Transferência de risco do resseguro para mercado de capitais favorece obras

Fonte: Agência Estado

A transferência de riscos do resseguro para o mercado de capitais é uma alternativa para viabilizar grandes obras e projetos de setores como construção civil e óleo e gás, impactados pela Lava Jato. Embora esses segmentos estejam paralisados em meio às investigações de um esquema bilionário de desvios e lavagem de dinheiro, no momento da retomada, será preciso, segundo especialistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, no 5º Encontro de Resseguro, realizado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), atrair players novos e, em alguns casos, menores, cujo risco, seja pelo setor em questão ou pelo porte do tomador, pode não despertar o apetite de seguradoras e resseguradoras.

Na prática, hoje só é possível diluir riscos entre players do próprio setor por meio dos contratos de cosseguro (entre seguradoras), resseguro (seguradora e resseguradora) e retrocessão (resseguradora com resseguradora). Para que seja possível transferi-los também para o mercado de capitais é necessário, porém, que a legislação atual de ambos os segmentos seja alterada e, então, incluída essa possibilidade.

Como a crise político-econômica no País e os desdobramentos da Lava Jato atravancaram a realização de grandes obras e também a conclusão de várias delas, o entendimento de especialistas é de que as mudanças necessárias em termos de regulação precisam ser tocadas desde já. “É preciso uma mobilização para fundamentar projetos de infraestrutura. Há excesso de capital disponível em alguns segmentos. Em setores como de construção e óleo e gás, porém, são necessários outros instrumentos para criar capacidades. A hora de fazer é agora”, atentou André Gregori, CEO da holding GRG Capital.

Alguns projetos sobre a transferência de riscos do resseguro para o mercado de capitais já foram enviados ao governo, conforme fonte ouvida pelo Broadcast, entretanto não avançaram. A nova aposta do mercado está no âmbito de um projeto arquitetado pela Federação Nacional das Empresas de Resseguro (Fenaber) e pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e que será entregue ao Ministério da Fazenda em junho próximo.

Um dos pontos da iniciativa, no âmbito de uma proposta para criar um polo regional de resseguros no Brasil e atrair prêmios offshore para o País, está a transferência de riscos para o mercado de capitais. No mundo, essas operações já representam mais de 10% do volume total mundial dos contratos de resseguro e movimentam bilhões de dólares. A transferência de risco é feita, principalmente, por meio dos chamados cat bonds, títulos de catástrofe natural que seguem o conceito de securitização. A expectativa de especialistas, porém, é que essa fatia aumente, podendo ter relevância semelhante a do mercado imobiliário internacional, para o qual o mercado de capitais representa em torno de 60% das operações feitas.

“Indiretamente, o mercado de capitais já chegou ao setor de seguros brasileiro. Isso porque o prêmio de resseguro registrado no Brasil e, posteriormente, enviado ao exterior pode ser transferido ao mercado de capitais”, observou Rodrigo Botti, diretor-geral da Terra Brasis e um dos integrantes do grupo de estudos do projeto.

Na América Latina, a transferência de riscos do mercado de resseguros para o de capitais já é uma realidade com instrumentos disponíveis no México, Caribe, Uruguai. Viabilizar essa possibilidade no Brasil, conforme projeto que será enviado ao Ministério da Fazenda em breve, também pode significar uma demanda adicional de R$ 8 bilhões por títulos públicos uma vez que os produtos financeiros utilizados são colaterizados. Hoje, por exemplo, estima-se que o resseguro brasileiro gere demanda de cerca de R$ 11 bilhões por títulos do tesouro americano (treasuries).

“Assumindo que as resseguradoras locais (instaladas no País) transfiram 10% dos prêmios retidos para o mercado de capitais com uma taxa média de 5%, chegamos em uma demanda de R$ 8 bilhões por títulos públicos brasileiros”, explicou Botti.

Para Paulo Pereira, presidente da Fenaber, a parceria entre o mercado de resseguros e o de capitais é fundamental para o desenvolvimento do setor no Brasil. “As resseguradoras conhecem o risco e podem atuar em parceria com o mercado de capitais que tem interesse crescente e capacidade para operar junto ao segmento”, ressaltou ele. Além disso, é tido como condição sine qua non para que o polo regional de resseguros, desta vez, decole no País.

Queda no preço do petróleo eleva risco de acidentes, revela estudo da Marsh

plataformaPerdas seguradas no setor atingiram pico na década de 80, quando o preço do petróleo caiu de US$ 35 para US$ 15. Queda no preço da commodity leva as empresas a reduzirem investimentos, o que acarreta uma ocorrência de perdas seguradas significativamente maiores no período seguinte ao corte nos investimentos.

As decisões de redução de custos na indústria de petróleo foram acompanhadas por um aumento dos riscos resultando em maior frequência de incidentes graves ou grandes perdas, de acordo com o recente Can Energy Firms Break the Historical Nexus?, da consultoria de risco e corretora Marsh. Segundo o estudo, que analisa a correlação sequencial histórica entre a derrocada no preço do petróleo, as perdas seguradas no setor de energia atingiram um pico no mundo na década de 80, logo após o preço do barril de petróleo bruto Brent cair de US$ 35 a US$ 15.

No final de 1990, este ciclo ocorreu novamente quando o preço caiu abaixo de US$ 10 por barril e novamente nos anos seguintes – em 2008, os preços diminuíram de US$ 100 a US$ 32 por barril. De acordo com o estudo, a queda dos preços do petróleo foi responsável por cortes em infraestrutura e gastos em manutenção, além de menores investimentos em medidas de saúde e segurança e treinamento de funcionários.

A derrocada nos preços leva as empresas a cortarem custos, incluindo treinamento de segurança eeducação, o que por sua vez, acarreta uma ocorrência de perdas seguradas significativamente maiores no período seguinte ao corte nos investimentos.

Apesar da queda das receitas, as empresas de petróleo devem manter o seu investimento em gestão de riscos para reduzir o potencial de grandes incidentes e sinistros em seguros. As companhias devem ter cuidado ao aplicar medidas de redução de custos em resposta a esta última crise para evitar uma repetição das grandes perdas que ocorreram no passado. As empresas que investem na gestão de risco têm visto benefícios reais.

Dirceu Tiegs é novo diretor de Negócios e Clientes da Mapfre

dirceu tiegsA Mapfre anuncia a chegada de Dirceu Tiegs como diretor de Negócios e Clientes da Área Regional Brasil. O executivo que atua na companhia há 18 anos esteve nos últimos cinco no grupo BB Mapfre como diretor Geral da Rede Mapfre e seus canais estratégicos.

Em sua nova função, Tiegs terá a responsabilidade de contribuir com a área comercial da empresa, com reporte ao presidente Wilson Toneto, e também a Área Corporativa de Negócios e Clientes (ACNC) da Espanha. O executivo ainda assumirá funções executivas nas unidades de Previdência e Saúde na Mapfre. Formado em Administração e pós graduado em Marketing e Propaganda, Tiegs fez MBA em Gestão Empresarial e Advanced Master, pelo IESE.

Estrangeiros mantêm investimentos apesar da crise

Fonte: CNseg

Apesar da erosão dos pilares da economia brasileira, a exortação em prol da manutenção dos investimentos foi a principal mensagem deixada pelo jornalista e economista Dony de Nuccio, âncora e editor de Economia do Jornal das Dez, da Globonews, autor da palestra “Panorama econômica e perspectivas”, apresentada no segundo dia do 5º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro. “Como vocês querem estar quando essa crise passar? Você, sozinho, não pode determinar o ambiente econômico que planeja atuar. Mas sua reação diante de cada cenário é o que pode fazer a diferença. Sua atitude agora vai definir se sua empresa vai estar do lado do sucesso ou do fracasso nos próximos anos”, lembrou ele, enumerando diversos exemplos de grupos bem-sucedidos na economia global, justamente por pensar fora da caixinha e apostar na ousadia. Estudos e cases mostram que empresas que, em momentos de crise, efetuaram demissões abaixo dos concorrentes, executaram mudanças de processos e tiveram ganhos de eficiência saíram na frente quando da retomada da economia.

O painel contou com a participação do economista Claudio Contador, Ph.D em Economia e atual dirigente do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros. Na condição de coordenador de mesa, Contador solicitou a Nuccio os cenários prováveis da economia a curto e médio prazos e a Fernando Passos, vice-presidente do IRB Brasil RE, os caminhos a seguir por seguradoras e resseguradoras em um cenário tão perverso.

Ele reconheceu, contudo, que as incertezas do cenário econômico fizeram as empresas represar ou cancelar investimentos no País, seguindo o receituário de ajustes indicado para um quadro macroeconômico menos benigno ao capital. Mas esta estratégia é realmente acertada? Olhando a atitude dos investidores estrangeiros, com a manutenção de recursos anuais acima de US$ 60 bilhões desde 2011, mesmo diante da perspectiva de o País repetir dois anos seguidos de PIB negativo, fato ocorrido apenas há 85 anos, quando da grande depressão de 1929, pode-se dizer que há um erro de avaliação dos empreendedores nacionais, algo que, na retomada do crescimento, poderá custar market share ou inviabilizar os negócios para quem, neste momento, reduz drasticamente os investimentos.

Nuccio, que possui curso de extensão em Economia na Brown University, dos Estados Unidos, disse que o ingresso de capitais internacionais é um sinal de que o Brasil ainda figura como uma praça prodigiosa de negócios, sobretudo para quem tem um olhar de médio e longo prazos. O país é um dos quatro com PIB de mais de US$ 1 trilhão, população de mais de 100 milhões e dimensões continentais (EUA, China, Rússia e Brasil).

Ele destaca que o PIB brasileiro, apesar da forte retração de 2015, gerou movimentação de R$ 5,9 trilhões, 78% maior do que o do México; 500% acima do PIB da África do Sul. “Do ponto de vista estratégico, é melhor estar presente no Brasil do que na maioria dos países do planeta”, declarou ele.

Mas existem problemas. A perda do selo de bom pagador por três agências de risco, a baixa taxa de poupança, de menos de 20%, a relação dívida em proporção ao PIB em avanço são fatores que minam a confiança dos mercados. “Os países que perderam o grau de investimento após 2009, em média, levaram de seis a sete anos para recuperá-lo. E os fatores em comum para isso foram a relação dívida/PIB com viés de baixa- a brasileira segue em sentido contrário; taxa de poupança média de 25%- a nossa está abaixo de 20%; e inflação perto do piso da meta- a nossa permanece mais próxima do teto há anos. Isso significa que o Brasil poderá levar mais tempo para recuperar o grau de investimento”, afirma ele.

Em consequência disso, quer dizer, do rebaixamento dos títulos soberanos do País, as empresas que precisem captar recursos no exterior vão pagar prêmios de riscos maiores. Este encarecimento do crédito é uma consequência direta da falta de credibilidade na política econômica do País.

A crise política é outro fator a tornar mais turbulento o cenário econômico, a ponto de haver quem diga que a recuperação econômica não ocorre em virtude do impasse causado pela análise do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Exemplo disso é que as consultorias já trabalham com cenário binário, calculando a variação de indicadores, como PIB, dólar, com a saída ou continuidade do atual governo. Os piores resultados aparecem com a manutenção do governo Dilma, segundo ele.

O debatedor Fernando Passos assinalou que o mercado de seguros/resseguros sente os efeitos do aprofundamento da crise econômica em dose dupla. Seja pela desaceleração dos negócios em áreas mais afetadas pela recessão – como os ramos de transportes e de energia, por exemplo- seja pelo aumento da tributação. O aumento da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSSL), de 15% para 20%, implicará no repasse adicional de mais de R$ 1 bilhão; significa que os ganhos financeiros líquidos vão ser menores no CDI, ao repassar R$ 660 milhões ao Leão. Os corretores também devem enviar mais R$ 270 milhões ao governo.

Na sua avaliação, o mercado deve se preparar para enfrentar uma temporada de alta dos tributos, para compensar a queda de arrecadação enfrentada pelo governo em áreas de elevada contribuição, como os setores de petróleo e gás e mineração, afetados pela operação Lava-Jato e crise econômica.

A volatilidade dos ativos é outra consequência do caos político e econômico. A seu ver, sobretudo nas duas próximas semanas, a variação de preços acompanhará o humor do noticiário envolvendo o pedido de impeachment. Apesar do quadro macroeconômico adverso, ele acredita que o mercado de seguros/resseguros continuará a ter um crescimento real de faturamento neste ano, mantendo sua resiliência diante da crise. A conferir.

Sincor-SP divulga programação do XVII Conec

sincor-spFonte: Sincor-SP

O Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo) definiu a programação do XVII Conec, que acontece de 6 a 8 de outubro, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo. Em sintonia com o tema do evento, “Aprender, Empreender e Ser Corretor: o caminho seguro da distribuição”, o Palácio das Convenções do Anhembi contará com três auditórios: Aprender, Empreender e Ser Corretor, nos quais serão apresentados palestras e fóruns voltados à discussão de questões relevantes ao setor de seguros e ao aprimoramento profissional da categoria.

Em paralelo ao evento, acontecerá a Exposeg, a feira de negócios que reúne as principais seguradoras e empresas relacionadas ao ramo. No local, os corretores de seguros poderão ter acesso direto às companhias, estabelecendo relacionamento com os executivos do mercado, além de tomar conhecimento de novos produtos e serviços.

Através do site do Sincor-SP (http://www.sincor.org.br/conteudoPortugues/modeloInternaComTitulo.aspx?codConteudo=2678) é possível ter acesso à programação completa das palestras, debates, sorteios e shows, além dos demais conteúdos relacionados ao evento.

A programação prevê também uma série de atividades e palestras para o público feminino. Para encerrar o encontro, em alto astral, além do tradicional jantar, está programado um show com o cantor Michel Teló. O valor para o Congresso será reajustado a partir do dia 15/04, por isso, o Sincor-SP alerta os corretores a fazerem as inscrições até a data.

SulAmérica Previdência oferece novos fundos de investimento em parceria com Brasil Plural

A SulAmérica Previdência lançou dois novos fundos de investimento que complementam seu portfólio e trazem a oportunidade de diversificação para clientes de variados perfis. A novidade marca o início da parceria com a Brasil Plural, grupo financeiro com forte presença no mercado de capitais.

Os fundos estão disponíveis nos três planos de previdência da SulAmérica: SulAmérica Prestige (fundo SulAmérica Brasil Plural FIC Renda Fixa), SulAmérica Previdência e SulAmérica Educaprevi (fundo Sul América Brasil Plural FIC Renda Fixa II), tanto para VGBL como PGBL. A estratégia de investimento de ambos busca rentabilidade superior à do CDI e prevê alocação em títulos públicos federais e de crédito privado como CDBs, letras financeiras, debêntures, notas promissórias, DPGEs e FIDCs.

Veja as aplicações mínimas e taxas de administração:

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Com estes lançamentos, a SulAmérica Previdência passa a oferecer também fundos de investimento com gestão terceirizada, disponibilizando aos clientes ainda mais opções.

“Esta parceria permite que clientes e corretores da SulAmérica se beneficiem da sinergia entre a seguradora, com sua gestão ativa e portfólio diversificado, e a gestora, altamente especializada em seu setor de atuação”, destaca o vice-presidente da SulAmérica Investimentos, Vida e Previdência, Marcelo Mello.

Os novos fundos contam com o alto nível de gestão de risco e compliance da SulAmérica e a expertise da Brasil Plural. A parceria ocorre após um minucioso processo de avaliação e seleção que considerou transparência, histórico e excelência entre seus critérios.

Os riscos e desafios dos Jogos Olímpicos Rio 2016 em debate no 5º Encontro de Resseguro do RJ

Os-riscos-e-desafios-dos-Jogos-Olimpicos-Rio-2016-internaFonte: CNseg

Os Jogos Olímpicos Rio 2016 serão o maior evento do planeta este ano, contando com 10.500 atletas de 206 países, envolvidos em 42 campeonatos e uma audiência global de 5 bilhões de pessoas.
E para saber mais detalhes sobre o evento, sua organização e os riscos envolvidos, os participantes do 5º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro encheram o auditório no segundo e último dia do evento, em Copacabana, para ouvirem o especialista em Segurança e Risco do Comitê Olímpico, Roberval Ferreira França e a presidente da Swiss Re Brasil, Margo Black, mediados nos debates por Saint’Clair Pereira Lima, da Bradesco Auto Re.

O primeiro a tomar a palavra foi Roberval Ferreira, que está diretamente envolvido na avaliação dos riscos contra atentados terroristas, uma das maiores preocupações da comunidade internacional com o evento, principalmente após os atentados na França e Bélgica. E, além desse, são muitos os riscos em potencial que preocupam a área de segurança, como, entre outros, epidemias, catástrofes naturais e manifestações sociais violentas. Em relação a esse último, o especialista em segurança afirmou já terem sido mapeados mais de 80 grupos potencialmente perigosos e disposto a ir às ruas, como ocorreu na época da Copa das Confederações. Já para evitar atentados com artefatos nucleares, todas as instalações olímpicas receberão detectores de radiação.

O especialista em Segurança e Risco do Comitê Olímpico, Roberval Ferreira França, o mediador Saint’Clair Pereira Lima, da Bradesco Auto Re e a presidente da Swiss Re Brasil, Margo Black.
Para dar conta dessa grande missão, foi criado um modelo operacional de segurança integrada, que contará com a participação de diversas entidades, tais como as polícias Militar, Federal, Rodoviária e Civil, a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, entre outros.

A presidente da Swiss Re Brasil, em sua apresentação, falou sobre a principal apólice contratada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para o evento, de 400 milhões de dólares de exposição ao risco e uma soma segurada de dois bilhões de dólares, sendo de 900 milhões para primeiro risco.
Essa apólice, contratada junto à Swiss Re e Munich Re, visa cobrir os custos da transmissão do evento em caso de cancelamento dos jogos, considerando quatro diferentes riscos. O primeiro, o risco de atentado terrorista, que se ocorresse, por exemplo, no evento de abertura – que deve contar com cerca de 110 chefes de estado e governo – poderia levar ao cancelamento dos jogos.

O segundo risco é o de catástrofes naturais, apesar de ser pouco provável a ocorrência de um evento de magnitude tal que pudesse levar ao cancelamento. O terceiro é o risco de pandemia, sendo a da Zika a mais preocupante, apesar de também não ser encarado como muito provável. E o quarto é o de manifestações violentas, também pouco prováveis em um nível que levasse ao cancelamento.

Apesar de todos esses riscos e desafios, os palestrantes se mostraram muito empolgados com o evento e a esperança de Roberval é que o Brasil saia-se muito bem, entrando em um círculo virtuoso de expansão, à semelhança do que ocorreu em Barcelona depois de sediar os Jogos Olímpicos de 1992. Vamos torcer!

Especialistas analisam momento atual do resseguro e apontam pontos que precisam de maior atenção

5 resseguroFonte: CNseg

O panorama atual do resseguro no Brasil foi o tema do ultimo painel do primeiro dia do 5o. Encontro de Resseguros, realizado entre 5 e 6 de abril, no Rio de Janeiro. Segundo os cinco participantes do painel, trata-se de um segmento com muitas frentes para desenvolvimento de negócios, seja trazendo ao Brasil produtos já consolidados em mercados maduros, como terrorismo, agronegócio, cyber risk, paramétricos e riscos ambientais, como também em abrir novas frentes para possibilitar o ingresso das seguradoras em nichos como saúde, vida, longevidade, com produtos e serviços inovadores que consideram o uso do Big Data para ofertas virtuais e pontuais, ainda sem base estatística que permita a precificação atuarial.

O panorama atual para as resseguradoras no Brasil é de crescimento das vendas, porém os resultados ainda estão bem aquém do que se esperava após cinco anos da abertura. De acordo com estudo da resseguradora local Terra Brasis, o volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 10,1 bilhões em 2015, aumento de 12,1% em relação aos R$ 9 bilhões apresentados em 2014. Deste volume cedido, R$ 6,1 bilhões foram colocados nas resseguradoras locais (crescimento de 20,1% em relação a 2014) e R$ 4 bilhões colocados nas resseguradoras Offshore (queda de 4,8% ante 2014).

Segundo apresentação de Paulo Botti, CEO da Terra Brasis, o resseguro aceito pelas resseguradoras locais relacionado a riscos do exterior teve um crescimento perto de 160%, passando de R$ 450,8 milhões em 2014 para R$ 1,16 bilhão em 2015, volume expressivo, equivalente a 16 % do total do resseguro aceito pelas resseguradoras locais. Já a sinistralidade das resseguradoras locais passou de 78% em 2014 para 98% em 2015. O ponto fora da curva foi o IRB Brasil Re, com sinistralidade de 61%. Já as outras locais apresentaram um indicador de 142%, desempenho influenciado por alguns sinistros de grandes proporções, ocorridos no quarto trimestre de 2015. O índice combinado, que mede a eficiencia operacional da operação, passou de 92% em 2014 para 113% em 2015, sendo 73% para o IRB e 160% para o conjunto das outras locais.

O retorno sobre o capital do conjunto de resseguradoras locais foi de 15,2% (24,9% para o IRB e 5,7% para o conjunto das demais locais), sendo que em 2014, o ROE foi de 12,6% (21,4% para o IRB e 3,2% para as demais resseguradoras locais). O resultado positivo na última linha, apesar da grande deterioração dos índices técnicos brutos, com exceção do IRB, foi influenciado pelos resultados positivos obtidos nas operações de retrocessão e pelos resultados de investimento apresentado pelas resseguradoras locais ao longo de 2015.

“Com o nível tributário que temos, o resultado das resseguradoras está prejudicado. Tirando o IRB, o resultado das locais piorou e a sinistralidade está elevada. Com a estabilização regulatória que podemos ter daqui para frente, e resultado positivos em volume e ruim em termos de resultado, temos de começar a trabalhar. A questão é como crescer, como ter um mercado mais maduro, como trazer os segmentos de vida, previdência e saúde para o resseguro, visto que hoje é praticamente zero no portfolio do ressegurador. Também temos o desafio de mudar a cultura de responsabilidade civil do automóvel, que mundialmente é responsável por 25% e aqui no Brasil é nula em nossos contratos”, comentou Botti, entre uma grande listas de prioridades para o setor de resseguro trabalhar neste ano.

Bruno Camargo, CEO da Fairfax Brasil Seguros Corporativos, comentou que o impacto da inflação é perverso para as contas do setor e tem um juro real extremamente alto, que também atrapalha. “Juros altos com necessidade de capital baixa, os retornos parecem bons, mas quando se analisa o risco e retorno não é algo animador”, comentou. Para o executivo da FariFax, dentro da indústria de P&C a principal questão a ser pensada é a de parcerias de longo prazo. “O mercado segurador e ressegurador ainda experimentam a relação de mercado aberto, com um puxando a corda para o seu lado. Mas essa questão de longo prazo é a chave da parceria. Não é a conta de mais e menos que o segurado faz que vai determinar a sustentabilidade dos negócios e sim a conta no final”, defendeu.

Estevam Souza, executivo da Porto Seguro, concorda que é preciso mais parceria entre os players do setor. “É determinante que se tenha muita integridade, uma palavra que tenho como diretriz na condução de relações comerciais. Diz que vai fazer e realmente faz. Buscar alguém para suportar as suas necessidades nas épocas boas e também não boas, fortalecendo uma relação de longo prazo”, frisou ele, acrescentando que hoje a companhia para a qual trabalha não compra resseguro, mas está aberta a conhecer melhor a infinidade de produtos e serviços que o mercado aberto pode proporcionar para todos. “A Porto Seguro não compra resseguro para catástrofe. Mas, junto com o apoio do ressegurador, podemos ser levados a uma estratégia com uma dose de risco. Como atuar em outro pais? Ou atuar em seguro de alta renda? São provocações para gerar reflexão, que a relação de parceria, duradoura, de longo prazo pode motivar bons negócios”, afirmou.

Bruno Freire, CEO da Austral Re, traçou um cenário um tanto desolador do que eram as expectativas em 2010 e sobre como praticamente quase nada deu certo até o presente momento em razão do panorama político e econômico que o Brasil mergulhou desde 2014. “Para 2016, sinto que temos um cenário ainda de poucos negócios, com investimentos parados, mas focados no desenvolvimento do setor para quando a economia retomar o crescimento”, disse.

Luiz Araripe, executivo da Aon Benfield, também reforçou em sua fala a importância das parcerias de longo prazo, mas priorizou a necessidade urgente das seguradoras e resseguradoras conhecerem seus clientes e colocarem à disposição produtos e serviços demandados. “A tecnologia traz novas oportunidade de entender o risco. Não dá para calcular as oportunidade de negócios que se abrem para todos se a tecnologia for usada para trazer ao mercado, produtos como cyber, ambiental, riscos catastrófico. A questão do big data é relevante para a nossa indústria para a subscrição de riscos com base em dados mais efetivos”, defendeu.

A crise traz oportunidades. Hoje tem muita gente boa disponível em outras indústrias que podem migrar para o setor. “Há muita gente disponível nos bancos de investimentos que podem ajudar o setor a ter produtos mais sofisticados e inovadores. Não temos programas de formação difundidos por parte das seguradoras e resseguradoras no exterior, mas esse investimento em pessoas tem de se acelerar, pois vai ser essencial para a gestão de pessoas no futuro.”, finalizou Bruno Camargo.

Risco de terrorismo cresce e é considerado iminente, afirmam especialistas

napoleon montes amayaFonte: CNseg

O temor de um ataque terrorista no Brasil durante os Jogos Olímpicos existe, mesmo com o sofisticado esquema de segurança desenhado pelo Comitê Olímpico. São inúmeras as medidas para evitar que qualquer acidente aconteça, e, se acontecer, há centenas de planos de contingenciamento. Mesmo com toda a prevenção, o risco é iminente e por isso os envolvidos recorrem ao mercado segurador para ter verba em caso de necessidade de indenizações, reparações e retomada dos negócios. Esse foi o tema da palestra “Riscos para a cobertura de Terrorismo”, que aconteceu nesta terça-feira, 5, no 5o. Encontro de Resseguros, que encerra-se hoje no Rio de Janeiro.

Segundo os resseguradores, acostumados a subscrever apólices de terrorismo, como Napoleon Montes-Amaya, subscritor da Hiscox MGA, um dos mais especializados em terrorismo, trata-se de um risco em estado de alerta em todo o mundo. Entre os dados históricos que ajudam a compor os dados estatísticos para calcular uma perda máxima se algo aleatório acontecer, há o que aconteceu durante os jogos no México, m 1968, e na Alemanha, em 1972, em Atlanta em 1993 e mais recentemente a forte atuação do Estado Islâmico com os recentes atentados em Paris e Bruxelas.

O palestrante destaca que na época, o México estava há 40 anos com o mesmo partido no poder e os estudantes protestavam contra a violência policial. Cerca de 10 dias antes dos jogos olímpicos, sendo a primeira vez que um país latino era anfitrião do evento, os estudantes organizaram uma manifestação. Houve uma enorme repressão por parte do governo e muitos estudantes morreram. Os números ainda são contestados e a perda para o evento foi gigantesca em todos os sentidos: vidas, financeiros, perda patrimonial de famílias e empresas, além da imagem do país.

“Muitos podem estar se perguntando: E dai? Estamos no Brasil. Mas esses eventos mostram que os terroristas buscam um palco mundial para expor as suas reinvindicações. Segundo ele, os eventos do EI têm cada vez mais sido bem sucedido. Depois da morte de Osama Bin Laden, ficou em pauta uma mensagem deixada por ele: Quanto menor a célula terrorista, maior a chance de sucesso. A partir disso, os especialistas de resseguro foram contabilizar se essa afirmação tinha fundamento e descobriram que sim. O risco de um ataque com a participação de uma pessoa, tem um índice de 75% para ser bem sucedido. O contrário também é verdadeiro. As chances de um ataque com uma pessoa ser evitado é de 25%. Já com dez participantes, a chance dele ter sucesso é de 5%, pois com mais envolvidos a probabilidade da segurança descobrir é de 95%.

De acordo com Renato Rodrigues, CEO da XL Catlin, o agravamento de risco com terrorismo tem crescido de forma assustadora. Em suas contas, em 2013 foram registrados 9.964 eventos e em 2014 esse número saltou 35%, para 13.463. Em números de vidas perdidas, os números subiram de 17,8 mil para 32,7 mil. “O terrorismo se move. A América Latina era o epicentro nos anos 90. Seis países eram responsáveis pela maioria dos ataques. Se acalmou nos anos 2000, mas se move, e a questão da Olimpíada traz a atenção para o Brasil”, afirma. A região da América Latina também passou a ter um elevado grau de risco. Chile, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Nicarágua e Peru foram responsáveis por 16 mil incidências violentas, contra 15 mil registradas em 136 países.

Muitas empresas, entre elas shoppings, lojas de varejo, empresas de telecomunicação e serviços como energia e água, passaram a demandar informações sobre perdas com terrorismo em razão dos jogos olímpicos e também com o agravamento da polarização partidária no Brasil. No entanto, para que o seguro terrorismo seja acionado, é preciso que o governo assuma que houve um ataque de terrorismo. No caso das bombas durante a Maratona de Boston, por exemplo, a apólice não foi acionada pois o governo americano não atribuiu o fato ao terrorismo. Na visão dos resseguradores, o MST é uma organização com agenda política estabelecida. Perdas por quebra-quebra estão fora das apólices tradicionais, mas ato de guerra civil, que militares sejam acionados para garantir a ordem e as propriedades podem ser incluídos na cobertura que também contemplam sabotagem, dano com dolo, tumultos e greves.

Algumas pessoas acham que é terrorismo é um produto muito caro. E acabam não contratando em apólices como cyber risk ou danos operacionais. No entanto, ressalta Rodrigues, os limites são bem mais baixos para o segmento de ramos elementares, com o custo representando algo inferior a 10% do preço total do programa de seguros. Pelo Brasil ter uma regulamentação ainda pouco consolidada, clientes que necessitam de cobertura para terrorismo, como hotéis, empresas de telefonia e mídia, buscam autorização do governo para comprar fora do Brasil, principalmente para ter coberturas mais abrangentes e valores de coberturas acima de US$ 1 bilhão.

Para Marco Castro, presidente do Lloyd’s of London no Brasil, não se trata, neste caso, de falta de inovação dos resseguradores e sim “o que as seguradoras precisam fazer para ofertar o que já está disponível no mercado internacional e ainda não é oferecido aqui”. A perspectiva é de que o tema seja mais discutido para mudanças na regulamentação, principalmente na burocracia para aprovação de produtos, e assim o Brasil possa ter a disposição de todos produtos consolidados nos portfolios e programas de seguros em todo o mundo.

Liberty Seguros investe em agilidade para o atendimento aos corretores

liberty logoEm 2015, a Liberty Seguros implementou o DSO (Diretório de Serviços Operacionais), uma ferramenta desenvolvida para complementar o atendimento por chat e telefone e atender as demandas operacionais que anteriormente eram tratadas por e-mail. Atualmente, cerca de 40 mil solicitações de serviços são abertas mensalmente no canal, agilizando e facilitando o contato com os corretores 24 horas por dia.

“A implementação do DSO é uma das iniciativas da Liberty Seguros para oferecer conveniência, simplicidade e segurança no atendimento aos corretores e o retorno tem sido positivo”, diz Dennis Milan, Diretor de Operações e Sinistros.

Utilizando o DSO, os corretores têm acesso a mais de 100 serviços com SLAs (tempo de espera para tratamento da solicitação) pré-determinados, incluindo reanálise de propostas, solicitações de vistoria prévia, de carro reserva, serviços de cobrança e comissões, entre outros. Além disso, eles podem acompanhar todas as etapas do atendimento diretamente na plataforma, que está integrada ao Portal Meu Espaço Corretor.

“Os corretores têm destacado a praticidade, facilidade e agilidade na resolução de problemas, que permitem que o atendimento aos nossos segurados também seja mais eficiente”, informa Luciane Rodrigues, superintendente de Operações da Liberty Seguros.