Sincor-SP inova e amplia comemoração às mulheres com Cruzeiro da Família

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Em 2016, a comemoração pelo Dia Internacional da Mulher, tradicionalmente realizada pelo Sincor-SP, ganhou novas dimensões e se tornou um evento para toda a família, com duração de três dias, em alto mar. A ideia do Cruzeiro da Família Sincor-SP foi apresentada às corretoras de seguros na comemoração do ano passado e a inovação escolhida pela maioria. Além de incluir homenagem às mulheres, a viagem foi uma maneira de agregar também a parcela masculina dos corretores de seguros e seus familiares.

“Nós corretores de seguros trabalhamos com proteção, e não existe lugar onde estamos mais protegidos nem pessoas que queremos mais proteger do que nossa família. Porém, muitas vezes temos a vida tão corrida que deixamos de aproveitar o que nos é mais valioso”, disse o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo.

O cruzeiro aconteceu entre os dias 26 e 29 de fevereiro, com percurso de Santos a Búzios, passando pelo Rio de Janeiro, e voltando ao ponto de partida. O Sincor-SP reservou quase a metade das cabines de passageiros do navio Sovereign, da Pullmantur, numa aposta do sucesso da iniciativa. As inscrições foram lançadas no primeiro mês somente para as mulheres corretoras de seguros, depois abertas aos demais associados do Sindicato, e em pouco tempo as vagas foram esgotadas. Estiveram reunidas mais de 800 pessoas, entre corretoras e corretores de seguros e seus convidados.

A programação do evento seguiu as atrações do navio, com algumas inclusões exclusivas obtidas pelo Sincor-SP, como a palestra de Silvio Acherboim, especialista em desenvolvimento de pessoas, que conduziu uma experiência lúdica, com humor e emoção pensada para agradar toda a família. Em um domingo de muito sol, as corretoras de seguros e seus acompanhantes deixaram um pouco a piscina e lotaram o auditório. O palestrante instigou a plateia iniciando com a provocação: “Quando foi a última vez que você pensou em você mesmo?”. Ele também fez refletir sobre os valores da família e de construir sonhos, tendo o apoio de quem mais nos ama.

O grupo do Sincor-SP foi recebido por uma dupla de atores contratada pelo Sindicato, que a cada momento representava diferentes personagens, cantando paródias criadas especialmente para esse público e animando a todos por onde passavam.

“Pelo sucesso do evento, devemos repetir a iniciativa. Quem sabe então conseguimos fechar um navio todo para o nosso público e aí teremos liberdade para personalizar ainda mais as atrações”, afirma o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo.

“Em um jantar passei por todas as mesas cumprimentando corretores de seguros e seus familiares, e pude sentir a receptividade e o sucesso do Cruzeiro. Foi muito satisfatório ver as famílias reunidas, conhecer os familiares dos colegas que estão conosco em eventos durante todo o ano. Este foi um momento para o corretor de seguros descansar um pouco da correria do dia a dia, na companhia de seus entes queridos, para voltar para os seus negócios com as energias renovadas para os desafios do ano”.

Divulgação da cartilha ‘Entenda o Seguro de Garantia Estendida’ reuniu seguradoras, redes varejistas, Procon e Susep em SP

Fonte: CNseg

Representantes do mercado segurador, de órgãos de defesa do consumidor, da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e de redes varejistas estiveram reunidos, na última segunda-feira, dia 29/02, em São Paulo, a convite da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) que, por meio da sua Comissão de Seguro de Garantia Estendida, apresentou a cartilha “Entenda o Seguro de Garantia Estendida: orientações para o consumidor” e a versão atualizada do “Manual de Boas Práticas em Seguros – Orientações Gerais para Varejistas”, realizada pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

Na abertura do evento, que reuniu mais de 60 pessoas, o representante da Susep, Carlos Roberto Alves de Queiroz, parabenizou a iniciativa das entidades que representam o setor de seguros, ressaltando que nos últimos anos, de fato, havia um baixo nível de informações sobre o seguro de garantia estendida. “Em relação à adequação das informações dos diversos tipos de materiais informativos voltados ao consumidor e aos canais de distribuição parceiros do setor, a Susep vem sendo cada vez mais criteriosa na observação desse conteúdo”, pontuou, enfatizando que em muitas vezes, o seguro de garantia estendida, por ser, no segmento de danos, um dos produtos mais comercializados no Brasil, funciona como a porta de entrada de muitas pessoas no mercado segurador.

Em linha com a proposta do evento de ampliar o diálogo com o consumidor e disseminar as boas práticas na venda de seguros no varejo, a especialista de Proteção e Defesa do Consumidor da Fundação Procon-SP, Rosimeire Santiago, que atua na área de Conciliação, informou que o órgão recebe muitas demandas por conta da falta de informações dos consumidores. “A maioria dos problemas ocorre na fase pré-contratual e com ações como esta, que têm como foco a ampliação das informações sobre os produtos, acreditamos que os conflitos serão reduzidos”, sinalizou. Já a representante da Via Varejo e do Instituto do Desenvolvimento do Varejo (IDV), Tereza Mellin Gimenes, relembrou que a jornada em prol de regras mais específicas para o seguro de garantia estendida começou há alguns anos, mas que até hoje, às vezes, o consumidor sai das lojas sem entender que tem uma apólice de seguro. “Mesmo com as obrigatoriedades impostas às redes varejistas e às empresas do mercado segurador em relação às informações sobre os produtos, como podemos transcender o que é obrigatoriedade na forma de comunicar e chegar a uma linguagem mais clara ainda para que o consumidor consiga realmente compreender?”, indagou.

Na sequência, o coordenador do Grupo de Trabalho responsável pela elaboração da cartilha “Entenda o Seguro de Garantia Estendida: orientações para o consumidor”, Rodrigo Zanini, apresentou pontos da publicação que, em 14 páginas, busca esclarecer e simplificar o entendimento do produto com uma linguagem simples, clara e precisa. “Esta é mais uma iniciativa. Nós estamos em processo de evolução já que as normas para este produto são relativamente novas e contamos com a contribuição de todos para continuarmos melhorando o mercado segurador”, disse. A cartilha aborda os direitos e as obrigações de todas as partes envolvidas na contratação do seguro, suas coberturas e seus benefícios, além de chamar a atenção do consumidor para práticas ilegais como a ‘venda casada’.

Por último e em continuidade a apresentação de Rodrigo Zanini, o presidente interino da Comissão de Seguro de Garantia Estendida da FenSeg, Allan Rocha, fez uma observação ao fato do seguro de garantia estendida ser um produto novo, embora já esteja há dez anos no mercado, e falou sobre a atualização do Manual de Boas Práticas em Seguros – Orientações Gerais para Varejistas. “O Manual foi revisado em atendimento à Circular Susep nº 480/13 e é fruto do comprometimento de todo o mercado segurador”, declarou Allan, salientando ainda que, de 2011 até hoje, as ações do setor de seguros estão mais concentradas na qualidade da venda do produto e em levar mais informações sobre aos consumidores. “Se por um lado a cartilha tem o objetivo de alcançar o consumidor final, o manual tem o objetivo de levar mais informações ao varejo, com exemplos mais lúdicos e mais próximos ao vendedor para que ele possa se identificar com o conteúdo”, finalizou.

A cartilha “Entenda o Seguro de Garantia Estendida: orientações para o consumidor” já está disponível no site da FenSeg (http://www.fenseg.org.br/) e sendo distribuída para os Procons, os sindicatos das seguradoras, as defensorias públicas e as redes varejistas. Outras informações sobre o produto estão disponíveis no hotsite http://www.osegurogarantiaestendida.org.br/

Felipe Orsi assume a diretoria da área de Property da AGCS Brasil

Felipe OrsiA resseguradora Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS Brasil) anuncia o novo diretor da área de Property para o Brasil, Felipe Orsi. Com cerca de 15 anos de atuação profissional em grandes multinacionais das áreas de seguros e resseguros, Orsi continuará baseado no escritório da AGCS em São Paulo, onde já dedicava-se na área de Engenharia da AGCS desde 2014. O setor de Property, conhecido também no Brasil como “Danos Patrimoniais”, é responsável por contratos e cobertura para perdas materiais e paralisação de negócios (ou Lucros Cessantes). Os produtos e serviços da AGCS que estarão sob a liderança do novo diretor são desenhados para proteger o patrimônio das grandes empresas. Felipe Orsi é pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade de São Paulo (USP) e graduado em Engenharia Elétrica pela Fundação FAC-FITO (SP).

2016 será um ano pior para o setor, segundo pesquisa realizada durante evento da CNseg

12802875_10207207617203689_2871740167451577767_n2016 realmente será um ano desafiador para todos, inclusive para o mercado segurador, segundo revelou pesquisa realizada com os participantes do 21o Encontro de líderes promovido pela CNseg na Praia do Forte (BA), entre os das 25 e 28 de fevereiro. Cerca de 63% afirmaram que 2016 será um ano pior do que 2015, 38% que será equivalente e 7% deles escolherem a opção “será melhor”.

O tema regulação, estabilidade política e econômica foi citado como o maior desafio para o mercado segurador atualmente e para os próximos 2 a 3 anos, com 65% dos votos, enquanto 29% escolherem canais de distribuição e a relação com o consumidor como principais desafios. Gestão de talentos e formação de lideranças, como a qualidade de gestão de riscos ambientais, sociais e de governança receberam apenas 9% e 7%, respectivamente, dos votos.

Entre as áreas das empresas que mais podem contribuir para o crescimento em tempos de crise está a de desenvolvimento de produtos e serviços, com 36% dos votos. A alternativa Estratégias e governança foi escolhida por 22%, comercialização e marketing por 18% e regulação e liquidação de sinistros por 7%.

A revolução digital é o tema que mais demanda uma atuação pró-ativa e imediata do mercado segurador, segundo 39% dos participantes. Inclusão financeira e acesso ao seguro e também transições demográficas, com crescimento, envelhecimento e longevidade foram citados por 24%. Já mudanças climáticas, que ocupam a liderança do ranking mundial de riscos mais temidos teve apenas 5% dos votos.

Quando o assunto foi desafios e oportunidades de negócios disruptivos, o segmento de seguros gerais, que inclui automóvel, residencial entre outros, foi mencionado por 42% dos participantes da pesquisa. Previdência e vida vem em seguida, com 29% dos votos, saúde com 26% e capitalização apenas 7%.

Yasuda Marítima economiza mais de R$ 1.5 milhão com plataforma da DocYouSign para certificação digital de documentos

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A DocYouSign, empresa que detém a marca DocYouSign no Brasil, é líder mundial do mercado de assinaturas eletrônicas, que possibilita assinar documentos a qualquer hora, em qualquer lugar e via qualquer dispositivo.

A plataforma de Digital Transaction Management (DTM) pode gerar uma economia de tempo e dinheiro para empresas, de todos os portes e segmentos. A Yasuda Marítima, empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo – utiliza a plataforma da DocYouSign desde 2012, investiu R$ 50 mil para a implantação e teve uma economia de R$ 500 mil ao ano nos trâmites de assinatura e envio de documentos, que envolve demanda de funcionários, Correios, impressão e papel. Além de tornar os processos mais ágeis, pois antes a assinatura de apólices da seguradora levava de três a dez dias pelo Correio, hoje a assinatura pode ser feita em minutos se o cliente assinar digitalmente no momento em que receber o documento.

“Vimos a necessidade de agilizar o processo de assinatura de apólices de seguro garantia e na resposta a recusa de risco para sempre oferecer um serviço mais completo e rápido para nossos clientes e parceiros. Como trabalhamos com produtos que influenciam diretamente a vida dos nossos segurados e temos mais de 18 mil corretores ativos, ter meios de agilizar a resolução do problema é sempre nosso foco”, explica o diretor de TI da Yasuda Marítima, Jayme Umehara.

O mercado mundial de DTM movimenta US$ 30 bilhões, de acordo com a Aragon Research. A DocYouSign conta com mais de 100 mil clientes e 50 milhões de usuários em 188 países, com plataforma disponível em 43 idiomas, como: português (brasileiro e europeu), inglês, chinês, holandês, francês, alemão, italiano, japonês, coreano, russo e espanhol. Desde a criação da DocuSign US$ 9.3 milhões são poupados pelas empresas em transporte de documentos nos EUA, mais de 385 mil árvores foram preservadas, cerca de 1.4 bilhão de litros de água foram economizados e mais de 40 milhões de quilos de carbono deixaram de ser emitidos.​

Liberty Seguros apresenta o Time Liberty em nova campanha publicitária

A Liberty Seguros apresenta a nova fase da campanha de comunicação, protagonizada por Bernardinho e Fernanda Venturini, embaixadores da marca desde 2015. A campanha destaca o Time da Liberty, que está sempre próximo do cliente e Entrega Mais, oferecendo soluções práticas para o cliente no seu dia a dia.

No filme, Bernadinho e Fernanda são convidados a irem para a “rede”, enquanto o Time Liberty trabalha para garantir que eles possam aproveitar alguns dos benefícios oferecidos como o Leva-e-Traz o carro de revisões, o Descarte Responsável de Móveis pelo Seguro Residência e orientação remota de umpersonal fitness com o Seguro de Vida.

“Em 2015, contamos como a Liberty Seguros entrega atendimento excepcional aos nossos clientes”, diz Patricia Chacon, diretora de Marketing e Estratégia da Liberty Seguros. “Em 2016, reforçamos esta mensagem, e mostramos que temos um time que está sempre próximo do cliente e Entrega Mais, já que além de resolver imprevistos, oferece soluções práticas para o cliente no seu dia a dia.”

Criada pela agência Rai, a campanha será veiculada em todo o país, entre os meses de fevereiro e julho, em canais de TV aberta e paga, emissoras de rádio, revistas e mídias Out Of Home.

O vídeo da campanha está disponível no Youtube oficial da Liberty Seguros.

João Gilberto Possiede se mantém na presidência do SindSeg PR MS

possiedeVeja abaixo a chapa eleita para o triênio 2016/2019 do Sindicato das Seguradoras do Paraná e Mato Grosso do Sul. João Gilberto Possiede se mantém na presidência.

DIRETORIA

Presidente: João Gilberto Possiede
Vice Presidente: Ileana Maria Iglesias Teixeira Moura
Diretor Financeiro: Moacir Abba de Souza
Diretor 2º Financeiro: Marcelo Camargo Polato
Diretor Secretário: Vanderlei Scarpanti
Diretor 2º Secretário: João Malta de Albuquerque Maranhão Neto

Diretor: Dudevan Hipólito Pereira
Diretor: Luciana Sobreda Zago
Diretor: Luiz Carlos Soluchinsky Junior
Diretor: Luiz Henrique de Menezes Durek
Diretor: Marli Lenzi
Diretor: Rosimário Pacheco
Diretor: Wilson Bessa Pereira
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CONSELHO FISCAL
Conselheiro Efetivo:Leandro Poretti
Conselheiro Efetivo:Vania Giacomelli
Conselheiro Suplente:Luciana Maria de Almeida Gomes
Conselheiro Suplente:Richard Jean Coelho

Tragédia em Mariana, a Operação Lava-Jato e até o zika vírus impactaram o seguro de RC

aptsPor Márcia Alves

Questões contemporâneas do cenário nacional serviram de pano de fundo para a APTS discutir as mudanças – ou a necessidade delas – no seguro de Responsabilidade Civil. A Operação Lava-Jato e seus impactos no seguro D&O, a tragédia em Mariana (MG) e o subseguro de forma geral, e, ainda, o zika vírus e as consequências de erros de diagnósticos no seguro RC Profissional, foram analisadas por especialistas durante o seminário “Crise no Seguro de Responsabilidade Civil: os reflexos de casos recentes no país”. O evento foi realizado pela APTS no dia 24 de fevereiro, no auditório da Escola Nacional de Seguros, em São Paulo (SP).

Se, por um lado, os inúmeros atos de corrupção desvendados pela Operação Lava-Jato refletiram na elevação da sinistralidade de D&O (Directors and Officers Liability Insurance), por outro, fizeram aumentar a contratação do produto. Esta modalidade de RC registrou sinistralidade de 53,50% em 2014, contra 32,30% em 2013. Já as contratações aumentaram 49% apenas nos primeiros quatro meses de 2015.

Para Sergio Barroso de Mello, presidente do GNT de Responsabilidade Civil e Seguro da Associação Internacional de Direito do Seguro (AIDA) e sócio da Pellon & Associados, a Lava-Jato aumentou a consciência do empresariado. “Muitos entenderam que poderiam expor seu patrimônio pessoal, caso um ato de administração, ainda que involuntário, viesse a gerar dano à empresa, à sociedade ou a terceiros”, disse.

A evidência conquistada pelo D&O, após os escândalos de corrupção, também resultou em maior aprendizado sobre a forma correta de utilizar o seguro. De acordo com Thabata Najdek, Underwriter Financial Lines na Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), até dois anos atrás, era comum a perda de cobertura por falta do aviso de sinistro à seguradora. “Antes, o cliente avisava apenas quando o caso chegava à Justiça. Mas, hoje, já avisa logo que é notificado pelo terceiro sobre o prejuízo”, disse.

Ela também fez questão de registrar que a contratação de D&O está sim mais restritiva e os preços mais elevados, porém, apenas para as empresas que apresentem risco de corrupção. “O mercado não é hard para todos, só para algumas empresas, sobretudo as públicas. Para as demais, as taxas não aumentaram e ainda estamos num mercado soft”, disse.

Em relação ao aumento de sinistralidade de D&O, provocado pelo volume de indenizações pagas pela cobertura de custo de defesa, depois da Lava-Jato, Sergio Mello levantou outra questão. Ainda que seja do interesse do segurador a boa defesa do segurado, a suspensão da cobertura em decorrência dos acordos de leniência e de delação premiada gerou um problema para a carteira de RC.

“Na medida em que o segurado recebe a antecipação da indenização para pagar a sua defesa e, posteriormente, admite a má-fé, a consequência será a perda da cobertura. Mas, como fica o segurador?”, questionou, referindo-se à eventual impossibilidade de ressarcimento às seguradoras. “Tem muita gente do mercado preocupada, mas esse é um risco do negócio”, acrescentou.

Outra questão atual que tem mobilizado a opinião pública, o desastre ambiental em Mariana (MG), não afetou diretamente o seguro de RC, mas trouxe à tona o grave problema do subseguro. Apesar de ter provocado prejuízos estimados até o momento pelo governo mineiro em mais de R$ 1 bilhão, a cobertura de RC Ambiental do seguro da mineradora responsável pela barragem que causou o acidente não passa de R$ 80 milhões.

Para Sergio Mello, o caso não apenas evidencia que o risco ambiental foi subdimensionado, como, também, acende o alerta para todos os seguros contratados por empresas com potencial de danos ambientais. “É preciso avaliar o risco real com extremo cuidado, especialmente o ambiental, para mostrar ao segurado as suas vulnerabilidades e as coberturas disponíveis em termos de responsabilidade civil. A contratação de seguros de RC como subproduto ou em valores fora da realidade do risco deve ser evitada, exatamente para que não aconteça o mesmo que ocorreu com o sinistro em Mariana”, disse.

Thalita de Fátima Barbato Graciolli, gerente de Sinistro da Zênite Assessoria e Consultoria, outra especialista convidada do evento, chamou a atenção para os impactos do zika vírus no seguro de RC na área da saúde. Diante da quantidade de doenças provocadas pelo mosquito aedes aegypti e do pouco conhecimento da comunidade científica a respeito, o setor de seguros se prepara para um forte aumento de sinistros em RC Profissional. O maior risco seria o erro de diagnóstico.

Entretanto, Thalita destacou a falta de conhecimento do segurado sobre o seguro. Ela frisou que o RC Profissional cobre o dever de pessoa física ou jurídica de indenizar a terceiros, em função do exercício da profissão por si ou por meio de outros, que resulte em perdas ou danos à vítima (paciente ou consumidor).

A questão é que o RC Profissional não é apenas um seguro de defesa, embora possua esta cobertura. Um dos maiores equívocos dos médicos, segundo ela, “é pensar que o seguro é uma espécie de poupança e que basta ser acionado na Justiça para a seguradora realizar a indenização. Este seguro requer a apuração do dano e a comprovação de culpa do profissional”, disse.

No encerramento do seminário, o presidente da APTS, Osmar Bertacini, e o secretário, Evaldir Barboza de Paula, homenagearam cada palestrante com uma placa. “Além de o seguro de RC ser tema empolgante, este evento atende à finalidade da APTS de fortalecer a técnica de seguros”, disse Bertacini.

Setor de seguros reduz faturamento, mas deve crescer 9% em 2016

alexandre camilloRelease

A edição de fevereiro da Carta de Conjuntura do Setor de Seguros, publicação mensal assinada pelo Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo), com um mapeamento da indústria de seguros, fechou os dados referentes ao ano de 2015.

O resultado, como as edições anteriores antecipavam, é uma redução no faturamento do setor, que, sem contabilizar previdência privada e saúde suplementar, cresceu 5% em 2015, em termos nominais. Trata-se de valor bem abaixo do exercício anterior, que registrou variação positiva de 10%.

A projeção para 2016, contudo, é de crescimento de 9%. Esse valor tem como lastro a dinâmica da própria economia, o histórico do setor e, sobretudo, o perfil de solidez e desenvolvimento que sempre caracterizou a indústria de seguros.

Para o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, se os números da economia apontam para um cenário adverso que deve se prolongar por mais um ou dois anos, em contrapartida os corretores de seguros têm dado provas incontestes de sua capacidade de reação e resiliência. “Os corretores de seguros têm plena consciência da necessidade de buscar novos nichos e rever custos, além de reinventar os negócios com base em diretrizes de retorno e sustentabilidade”, afirma.

Mais uma opção aos brasileiros: Seguros Sura começa a operar no Brasil

Batt: temos agora um leque maior de produtos para ofertar
Gonzalo: "Estamos felizes por concretizar este processo e poder iniciar operações no Brasil
Gonzalo: “Estamos felizes por concretizar este processo e poder iniciar operações no Brasil

Mais uma opção para os brasileiros. A partir de hoje o grupo segurador de origem colombiana Suramericana, que tem entre seus acionistas a Munich Re com 19%, assume o controle da operação local da RSA Seguros e passa a ofertar um leque de produtos mais abrangente para o mercado brasileiro de um grupo que tem 71 anos de experiência em negócios de seguros e gestão de tendências e riscos. “A estratégia de expansão é vital para as empresas em termos de diversificação de economias, conhecimentos, mercados e consumidores, e nos dá um mercado potencial de atingir 71% da população da América Latina e acompanhar nossos clientes que vieram para o Brasil”, diz Gonzalo Alberto Pérez, presidente da Suramericana, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira, em São Paulo.

O investimento do grupo na compra das operações da América Latina da RSA envolveu investimentos de US$ 614 milhões para os seis países. “Os investimentos anuais do grupo Sura giram em torno de US$ 40 milhões na América Latina e se o Brasil mostrar necessidade de investimentos eles serão feitos”, diz Pérez. Atualmente, a aquisição está sendo avaliada pelos órgãos regulatórios do Chile, Colômbia, México, Uruguai e Argentina. Segundo ele, a decisão de investir na aquisição foi algo conversado com a sócia Munich Re, que acaba seguindo o mesmo caminho da rival Swiss Re, que abriu no Brasil, além de uma resseguradora, uma seguradora para atuar no mercado de seguros primários.

Segundo ele, a estratégia para o Brasil privilegia a gestão local, um diferencial de suas concorrentes, uma vez que muitas das estrangeiras precisam submeter decisões a aprovação da matriz. “Aqui a gestão é local, desde investimentos até se o horário de trabalho será flexível. Quem decide é a diretoria local”, afirmou, citando que é esse pilar que dá a Sura a liderança na Colômbia, com 23%. A segunda maior detém 10%.

Pérez está visivelmente feliz e com grande otimismo com a operação brasileira, mesmo diante das previsões de uma economia fraca para o Brasil nos próximos três anos. Quando questionado por que o Brasil neste momento, ele é rápido para responder: o Brasil é um dos mercados mais atrativos e desenvolvidos no setor de seguros e representa 50% do crescimento de prêmios da região. Além disso, a economia brasileira continua tendo um peso significativo na América Latina, sendo responsável por mais de 40% do PIB latino. O Brasil conta com a maior população da região, com mais de 200 milhões de habitantes, sendo que mais que a metade deste número com menos de 40 anos, tendo a classe média como um segmento importante.

Thomas Batt, que era o CEO da RSA segue no comando da Seguros Sura Brasil. “Estamos felizes por concretizar este processo e poder iniciar a operação da Seguros Sura no Brasil. Esta é a primeira operação finalizada da RSA dentro de toda a plataforma regional que faz parte da aquisição que anunciamos em 2015. “Sabemos que temos pela frente desafios importantes para podermos consolidar a operação brasileira e seguir somando valores aos nossos clientes” acrescenta Batt.

“Estamos olhando o potencial do Brasil e junto com a matriz vamos analisar as oportunidade de mercado para iniciarmos em novas linhas de negócios. Devemos ter esse estudo pronto no final deste semestre”, informou Batt, descartando a atuação em grandes riscos no curto prazo. Seguros para pequenas e médias empresas é o futuro do Brasil e em automóveis atua somente no segmento de frotas. O grupo afirma ter uma atuação multissolução, multicanal e multirregião. “Além de seguros, acompanhamos nossos clientes com soluções completas de gestão de riscos para oferecer qualidade de vida às pessoas e competitividade das organizações”, informou. Isso inclui benefícios de saúde, automóveis, com mais de 25 mil veículos segurados. “Para o Brasil isso é um número pequeno, mas significa a liderança na Colômbia”, comentou Pérez.

Batt: temos agora um leque maior de produtos para ofertar
Batt: temos agora um leque maior de produtos para ofertar

A Seguros Sura Brasil conta com 312 colaboradores e atualmente atende mais de 1,4 milhão de clientes. Esta equipe se junta a mais de 11 mil colaboradores da SURA na Colômbia, República Dominicana, El Salvador e Panamá, e a mais 10 milhões de clientes que a companhia possui nesses quatro países. O Grupo Sura é líder na Colômbia e na América Central, com um total de 10 milhões de clientes. Recentemente anunciou a assinatura de um acordo para adquirir as operações da RSA na América Latina, que atingem mais de 5.6 milhões de clientes no México, Chile, Argentina, Brasil, Uruguai e Colômbia.