Afinal, o que está sendo discutido no seguro garantia?

João Di Girolamo Filho, diretor de seguro de garantia da Swiss Re Corporate Solutions, responde:

Com a Lava Jato, muitas obras ficaram paralisadas e outras sem conclusão. Como atuou o seguro nessas obras?

Não é possível comentar sobre casos de sinistros específicos, dado que estes são tratados de forma sigilosa pelas seguradoras, porém é possível afirmar que a operação Lava-Jato teve consequências graves para a continuidade operacional de alguns grandes grupos econômicos focados no setor de infraestrutura. As condições de financiamento se alteraram radicalmente em pouco tempo, chegando, inclusive, a inviabilizar crédito para parte das companhias. Neste cenário, algumas empresas não conseguiram dar andamento aos seus contratos perante os contratantes. Por outro lado, também houve situações em que a obra foi paralisada pela falta de pagamento por parte do contratante. O seguro garantia atua exatamente impedindo essas questões por meio da mediação, em um primeiro momento e, caso não seja possível um acordo, com a regulação de sinistro. Neste momento, a seguradora define a culpabilidade e mensura os prejuízos causados pelos inadimplementos. A grande diferença do seguro garantia para os outros tipos de caução previstos na legislação brasileira é a possibilidade de finalizar o objeto contratual. Porém, dado a obstáculos na atual legislação, atualmente esta alternativa de indenização não pode ser utilizada nas contratações públicas.

Quais as mudanças que estão sendo debatidas no seguro garantia? O percentual vai mesmo para 30% ou chegará até 100%?

A Federação Nacional de Seguros – FenSeg, em conjunto com a Confederação Nacional das Empresas de Seguros – CNseg, estão participando dos debates e têm feito um ótimo trabalho. Atualmente, estão sendo discutidos mais de 10 projetos de lei que tratam do seguro garantia, com variadas opiniões. O consenso do mercado, posição que defendemos, preserva o produto atual para contratações mais simples, com percentuais que variam de 5% a 20% do valor total do contrato. Para contratações de obras mais complexas, com valores superiores a R$ 100 milhões e com a chamada “cláusula de retomada de obra” (essa cláusula dará à seguradora a possibilidade de concluir o projeto), o percentual deverá ser elevado para 30%. Para isso, obviamente, as seguradoras deverão contar com mais segurança jurídica nas contratações, ou seja, projetos mais bem estruturados, mais transparentes, com mais informações sobre os contratantes, com segurança sobre o direito da seguradora em retomar a obra, readequação de prazos, segurança sobre a não sucessão das dívidas trabalhistas passadas, etc.

As seguradoras poderão retomar a obra em caso de falhas no cronograma?

Sim, esse é o modelo do país referência em seguro garantia, os Estados Unidos. O percentual de 30% é justamente o que esperamos de sobrecusto médio para a implementação de projetos inacabados, contando que o já orçado pelo poder público no contrato original continue a ser liberado para a finalização das obras, ou seja, o poder público não teria prejuízos para finalizar a respectiva obra. Para isso, além das reformas legislativas e normativas que darão base e segurança jurídica para a operação deste novo produto, as seguradoras deverão se estruturar para dar suporte a ele. Deverão contar com uma área de subscrição de riscos mais voltada para a análise da engenharia dos projetos, uma área de monitoramento de risco capaz de cobrir o território nacional ou sua área de atuação, bem como uma boa estrutura na área de sinistros, por onde deverão ocorrer as retomadas das obras inacabadas. Esta é a área que deverá receber o maior investimento para a criação deste produto.

Isso ajuda no gerenciamento de risco?

Sim. Na verdade, isso obriga a seguradora a ser mais diligente tanto na concessão da garantia, como também no monitoramento deste risco garantido. Por isso, o investimento também deverá ser direcionado para a área de monitoramento das seguradoras, seja criando uma área internamente, seja aliando-se e contratando parceiros para estes serviços.

Já há novos produtos no mercado ou ainda estão sendo desenhados, no aguardo da regulamentação?

É importante salientar que o seguro garantia já prevê, como uma das formas de indenização, a conclusão do objeto contratual. Porém, por questões do direito administrativo e público, dificilmente uma seguradora conseguiria concluir um contrato nos moldes atuais. No momento, o mercado aguarda as fundações deste novo “performance bond”. Temos exemplos internacionais sobre seu funcionamento, mas ele precisará ser nacionalizado, ou seja, primeiro precisamos criar as bases legislativas de direitos e deveres para que possamos discutir, junto ao órgão regulador, como desenhar as condições do produto.

Caso os projetos de infraestrutura retomem em 2017, quais as novidades em seguros para ofertar aos clientes e investidores?

O mercado segurador tem potencial de inovação suficiente para criar soluções diversificadas. Por exemplo, a retomada de obras possui casos de sucesso em obras privadas. Isso acontece quando as partes concordam em moldar o produto para tal finalidade. Porém, não depende somente do mercado segurador criar um produto – e isso ficou bem claro com a experiência atual vivenciada no seguro garantia. Todos os stakeholders devem estar de acordo com as condições que o mercado pode ofertar, em contrapartida com as condições que os segurados e tomadores da garantia podem suportar. Tudo isso, voltado para contratações que normalmente são mais burocráticas e de fato possuem maior fiscalização, dada a injeção de dinheiro público. Quando falamos de seguro garantia para retomada de obras públicas, primeiro precisamos negociar as bases com o poder público e contratantes do produto, para depois construirmos as condições do produto e ofertá-lo no mercado.

Fabio Leme assume a vice-presidência técnica da HDI Seguros

A HDI Seguros, quinta maior seguradora automotiva do País e líder na região Sul, anuncia o diretor de Automóvel e Massificados, Fabio Leme, como o novo vice-presidente Técnico.

Desde 2010 na companhia, Leme chega ao cargo após seis anos como diretor na empresa. Oficialmente, o executivo passou a exercer a nova função na última segunda-feira (5).

“Chegar à vice-presidência de uma companhia como a HDI Seguros é muito gratificante. Vou encarar esse desafio como uma oportunidade para continuar ajudando a empresa a crescer, além de dar continuidade no trabalho que foi realizado com excelência pelo Murilo. Temos uma equipe muito qualificada e tenho certeza que a HDI alcançará grandes resultados nos próximos anos”, declarou Leme.

Carlos André Guerra e Humberto Madeira são os novos VPs da Prudential

A Prudential do Brasil anuncia hoje seus novos executivos. Carlos André Guerra assume como novo vice-presidente de Vida em Grupo e Humberto Madeira será o novo vice-presidente de Compensation e Consultoria de Franquia.

Carlos Guerra é formado em direito, administração de empresas e pós-graduado em mercado de capitais pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC/RJ). Tem experiência de 23 anos na área de seguros. Passou por grandes companhias ao longo da sua trajetória profissional, entre elas: IBM Brasil, Banco Icatu, Itaú Unibanco e Seguradora Líder DPVAT e atuou nas áreas de previdência complementar aberta e fechada, seguros e capitalização no Brasil e no exterior.

Guerra sempre esteve atento ao crescimento e ao desenvolvimento do mercado segurador brasileiro, com passagem nas principais entidades do setor como a Associação Nacional da Previdência Privada (ANAPP), Sindicato das Entidades Abertas de Previdência Privada no Estado de São Paulo (SINDEPP-SP), Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FENAPREVI), Sistema Nacional de Seguros Privados (CRNSP), entre outras. Ele também responde pela presidência do Conselho de Ética do Mercado Segurador.

O novo vice-presidente começará a trabalhar na Prudential do Brasil no dia 19 de dezembro e será responsável pela operação de Vida em Grupo, que se encontra em processo de aprovação na Superintendência de Seguros Privados (Susep). “A vinda do Guerra para a companhia trará uma contribuição fundamental para o novo negócio. Sua experiência no mercado de seguros e em operações de vida em grupo será de grande importância” declarou Marcelo Mancini, Presidente e CEO adjunto da companhia.

Já a história do Humberto Madeira na Prudential do Brasil começou em 1999, quando participou do segundo grupo de corretores a comercializar o seguro de vida individual da Prudential do Brasil no país. Em 2008, depois de receber por quatro vezes o maior reconhecimento oferecido pela seguradora aos corretores e como consequência de seu sucesso empresarial, foi convidado a integrar o quadro de funcionários da Prudential do Brasil como Diretor Regional & Comercial (RCMO) de Minas Gerais. Em 2014, Madeira foi promovido a diretor de Parcerias Comerciais. No ano seguinte, o executivo passou uma temporada na Polônia como expatriado, onde exerceu o cargo de vice-presidente do Modelo Life Planner.

Nesta nova atividade, Humberto será o vice-presidente de Compensation e Consultoria de Franquia, responsável pelas áreas de Compensation & Franquia, Consultoria de Campo e Consultoria às Agências. “Estou muito feliz em ter o Humberto de volta às nossas operações na Prudential do Brasil, sabendo que sua experiência agregará muito aos nossos desafios futuros.” afirma Mancini. Antes de ingressar na Prudential do Brasil, Humberto trabalhou em empresas como Rhodia, Vale Refeição e Listel S.A.

Liberty Mutual adquire Ironshore por US$ 3 bilhões

A Liberty Mutual Insurance anunciou hoje que assinou um acordo definitivo para adquirir a Ironshore Inc., uma das principais empresas especializadas em linhas especiais da Fosun International Limited. A transação deverá fechar no primeiro semestre de 2017, após aprovações regulamentares. Após o fechamento, a Liberty Mutual adquirirá uma participação de 100% na Ironshore. O preço de compra equivalerá ao valor contábil tangível real de 1.45 vezes o Ironshore no final de 2016 e estima-se que seja de aproximadamente US$ 3 bilhões. O preço de compra está sujeito a ajustes de preços de fechamento.

Uma vez fechada a transação, a Ironshore continuará operando com a mesma equipe de gerenciamento e marca, mas como parte da maior organização Liberty Mutual, que tem foco no crescimento de suas operações de linhas especializadas. “Estamos satisfeitos por incorporar a Ironshore e sua equipe de gerenciamento comprovada liderada pelo CEO Kevin H. Kelley”, disse David H. Long, presidente e CEO da Liberty Mutual Insurance.

“A Ironshore possui um histórico de seguro de risco especializado global e diversificado rentável e é um complemento ideal para a Liberty Mutual, proporcionando escala adicional, expertise, inovação e relações de mercado para nossos negócios globais de especialização avaliado em US$ 5 bilhões”.

A Ironshore, que foi fundada em 2006, tinha prêmios brutos de US$ 2,2 bilhões em 2015 e é uma das dez maiores seguradoras de riscos em excessos e excedentes nos EUA. A empresa, com aproximadamente 800 empregados, tem escritório em 15 países, com base nos Estados Unidos, Bermudas e Londres.

“A combinação de Ironshore e Liberty Mutual é uma proposta vantajosa para ambas as empresas”, disse Kevin H. Kelley, CEO da Ironshore. “A Ironshore passará a fazer parte de outra empresa “A” com um alcance global, um sólido balanço, ampla base de clientes e uma capacidade muito maior para gerar crescimento lucrativo”.

Barclays Capital Inc. atuou como consultor financeiro e Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom LLP prestaram assessoria jurídica à Liberty Mutual Insurance na transação.

Odebrecht pode voltar a liderar ranking de maiores clientes de seguros com acordo de leniência

Corretores e consultores de riscos comemoram o maior acordo de leniência do mundo assinado pelo Grupo Odebrecht com o Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba e que envolve acordos de delação premiada com 77 executivos e ex-funcionários do conglomerado. O grupo pagará um total de R$ 6,7 bilhões como multa civil, com pagamentos que serão realizados anualmente e no prazo máximo de 20 anos.

O acordo, que envolve órgãos reguladores do Brasil, dos Estados Unidos e da Suíça, é um passo decisivo para que o conglomerado possa voltar a contratar com o Poder Público e deixe de ser considerado inidôneo. “Esperamos com esse acordo que o grupo volte a ser entre os 5 maiores compradores de seguros do país”, Rodrigo Protásio, CEO da JLT RE.

A expectativa é de que a construtora volte a participar das novas licitações de concessões e de obras públicas. “A Odebrecht é responsável pelas grandes obras de geração de energia, construção de submarinos, aeroportos entre outros. Poderão exercer papel fundamental a partir do próximo ano nas novas e necessárias obras de infraestrutura-estrutura.

Nas contas de Protásio, a Odebrecht tem a capacidade de gerar mais de R$ 200 milhões em prêmios anuais para o mercado de seguros no Brasil. Os seguros garantia de contratos e de riscos de engenharia estão entre os principais beneficiados pela retomada das obras de infraestrutura. “A Odebrecht é uma empresa altamente capacidade tecnicamente e com filosofia de gerenciamento de riscos e de obras com padrão top mundial,” afirma Protasio.

Já Caio Timbó, diretor financeiro da LTSeg, não está tão otimista. “Acho precoce criar expectativa em cima da operação, pois a Odebrecht é apenas uma das construtoras envolvidas na Lava Jato, investigação que atingiu todo o mercado de construção civil e secou o crédito para o setor e isso descapitalizou o setor público”, afirmou. “Com o acordo, a construtora pode tomar crédito, mas isso não significa que ela vai conseguir o crédito no custo que precisa para retomar ou iniciar projetos”.

O consultor de riscos Alvaro Trilho ressalta que os seguros de risco de engenharia e de garantia, que estavam praticamente paralisados, voltam a ter negócios. “Com a retomada das obras, que ainda deve demorar um período, o seguro de performance volta a ser emitido. Com isso, se tem um impacto também no seguro transporte, para peças e equipamentos das obras, mas é um impacto marginal e que deverá ter efeito apenas no final de 2017”, conclui Trilho.

SURA e Saraiva relançam seguros de roubo, quebra e garantia estendida

A Saraiva formaliza nova parceria para ampliação e aprimoramento de seu portfólio de seguros de roubo, quebra e garantia estendida com a Sura. Atualmente, o portfólio de serviços de seguros da Saraiva conta com os seguros de roubo, furto qualificado e quebra acidental, além da Garantia Estendida, que proporciona extensão da garantia do fabricante por mais 12 ou 24 meses. Entre os produtos elegíveis aos dois serviços estão itens de tecnologia, como, por exemplo, notebook, smartphone, tablet, fones de ouvido ou mouse.

Com o início da operação da Seguros SURA, além do seguro de roubo, furto qualificado e quebra acidental [Proteção Mais Saraiva], a rede passa a oferecer também o seguro de roubo e furto qualificado [Proteção Saraiva]. Ambos os serviços são válidos por um ano. Em caso de sinistro, o cliente recebe um produto igual ou similar ao contratado no seguro, caso o item eventualmente tenha saído do mercado.

Atualmente, o seguro pode ser contratado apenas no ato da compra do produto, porém a partir de novembro, tanto o Proteção Mais Saraiva, quanto o Proteção Saraiva poderão ser adquiridos em até 30 dias após a compra do item. O mesmo vale para a Garantia Estendida, que a partir do próximo mês pode ser contratada até 60 dias antes do término da garantia do fabricante. Além disso, com a parceria da Sura, o cliente Saraiva passa a ter uma central de atendimento exclusiva para abertura de sinistro e esclarecimento de dúvidas.

Valor: Mercado estuda opções de seguro garantia

De olho nos 34 projetos de infraestrutura anunciados pelo governo de Michel Temer em setembro, corretores, seguradores e resseguradores debatem entre si, e também com governo, investidores e construtoras, as bases para construir as condições dos seguros de garantia e de riscos de engenharia para ofertar ao mercado. “São vários os aspectos debatidos e que podem alterar substancialmente o seguro garantia para contratos públicos”, informa Roque Melo, diretor técnico da JMalucelli, a principal seguradora em garantia.

Leia a matéria completa no link do Suplemento de Infraestrutura do Valor

Porto Seguro lança Seguro Auto Popular por meio da Azul Seguros

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Lançado com exclusividade, o produto é voltado para quem não tem seguro de veículo e o preço pode ficar até 30% abaixo da média de valor do seguro tradicional
A Azul Seguros, empresa do Grupo Porto Seguro, é a primeira a oferecer o seguro popular, que será lançado em dezembro para São Paulo, capital, e região metropolitana. “Desenhamos um produto que possibilita a diminuição no preço do seguro em até 30% e deverá atrair a população que não possui seguro de automóvel por conta do orçamento pessoal mais apertado”, afirma Luiz Pomarole, diretor geral de Auto da Porto Seguro. De acordo com a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNseg), estima-se que 70% dos veículos que circulam no Brasil estão descobertos.

Ao lançar esse produto, a Azul Seguros estimula a inclusão securitária, incentiva novas oportunidades de negócio e contribui para a sustentabilidade do setor, pois utiliza peças de desmontagem. A redução de preço se tornou possível porque a Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou recentemente as seguradoras a utilizarem peças de desmontagem em consertos de veículos, oriundas de empresas de desmontagem credenciadas. A modalidade permite ainda a utilização de peças de reposição não originais novas similares às dos fabricantes de veículos. “Nosso objetivo é oferecer um seguro para automóveis mais em conta sem perder na qualidade no momento do reparo e também nos serviços oferecidos”, explica Felipe Milagres, diretor da Azul Seguros.

O serviço poderá ser realizado em oficinas referenciadas ou de livre escolha, com peças fornecidas pela Renova Ecopeças, empresa da Porto Seguro que possui experiência de três anos no segmento de desmontagem de veículos, que garante a procedência e a qualidade. Já em casos de reparos de freios, suspensão, amortecedores e pneus, que são itens de segurança, serão utilizadas peças novas.

Segundo Milagres, o uso das peças de desmontagem e das peças novas não originais pelas seguradoras deve ser comunicada aos segurados. “A comunicação será clara, com informações suficientes e destacadas a respeito da procedência das peças”, finaliza. A inovação vai possibilitar que o seguro fique mais acessível e seja customizado para as pessoas que ainda não possuem proteção para os seus veículos.

O Seguro Azul Seguro Auto Popular é destinado aos automóveis com importância segurada de até R$ 60 mil, com data de fabricação a partir de cinco anos ou mais. O produto, que pode ser parcelado em até 10 vezes iguais, oferece cobertura básica para colisão, roubo, furto, indenização de 80% a 90% da tabela Fipe, assistência 24 horas e guincho em até 100 km. Há também as coberturas de Responsabilidade Civil Facultativa (RCF), com indenização de R$ 25 mil; e opcional de Danos Morais e Estéticos Facultativo, com indenização de R$ 5 mil ou R$ 10 mil.

CNseg cria Comissão de Gestão de Riscos

Fonte: CNseg

Aprovada pelo Conselho Diretor da Confederação, a nova Comissão de Gestão de Riscos terá em seu radar temas relevantes para o mercado, incluindo ORSA (auto avaliação de solvência e risco), questionário de risco, regras de utilização para fator reduzido de capital, modelos internos, outros temas ligados a capital de risco e ajustes no PLA (patrimônio líquido ajustado), com reflexo direto na solvência das empresas.

A Circular Susep 521, de julho de 2015, estabeleceu que as empresas deverão implantar suas Estruturas de Gestão de Riscos, as quais deverão prever processos, metodologias e ferramentas para identificar, avaliar, mensurar, tratar e monitorar, tanto em nível individual como agregado, todas as exposições a riscos atuais e emergentes. Isto tornou latente e irrevogável a necessidade de um fórum permanente e robusto que pudesse discutir e acompanhar estes temas de forma mais eficiente, explicou a superintendente de Acompanhamento Técnico da CNseg, Karini Madeira.

Em paralelo à implementação desta estrutura organizada pela CNseg, ela lembra que, pela Circular 521, também é exigido das empresas nomear, até 31 de dezembro de 2016, um Gestor de Riscos, com a suficiente qualificação e experiência, que será responsável por supervisionar continuamente os processos e procedimentos relacionados à gestão de riscos da entidade.

Karini acrescenta que, na Comissão, as discussões não se limitarão àquelas exigidas no âmbito da Susep. “Com a criação da Comissão, queremos ensejar a troca de experiências entre estes profissionais, contribuindo para a implementação de estruturas sólidas de gestão de risco, além de criar um grupo coeso e fortalecido, que possibilite o debate com os órgãos reguladores mais amadurecidos e alinhados com o planejamento estratégico da CNseg”, afirma.

Composição

A comissão seguirá o Regimento Interno das Comissões Temáticas da CNseg. Logo será composta por até oito membros indicados por cada Federação e pela própria CNseg. E é muito provável que os futuros integrantes saiam do antigo Grupo de Trabalho de Gestão de Risco.

A expectativa é que grupo se reúna ainda no primeiro trimestre de 2017. Em parceria com a Susep, o grupo discutirá um documento de orientação, nos mesmos moldes de outros já publicados pela autarquia, que ajudará as associadas na implantação da estrutura de Gestão de Risco, além de debates e troca de experiências no âmbito da própria comissão.

Emergentes puxarão o crescimento do setor em 2017 e 2018, afirma Swiss Re

Novo estudo da Swiss Re: Global insurance Review and Outlook para 2017/18. A economia global deverá crescer moderadamente nos próximos dois anos, apoiando o crescimento contínuo nos volumes de prêmios de seguros, afirma o estudo. Prevê-se que o crescimento dos prêmios no segmento global de seguros gerais (ou ramos elementares ou não vida, no jargão do setor) recue ligeiramente de 2,4% em 2016 em termos reais para 2,2% em 2017 e voltem a avançar 3% em 2018. No setor da vida, os prêmios globais deverão crescer 4,8% em 2017 e 4,2% em 2018. Os mercados emergentes, em especial a Ásia emergente, serão o principal impulsionador do crescimento dos prêmios nos segmentos de seguros gerais e de vida.

“A indústria de seguros enfrenta ventos contrários, com crescimento econômico moderado e ainda ampla capacidade nos mercados criando um ambiente de preços desafiador”, diz Kurt Karl, economista-chefe da Swiss Re. “No entanto, os volumes de prêmios continuam a crescer, tanto nos mercados avançados como emergentes, juntamente com a actividade económica e um aumento da taxa de penetração de seguros, particularmente nos mercados emergentes”.

Entre as principais economias, espera-se que os EUA cresçam um pouco mais de 2% em termos reais ajustados à inflação nos próximos dois anos. A eleição de Donald Trump como presidente eleito não foi explicitamente incorporada na previsão dos EUA, mas este desenvolvimento é improvável que tenha um grande impacto nos mercados de seguros nos próximos dois anos, escrevem os autores do estudo.

A área do euro e o Reino Unido deverão crescer cerca de 1% e 1,5%, respectivamente, enquanto o Japão deverá crescer menos de 1%. A China deverá crescer em torno de 6,5%. A política monetária se manterá acomodativa nos próximos dois anos, mesmo que se espera que os EUA aumentem gradualmente as taxas. Espera-se que outros bancos centrais mantenham intactas suas taxas de política e políticas de flexibilização quantitativa. Com as taxas de arrecadação do Fed, as taxas de rendibilidade das obrigações de dívida pública dos Estados Unidos a 10 anos aumentarão provavelmente, elevando ligeiramente os rendimentos na Europa.

Mercados emergentes devem impulsionar o crescimento de seguros gerais

Prevê-se que o volume de prêmios do setor não-vida aumente 2,2% em termos reais em 2017, depois de 2,4% em 2016 e de 3% em 2018. Prevê-se que o crescimento dos prêmios nos mercados emergentes aumente de forma constante, passando de 5,3% em 2016 para 5,7% em 2017 e 6,7% em 2018. Uma melhoria nos preços das matérias-primas e o reforço da atividade econômica estimularão a procura de seguros das regiões emergentes. A Ásia emergente provavelmente terá o maior crescimento nos prêmios não-vida, com previsão de ser de quase 8% em 2017 e 9% em 2018. Um fator contribuinte serão as oportunidades de investimento apresentadas pelo programa One Belt One Road da China, que deverá gerar Um aumento na demanda por seguros comerciais.

O ambiente de preços no setor não-vida global continua a ser um desafio. Os preços nas linhas comerciais continuam a deteriorar-se em todas as regiões, mas a um ritmo mais lento. Em contraste com muitas outras linhas comerciais, no entanto, as taxas de seguro cibernético continuar a endurecer, mas em um ritmo lento e poderia nivelar em breve.

A maior conscientização dos riscos associados aos ataques cibernéticos e às violações de dados está aumentando a demanda por soluções de seguros relacionadas e representa uma oportunidade de crescimento significativo para o setor não-vida. Até à data, a rentabilidade não-vida tem sido sustentada por baixas perdas por catástrofes naturais e libertações de reservas. Assumindo que as perdas médias de catástrofes naturais e a diminuição das liberações das reservas, o retorno sobre o capital próprio (ROE) deverá diminuir de 8% em 2015 para cerca de 6% em 2016-18.

No resseguro não-vida, o crescimento global de prêmios deverá ser de 2,7% em 2017 e de 2,9% em 2018, com base no aumento das cotas dos mercados emergentes.

No setor de vida, espera-se que o crescimento de prêmios seja significativamente mais forte do que no de seguros gerais. Prevê-se que os volumes globais de prêmios de vida aumentem 5,4%, 4,8% e 4,2% em 2016, 2017 e 2018, respectivamente. A expectativa é de que os prêmios de mercado avançados cresçam 2,1% em 2017 e 2018, mas o principal motor será novamente os mercados emergentes, onde a estabilização do crescimento económico, o crescimento das populações, a urbanização e uma classe média ascendente sustentam uma perspectiva positiva.

Prevê-se que os prêmios de vida dos mercados emergentes cresçam 14,9% em 2017 e 10,9% em 2018, sustentados por um crescimento robusto dos produtos de poupança, em especial nos países emergentes da Ásia. A China fará uma forte contribuição com o governo visando um aumento na penetração de seguros para 5% até 2020, de 3% em 2014.

O ambiente de baixa taxa de juros em curso continua a colocar problemas para as seguradoras de vida. Em termos de rentabilidade, o ROE para o setor caiu de 13% no início de 2015 para 10% no ano passado, à medida que os retornos dos investimentos enfraqueceram e as pressões de preços aumentaram.

As seguradoras de vida estão ajustando as carteiras de produtos e ativos em uma tentativa de aumentar a lucratividade, mas levará tempo para isso ter um efeito material no perfil de risco geral e nos lucros das seguradoras.

No resseguro de vida, espera-se que o crescimento global de prêmios seja de aproximadamente 1,5% em 2016 e 1% nos anos de 2017 e 2018, principalmente devido ao crescimento muito baixo nas economias avançadas, onde a maior parte das cessões se originam. O crescimento do prêmio de resseguro nos mercados emergentes deverá ser de 8% ou mais.