico e traslado de corpo. Antes, o seguro viagem tinha apenas duas coberturas obrigatórias: para os casos de morte e invalidez permanente.

minuto8665-manesbVeja o que Manes Erlichman, sócio-diretor da Minuto Seguros, tem a dizer sobre o assunto.

O mercado já está preparado para atender essa demanda?

É esperado que sim. A Resolução 315, que trouxe as novas regras para o seguro viagem, deveria ter entrado em vigor no início de outubro de 2015, mas foi adiada em 180 dias a pedido das seguradoras, justamente para que o mercado se preparasse para oferecer o produto adequado. Vale ressaltar que algumas companhias já estavam prontas desde a divulgação da resolução.

Os preços das apólices de seguro viagem vão aumentar com essas mudanças?

Com a adequação às regras, ampliação do produto e novas coberturas é provável que o seguro sofra alterações de preço, mas isso dependerá de cada seguradora e da forma como cada uma montará seus produtos. A questão da concorrência deve ser levada em consideração. Como algumas companhias já adequaram seus planos à nova regulamentação, essas não devem mexer nos seus preços.

O que muda para o consumidor?

O consumidor sai ganhando com as novas regras. Anteriormente, os planos eram comercializados sob a forma de “assistência” e não havia obrigatoriedade de coberturas mínimas. A partir de agora, os planos são comercializados como seguros, sob a fiscalização da Susep e com coberturas obrigatórias, como a de despesas médicas, hospitalares e odontológicas e traslado médico no local. Além disso, todas as companhias deverão oferecer atendimento em português, independente do local da viagem.

ARTIGO: Riscos no ambiente de negócios

alfredo chaiaPor Alfredo Chaia, diretor da AIG Consultoria Brasil

O ambiente de negócios no Brasil se sofisticou nas ultimas décadas, e hoje existem diversas naturezas de risco, assim como as suas fontes. Resumidamente, temos aqueles associados ao tipo de instalação (construção e manutenção), aos riscos intrínsecos aos processos, da natureza e do ambiente político-regulatório. Talvez essa oportunidade sirva para chamar atenção à algumas exposições pouco discutidas até então.

Os Riscos da Natureza podem expor a organização a desastres como tempestades e tornados. Essa exposição depende tipicamente da região geográfica onde a empresa está instalada, mas pode também ter que considerar exposições relativas à localidade de seus fornecedores, como terremotos e tsunamis, por exemplo. Comumente olhamos para casos fora do Brasil, e um exemplo é o “Silicon Sea Belt”, onde está 50% da produção de semicondutores do mundo, localizado nos limites de Japão, Singapura, China, Taiwan e Coréia do Sul. Essa região é altamente exposta a catástrofes naturais.

Entretanto, a região sul do Brasil tem sofrido cada vez mais com as intempéries e forças da natureza: ventos, chuvas intensas e consequente alagamento tem resultado em mortes, perdas de histórias de vida, e grandes prejuízos materiais para empresas e economias locais.

Lembremos agora que a inserção do Brasil no mercado globalizado nos expõem à mudanças originadas em outros países. Assim, outra exposição relevante refere-se aos Riscos Políticos e Regulatórios, que incluem qualquer mudança inesperada nas leis e regulamentos do país, ou muitas vezes regras que afetam o comércio internacional. Eles são registrados, por exemplo, em violações de contratos de empresas sem ação legal, mudanças em leis ambientais ou trabalhistas. Em alguns casos, guerras e conflitos são fatores preponderantes.

Há também os chamados Riscos Competitivos e Estratégicos. Alguns deles produzem impactos negativos partir de ações de concorrentes ou de mudanças ambientais e tecnológicas, ou até pela desvalorização não prevista da moeda, e resultam em redução das operações ou competitividade da companhia.

O ENTENDIMENTO DESSES RISCOS

Simplificadamente, o Plano de Gestão de Riscos trabalha fundamentalmente em três pilares: Prevenção, Contenção e Remediação das Consequências. No meu entendimento, o trinômio básico de “Análise, Diagnóstico e Solução” se aplica bem para resumir a abordagem básica para o entendimento dos riscos, e encaminhamento de medidas que contribuam para reduzir o impacto na operação.

O entendimento da exposição aos riscos, o potencial de produzir perdas de vidas e danos patrimoniais e ambientais, chegando a um conjunto de medidas que reduzem a possibilidade da ocorrência, ou o potencial impacto desse imprevisto. Como, por exemplo, identificar fontes de matérias-primas e componentes, conhecer o fluxo de trabalho de outras unidades da instituição, desenvolver um fluxograma de produção de rastreamento da matéria-prima até o produto final, identificar fontes alternativas, além de diagnosticar equipamentos críticos que não podem ser facilmente reproduzidos.

Em muitos casos, é necessário gerenciar uma situação específica e individual, com o objetivo de identificar um potencial risco independente. Da etapa anterior, partimos para a implantação das proteções que vão contribuir para evitar, ou ainda reduzir a probabilidade ou severidade de uma ocorrência.

De outro lado, nos preparamos para enfrentar situações adversas, e para isso avançamos para a criação de uma “estratégia de resiliência”, que nada mais é que um plano de respostas à emergência. Esse é o principal conjunto de medidas para mitigar os impactos, e que atua de maneira decisiva para a recuperação de uma empresa.

OS PONTOS-CHAVE

O desenvolvimento de políticas para gerenciamento e mitigação de riscos considera algumas etapas básicas. Eu destacaria as seguintes:

• Quebra da auto-confiança exagerada, ou seja, é fundamental compreender que o impacto de um incidente afeta estruturas de diferentes tamanhos e setores. Estas perdas que não podem ser subestimadas.

• Identificação dos riscos associados, sendo parte importante do trabalho de um gestor de risco, uma vez que é preciso entender os impactos dependentes (dentro do mesmo grupo econômico) e interdependentes (que envolvem outros parceiros).

• Criação de uma estratégia de resiliência para enfrentar as rupturas do processo, que mencionamos anteriormente.

Citando apenas alguns exemplos atuais, temos observado debates sobre riscos cibernéticos, fusões & aquisições, interdependência de plantas, seguro ambiental, operador portuário, transporte internacional e nacional de carga, entre outros. Entendemos que cada setor ou atividade apresenta nuances e complexidades quando falamos em riscos, mas em todos a conclusão é a mesmas, que a cultura de implementação de Planos de Gestão de Riscos e Contingência ainda tem espaço para crescer no Brasil.

A PARTICIPAÇÃO DO CORRETOR DE SEGUROS

Os corretores exercem papel fundamental no mercado segurador brasileiro, sobretudo nos processos que vão além da comercialização dos produtos. Em alguns seguimentos do mercado, o corretor de seguro pode potencialmente cumprir o papel de gerente de riscos do cliente. Nesse contexto, a AIG vem trabalhando o relacionamento com os corretores, e o resultado tem sido muito positivo e prospero. Queremos que o corretor enxergue a AIG como uma seguradora parceira, inovadora e ágil.

Em especial no Estado do Rio Grande do Sul, essa relação foi facilitada pela existência de uma forte cultura do corretor e do consumidor local em avaliar com critério sua exposição e estar aberto a produtos diferenciados. Em função do perfil inovador e proativo da AIG, a receptividade que tivemos aqui foi muito alentadora, o que vem se refletindo na crescente penetração da Companhia em território gaúcho. Tanto assim, que estabelecemos filiais em Porto Alegre e Curitiba, além de outros importantes mercados no Brasil.

Nota de Falecimento de José Arnaldo Rossi

arnaldo_rossi_pqFonte: CNseg

Faleceu na manhã desta quarta-feira, dia 16, José Arnaldo Rossi, assessor da presidência da CNseg e presidente do Conselho de Política Social e Trabalhista do Sistema FIRJAN.
Formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Arnaldo Rossi foi, ao longo da carreira, presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da DATAPREV, além de presidente executivo do BANERJ Seguros, vice-presidente corporativo do Banco BANERJ e membro do Conselho de Administração do IETS. De 1971 a 1982, trabalhou também na Cia Atlântica Boavista de Seguros.
Em 1997, recebeu a “Medalha do Mérito Industrial” do Rio de Janeiro, conferida a personalidades que se destacam pelo empreendedorismo e por ações em prol do desenvolvimento industrial.
O velório será às 14h30 na capela 7 do Memorial do Carmo, na Rua Monsenhor Manuel Gomes, 287, Caju, no Rio de Janeiro. A cerimônia de cremação será às 15 horas.

Estudo “World Insurance Report 2016” afirma que seguradoras precisam compreender melhor a geração Y

content_idO consultor Francisco Galiza destaca que a empresa de consultoria Capgemini divulgou o estudo “World Insurance Report 2016”, a partir de uma pesquisa com 15,5 mil consumidores em 30 países. Duas conclusões se destacam:

· Embora tenha havido, de um modo geral, uma aumento de satisfação do cliente com o setor de seguros, a geração Y (hoje, pessoas na faixa de 30 a 40 anos) é a que tem a avaliação mais baixa. Segundo o texto, o segmento de seguros precisa compreender mais essa geração que, entre outros fatores, deseja interagir duas vezes mais com o setor, utilizando, por exemplo, novos canais de comunicação e mídias sociais.

· As novas tecnologias aplicadas às coisas (denominadas IoT, “internet of things”) irão crescer cada vez mais, conectando entre si aparelhos e objetos do dia a dia, e prometem modificar em muito o setor de seguros. Isso levará a um aumento de transparência em todos os processos e negócios.

Mais no link – https://www.worldinsurancereport.com/

Senacon e Susep assinam Termo de Cooperação para o compartilhamento de dados sobre o mercado segurador

cnseg logoA Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep) assinaram, nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, o Termo de Cooperação que permitirá o compartilhamento de dados do Sistema Nacional de Informações do Consumidor (Sindec) e o fortalecimento do intercâmbio de informações entre as entidades. O convênio foi firmado durante o evento em celebração ao Dia Internacional do Consumidor e ao Dia do Ouvidor promovido pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

A Secretária Nacional do Consumidor, Juliana Pereira da Silva, destacou que a assinatura do Termo de Cooperação entre a entidade e a Susep visa ampliar o diálogo permanente entre os órgãos. “Ninguém faz nada sozinho. É necessário dialogar com o regulador, respeitando o papel de cada um. É um trabalho de sinergia”, observou, enquanto o titular da Susep, Roberto Westenberger, reforçou o novo conceito smart regulation. “O seguro, de uma maneira geral, deve ser trabalhado na base da confiança. Vamos assinar esse convênio para que possamos, dentro desse conceito que eu chamo de supervisão inteligente ou smart regulation, fazer o uso intensivo da informação. Não há situação mais oportuna para divulgarmos essa ação”, declarou, acrescentando ainda que esta inciativa permitirá que os setores de inteligência de análise de informações usem esses dados em favor da sociedade. “A Susep serve à sociedade”, enfatizou.

Na abertura do evento, o presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araújo Coriolano, reforçou o compromisso do setor em expandir a confiança entre os seus consumidores e impulsionar a educação em seguros. “O nosso país passou por um grande processo de ascensão social na última década o que resultou no empoderamento do consumidor e elevou o patamar da política de proteção e defesa do consumidor”, frisou, salientando que, hoje, o Brasil passa por um momento de revisão de expectativas e que as empresas que não souberem reconhecer as reais demandas do consumidor perderão cada vez mais espaço. “Precisamos dar um salto adiante, transformando a educação financeira na educação em seguros”, concluiu.

Em relação aos desafios para a construção de uma nova agenda no relacionamento com consumidores, a vice-presidente da CNseg e presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes, reforçou o objetivo do setor de seguros em prestar sempre um bom serviço. “Acreditamos no diálogo, pois este é um setor que trabalha com a boa fé, que deseja bons resultados na relação com o consumidor”, afirmou, destacando que a Saúde Suplementar, por exemplo, é um setor delicado, mas vem registrando dados positivos em termos de resolução das demandas dos consumidores. “Houve uma queda no número de reclamações recebidas pela ANS, enquanto o índice de resolutividade é cada vez maior”, pontuou.

Durante a programação, o diretor de Pesquisas e Projetos do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e ex-diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), Ricardo Morishita Wada, exemplificou a utilização do aplicativo de interação social WhatsApp como o modelo que os novos tempos apresentam em atendimento às expectativas dos consumidores. “O WhatsApp tem cerca de 800 milhões de usuários no mundo, dos quais grande parte está em países como Brasil, Índia e México. Não há publicidade, é de fácil acesso e coloca o consumidor em primeiro lugar”, elencou, destacando os fatores que fazem do aplicativo um grande sucesso.

Destaques das ouvidorias do mercado segurador

O presidente da Comissão de Ouvidoria da CNseg e ouvidor da Seguros Unimed, Silas Rivelle Junior, falou sobre a importância do trabalho de parceria realizado pelas ouvidorias e abordou as principais ações realizadas pela Comissão de Ouvidoria da CNseg, em 2015, como a Carta de Compromisso dos Ouvidores de Seguros. “No ano passado, as ouvidorias do mercado segurador receberam um total de 68.933 demandas de consumidores, 10% de aumento em relação a 2014, o que representa que o consumidor de seguros está procurando cada vez mais as empresas em vez de ir diretamente aos órgãos reguladores ou de proteção e defesa do consumidor”, avaliou.

Estudo

A agenda internacional do evento ficou a cargo do pesquisador chileno, Hernán Poblete Miranda, que apresentou os resultados da pesquisa LIMRA-FIDES sobre a situação da indústria seguradora latino-americana em relação às novas diretrizes das Nações Unidas para o direito e proteção do consumidor acerca de serviços financeiros. Mais de 200 executivos de 129 companhias da indústria seguradora mundial participaram do estudo. Um em cada três entrevistados citou os fatores ‘regulação’ e ‘distribuição’ como os principais desafios para a sua gestão. “O futuro das relações de consumo é promissor, mas o momento é de ajustes” observou Miranda, que vem estudando, há mais de 15 anos, ferramentas desenvolvidas para a distribuição de seguros e para a comunicação destes produtos no mercado latino-americano.