A SulAmérica Previdência lançou dois novos fundos de investimento que complementam seu portfólio e trazem a oportunidade de diversificação para clientes de variados perfis. A novidade marca o início da parceria com a Brasil Plural, grupo financeiro com forte presença no mercado de capitais.
Os fundos estão disponíveis nos três planos de previdência da SulAmérica: SulAmérica Prestige (fundo SulAmérica Brasil Plural FIC Renda Fixa), SulAmérica Previdência e SulAmérica Educaprevi (fundo Sul América Brasil Plural FIC Renda Fixa II), tanto para VGBL como PGBL. A estratégia de investimento de ambos busca rentabilidade superior à do CDI e prevê alocação em títulos públicos federais e de crédito privado como CDBs, letras financeiras, debêntures, notas promissórias, DPGEs e FIDCs.
Veja as aplicações mínimas e taxas de administração:
Com estes lançamentos, a SulAmérica Previdência passa a oferecer também fundos de investimento com gestão terceirizada, disponibilizando aos clientes ainda mais opções.
“Esta parceria permite que clientes e corretores da SulAmérica se beneficiem da sinergia entre a seguradora, com sua gestão ativa e portfólio diversificado, e a gestora, altamente especializada em seu setor de atuação”, destaca o vice-presidente da SulAmérica Investimentos, Vida e Previdência, Marcelo Mello.
Os novos fundos contam com o alto nível de gestão de risco e compliance da SulAmérica e a expertise da Brasil Plural. A parceria ocorre após um minucioso processo de avaliação e seleção que considerou transparência, histórico e excelência entre seus critérios.
Os Jogos Olímpicos Rio 2016 serão o maior evento do planeta este ano, contando com 10.500 atletas de 206 países, envolvidos em 42 campeonatos e uma audiência global de 5 bilhões de pessoas.
E para saber mais detalhes sobre o evento, sua organização e os riscos envolvidos, os participantes do 5º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro encheram o auditório no segundo e último dia do evento, em Copacabana, para ouvirem o especialista em Segurança e Risco do Comitê Olímpico, Roberval Ferreira França e a presidente da Swiss Re Brasil, Margo Black, mediados nos debates por Saint’Clair Pereira Lima, da Bradesco Auto Re.
O primeiro a tomar a palavra foi Roberval Ferreira, que está diretamente envolvido na avaliação dos riscos contra atentados terroristas, uma das maiores preocupações da comunidade internacional com o evento, principalmente após os atentados na França e Bélgica. E, além desse, são muitos os riscos em potencial que preocupam a área de segurança, como, entre outros, epidemias, catástrofes naturais e manifestações sociais violentas. Em relação a esse último, o especialista em segurança afirmou já terem sido mapeados mais de 80 grupos potencialmente perigosos e disposto a ir às ruas, como ocorreu na época da Copa das Confederações. Já para evitar atentados com artefatos nucleares, todas as instalações olímpicas receberão detectores de radiação.
O especialista em Segurança e Risco do Comitê Olímpico, Roberval Ferreira França, o mediador Saint’Clair Pereira Lima, da Bradesco Auto Re e a presidente da Swiss Re Brasil, Margo Black.
Para dar conta dessa grande missão, foi criado um modelo operacional de segurança integrada, que contará com a participação de diversas entidades, tais como as polícias Militar, Federal, Rodoviária e Civil, a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, entre outros.
A presidente da Swiss Re Brasil, em sua apresentação, falou sobre a principal apólice contratada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para o evento, de 400 milhões de dólares de exposição ao risco e uma soma segurada de dois bilhões de dólares, sendo de 900 milhões para primeiro risco.
Essa apólice, contratada junto à Swiss Re e Munich Re, visa cobrir os custos da transmissão do evento em caso de cancelamento dos jogos, considerando quatro diferentes riscos. O primeiro, o risco de atentado terrorista, que se ocorresse, por exemplo, no evento de abertura – que deve contar com cerca de 110 chefes de estado e governo – poderia levar ao cancelamento dos jogos.
O segundo risco é o de catástrofes naturais, apesar de ser pouco provável a ocorrência de um evento de magnitude tal que pudesse levar ao cancelamento. O terceiro é o risco de pandemia, sendo a da Zika a mais preocupante, apesar de também não ser encarado como muito provável. E o quarto é o de manifestações violentas, também pouco prováveis em um nível que levasse ao cancelamento.
Apesar de todos esses riscos e desafios, os palestrantes se mostraram muito empolgados com o evento e a esperança de Roberval é que o Brasil saia-se muito bem, entrando em um círculo virtuoso de expansão, à semelhança do que ocorreu em Barcelona depois de sediar os Jogos Olímpicos de 1992. Vamos torcer!
O panorama atual do resseguro no Brasil foi o tema do ultimo painel do primeiro dia do 5o. Encontro de Resseguros, realizado entre 5 e 6 de abril, no Rio de Janeiro. Segundo os cinco participantes do painel, trata-se de um segmento com muitas frentes para desenvolvimento de negócios, seja trazendo ao Brasil produtos já consolidados em mercados maduros, como terrorismo, agronegócio, cyber risk, paramétricos e riscos ambientais, como também em abrir novas frentes para possibilitar o ingresso das seguradoras em nichos como saúde, vida, longevidade, com produtos e serviços inovadores que consideram o uso do Big Data para ofertas virtuais e pontuais, ainda sem base estatística que permita a precificação atuarial.
O panorama atual para as resseguradoras no Brasil é de crescimento das vendas, porém os resultados ainda estão bem aquém do que se esperava após cinco anos da abertura. De acordo com estudo da resseguradora local Terra Brasis, o volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 10,1 bilhões em 2015, aumento de 12,1% em relação aos R$ 9 bilhões apresentados em 2014. Deste volume cedido, R$ 6,1 bilhões foram colocados nas resseguradoras locais (crescimento de 20,1% em relação a 2014) e R$ 4 bilhões colocados nas resseguradoras Offshore (queda de 4,8% ante 2014).
Segundo apresentação de Paulo Botti, CEO da Terra Brasis, o resseguro aceito pelas resseguradoras locais relacionado a riscos do exterior teve um crescimento perto de 160%, passando de R$ 450,8 milhões em 2014 para R$ 1,16 bilhão em 2015, volume expressivo, equivalente a 16 % do total do resseguro aceito pelas resseguradoras locais. Já a sinistralidade das resseguradoras locais passou de 78% em 2014 para 98% em 2015. O ponto fora da curva foi o IRB Brasil Re, com sinistralidade de 61%. Já as outras locais apresentaram um indicador de 142%, desempenho influenciado por alguns sinistros de grandes proporções, ocorridos no quarto trimestre de 2015. O índice combinado, que mede a eficiencia operacional da operação, passou de 92% em 2014 para 113% em 2015, sendo 73% para o IRB e 160% para o conjunto das outras locais.
O retorno sobre o capital do conjunto de resseguradoras locais foi de 15,2% (24,9% para o IRB e 5,7% para o conjunto das demais locais), sendo que em 2014, o ROE foi de 12,6% (21,4% para o IRB e 3,2% para as demais resseguradoras locais). O resultado positivo na última linha, apesar da grande deterioração dos índices técnicos brutos, com exceção do IRB, foi influenciado pelos resultados positivos obtidos nas operações de retrocessão e pelos resultados de investimento apresentado pelas resseguradoras locais ao longo de 2015.
“Com o nível tributário que temos, o resultado das resseguradoras está prejudicado. Tirando o IRB, o resultado das locais piorou e a sinistralidade está elevada. Com a estabilização regulatória que podemos ter daqui para frente, e resultado positivos em volume e ruim em termos de resultado, temos de começar a trabalhar. A questão é como crescer, como ter um mercado mais maduro, como trazer os segmentos de vida, previdência e saúde para o resseguro, visto que hoje é praticamente zero no portfolio do ressegurador. Também temos o desafio de mudar a cultura de responsabilidade civil do automóvel, que mundialmente é responsável por 25% e aqui no Brasil é nula em nossos contratos”, comentou Botti, entre uma grande listas de prioridades para o setor de resseguro trabalhar neste ano.
Bruno Camargo, CEO da Fairfax Brasil Seguros Corporativos, comentou que o impacto da inflação é perverso para as contas do setor e tem um juro real extremamente alto, que também atrapalha. “Juros altos com necessidade de capital baixa, os retornos parecem bons, mas quando se analisa o risco e retorno não é algo animador”, comentou. Para o executivo da FariFax, dentro da indústria de P&C a principal questão a ser pensada é a de parcerias de longo prazo. “O mercado segurador e ressegurador ainda experimentam a relação de mercado aberto, com um puxando a corda para o seu lado. Mas essa questão de longo prazo é a chave da parceria. Não é a conta de mais e menos que o segurado faz que vai determinar a sustentabilidade dos negócios e sim a conta no final”, defendeu.
Estevam Souza, executivo da Porto Seguro, concorda que é preciso mais parceria entre os players do setor. “É determinante que se tenha muita integridade, uma palavra que tenho como diretriz na condução de relações comerciais. Diz que vai fazer e realmente faz. Buscar alguém para suportar as suas necessidades nas épocas boas e também não boas, fortalecendo uma relação de longo prazo”, frisou ele, acrescentando que hoje a companhia para a qual trabalha não compra resseguro, mas está aberta a conhecer melhor a infinidade de produtos e serviços que o mercado aberto pode proporcionar para todos. “A Porto Seguro não compra resseguro para catástrofe. Mas, junto com o apoio do ressegurador, podemos ser levados a uma estratégia com uma dose de risco. Como atuar em outro pais? Ou atuar em seguro de alta renda? São provocações para gerar reflexão, que a relação de parceria, duradoura, de longo prazo pode motivar bons negócios”, afirmou.
Bruno Freire, CEO da Austral Re, traçou um cenário um tanto desolador do que eram as expectativas em 2010 e sobre como praticamente quase nada deu certo até o presente momento em razão do panorama político e econômico que o Brasil mergulhou desde 2014. “Para 2016, sinto que temos um cenário ainda de poucos negócios, com investimentos parados, mas focados no desenvolvimento do setor para quando a economia retomar o crescimento”, disse.
Luiz Araripe, executivo da Aon Benfield, também reforçou em sua fala a importância das parcerias de longo prazo, mas priorizou a necessidade urgente das seguradoras e resseguradoras conhecerem seus clientes e colocarem à disposição produtos e serviços demandados. “A tecnologia traz novas oportunidade de entender o risco. Não dá para calcular as oportunidade de negócios que se abrem para todos se a tecnologia for usada para trazer ao mercado, produtos como cyber, ambiental, riscos catastrófico. A questão do big data é relevante para a nossa indústria para a subscrição de riscos com base em dados mais efetivos”, defendeu.
A crise traz oportunidades. Hoje tem muita gente boa disponível em outras indústrias que podem migrar para o setor. “Há muita gente disponível nos bancos de investimentos que podem ajudar o setor a ter produtos mais sofisticados e inovadores. Não temos programas de formação difundidos por parte das seguradoras e resseguradoras no exterior, mas esse investimento em pessoas tem de se acelerar, pois vai ser essencial para a gestão de pessoas no futuro.”, finalizou Bruno Camargo.
O temor de um ataque terrorista no Brasil durante os Jogos Olímpicos existe, mesmo com o sofisticado esquema de segurança desenhado pelo Comitê Olímpico. São inúmeras as medidas para evitar que qualquer acidente aconteça, e, se acontecer, há centenas de planos de contingenciamento. Mesmo com toda a prevenção, o risco é iminente e por isso os envolvidos recorrem ao mercado segurador para ter verba em caso de necessidade de indenizações, reparações e retomada dos negócios. Esse foi o tema da palestra “Riscos para a cobertura de Terrorismo”, que aconteceu nesta terça-feira, 5, no 5o. Encontro de Resseguros, que encerra-se hoje no Rio de Janeiro.
Segundo os resseguradores, acostumados a subscrever apólices de terrorismo, como Napoleon Montes-Amaya, subscritor da Hiscox MGA, um dos mais especializados em terrorismo, trata-se de um risco em estado de alerta em todo o mundo. Entre os dados históricos que ajudam a compor os dados estatísticos para calcular uma perda máxima se algo aleatório acontecer, há o que aconteceu durante os jogos no México, m 1968, e na Alemanha, em 1972, em Atlanta em 1993 e mais recentemente a forte atuação do Estado Islâmico com os recentes atentados em Paris e Bruxelas.
O palestrante destaca que na época, o México estava há 40 anos com o mesmo partido no poder e os estudantes protestavam contra a violência policial. Cerca de 10 dias antes dos jogos olímpicos, sendo a primeira vez que um país latino era anfitrião do evento, os estudantes organizaram uma manifestação. Houve uma enorme repressão por parte do governo e muitos estudantes morreram. Os números ainda são contestados e a perda para o evento foi gigantesca em todos os sentidos: vidas, financeiros, perda patrimonial de famílias e empresas, além da imagem do país.
“Muitos podem estar se perguntando: E dai? Estamos no Brasil. Mas esses eventos mostram que os terroristas buscam um palco mundial para expor as suas reinvindicações. Segundo ele, os eventos do EI têm cada vez mais sido bem sucedido. Depois da morte de Osama Bin Laden, ficou em pauta uma mensagem deixada por ele: Quanto menor a célula terrorista, maior a chance de sucesso. A partir disso, os especialistas de resseguro foram contabilizar se essa afirmação tinha fundamento e descobriram que sim. O risco de um ataque com a participação de uma pessoa, tem um índice de 75% para ser bem sucedido. O contrário também é verdadeiro. As chances de um ataque com uma pessoa ser evitado é de 25%. Já com dez participantes, a chance dele ter sucesso é de 5%, pois com mais envolvidos a probabilidade da segurança descobrir é de 95%.
De acordo com Renato Rodrigues, CEO da XL Catlin, o agravamento de risco com terrorismo tem crescido de forma assustadora. Em suas contas, em 2013 foram registrados 9.964 eventos e em 2014 esse número saltou 35%, para 13.463. Em números de vidas perdidas, os números subiram de 17,8 mil para 32,7 mil. “O terrorismo se move. A América Latina era o epicentro nos anos 90. Seis países eram responsáveis pela maioria dos ataques. Se acalmou nos anos 2000, mas se move, e a questão da Olimpíada traz a atenção para o Brasil”, afirma. A região da América Latina também passou a ter um elevado grau de risco. Chile, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Nicarágua e Peru foram responsáveis por 16 mil incidências violentas, contra 15 mil registradas em 136 países.
Muitas empresas, entre elas shoppings, lojas de varejo, empresas de telecomunicação e serviços como energia e água, passaram a demandar informações sobre perdas com terrorismo em razão dos jogos olímpicos e também com o agravamento da polarização partidária no Brasil. No entanto, para que o seguro terrorismo seja acionado, é preciso que o governo assuma que houve um ataque de terrorismo. No caso das bombas durante a Maratona de Boston, por exemplo, a apólice não foi acionada pois o governo americano não atribuiu o fato ao terrorismo. Na visão dos resseguradores, o MST é uma organização com agenda política estabelecida. Perdas por quebra-quebra estão fora das apólices tradicionais, mas ato de guerra civil, que militares sejam acionados para garantir a ordem e as propriedades podem ser incluídos na cobertura que também contemplam sabotagem, dano com dolo, tumultos e greves.
Algumas pessoas acham que é terrorismo é um produto muito caro. E acabam não contratando em apólices como cyber risk ou danos operacionais. No entanto, ressalta Rodrigues, os limites são bem mais baixos para o segmento de ramos elementares, com o custo representando algo inferior a 10% do preço total do programa de seguros. Pelo Brasil ter uma regulamentação ainda pouco consolidada, clientes que necessitam de cobertura para terrorismo, como hotéis, empresas de telefonia e mídia, buscam autorização do governo para comprar fora do Brasil, principalmente para ter coberturas mais abrangentes e valores de coberturas acima de US$ 1 bilhão.
Para Marco Castro, presidente do Lloyd’s of London no Brasil, não se trata, neste caso, de falta de inovação dos resseguradores e sim “o que as seguradoras precisam fazer para ofertar o que já está disponível no mercado internacional e ainda não é oferecido aqui”. A perspectiva é de que o tema seja mais discutido para mudanças na regulamentação, principalmente na burocracia para aprovação de produtos, e assim o Brasil possa ter a disposição de todos produtos consolidados nos portfolios e programas de seguros em todo o mundo.
Em 2015, a Liberty Seguros implementou o DSO (Diretório de Serviços Operacionais), uma ferramenta desenvolvida para complementar o atendimento por chat e telefone e atender as demandas operacionais que anteriormente eram tratadas por e-mail. Atualmente, cerca de 40 mil solicitações de serviços são abertas mensalmente no canal, agilizando e facilitando o contato com os corretores 24 horas por dia.
“A implementação do DSO é uma das iniciativas da Liberty Seguros para oferecer conveniência, simplicidade e segurança no atendimento aos corretores e o retorno tem sido positivo”, diz Dennis Milan, Diretor de Operações e Sinistros.
Utilizando o DSO, os corretores têm acesso a mais de 100 serviços com SLAs (tempo de espera para tratamento da solicitação) pré-determinados, incluindo reanálise de propostas, solicitações de vistoria prévia, de carro reserva, serviços de cobrança e comissões, entre outros. Além disso, eles podem acompanhar todas as etapas do atendimento diretamente na plataforma, que está integrada ao Portal Meu Espaço Corretor.
“Os corretores têm destacado a praticidade, facilidade e agilidade na resolução de problemas, que permitem que o atendimento aos nossos segurados também seja mais eficiente”, informa Luciane Rodrigues, superintendente de Operações da Liberty Seguros.
O fato de o País conviver numa zona do imponderável no plano político atualmente fez com que os dois especialistas convidados para discutir os desdobramentos da crise política brasileira adotassem um tom cauteloso nas palestras proferidas no 5° Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro. No painel Panorama da Política Atual no Brasil, o cientista político Fernando Schuler, do Insper, e Cristiano Noronha, sócio da Arko Advice, os dois palestrantes, ao lado de Marcelo Haddad, da banca Mattos Filho, reconheceram que o atual ainda é muito nebuloso para ter uma resposta pronta do provável desfecho do impasse político.
O cientista político Fernando Schuler, do Insper, afirmou que, mais do que crise, existe um vácuo político nesse momento, tornando difícil qualquer prognóstico mais assertivo.
E cada mexida nesse jogo de xadrez político pode produzir situações inesperadas. Não há certeza por exemplo se o processo de impeachment será aprovado, tendo em vista a ação do governo de assediar parlamentares indecisos com a oferta de cargos nos órgãos públicos federais. E mesmo se confirmado o afastamento, existe a possibilidade de judicialização da matéria, já que a AGU poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A posse do vice-presidente também não está assegurada. O processo que visa a anular o resultado da eleição presidencial de 2014 ainda tramita no TSE, sem contar a ordem do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, para que seja aberto também processo de impeachment contra Michel Temer, lembrou ele. A crise parece não ter solução, chegou a dizer, lembrando não haver consenso para encerrá-la.
Acrescente-se ao turbilhão a proposta de renúncia coletiva e convocação imediata de eleições presidenciais e no Legislativo. Independente dos próximos capítulos, está claro que a guerra política vai se prolongar e não há garantias de que Lula e o PT, os mais desgastados nesta crise ética, estarão mortos nas próximas eleições, assinala Noronha. Para ele, a proibição de financiamento as campanhas políticas e o risco do uso e máquina pública pelo atual governo podem fazer a diferença nas próximas eleições.
Até lá, as reformas estruturantes necessárias para o crescimento sustentado, como reforma da Previdência, continuarão sendo jogadas para debaixo do tapete. Em risco, conquistas caras para a população brasileira, como a estabilidade econômica, a responsabilidade fiscal e o combate à pobreza.
A Bradesco Seguros está em negociações exclusivas e avançadas com a Swiss Re para uma joint venture na área de grandes riscos, segundo apurou o Broadcast. Detalhes ainda estão sendo discutidos, mas já estaria definido que o controle (60%) da empresa, conforme fontes, ficará com a sócia suíça e os outros 40% com a seguradora do Bradesco.
O valor do negócio teria ficado entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões. O pagamento se dará, de acordo com fontes, em troca de ações por ativos. No final, a Bradesco Seguros, que entrará com os ativos, ficará com 40% da Swiss Re Corporate Solutions.
A expectativa, de acordo com as mesmas fontes, é que o contrato definitivo seja assinado em breve, e o anúncio deve acontecer até em maio. Já há, inclusive, um contrato de memorando assinado.
Com valor estimado em cerca de R$ 800 milhões, o ativo, que é cobiçado há anos pelo setor, foi ofertado, conforme fontes, a outras multinacionais, como as japonesas Tokio Marine e Yasuda Marítima, as alemãs HDI e Munich Re e a norte-americana AIG. No final, ficaram, conforme fontes, HDI e Swiss Re, mas a Suíça se saiu melhor. A operação está sendo assessorada pelo Bradesco BBI.
Seguradoras nacionais têm abandonado a atuação na área de grandes riscos devido ao fato de o segmento exigir especialização e grande escala, deixando o espaço aberto para as multinacionais focadas no setor de seguros. Isso porque, embora movimente cifras elevadas em prêmios, exige também fôlego para grandes sinistros.
Em 2014, a americana Ace comprou a carteira de grande risco do Itaú por R$ 1,5 bilhão e em maio do ano passado foi a vez da francesa Axa levar a operação da SulAmérica por R$ 135 milhões.
Procurada pela reportagem, a Bradesco Seguros e a Swiss Re não comentaram.
A apólice de seguro dos Jogos Olímpicos tem cerca de US$ 900 milhões colocados em primeiro risco em exposição na apólice de US$ 2 bilhões, liderada pela Swiss Re e Munich Re. O programa mundial contempla os jogos olímpicos e os jogos de inverno. Esse valor foi tomado como base para se proteger das perdas que um cancelamento poderia gerar, informou Margo Black, executiva da Swiss Re que está a frente deste contrato, durante sua palestra no 5. Encontro de Resseguros, realizado no Rio de Janeiro nos dias 5 e 6 de abril. Os principais riscos cobertos na apólices são os direitos e custos de transmissão do evento. São 5 bilhões de pessoas que vão assistir os jogos, tornando os direitos de transmissão importantes. O risco é que os jogos sejam cancelados ou abandonados.
O primeiro evento coberto é o terrorismo, risco que conta com um sinal de alerta sensível depois dos acontecimentos na Europa. Caso aconteça um ataque terrorista em um estádio, os jogos continuam. Mas um ato terrorista na solenidade de abertura poderia fazer o comitê a cancelar os jogos e ai sim acionar a apólice de seguro, explica Margô.
Catástrofes naturais também são contemplados na cobertura do programa liderado pela Swiss Re e Munich Re, assim como excesso de chuva, mas ambos riscos são considerados como pouco provável. A terceira possibilidade seria uma pandemia, com agravamento para aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, febre amarela, chikungunya e zika virus. O comitê olímpico consultou os resseguradores e foi tranquilizado com a resposta d euma baixa probabilidade de ter um cancelamento do evento por conta disso.
O quarto risco é o tema protesto e manifestações, também com baixa probabilidade de levar ao cancelamento dos jogos.
Algo próximo de R$ 100 milhões. Esse é o calculo aproximado dos valores roubados em seis assaltos a empresas de transporte de valores e sedes de instituições financeiras neste ano. Praticamente todos eles contavam com uma apólice de seguros. Os atos de violência geraram uma reunião de emergência entre corretores, seguradores e resseguradores, que buscam formas de mitigar o risco e assim evitar a ocorrência de novos episódios como esse, que acabam por financiar novas investidas das quadrilhas organizadas.
Um dos ataques mais recentes noticiado pela imprensa foi no dia 14 de março, quando cerca de 20 bandidos, fortemente armados, atacaram a base da Protege, empresa de transporte de valores, localizada no bairro São Bernardo, em Campinas (SP). O assalto levou pânico aos moradores vizinhos na madrugada do dia 14 de março. Houve intensa troca de tiros, descrita por testemunhas como um cenário de guerra. Os ladrões teriam levado cerca de R$ 50 milhões da empresa, segundo estimativa não oficial obtida pela EPTV, afiliada da TV Globo.
“Estamos nos reunindo com profissionais da Espanha e da Itália, que já enfrentaram o agravamento de roubo de valores diante de um período de economia em recessão e embate político. O objetivo é criar mecanismos de segurança para evitar mais armamento”, comentou um corretor especializado em transporte de valores que pediu anonimato. Segundo relatos de policiais envolvidos nas investigações, os valores são usados para despesas com novos assaltos. Nas planilhas de custo há valores para construir tuneis, pontes, contratar engenheiros, motoristas, aviões. Um esquema sofisticado e assustador.
“Só a polícia pode mitigar esse risco. No caso de uma explosão ou incêndio em uma empresa podemos criar um plano de gerenciamento de risco, investir em treinamento, hidrantes, rotas de fuga entre outras medidas para evitar a recorrência do acidente. Mas para enfrentar bandidos fortemente armados como vimos nesses eventos, o que fazer?”, questiona um segurador. Uma das medidas já adotadas e que ajudou a reduzir o prejuízo em um dos assaltos recentes foi a cortina de fumaça. “Os ladrões levaram apenas 25% dos valores que estavam no cofre porque a cortina de fumaça foi disparada”, comentou um corretor, com base nas declarações colhidas pelos investigadores.
Boa parte dos contratos de transportes e armazenamento de valores é ressegurado no exterior. A grande preocupação dos resseguradores é que a crise econômica brasileira persista, agravando o atual cenário de violência. “O seguro existe para proteger nossos clientes, mas num cenário como esse que temos vivido, os resseguradores acabam perdendo o apetite pelo segmento por não verem perspectivas de mudança no médio prazo”, disse. E sem o apoio do resseguro, dificilmente uma seguradora vai atuar no segmento.
O presidente da Federação Nacional das Resseguradoras (Fenaber), Paulo Pereira, anunciou hoje, durante o 5º. Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, que o projeto de criação do Polo Regional de Resseguro deve ser enviado ao Ministério da Fazenda até o início de junho. Caso o polo seja implementado, segundo ele, poderá ajudar a dobrar o tamanho do mercado ressegurador brasileiro. “Estamos criando condições para que os resseguradores se instalem no Brasil para subscreverem riscos de fora do país, principalmente da América Latina. O mercado brasileiro de resseguro hoje é de US$ 2,5 bilhões e o da América Latina, de US$ 21 bilhões. Portanto, se conseguirmos atrair 10% desse mercado, nós estaremos dobrando de tamanho”, estimou. Pereira ressaltou, porém, que será necessário construir um bom motivo para atrair esses grandes players para o país. “Os resseguradores já operam na América Latina e, para mudarem, o desafio é grande. Significa que teremos que alterar o nosso ambiente trabalhista, regulatório e tributário também”, defendeu o executivo.
De acordo com Paulo Pereira, a proposta é ter uma alíquota de Imposto de Renda diferenciada para que seja possível maior competitividade, sem significar renúncia fiscal. “O Governo já entendeu a importância de desenvolver o polo. Mas o fato é que teremos algo completamente diferente do que temos hoje no Brasil. É preciso ter regras novas para os investimentos”, afirmou. Nesse aspecto, no trabalho a ser apresentado ao Governo, de acordo com o presidente da Fenaber, constarão propostas nos campos tributário, trabalhista e regulatório.
Pereira lembra ainda que hoje os principais resseguradores mundiais operam no mercado brasileiro. Ele ressalta que na lista das 16 resseguradoras locais que atuam no Brasil estão as maiores empresas desse mercado no mundo. Isso demonstra, a seu ver, o forte interesse no país. “Só que hoje essas empresas pagam os maiores impostos do mundo no Brasil e ainda estão concorrendo com o mercado lá fora. Um dos incentivos que tentaremos propor para que estas empresas entrem no polo é fazer com que os impostos gerados sejam creditados a estas resseguradoras. Se isso acontecer, será um incentivo importante para trazermos as maiores companhias do mundo para o projeto. Quem não estiver aqui, vai perder negócios na América Latina”, elucidou. O executivo esclarece, porém, que não há qualquer intenção de se indicar qualquer diminuição de impostos. Muito pelo contrário. “Estamos propondo uma operação nova que vai gerar novos impostos para o Brasil. Ainda que parte dos impostos seja utilizada para dar crédito às resseguradoras locais, a conta será positiva para o Governo”, reforçou.
Roberto Westenberger observou que o polo é um núcleo fora da economia e das regras brasileiras negociais. “O Brasil será um hospedeiro físico do polo. Espero que o polo sinalize experiências, especialmente no setor regulatório, alinhado à regulação internacional. Outro ponto é que as leis trabalhistas, por exemplo, terão que ser adaptadas,” acrescentou. Para o titular da Susep, este é o momento de aproveitar a oportunidade que se apresenta. “A Argentina está se estruturando e é um potencial concorrente sim, como é o Panamá, Porto Rico e a Colômbia. Temos que ser rápidos. Não importa tanto, nesse momento, o cenário de crise econômica do Brasil. “Quem pensa de forma macroeconômica, pensa a longo prazo”, ressaltou.
Já o Diretor Geral da Terra Brasis RE, Rodrigo Botti, disse que o Polo Regional de Resseguro é um projeto ambicioso, que colocará o Brasil como “exportador deste segmento”, considerando aspectos positivos como o fato do país ter baixa exposição catastrófica. “O Brasil tem todas as condições para desenvolver o Polo, o que trará muitos benefícios diretos e indiretos para o país. Para isso será necessário um trabalho conjunto em diversas frentes e apoio do mercado e de órgãos governamentais e regulatórios”, finalizou.
Novo seguro para obras de infraestrutura
Outra frente de trabalho do mercado ressegurador, conforme informou o presidente da Fenaber, é o desenvolvimento, em parceria com a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) do seguro garantia para grandes obras civis de infraestrutura. Segundo o executivo, a intenção é atender a uma necessidade do Governo de garantir a entrega das obras importantes para o país. “O Governo foi claro ao dizer que não quer um cheque, mas a obra pronta. Isso quem decide é a seguradora na hora da contratação do produto. Nós estamos trabalhando nessa proposta e a expectativa é de que saia ainda em 2016. Mesmo diante da crise, as grandes obras têm que acontecer e o mercado de seguros e resseguros responderão com a capacidade que o país precisa”, afirmou o representante das resseguradoras.
O representante das resseguradoras destacou, também, que a importância segurada média de seguro garantia para grandes obras, que hoje é de 5%, poderá chegar a 30%. “Temos grandes chances de alavancar bastante o seguro garantia no Brasil”, estimou o presidente da Fenaber. Para Westenberger, o papel do ressegurador é também o de prover produtos. “O país precisa do seguro garantia para grandes obras e acredito que este será um alavancador de desenvolvimento”, pontuou. Na avaliação do presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araújo Coriolano, além do mercado de infraestrutura, é importante identificar e investir em outras oportunidades que se apresentam nesse momento. “Nesse sentido, além da ampliação da atuação do seguro garantia, é importante mencionar ainda as possibilidades que surgem, por exemplo, para o resseguro no segmento de saúde privada. Além disso, há outras frentes de atuação promissoras como o resseguro rural e os produtos ligados aos riscos financeiros, cibernéticos e eletrônicos”, acentuou Coriolano.
Para Marcio Coriolano, a abertura do mercado de resseguro trouxe, sem sombra de dúvida, muitas vantagens competitivas para o país. Ele avalia que os grandes players mundiais investiram no Brasil em razão da dimensão, do potencial e das oportunidades vislumbradas em território brasileiro. “Hoje temos um mercado que vem se consolidando a cada ano, sobretudo em relação à profissionalização e exercício das melhoras práticas internacionais”, acrescentou o presidente da CNseg. Na visão do presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, quando se fala em resseguro no Brasil é natural que o consumidor ainda tenha a imagem do IRB. “O mercado aberto ainda precisa ser desmitificado, melhor conhecido por toda a cadeia consumidora. Ações como o polo e o seguro garantia trazem mais exigências técnicas e de mão de obra, fortalecendo o mercado de resseguros no Brasil”, analisou.
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