Roberto Setubal confirma participação no Ciab FEBRABAN, principal evento do setor financeiro

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Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco e um dos principais executivos do setor financeiro do País, tem presença confirmada na 26ª edição do Ciab FEBRABAN (Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras).

O principal evento de tecnologia para o mercado financeiro da América Latina será realizado entre 21 e 23 de junho, no Transamérica Expo, em São Paulo.

Roberto fará uma apresentação durante a abertura do Congresso, no final da manhã do dia 21 de junho, quando falará sobre a cultura digital e como a sociedade tem se transformado. Murilo Portugal, presidente da FEBRABAN, será moderador no debate com o público.

Esta será sua segunda participação no Ciab FEBRABAN: em 2012, o executivo falou para uma plateia de 500 pessoas sobre os desafios tecnológicos a serem enfrentados pelo setor e sobre economia. Neste ano, o evento, que tem como tema principal ‘Cultura Digital transformando a sociedade’, receberá mais de 100 expositores e 210 painelistas, que apresentarão as mais importantes tecnologias e inovações do setor para mais de 20 mil visitantes.

Fundación Mapfre lança 4ª edição do Concurso Internacional de Contos

reuniaoRealizado há três anos pela instituição em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI), a iniciativa traz algumas novidades: além do novo tema, “Eduque seu Mundo”, o concurso está sendo realizado pela primeira vez de forma simultânea na Espanha e América Latina, totalizando 19 países, entre eles Brasil, Argentina, Chile e Espanha.

Criado para incentivar jovens e crianças com idades entre 6 e 18 anos a refletir sobre o futuro e a importância da educação para alcançá-los, o concurso é direcionado para alunos dos ensinos Fundamental e Médio de escolas públicas ou privadas, de organizações não-governamentais e demais espaços educativos.

As inscrições devem ser feitas pelo site https://concursodecuentos.fundacionmapfre.org/ e efetivadas por um adulto responsável (pai, mãe, educador, professor etc.).

Em seus textos, os participantes precisam imaginar um mundo melhor, contado a partir de histórias sobre prevenção de acidentes e segurança viária; solidariedade, inclusão social e educação; arte como forma de conhecimento; cultura de seguros e a adoção de hábitos de vida saudáveis.

O Concurso contempla mais de uma centena de prêmios entre laptops, tablets, câmeras digitais, bicicletas e materiais educativos, premiando não somente os alunos, mas também as escolas e seus professores, educadores, pais e/ou responsáveis.

A seleção dos vencedores será dividida em duas fases: inscrição e votação pública e júri selecionado. Na primeira fase, que vai até 15 de novembro, a seleção dos contos acontece mediante a votação popular pela internet. Por isso, quanto antes o conto for inscrito, mais tempo o participante tem para angariar votos.

Isso porque na segunda etapa os 20 contos mais votados de cada país, sendo 10 contos do Ensino Fundamental e 10 contos do Ensino Médio, serão selecionados por um júri escolhido pela Fundación Mapfre, que avaliará os textos finalistas, elegendo um ganhador em cada categoria: Ensino Fundamental e Ensino Médio. O anúncio dos vencedores acontecerá em dezembro.

Marsh lança estudo sobre cativas depois de entrevistar mais de 1,1 mil no mundo

A Marsh, líder em corretagem de seguros e gestão de riscos e uma subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies, Inc, acaba de publicar o relatório Captive Benchmarking Report 2016, que examina o cada vez mais complexo cenário de risco global e o papel que as seguradoras cativas podem desempenhar em resposta a seus desafios singulares.

O relatório reúne informações das 1.139 cativas geridas pela Marsh no mundo todo e constatou que o número de subscrições de riscos não tradicionais por cativas a suas respectivas empresas aumentou consideravelmente em 2015, sugerindo uma tendência crescente entre organizações que procuram abordar os riscos em rápido desenvolvimento através do uso de uma seguradora cativa. Por exemplo, o número de cativas geridas pela Marsh que estão subscrevendo riscos para a cadeia de suprimentos cresceu 133% em 2015, enquanto o avanço nos riscos de responsabilidade cibernética foi 30%; A subscrição dos riscos políticos cresceu 27%; e o número de acesso ao seguro de riscos a atos terroristas aumentou em 17%.

“Alguns dos riscos de hoje, incluindo o cibernético, risco político e terrorismo, estão evoluindo tão rápido que o mercado de seguros luta para chegar a soluções adequadas para resolvê-los”, disse Chris Lay, Presidente da Marsh Captive Solutions. “As cativas oferecem uma solução única para as organizações que estão lutando para encontrar soluções de seguros adequados e são uma ferramenta ágil, que pode responder rapidamente a casos de perdas catastróficas”, disse ele.

As demais conclusões do relatório, Marsh Captive Solutions: Creating Security in an Uncertain World, incluem:

O número de proprietários, que utilizam cativas para gestão de benefícios para os trabalhadores de multinacionais, aumentou 143% em 2015, representando um crescimento mais expressivo que o dos riscos não tradicionais apresentados pelas cativas geridas pela Marsh.

A América Latina é o mercado que apresenta o mais rápido crescimento para cativas. Nos últimos três anos, a Marsh trabalhou ativamente em 42 oportunidades com cativas e entregou 20 projetos de consultoria para organizações na região.

Apenas 48% das cativas geridas pela Marsh nos Estados Unidos qualificam-se como companhias de seguros, no que diz respeito à tributação e recolhimento de imposto de renda federal, fornecendo mais evidências de que cativas são formadas por múltiplas razões de gestão de risco.

A Marsh nota um maior interesse em cativas e espera que este crescimento também se estenda para os setores de construção, energia, imobiliário, educação e esportes / entretenimento / eventos indústrias.

Mais sobre o estudo pode ser obtido no link após um rápido cadastramento https://www.marsh.com/us/insights/research/captive-benchmarking-report-2016.html

Tokio Marine cria diretoria de precificação para sustentar crescimento com rentabilidade

A Tokio Marine anuncia a criação da diretoria de precificação e riscos diversos massificados. A área está sob o comando de Arnaldo Bechara Filho, profissional com 13 anos de experiência no mercado de seguros e há 5 anos na Tokio Marine. Com a missão de manter o acelerado ritmo de crescimento da empresa e a rentabilidade dos produtos, o executivo, que reporta ao Diretor Executivo de Produtos Massificados, Marcelo Goldman, vai trabalhar no aperfeiçoamento contínuo dos processos entre as áreas, estimulando as equipes a conhecer e divulgar ainda mais todo o portfólio da companhia.

“Sou atuário de formação e ser responsável por uma área de produtos é um grande desafio na minha carreira. Acredito que haverá uma grande sinergia entre as três divisões da Diretoria de Massificados: Automóvel, RD Massificados e Vida. Minha missão é aprimorar os processos existentes e implementar melhorias para aumentar a integração entre as áreas”, afirma Bechara em comunicado distribuído à imprensa.

Segundo o executivo, o principal foco é atingir as metas definidas pelo Plano Avançar. “O desafio da Tokio Marine é muito grande e os produtos de Riscos Diversos Massificados e Automóvel têm papel fundamental para atingirmos estes objetivos. Nos últimos quatro anos, a seguradora foi a que mais cresceu nas carteiras de Auto e Condomínio, mantendo ótima rentabilidade dos produtos nesse período. Queremos manter essa receita de sucesso para os próximos anos”, diz.

Como diretor da carteira de RD Massificados, Bechara tem como uma das principais metas sensibilizar a população que ainda não possui Seguro Residencial. Outro projeto é alavancar cada vez mais as vendas da Tokio Marine através do Canal Afinidades, no qual a seguradora disponibiliza produtos como Residencial, Garantia Estendida, Equipamentos, Perda e Roubo de Cartões, Acidentes Pessoais e Prestamista. Com a criação da diretoria, os departamentos de Precificação e RD Massificados passaram a centralizar também todas as demandas de cotações vindas do canal Afinidades, incluindo a carteira de Pessoas.

Na área de Precificação, a Tokio Marine planeja avançar e aumentar a participação dos produtos no mercado, manter as margens definidas pelos seus acionistas e oferecer um preço adequado e competitivo aos Parceiros de Negócios e Clientes. “Independentemente do produto, queremos oferecer aos nossos Corretores, Assessorias e Segurados um valor justo e competitivo no mercado. Sabemos da importância que o preço tem para explorar a parcela do mercado que ainda não faz seguro. Queremos atingir essa população”, conclui Arnaldo Bechara.

Sérgio Bermudes afirma que Bradesco pode processar União por vazamento de informações de indiciamento

A coluna de Lauro Jardim, no O Globo, afirma que o Bradesco pode entrar com uma inédita ação contra a União a propósito do indiciamento ocorrido ontem de Luis Carlos Trabuco, presidente do Bradesco. Advogado do Bradesco em dezenas de causas, Sergio Bermudes considera o “vazamento”, via PF, de um inquérito envolvendo Trabuco, “um ilícito administrativo pelo qual respondem a União e, em ação regressiva, os agentes responsáveis pela divulgação”.Diz Bermudes: O Bradesco e Trabuco têm legitimidade e interesse jurídico para propor uma ação declaratória do seu direito de exigir da União indenização pelos danos morais e materiais causados pela divulgação ilegal, precipitada e irresponsável de uma inverdade que deveria ser mantida sob sigilo. Ontem, o banco perdeu R$ 6 bilhões em seu valor de mercado na Bovespa.

Nova lei de crédito à exportação amplia o leque de agentes e compartilhar o risco com essas outras instituições

Fonte: Agencia Senado

Foi publicada nesta quarta-feira (1º) a Lei 13.292/2015, que facilita a concessão de seguro de crédito à exportação de produtos agrícolas sujeitos a cotas de importação em outros países. A lei tem origem na Medida Provisória (MPV) 701/2015, transformada no Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2016, aprovado no Senado em maio.

A nova lei permite o uso de recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para a concessão de seguro de crédito nas exportações de produtos agrícolas que sofrem restrições comerciais fora do Brasil. De acordo com o Ministério da Fazenda, o FGE tem cobertura de US$ 28 bilhões e margem para aprovar outros US$ 7 bilhões. O preço do prêmio do seguro é calculado sobre o valor do principal financiado da operação, considerando variáveis como o país do devedor, tipo, natureza do risco, prazo total do financiamento e capacidade financeira do devedor.

Ampliação

A lei autoriza seguradoras e organismos internacionais, como a Agência Multilateral de Garantia do Investimento (AMGI), a oferecerem o seguro. O objetivo é ampliar o leque de agentes e compartilhar o risco com essas outras instituições, contribuindo para a abertura de mercados. Durante a análise pelo Congresso, os parlamentares acrescentaram à lista as resseguradoras e os fundos de investimento que financiarem a produção de bens destinados à exportação, além de assegurar tratamento diferenciado a micro e pequenas empresas.

Outro caso de garantia de riscos incluído pelo relator do texto que deu origem à lei é para as exportações estrangeiras de bens e serviços, desde que associadas a exportações brasileiras ou que contenham componentes produzidos ou serviços prestados por empresas brasileiras. Para isso, deverá haver o compartilhamento de risco com agências de crédito à exportação estrangeiras, seguradoras, resseguradoras, bancos e organismos internacionais.

Também no Congresso, o texto foi alterado para possibilitar o uso do seguro de crédito no caso de produtos nacionais que não saírem do território brasileiro. Para isso, a venda, efetivada em moeda nacional ou estrangeira, deve ser realizada para empresa com sede no exterior ligada a atividades de pesquisa ou lavra de jazidas de petróleo e de gás natural no país.

Nessa situação e nas exportações estrangeiras associadas às nacionais, o texto aprovado prevê o compartilhamento de risco entre a União e agências de crédito à exportação e outras instituições estrangeiras. O compartilhamento cobre riscos comerciais, políticos e extraordinários no âmbito de uma mesma operação de crédito à exportação, independentemente do país de origem.

A União poderá conceder garantia às exportações brasileiras e às operações de crédito à exportação compostas por exportações nacionais e estrangeiras. Nesse último caso, deverá ser na proporção das exportações estrangeiras com cobertura da União.

Vetos

Foi vetado o trecho que permitia à União oferecer garantia, com recursos do FGE, nas operações de seguro de investimento no exterior contra riscos políticos e extraordinários. O seguro de investimento ocorre para prover indenizações a empresas brasileiras que tenham decidido investir em outros países nos quais o empreendimento não pôde continuar devido a problemas políticos ou extraordinários. O veto ocorreu depois de ouvido o Ministério da Fazenda. De acordo com as razões, a cobertura dos investimentos no exterior elevaria muito o risco potencial do FGE, podendo gerar grande impacto fiscal à União.

Também foi vetado o trecho segundo o qual a União irá integralizar sua cota no fundo por meio de imóveis ou direitos sobre imóveis. Isso porque, segundo a justificativa, o dispositivo apresenta inconstitucionalidade formal, por ser impertinente ao tema da lei.

Finalmente, os Ministérios do Planejamento e da Fazenda recomendaram veto ao trecho que previa pagamento em moeda estrangeira para contratos de financiamento ou de prestação de garantias de exportação, para a Cédula de Produto Rural e alguns certificados de seguro agropecuário. A alegação apresentada é que a possibilidade de emissão em moeda estrangeira desses títulos de crédito poderia elevar o risco cambial. Tal problema seria solucionado por outra medida provisória (MPV 725/2016), que permite a emissão dos títulos com correção cambial.

Michel Temer assina lei que flexibiliza a compra de seguro rural

Presidente da República

Poder Legislativo

Lei nº 13.195, de 25 de novembro de 2015

Altera a Lei no 12.712, de 30 de agosto de 2012, para estabelecer que a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S.A. – ABGF ficará encarregada da gestão do Fundo de Estabilidade do Seguro Rural – FESR até a completa liquidação das obrigações deste Fundo, as Leis nos 4.829, de 5 de novembro de 1965, e 10.823,de 19 de dezembro de 2003, e o Decreto-Lei no 73, de 21 de novembro de 1966.

O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu promulgo, nos termos do parágrafo 5o do art. 66 da Constituição Federal, as seguintes partes vetadas da Lei no 13.195, de 25 de novembro de 2015:

“Art. 4o ………………………………………………………………………..

‘Art. 25. ……………………………………………………………………….

§ 1o A instituição financeira que exigir a contratação de apólice de seguro rural como garantia para a concessão de crédito rural fica obrigada a oferecer ao financiado a escolha entre, no mínimo, duas apólices de diferentes seguradoras, sendo que pelo menos uma delas não poderá ser de empresa controlada, coligada ou pertencente ao mesmo conglomerado econômico-financeiro da credora.

§ 2o Caso o mutuário não deseje contratar uma das apólices oferecidas pela instituição financeira, esta ficará obrigada a aceitar apólice que o mutuário tenha contratado com outra seguradora habilitada a operar com o seguro rural.

§ 3o A instituição financeira deverá fazer constar dos contratos de financiamento ou das cédulas de crédito, ainda que na forma de anexo, comprovação de que foi oferecida ao mutuário mais de uma opção de apólice de seguradoras diferentes e que houve expressa adesão do mutuário a uma das apólices oferecidas ou, se for o caso, que ele optou por apólice contratada com outra seguradora, na forma estatuída nos §§ 1o e 2o deste artigo.

‘……………………………………………………………………………………………

“Art. 5o …………………………………………………………………………

‘Art. 1o ………………………………………………………………………….

…………………………………………………………………………………………….

§ 5o As formas de concessão da subvenção econômica de que trata este artigo deverão preservar o direito de livre escolha dos produtores rurais pelas apólices, natureza dos riscos cobertos e seguradoras de seu interesse.

§ 6o O poder público não poderá exigir a contratação de seguro rural como condição para acesso ao crédito de custeio agropecuário.’ (NR)

‘Art. 2o ………………………………………………………………………….

Parágrafo único. Poderá ser exigido do produtor rural, como condição para acessar a subvenção econômica de que trata esta Lei, o fornecimento de dados históricos individualizados dos ciclos produtivos antecedentes em relação à atividade agropecuária a ser segurada.’ (NR)

‘Art. 3o …………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………

§ 2o O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento organizará e disponibilizará na rede mundial de computadores um banco de dados com as informações das operações subvencionadas, objetivando fornecer dados estatísticos que facilitem os cálculos atuariais e a precificação do seguro rural.

…………………………………………………………………………………'”. (NR)

Brasília, 1º de junho de 2016; 195o da Independência e 128º da República.

MICHEL TEMER

Demarest Advogados e DAC Beachcroft realizam o seminário “Regulação de Sinistros em Grandes Riscos”.

Release

O Seminário “Regulação de Sinistros em Grandes Riscos” vai discutir, através de casos práticos, os principais aspectos a serem considerados numa regulação de sinistro, seja do ponto de vista da apólice local, seja do resseguro. Cada painel traz um ramo diferente e a experiência de um país; o Brasil abordará a Responsabilidade Civil de Produto, o Chile vai falar sobre D&O, o tema da Colômbia será Responsabilidade Civil Geral e o México falará sobre Riscos Cibernéticos.

Já as exposições do Reino Unido focam na prática internacional do mercado para cláusulas de controle/cooperação de sinistro e para D&O e compliance, trazendo diversos casos e precedentes do mercado inglês.

“Nossa ideia é debater, de forma prática, as questões controvertidas de sinistro em cada um desse ramos, como a prática securitária e a lei de cada país influem na regulação, as soluções que foram encontradas e as recomendações que devem ser levadas em conta para assegurar a correta aplicação e interpretação do contrato de seguro”, explica a sócia do Demarest Advogados responsável pelo evento, Marcia Cicarelli. Ela acrescenta que “Ao trazer profissionais de diversos países, o seminário possibilita uma visão comparada e suscita a reflexão e o debate sobre a importância de se combinar o conhecimento local com as práticas internacionais”.

As palestras serão ministradas em português e espanhol. O evento é gratuito e exclusivo para convidados.

PROGRAMAÇÃO

7 DE JUNHO DE 2016

08h30 Credenciamento e welcome coffee

09h00 Abertura – Marcia Cicarelli, Demarest Advogados

09h10 Chile: Sinistro de D&O – Aspectos Relevantes – Andrés Amunátegui, DAC Beachcroft Chile

09h40 Colômbia: Sinistro de Responsabilidade Civil – Interações com Resseguro

Juan Diego Arango, DAC Beachcroft Colômbia

10h10 Brasil: Sinistro de RC Produtos – Interações com Recall

Marcia Cicarelli, Demarest Advogados

10h40 Coffee break

11h00 México: Riscos Cibernéticos – Rodrigo Fernández-Guerra, DAC Beachcroft México

11h30 Reino Unido: D&O – Aspectos Regulatórios e de Compliance – Matthew Wescott , DAC Beachcroft LLP

12h00 Reino Unido: Claims Cooperation e Claims Control Clauses no Contrato de Resseguro – Anthony Menzies, DAC Beachcroft LLP

12h30 Encerramento

Mais informações no www.demarest.com.br/pt-br/publicacoes/regulacao-de-sinistros-em-grandes-riscos#sthash.8iNOHJDw.dpuf

Bradesco se diz surpreso com indiciamento de executivos na Zelotes

13321888_1064645456917423_4866237429804735031_nEm comunicado ao Mercado, o Banco Bradesco se diz surpreso por ter três executivos indiciados em um dos inquéritos desdobrados da chamada “Operação Zelotes”, inclusive o seu Diretor-Presidente, Luiz Carlos Trabuco Cappi. Segundo relatório da Polícia Federal, membros da Diretoria do Banco mantiveram contato com pessoas investigadas por crimes de corrupção ativa.

No comunicado, o banco afirma que no âmbito do citado inquérito, dois Diretores do Bradesco prestaram depoimentos à Polícia Federal em São Paulo, quando esclareceram que foram procurados por escritório de assessoria tributária que se ofereceu para advogar uma questão fiscal junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais “CARF”. Desses contatos não se efetivou qualquer proposta, contratação ou pagamento, mesmo porque a pendência fiscal já se encontrava sob o patrocínio de renomados tributaristas.

Diz ainda que o processo junto ao CARF, objeto da investigação, foi julgado em desfavor do Bradesco por unanimidade – 6 x 0, e encontra- se, agora, submetido ao Poder Judiciário. A Companhia informa que jamais prometeu, ofereceu ou deu vantagem indevida a quaisquer pessoas, inclusive a funcionários públicos, para encaminhamento de assuntos fiscais ou de qualquer outra natureza.

“O indiciamento toma de surpresa a Administração do Bradesco, considerando que os dois Diretores foram ouvidos apenas como testemunhas e o Presidente da Companhia sequer foi ouvido e tampouco participou de qualquer reunião com representantes do escritório de assessoria tributária. O Bradesco reitera seus elevados padrões de conduta ética e reafirma a sua confiança no pleno funcionamento da Justiça.”

Novo governo anima conjuntura do setor de seguros, que já sinaliza queda na rentabilidade

alexandre camilloOtimismo com mudanças. Esse é o tom da Carta da Conjuntura produzida pelo consultor Francisco Galiza e divulga hoje e pelo Sincor-SP. A aprovação do processo de impeachment traz a equipe que compõe a análise a esperança com o novo governo. “Mesmo que interino, começamos a ter esperanças de melhoras. A situação ainda está complicada, a economia brasileira teve retração de 4% no ano passado e está prevista a queda de mais 4%, os números do setor de seguros, claro, ainda não foram revertidos para o crescimento, entretanto nossos executivos já estão muito mais confiantes”, comenta Alexandre Camillo, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP), no estudo. Para ele, este já é um tempo de mudanças na economia. “Com as mudanças políticas ocorridas em maio, uma janela de oportunidade se abre para a economia brasileira e, em especial, para o mercado de seguros. Com certo sacrifício, a expectativa é que a sociedade poderá voltar a crescer de forma sustentada, superando os números desfavoráveis obtidos nos últimos dois anos”, afirma.

Em economia, avalia Galiza, alguns índices respondem mais rápido à retomada do crescimento, como o dólar e a bolsa de valores, outras são mais demorados. Uma frase comum no setor de seguros diz que este é o último a entrar na crise e também o último a sair, por um aspecto de inércia, as pessoas e empresas demoram um pouco para se desfazer de bens e seus seguros, e depois também para se reestruturar. Alguns indicadores econômicos já tiveram melhora, sinalizando e antecipando uma possível diminuição no grau de incerteza da economia, além da possibilidade da existência de reformas positivas no curto prazo, como o comportamento do dólar comercial e as taxas de inflação. A expectativa é de que a partir do segundo semestre de 2016 haja também melhora em outros indicadores econômicos.

Com os dados do mercado segurador até março, os produtos típicos de segmento (automóvel, pessoas, residencial, empresarial, etc), mas ainda sem considerar as operações de saúde suplementar, tiveram uma variação acumulada de mais 3%, um número positivo, mas ainda abaixo das taxas de inflação para o mesmo período. Um ponto favorável, segundo Galiza, é que alguns indicadores econômicos já tiveram melhora, sinalizando e antecipando uma possível diminuição no grau de incerteza da economia, além da possibilidade da existência de reformas positivas no curto prazo. Por exemplo, o comportamento do dólar comercial e as taxas de inflação pertencem a esse grupo.

Agora, a expectativa dos agentes econômicos é que, a partir do segundo semestre de 2016, haja também melhora em outros indicadores econômicos (ou, pelo menos, diminuição nas perdas registradas e acumuladas nos últimos tempos). Todos esses fatores podem ter influência direta no segmento de seguros.

Na análise dos números, o estudo traz alguns destaques no número de corretores. Ao final de abril, o total de corretores de seguros no Estado de SP era de 38,8 mil, sendo 63% corretores pessoas físicas e 37% corretoras pessoas jurídicas. Em 12 meses, tivemos uma variação total de 6% nesse número. Dois motivos explicam esse movimento crescente. Primeiro, o interesse profissional maior da sociedade por tal segmento, o de distribuição de seguros. Segundo, por razões fiscais (a possibilidade de tributação pelo simples), muitos corretores pessoas físicas se tornaram também empresas. Observar que, por isso, nesses últimos 12 meses, a variação do montante das corretoras pessoas jurídicas (7%) é um pouco maior do que a das corretoras pessoas físicas (5%). Desse total de corretores existentes no Estado, 80% se especializam em todos os ramos; e 20% em vida, previdência ou saúde. Outra característica importante é que, na Cidade de São Paulo, estão localizadas 48% das corretoras existentes em todo o Estado.

Em análise dos dados macroeconômicos, o consultor afirma que não há nenhuma novidade em dizer que, em 2015 e nesse início de 2016, os números econômicos do País continuaram ruins. Os indicadores são diversos. Entretanto, um aspecto importante registrado nesse último mês foi a existência de novos fatos políticos, estimulando diversos agentes econômicos internos e externos. Em consequência disso, houve um cenário mais favorável em alguns números, como o comportamento do dólar comercial, que teve queda expressiva em março e abril. A inflação projetada para 2016 seguiu a mesma trajetória.
Agora, a expectativa dos agentes econômicos é que, a partir do segundo semestre de 2016, haja também melhora em outros indicadores (ou, pelo menos, diminuição nas perdas registradas e acumuladas nos últimos tempos).

A análise do comportamento de algumas variáveis do setor de seguros mostra que até março de 2016, a característica principal é de uma taxa de crescimento relativamente baixa agora distribuída em praticamente todos os negócios. Nos ramos típicos de seguros (por exemplo, automóvel, pessoas, residencial, empresarial, etc), mas ainda sem considerar as operações de saúde suplementar, a variação acumulada é de mais 2%. Como comparação, em todo ano de 2015, esse mesmo número foi 5%, também positivo. Já nos produtos do tipo VGBL, a variação acumulada até agora é um pouco maior, de 4%.

Os valores de 2016 ainda não são suficientes para definir uma tendência definitiva para todo o exercício. De qualquer maneira, não podemos negar que os primeiros dados do ano não foram favoráveis. Ou seja, um valor bem abaixo da variação de inflação no mesmo período, que foi entre 8% e 10%. Em 2016, a variação acumulada total de receita foi de mais 2%. Separando esse número por tipo de produto, os seguros de pessoas e os seguros de ramos elementares tiveram também a mesma variação, de mais 2%. Até agora, a variação dos números está pequena. Em ambos os casos, houve perda para a inflação no período.

O consultor escolheu dois outros segmentos importantes ligados ao setor de seguros: os mercados de resseguro local e de capitalização. Nesse início de 2016, a evolução do segmento de capitalização continuou baixa. Por enquanto, temos uma variação positiva de 1%, quando comparamos ao mesmo período do ano anterior. Infelizmente, nos últimos anos, esse segmento sempre teve evoluções bastante expressivas. Ressalte-se que esse é um fenômeno análogo ao ocorrido em outros ativos populares da economia (caderneta de poupança, por exemplo, com mais saques do que depósitos).

Por outro lado, a evolução do resseguro, embora sofrendo influência da receita de seguros, tem sido bastante favorável nos últimos tempos, por fatores próprios ao seu mercado, como a desvalorização cambial de 2015. Em 2015, o seu crescimento foi de 31%. Em 2016, a evolução continua positiva, mas com menor intensidade.

Em termos de crescimento, a evolução da saúde suplementar tem sido relativamente uniforme, com um bom grau de correlação ao longo do tempo. Nos últimos anos, houve uma variação média de crescimento de 15% ao ano, com influência das taxas de inflação. Mas, em 2015, esse patamar ficou um ponto menor, mas ainda assim bem favorável.

O valor das reservas, ao final de 2014, foi de R$ 550 bilhões, com variação de 17% em relação ao ano anterior. Já em 2015, o valor foi de R$ 650 bilhões, uma variação de 18% em relação ao ano anterior. Em 2016, o patamar deve chegar próximo ao montante de R$ 750 bilhões.

O lucro líquido acumulado (seguradoras, resseguro local e capitalização) teve variação de 17% (R$ 17,3 bilhões para R$ 20,2 bilhões).Os números de 2013 a 2015 indicam que houve queda na rentabilidade acumulada das empresas (17% para 10%). Em seguradoras, a variação foi um pouco menos intensa, de 13% para 11%. Apesar dessa variação, podemos dizer que o lucro líquido ficou parcialmente satisfatório, sobretudo devido às circunstâncias em que vive a economia. Como houve diminuição no Patrimônio Líquido acumulado do setor, isso acabou proporcionando uma taxa de rentabilidade (Lucro Líquido/Patrimônio Líquido) até mais favorável, nos valores totais das companhias.

“Embora ainda sejam poucos, o que dificulta uma conclusão mais precisa, a rentabilidade média do setor em 2016, até agora, está em queda, em termos nominais. Mas, como já comentado, é necessário haver mais dados para que se caracterize uma tendência”, ressalta Galiza.

Previsões

O comportamento da economia tem influência direta no mercado de seguros. Assim, a hipótese é de que o segmento irá perder pela queda do PIB, mas, por outro lado, terá obtido ganhos (em termos nominais) pelo aumento da inflação. Isso proporcionou certa compensação em algumas variáveis.

Em 2015, o segmento de seguros (sem as operadoras de saúde) cresceu 5%, abaixo do valor de 2014, em relação ao ano de 2013, que foi de 10%. Em 2016, a projeção atual é de um crescimento de 7%. Quando consideramos também os produtos das operadoras de saúde, o valor em 2015 foi de 10%. Quando consideramos também os produtos do tipo VGBL, a variação atingiu em 2015 o número de 13%, mesmo valor de 2014, mas agora vivendo uma realidade inflacionária diferente (isto é, mais elevada). Em 2016, essa estimativa de variação deve cair. Na média, consideramos um valor de 10%. Em 2015, as reservas tiveram a mesma taxa de variação de anos anteriores. Ou seja, acima de 15% ao ano. Esse número é estimado também para 2016.