A apólice de seguro dos Jogos Olímpicos tem cerca de US$ 900 milhões colocados em primeiro risco em exposição na apólice de US$ 2 bilhões, liderada pela Swiss Re e Munich Re. O programa mundial contempla os jogos olímpicos e os jogos de inverno. Esse valor foi tomado como base para se proteger das perdas que um cancelamento poderia gerar, informou Margo Black, executiva da Swiss Re que está a frente deste contrato, durante sua palestra no 5. Encontro de Resseguros, realizado no Rio de Janeiro nos dias 5 e 6 de abril. Os principais riscos cobertos na apólices são os direitos e custos de transmissão do evento. São 5 bilhões de pessoas que vão assistir os jogos, tornando os direitos de transmissão importantes. O risco é que os jogos sejam cancelados ou abandonados.
O primeiro evento coberto é o terrorismo, risco que conta com um sinal de alerta sensível depois dos acontecimentos na Europa. Caso aconteça um ataque terrorista em um estádio, os jogos continuam. Mas um ato terrorista na solenidade de abertura poderia fazer o comitê a cancelar os jogos e ai sim acionar a apólice de seguro, explica Margô.
Catástrofes naturais também são contemplados na cobertura do programa liderado pela Swiss Re e Munich Re, assim como excesso de chuva, mas ambos riscos são considerados como pouco provável. A terceira possibilidade seria uma pandemia, com agravamento para aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, febre amarela, chikungunya e zika virus. O comitê olímpico consultou os resseguradores e foi tranquilizado com a resposta d euma baixa probabilidade de ter um cancelamento do evento por conta disso.
O quarto risco é o tema protesto e manifestações, também com baixa probabilidade de levar ao cancelamento dos jogos.


















